A EMPRESA
A EMBRAER foi fundada em
agosto de 1969 - comemora 36 anos em 2005 - como empresa estatal de
capital misto. Foi privatizada em 1994. Seus atuais controladores
detêm 60 % do capital votante, distribuído entre a Cia.
Bozano e os fundos de pensão Previ e Sistel.
Trata-se
de uma multinacional brasileira com presença global, FÁBRICAS
nos EUA e na China, e que empregava mais de 12.200 pessoas (11.500 no Brasil) em 2002, e que saltou
para mais
de 24.000 em 2007. Sócios franceses possuem 14,33 % do capital votante.
A EMBRAER
é uma das 3 maiores fabricantes de aviões comerciais do
mundo. Possui mais de 2.000
aeronaves regionais a serviço de mais de 130 companhias aéreas de mais de 30 Países. Na área de
Defesa, suas aeronaves
estão presentes em 30 Forças Aéreas (dentre elas, as mais sofisticadas).
VÍDEO - EMBRAER FAMILY (05:10
MIN)
Englobando todos os tipos de
aviões produzidos e em operação,
chega-se a mais de 6.000 unidades. Em 2005, 20 % do faturamento da empresa
veio do setor militar, 10 % do segmento corporativo e 70 % do
comercial.
A Companhia Investiu em PD&I de novos produtos e em produtividade US$ 1,3 bilhão entre
1995 e 2002 (8 anos) e pretende
repetir essa cifra entre 2003 e 2006 (em apenas 4 anos, metade do período anterior).
Apresentação do EMBRAER EMB-190.
(Foto
Divulgação Embraer)
Mesmo com todas as adversidades do
mercado de aviação
comercial após os atentados de 11 de setembro de 2001, a EMBRAER conseguiu manter-se com crescente lucratividade, mesmo com a perda e
adiamento de encomendas de
Companhias Aéreas seriamente
afetadas pela crise em todo o mundo.
LUCRO LÍQUIDO
DA EMBRAER
LUCRO
LÍQUIDO |
R$ BILHÕES
|
2000
|
0,645
|
2001
|
1,101
|
2002
|
1,179
|
2003
|
0,588 |
2004
|
1,281
|
2005
|
0,709
|
2006
|
0,622
|
Mesmo tendo
batido recordes históricos de faturamento e lucro em 2004, a
Companhia concluiu que
sua sobrevivência a médio e longo prazo estaria
condicionada à capacidade de ser mais ágil, mais
agressiva e de trabalhar com custos menores do que os seus
competidores.
Foram então constatados os
seguintes problemas que poderiam prejudicar o atingimento
de seus objetivos, levando à perda de eficácia e
eficiência operacional : excesso de níveis
hierárquicos, lentidão nas decisões,
desatenção ao processo de crescimento e desenvolvimento
das pessoas
A partir dessa análise crucial, a EMBRAER passou a adotar em
2005 uma nova estrutura. Ela é composta de 9
Vice-Presidências:
Mercado de Aviação Civil;
Mercado de Aviação
Executiva;
Mercado de Defesa;
Engenharia e Desenvolvimento;
Operações Industriais;
Relações com Investidores;
Desenvolvimento Organizacional e de
Pessoas;
Comunicação Empresarial; e
Relações Externas.
Em 2006, houve
uma reestruturação societária da Embraer, que a
faz ser a primeira grande empresa brasileira a ter seu controle
acionário pulverizado. Seu capital social aumentou em R$ 3,8
bilhões, com a emissão de 576,3 milhões de
ações ordinárias nominativas.
A Companhia passou a ser listada no Novo Mercado, o nível mais
alto de governança corporativa da BOVESPA. Para que isso fosse
possível, seu capital social passou a ser representado
exclusivamente por
ações ordinárias, dando direito de voto para os
seus mais de 25 mil acionistas.
A empresa
entregou 130 aeronaves em 2006 e 169 unidades em 2007, tendo uma
carteira de pedidos avaliada
em US$ 18 bilhões, no início de 2008.
Mas o caminho da Embraer ainda é muito longo para
alcançar as duas líderes do mercado mundial. Ela
precisará dobrar
ou mesmo triplicar de tamanho em pouco tempo.
Somente para parâmetro de comparação, a Airbus e a
Boeing costumam entregar uma média de 450 aeronaves a cada ano,
e com capacidades de passageiros muito superiores.
ENTREGAS DE AERONAVES
ATUAIS E PROJETADAS
| ANO |
A
|
B
|
TOTAL
|
2006
|
130
|
-
|
130
|
2007
|
169
|
-
|
169
|
2008
|
200
|
15
|
215
|
2009
|
200
|
150
|
350
|
2012
|
300?
|
400?
|
700?
|
A = Aeronaves Comerciais, Corporativas e
Militares.
B = Aeronaves Executivas (Phenom 100 e 300).
Entre 2007 e 2017, a Embraer vê
que a aviação executiva deverá movimentar quase o
mesmo que a aviação regional conseguirá em 20
anos. É prevista uma demanda mundial de 7.540 jatos de 30 a 120
lugares pelos próximos 20 anos, no valor de US$ 220
bilhões - e de 13.150 jatos executivos, no valor de US$ 201
bilhões, somente até 2017.
Com essa grande mudança
societária e com um melhor nível de encomendas anuais, a
EMBRAER vislumbra a oportunidade única de vir a apresentar NOVOS PROJETOS em diferentes
áreas do concorrido mercado da aviação mundial.
AERONAVES COMERCIAIS
Seus jatos
mais
tradicionais são os ERJ 135 / 140, que atendem à demanda na faixa de 37 a 44
assentos
e os ERJ
145, com 50 assentos,
único ainda produzido e somente na China.
O ERJ
145 XR possui alcance 29 %
superior, chamado de "extra longo". Com seus winglets -
pontas das asas, têm garantida uma autonomia de 3.700 km (2.000 milhas) a uma velocidade máxima de
Mach .8 (852 km/h).
O ERJ 145 constituiu-se num grande
sucesso de vendas, confirmando a posição da Embraer como
a 3ª maior fabricante de aeronaves do mundo.
Evento comemorativo em 13 de maio de 2004
da entrega do 800º ERJ 145 e
família. Em julho
de 2006, já havia 1.000 aeronaves em vôo.
(Foto Divulgação Embraer)
Em
7 de julho de 2006, a Embraer completou 1.000 aviões da
família ERJ-145 com as últimas entregas de jatos
encomendados pela companhia norte-americana ExpressJet (contrato
original da antiga Continental Express). A ExpressJet é a maior
operadora de jatos regionais Embraer do mundo,
com uma frota de 30 aviões ERJ-135 e 245 ERJ-145.
A outra grande
grande vedete atual é a nova família de jatos regionais EMBRAER EMB - 170 / 195, que
é o programa mais
complexo e sofisticado já desenvolvido pela Empresa.
O EMB-170 foi totalmente projetado,
desenvolvido e
construído em revolucionários 28 meses (2 anos e 4 meses). Ele não somente inova
em prazo, como também no
uso de novos conceitos, como o da fuselagem em forma de "dupla bolha", e
da aplicação da
tecnologia fly-by-wire, tendo os comandos elétricos primários sendo gerenciados por
computador.
O novo EMBRAER EMB-195,
maior avião regional da Embraer.
É a fronteira para novos desafios, ou seja, o mercado de
aviação
comercial acima de 130 passageiros (Boeing e Airbus).
(Arte
Divulgação Embraer)
Para
atendimento do mercado de 30 passageiros, a Companhia ainda produz o tradicional e
confiável Brasília,
EMB-120.
A Embraer anunciou em julho de 2006 que
oferecerá os aviões da família EMB 170/190 em
configurações de alta densidade visando atender à
crescente demanda entre empresas aéreas de todo o mundo, que
estão cada vez mais interessadas em maximizar seu potencial de
faturamento em mercados específicos.
(Clique
na foto abaixo para ampliação)
O EMBRAER EMB-190 em vôo.
(Foto
Divulgação Embraer).
Nenhuma mudança estrutural ou
novos testes serão necessários para certificar as novas
configurações dos aviões da família EMBRAER
170/190, que estão especificadas abaixo:
FAMÍLIA EMBRAER 170/190
CAPACIDADE MÁXIMA DE ASSENTOS
| MODELO |
ANTIGA
|
ATUAL
|
NOVA
|
170
|
70
|
78
|
80
|
175
|
78
|
86
|
88
|
190
|
98
|
108
|
114
|
195
|
108
|
118
|
122
|
Em 2 de junho de
2008, a Embraer finalmente assinou o contrato para a venda de 2 jatos
EMB-190/195 ao Governo brasileiro para substituirem os defasados
Sucatinhas.
(Clique
na arte abaixo para link)
Arte do futuro EMB-190 da
Presidência com as cores do Brasil.
(Arte da Embraer)
As aeronaves
serão configuradas especialmente para o transporte do presidente
e de autoridades e serão operadas pelo GTE. A
primeira unidade deve ser entregue
até dezembro. O segundo avião sai da linha de montagem em
2009.
AERONAVES CORPORATIVAS
LEGACY Executive & Shuttle .
(Foto
Divulgação Embraer)
O LEGACY EXECUTIVE,
jato bi-turbina da classe super mid-size (plataforma do ERJ 135), é voltado
para a Aviação
Corporativa, em franca expansão no Brasil e no mundo. Tem alcance de 6.019 km (3.250 mn)
a uma velocidade de cruzeiro de
Mach .8, com 8 passageiros.
A versão LEGACY 600 transporta até 16 passageiros. A
versão LEGACY SHUTTLE transporta até 19 passageiros em cabine de classe executiva
ou 37 passageiros na versão Shuttle HC.
O LEGACY 600.
(Foto
Divulgação Embraer)
O Legacy tem o maior
compartimento de bagagem da indústria com 6,8 m3 no Executive e
9,2 m3 no Shuttle.
Em março de 2005, obteve certificação no Brasil,
EUA e UE para operar em altitude de até 12.500 metros (41.000
pés). Esse novo teto operacional permite redução
no tempo de vôo, tornando a aeronave mais competitiva em sua
faixa de mercado, a corporativa. Custa US$ 22,5 milhões.
O novo LEGACY
veio disputar o mercado corporativo mundial.
(Foto
Divulgação Embraer)
Em 02 de maio de 2006, foi
lançado em Genebra, Suíça, durante a EBACE
(European Business Avation Convention & Exhibition), o LINEAGE 1000,
avião luxuoso,
com
chuveiro, cama e cinco ambientes.
O novíssimo LINEAGE 1000,
baseado no
EMB-190,
foi
lançado em maio de 2006.
(Foto
Divulgação Embraer)
Ele pertence
à categoria ultra-large e é baseado na plataforma do
avião comercial EMBRAER EMB-190.
O valor de referência deste novo aparelho, que entra em
operação em 2008, é de
US$ 40,9 milhões.
A companhia
fez uma análise
de mercado, ouvindo 300 potenciais clientes. Nos próximos dez anos devem ser
comercializados de 160 a 200 aviões executivos no mundo e a
Embraer espera ficar com 20 % desse mercado. Entre os potenciais
compradores, estão empresários da Europa e do Oriente
Médio.
Indicado para
empresários que precisam voar bastante, o Lineage terá
cinco ambientes diferentes, entre eles, salas de estar, de
refeições, de reuniões e de descanso. O
empresário poderá dormir em uma cama king-size, tomar
banho no avião, se
alimentar, e chegar pronto para uma reunião.
O avião, para 19 passageiros (o 190 convencional tem 100
lugares) tem a flexibilidade da customização do interior
- pode receber até três lavatórios e um chuveiro.
Além
disso, o jato tem amplo compartimento de bagagens e maleiro
acessível durante o vôo.
O LINEAGE 1000 é equipado com
2 motores CF34-10E7 fabricados pela General Electric (GE), com 18,500
libras de empuxo cada. Seu alcance, com 8 passageiros a bordo, é
calculado em 7.778 km. O desempenho em aeroportos é considerado
excelente. A velocidade operacional máxima é de Mach 0.82
e pode voar a até 12.497 metros
de altitude.
Essas características permitem voar sem escalas de Londres a
Nova York ou a qualquer lugar da Europa e Oriente Médio. Ou, por
exemplo, de Nova
York a Paris, Brasília ou qualquer lugar na América do
Norte.
AERONAVES EXECUTIVAS
Ressalte-se que o Brasil representa a 2ª maior frota de aviões executivos no mundo, com mais
de 1.400 aeronaves, atualmente,
perdendo apenas para o mercado norte-americano (20 vezes maior), o Grande
Mercado.
Em 29 de março de 2005, foi divulgado que a Embraer colocara nos
6 meses anteriores um
grande grupo de engenheiros trabalhando em um projeto de
seu primeiro MICROJATO,
ou VLJ
(Very Light Jet / Jato Muito Leve).
A futura
família de Microjatos Phenom - LJ e VLJ - da Embraer.
(Arte
Divulgação Embraer)
Esse mercado tem potencial superior
a 10.000 unidades só nos próximos 10 anos. Como seu
preço situa-se entre US$ 1 e 2 milhões, deverá
significar
a popularização do transporte individual a jato em todo o
mundo. O menor jato atual custa US$ 4 milhões.
Em 3 de maio
de 2005, a Embraer anunciou seus planos para a nova era do MICROJATO
com aeronaves de projeto próprio para as categorias Light e Very
Light.
Phenom 300
(LJ).
(Arte Divulgação Embraer)
Serão o
PHENOM 300
- LJ (Light Jet), a ser comercializados a US$ 6,65
milhões, e o PHENOM 100 - VLJ
(Very
Light Jet), a ser comercializado a US$ 2,75 milhões. Ambos
deverão estar disponíveis em meados de
2009.
Esses novos e também inovadores produtos MICROJATO
colocam a Embraer na vanguarda do
desenvolvimento e da inovação aeronáutica do
Século XXI.
Phrnom 300 (LJ).
(Arte Divulgação Embraer)
CARACTERÍSTICAS
DAS
CATEGORIAS LJ E VLJ
AERONAVE
|
LJ
|
VLJ
|
PASSAGEIROS
|
9
|
8
|
ALCANCE
- MN
|
1.800
|
1.160
|
VELOCIDADE
MÁX. - MACH
|
0,78
|
0,7
|
ALTITUDE
MÁX. - PÉS
|
45.000
|
41.000
|
PISTA
DE DECOLAGEM - PÉS
|
3.700
|
3.400
|
Suas turbinas
serão fornecidas pela Pratt & Whitney do Canadá. O
LJ terá a PW535EO - de 3.200 libras de empuxo, que
é a última inovação da tradicional
família PW500, devendo estar certificada em 2008. O VLJ
receberá a PW617F - de 1.615 libras de empuxo, parte da nova
família de turbinas derivada do programa demonstrador PW625.
Phenom 100 (VLJ).
(Arte Divulgação Embraer)
Ambos MICROJATOS deverão obter
sua certificação em 2007, entrando em serviço em
2008 o Phenom 100 (VLJ), e em 2009 o Phenom 300 (LJ). Em junho de 2005, começaram as vendas.
Em 3 de maio
de 2006, a companhia aérea suíça JetBird
encomendou 50 Jatos Phenom 100, para o lançamento do primeiro
serviço pan-europeu de baixo custo utilizando jatos executivos.
O valor da compra foi de US$ 140 milhões, com US$ 2,8
milhões por aeronave.
A companhia também
tem a opção de adquirir outros 50 jatos, que
podem ser do modelo Phenom 100 ou Phenom 300. Casos todas as
opções sejam convertidas em jatos Phenom 100, o valor da
encomenda sobe para US$ 280 milhões.
De acordo com as previsões da companhia, o modelo deve estar em
operação em meados de 2008 e a previsão de entrega
da primeira unidade à JetBird é abril de 2009. As vendas
dos Phenom tornaram-se um caso de sucesso em 2007 e
novas encomendas somente serão entregues alguns anos à
frente.
Phenom 100 (VLJ).
(Arte Divulgação Embraer)
AERONAVES MILITARES
A Embraer
parece saber ter cometido um erro quando se afastou do setor de
Defesa, para o qual tinha sido originalmente criada. Em seu
início, ela produziu o bimotor Bandeirante, mas, depois disso, o
único projeto militar na sua lista de produtos foi o treinador
Tucano, do qual deriva o atual Super Tucano.
VÍDEO - FAB EMBRAER R-99A
(01:31 MIN)
Os demais aviões que ela
produziu e vendeu a clientes militares, como os jatos Xavante e AMX,
foram
projetos conjuntos com firmas italianas, ou adaptações
militarizadas de aeronaves comerciais, como as versões de
inteligência, patrulha e vigilância da plataforma EMB-145.
A EMBRAER
distingue-se por sua avançada tecnologia e pelo sucesso comercial que sua família de jatos regionais vem
conquistando em todo o mundo. Mas, neste novo Século XXI, ela
passará a destacar-se
mais no mercado da aviação militar, com, por exemplo,
suas famílias de Aeronaves Inteligentes
e outros NOVOS PROJETOS.
(Clique na foto para ver imagem
gigante)
Os R 99 A & B
da Força Aérea Brasileira - FAB.
(Foto Divulgação Embraer)
Estes
2 grandes aviões na foto acima são baseados no modelo ERJ 145. Em primeiro
plano na foto está um R 99
A. É uma aeronave de Vigilância Aérea (SA), o EMB 145 SA.
O
segundo é um R 99 B . Trata-se
de Aeronave de Vigilância Ar-Terra
- AGS. É
responsável pelo Sensoriamento Remoto (RS). É o
EMB 145 RS. O R 99 B tem versão semelhante para Patrulhamento Marítimo,
o P 99 (Aeronave de Patrulhamento Marítimo
e Guerra Anti-Submarino - MP/ASW).
Aeronave de Patrulhamento
Marítimo P
99 com
capacidade de Guerra
Anti-Superfície (ASuW)
e Anti-Submarino (ASW).
(Foto Divulgação
Embraer)
Diferentes versões militares
do ERJ 145 foram incorporadas pelas forças aéreas do
Brasil, México e Grécia - atendendo às
rígidas exigências tecnológicas da OTAN. A
Grécia possui o EMB 145 AEW&C (Aeronave de
Alerta Aéreo Avançado e Controle - AEW&C).
Os R 99 foram criados com o
objetivo de emprego em missões de inteligência (Inteligência, Vigilância e
Reconhecimento - ISR) no SIVAM (total de 8, sendo 5 A e 3 B), juntamente com o ALX, o A-29
Super Tucano, sucessor
do Tucano.
EMB 145 AEW&C da EMBRAER.
(Arte Divulgação Embraer)
Esta versão do A-29 SUPER TUCANO, caça leve de
ataque e treinamento,
recebeu em 2001 uma encomenda
inicial de 99 aparelhos da FAB (sendo
76 firmes e 23 como
opção de compra). Em agosto de 2004, a FAB recebeu as 3
primeiras unidades. As últimas deverão ser entregues
até 2007 em uma cadência de 4 por mês.

VÍDEO - R 99 A + R 99 B + A-29
(03:47 MIN)
Em 2 de agosto de 2004, passou a
existir, formalmente, uma nova
versão militar do ERJ 145,
pois o US Army escolheu essa plataforma para
seu projeto
de
avião espião ACS (Aerial Common Sensor), o qual
acabou
sendo extinto, sumariamente.
(Clique na foto para ver imagem
mais detalhada dos ALX)
Dois exemplares de
um total de 99 ALX A-29, caças leves de ataque.
Em primeiro plano um biposto. Depois, um monoposto.
(Foto Divulgação
Embraer)
A
última novidade tecnológica da EMBRAER vem sendo o AMX-T, última versão do
famoso caça médio, com
características de treinamento
avançado e emprego em
missões operacionais de ataque, em um único avião, com
o custo de manutenção de uma única frota.
AMX-T.
(Foto Divulgação Embraer)
O AMX-T é um verdadeiro
lead-in fighter trainer para o Século XXI. Seu custo é bem inferior ao Hawk
100 e pode carregar muito
mais armamento. Há um
mercado de 1.000 aparelhos para essa década a ser disputado.
O Projeto F-5
BR visa modernizar os 47 "Tiger" F-5 da FAB. A indústria
aeronáutica Embraer e a israelense Elbit são as empresas
responsáveis pelo serviço. Vêm sendo incorporados
equipamentos de última geração, aprimorando a
capacidade de detecção, ataque, autodefesa,
comunicação e navegação das aeronaves.
Orçado
em US$ 285 milhões, o programa de modernização do
F-5 foi iniciado em 2003, quando as primeiras oito aeronaves foram
entregues à Embraer e iniciaram os trabalhos
de modernização em Gavião Peixoto.
A FAB assinou
em agosto de 2004 com a Embraer um contrato para a
modernização de seus 53 caças AMX, no valor de US$
400 milhões.
A entrega da primeira aeronave modernizada está prevista
para 2008.
A
primeira unidade passou a ser modernizada em Gavião Peixoto em
janeiro de 2005. O programa só será completado em 2010. O
esquadrão pioneiro com o AMX-M (M = Modernizado) deverá
estar voando entre 2007 e 2008.
O
AMX-M vai receber o radar nacional SCP-01, fabricado pela Mectron.
contará com um avançado centro eletrônico de
gerenciamento de combate e um designador laser para dirigir bombas
inteligentes e mísseis ar-terra de precisão. Para ele,
está sendo desenvolvido pelo CTA um lançador do míssil leve de
cruzeiro nacional, com alcance de 300 km. A Avibrás desenvolve
um conjunto de guiagem de bombas por satélite GPS.
PÓLO
AERONÁUTICO E PARCEIROS
Além da
tradicional fábrica em São José dos Campos, existe
hoje todo um gigantesco
Pólo Aeronáutico
de 17 milhões de m2 em GAVIÃO PEIXOTO,
cidade perto de Araraquara,
Estado de São Paulo.
Lá, a EMBRAER passou a
montar suas aeronaves corporativas
e as da área de Defesa. Também realiza ensaios de vôo em sua moderna pista de
5.000 metros, uma das 3 maiores do mundo.
Com este Pólo, a EMBRAER
caminha no sentido de estabelecer
uma grande base de fornecedores locais, empresas de capital nacional nacional e outras
atraídas de diversos
lugares do mundo, tudo em prol de aumentar substancialmente o conteúdo nacional de seus aparelhos, reduzir custos e melhorar
ou até mesmo
revolucionar sua logística industrial.
Com essa revolução,
a EMBRAER pode
reagir mais rápido
às mudanças de cenários e/ou de projetos, comum no ramo e mais ainda na insegura
época atual. A nacionalização dos
componentes, que estava em 30 %
há alguns anos, já vem alcançando a taxa de 50 %, prometendo crescer bastante com a
entrada de novos parceiros
estratégicos locais.
Eles são considerados
estratégicos porque aceitaram o sistema de parceria de risco, compartilhando os custos de desenvolvimento e os riscos de
mercado. A
proximidade com esses fornecedores também é vantajosa
porque reduz os ciclos de fornecimento de materiais, além de
agilizar o tempo de resposta aos problemas que
surgem durante a fase de montagem das aeronaves.
Uma aeronave do porte do ERJ 145,
para 50 passageiros possui mais de 60 mil componentes e,
no caso do 170, esse número é superior a 75
mil. O ciclo de produção do 145 é de 4,5 meses,
enquanto que o 170, dura cinco meses.
A Kawasaki Heavy Industries era um
dos parceiros de risco que
instalou-se em Gavião Peixoto em 2003 para montar as asas dos jatos EMB - 190 e 195. Com sua
saída do País em 2006, a própria Embraer absorveu
tal produção.
Esse fato não deixa de ter um aspecto estratégico para o crescimento da Embraer,
pois ela passou a ser mais que uma integradora nessa área, o que
tende a incomodar a concorrência no futuro com novos projetos.
A
empresa Sobraer (Sonaca /
Bélgica) vem produzindo elementos estruturais e até exporta
para a Airbus. Outros tradicionais fornecedores de
estrutura já instalaram-se
no Brasil : Gamesa (Espanha) e
Latecoere (França), em julho
de 2004. Falta a Enaer (Chile).
Outros parceiros importantes que
já produzem
no Brasil são as empresas C&D Aerospace (interiores), GKN (molduras de janela-Caçapava), Parker Hannifin
(sistemas hidráulicos, comandos de vôo e de
combustível - Jacareí), Pilkington Aerospace (janelas da
cabine de passageiros - São José dos Campos), Eleb, joint venture da Embraer com a
alemã Liebherr (trem de pouso - São José dos
Campos) e Goodyear (pneus - São Paulo).
Para melhor
atender seus clientes, a EMBRAER construiu em Gavião
Peixoto novas
instalações em um verdadeiro Polo
Aeronáutico,
que inclui esta pista de testes de 5.000
metros, a maior
da América Latina e uma das 3
maiores do mundo.
(Foto
Divulgação Embraer)
Além dos
fabricantes estrangeiros e da Embraer, o setor aeroespacial brasileiro
é formado por cerca de 70 pequenas e médias empresas, boa
parte formada por engenheiros que deixaram a Embraer na
privatização. Elas se dividem entre fabricantes de
pequenas peças e
prestadores de serviços.
Há alguns, 11 dessas empresas formaram o consórcio High
Technology Aeronautics (HTA) para
conquistar mercados no exterior. Para isso, contam com o apoio
da Agência de Promoção de Exportações
(APEX). A HTA já fornece partes de turbinas da canadense
Pratt & Whitney e partes estruturais para aeronaves militares
da Eads/Casa.
A exigência do governo federal,
através do BNDES, que desde 1995 financia as vendas
da companhia com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), para que a Embraer nacionalizasse a maior parte de sua
produção começa a surtir efeito.
Com esse processo, a diferença
entre as exportações e importações da
Embraer cresceu 12,8 % em
2005, na comparação com o ano anterior, alcançando
o saldo de US$ 1,5 bilhão. Ela exportou US$ 3,2 bilhões e
importou US$ 1,7 bilhão. É a 3ª maior empresa
exportadora do País - atrás da Petrobras e da Vale do Rio
Doce - e também a 3ª maior importadora.
SUBSIDIÁRIAS DA EMBRAER
A Embraer, em
parceria com a Liebherr International (Alemanha) criou a ELEB - Embraer Liebherr Equipamentos
do Brasil S.A., que produz trens de pouso, componentes hidráulicos e equipamentos de precisão.
Uma das mais importantes
subsidiárias da Embraer é a NEIVA,
instalada em Botucatu, São Paulo, e responsável pela fabricação do EMB 120
Brasília, além de
aeronaves leves, como o avião agrícola EMB 202 Ipanema (inclusive com a nova
versão a álcool em 2005), e componentes e subconjuntos para a família ERJ 145.
Em março de 2005, a Neiva comemorou a entrega da 1.000ª
aeronave Ipanema.
A Embraer possui
escritórios e subsidiárias em Palm Beach Gardens e Fort Lauderdale
(Flórida), Dallas (Texas),
Nashville (Tennessee), Le Bourget e Villepinte (França), Melbourne
(Austrália), Cingapura e Pequim (China), sendo a maioria voltada para suporte geral às mais de 6.000 aeronaves hoje em
operação.
Com sua crescente expansão
mundial, em 2002, foi criada a
joint venture de importante
fábrica na CHINA (na cidade de Harbin, no Nordeste), em associação com
grande estatal local (AVIC II).
HARBIN
Trata-se da HARBIN EMBRAER
AIRCRAFT INDUSTRY COMPANY, LTD.
A EMBRAER detém 51 % das
ações. A produção é totalmente
voltada Para o mercado
chinês (inicialmente, com a montagem final da família ERJ 145).
Até janeiro de 2006, a Harbin havia vendido somente
16 aeronaves ARJ 145 na China. Foram 6 para a China Southern Airlines,
5 para a China Eastern Airlines Jiangsu, e 5 em 2006 para a China Eastern Airlines
Wuhan (do mesmo grupo da anterior).
OGMA
Em
março de 2005, foi aprovada a aquisição do
controle da OGMA - Indústria Aeronáutica de
Portugal S.A. - por um consórcio da Embraer
com a EADS. Elas criaram a Airholding SGPS, S.A., controlada pela
Embraer, que detém 99 % do capital, com a EADS participando com
1 % (que deverá chegar a 30 %).
A Airholding adquiriu à EMPORDEF (Empresa Portuguesa de Defesa,
controlada pelo governo português) 65 % do capital social da
OGMA. A EMPORDEF manteve a participação de 35 % no
capital da OGMA.
Tendo sido fundada em 1918, a OGMA é responsável pela
manutenção e modernização de aeronaves
civis e militares. Um aspecto estratégico de suas atividades
é a certificação para a modernização
(MLU - Mid Life Update) de
caças F-16 de países europeus, tendo como clientes as
Forças Aéreas de Portugal e França, além da
própria USAF e da NATO, entre outros.
Ela produz componentes estruturais e materiais compostos para a
Boeing, Airbus, Lockheed Martin, Dassault e Pilatus. Possui 1.600
funcionários.
Para conhecer melhor a Embraer,
aeronaves, novos projetos,
parceiros e
subsidiárias, visite o site
da EMBRAER. Veja
ainda interessante matéria
com o título de DOGFIGHT,
na revista TIME.
NOVAS FÁBRICAS NO MUNDO
CHINA
A Embraer anunciou em março de 2005 a conclusão de acordo com o governo
chinês para a construção conjunta de uma fábrica na CHINA. A companhia brasileira tem 51 % das ações da nova
companhia local. A
chinesa AVIC II tem 49 %. Até 2008, os resulatdos têm sido
insignificantes, mas a Embraer não desisitiu da empreitada.
A McDonnell Douglas Corp, hoje
parte da Boeing, gastou
milhões de Dólares
tentando entrar no mercado chinês,
mas só conseguiu vender 2 MD-90.
EUA
Em janeiro de 2006, a Embraer
desistiu de construir suas
novas instalações industriais nos EUA, na Cidade de Jacksonville, Flórida, para a
produção de aeronaves voltadas para os mercados locais de defesa e
segurança nacional.
Localizadas no Cecil Commerce
Center, onde existiu uma base
aeronaval, qualificariam integralmente a empresa como fornecedora do Governo dos Estados Unidos para os programas de defesa e
segurança nacional, como
no EXTINTO
CONTRATO DO ACS para o US Army e a US Navy.
Em 13 de maio de 2008, foi noticiada a
construção
na Flórida de uma unidade de montagem e acabamento de
aviões
executivos, com um investimento total de US$ 51 milhões. De acordo com o projeto, a unidade será
instalada
no aeroporto de Melbourne (300 km ao norte de Miami).
Serão feitas ali a montagem final de aviões, planejamento,
qualidade
e logística, design do interior, pintura, entrega e vôos
de
teste. Haverá ainda um
escritório
voltado à atenção ao cliente, administrativo, e engenharia.
PORTUGAL
A Embraer anunciou em julho de 2008 o investimento de € 148
milhões (aproximadamente R$ 370 milhões) na
construção de duas fábricas em Portugal.
Localizadas em Évora, a 220 km a oeste de Lisboa, uma vai
produzir estruturas metálicas e outra materiais compostos, a
serem utilizados na construção de seus aviões.
Com produção prevista para começar em 2009,
serão gerados 570 empregos diretos em uma das regiões
mais pobres de Portugal. Na fábrica de estruturas
metálicas, o investimento será de € 100
milhões e na de materais compostos de € 48
milhões. O prazo previsto para o investimento é de 6 anos.
Os materiais das novas fábricas serão vendidos para as
unidades de produção de aviões da própria
empresa. Esse investimento em Portugal soma-se ao da OGMA.
Embraer
: Jatos Executivos
Embraer
: Phenom_300 (pdf)
Defesa
Net - US Army
Reabre ACS