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Força Aérea Brasileira  -  FAB

Meios Disponíveis e Futuros



O FX-2



INTRODUÇÃO

O FX-2 E OS CONCORRENTES

A HISTÓRIA DO PROJETO FX BR

PROJETO MEIA-SOLA


FONTES & LINKS


VÍDEOS



O DEFESA BR é uma SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer
para manter a soberania sobre suas riquezas
das Amazônias Verde e Azul
com um conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB
.




INTRODUÇÃO


O Projeto FX-2 pretende reequipar e renovar a Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira (FAB), beneficiando inicialmente o 1º Grupo de Defesa Aérea - 1º GDA - JAGUAR.



1º GDA



Trata-se de um processo já antigo, tendo sido montado um extenso e público processo licitatório internacional, tido como "interminável", remontava ao incrível e distante ano de 1998. Iniciado no Governo FHC, o Projeto FX BR previa a compra de 12 supersônicos com a transferência de tecnologia do fabricante para a FAB, que culminaria em um total final de 120 unidades, fabricados no Brasil.


As propostas iniciais do FX foram apresentadas em 2002. Houve a mudança de Governo. Após idas e vindas, o Governo Lula solicitou novas propostas sem demonstrar convicção, as quais perderam validade em 31 de dezembro de 2004, e o Brasil não solicitou mais qualquer renovação, encerrando a concorrência, tida por todos como um verdadeiro "papelão" a nível mundial.

Desde que se decidiu pela "Meia-Sola Francesa" em 2005, circulava no mercado internacional de Defesa a informação de que Lula e Chirac teriam assinado um protocolo reservado por meio do qual o Brasil exerceria em 2007 uma opção de compra sobre os caças Rafale.


Na cerimônia de incorporação dos primeiros Mirage 2000 ao 1º GDA, em 04 de setembro de 2006, Lula
sinalizou
retomar o Projeto FX BR. Por um lado, era véspera de 7 de Setembro, mas por outro lado, também era véspera das eleições presidenciais :


"Mas o planejamento estratégico de nossa
defesa inclui a chegada futura do FX,
imprescindíveis elementos de avanço
tecnológico para a Força Aérea."



Seja como for, o Brasil não irá a lugar algum apenas pensando em pequenas aquisições condicionadas a uma improvável e fantasiosa transferência de tecnologia. Somente alcançará seus objetivos se abrir os olhos para reais parcerias de desenvolvimento, caminhando aí sim para obter tecnologia própria no futuro.




O FX-2  E OS CONCORRENTES


Em abril de 2007, foi noticiado que a FAB estaria se preparando para anunciar a aquisição de 20 caças Rafales, devendo ser 14 monoplaces e 6 biplaces.


Em agosto, houve boato que seriam 28 unidades
do
Rafale F3, acompanhados de mais 12 Mirage 2000C/B. Isso definiria de vez o futuro do caçador da FAB em prol dos franceses.



VÍDEO - DASSAULT RAFALE (04:10 MIN)






Já em outubro de 2007, passou-se a falar em 36 unidades orçadas em US$ 2,2 bilhões (US$ 61 milhões cada), com as preferências divididas entre o Rafale F3 e o Su-35. Ganharia aquele que transferisse mais tecnologia. Pareciam melhorar as chances dos russos, o que já demonstrava haver extenuantes negociações diplomáticas por trás da cena.



Concorrentes

FAB


A torcida do DEFESA BR ainda
é apenas por inteligência e
legitimidade da escolha !




Para esse aumento para 36 caças, existiria o "Fator Chávez" com suas compras de armamentos em grande escala e atração da Guerra Fria para a América do Sul. O "Fator Chávez" mostrou à sociedade brasileira que ela não conta com Defesa à altura do País há décadas.


Entretanto, o explosivamente crescente transporte de autoridades pelo sobrecarregado GTE nem chega a ser uma obrigação constitucional, mas é uma atividade da FAB que hoje vai de vento em popa.



Esse
FX-2 poderia ser bem superior, pois o FX original objetivava a montagem no Brasil sob licença, em uma fase seguinte, de 84 aeronaves de modelo já aperfeiçoado ao inicialmente escolhido, vindo a totalizar 120 aeronaves de interceptação. Só o Chávez planeja chegar a 150 Su-30 e Su-35BM.


Uma aquisição menor que essa não ensejará montagem local nem poderá contar com plena transferência de tecnologia. Mesmo 120 unidades produzidas aqui sob licença não garantirão transferência de tecnologia atualizada, isso é muito improvável de acontecer.


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Na primeira fase, chamado pela FAB de 1º Lote, o Brasil deverá selecionar em 2009 e importar somente 36 unidades de um caça de Quarta Geração, para entregas iniciando somente em 2014, havendo agora os seguintes 3 finalistas do FX-2 :

    g   Dassault da França - Rafale F3,

    g   Boeing dos EUA - F/A-18 E/F Super Hornet, e

    g   SaaB-BAE (Suécia-UK) - JAS-39 NG.


A escolha dos finalistas foi divulgada em 1º de outubro de 2008. A transferência completa das linhas de código dos softwares dos concorrentes é um ponto básico nas exigências brasileiras. A FAB também coloca mais ênfase em autonomia na manutenção dos sistemas e não em produção sob licença.


Seria interessante que, em nome da transparência do processo de seleção, a FAB mostrasse a previsão dos custos de manutenção para os próximos 30 anos dos 3 finalistas.



(Clique na arte abaixo para ampliação)


Alguns detalhes do Rafale que o Brasil estaria para adquirir,
segundo a Isto É de 28 de agosto de 2007.

(Arte Revista Isto É )


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CARACTERÍSTICAS DOS FINALISTAS


Características
Rafale
Gripen
F/A-18
Dimensões (Envergadura x Comprimento x Altura - m)
10,9 x 15,3 x 5,0
8,4 x 14,1 x 4,5
13,6 x 18,3 x 4,8
Peso Máximo (kg)
 24.000 16.000
29.900
Carga Bélica (kg)
8.000
6.300
8.000
Velocidade (km/h)
2.125
2.126
1.915
Alcance Máximo (km)
3.125
4.070 3.700
Raio de Ação (km)
1.055
1.850
1.231



VANTAGENS DO GRIPEN NG


Pela tabela acima, vê-se que o Gripen é menor e mais leve, facilitando a atividade logística e também viabilizando o emprego em estradas e pistas curtas e mais rudimentares, de até 800 m. Reconhecidamente, possui o menor custo por hora de vôo (US$ 4 mil contra US$ 14 mil dos demais).


Em Carga Bélica, o Gripen perde para os outros dois em 1.700 kg, mas é mais fácil e rápido de ser recarregado, em apenas 10 min com 5 homens.


Em Velocidade, ressalte-se que o Gripen é um monomotor contra dois bimotores, tendo a mesma volcidade do Rafale e superando o F/A-18.



Nos quesitos Alcance e Raio de Ação, o Gripen deixa de ser inferior e sua nova versão NG supera os outros dois concorrentes.



SEM O SU-35BM RUSSO


O Brasil inteiro ficou surpreso com a notícia da saída do Su-35BM Super Flanker antes da última etapa do FX-2, gerando reclamações e indignação geral, não importando se a decisão teve base política ou técnica.


Examinando-se pelo lado político, vê-se que os russos poderiam ter avançado no processo seletivo da FAB, porém ao tentarem intimidar os EUA com manobras navais conjuntas com a Venezuela no Caribe, deram um tiro no pé e a Venezuela deverá ser o seu único mercado potencial na America Latina.


É dito que
, graças ao "Fator Chávez" e sua crescente aproximação militar com a Rússia, diplomatas americanos fizeram chegar ao governo brasileiro, sinalizações de que Washington não reagiria bem a uma eventual escolha russa.


A pressão teria sido velada, incluindo no rol de retaliações hipotéticas limitações de fornecimento tecnológico a empresas brasileiras como a Embraer, mas a mensagem central foi a de que a opção francesa não seria mal vista - e isso pode acabar tendo definido o vencedor.


Já em uma versão técnica, teria havido diversos problemas na escolha russa, que vão de uma logística extremamente diferente da ocidental, em que a manutenção seria um pesadelo, até fadigas de peças devido ao seu alto esforco estrutural. Havia ainda dúvidas na possivel integração de componentes ocidentais.
 

Também fala-se que, no momento decisivo da escolha dos três finalistas, a intenção de transferência de tecnologia do Su-35BM pelos russos não se confirmou. Podem ter considerado essa proximidade entre brasileiros e americanos.


Dizem que os russos não estariam cumprindo prazos de alguns contratados com a Índia, além de haver casos de supostos aviões recuperados e entregues como novos. Mas são justamente os indianos que estão fechados com os russos no PAK FA. O Brasil pode ter deixado de vez esse fantástico projeto de 5ª Geração, pois o contrato ainda não foi assinado.


O F/A-18 E/F da Boeing na disputa final nada significaria, pois suas chances seriam quase nulas, devido à tradicional restrição americana a transferências de tecnologia militar.


O Gripen, um avião pequeno que foi reformulado para ter maior autonomia de combate, estaria no mesmo rol, pois boa parte de seus componentes é de origem americana, a começar pelo seu único motor. O maior problema do Gripen é o curto alcance, com sua baixa autonomia tornando-o inviável para um país continental.


A vantagem do Rafale estaria  justamente em jamais contar com fornecedores americanos. No meio desse jogo, o Brasil está montando com a França uma grande parceria estratégica baseada no Plano Estratégico de Defesa Nacional.


Resumindo, o
Rafale já foi escolhido há tempos, e os demais foram selecionados apenas para formalizarem uma concorrência para o FX-2. A grande decisão veio do MD, ao descartar o Su-35BM. A FAB tratará apenas de voar o escolhido e nada mais.


Porém, continuam as críticas do mercado sobre o Rafale, pelo alto custo de compra e de manutenção. Mas, uma coisa é certa. A França tem razões para ser mais generosa com o Brasil. Ela tem a Venezuela de Chávez ali do lado e é dispendioso reforçar suas guarnições na Guiana Francesa.


PÓS-ANÚNCIO


No dia 2 de outubro, o
Ministério da Defesa soltou uma nota negando influência política dos americanos na decisão, afirmando ter ela sido "fundamentada em critérios técnicos exaustivamente analisados e elaborados pela Comissão Gerencial do Projeto F-X2, tendo por base a transferência de tecnologia."


Entretanto, a Folha de São Paulo reafirmou suas suspeitas, dizendo que os militares brasileiros não querem passar a impressão de estarem alinhados com os "bolivarianos", seus antípodas ideológicos.


Disse ainda o jornal que, "além disso, Washington fez chegar, pelos sempre discretos canais diplomáticos, ao governo brasileiro a noção de que a escolha dos russos não seria do seu agrado. O recado dos Estados Unidos: antes o francês Rafale, já que a tradicional resistência americana a transferir tecnologia reduz as chances do F-18, do que os russos."




A HISTÓRIA DO PROJETO FX BR


No início de 2005, o Governo Federal deu por encerrada a disputa pelo
Projeto FX BR (2), de reequipamento e renovação da Aviação de Caça da FAB.


Esse processo antes tido como "interminável" remontava a 1998, quando começaram a ser definidos os concorrentes. Sua origem oficial vinha de agosto de 2001.


As propostas iniciais do FX, apresentadas em 2002, tinham ficado ultrapassadas por uma interrupção   iníciodesde o do Governo Lula em janeiro de 2003 e passaram por uma adequação aos interesses especificados pela FAB em dezembro de 2003.


O pacote de offset (compensação comercial, industrial e tecnológica) de cada concorrente sofreu alterações importantes. O nível de transferência de tecnologia ainda era o aspecto mais crucial em todo esse processo.


O Projeto FX BR previa a substituição da atual e obsoleta frota de 16 Mirage III EBR/DBR (F-103) pertencente ao 1º Grupo de Defesa Aérea -
1º GDA - JAGUAR - responsável pela superioridade aérea e interceptação de aeronaves hostis em território nacional. Deveria ter sido feita uma compra inicial de 12 caças a serem fabricados no País de origem.


As empresas que disputaram o contrato da FAB, inicialmente avaliado em US$ 700 milhões, foram :

   
g   Dassault / Embraer (França)  -  Mirage 2000 BR,

   
g   SaaB-BAE / Varig (Suécia-UK)  -  JAS-39 Gripen,

   
g   Lockheed Martin (EUA)  -  F-16,

   
g   Rosoboronexport / Avibrás (Rússia)  -  Sukhoi Su-35, e
 
   
g   Mikoyan-Gurevich / RAC (Rússia)  -  MiG-29.


Todas as concorrentes haviam retomado o processo de seleção para 2004 e receberam instruções relativas aos novos procedimentos que iriam regular a realização das atividades.


A seguir, o F-16 e o MiG-29 foram desclassificados. A decisão final deveria ter sido tomada em junho de 2004, mas não houve mais notícia importante até seu encerramento em 2005.


Sabia-se que a melhor proposta tinha sido a da empresa Avibras, com o
SU-35 Super Flanker, inferior a US$ 700 milhões, enquanto a da Embraer com o Mirage 2000-5 BR teria ultrapassado US$ 1 bilhão.


Entretanto, o projeto franco-russo de família de aeronaves regionais conhecido como RRJ (da própria Sukhoi) jogou suas chances no F-X BR por terra. As insistentes barreiras políticas à carne brasileira só agravaram mais o quadro.


O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, visitou o Brasil em 22 de novembro de 2004, e pairou no ar que nada mais iria avante entre os dois Países no âmbito do Projeto F-X BR, o que viria a se confirmar alguns meses depois.


Em 31 de dezembro de 2004, as propostas perderam validade e o Brasil não solicitou renovação, encerrando a concorrência.




PROJETO MEIA-SOLA


Já cancelado o Projeto FX BR, em março de 2005 surgiu forte especulação sobre uma rápida decisão entre usados Mirage 2000C, F-16A e Su-27, que entrariam em serviço em poucos meses, visto que os Mirage III estariam sendo desativados ao final daquele ano.


O Estado-Maior da FAB recebeu propostas endossadas pelos Governos da França, dos EUA e da Rússia. Inicialmente, a França encaminhou uma oferta da Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos de 12 Mirage 2000C, ao preço unitário de US$ 15 milhões (total de U$ 180 milhões).


Depois, colocou aeronaves de sua própria frota em oferta. Seriam 12 caças Mirage 2000 usados no valor de US$ 60 milhões, a um preço unitário bem inferior, de apenas US$ 5 milhões. Eles estariam em uso pela Armée de l'Air, e seriam 10 Mirage 2000C monoplaces de interceptação e 2 Mirage 2000B biplaces de treinamento.


Os americanos apoiariam a venda de
43 caças F-16A modernizados das forças aéreas da Holanda (29 unidades) e da Bélgica (14). Seriam aparelhos com custo baixo, de US$ 6 milhões (total de U$ 258 milhões).


Os russos renovaram a proposta de venda de 12 Sukhoi Su-27 ao Brasil, feita inicialmente em 2002. Os aparelhos fariam parte do estoque estratégico da força aérea russa e estariam orçados em US$ 10 milhões cada (total de U$ 120 milhões).


No final de maio de 2005, a revista francesa Air & Cosmos publicou : "Um Acordo Iminente", abaixo livremente resumido :



"De fonte brasileira, amplamente utilizada pela imprensa local, o Brasil teria concordado com a proposta francesa para a venda de ocasião (usados), com preço bem razoável, de Mirage 2000C/B com radar RDI, retirado dos estoques da Armée de l'Air (Força Aérea Francesa)."


"Um
acordo de princípios já teria sido firmado e o contrato oficial estaria previsto para a ocasião da visita do Presidente Lula à França, convidado de honra do Presidente Jacques Chirac para as festas nacionais francesas de 14 de julho."


"A venda
compreenderia um total de 16 aparelhos - 14 Mirage 2000C monoplaces de interceptação e 2 Mirage 2000B biplaces de treinamento - cujo montante de US$ 80 milhões seria pago em um período de 15 anos (US$ 5 milhões por aeronave). Haveria ainda um contrato ao qual se adicionaria em torno de US$ 50 milhões para atualizar os aviões com uma padronização brasileira."


A atualização dos 16 Mirage 2000C/B para um padrão brasileiro por US$ 3,125 milhões por aeronave significaria uma padronização com o datalink usado pela FAB e compatibilização de armamentos, como a do BVR a ser usado pelos F-5 EM, ou até mesmo uma adaptação para o moderno míssil BVR MICA francês.


Posteriormente, o Ministro da Defesa confirmou a compra para 14 de julho em Paris e anunciou que envolveria somente 12 unidades do Mirage 2000 (10 C & 2 B).


Em 26 de junho de 2005, o site DEFESA NET republicou importante matéria do conceituado jornalista Sebastião Nery, da Tribuna da Imprensa, lançando "nuvens de suspeita" sobre essa compra : "Querem a Aeronáutica como uma Areonáutica". Publicou ainda sua própria matéria : "Programa FX - Após o Champanha e Medalha, a Realidade".


Finalmente, em 15 de julho de 2005, o Presidente Lula assinou em Paris o contrato "meia-sola" de compra de 12 caças Mirage 2000 C e B - sendo 10 C monoplaces de interceptação e 2 B biplaces de treinamento - usados da Armée de L'Air.


Trata-se de
uma pequena sucata monomotor da década de 80, longe de ajudar a defender um País continental como o Brasil com um mínimo de competência para o Século XXI. Por esse motivo é que tal compra foi lamentável.


As aeronaves já hoje obsoletas substituiram ao longo de 3 anos, começando em 2006 - depois de revisadas - a ainda mais obsoleta frota de 16 Mirage IIIE/Br do 1º Grupo de Defesa Aérea - 1º GDA - desde o início da década de 70, que foi desativada em dezembro de 2005.


O acordo previu que eles seriam entregues em 3 lotes de 4 aviões em 2006, 2007 e 2008. De fato, 2 aparelhos Mirage 2000C/B foram incorporados ao serviço ativo da FAB no 1º GDA com pompas presidenciais em 4 de setembro de 2006.


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Os últimos 2 aparelhos foram oficialmente integrados à FAB em 27 de agosto de 2008.



Primeiro Mirage 2000C da FAB

Cena da cerimônia de incorporação dos dois primeiros Mirage 2000 (na foto
um B) à FAB, na Base Aérea de Anápolis, em 4 de setembro de 2006.
(Foto Antônio Cruz - ABR -
1843AC016)



Enquanto isso, os venezuelanos estarão desfilando seus novíssimos Su-30.



1º GDA



Este contrato foi a triste solução encontrada pelo atual Governo, depois do fim do Programa FX BR, que seria responsável pelo início do reaparelhamento da Força Aérea Brasileira (FAB).


O
s 12 Mirage 2000 C dos anos 80 custaram 80 milhões de euros, sendo pagos 60 pelas aeronaves e mais 20 pela revisão, adaptação e por peças de reposição e componentes, além de capacitação de pessoal. Corresponderam a US$ 96,8 milhões a US$ 1,21 e R$ 192 milhões a R$ 2,40. O preço unitário total foi de US$ 8 milhões. 


Contando ainda com contratos para manutenção e armamentos, o total deverá ultrapassar 150 milhões de Euros. O preço unitário subirá então para desnecessários e impressionantes US$ 15,125 milhões.


Tudo isso para caças que não têm sequer datalink, nem espaço para tal em uma pretensa modernização, sendo inúteis para emprego em conjunto com o 2º/6º GAv ESQUADRÃO GUARDIÃO, o que já é um escândalo de aquisição errada.


Além disso, para disporem dos famosos mísseis MICA, precisaria ser trocado todo o barramento das aeronaves, a custos absurdos. Mesmo assim, advertem que tais mísseis não serão totalmente eficazes (!). Ver Características no Defesa Net: I e II.