INTRODUÇÃO
A brasileira EMBRAER é hoje a 3ª maior fabricante de aviões comerciais do mundo, só perdendo para as gigantescas americana BOEING e européia AIRBUS.
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Em 2006, houve uma reestruturação societária da Embraer, que a faz ser a primeira grande empresa brasileira a ter seu controle acionário pulverizado. Seu capital social aumentou em R$ 3,8 bilhões, com a emissão de 576,3 milhões de ações ordinárias nominativas.
Apresentação do EMBRAER EMB-190.(Foto Divulgação Embraer)
A Companhia passou a ser listada no Novo Mercado, o nível mais alto de governança corporativa da BOVESPA. Para que isso fosse possível, seu capital social passou a ser representado exclusivamente por ações ordinárias, dando direito de voto para os seus mais de 25 mil acionistas.
Com essa grande mudança societária e com o nível de encomendas anuais alcançadas, a EMBRAER vislumbra agora a oportunidade única de vir a apresentar novos projetos em diferentes áreas do concorrido mercado da aviação mundial.Flight - Embraer Studies C-130 Sized Tactical Airlifter
NOVOS PROJETOS
Quase todos os projetos abaixo mencionados são apenas conjecturas do DEFESA BR, não tendo havido qualquer tipo de informação da companhia e de seus colaboradores, internos e externos.
A exceção seria a volta dos turboélices, pois desde o início de 2008 a Embraer vem dando sinais de que pretende voltar a atuar com eles em novas soluções na guerra mundial contra o inevitável aumento no preço dos barris de petróleo.
Fora isso, entre muitos possíveis projetos em estudo e em andamento na Embraer, haveria uma nova família de aeronaves comerciais entre 134 e 186 lugares, uma nova família de aeronaves de Inteligência e Guerra Eletrônica com a plataforma do EMB-190, e até um moderno cargueiro militar tático no nível do C-130 ou um pouco acima.
Este último - cargueiro para concorrer com o C-130, foi o primeiro projeto confirmado pela companhia, meses depois de aqui listado no DEFESA BR, embora com óbvias diferenças, pois era mera suposição.
AERONAVES COMERCIAIS
ERJ-145 TURBOÉLICE
Em setembro de 2008, foi noticiado que a Embraer estaria avaliando a produção da plataforma ERJ-145 em sua fábrica na China, em uma versão turboélice. A idéia é dispor de uma aeronave mais econômica em tempos de permanente crise nas cotações do petróleo.
Esse turboélice de 50 assentos empregará um futuro motor da Rolls Royce que promete ser de 20 a 50 % mais econômico, dependendo do elenco de combustíveis com os quais poderá operar. Os combustíveis mais econômicos tendem a ser também os menos poluentes.
A tecnologia de propulsão turboélice foi abandonada pela empresa desde o fim da produção do venerável Brasília EMB-123. Mas ela acredita que esse segmento do mercado esteja em ascensão, sendo estimada a demanda de mais de 1 mil aparelhos até 2018.
Seus consumidores estariam mais preocupados com aspectos como baixo custo, pontualidade, segurança e seu uso se daria em vôos de curta duração.
Por outro lado, suas possíveis aplicações militares (vide o R 99 abaixo) seriam bem mais econômicas, fato que atrairia uma plêiade de compradores, começando pela FAB.
FAMÍLIA 230 / 250
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Embraer EMB-145 SA R 99 A na Amazônia.
(Foto Embraer)
Em sintonia com o desenvolvimento de versões militares do C-390, poderia haver versões menores e mais econômicas baseadas nessa nova plataforma turboélice do ERJ-145, que seriam baseadas em um hipotético cargueiro modelo C-345, mais leve.
Seriam soluções conjugadas que se adaptariam a qualquer nível econômico-financeiro de clientes potenciais. A idéia seria que a Embraer desenvolvesse várias versões operacionais dos C-345 e C-390 e ainda com opções de motorização, a jato ou turboélice.
Haveria hoje na EMBRAER um projeto para uma família de aeronaves comerciais entre 134 e 186 lugares.
FAMÍLIA EMBRAER 230/250
CAPACIDADE MÁXIMA
DE ASSENTOS
MODELO ASSENTOS
230-100
134
230-200
148
250-100
164
250-200
186
Essas aeronaves custariam a partir de US$ 45 a US$ 50 milhões, indo até US$ 75 milhões, conforme o modelo.
Os protótipos estariam prontos até 2010 e as entregas das primeiras aeronaves poderiam ocorrer por volta de 2012. Assim, a Embraer poderia estar 4 anos à frente da Airbus antes de sair um substituto para o A-320.
OPINIÃO SOBRE A FAMÍLIA 230 / 250
Em dezembro de 2008, a revista Air International noticiou que a Embraer estaria avaliando o projeto de uma nova família de jatos comerciais que competiriam no disputado nicho de mercado de Airbus e Boeing, para aviões entre 120 e 200 passageiros. Foi dito ainda que a empresa estaria buscando um parceiro internacional.
Mesmo com a informação sendo sempre desmentida pela Embraer, chama a atenção que diversos meios de comunicação venham dizendo que tal projeto possa existir.
O ex-presidente da Embraer, Maurício Botelho, fez a importante menção de ser temeroso incomodar as 2 grandes - Boeing e Airbus - no mercado de 150 assentos, o que é uma grande verdade que ninguém desconhece.
Entretanto, um dia a Embraer que ainda não era nada, chegou ao mercado internacional, incomodou a Bombardier, apanhou muito da rival canadense, venceu com muito esforço e hoje já está em um nível pouco acima da rival, quem diria ?
Tudo bem que concorrer com os 2 monstros mundiais é temeroso, mas sobrexistem ainda os sonhos que tornaram essa empresa brasileira um gigante, com certeza. E as fantásticas vendas anunciadas em Le Bourget 2007 demonstram que a companhia já está alcançando tal status mundial.
Por um lado, se há esses 2 grandes concorrentes, em um patamar ainda acima, por outro lado, está vindo no horizonte em vôo a baixa altitude uma turma nervosa de empreendedores com novos modelos na faixa da presente família Embraer-190/195.
À frente deles virá a Bombardier, mas seguida de perto por franceses combinados com russos, e até mesmo pelos hoje fortes chineses. Eles não irão se satisfazer tomando apenas a atual fatia de mercado da Embraer. Certamente, alguns sonham ir muito mais longe, até mesmo em grupo.
Ora, então o único caminho da Embraer só poderá ser para a frente e para cima, e a melhor forma de conseguir isso será formatar um esplêndido projeto de nova família, como acima demonstrado, para captar grandes capitais de risco brasileiros, americanos, europeus e japoneses, com a competência e eficácia a que o mundo já se habituou e aguarda.
Assim, nem Boeing nem Airbus teriam mais o fator do nacionalismo para protegê-las em seus nichos de mercado, com suas famílias antigas de aeronaves, que somente poderão ser substituídas a partir de 2012.
Entrando antes no mercado de 150 assentos e acima, a Embraer poderá estar simplesmente fechando a porta para os demais concorrentes por muito anos e conquistando uma fatia por demais interessante.
INTELIGÊNCIA E GUERRA ELETRÔNICA
Haveria uma nova família de aeronaves de Inteligência e Guerra Eletrônica com a plataforma do EMB-190, o que significaria poder levar mais, melhores e mais potentes sensores a bordo, e com maior autonomia de vôo.
Em julho de 2005, o Comando da Aeronáutica encomendou à Embraer um estudo sobre a possibilidade de desenvolvimento de um novo avião de patrulhamento marítimo baseado nos jatos Embraer 190 e 195, para substituir a frota de P-3C Orion, atualmente em fase de modernização.
Em vez de substituir os P-3C, o novo avião poderá complementar a frota a partir de 2012. O primeiro P-3C modernizado será entregue à FAB em agosto de 2008 e o último em 2010. O contrato de modernização está avaliado em US$ 298,7 milhões.Os estudos iniciais para o desenvolvimento da nova aeronave de patrulha estão sendo coordenados pelo Estado Maior da Aeronáutica que, junto com a Embraer, criará um grupo de trabalho encarregado de elaborar as especificações técnicas necessárias.
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EMB 145 AEW&C da EMBRAER.
(Arte Divulgação Embraer)
As aeronaves da nova família poderão ser desenvolvidas com a finalidade de exercerem elevado nível de proteção e vigilância aérea e terrestre, além do patrulhamento marítimo. Serão os R e P 195, uma nova família de aeronaves de Inteligência e Guerra Eletrônica.
Na época em que a FAB decidiu modernizar a frota de P-3 usados, que adquiriu da Força Aérea dos Estados Unidos, a Embraer ofereceu o modelo P 99, baseado na plataforma do jato ERJ 145, como uma alternativa para as missões de patrulha marítima.
O modelo já é utilizado pela Aeronáutica no projeto SIVAM, em missões de vigilância terrestre e sensoriamento remoto. A proposta da Embraer só não foi aceita porque o modelo P 99 não atendia os requisitos definidos.
Em 2 de agosto de 2004, o US Army escolhera a plataforma do ERJ 145 para seu projeto de avião espião ACS (2) (Aerial Common Sensor). Esse moderno sistema aéreo de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (ISR) seria integrado pela americana Lockheed Martin.Em julho de 2005, o ERJ 145 foi descartado do processo ACS, alegadamente, devido ao excessivo aumento de peso de novos sistemas a serem incorporados. Pouco depois, o próprio programa perdeu o sentido, vindo a ser extinto em janeiro de 2006. Em março de 2007, o assunto reapareceu na imprensa mundial de forma ainda vaga.
As aeronaves ACS teriam uma variedade de sensores para detectar, identificar, localizar, rastrear e rapidamente disseminar dados para aviões de combate e vetorar UAVs.
Em abril de 2007, foi aventado que a Embraer estaria estudando com a FAB militarizar o EMB-190 para além de uma família de aeronaves de Inteligência e Guerra Eletrônica, aumentando sua capacidade de carga e posicionando-o no mercado com novas linhas, desde um cargueiro militar tático e um REVO MTTR-190 (ver abaixo), indo até um RS-190, um AWAC&C-190, e mesmo um ASW/ASuW-190.
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Aeronave de Patrulhamento Marítimo P 99 com
capacidade de Guerra Anti-Superfície (ASuW)
e Anti-Submarino (ASW).
(Foto Divulgação Embraer)
CARGUEIRO MILITAR TÁTICO - O C-390
A Embraer possuiria um projeto de produzir um cargueiro militar tático similar ao já venerável Lockheed Martin C-130, só que com 2 modernas turbinas, que poderiam ser da Pratt & Whitney ou da Rolls-Royce.
Existe um mercado potencial de reposição para a venda de 700 aviões em 77 países nos próximos anos. Estima-se que o projeto exigirá cerca de US$ 500 milhões.
(Clique na foto para ampliação)
Um cargueiro militar estratégico C-17 Globemaster de 265
ton de peso máximo de decolagem com carga de 75 ton.
O projeto da Embraer seria um C-17 light.
(Foto U. S. Air Force)
Em abril de 2007, foi noticiado que a Embraer iria construir no Brasil um novo cargueiro militar para atender ao programa de modernização da FAB, o qual prevê uma compra inicial de 30 dessas aeronaves ao preço unitário de US$ 50 milhões.
Esse preço até poderia alcançar bem mais, de acordo com a definição quanto à capacidade estrutural de resistir a avarias de combate. A versão atual do Hércules C-130 é a "J", com um alto preço de US$ 80 milhões a unidade.
(Clique na arte para ampliação)
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Primeiro conceito do futuro cargueiro militar tático C-390.
(Arte Embraer)
O cargueiro militar tático da Embraer seria chamado de C-390, sendo desenvolvido a partir da família do EMB-190. Sua capacidade de transportar 19 ton (41.888 libras) de carga permitiria levar blindados, tropas, equipamentos, cargas paletizadas e contêineres. Seu alcance pode ultrapassar 6.000 km (3.240 mn).
(Clique na arte para ampliação)
Isso o colocaria na mesma faixa de serviço do C-130, de 20 ton, só que muito mais moderno, veloz, econômico e a um preço bem mais atraente junto ao mercado mundial.![]()
Primeiro conceito do cargueiro militar tático C-390 lançando carregamento a baixa altitude.
(Arte Embraer)
Algumas vantagens do C-390 em relação ao C-130 :
(Clique na arte abaixo para ampliação)
Menor tempo para cobrir uma mesma rota (à velocidade máxima
acima de 800 km/hora contra 610 km/h);
Preço bem menor (US$ 50 contra US$ 80 milhões); e
Tal aeronave C-390 de médio porte teria asas altas e uma fuselagem bem diferente do EMB-190, com uma cabine bem mais ampla e equipada com rampa traseira dotada de modernos sistemas de embarque e desembarque para blindados e viaturas de transporte de tropas. De certo, ele poderá transportar 1 Patria AMV 8x8, ou 1 LAV-25, ou 1 EE-11 Urutu, ou 3 HMMWV.
O compartimento de carga do C-130, por exemplo, tem 2,80 m de altura por 3,10 m de largura e 12,50 m de comprimento. Falta saber quais serão as medidas do C-390, provavelmente maiores.
A cabine de carga teria versão configurada para o transporte de feridos ou doentes em missões de MedEvac, ideal para a Região Amazônica.
(Clique na arte abaixo para ampliação)
Outras características importantes da aeronave seriam os aviônicos militares, como um sistema de visão noturna, e ainda a possibilidade de ser abastecida e até de abastecer no ar, atuando como avião-tanque (o REVO MTTR-190). As asas, empenagens e parte do cockpit seriam as mesmas do EMB-190.
Se esse projeto de "derivação tecnológica" baseado na plataforma do EMB-190 vingar, o protótipo só deverá voar a partir de 2009, sendo que suas primeiras entregas ocorreriam em 2011.
Entre os concorrentes estarão o IL-76 (entre 40 e 60 ton), o A-400M (37 ton), o C-130J (20 ton), as variantes modernizadas do C-130 Hércules, o futuro projeto indo-russo do TTA (18,5 ton), o Alenia C-27J Spartan (10,2 ton), e o EADS-CASA C-295 (9,2 ton).
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Primeiro conceito do futuro C-390.
(Arte Embraer)
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Interessante projeto indo-russo de 55 ton de peso máximo de decolagem
com carga de 18,5 ton. É o "Tactical Transport Aircraft", pertencente
a Industan Aeronautics Limited (Índia), IRKUT Corporation e
Ilyushin Aviation Complex (Rússia).
(Arte IRKUT)
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O TTA indo-russo visto de cima.
(Arte IRKUT)
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VÍDEO - KAWASAKI C-X (00:45 MIN)
FUTURA COMPRA DA ECT ?
Em 28 de agosto de 2007, foi noticiado que o Governo planejava criar uma companhia aérea, subsidiária da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), para fazer o transporte de cartas e encomendas postais. Mas a aposta mesmo é no forte crescimento do comércio eletrônico. Com esse objetivo, ele estaria em negociações com a Embraer para comprar até 19 aeronaves C-390.
A idéia da subsidiária surgiu porque os Correios gastam anualmente R$ 450 milhões com o pagamento de transporte aéreo de cargas a empresas como Skymaster, Beta e VarigLog - alvos de investigações na CPI dos Correios, em 2005 - e porque há dificuldades na renovação dos contratos, que deve ser feita todos os anos.
Será uma empresa de logística, que no futuro pode englobar outros modais, como ferrovias, e já nascerá com faturamento anual perto de R$ 500 milhões.
Numa comparação com o Boeing 737-700, concorrente do C-390 em uma eventual encomenda, o cargueiro da Embraer sairia em vantagem no quesito produtividade. A carga total do avião, segundo informações repassadas à ECT, é de 16.982 quilogramas. A carga total do 737-700 alcança 12.004 kg. Ou seja, a capacidade do C-390 da Embraer é 41 % maior. Se optasse pelo avião da Boeing, a ECT teria que comprar 23 aviões, em vez de 19.
O protótipo da Embraer tem uma vantagem adicional : pode pousar em todos os aeroportos do País, inclusive em pistas curtas e não-pavimentadas do interior, sem que haja comprometimento da segurança. O C-390 na ECT poderia ainda ser usado como uma aeronave militar.
O Governo, por meio dos Ministérios das Comunicações e da Defesa, pretende dar um empurrão inicial à viabilização do projeto. O avião poderia estar voando em aproximadamente 2 anos. Com a frota de aviões próprios, a ECT poderá dedicar-se também à entrega de encomendas internacionais, principalmente na América do Sul.
NOVA CONCEPÇÃO DO C-390 EM 2009
Em dezembro de 2008, foi noticiado que a Embraer estaria preparando uma nova concepção para o C-390, com grandes mudanças sobre os esboços preliminares.
As superfícies da cauda teriam sido desvinculadas do ERJ-190, sendo substituídas por um conjunto em forma de “T”. A união das asas com a fuselagem foi redesenhada e a cabine de pilotagem dotada de painéis transparentes maiores para melhorar a visibilidade.
Foram ainda incluídos sob as asas casulos portadores de conjuntos retráteis de mangueira/cesta para operações REVO.
Outras características foram revisadas visando as necessidades do mercado, a fim de torná-lo mais competitivo. Mas a mais importante delas é sua capacidade de carga, que aumentaria em torno de 42 %, para 27 ton.
Isso parece dever-se a uma parceria entre Embraer e Lockheed, pois esse aumento do C-390 o coloca em rota de colisão com o atrasado A-400M europeu.
Segundo conceito do futuro C-390, com cauda em "T"
e capacidade de carga aumentada de 19 para 27 ton.
(Arte Embraer)
Espertamente, a Lockheed pegaria carona em um projeto brasileiro já em andamento para livrar-se de um concorrente na faixa do C-130 e se contrapor ao A-400M. A Embraer ganharia em aliado de peso no disputado mercado mundial.
Primeiro A-400M de Transporte Militar, apresentado em junho de 2008.
(Foto EADS)
Enquanto o C-390 tinha capacidade de 19 ton, ele competia com o americano C-130J, da Lockheed Martin. Com 27 ton, ele disputará com o europeu Airbus A-400M, de 37 ton.
Dificuldades relacionadas com um maior peso do aparelho do que o previsto e com a certificação dos motores, têm atrasado o planejamento do A-400M, adiando o primeiro vôo de 2008 para os primeiros meses de 2009.
Mesmo com 180 encomendas garantidas, comenta-se que recursos financeiros vêm sendo perdidos e colocando a Airbus e a EADS em grandes dificuldades para continuarem com este desgastado projeto.
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CARGUEIRO MILITAR ESTRATÉGICO
No fim de 2008, a FAB teria dado início à análise de viabilidade técnico-operacional e a estudo de mercado para aquisição de avião cargueiro superpesado. Sua capacidade de carga deverá ser superior a 40 ton, ter capacidade de voar carregado sem revo por 4 mil km, e ainda tendo capacidade de pousar em pistas rudimentares.
Tal Cargueiro Militar Estratégico comporá a força de transportadores pesados que, juntamente com o Cargueiro Militar Tático C-390, deverão ser a futura espinha dorsal dos cargueiros da Força Aérea Brasileira.
Alguns candidatos são previsíveis : C-17 Globemaster (muito caro), IL-76 (muito bom), e o antológico ucraniano Antonov ANT-124. O europeu Airbus A-400M, de 37 ton, parece descartado, pois disputará com o C-390, de 27 ton. Além disso, ele tem tido uma série de problemas e seu custo operacional cresceu bastante.
Desses 3 acima, o único que permitiria uma participação externa no desenvolvimento é o C-124. A Ucrânia já sinalizou a necessidade de parceiros para dividir o projeto e relançar duas variantes, uma maior para até 180 toneladas e uma menor para 96 toneladas.
A EADS também já manifestou interesse em realizar uma joint-venture com a Antonov para o desenvolvimento de um supercargueiro militar destinado inicialmente às nações européias baseado no Antonov 124.
A Embraer poderia ser estimulada pelo governo brasileiro a firmar um acordo com a Antonov e a EADS, visando o desenvolvimento de até três novas versões dessa aeronave, uma civil e duas outras militares.
Dessa forma, a Embraer reduziria os custos do programa e ainda obteria lucros sobre as futuras encomendas que viessem a ser feitas tanto pelo setor civil quanto militar, adquirindo de quebra novas tecnologias advindas do projeto.
A proposta poderia ser muito abrangente e poderia levar, por exemplo, ao desenvolvimento de novas asas empregando ao máximo materiais compostos e com isso diminuindo o peso da aeronave. Uma proposta interessante a ser analisada seria a do C-224, de nosso Plano Brasil, criado por Edilson Moura Pinto.
A FAB não dispõe hoje de uma aeronave supercargueira, o que limita sua capacidade de ação no exterior. Para desenvolvê-la sozinho, o Brasil teria de fazer altíssimos e inviáveis investimentos.
(Clique na arte abaixo para ampliação)
C-224 - Cargueiro Militar Pesado - FAB.
(Arte Edilson Moura Pinto)
Os ANT-124 são aviões extremamente confiáveis e que possuem capacidades ímpares, o que os torna aeronaves incomparáveis em muitos quesitos, sendo que um em particular interessaria especificamente ao Brasil.
Estes gigantes são capazes até mesmo de pousar sem restrições em pistas de chão batido (não preparadas), ideais para regiões como o Pantanal e a Amazônia.
FONTES & LINKS
Wikipedia - C-130
Wikipedia - C-17 Globemaster
Irkut - Tactical Transport Aircraft
Sistemas de Armas :
C-390 - Versões Especiais
MC-390
C-390 - Outras Versões
AC-390 e BC-390
C-390 - Futuro
Defesanet : Denel e SAAB no C-390 ?
Blog Defesa BR :
Embraer Apresenta Nova Concepção do C-390