As origens da
Aviação Militar estão nos campos de batalha da
Guerra do Paraguai.
Ela nasceu ali por iniciativa do Duque de Caxias. Foi desativada com a criação da
Força Aérea Brasileira em 1941 e recriada em 1986.
A Aviação do Exército (AvEx ) é
o segmento aéreo do Exército Brasileiro que objetiva
proporcionar aeromobilidade à Força Terrestre.
Trata-se do emprego de um vetor de
modernidade inserido em um pólo dedicado à
absorção, domínio e difusão de tecnologia e
doutrina desse segmento da guerra moderna.

VÍDEO -
21 ANOS DA AVEX (03:48 MIN)
HISTÓRIA
DA AVIAÇÃO DO EXÉRCITO
A origem da Aviação do Exército tem como
cenário os campos de batalha de Humaitá e Curupaiti,
na Guerra da Tríplice Aliança. Ao Patrono do
Exército, Duque de Caxias, coube o pioneirismo de empregar
balões cativos em operações militares na
América do Sul, com
a finalidade de observar as linhas inimigas.
Origem da Aviação Militar na
Guerra do Paraguai.
(Arte EB)
Após a Guerra, foi criado o
Serviço de Aerostação Militar, cujas atividades
balonísticas se desenvolveram por mais 47 anos. Em 1913, foi
criada a Escola Brasileira de Aviação no Campo dos
Afonsos,
no Rio de Janeiro - RJ, ocasião em que foram adquiridos os
primeiros aviões do Exército de fabricação
italiana.
Em 1915, esses aviões foram empregados sob o comando
do General Setembrino, na Campanha do Contestado. O Então,
Tenente Aviador Ricardo Kirk, Diretor da Escola de
Aviação e Comandante do Destacamento de
Aviação, faleceu nesta campanha em 1º de
março de 1915 durante uma missão de reconhecimento
aéreo onde hoje está localizado o município de
General Carneiro, no Paraná.
Em reconhecimento pelo seu pioneirismo e inúmeros feitos, o Ten
Kirk foi promovido "post mortem" ao posto de Capitão.
Também por sua importância, é considerado, por
todos os aviadores da Força Terrestre, como o maior herói
da Aviação do Exército.
Em 1927, a Aviação Militar passou por uma fase de
reorganização e desenvolvimento, criando-se a Arma de
Aviação do Exército. Com aviões novos e a
vinda da Missão Militar Francesa de Aviação, foi
dado um grande impulso para a Escola de Aviação Militar
e, consequentemente, para a nova Arma.
A primeira unidade aérea da Aviação Militar foi
criada em maio de 1931, no Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro - RJ, e
denominada Grupo Misto de Aviação. Este teve uma
atuação destacada no combate aos revolucionários
paulistas na Revolução de 1932.
Por decreto presidencial, em 20 de janeiro de 1941, foi criado o
Ministério da Aeronáutica, atribuindo-se à
Força Aérea Brasileira a exclusividade da
realização de estudos, serviços ou trabalhos
relativos à atividade aérea nacional, extingüindo-se
o Corpo de Aviação da Marinha e a Aviação
Militar, encerrando, assim, a fase inicial
da Aviação do Exército.
O RENASCIMENTO DA AVIAÇÃO DO
EXÉRCITO
As experiências e
constatações colhidas dos conflitos bélicos,
após a Segunda Grande Guerra mostraram a necessidade da
força militar terrestre dominar e utilizar a faixa inferior do
espaço aéreo, buscando mobilidade tática e o
aumento do poder de
combate.
Acompanhando a evolução de outros exércitos, o
Exército Brasileiro conscientizou-se da necessidade de implantar
uma aviação própria e, com isso, propiciar um
maior poder, mobilidade e flexibilidade à Força
Terrestre.
VÍDEO -
ANIVERSÁRIO DA AVEX (04:39 MIN)
Buscando a modernização e
a adequação da Força ao novo cenário, na
década de 80, o Estado-Maior do Exército iniciou os
estudos doutrinários do emprego de aeronaves de asas rotativas
em proveito das forças de superfície, que culminaram na
criação da Diretoria de Material de Aviação
do Exército (DMAvEx) e do 1º Batalhão de
Aviação do Exército (1º BAvEx), em 1986.
Fisicamente, a Aviação passou a tomar forma com a
instalação do 1º BAvEx na cidade de
Taubaté-SP, em janeiro de 1988. Esta localidade foi escolhida,
dentre outras, por sua posição estratégica no eixo
Rio - São Paulo e por sua proximidade aos importantes centros
industriais e de pesquisa na área da aviação, como
a Embraer, Helibras e Centro Técnico Aeroespacial.
Outro marco da implantação foi a concorrência
realizada, em 1987, que culminou com a aquisição de 16
Helicópteros HB 350 L1 - Esquilo (HA-1) e 36 SA - 365 K Pantera
(HM-1) do Consórcio Aeroespatiale/Helibras e com a entrega, em
abril de 1989, do primeiro helicóptero Esquilo ao 1º BAvEx.
Dois Panteras da AvEx na
Operação Timbó
II - Julho de 2004.
(Foto EB)
Após o recebimento das 52
aeronaves adquiridas e em face da reorganização da AvEx e
da necessidade de mais helicópteros, por meio de um termo
aditivo ao contrato com o consórcio Aeroespatiale/Helibras, foi
comprado um lote de 20 AS 550 A2 FENNEC (versão da Anv HA-1).
Como conseqüência da participação do
Exército Brasileiro na Missão de Observadores Militares
Equador-Peru (MOMEP), foram adquiridas quatro aeronaves S70-A (Black
Hawk) em 1997. Encerrada a missão, as aeronaves seguiram da
Fronteira Peru-Equador para o Brasil e, em 1999, passaram a integrar
o 4º Esquadrão de Aviação do Exército,
sediado em Manaus-AM.
O S70A - Black Hawk (HM-2) é um
helicóptero de manobra básico.
(Foto AvEx)
Os pioneiros da aviação
recente tiveram sua formação nas Forças
irmãs e, após absorver, mesclar, adequar e
aperfeiçoar os conhecimentos obtidos na Marinha e
Aeronáutica, foi possível criar
um pólo de difusão de tais conhecimentos na
própria AvEx, que hoje, além de formular e estabelecer
doutrinas inerentes à aviação, é capaz de
formar seus próprios especialistas.
(Clique na foto abaixo
para ampliação)
Um Pantera da AvEx na Operação
Solimões - Julho de 2007.
(Foto EB)
Atualmente, centenas de alunos, oficiais
e praças são possuidores de cursos ou estágios
realizados na AvEx, muitos dos quais estão distribuídos
pelo Brasil, levando consigo a semente dos ideais da
aviação. A cada dia a AvEx consolida-se como uma
aviação capaz e exemplar, não somente no
cenário nacional mas também no internacional.
São mais de 90.000 horas voadas, operando em regiões e
climas diversificados, seja na caatinga ou nas imensidões
amazônicas, nos pampas ou na cidade. Surpreende pela capacidade
de operar em distâncias ditadas pelas dimensões
continentais deste País.
VÍDEO - ASSALTO
AEROMÓVEL NA
OPERAÇÃO
PORAQUÊ 2008 (02:19 MIN)
Destaca-se pela versatilidade, pois,
além de apoiar a força militar terrestre, auxilia a
comunidade na
execução de ações de cunho
cívico-social, no resgate aeromédico, na busca e
salvamento, no apoio em calamidades públicas e em tantas outras
atividades que elevam o nome da
instituição.
(Clique
na foto abaixo para ampliação)