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Exército Brasileiro  -  EB

Meios Disponíveis e Futuros



A ARMA BLINDADA DO EB



Leopard 1A1

Leopard 1A1 do EB em Ação.
(Foto EB)



INTRODUÇÃO

EE-9 CASCAVEL


EE-11 URUTU


LEOPARD 1 A1 & 1 A5

M60 A3 TTS

M113-B

M41-C

M108 / 109


O FUTURO

FONTES & LINKS

VÍDEOS




INTRODUÇÃO


Nos dias atuais, não há como se pensar em força terrestre sem o emprego de blindados. Essas viaturas especiais estão presentes em qualquer situação que exija o emprego da força como fator de acréscimo ao poder de combate, em conflitos externos, ou como elemento de dissuasão, em conflitos internos.


A história dos blindados no Brasil começa no ano de 1921, quando o Exército Brasileiro (EB) adquire o Carro de Combate (CC) Renault.


O termo blindado designa, de forma genérica, todo veículo automotor que possui relativa proteção blindada e é empregado em campanha diretamente no combate ou para transportar pessoal.


Atualmente, estão em uso no EB as seguintes viaturas blindadas: EE-9 Cascavel, EE-11 Urutu, Leopard 1 A1 & 1 A5, M60 A3 TTS, M113 B, M 41C e M108/109. São poucos e todos bastante antigos, obsoletos mesmo. De novo, só virá aos poucos o Guarani, em até 20 anos contando de 2012.





EE-9 CASCAVEL


O EE-9 Cascavel é uma Viatura Blindada de Reconhecimento (VBR) fabricada pela empresa brasileira ENGESA S.A. O Cascavel, que entrou em operação no EB na década de 70, mobilia os Regimentos e Esquadrões de Cavalaria Mecanizados.



EE-9 Cascavel

EE-9 Cascavel.
(Foto Engesa)


É operado por uma guarnição de três homens e seus armamentos são um canhão de 90 mm, com alcance de 2 km, e duas metralhadoras MAG 7,62 mm, além da possibilidade de disparar seis granadas fumígenas simultaneamente.


Desenvolve a velocidade máxima de 100 km/h em estrada e tem autonomia de 750 km com um tanque de combustível. É empregado nas operações de reconhecimento e segurança.




CAVALARIA BRASILEIRA: 8º ESQD C MEC
EE-9 CASCAVEL (03:08 MIN)








EE-11 URUTU



Já o EE-11 Urutu é uma Viatura Blindada de Transporte de Pessoal (VBTP), também fabricada pela ENGESA S.A. Sua blindagem protege a guarnição contra tiros diretos de armamentos até o calibre 7,62 mm.



EE-11 Urutu

EE-11 Urutu.
(Foto Engesa)



Assim como o Cascavel, o Urutu equipa os Regimentos e Esquadrões de Cavalaria Mecanizados. Transporta até 12 homens e seu armamento é constituído de uma metralhadora .50, instalada na torre da viatura. O Urutu é uma viatura anfíbia que permite, mediante rápida preparação, o deslocamento no meio aquático, onde desenvolve velocidade de até 12 km/h.



ENGESA URUTU 6X6 APC (03:59 MIN)






O Urutu III foi desenvolvido pelo EB junto com a empresa Iveco, do grupo Fiat, vencedora de licitação em setembro de 2007.


Em abril de 2011, foi noticiado que os 2.044 novos carros de transporte de pessoal Guarani comprados por R$ 6 bilhões, ou R$ 2,9 milhões cada, serão entregues até 2029, em lotes de cem por ano.


O protótipo do VBTP foi apresentado nas LAAD 2009 e 2011, no Rio de Janeiro.


Em julho de 2011, o Guarani vai ser avaliado pelo Exército na Restinga de Marambaia, área militar no Rio que simula ambientes e condições de batalha. O Guarani foi desenvolvido pela italiana Iveco, em parceria com o Centro de Tecnologia do Exército.


De acordo com a Força, o novo blindado vai inicialmente complementar os Urutus e depois substituí-los em definitivo. A renovação dos blindados é uma necessidade urgente da Força terrestre brasileira. Atualmente, apenas mil dos cerca de 2.000 Urutus estão à disposição para eventual combate.


O Guarani é um blindado anfíbio de 18 toneladas e multifunção, com tração 6×6, e mede 6,91 metros de comprimento, por 2,7 metros de largura e 2,34 metros de altura.


O veículo tem capacidade de transporte de 11 militares, incluindo o motorista e o atirador de metralhadora .50 milímetros, e pode ser aerotransportado.


O blindado é descrito como tendo "simplicidade e robustez", com elevada proteção balística. Uma das exigências da compra, pelo Exército, era que mais de 60% do conteúdo fosse nacional.


Até 2012, sai o primeiro lote de 16 unidades, de acordo com a Iveco. Só no ano que vem, porém, se inicia a produção em série. Cerca de cem unidades serão entregues por ano até 2029, de acordo com o planejamento.


O Guarani será o primeiro produto feito na nova unidade de produção da Iveco Veículos de Defesa, em Sete Lagoas (MG), na qual serão investidos R$ 75 milhões, com 350 empregos diretos, de acordo com a Iveco. A nova fábrica é fruto da escolha da empresa para a produção do Guarani, em 2007.




LEOPARD 1 A1 & 1 A5


A Viatura Blindada de Combate (VBC) Leopard 1 A1, de fabricação alemã, passou a fazer parte da Força Terrestre entrando em operação em 1997, com 128 unidades.
Foram adquiridos usados do Exército da Bélgica.


Seu armamento principal é um canhão 105 mm, com alcance de 4 km, e o secundário é constituído de duas metralhadoras MAG 7,62 mm. O Leopard incorpora sistemas agregados de alta tecnologia que aumentam sobremaneira sua letalidade em combate.



(Clique na foto abaixo para ampliação)

Leopard 1A1 Australiano

Leopard 1 A1 Australiano.
(Foto Wikipedia)



Destacam-se os equipamentos de estabilização do canhão, que possibilitam o tiro com a viatura em movimento; o controle de tiro computadorizado, que proporciona menor tempo de resposta ao fogo inimigo; e o telêmetro laser, que assegura precisão na medição de distâncias e, conseqüentemente, na realização do tiro.


Seu motor de 830 HP possibilita que a viatura desenvolva velocidade de 62 km/h em deslocamento fora de estrada. É operado por uma guarnição de quatro homens.



O EB adquiriu 240 unidades da versão 1 A5 usados do Exército da Alemanha em 2006, passando os Leopard a ser a espinha dorsal dos carros de combate do exército brasileiro.


Dos 128 Leopard 1 A1, 74 serão fonte de peças para o modelo 1A5, sobrando apenas 54 na ativa. E dos 240 Leopard 1 A5, só 220 são operacionais. No total, a Força dispõe de somente 274 VBC Leopard usados.




M60 A3 TTS



A VBC M60 é um Carro de Combate de fabricação norte-americana. O EB utiliza, desde 1997, a última versão dessa viatura blindada denominada A3 TTS (Thermal Target System).


Seu projeto foi concebido com a finalidade de criar uma plataforma estabilizada, que permitisse a realização do tiro do canhão a longas distâncias, com elevada probabilidade de acerto no primeiro tiro, mesmo contra alvos em movimento e sob qualquer situação climática e de visibilidade.


O armamento principal dessa VBC é um canhão de 105 mm, que realiza o tiro estacionário ou em movimento, com alcance útil de 4 km. Uma metralhadora M240-H coaxial constitui-se em seu armamento secundário.


O M60 pode operar em ambiente químico, biológico e nuclear (QBN). Desenvolve a velocidade máxima de 48 km/h através campo e tem autonomia de 450 km. Pode ultrapassar cursos d'água de até 1,2 m sem preparação ou de até 2,4 m com preparação.


Atira à noite com a utilização do equipamento de visão termal, que tem alcance de 2,5 km, provém limitada cortina de fumaça e realiza o tiro indireto.


Essa viatura opera com uma guarnição de 4 homens e seu peso quando pronta para o combate é de 52.000 kg. Dispõe de sistemas hidráulicos e de estabilização do canhão, computador de controle de tiro e equipamento de telemetria laser.




BPVMA - 5º RCC - M60 DANDO
GIRO DE 360º (01:02 MIN)







A General Dynamics aproveitou um pedido da Turquia e desenvolveu em cooperação com a industria turca uma nova versão, a M60 120 S, que combina o chassis básico, com uma nova blindagem, e ainda a torre do tanque Abrams, equipada com o canhão de 120 mm.


O motor foi substituido por uma nova versão do mesmo modelo 1790, com uma potência que passou para 1.200 cv, o que permitiu aumentar ligeiramente a velocidade máxima do veículo, mesmo com o aumento da blindagem.





M113-B


Desde 1959
, quando houve a primeira encomenda do Exército dos EUA à FMC, de Jan José, Califórnia, mais de 80.000 unidades da VBTP M113-B foram produzidas.


Cerca de 55 países, incluindo o Brasil (Exército e Marinha) ainda utilizam esse blindado, que possui o maior número de versões – mais de 150 modelos.


A linha de produção do M113 ainda está ativa nos tempos atuais. A BAE Systems é a atual produtora do M113 e do seu sucessor o M2/3 Bradley. A estrutura do M113 é feita hoje em uma liga especial de alumínio.




M113

Viatura Blindada de Transporte de Pessoal - VBTP M113.
(Foto US Army)



A VBTP M113 começou a ser recebida pelo Exército Brasileiro nos anos 60 e completado nos anos 70, através dos programas de ajuda militar do governo americano. Estima-se que estejam em operação no Exército Brasileiro quase 600 viaturas M113.


Essa Viatura Blindada de Transporte de Pessoal é ágil, rústica e de fácil manutenção. Atualmente, mobilia os Batalhões de Infantaria Blindados, de Engenharia de Combate, os Regimentos de Cavalaria Blindados os Grupos de Artilharia Autopropulsados e as Companhias de Comunicações Blindadas.
 


VÍDEO - M113 FLUTUANDO NO CAPIVARI (05:27 MIN)







Destina-se ao transporte de pessoal e oferece proteção blindada nos deslocamentos em combate. Também pode ser empregado em conjunto com um dos tipos de VBC, formando o binômio denominado Força-Tarefa Blindada (FT Bld).


Na década de 80, os M113 em operação pelo Exército Brasileiro foram modernizados e criou-se o modelo M113-B. Tal modelo nacionalizado transporta 11 homens prontos para o combate, oferecendo proteção blindada contra tiro direto de projétil até 7,62 mm.


Utiliza como armamento principal a metralhadora .50, montada na sua torre. Desenvolve 62 km/h de velocidade máxima fora de estrada e desloca-se na água com velocidade máxima de 5,6 km/h. Possui uma autonomia de 540 km e pode ser lançado de pára-quedas.



M113-C E M113BR


Em fevereiro de 2008, o Exército Brasileiro decidiu que modernizaria pela segunda vez seus quase 600 VBTP M-113. Na primeira modernização, a do modelo B, a maior alteração foi a troca do motor a gasolina de alta octanagem Chrysler (215 HP) pelo nacional a Diesel da Mercedes-Benz OM352A (180HP).


A transmissão original Allison foi revisada e mantida, adaptando-se as conexões de disco e platô, elétricas e de filtragem. Também foi incorporado um escudo para o atirador da metralhadora .50.


Na nova versão C do M113, o EB pretendia fazer uma modernização mais profunda, que deveria compreender as substituições do motor, da transmissão, e das lagartas, entre outros subsistemas.


Em janeiro de 2009, a diretoria de manutenção, do departamento logístico do EB, comunicou o cancelamento do Projeto de Modernização e anunciou  que passaria a tratar apenas de um aperfeiçoamento.

 
Em 18 de abril de 2011, foi noticiado que a inglesa BAE Systems havia fechado contrato de US$ 48 milhões para modernizar 376 dos 584 veículos blindados M-113 do Exército Brasileiro.


O contrato foi viabilizado por meio de acordo assinado entre os governos brasileiro e dos EUA, através do processo FMS (Foreign Military Sales), utilizado pelos americanos em caso de vendas de equipamentos militares para outros países.


A BAE,
que diz ser a segunda maior empresa do mundo no setor de Defesa, é a fabricante original dos veículos M-113 e foi subcontratada pelo governo dos EUA por meio da subsidiária americana BAE Systems Land and Ordnance.


O primeiro lote a ser modernizado contemplou um total de 150 veículos. O contrato de 2011 foi assinado somente para a primeira fase. A segunda fase foi contratada em 2013, sendo todos os
376 veículos modernizados para o padrão M113A2 Mk.1, e serão conhecidos no Brasil com M113BR.


Um outro lote dos 208 VBTP M113B restantes vem sofrendo manutenção de 4º escalão, com recompletamento dos componentes, sendo os serviços executados pela Brasília Motors Ltda.


UM DEPOIMENTO SOBRE O M-113


Um amigo do DEFESA BR teve a oportunidade de treinar com o M-113,  fez o curso de pilotagem e manutenção primária da VBTP. Abaixo, ele deu seu depoimento sobre esse blindado.


A verdade é que o M-113 é uma VBTP velha e péssima para os padrões atuais de proteção do Infante Blindado, bem como descolada da doutrina moderna de guerra.


Começa que o M-113 é feito de uma liga de alumínio que não oferece proteção alguma para os ocupantes. A única blindagem efetiva do M-113 é a frontal, todos os demais ângulos são frágeis e não protegem de um simples disparo de calibre 7,62 mm (FAL). Um projetil de .50 o atravessa, sai do outro lado, mata todo mundo dentro e ainda bota fogo na VBTP inteira.


Outro problema: quando o M-113 começa a pegar fogo, é praticamente impossível parar. Um único tiro e a VBTP inteira pega fogo, lentamente, sem que quase nada consiga abafar o incêndio. Isso porque o M-113 foi concebido para ser um blindado "descartável" dentro de um conceito de "usar e jogar fora" da guerra fria.


Se quebrasse ou fosse alvejado? Salvava-se o que se pudesse (as lagartas, p.ex) e pegava-se um novo. Pra que se tenha idéia, durante o Vietnã os EUA chegaram a lançá-los de páraquedas! Isso demonstra que não tinham preocupação alguma com perdas de tal VBTP.


A torre externa do M-113 é risível. O atirador fica completamente exposto ao fogo inimigo e é até motivo de gozação na Infa Bld, pois em um combate, ele seria o primeiro a morrer. Ressalte-se que bem poucos dos sistemas de espelhos que permitem a visão interna do motorista funcionam (a maioria está simplesmente com uma espécie de mofo por dentro), motivo pelo qual o motorista do M-113 também tem que pilotar exposto, com a cabeça de fora da VBTP, sendo um alvo evidente para qualquer franco-atirador.


O barulho do motor e das lagartas do VBTP é horrível. Alguns comandantes faziam questão de que a ronda da Brigada à noite fosse feita de Blindado, uma brincadeira que só servia para espantar o gado, porque eventuais bandidos ouviam o Blindado chegando a quilômetros de distância.


Os M-113 do EB todos, com poucas exceções, estão quase caindo aos pedaços, não tendo a menor capacidade operacional; de quarenta e tantos que tinha a Bda Inf Bld na qual servi, apenas uns vinte rodavam. Os demais estavam entronizados no "estaleiro", sem condições de rodagem.


E quando eu afirmo "rodar" me refiro a desfilar no 7 de setembro. Tirando 2 ou 3 (pra ser bonzinho, vá lá) em cada 10, os demais, se forem colocados em campo, não duram 3 dias de operação.


As lagartas estavam todas gastas, sem ver substituição das sapatas de borracha (isso mesmo, o M-113 tem sapatas de borracha na lagarta) há décadas.


Boa parte dos blindados não tinha capacidade anfíbia, pois há necessidade de colocação de uma "saia" nas laterais, e a maioria destas se perdeu ou se quebrou, jamais tendo sido substituídas. Por conta disso, bem poucos M-113 ainda têm capacidade anfíbia, digamos, dois em cada dez.


O conforto para o combatente é nenhum. Na verdade, não podíamos usar de jeito algum a gloriosa Boina Preta dentro do Blindado. Como sequer os "pegadores" de lona prestavam, o Infante lá dentro fica solto, sacolejando de um lado pra outro como se estivesse em um touro mecânico e se o guerreiro estiver sem capacete racha o crânio em dois minutos.


Imaginem 9 infantes lá dentro, com as comportas superiores fechadas, respirando óleo diesel (que escapa pra todo lado), amontoados que nem sardinha em lata, batendo em tudo e todos, com um calor infernal (porque o sistema de ar-condicionado é inexistente). Uma coisa tão tenebrosa que a hora mais feliz do treinamento era a que tinhamos que desembarcar da viatura, ainda que fosse EM MOVIMENTO!


Bem, em suma, apesar do esforço inumano das equipes de manutenção dos BIBs e outros que, verdade seja dita, operam verdadeiros milagres de adaptabilidade todo santo dia, a verdade é que o M-113 não têm conserto.


Já era ruim quando foi lançado; é apenas um projeto barato de VBTP para a Guerra do Vietnã e para países do terceiro-mundo da Guerra Fria terem um arremedo de Força Blindada. Impressiona pelo barulho, tamanho e pelo calibre de sua .50 na torre, mas na prática faz pouco mais do que isso: assustar. Investir nele seria "gastar vela boa com defunto ruim".


Isso porque, doutrinariamente falando, o emprego desse tipo de armamento é muito restrito, atualmente. Em um momento em que a Infantaria passa por profundas mudanças, uma VBTP como o M-113 não tem mais função, ou sua função é extremamente limitada.


Explique-se: o M-113 é uma arma de guerra convencional, que usa choque, movimento e poder de fogo para fazer pressão e incursão curta (sempre com apoio da Cavalaria Mecanizada e de Combate) em um Teatro de Operações alinhado, blindados contra blindados, CCs contra CCs, num campo de batalha regular, tanto que sua única blindagem efetiva se localiza na frente.


E precisa de terreno limpo para progredir com eficácia, dificilmente opera em região montanhosa e é absolutamente inoperante em ambiente de selva. Para priorar, é extremamente vulnerável a ataque aéreo. Não é uma arma para receber fogo pelas laterais ou retaguarda. Não serve para patrulhamento; seria um fiasco, por exemplo, no Haiti.


Uma Brigada de Infantaria Blindada somente poderia atuar com M-113 num cenário convencional, digamos, por exemplo, no Sul do Brasil; tanto é assim que os mesmos foram adquiridos quando a ameaça maior ao Brasil provinha da Argentina, nos anos 60 e 70 do século passado.


Concluindo, vejo que o Exército acerta imensamente em não tornar a modernizar o M-113. Se é para gastar uma pequena fortuna com equipamento militar, penso que as prioridades do EB são outras, até por conta dos prováveis cenários futuros de guerra (selva e terrenos alagadiços): helicópteros e aviões de transporte de tropas.


A Infantaria Blindada precisa de um vetor novo, ou é melhor que fiquemos com o M-113 para manutenção de doutrina, até termos dinheiro para viabilizar um novo vetor sobre lagartas para combate convencional.




M41-C


O M41-C é uma VBC que está em operação no EB desde o início da década de 60. Essa viatura, também de fabricação americana, mobilia os Regimentos de Cavalaria Blindados e é empregada em operações ofensivas formando FT Bld com os M113-B.


A versão M41-C conta com modificações que foram feitas a fim de modernizar o carro de combate, como o canhão de 90 mm, que substituiu o de 76 mm, e o motor a diesel, em substituição aos originais à gasolina. Sua velocidade máxima é de 65 km/h, apresenta autonomia de 460 km, peso de 26.300 kg pronto para o combate e é operado por uma guarnição de 4 homens.





M108 / 109


As Viaturas Blindadas de Combate Obuseiro Autopropulsado M108 105 mm e M109 155 mm foram desenvolvidas pela Cadillac Gage Motor Car Division da General Motors, nos Estados Unidos, a partir de 1954.



M108

Viatura Blindada M108.
(Foto Fort Snelling Military Museum)



Essas duas viaturas blindadas destinam-se ao apoio de fogo no curso das operações ofensivas e defensivas e podem realizar tanto o tiro indireto (curvo) como o direto.


O obuseiro M 108 de 105 mm, que chegou no Brasil por volta de 1977, é utilizado pelas Unidades de Artilharia pertencentes às Brigadas Blindadas e Mecanizadas.


Já o M109 de 155 mm versão A3, que realiza tiros curvos com alcance de até 23.500 m, entrou em operação no país a partir de 1999 e é utilizado pelas Artilharias Divisionárias da Força.


Integram ainda a família do M109 o veículo de direção e controle de tiro, equipado com um sistema de computador tático nível Grupo, e uma viatura de remuniciamento (M992).


O M992 pode remuniciar qualquer versão do M109, é totalmente automatizado e possui a capacidade de transportar 110 tiros de 155 mm e remuniciar até seis tiros por minuto. Ambas são montadas sobre o mesmo chassi.


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NOVAS AQUISIÇÕES


No início de 2013, o EB adquiriu nos EUA, através do programa “Foreign Military Sales” (FMS), 36 obuseiros autopropulsados do tipo VBCOAP M109A5 usados, que serão elevados à categoria M109A5+ antes da transferência, pela BAE Land Systems.


O Exército Brasileiro já opera cerca de quatro dezenas do modelo M109A3 (uma modernização do M109A1) que pertenciam ao Exército Belga.


O EB adquiriu 36 obuseiros autopropulsados VBC OAP M109A5, que serão elevados ao padrão M109A5+ ainda nos EUA. O padrão atual em uso pelo US Army é o M109A6 Paladin, um grau acima do A5+.



(Clique na foto abaixo para ampliação)

M109A6

Viatura Blindada de Combate Obuseiro Autopropulsado M109 AC, Paladin.
(Foto BAE Land Systems)



(Clique na foto abaixo para ampliação)

Família M109

Família do M109 em campo, com o veículo de direção
e controle de tiro e a viatura M992 de remuniciamento.
(Foto BAE Land Systems)



O FUTURO


A Venezuela adquiriu avançados e pesadamente armados
BMP-3 russos, que seriam ideais para combater esses antigos e insuficientes blindados brasileiros acima apresentados.


O BMP-3 (Boyevaya Mashina Pyekhota - Viatura de Combate de Infantaria) é construído pela Kurganmashzavod. É um carro de combate leve que pode levar um pelotão de infantaria, sendo 3 tripulantes e 7 passageiros.



(Clique na foto abaixo para ampliação)

BMP-3

Blindado russo BMP-3.



Seu canhão 2A70 de 100 mm dispara projéteis Arkan (9M117M1) guiados a laser, com explosivos de alta fragmentação (HEF), a nível de demolição de edifícios. Possui um tambor que dispara mísseis ATGM de longo alcance (até 6.000 m).


O BMP-3 possui um canhão rápido 2A72 de 30 mm coaxial, pois é acoplado ao canhão principal, e dispõe de uma metralhadora de 7.62 mm localizada na torreta.


Esse canhão de 30 mm coaxial é montado paralelamente ao canhão principal e move-se junto a ele, ou seja, quando apontado o canhão de 100 mm, o canhão de 30 mm coaxial também é apontado para o mesmo alvo. Escolhe-se então a arma de acordo com o tipo de alvo.



VÍDEO - BMP-3 GREGO DISPARANDO
CANHÃO DE 30 MM (01:18 MIN)






O veículo ainda carrega um RPG-7, 5 RPG-18, 2 lançadores MANPADs (Strela-3 ou Igla) e 10 granadas de mão F-1. Como opcionais, ele pode vir com um lançador automático de granadas de 30 mm AG-17 e dispositivo de visão noturna, entre outros.



VÍDEO - BLINDADO BMP-3 (10:12 MIN)






Qualquer que seja o futuro dos veículos blindados brasileiros de todos os portes, é necessário estudar as possíveis contrapartes demasiadamente armadas, como é o caso desse carro de combate leve de transporte de tropas russo.




FONTES E LINKS