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Exército Brasileiro  -  EB

Meios Disponíveis e Futuros



GUARANI (URUTU III)

FUTURA VIATURA

DE TRANSPORTE



Urutu III na LAAD 2009

Protótipo do futuro Urutu III na versão 6x6 exposto no estande
da IVECO na LAAD 2009, no Rio de Janeiro.
Na verdade, tratou-se de uma maquete em tamanho natural.
(Foto exclusiva Defesa BR - Roberto Silva)



INTRODUÇÃO

URUTU III - GUARANI

TORRE NÃO TRIPULADA

TORRE REMOTA REMAX

A ENCOMENDA DOS GUARANIS

FONTES & LINKS




INTRODUÇÃO


Para o transporte de tropas em regiões metropolitanas em estado de conflito, são necessárias viaturas especiais blindadas. O Brasil possui uma Viatura Blindada de Transporte de Pessoal - Média de Rodas - VBTP-MR, fabricada nos anos 80 pela extinta ENGESA e conhecida como EE-11 Urutu.



EE-11 Urutu

EE-11 Urutu.
(Foto Engesa)



Sua blindagem protege a guarnição contra tiros diretos de armamentos até o calibre 7,62 mm. Equipa os Regimentos e Esquadrões de Cavalaria Mecanizados. Transporta até 12 homens e seu armamento é constituído de uma metralhadora .50, instalada na torre da viatura.


O Urutu é uma viatura anfíbia que permite, mediante rápida preparação, o deslocamento no meio aquático, onde desenvolve velocidade de até 12 km/h.




ENGESA URUTU 6X6 APC (03:59 MIN)






O Urutu foi sendo aos poucos reconfigurado para emprego no Haiti pelos 1,2 mil homens da tropa brasileira envolvida na missão de Paz da ONU. Os 20 blindados em uso lá passaram por modificações, pois,  diariamente, patrulhas armadas do Brasil precisam percorrer as áreas de maior tensão na capital do Haiti, Porto Príncipe.


Entre outras novidades, eles ganharam uma pá dianteira de aço, do tipo buldôzer, para remover as barreiras de entulho com as quais os rebeldes bloqueiam o trânsito nas vielas de Cité Soleil e Belair, os bairros de alto risco da cidade. Por causa da aparência, o Urutu é recebido como "la voiture moustache!" (o carro de bigodes).


Foram produzidos 888 blindados Urutus EE-11 Engesa e vendidos a US$ 400 mil cada um. Foram adquiridas 223 unidades pelo EB entre 1972 e 1989. Foram exportados 665 unidades para 15 países: Angola, Bolívia, Chile, Colômbia, Dubai, Equador, Gabão, Iraque, Jordânia, Líbia, Paraguai, Suriname, Tunísia, Venezuela e Zimbábue.




URUTU III - GUARANI


O futuro Urutu III é conhecido como Viatura Blindada de Transporte de Pessoal - Média de Rodas, ou VBTP-MR. Desde uma concorrida licitação, vencida em setembro de 2007 pela Iveco, empresa do Grupo Fiat,
o projeto vem sendo desenvolvido com apoio de agências de tecnologia do EB. Seu preço deverá ser de US$ 1,8 milhão, cerca de 50% da cotação média internacional.


O resultado final do acordo prevê um blindado 18 ton, com motor diesel, tração 6x6, anfíbio, capaz de conduzir 11 soldados equipados para combate, mais um motorista e um artilheiro.


  Urutu III - 6x6

Aparência do futuro Urutu III da Iveco na versão 6x6.
(Arte site Área Militar)



As especificações ainda não são definitivas, mas o padrão inicial sinaliza um carro de 6,9 metros de comprimento, 2,7 metros de largura e 2,34 metros de altura. O modelo terá uma torre móvel não tripulada, de acionamento elétrico, para receber vários tipos de armas, e atingirá a velocidade de 90 km por hora em estrada (e 9 km/hora na água).


O Urutu III será equipado com navegador GPS, sistema ótico de visão noturna e armamento primário, formado por uma metralhadora 7.62 mm (ou .50) na torre e sensor de detecção laser.


Ele
terá sistema eletrônico central de controle remoto de armas, a possibilidade de incorporar diversos tipos de acessórios externos, como escudos específicos e torretas, além de pneus resistentes a projéteis de alto impacto.


Por isso tudo, haverá 9 configurações possíveis para o Urutu III, agora renomeado GUARANI, desde uma central de comando até um lança-morteiros de 81 milímetros. Suas medidas permitirão o embarque em cargueiros C-130 Hércules e KC-390, da Embraer.

Ururtu III - 8x8

Um possível Urutu III na versão 8x8.
(Arte Alide)



O primeiro protótipo já está sendo construído na fábrica de Sete Lagoas (MG) e deve ficar pronto em 2010, a tempo de participar da parada de 7 de setembro, em Brasília. Até 2011, deverão ser entregues outras 16 unidades.


O índice de nacionalização de componentes e peças chegará a 60% com relativa facilidade, baseada na qualidade dos fornecedores nacionais de componentes e peças.




TORRE NÃO TRIPULADA


Em 13 de abril de 2009, a Elbit Systems anunciou ter sido selecionada pelo Exército Brasileiro para o fornecimento de torres não tripuladas, a serem instaladas na VBTP-MR GUARANI. A empresa israelense disputou o contrato com as mais importantes indústrias de defesa do mundo.


Como parte da primeira fase do Programa Multi-anual das Forças Terrestres Brasileiras, a  Elbit Systems foi selecionada com o primeiro contrato para fornecer as torres não tripuladas.


Trata-se de um sistema de armamento completo e de
alto nível tecnológico, que incorpora um canhão automático de 30mm, uma metralhadora coaxial de 7.62mm, um Alerta de Incidência de Laser (LWS), miras panorâmicas para o comandante, e lançadores de granadas fumígenas, além de outros equipamentos.



Torre ORCWS 7.62

Torre não tripulada ORCWS 7.62
(Foto Elbit Systems)



A Torre ORCWS 7.62 possui ainda a combinação de sistemas de estabilização em dois eixos e um rastreador automático de alvo.  Por não ser tripulada, a torre funciona remota e eletricamente, sendo operada inteiramente de dentro do VBTP-MR. Dessa forma, a tripulação não fica exposta ao meio externo.


Este projeto único é baseado na larga experiência acumulada no campo de batalha em conflitos de alta e baixa intensidade e no constante surgimento de novas ameaças e desafios não convencionais.





TORRE REMOTA REMAX


O Reparo de Metralhadora Automatizado X - REMAX, é um sistema de armas desenvolvido pelo CTEx e a empresa Ares.
No mercado internacional de armamentos, o REMAX é referido como estação de armas remotamente controlada (remotely controlled weapon station).


Essa Torre Remota permite ao atirador de uma VBTP-MR, como o Guarani, a realização de seu interior das seguintes operações com metralhadora .50" ou 7,62 mm, sem correr riscos externos:

     g  Observação da região de combate em 360º,

     g 
Busca e identificação de alvos, e

     g  Realização da pontaria e do tiro com campo vertical de -20º a 60º.



VÍDEO - TORRE REMAX NA LAAD 2009 (00:04 MIN)





Essas operações serão remotamente controladas por intermédio de um monitor e de alavanca de manejo e poderão ser realizadas de dia ou à noite.


O REMAX foi desenvolvido de forma incremental com a seguinte abordagem:

     g  Fase I: o sistema permitia a realização do tiro diurno da metralhadora .50";

     g  Fase II: o sistema podia alternativamente empregar a metralhadora 7,62 mm;

     g  Fase III: era acrescentado equipamento de visão noturna; e

     g 
Fase IV: o sistema será estabilizado de forma a permitir o tiro com a viatura em movimento.



Torreta

Um REMAX na maquete em tamanho natural.do Urutu III exposto
no estande da IVECO na LAAD 2009, no Rio de Janeiro.
(Foto exclusiva Defesa BR - Roberto Silva)




A ENCOMENDA DOS GUARANIS


Em 26 de novembro de 2009, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou que o presidente Lula havia autorizado o início da fabricação de 2.044 novos veículos  com o novo nome GUARANI, antes conhecidos como Urutu III.


Segundo suas palavras, "o presidente autorizou o início do projeto Guarani, que vai substituir todo o sistema de mobilidade do Exército".



De acordo com o ministro, serão investidos na construção dos Guaranis pela Fiat Iveco R$ 6 bilhões ao longo de 20 anos. Continuava firme a previsão de que a primeira unidade ficasse pronta em 2010 e que 16 veículos fossem testados até 2011. A partir de 2012 começaria a fabricar o restante das unidades.


O comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, assinou o contrato com a Iveco para a fabricação dos veículos, em 18 de dezembro de 2009.


Os exames serão realizados no Centro de Avaliações do Exército (CAEx), localizado em Barra de Guaratiba, na zona oeste do Rio. Os testes vão examinar a durabilidade do veículo, ergonomia e a blindagem estrutural para saber se o Guarani suporta explosões de minas terrestres, por exemplo.


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Em abril de 2011, foi noticiado que os 2.044 novos carros de transporte de pessoal Guarani comprados por R$ 6 bilhões, ou R$ 2,9 milhões cada, serão entregues até 2029, em lotes de cem por ano.


O protótipo do VBTP foi apresentado nas LAAD 2009 e 2011, no Rio de Janeiro.


Em julho de 2011, o Guarani vai ser avaliado pelo Exército na Restinga de Marambaia, área militar no Rio que simula ambientes e condições de batalha. O Guarani foi desenvolvido pela italiana Iveco, em parceria com o Centro de Tecnologia do Exército.


De acordo com a Força, o novo blindado vai inicialmente complementar os Urutus e depois substituí-los em definitivo. A renovação dos blindados é uma necessidade urgente da Força terrestre brasileira. Atualmente, apenas mil dos cerca de 2.000 Urutus estão à disposição para eventual combate.


O Guarani é um blindado anfíbio de 18 toneladas e multifunção, com tração 6×6, e mede 6,91 metros de comprimento, por 2,7 metros de largura e 2,34 metros de altura.


O veículo tem capacidade de transporte de 11 militares, incluindo o motorista e o atirador de metralhadora .50 milímetros, e pode ser aerotransportado.


O blindado é descrito como tendo "simplicidade e robustez", com elevada proteção balística. Uma das exigências da compra, pelo Exército, era que mais de 60% do conteúdo fosse nacional.


Até 2012, sai o primeiro lote de 16 unidades, de acordo com a Iveco. Só no ano que vem, porém, se inicia a produção em série. Cerca de cem unidades serão entregues por ano até 2029, de acordo com o planejamento.


O Guarani será o primeiro produto feito na nova unidade de produção da Iveco Veículos de Defesa, em Sete Lagoas (MG), na qual serão investidos R$ 75 milhões, com 350 empregos diretos, de acordo com a Iveco. A nova fábrica é fruto da escolha da empresa para a produção do Guarani, em 2007.




FONTES E LINKS