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Força Aérea Brasileira  -  FAB

Meios Disponíveis e Futuros


MÍSSEIS PARA A FAB




A_Darter e Gripen

O Míssil ar-ar de curto alcance A-Darter
será  integrado ao Gripen e ao F-5M.
(Foto Denel)




 INTRODUÇÃO

MÍSSEIS PARA A FAB

DERBY

GRIFO E DERBY


A-DARTER


BVR - LONGO ALCANCE


FONTES & LINKS


VÍDEOS




INTRODUÇÃO


Com o advento do F-5M, passaram a ser introduzidos com grande atraso modernos mísseis antes inexistentes na FAB. Primeiro, veio em 2006 um míssil AMRAAM BVR que é o DERBY e, futuramente, um míssil ABVRAAM, que pode vir a ser o METEOR francês.


Ambos podem operar com
Enlace de Dados junto aos R 99, vendo-se multiplicado o poderio aéreo da FAB, mas ainda em estágio inicial para os desafios que se apresentarão nos próximos anos.


Desde 2006, o Brasil desenvolve junto com a
África do Sul um míssil ar-ar de curto alcance chamado A-DARTER, de 5ª Geração.




MÍSSEIS PARA A FAB


Até 2006, os caças da FAB somente operavam com mísseis ar-ar de curto alcance, ou WVR. A FAB introduziu mísseis BVR justamente com o F-5M, procurando resgatar anos e anos de atraso tecnológico de combate aéreo.


Um míssil BVR seria logo escolhido para ser usado em conjunto com o Piranha, que somente há pouco tempo vem sendo entregue aos Esquadrões da FAB.


Sendo assim, o 1º F-5M foi apresentado com 4 mísseis WVR, sendo 2 mísseis Python III nos cabides subalares e 2 mísseis MAA-1 (2) Piranha nas pontas das asas.



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F-5M e Mísseis

Mísseis Python III (cinza) e MAA-1 Piranha (azul) no F-5M.
(Foto André Finken Heinle / ALIDE, com permissão)



Os Python III são antigos mísseis ar-ar de 3ª Geração e possuem curto alcance de 15 km. Foram fabricados pela empresa israelense Rafael e já eram usados nos F-5, tendo passado por testes recentes na FAB (Vídeo). Sua atual versão é o Python 5.



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Python 5

Míssil Python 5.
(Foto Rafael)



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Python III

Míssil Python III em cabide subalar do F-5EM.
(Foto André Finken Heinle / ALIDE, com permissão)



O MAA-1 Piranha é produzido pela empresa brasileira Mectron e tem o curto alcance de 10 km.


Tendo levado décadas para ser desenvolvido, é um míssil de 3ª Geração melhorado, supersônico (Mach 3), de guiagem passiva, e com detecção da radiação infravermelha do alvo (saída do turboreator ou aquecimento cinético da estrutura), o que possibilita o emprego no modo dispare e esqueça.


A grande vantagem do Piranha é dispor de um detector IR de 5ª Geração, o qual permite que seja virtualmente impossível o uso de engodos do tipo
FLARE para enganá-lo.



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Míssil MAA-1 Piranha

Míssil MAA-1 Piranha na ponta da asa do F-5EM.
(Foto André Finken Heinle / ALIDE, com permissão)



A FAB tinha a intenção de adquirir 10 mísseis BVR R-Darter com até 2 anos de vida útil a US$ 100 mil cada diretamente da Força Aérea da África do Sul para testes de tiros reais.


Em seguida, viriam novos mísseis BVR R-Darter para equiparem os F-5M por US$ 1 milhão cada. Desenvolvido pela Denel (África do Sul, ex-Kentron) e pela
Rafael (Israel), o R-Darter é um míssil BVR bastante ágil (capaz de manobras com acelerações superiores a 50 G), guiado por radar ativo, com peso de lançamento de cerca de 120 kg e um alcance máximo superior a 60 km (míssil BVR de médio alcance vai até 70 km).



Míssil R-Darter

Míssil R-Darter.
(Arte Denel)



O R-Darter possui 2 modos de lançamento, ambos dentro do padrão dispare e esqueça : o LOBL, quando o alvo encontra-se a distâncias mais curtas, ainda dentro do alcance visual, e o LOAL, quando o alvo encontra-se além do alcance visual.


Entretanto, sua grande desvantagem é a impossibilidade do piloto introduzir mudanças de rota após o disparo, devido à ausência de Enlace de Dados, aspecto fundamental para os planos da FAB.




MÍSSIL BVRAAM - DERBY


Com isso, a FAB acabou decidindo equipar o F-5M com o míssil ar-ar Derby de alcance além do visual BVRAAM e radar ativo de médio alcance. Ele também opera em modos LOBL e LOAL.


O
DERBY foi desenvolvido pela empresa israelense Rafael, que já fornece o Python à FAB. Essa comunalidade é fundamental no momento da arrumação dos distintos mísseis na aeronave, no emprego e na cadeia logística.



Derby



Os primeiros mísseis de treinamento foram entregues em agosto de 2006 a fim de permitir que a Força Aérea empregasse suas novas armas no exercício multinacional CRUZEX 2006, o que foi feito com enorme sucesso e repercussão.


Com
a chegada do Derby, o Brasil tornou-se 3ª força aérea sul-americana a ter capacidade BVRAAM para seus caças de defesa aérea e o segundo cliente do míssilna região (além do Chile). A Venezuela emprega o míssil russo R-77 (RVV-AE) da Vympel em seus caças MiG-29 e Su-30.



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Derby

Esquema do Míssil Derby.
(Arte Rafael)



O Derby e o R-Darter compartilham de uma raiz comum do desenvolvimento e,  durante os anos 90, Denel e Rafael tiveram um acordo de marketing para vender a arma em países separados.


Sob este
arranjo, a Rafael forneceu mísseis Derby ao Chile (que arma seu avião modernizado F-5E Tigre III), enquanto o Brasil foi designado como um mercado do sul-africano.



Derby - SAM

Míssil Derby em versão SAM sendo disparado pelo
Sistema Spyder a partir de plataforma móvel.

(Arte Divulgação RAFAEL)



Entretanto, os dois fabricantes seguiram caminhos diferentes e a oferta da Rafael chocou-se com a da Denel ao oferecer uma arma superior e levar o contrato do F-5M.


Ocorre que
o míssil Derby incorpora agora o tão ambicionado Data Link ou Enlace de Dados (devido aos R 99) para a orientação de meio-curso: uma capacidade ausente no sul-africano R-Darter, como já dito antes.


O Derby, sendo um míssil lançar e esquecer (fire and forget), também pode ser lançado sem estar acoplado ao alvo, em quaisquer condições meteorológicas. Ele pode ser lançado e navegar pelo inercial e próximo da posição presumida ligar o radar e realizar a busca pelo alvo. Uma vez lançado, o míssil possui capacidade de defesa eletromagnética.


O Brasil foi a 3ª Nação que armou F-5s modernizados com o Rafael Derby, depois de Singapura e do Chile.




GRIFO E DERBY


A partir da CRUZEX 2006, a FAB opera oficialmente o quarteto: F-5M + Míssil BVR Derby + R 99 A + Enlace de Dados. Este evento inclui a FAB no seleto grupo de até 5 Forças Aéreas no mundo que dominam o ambiente BVR e operam aviões de controle e vigilância aérea como o R 99 A.


Durante os exercícios da CRUZEX 2006, no último dia de agosto, um elemento de F-5EM do 1º/14º GAV revoa com o Barão (KC-130) e, em silêncio rádio, sobe para o nível 300, para realizar uma PAC, ao sul de Goiás, próximo à fronteira de Mato Grosso do Sul.


Mal inicia a espera GPA, o Guardião (R 99A), em missão
AWACS na área, informa aos Pampas um plote na antena norte, a 157 milhas. Um rápido check cruzado entre os F-5M e o R 99 para verificar a situação tática, e o Guardião paga um vetor de interceptação aos bivudos. Em poucos minutos, os inimigos brotam no display do radar GRIFO do F-5EM, que, a partir daí, começam a impor uma arena BVR aos oponentes.


Informada pelos AWACS francês (E-3F) da presença inoportuna dos Pampas, a escolta do ataque (dois Mirage 2000N e dois A-4AR), composta por quatro Mirage 2000C, começa a jammear, sem sucesso efetivo, o radar dos F-5M, enquanto assumem uma postura defensiva. A tentativa de interferência frustrada só auxilia o radar italiano a travar os alvos.


Com uma posição tática privilegiada, fruto do planejamento antecipado com o R 99, os F-5EM do 1º/14º GAV engajam e, em seguida, abatem dois Mirage 2000C e um Mirage 2000N com mísseis DERBY.


Sob um cenário tático desfavorável, o comboio de ataque evade-se sob orientação do E-3F, visando sua autopreservação. Os F-5EM, então assumem uma postura defensiva e iniciam o regresso, efetuando outro
REVO antes do pouso em Campo Grande.


No exercicio RED FLAG 2008, em Nellis, alguns F-5EM ainda incompletos, e sem contarem com os R 99, conseguiram algo como 40 % a 60 % a mais de vitórias que os americanos. Já o reabastecedor KC-137 jamais foi derrubado e sequer encontrado.



VÍDEO - FAB NA RED FLAG 2008 (03:08 MIN)



No Exercício Red Flag 2008, o Ten Pimentel do
1º/14º GAV resumiu em uma só palavra o motivo
maior de estarem todos ali : "BRASIL".
(Vídeo CECOMSAER)



VÍDEO - 4 CAÇAS F-5EM DA FAB DECOLANDO
NA RED FLAG 2008 (00:59 MIN)


Excelentes imagens dos 4 caças.
(Vídeo NELLISSPOTTERS.COM)





MÍSSIL WVR - A-DARTER


Em fevereiro de 2006, foi anunciado um acordo entre Brasil e África do Sul para uma união no desenvolvimento contínuo
do míssil ar-ar de curto alcance, ou WVR, A-DARTER, considerados de 5ª Geração. Ele deverá ter uma manobrabilidade de pico de 100 G.



(Clique na foto abaixo para ampliação)

A-Darter

O Míssil Ar-Ar A-Darter.
(Foto Divulgação Denel)




Estão sendo investidos só pelo Brasil cerca de US$ 100 milhões no desenvolvimento do míssil A-Darter, ou Agile Darter (o “A” vem de “Agile”, ou “Ágil”).


O projeto envolve a parceria industrial entre a empresa brasileira Mectron, de São José dos Campos, construtora do MAA-1 Piranha,  e a sul-africana Denel Aerospace. A SAAF e a FAB serão os primeiros clientes do A-Darter, que deverá estar pronto para emprego por volta de 2010.



(Clique na arte abaixo para ampliação)


O A-Darter.
(Arte FAB)





BVR - LONGO ALCANCE


Feita a compra de 12 Mirage 2000 B&C com mísseis R 530, ainda faltava à FAB a integração de radar e um sistema BVR ativo ao seu Sistema de Enlace de Redes. Essa etapa foi finalmente obtida com o F-5M e a introdução do Derby, míssil BVR de médio alcance.


Sabe-se que o concorrente METEOR (escolhido para Rafale, Gripen e Eurofighter) terá enlace de dados
de 2 vias para informar que o míssil encontrou o alvo. Depois do disparo, ele é guiado inercialmente na fase inicial. A guiagem de meio curso pode ser melhorada com o enlace de dados de 2 vias que atualiza a posição do alvo e o ponto futuro para ligar o radar.


O Meteor poderá receber atualização de um R 99. Já dentro do alcance do radar, o míssil liga o radar ativo para acompanhar o alvo até o fim a 100 km de distância (BVR de longo alcance).




Meteor

Míssil Meteor em um Gripen, um real ABVRAAM.
(Foto MBDA)



Rafale M e Meteor

Rafale M da Marine Nationale Française com Meteor sob a asa.
(Foto MBDA)



Um caça moderno deve ter capacidade multi-alvo e para tal precisa poder atirar vários mísseis ao mesmo tempo. Ajuda bastante na sobrevivência ter aviônicos superiores como designação de alvos por terceiros e mísseis ABVRAAM com enlace de dados.