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OS NOVOS CAÇAS 

DOS EUA



(Clique na foto abaixo para ampliação)

F/A-22  
O já descontinuado F/A-22 Raptor em vôo.
(Foto Lockheed Martin)



INTRODUÇÃO

ENVELHECIMENTO GENERALIZADO

AS PREVISÕES

ALGUMAS NOTÍCIAS

US NAVY ECOMENDA OS F-35

FONTES & LINKS


O DEFESA BR é uma SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer
para manter a soberania sobre suas riquezas
das Amazônias Verde e Azul
com um conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB
.




INTRODUÇÃO


A tecnologia furtiva é perseguida pelos EUA desde 1974, quando a DARPA
(Defense Advanced Research Projects Agency) convidou a Northrop, McDonnell Douglas, General Dynamics, Fairchild, e Grumman para responderem a duas questões. Primeiro, o que seria preciso para fazer um avião indetectável a radares?  Segundo, sua companhia pode alcançar isso?


A DARPA recebeu respostas da McDonnell Douglas e da Northrop; cada uma foi premiada então com um contrato governamental avaliado em US$ 100 mil para perseguir o objetivo de desenvolver a primeira aeronave verdadeiramente furtiva (stealth). E aqui estamos por volta de 40 anos depois com as tão custosas aventuras do F/A-22 e do F-35.


Só que o F-35 ainda poderia ter um futuro promissor, já o F/A-22 Raptor foi descontinuado após ser cumprido o
orçamento de produção de somente 184 unidades.




ENVELHECIMENTO GENERALIZADO


Somente a USAF dispunha em 2007 de, aproximadamente, 2.400 aeronaves de combate, sendo 350 A-10, 1.300 F-16, 700 F-15 e 50 F-117. Isso tudo sem contar os 33 aviões de reconhecimento U-2.


Mas na hora de planejar a renovação das frotas hoje em uso, muitas sequer possuíam substitutos previstos, como os aviões de ataque A-10 e mesmo os veteranos B-52 Stratofortress, que foram usados intensamente para bombardeios de saturação nas duas guerras do Iraque e no Afeganistão.



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Comparação

Comparação dos Caças CTOL da USAF.
(Arte Lockheed Martin)



Aliás, ano após ano, boa parte do efetivo de aeronaves da USAF vem se deteriorando com muita rapidez pelo intenso emprego em teatros de clima e condições tão difíceis.


Em níveis comparados aos de 1996, a US Air Force gastou só em 2007 em manutenção 87% mais para manter um avião no ar.


Em parte, porque a maioria destes aparelhos passaram a operar em ambientes muitos mais inclementes, como os quentes e poeirentos desertos do Médio Oriente - do Iraque ao Afeganistão, e não mais nas amenas e temperadas paragens dos EUA.



F-22

Um ângulo do F/A-22 Raptor.
(Foto Lockheed Martin)



E devido a esse fator, isso também ocorre devido ao envelhecimento generalizado dos meios utilizados nessas operações. O avião de combate médio da USAF já tinha 27 anos em 2010, e a idade média em 1967 era de apenas 8,5 anos.


Por outro lado, os enormes C-17 foram concebidos para durarem 30 anos, mas já estavam acabados na metade do tempo, justamente devido a esse emprego severo nas guerras.



Na verdade, os EUA parecem tão obcecados em dotarem a USAF de aviões de combate furtivos (stealth), como o F-35 e o F/A-22, que não alocaram fundos para o apoio aéreo direto. Isso pode ter ocorrido devido à incrível explosão de custos com ambos, que já são hoje os mais caros aviões de combate da História.




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F-35 - Família

A Família do F-35 Lightning II.
(Foto Lockheed Martin)




AS PREVISÕES


As Previsões para 2020 têm sido altamente incertas, pois houve pesados cortes de 1.400 aeronaves F-35 Lightning II (JSF) encomendadas.


Restaria um total de apenas 1.081 aeronaves de combate para a USAF, sendo 700 JSF e 184 F/A-22 (seriam 884, depois 381 e depois somente 184).




F-22 - Montagem

A fantástica e extinta linha de montagem do furtivo F/A-22,
o único caça considerado de 5ª geração do mundo atual.
(Foto Lockheed Martin)



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F-22

Outra imagem da extinta linha de montagem do F/A-22.
(Foto Lockheed Martin)



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F-22 Cutaway

Todos os detalhes do F/A-22, com armamentos internos.
(Arte Lockheed Martin)



Essa queda dos Raptors deveu-se ao excessivo crescimento de seu custo de desenvolvimento, atingindo impressionantes e inacreditáveis US$ 400 milhões a unidade, valor que daria para se construir uma fragata para a US Navy.


A crise econômica americana a partir de 2008 só piorou as coisas e o sequestro financeiro de 2013 jogou cal por cima de muitos programas.



Pelo quadro do US DoD abaixo, em alguns anos, haveria uma enorme transformação na USAF, com a entrada em cena de 184 F/A-22 Raptors e até 2.458 F-35 Lightning II (JSF).



PROGRAMAS DE AERONAVES
MILITARES DOS EUA EM 2006

UNIDADES E CUSTOS
EM US$ MILHÕES



Tabela USA


Baseado no "Selected Acquisition Reports" de Dezembro de 2006.
(Fonte: US DoD)



VÍDEO - F/A-22 RAPTOR (03:05 MIN)






VÍDEO - US AIR FORCE F/A-22 RAPTOR (08:15 MIN)






O quantitativo de F/A-22 é passado, mas o de F-35 permanecia como uma incógnita, havendo risco até para a continuidade do programa JSF como um todo. Pois quem conseguia acreditar que seriam gastos US$ 400 bilhões (até março de 2103) por 2.458 aeronaves, ao custo unitário de US$ 163 milhões, mesmo pelos EUA?


A isso acima, some-se ainda a US Navy e a USMC, com milhares de outras aeronaves de combate de diversos tipos. Só a US Navy colocou 494 F/A-18 E/F Super Hornet em seus Navios-Aeródromos.


Em 2013, alguns desses navios com seus aviões começaram a ser desativados devido à crise econômica.



Em 20 de junho de 2007, foi divulgado um ESTUDO (pdf) do Center for Strategic and Budgetary Assessments (CSBA) indicando que o custoso Programa JSF deveria ser bastante reduzido ou mesmo cancelado. Somente até 2008, seu desenvolvimento teria custado a fábula de US$ 29 bilhões.



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F-22 - Papel de Parede

Um papel de parede com o F/A-22.
(Foto Lockheed Martin)



Com tudo isso, conclui-se que manter uma Força Aérea com tão elevado nível de vantagem tecnológica já é hoje extremamente caro, mesmo para os EUA. Sua crescente recessão misturada com a europeia desde 2010 levantava cada dia mais dúvidas e o sequestro de 2013 acabou com todas.


Eles poderão mesmo vir a perder a médio prazo a tradicional vantagem esmagadora dos seus meios aéreos sobre as demais Forças Aéreas com essas crescentes dificuldades de orçamento e intermináveis indecisões sobre quais caminhos seguir. Países como Rússia + Índia, Japão e China correm para desenvolver seus próprios vetores de 5ª Geração


Tudo faz crer que esses novos caças já se tornaram demasiado caros para poderem ser operados em números significativos no futuro, o que poderá vir a enfraquecer a USAF até um ponto sem mais retorno.





ALGUMAS NOTÍCIAS


Em 25 de julho de 2007, a Royal Navy decidiu pela construção de seus 2 Navios-Aeródromos de 65.000 ton, para comissionamento em 2014 e 2016. Para eles, haveria uma encomenda de 150 F-35 a um custo total de £ 10 bilhões, ou US$ 20 bilhões, o que representará um explosivo custo de US$ 133,3 milhões por cada F-35.


O Japão estaria no caminho de desenvolver seu próprio jato furtivo avançado devido à recusa dos EUA lhes venderem os F/A-22, mesmo aos presentes preços astronômicos.


Existe um projeto chamado F-3 que deveria ser produzido em um esquema de joint venture com os EUA. Ele poderá substituir os 203 F-16J/DJ da
JASDF de forma muito mais econômica.



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Esquema do F-3.



F-3

Fotos de protótipo do F-3.



O Japão dizia ter liberado a incrível verba de 4,8 trilhões de ienes (US$ 41 bilhões) no ano fiscal de 2008, para o projeto avançado de tecnologia furtiva do Affordable Fighter, ou Caça Econômico.



Japanese Stealth

Possível arte do protótipo do F-3.



Contra todas as pressões, o congresso americano insistia em negar a licença de venda do Raptor a qualquer governo estrangeiro, mesmo com as expressivas reduções internas de encomendas.


Os empregos dos 3.351 operários da Lockheed nas fábricas de Marietta, Georgia, Fort Worth, Texas, e Palmdale, California, esperavam poder vir a depender do Japão, que talvez fosse o único país no mundo capaz de ser um grande cliente para o F/A-22, além dos EUA. Mas a venda foi desaprovada, o caça descontinuado e os empregos perdidos.



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Um F/A-22 sobrevoando o Monte Fuji, um famoso
vulcão extinto entre Tokyo e Osaka.
(Foto Lockheed Martin)



Em julho de 2007, a Lockheed Martin, com o aval dos EUA, ofereceu o F-35 à concorrência por até 126 novos caças de 5ª Geração na Índia.


No relatório apresentado pelo Congressional Research Service em julho de 2007, era calculado que o custo unitário de aquisição do programa do caça F-35 atingisse US$ 121,9 milhões, baseando-se no custo total então de US$ 299,8 bilhões para 2.458 aeronaves.



F-35 - Frente

Um F-35 Lightning II visto de frente.
(Foto Lockheed Martin)



A diferença de US$ 11,4 milhões para os US$ 133,3 milhões calculados pela Royal Navy pode referir-se a um maior custo da versão navalizada, o que é comum.



F-35 - Pouso Vertical

Um F-35-B em operação de decolagem e pouso vertical.
(Arte Lockheed Martin)



VÍDEO - F-35 DISTRIBUTED APERTURE
SYSTEM EO DAS (05:34 MIN)






Os problemas com os F/A-22 se avolumavam. Em abril de 2006, um piloto ficou trancado dentro da cabine de seu avião por 5 horas, na Base Aérea de Langley, porque ninguém na USAF ou na Lockheed Martin conseguia abrir o canopy da aeronave. Os bombeiros tiveram que serrar completamente o material de policarbonato de 3/4" do F/A-22.



F/A-22 - Preso por 5 Horas

Bombeiros cerrando mais de US$ 1 milhão em
um F/A-22 para retirarem o piloto preso.
(Foto USAF)



Os danos totais ao avião foram de US$ 1,28 milhão. Não somente os bombeiros tiveram de arruinar todo o dossel, que custa absurdos US$ 286.000, mas ainda arrancaram parte do revestimento da estrutura do avião, que custará aproximadamente U$ 1 milhão para substituir.



F/A-22 -  Cerrado

F/A-22 depois de cerrado pelos bombeiros.
(Foto USAF)



Já em maio de 2006, a imprensa americana noticiou haver problemas estruturais sérios com o F/A-22. Parece que o casco de titânio dessas aeronaves passou por um tratamento de calor impróprio. O custo de reparar isso deve ser de mais U$ 1 bilhão ou algo assim.


Em 2008, quase 70% dos programas de armas do Pentágono estouraram o orçamento, somando US$ 296 bilhões a mais do que as estimativas originais.


O F-22 ia custar originalmente US$ 88 bilhões em 2009 para 648 aviões. O programa agora deve custar US$ 73,7 bilhões para 184 aviões. Incrivelmente, o c
usto unitário do F-22 Raptor atingiu US$ 400 milhões.


No início de 2009, o presidente Barack Obama declarou que “acabaram os dias de dar a empresas do setor de defesa um cheque em branco” e autoridades do Pentágono passaram a trabalhar em uma extensa lista de cortes.


Em 2009, foi decidido o cancelamento do avião. Quantos Raptors sobrarão para contar a história desse fracasso econômico-financeiro? Somente as
184 unidades da encomenda inicial.


Em junho de 2009, foi noticiado que o Japão estudava adquirir outro caça para o seu programa F-X, originalmente dedicado ao Raptor, que foi negado pelos EUA. Os candidatos seriam o F-35 da Lockheed, o F/A-18 E/F Super Hornet da Boeing e o Eurofighter.


A Lockheed Martin e a USAF costumam citar que o F-22 detém uma taxa de vitória de 30:1 entre o Raptor e suas vítimas, o que significa que para cada vez que um Raptor for vencido em combate, 30 caças inimigos serão abatidos.


E foi o que aconteceu na edição 2011 do Red Flag, chamada de
Red Flag 11-3, realizada entre os dias 21 de fevereiro e 11 de março. Os pilotos de caças F-16 e F-15 das unidades agressoras, ou os “inimigos” durante o Red Flag, disseram estar “cansadas de sempre serem abatidas durante os combates simulados quando enfrentavam os Raptors”.


Em março de 2011, a Mitsubishi revelou que seu caça de 5ª Geração continuava sendo desenvolvido e que poderia estar voando em 2015.


Porém, em janeiro de 2011, os EUA e o Japão assinaram um acordo de confidencialidade sobre o F-35, que poderá se tornar o mais novo e principal caça da Força de Auto-Defesa Aérea do Japão (JASDF), no qual o Japão receberá "informações detalhadas" sobre o projeto.


RAPTORS ENFERRUJANDO


Ferrugem deveria ser algo extremamente incomum em caças de altíssima tecnologia. Contudo, em fevereiro de 2010, toda frota de caças F-22 foi retirada temporarimente de operação “devido a um projeto ruim do sistema de drenagem do cockpit”. Partes de peças do assento de ejeção foram seriamente afetadas pela corrosão.


O congresso americano ficou preocupado que problemas similares poderiam atingir o novo caça F-35 e solicitou um relatório sobre as lições aprendidas com a experiência do F-22.


Como visto acima, um problema semelhante já havia sido detectado nos paineis do cockpit de alguns caças F-22 em 2007, o que levou a USAF a suspender as operações de 2/3 da frota.



(Clique na foto abaixo para ampliação)

F-22

(Foto USAF)



Essa ferrugem tornou-se mais um grave problema para o projeto e para a USAF, custando cerca de US$ 20 bilhões a cada ano. De acordo com a House Armed Services Committee, aproximadamente US$ 7 bilhões dessa ferrugem poderia ser prevenida.


Então, o comitê, fazendo seu trabalho de supervisão do congresso, solicitou um aumento substâncial do orçamento para uma pouco conhecida entidade do Pentágono, a Secretaria de Controle e Supervisão de Corrosão, para melhorar a habilidade dos militares de detectarem e evitarem a ferrugem que está destruíndo a maior parte dos sistemas de armas.




US NAVY ENCOMENDA OS F-35


Em março de 2011, a compra de novos caças F-35
Lightning II JSF (Joint Strike Fighters) para a US Navy (USN - Marinha dos EUA) e para o US Marine Corps (USM - Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA) foi totalmente detalhada pelo memorando de entendimento chamado Tactical Air.


As duas forças decidiram adquirir 680 caças F-35. Do total, 260 serão do modelo F-35C, modelo de caça embarcado em Navios-Aeródromos para a US Navy, e 80 serão do mesmo modelo só que para os Marines. Estes ainda receberão adicionais 340 unidades (50% do total) do modelo F-35B, de decolagem curta e pouso vertical (STOVL).


O acordo também reafirmava que as versões dos F-35Bs e F-35Cs dos Marines continuariam a ser operados juntamente com as alas aéreas embarcadas (CAW), compartilhando as missões com caças F/A-18 E/F Super Hornets e F-35Cs da USN. O USM deveria aumentar o número de esquadrões embarcados de três para cinco.



F-35C

Um F-35C.
(Foto JSF)




O acordo formalizava uma decisão anterior de não destacar os F-35Bs a partir de NAes. Todos os esquadrões dos Marines destacados em NAes voariam nas mesmas versões C que o pessoal da USN. Os F-35Bs STOVLs operariam a partir de bases terrestres e embarcações anfíbias.


O primeiro F-35C da USN deverá ficar operacional em dezembro de 2015, com o primeiro esquadrão do USM com o modelo F-35C um ano depois.


Até a metade dos anos 20, cada Ala Aérea embarcada incluiria dois esquadrões de Super Hornet e dois esquadrões de Lightning II. Um de cada quatro esquadrões de F-35C seria uma unidade dos Marines.


A US NAvy continuava o plano de ter uma frota de dez Alas Aéreas embarcadas, com 44 caças de ataque em cada ala, organizados em esquadrões de 10 a 12 aeronaves.


Ela iria preencher 35 esquadrões de caças de ataque compostos de Super Hornets ou F-35Cs, e os Marines preencheriam cinco esquadrões com o modelo F-35C.


Assim, seriam 40 esquadrões. Os Lightnings serviriam juntamente com a frota de 556 caças F/A-18 Es e Fs em operação ou encomendados.


Contudo, no início de 2013, a US Navy e a USMC entraram no plano de sequestro financeiro, de redução drástica de gastos, com US$ 10 bilhões anuais.


Com isso, a USN teve que começar urgentemente a desmontar algumas
de suas dez Alas Aéreas, além de encostar CVNs e demais navios de guerra, estando muitos ainda em bom estado.




FONTES & LINKS


The Magazine of Future Warfare

Estudo do CSBA Sobre o Programa JSF (pdf)

Wikipedia - F/A-22_Raptor

Wikipedia - F-35_Lightning_II

JSF Program

Relatório do Congressional Research Service sobre o F-35

Gizmodo - Sistema Para F-35 Lembra Vídeogames

Blog Defesa BR :

       Custo Unitário do F-22 Raptor Atinge US$400 milhões

       Uma Era se Inicia com o Encerramento do F-22

       A Arma de Guerra Mais Cara da História Está Ameaçada




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