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Força Aérea Brasileira  -  FAB

Meios Disponíveis e Futuros


OS F-5M DA FAB



(Clique na foto abaixo para ampliação)

F-5M

Recebimento do 1º F-5EM, o 4856,
pela FAB em 21 de setembro de 2005.
(Foto André Finken Heinle / ALIDE, com permissão)



 INTRODUÇÃO

ERRO E ACERTO DO F-5

EVOLUÇÃO DA MODERNIZAÇÃO

SISTEMAS

ARMAMENTOS


NOVAS AQUISIÇÕES DE F-5

FONTES & LINKS


VÍDEOS




INTRODUÇÃO


O Projeto F-5 BR, depois rebatizado de F-5M (Modernizado), visou modernizar os caças leves Northrop F-5 "Tiger" da FAB para as necessidades do Século XXI.


A indústria aeronáutica brasileira Embraer e a israelense Elbit foram as empresas responsáveis pelo serviço. O M também poderia ser atribuído a um fator determinante : o F-5M é um caça Multimissão
de 4ª Geração.


Foram incorporados equipamentos de última geração, aprimorando a capacidade de detecção, ataque, autodefesa, comunicação e navegação das aeronaves.



As principais diferenças dos F-5M para os antigos não são visíveis externamente. Elas envolvem a aviônica - os dispositivos de controle na cabine do piloto. Entre as inovações, estão sistemas de radar e mira e o reabastecimento da aeronave em pleno vôo. A previsão é de que os F-5 M tenham vida até depois de 2020.


Um caça F-5M pode sair do Rio Grande do Sul com a
bolacha do 1º/14º GAv e executar uma missão no norte do país sem pousar. 



Pampa

Bolacha do Esquadrão Pampa.



Trata-se do Primeiro Esquadrão do Décimo Quarto Grupo de Aviação, Esquadrão Pampa, sediado na Base Aérea de Canoas, RS. Executa missões de Interceptação, Patrulha Aérea de Combate e Escolta, Reconhecimento Aéreo e Socorro em Vôo.


Inicialmente orçado em US$ 285 milhões para as 46 unidades então disponíveis, o programa de modernização do F-5 foi iniciado em 2003. Na época, oito aeronaves foram inicialmente entregues à Embraer e iniciaram os trabalhos de modernização em Gavião Peixoto.


Em 4 de dezembro de 2003, a Embraer apresentou à FAB, na fábrica de São José dos Campos - SP, o primeiro protótipo da aeronave F-5M, modernizada.



F-5 BR

  Apresentação do primeiro protótipo do F-5M
(F-5FM), ainda denominada F-5BR.
(Foto Embraer - 001)



Em outubro de 2007, foi confirmado o fornecimento de 11 F-5 pela Jordânia, sendo 8 F-5E e 3 F-5F. Cada avião foi avaliado em US$ 1,9 milhão em um total de US$ 21 milhões. Assim, o total de F-5 da FAB remonta agora a 57 aeronaves, sendo 51 E e 6 F.


Todos os 6 F-5F bipostos iriam com o tempo para o 1º/4º Grupo de Aviação da Base Aérea de Natal, já Modernizados.
Assim, o treinamento de combate da FAB será todo feito no CATRE (Centro de Treinamento e Recompletamento de Tripulações) de Natal. Esta Base é hoje sede do 2°/5 Grupo de Aviação, que foi o primeiro a dispor dos AT-29 Super Tucano.


Com o F-5M, foram introduzidos com grande atraso modernos mísseis antes inexistentes na FAB. Primeiro, veio em 2006 um míssil AMRAAM BVR que é o DERBY e, futuramente, um míssil ABVRAAM, que pode vir a ser o METEOR.


Ambos podem operar com
Enlace de Dados junto aos R 99, vendo-se multiplicado o poderio aéreo da FAB, mas ainda em estágio inicial para os desafios que se apresentarão nos próximos anos.


Com o advento do Link-BR2 em 2009, a FAB passou a dispor de um protocolo de enlace de dados de alta qualidade, equiparável aos mais modernos protocolos de sistemas táticos de conexão em rede utilizados no mundo.


Desenvolvido pela Embraer, este protocolo passou a permitir a viabilização de um moderno sistema de intercâmbio de dados durante operações da FAB, e com a interoperabilidade junto à MB e o EB, em operações conjuntas.


n


Todo o processo de modernização das 46 unidades contratadas se estendeu até março de 2013, quando só então começaram os trabalhos com as 11 unidades vindas da Jordânia.


RED FLAG E CRUZEX 2008


No exercicio RED FLAG 2008, em Nellis, meia dúzia de F-5EM do Esquadrão Pampa seguiram ainda incompletos, e sem contarem com os R 99. Mesmo assim, eles fizeram história. Já o reabastecedor KC-137 jamais foi derrubado e sequer encontrado.


Os 6 F-5EM com Derby enfrentaram a nata dos aviadores americanos com seus F-15 e F-16 (os Esquadrões Agressor são pilotados pelos melhores pilotos americanos) e conseguiram uma média de 1.4 a 1.6,
algo como 40 % a 60 % a mais de vitórias que os americanos, ou seja, para cada vez que um brasileiro era "abatido", despachava quase 2 americanos em aeronaves bem mais modernas e conduzidos por pilotos experientes.


Ressalte-se que o F-15 pode ser considerado como o real caça de superioridade aérea em todo o mundo, e ainda que o Radar Grifo F/BR utilizado no F-5M foi uma evolução, porém ainda muito inferior aos dos caças americanos.


Nosso pilotos obtiveram médias iguais aos seus pares americanos que pilotavam vetores superiores, e nunca falharam na escolta, ou seja, os Agressores até podiam derrubar um Pampa, mas sequer chegavam perto do avião por eles escoltado.
 

Nossos mecânicos ainda deram um show de dedicação, superação e técnica ao trocarem as turbinas dos nossos aviões, entre uma missão e outra, com apenas 4 técnicos. Os F-5M encontram-se muito bem mantidos e seguros.


O diferencial da FAB sempre foi sua mão-de-obra, fato que os americanos conhecem desde a 2ª Guerra Mundial. Enquanto os esquadrões de P-47 americanos tinham uma prontidão de 15 caças (dos 24 de cada esquadrão), o SENTA A PUA apresentava uma disponibilidade de 21 a 22 caças.


Os mecânicos brasileiros usavam peças de caminhão e de aviões que se acidentavam na pista para manter os outros no ar, enquanto aguardavam as peças de reposição. Ninguém sabe até hoje como nossos pilotos completaram tantas missões e como nossos mecanicos mantinham tantos aviões em prontidão.


Honrando este passado de superação e profissionalismo, a FAB ainda é hoje a Força Aérea mais capaz da América do Sul, mesmo que inferiorizada em quantidade e defasada tecnologicamente por tantos anos.




VÍDEO - FAB NA RED FLAG 2008 (03:08 MIN)



No Exercício Red Flag 2008, o Ten Pimentel do
1º/14º GAV resumiu em uma só palavra o motivo
maior de estarem todos ali : "BRASIL".
(Vídeo CECOMSAER)



VÍDEO - 4 CAÇAS F-5EM DA FAB DECOLANDO
NA RED FLAG 2008 (00:59 MIN)


Excelentes imagens dos 4 caças.
(Vídeo NELLISSPOTTERS.COM)




Na Cruzex 2008, os franceses vieram com Mirages 2000-5 e seus mísseis MICA, mas não foram longe contra nossos pilotos do Esquadrão Pampa. O venezuelano Chávez evitou enviar seus temidos Su-30, pois seus pilotos ainda não têm como utilizá-los em plenitude. Os chilenos enviaram os F-5 III, mas evitaram colocar os modernos F-16 em campo. A Argentina perdeu a hora e não veio.


A FAB é mais respeitada pela habilidade de seus pilotos, nem tanto por seus vetores. Qualquer brigadeiro latino-americano sabe que ainda não existe no continente uma Força Aérea para fazer frente a eles. Mas é preciso progredir e inovar.




ERRO E ACERTO DO F-5


O F-5 foi projetado como um avião mais barato, foi desenvolvido para forças aéreas de países periféricos aliados. Os “F-22″ da época eram os Phanton, que também eram o sonho de consumo da FAB.


Entretanto os F-5 possuem suas qualidades. São aviões de manutenção e operação simples e barata, além de serem muito manobráveis. Suas deficiencias em relação ao Phanton, por exemplo, é sua velocidade e aceleração inferiores.


Na época do desenvolvimento do Phanton, a linha de pensamento dominante nos EUA era a de que o combate aéreo seria totolmente dominado pelos mísseis guiados (armas inteligentes).


O Phanton foi desenvolvido, dentro desse conceito, para ser o principal e mais poderoso vetor tanto da USAF, quanto da USN. Acreditava-se então que o avião seria apenas uma plataforma para lançamento dos mísseis inteligentes. Assim, seu desenvolvimento desconsiderou alta capacidade de manobra e priorizou altas velocidades e aceleração.


Além disso, ele foi equipado com eletrônica de ponta, capaz de operar os Sparrow, além dos Sidewinder. Enquato isso, o F-5, menos potente, com menor velocidade e aceleração, era manobrável, barato e quase desprovido de eletrônica avançada. Só usava Sidewinder.



Essa morte do dogfight, profetizada pelos EUA, se provou um dos maiores erros deles na guerra do Vietnã. Os Sparrow obtiveram uma minúscula fração  da precisão esperada e os MiGs deram muito mais trabalho do que esperado. Acontece que o dogfight ainda está muito vivo e esteve presente em todos conflitos aéreos recentes. E, nesse tipo de confronto, o F-5 é muito efetivo.



Além disso, os F-5 modernizados por Singapura, Tailândia, Chile e Brasil foram equipados com eletrônica moderna, sanando uma das deficiências do F-5, habilitando-os ao combate na arena BVR.



Claro que um radar grifo ou Elta 2032 não se compara a um APG-79, por exemplo, mas esses F-5 modernizados possuem uma capacidade respeitável e são mais úteis e efetivos hoje que os F-4 ainda em operação mundo afora (Alemanha, Japão, etc). Essa visão errada dos EUA foi amplamente sanada nos projetos seguintes, o F-15, o F-16 e o F-18.


 


EVOLUÇÃO DA MODERNIZAÇÃO


A escolha de que a primeira aeronave a ser modernizada fosse um F-5F deveu-se ao fato de que um biposto é mais adequado e conveniente para a realização de ensaios, permitindo que a carga de trabalho seja dividida entre dois tripulantes.


Entretanto, a primeira aeronave entregue à FAB foi um F-5EM (E monoposto), de nº 4856, somente em 21 de setembro de 2005 em uma cerimônia na Base Aérea de Canoas. Houve 9 meses de atraso para solução de problemas do software do sistema de navegação.


Um total de 12 aeronaves ficariam prontas em 2005. O 1º/14º GAv (1º Esquadrão do 14º Grupo de Aviação), Esquadrão Pampa de Canoas, recebeu o primeiro F-5M, mas deveria ter sido contemplado com outros 7 aviões ainda em 2005. Mais 18 deveriam ter sido entregues à FAB em 2006 e 16 em 2007.


Entretanto, os atrasos continuaram e se agravaram, sendo que, até o início de março de 2008, somente
23 unidades do F-5M haviam sido entregues à FAB pela Embraer, metade da frota original. Isso pode significar que os trabalhos planejados para terminarem em 2007 ainda levariam mais 6 anos.


De fato, somento em março de 2013, foram encerrados os trabalhos de modernização em lotes de 8 aeronaves da frota de 46 aeronaves F-5E (monoposto) e F-5F (biposto) da FAB nas instalações da Embraer em Gavião Peixoto.


As 11 unidades adquiridas da Jordânia em 2007 devem entrar no programa em 2013.




SISTEMAS


O F-5M leva sistemas de nova geração, como radar e pod de EW. Possui ainda ECM com lançadores de chaff e flares para auto-defesa, em total comunalidade com os programas ALX e AMX-T.


Todo F-5 que passa pelo processo de Modernização para a versão F-5M recebe uma revisão estrutural completa. Todo os cabos e fios da aeronave são trocados. É acrescentada uma APU interna, que oferece maior autonomia de operação, viabilizando operação em pistas pouco preparadas.
Um dos canhões foi retirado para instalação dos aviônicos.


A nova cabine (cockpit) do F-5M é muito semelhante ao do ALX com todos os sistemas gerenciados por 2 computadores de alto desempenho. É
totalmente provida de mostradores (displays), proporcionando baixo esforço para o piloto e possibilitando um emprego eficaz em todas as condições de tempo, dia e noite, encontradas nos mais variados teatros de operação.


Um Equipamento de Função BIT permite localização de falhas e sistema de diagnóstico que leva a reparações rápidas, garantindo elevada confiabilidade de vôo.


A aeronave apresenta os seguintes avanços, entre outros :

     g   Cabine com 3 Mostradores Multifuncionais, que são telas coloridas de cristal líquido de múltiplas funções
(MFCD);

     g   Os Mostradores são projetados à frente do piloto (HUD);

     g   Dispositivo de Manche e Manete de Potência Combinados (HOTAS);

     g   Mostrador / Visor Montado no Capacete (HMD) tipo DASH 4;

     g   Sistema Integrado de Navegação com GPS (INS/GPS);

     g   Receptor de Alerta de Radar (RWR) fornece o alerta de emissões de radar inimigo;

     g   Sistema de rádio de comunicação segura, com criptografia, saltos e compressão de freqüência;

     g   Enlace de Dados com interoperacionalidade entre R-99 A/B e A-29 Super Tucano;

     g   Novos sistemas de pontaria CCIP/CCRP e de Gerenciamento de Combustível;

     g   Sistemas, Sensores e Luzes para missões diurnas e noturnas (NVG) sob qualquer tempo;

     g   Baixa Assinatura Radar e Assinatura Infra-Vermelha (IR) reduzidas prometem baixa detecção pelos radares inimigos;

     g   Gravação de Dados e Áudio em VHS-C para reprodução em vôo ou no solo;

     g   Sistema de Planejamento de Missão;

     g   AACMI (Instrumentação Autônoma para Simulação e Avaliação de Manobras de Combate);

     g   Capacidade para Treinamento Virtual de vôo;

     g   Programas de Manutenção baseados em equipamentos e componentes de última geração; e

     g   Sonda de Reabastecimento (REVO).


RADAR GRIFO F/BR


O F-5M conta com um avançado radar multi-modo de baixo custo e alta capacidade para medição de distância Ar-Ar, Ar-Terra e Ar-Mar, busca, rastreamento, rastreamento com varredura e combate aéreo.


Trata-se do radar Pulso Doppler Grifo F/BR (ou Grifo-X P2803), da empresa italiana FIAR SpA Galileo / Finmeccanica), que vem a ser um radar Grifo F modificado para a FAB com antena maior e módulos adicionais para mísseis BVR.


Tem 39 mn de alcance médio e capacidade Look-Down/Shoot-Down, com diversos modos Ar-Ar e Ar-Solo, e com grande capacidade de
ECCM.


O radar é construído com 3 LRUs : antena, transmissor e receptor/processador. Tem 10 modos ar-superfície e 13 ar-ar.


Já o AMX, designado A-1 pela FAB, passará pela mesma modernização do F-5M, com exceção do radar. Receberá o SPC-01 da empresa brasileira Mectron. O A-1M Modernizado será um caça-bombardeiro de ponta, altamente moderno para missões de ataque, podendo usar bombas inteligentes.


Operando na banda X, com agilidade de freqüência, o radar SPC-01 seria capaz de identificar um alvo de 100 m2 no mar a 50 milhas e teria alcance de 20 milhas contra um alvo aéreo de 5 m2. Seriam 93 km no mar e no ar 37 km. 


Outros benefícios do SPC-01 do A-1M :

     g   Mapeamento do terreno;
 
     g   Indicador de alvos móveis terrestres;
 
     g   Evitamento do terreno;
 
     g   Telemetria ar-solo e ar-ar;
 
     g   Busca marítima; e
 
     g   Capacidade look down/look up.


RADAR ELTA EL/M-2052


A empresa israelense ELTA está desenvolvendo o AAAPAFCR EL/M-2052.


Sendo um radar multimodo configurado para fornecer superioridade no combate aéreo e capacidade avançada em ataque a solo, o EL/M-2052 é um FCR.



ELM-2052

Radar Elta EL/M-2052 AESA.
(Foto Divulgação Elta)



O foco principal dele estará no enorme mercado mundial de modernizações de caças. Previsões de mercado indicam que centenas de plataformas deverão sofrer upgrades nos próximos 10 anos e a ELTA tem grande experiência nesse campo. Deverá ser comercializado para os programas de modernização de aeronaves como o F-15, Mig-29, Mirage 2000, LCA e Su-30 da Índia.


Esse radar multimodo sintetiza as capacidades de um Radar
SAR, e  de um radar de varredura eletrônica, ambos desenvolvidos para as grandes plataformas de reconhecimento, em um único sistema suficientemente pequeno para ser acondicionado no nariz de caças.


Baseado em sólida tecnologia radar de varredura eletrônica ativa
AESA, ele introduz no mercado mundial novas dimensões às operações aéreas. Permite aumentar a disponibilidade e a resistência a contramedidas eletrônicas, aumentar o alcance e operar modos Ar-Ar, Ar-Solo e Ar-Mar simultâneos, ampliando o leque de missões.



Elta  EL/M-2052

Reprodução da simultaneidade do Radar Elta EL/M-2052 AESA.
(Arte Elta)



O radar é capaz de rastrear até 64 alvos nos 3 modos, simultaneamente, deve pesar entre 130 a 180 kg, com 1.500 módulos T/R de transmissão/recepção (F/A-22 com 2.000) e tem alcance no modo ar-ar de 250 a 290 km. No modo Ar-Mar, rastreia alvos a 160 mn.


Esse radar poderia até mesmo ter uma versão com o prato da antena reduzida para o F-5M e o A-1M, usando uma antena menor com alcance entre 130 e 180 km e capacidade de detecção de 32 a 48 alvos.


SEAD - SKY SHIELD


Em julho de 2006, a FAB adquiriu da Rafael 3 Sistemas Pods de Guerra Eletrônica Sky Shield, para equipar as aeronaves F-5EM.


  Sky Shield

Exemplo de emprego SEAD do Sky Shield.
(Arte Divulgação RAFAEL)



O Sky Shield é um Sistema Ofensivo de Contramedidas Eletrônicas, em uso pela Força Aérea de Israel. Sua função é de atuar em missões SEAD usando método não-letal. Trata-se de um ASJ.


Ele é capaz de interferir em todas as ameaças às operações aéreas do teatro de operações moderno (emissões de radar e mísseis), e criar um corredor seguro para as ações aéreas de ataque de múltiplas aeronaves.


O pod compacto e certificado Sky Shield tem 3 capacidades básicas:

     g   Detecção / reconhecimento / identificação / designação a laser de alvos de superfície e marítimos;

     g   Disparo com precisão de bombas guiadas a laser e bombas comuns; e

     g   Vôo a baixa altitude à noite ou com condições atmosféricas
           adversas.





ARMAMENTOS


O F-5M leva uma boa quantidade de armamentos convencionais e/ou inteligentes de nova geração, compatíveis com mísseis, bombas guiadas a laser, pods, mísseis anti-radiação, além de um
canhão Pontiac de 20 mm assistido eletronicamente.


Até 2006, os caças da FAB somente operavam com mísseis ar-ar de curto alcance, ou WVR. A FAB introduziu mísseis BVR justamente com o F-5M, procurando resgatar anos e anos de atraso tecnológico de combate aéreo.


Um míssil BVR seria logo escolhido para ser usado em conjunto com o Piranha, que somente há pouco tempo vem sendo entregue aos Esquadrões da FAB.


Sendo assim, o 1º F-5M foi apresentado com 4 mísseis WVR, sendo 2 mísseis Python III nos cabides subalares e 2 mísseis MAA-1 Piranha nas pontas das asas.



(Clique na foto abaixo para ampliação)

F-5M e Mísseis

Mísseis Python III (cinza) e MAA-1 Piranha (azul) no F-5M.
(Foto André Finken Heinle / ALIDE, com permissão)



Mais sobre os mísseis do F-5M : Mísseis Para a FAB.




NOVAS AQUISIÇÕES DE F-5


A FAB ainda procurava fazer novas aquisições de caças F-5E e F-5F para atender às suas necessidades.


Após uma confusa compra de 2006 junto à Arábia Saudita de 9 caças F-5, sendo 6 F-5E e 3 F-5F, que foi cancelada, o total da FAB teria ido a 55 aeronaves.



Em outubro de 2007, foi confirmado o fornecimento de 11 F-5 pela Jordânia, sendo 8 F-5E e 3 F-5F. Cada avião foi avaliado em US$ 1,9 milhão em um total de US$ 21 milhões. Assim, o total de F-5 da FAB remonta agora a 57 aeronaves. Os 11 chegaram em agosto de 2008 e a modernização só teve início 5 anos depois, em 2013.


O custo da modernização é de US$ 4,5 milhões e o total gasto em cada unidade baixou dos US$ 7,2 milhões previstos para os aparelhos da Arábia Saudita para US$ 6,4 milhões relativos aos efetivamente vindos da Jordânia.



Caso ela desejasse atingir um provável planejamento de chegar ao quantitativo de 76 aeronaves, ainda será necessária a aquisição de mais 19 F-5. Havia opções ainda em estoques dos EUA, Singapura, Coréia do Sul, Taiwan e Suíça para as demais 19 unidades (46 + 11 + 19 = 76).