AERONAVES EXECUTIVAS
Ressalte-se que o Brasil representa a 2ª maior frota de aviões executivos no mundo, com mais
de 1.400 aeronaves, atualmente,
perdendo apenas para o mercado norte-americano (20 vezes maior), o Grande
Mercado.
Em 29 de março de 2005, foi divulgado que a Embraer colocara nos
6 meses anteriores um
grande grupo de engenheiros trabalhando em um projeto de
seu primeiro MICROJATO,
ou VLJ
(Very Light Jet / Jato Muito Leve).
A futura
família de Microjatos Phenom - LJ e VLJ - da Embraer.
(Arte
Divulgação Embraer)
Esse mercado tem potencial superior
a 10.000 unidades só nos próximos 10 anos. Como seu
preço situa-se entre US$ 1 e 2 milhões, deverá
significar
a popularização do transporte individual a jato em todo o
mundo. O menor jato atual custa US$ 4 milhões.
Em 3 de maio
de 2005, a Embraer anunciou seus planos para a nova era do MICROJATO
com aeronaves de projeto próprio para as categorias Light e Very
Light.
Phenom 300
(LJ).
(Arte Divulgação Embraer)
Serão o
PHENOM 300
- LJ (Light Jet), a ser comercializados a US$ 6,65
milhões, e o PHENOM 100 - VLJ
(Very
Light Jet), a ser comercializado a US$ 2,75 milhões. Ambos
deverão estar disponíveis em meados de
2009.
Esses novos e também inovadores produtos MICROJATO
colocam a Embraer na vanguarda do
desenvolvimento e da inovação aeronáutica do
Século XXI.
Phrnom 300 (LJ).
(Arte Divulgação Embraer)
CARACTERÍSTICAS
DAS
CATEGORIAS LJ E VLJ
AERONAVE
|
LJ
|
VLJ
|
PASSAGEIROS
|
9
|
8
|
ALCANCE
- MN
|
1.800
|
1.160
|
VELOCIDADE
MÁX. - MACH
|
0,78
|
0,7
|
ALTITUDE
MÁX. - PÉS
|
45.000
|
41.000
|
PISTA
DE DECOLAGEM - PÉS
|
3.700
|
3.400
|
Suas turbinas
serão fornecidas pela Pratt & Whitney do Canadá. O
LJ terá a PW535EO - de 3.200 libras de empuxo, que
é a última inovação da tradicional
família PW500, devendo estar certificada em 2008. O VLJ
receberá a PW617F - de 1.615 libras de empuxo, parte da nova
família de turbinas derivada do programa demonstrador PW625.
Phenom 100 (VLJ).
(Arte Divulgação Embraer)
Ambos MICROJATOS deverão obter
sua certificação em 2007, entrando em serviço em
2008 o Phenom 100 (VLJ), e em 2009 o Phenom 300 (LJ). Em junho de 2005, começaram as vendas.
Em 3 de maio
de 2006, a companhia aérea suíça JetBird
encomendou 50 Jatos Phenom 100, para o lançamento do primeiro
serviço pan-europeu de baixo custo utilizando jatos executivos.
O valor da compra foi de US$ 140 milhões, com US$ 2,8
milhões por aeronave.
A companhia também
tem a opção de adquirir outros 50 jatos, que
podem ser do modelo Phenom 100 ou Phenom 300. Casos todas as
opções sejam convertidas em jatos Phenom 100, o valor da
encomenda sobe para US$ 280 milhões.
De acordo com as previsões da companhia, o modelo deve estar em
operação em meados de 2008 e a previsão de entrega
da primeira unidade à JetBird é abril de 2009. As vendas
dos Phenom tornaram-se um caso de sucesso em 2007 e
novas encomendas somente serão entregues alguns anos à
frente.
(Clique
na foto abaixo para ver imagem gigante)
Dois exemplares de
um total de 99 ALX A-29, caças leves de ataque da FAB.
Em primeiro plano um biposto. Depois, um monoposto.
(Foto Divulgação
Embraer)
A
última novidade tecnológica da EMBRAER vem sendo o AMX-T, última versão do
famoso caça médio, com
características de treinamento
avançado e emprego em
missões operacionais de ataque, em um único avião, com
o custo de manutenção de uma única frota.
AMX-T.
(Foto Divulgação Embraer)
O AMX-T é um verdadeiro
lead-in fighter trainer para o Século XXI. Seu custo é bem inferior ao Hawk
100 e pode carregar muito
mais armamento. Há um
mercado de 1.000 aparelhos para essa década a ser disputado.
O Projeto F-5
BR visa modernizar os 47 "Tiger" F-5 da FAB. A indústria
aeronáutica Embraer e a israelense Elbit são as empresas
responsáveis pelo serviço. Vêm sendo incorporados
equipamentos de última geração, aprimorando a
capacidade de detecção, ataque, autodefesa,
comunicação e navegação das aeronaves.
Orçado
em US$ 285 milhões, o programa de modernização do
F-5 foi iniciado em 2003, quando as primeiras oito aeronaves foram
entregues à Embraer e iniciaram os trabalhos
de modernização em Gavião Peixoto.
A FAB assinou
em agosto de 2004 com a Embraer um contrato para a
modernização de seus 53 caças AMX, no valor de US$
400 milhões.
A entrega da primeira aeronave modernizada está prevista
para 2008.
A
primeira unidade passou a ser modernizada em Gavião Peixoto em
janeiro de 2005. O programa só seria completado em 2010. Com
atrasos burocrtáticos até 2009, o
esquadrão pioneiro com o AMX-M (M = Modernizado) deverá
estar voando entre 2010 e 2012.
O
AMX-M vai receber o radar nacional SCP-01, fabricado pela Mectron.
contará com um avançado centro eletrônico de
gerenciamento de combate e um designador laser para dirigir bombas
inteligentes e mísseis ar-terra de precisão. Para ele,
está sendo desenvolvido pelo CTA um lançador do míssil leve de
cruzeiro nacional, com alcance de 300 km. A Avibrás desenvolve
um conjunto de guiagem de bombas por satélite GPS.
PÓLO
AERONÁUTICO E PARCEIROS
Além da
tradicional fábrica em São José dos Campos, existe
hoje todo um gigantesco
Pólo Aeronáutico
de 17 milhões de m2 em GAVIÃO PEIXOTO,
cidade perto de Araraquara,
Estado de São Paulo.
Lá, a EMBRAER passou a
montar suas aeronaves corporativas
e as da área de Defesa. Também realiza ensaios de vôo em sua moderna pista de
5.000 metros, uma das 3 maiores do mundo.
Com este Pólo, a EMBRAER
caminha no sentido de estabelecer
uma grande base de fornecedores locais, empresas de capital nacional nacional e outras
atraídas de diversos
lugares do mundo, tudo em prol de aumentar substancialmente o conteúdo nacional de seus aparelhos, reduzir custos e melhorar
ou até mesmo
revolucionar sua logística industrial.
Com essa revolução,
a EMBRAER pode
reagir mais rápido
às mudanças de cenários e/ou de projetos, comum no ramo e mais ainda na insegura
época atual. A nacionalização dos
componentes, que estava em 30 %
há alguns anos, já vem alcançando a taxa de 50 %, prometendo crescer bastante com a
entrada de novos parceiros
estratégicos locais.
Eles são considerados
estratégicos porque aceitaram o sistema de parceria de risco, compartilhando os custos de desenvolvimento e os riscos de
mercado. A
proximidade com esses fornecedores também é vantajosa
porque reduz os ciclos de fornecimento de materiais, além de
agilizar o tempo de resposta aos problemas que
surgem durante a fase de montagem das aeronaves.
Uma aeronave do porte do ERJ 145,
para 50 passageiros possui mais de 60 mil componentes e,
no caso do 170, esse número é superior a 75
mil. O ciclo de produção do 145 é de 4,5 meses,
enquanto que o 170, dura cinco meses.
A Kawasaki Heavy Industries era um
dos parceiros de risco que
instalou-se em Gavião Peixoto em 2003 para montar as asas dos jatos EMB - 190 e 195. Com sua
saída do País em 2006, a própria Embraer absorveu
tal produção.
Os laços da
Kawasaki com a Embraer eram comemorados por se tratar da
única subsidiária dela fora do Japão. Desde o
início do projeto da família 170/190, a Kawasaki, que
não tinha experiência alguma em trabalhos que envolvessem "risk sharing partnership",
apresentava insistentemente suas contas acumuladas de despesas de
desenvolvimento.
Apesar de explicado que o partilhar do bolo no que tange às
receitas, despesas e lucros se daria em etapas espaçadas e um
tanto longínquas do programa, fato conhecido inclusive quando da
assinatura dos contratos, a insistência da KHI em apresentar suas
contas, inclusive para corrigir discrepâncias geradas por seus
próprios projetistas e engenheiros, teria acabado com a
paciência da Embraer, que optou por rescindir o contrato e
assumir a fabricação das asas e as correspondentes
instalações em Gavião Peixoto.
Esse fato não deixa de ter um
aspecto estratégico
para o crescimento da Embraer,
pois ela passou a ser mais que uma integradora nessa área, o que
tende a incomodar a concorrência no futuro com novos projetos.
A
empresa Sobraer (Sonaca /
Bélgica) vem produzindo elementos estruturais e até exporta
para a Airbus. Outros tradicionais fornecedores de
estrutura já instalaram-se
no Brasil : Gamesa (Espanha) e
Latecoere (França), em julho
de 2004. Falta a Enaer (Chile).
Outros parceiros importantes que
já produzem
no Brasil são as empresas C&D Aerospace (interiores), GKN (molduras de janela-Caçapava), Parker Hannifin
(sistemas hidráulicos, comandos de vôo e de
combustível - Jacareí), Pilkington Aerospace (janelas da
cabine de passageiros - São José dos Campos), Eleb, joint venture da Embraer com a
alemã Liebherr (trem de pouso - São José dos
Campos) e Goodyear (pneus - São Paulo).
Para melhor
atender seus clientes, a EMBRAER construiu em Gavião
Peixoto novas
instalações em um verdadeiro Polo
Aeronáutico,
que inclui esta pista de testes de 5.000
metros, a maior
da América Latina e uma das 3
maiores do mundo.
(Foto
Divulgação Embraer)
Além dos
fabricantes estrangeiros e da Embraer, o setor aeroespacial brasileiro
é formado por cerca de 70 pequenas e médias empresas, boa
parte formada por engenheiros que deixaram a Embraer na
privatização. Elas se dividem entre fabricantes de
pequenas peças e
prestadores de serviços.
Há alguns anos, 11 dessas empresas formaram o consórcio
High
Technology Aeronautics (HTA) para
conquistar mercados no exterior. Para isso, contam com o apoio
da Agência de Promoção de Exportações
(APEX). A HTA já fornece partes de turbinas da canadense
Pratt & Whitney e partes estruturais para aeronaves militares
da Eads/Casa.
A exigência do governo federal,
através do BNDES, que desde 1995 financia as vendas
da companhia com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), para que a Embraer nacionalizasse a maior parte de sua
produção começa a surtir efeito.
Com esse processo, a diferença
entre as exportações e importações da
Embraer cresceu 12,8 % em
2005, na comparação com o ano anterior, alcançando
o saldo de US$ 1,5 bilhão. Ela exportou US$ 3,2 bilhões e
importou US$ 1,7 bilhão. É a 3ª maior empresa
exportadora do País - atrás da Petrobras e da Vale do Rio
Doce - e também a 3ª maior importadora.
SUBSIDIÁRIAS DA EMBRAER
A Embraer, em
parceria com a Liebherr International (Alemanha) criou a ELEB - Embraer Liebherr Equipamentos
do Brasil S.A., que produz trens de pouso, componentes hidráulicos e equipamentos de precisão.
Uma das mais importantes
subsidiárias da Embraer é a NEIVA,
instalada em Botucatu, São Paulo, e responsável pela fabricação do EMB 120
Brasília, além de
aeronaves leves, como o avião agrícola EMB 202 Ipanema (inclusive com a nova
versão a álcool em 2005), e componentes e subconjuntos para a família ERJ 145.
Em março de 2005, a Neiva comemorou a entrega da 1.000ª
aeronave Ipanema.
A Embraer possui
escritórios e subsidiárias em Palm Beach Gardens e Fort Lauderdale
(Flórida), Dallas (Texas),
Nashville (Tennessee), Le Bourget e Villepinte (França), Melbourne
(Austrália), Cingapura e Pequim (China), sendo a maioria voltada para suporte geral às mais de 6.000 aeronaves hoje em
operação.
Com sua crescente expansão
mundial, em 2002, foi criada a
joint venture de importante
fábrica na CHINA (na cidade de Harbin, no Nordeste), em associação com
grande estatal local (AVIC II).
HARBIN
Trata-se da HARBIN EMBRAER
AIRCRAFT INDUSTRY COMPANY, LTD.
A EMBRAER detém 51 % das
ações. A produção é totalmente
voltada Para o mercado
chinês (inicialmente, com a montagem final da família ERJ 145).
Até janeiro de 2006, a Harbin havia vendido somente
16 aeronaves ARJ 145 na China. Foram 6 para a China Southern Airlines,
5 para a China Eastern Airlines Jiangsu, e 5 em 2006 para a China Eastern Airlines
Wuhan (do mesmo grupo da anterior).
OGMA
Em
março de 2005, foi aprovada a aquisição do
controle da OGMA - Indústria Aeronáutica de
Portugal S.A. - por um consórcio da Embraer
com a EADS. Elas criaram a Airholding SGPS, S.A., controlada pela
Embraer, que detém 99 % do capital, com a EADS participando com
1 % (que deverá chegar a 30 %).
A Airholding adquiriu à EMPORDEF (Empresa Portuguesa de Defesa,
controlada pelo governo português) 65 % do capital social da
OGMA. A EMPORDEF manteve a participação de 35 % no
capital da OGMA.
Tendo sido fundada em 1918, a OGMA é responsável pela
manutenção e modernização de aeronaves
civis e militares. Um aspecto estratégico de suas atividades
é a certificação para a modernização
(MLU - Mid Life Update) de
caças F-16 de países europeus, tendo como clientes as
Forças Aéreas de Portugal e França, além da
própria USAF e da NATO, entre outros.
Ela produz componentes estruturais e materiais compostos para a
Boeing, Airbus, Lockheed Martin, Dassault e Pilatus. Possui 1.600
funcionários.
Para conhecer melhor a Embraer,
aeronaves, novos projetos,
parceiros e
subsidiárias, visite o site
da EMBRAER. Veja
ainda interessante matéria
com o título de DOGFIGHT,
na revista TIME.
NOVAS FÁBRICAS NO MUNDO
CHINA
A Embraer anunciou em março de 2005 a conclusão de acordo com o governo
chinês para a construção conjunta de uma fábrica na CHINA. A companhia brasileira tem 51 % das ações da nova
companhia local. A
chinesa AVIC II tem 49 %. Até 2008, os resulatdos têm sido
insignificantes, mas a Embraer não desisitiu da empreitada.
A McDonnell Douglas Corp, hoje
parte da Boeing, gastou
milhões de Dólares
tentando entrar no mercado chinês,
mas só conseguiu vender 2 MD-90.
EUA
Em janeiro de 2006, a Embraer
desistiu de construir suas
novas instalações industriais nos EUA, na Cidade de Jacksonville, Flórida, para a
produção de aeronaves voltadas para os mercados locais de defesa e
segurança nacional.
Localizadas no Cecil Commerce
Center, onde existiu uma base
aeronaval, qualificariam integralmente a empresa como fornecedora do Governo dos Estados Unidos para os programas de defesa e
segurança nacional, como
no EXTINTO
CONTRATO DO ACS para o US Army e a US Navy.
Em 13 de maio de 2008, foi noticiada a
construção
na Flórida de uma unidade de montagem e acabamento de
aviões
executivos, com um investimento total de US$ 51 milhões. De acordo com o projeto, a unidade será
instalada
no aeroporto de Melbourne (300 km ao norte de Miami).
Serão feitas ali a montagem final de aviões, planejamento,
qualidade
e logística, design do interior, pintura, entrega e vôos
de
teste. Haverá ainda um
escritório
voltado à atenção ao cliente, administrativo, e engenharia.
PORTUGAL
A Embraer anunciou em julho de 2008 o investimento de € 148
milhões (aproximadamente R$ 370 milhões) na
construção de duas fábricas em Portugal.
Localizadas em Évora, a 220 km a oeste de Lisboa, uma vai
produzir estruturas metálicas e outra materiais compostos, a
serem utilizados na construção de seus aviões.
Com produção prevista para começar em 2009,
serão gerados 570 empregos diretos em uma das regiões
mais pobres de Portugal. Na fábrica de estruturas
metálicas, o investimento será de € 100
milhões e na de materais compostos de € 48
milhões. O prazo previsto para o investimento é de 6 anos.
Os materiais das novas fábricas serão vendidos para as
unidades de produção de aviões da própria
empresa. Esse investimento em Portugal soma-se ao da OGMA.
Embraer
: Jatos Executivos
Embraer
: Phenom_300 (pdf)
Defesa
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Armamentista Favorece Vendas da Embraer
Embraer
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Crise
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A
Embraer Com o Bode na Sala
Governo
Precisa Apoiar a Embraer
FAB
Contrata Filial Francesa da Embraer Para Reformar Jatos
Governo
Negocia Instalação de Unidade da Embraer em Córdoba
US
Navy Avalia o Super-Tucano Para Operações Especiais
EUA
Avaliam Compra do Super-Ttucano
Governo
Negocia Instalação de Unidade da Embraer em Córdoba
Embraer
Pode Comprar a SAAB e Ficaremos com o Gripen-NG