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Força Aérea Brasileira  -  FAB

Meios Disponíveis e Futuros


EMBRAER

A-29 SUPER TUCANO


(Clique na foto abaixo para ver imagem gigante)

A-29

Dois exemplares de um total de 99 ALX A-29, caças leves de ataque da FAB.
Em primeiro plano um biposto. Depois, um monoposto.
(Foto Divulgação Embraer)
INTRODUÇÃO


A Embraer parece saber ter cometido um erro quando se afastou do setor de Defesa, para o qual tinha sido originalmente criada. Em seu início, ela produziu o bimotor Bandeirante, mas, depois disso, o único projeto militar na sua lista de produtos foi o treinador Tucano, do qual deriva o atual Embraer EMB-314 Super Tucano.


Ela ficou longe demais e tempo demais desse campo e agora procura diversificar seus projetos para a Defesa. Os demais aviões que ela produziu e vendeu a clientes militares, como os jatos Xavante e AMX, foram projetos conjuntos com empresas italianas, ou adaptações militarizadas de aeronaves comerciais, como as versões de inteligência, patrulha e vigilância da plataforma EMB-145.


A EMBRAER distingue-se por sua avançada tecnologia e pelo sucesso comercial que sua família de jatos regionais vem conquistando em todo o mundo. Mas, neste novo Século XXI, ela passará a destacar-se mais no mercado da aviação militar, com, por exemplo, suas famílias de Aeronaves Inteligentes e outros Novos Projetos.


O ALX A-29 Super Tucano é o sucessor do Tucano, embora haja muitos anos-luz de distância em suas capacidades. O A-29 foi concebido para operar  juntamente com os R 99
de inteligência (Inteligência, Vigilância e Reconhecimento - ISR) no SIVAM.



EMB 145 AEW&C

EMB 145 AEW&C da EMBRAER.
(Arte Divulgação Embraer)



VÍDEO - R 99 A + R 99 B + A-29 (03:47 MIN)






O SUPER TUCANO


O Super Tucano é o único no mercado que atende às necessidades de treinamento avançado e missões de contrainsurgência, já comprovado em combate, e capaz de operar em várias configurações armadas, tanto durante o dia quanto à noite e com extraordinária confiabilidade operacional.


A Embraer possui o domínio total sobre o software de missão da aeronave, o que permite que o país tenha autonomia e flexibilidade para fazer as modificações necessárias na aeronave caso seja necessário, atendendo aos requisitos operacionais dos diversos clientes.



O A-29 Super Tucano é um caça leve de
ataque e treinamento. Trata-se de uma plataforma de asa fixa tática ISR que proporciona extremo apoio às forças terrestres, sendo altamente manobrável, tendo longo alcance, e atuando com baixa assinatura de calor.


Ele é perfeito em funções que exijam velocidade e capacidade de manobra própria para o ataque ao solo, a contra insurgência, a patrulha aérea de resgate, destruição de helicópteros, suporte de fogo em operações anfíbias, escolta para helicópteros de ataque ou de assalto, como a cobertura aérea em operações especiais, e até mesmo como caça substituto em casos extremos, deixando os jatos livres para o combate ar-ar.


O A-29 tem uma duração de vôo de mais de seis horas, leva vários sensores, pode ser armado com uma metralhadora pesada em cada asa e tem pontos fixos para bombas, canhões e casulos de foguetes, de acordo com Jane’s All the World’s Aircraft 2008-9.



A-29

A-29 Super Tucanos da FAB na Amazônia.
(Foto Divulgação Embraer)




AS VENDAS DO SUPER TUCANO


O Super Tucano recebeu em 2001 uma
encomenda inicial de 99 aparelhos da FAB (sendo 76 firmes e 23 como opção de compra), avaliada em um total de R$ 449,7 milhões. Desses 99 aparelhos, 66 são bipostos (para dois tripulantes) e 33 monopostos (para um ocupante).



A-29

Elemento de A-29 Super Tucanos da FAB.
(Foto Divulgação Embraer)



Em agosto de 2004, a FAB recebeu as 3 primeiras das 99 unidades finalmente confirmadas. As últimas unidades deveriam ter sido entregues até 2007, em uma cadência de 4 por mês. Entretanto, até abril de 2009, somente 72 unidades haviam chegado a FAB, mas já em uma cadência mensal de 5 aparelhos. Nesse ritmo, até outubro de 2009 a encomenda deverá ter sido concluída.


A Embraer entregou em 26 de maio de 2009, a centésima aeronave Super Tucano fabricada desde 2003, a qual será utilizada pela FAB, atualmente, o principal operador do ST no mundo, com 73 unidades do modelo até a data acima.



100º A-29

Comandante Juniti Saito a bordo do 100º Super Tucano.
(Foto Cecomsaer)




O EMB-314 já era empregado em abril de 2009 por forças militares do Brasil e da Colômbia. O Chile havia comprado 12 aviões, a República Dominicana 8, e o Equador 24, mas eles ainda não haviam sido entregues.


Em 2008, a aeronave foi responsável por mais da metade das exportações da área de defesa da Embraer, que totalizaram US$ 504 milhões. A Embraer estima mercado potencial de 700 unidades para o Super Tucano em 10 anos. O custo da versão básica é da ordem de US$ 10 milhões.


Em 2008, houve uma misteriosa venda de um único Super Tucano para a empresa americana Blackwater, que acabou na US Navy.




O PROJETO FÚRIA IMINENTE DA US NAVY


A venda de um Super Tucanos (ST) em 2008 para a empresa americana Blackwater foi, na verdade, uma operação de leasing (aluguel com opção de compra) para uma operação secreta da US Navy.


Na US Navy, o A-29 esteve atuando em testes como avião demonstrador de conceito dentro do Projeto Fúria Iminente (Imminent Fury), tendo sido aprovado com louvor.


O Fúria Iminente é uma iniciativa classificada (secreta) da Marinha dos EUA para resolver necessidades urgentes dos combatentes em terra. Em 2009, o Super Tucano já encontrava-se reconhecido pela US Navy como sendo fundamental para emprego em apoio aproximado a tropas terrestres.


De acordo com o capitão Mark Mullins, um oficial naval de guerra especial servindo como o director-adjunto do novo escritório de Guerra Irregular da Marinha no Pentágono,
o Super Tucano pode pousar em uma pista não preparada, como uma estrada, ser reabastecido em questão de minutos e enviado de volta para a briga.


Segundo Mullins, “não é sobre voar de 1.000 milhas de distância, jogar algumas bombas de milhares de libras e sair. É sobre como trabalhar com a força terrestre, fazer a preparação de inteligência do espaço de batalha, fazer uma retransmissão de comunicação, apoio aéreo aproximado, olhos no alvo e se houver movimentação do alvo, manter-se com ele, mirando-o, e fazer a avaliação dos danos da bomba no final.”



O capitão Mullins disse que a intenção da US Navy era colocar quatro dessas aeronaves de um só motor na frente de luta tão rapidamente quanto possível. Já na fase II do projeto, essa aquisição custará US$ 44 milhões o lote. Faltariam 95 unidades (uma compra firme de US$ 1,045 bilhão) apenas para a US Navy atingir uma frota de 100 Super Tucanos, como se comentava.


A  US Navy falava em operações navais para guerra irregular e elas só poderiam vir de NAes. A US Navy não mantém bases aéreas em locais de conflito, somente NAes. E operações nas fronteiras com o México são uma problema exclusivo de Homeland Security, não dela.


Se um dia eles forem realmente adaptados para tal emprego nos NAes da USN, isso vai acabar mesmo se refletindo nas Asas Fixas da MB e no nosso A-12; um ST embarcado deixaria de ser apenas um recorrente boato.


A US Navy está atrás da USAF e do Marine Corps para lhes vender o conceito do Super Tucano e emplacar a verba necessária para essa aquisição das 4 unidades. Quantas aeronaves essas três mega-forças juntas teriam interesse de adquirir para suas operações irregulares, ao fim dos testes em combate no Afeganistão?




A VITÓRIA PARA A USAF EM 2013



Em fevereiro de 2013, a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) selecionou a empresa Embraer Defense and Security (EDS) e sua parceira Sierra Nevada Corp. SNC)
para fornecerem 20 aviões Super Tucano para a Força Aérea do Afeganistão. Tal encomenda inicial é de US$ 427,5 milhões, e eles serão construídos em Jacksonville (Flórida).


O A-29 será usado para prover capacidades de apoio aéreo leve, reconhecimento e treinamento para os militares do Afeganistão. Como tal, ele é um elemento vital da estratégia dos EUA de retirada do Afeganistão e central para a manutenção da segurança naquela região no futuro.


O consórcio Embraer/SNC já havia sido declarado vencedor dessa licitação, mas a decisão havia sido contestada em 2011 pela indústria aeronáutica norte-americana Beechcraft.




FONTES & LINKS


Blog Defesa BR :

        US Navy Avalia o Super Tucano Para Operações Especiais

        EUA Avaliam Compra do Super Tucano
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