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Força Aérea Brasileira  -  FAB

Meios Disponíveis e Futuros



O PAK FA BIR



T-50
 
Imagem do primeiro voo do T-50 PAK FA em 2010.
(Foto Sukhoi Design Bureau - JSC)




INTRODUÇÃO

O ADVENTO DO PAK FA


A CAPACIDADE DO PAK FA

CARACTERÍSTICAS ESTIMADAS

FONTES & LINKS

VÍDEOS



O DEFESA BR é uma SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer
para manter a soberania sobre suas riquezas
das Amazônias Verde e Azul
com um conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB
.




INTRODUÇÃO


O Brasil tem há muitos o Programa FX-2, com o qual pretende reequipar e renovar a Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira (FAB).



(Clique na foto para imagem gigante do primeiro Su-35BM)



O modelo 901 é o primeiro Su-35BM da história e realizou seu vôo inaugural em
21 de fevereiro de 2008. Notar a retirada dos canards. Ele já tem as novas
turbinas 117C. BM = Bolshaya Modernizatsiya – Grande Modernização.
(Foto Sukhoi Design Bureau - JSC)



Em uma primeira fase, ele deverai selecionar e importar uma pequena quantidade de um caça de Quarta Geração, havendo no seu início cinco candidatos finalistas, tendo os russos e o consórcio europeu sido desclassificados no final de 2008 e voltado em fevereiro de 2009.


Desde o dia 4 de fevereiro de 2009, havia 5 finalistas no FX-2:

    g   Sukhoi da Rússia - Su-35BM Super Flanker,

    g   Dassault da França - Rafale F3,

    g   SaaB-BAE (Suécia-UK) - JAS-39 Gripen NG,

    g   Boeing dos EUA - F/A-18 E/F Super Hornet, e

    g   Consórcio Eurofighter europeu (Alemanha, Itália, Espanha e Inglaterra) - EF-2000 Typhoon.


Já a versão Su-35BM / T-10BM (originada no Su-37) do Flanker, visou preencher a lacuna entre a 4ª+ Geração do Su-27SM em serviço hoje na Rússia e o PAK-FA, de 5ª Geração em final de desenvolvimento. Assim, Su-35BM é designado como caça de 4ª ++ Geração, juntamente com o novo MiG-35.


Já a chamada short list teve apenas três candidatos:

    g   Dassault da França - Rafale F3,

    g   SaaB-BAE (Suécia-UK) - JAS-39 Gripen NG, e

    g   Boeing dos EUA - F/A-18 E/F Super Hornet.



VÍDEO - PRIMEIRO VÔO DO SU-35BM (05:40 MIN)



O primeiro vôo do Su-35BM ocorreu
em 19 de fevereiro de 2008.



Já o T-50 PAK FA é o furtivo caça furtivo de superioridade aérea de 5ª Geração do famoso escritório russo de projetos aeronáuticos Sukhoi.


Este teria sido o caça
ideal para a segunda fase do Projeto FX-2. Trata-se do sonho dos pilotos militares de todo o mundo, pois é o sucessor natural da poderosa FAMÍLIA FLANKER, e concorrente direto do famoso caça furtivo F-22 americano. O primeiro voo de seu protótipo ocorreu em 29 de janeiro de 2010.



VÍDEO - PRIMEIRO VÔO DO T-50 PAK FA (01:15 MIN)


O primeiro vôo do PAK FA ocorreu
em 29 de janeiro de 2010.



A primeira fase do FX-2 teria a previsão de compra de somente 36 aeronaves. Já a segunda fase teria o objetivo de montagem no Brasil sob licença, de mais 84 aeronaves, vindo a totalizar 120 aeronaves de interceptação. Este é um quantitativo perseguido pela FAB desde os anos 90.


Uma aquisição menor que essa não ensejará montagem local nem poderá contar com plena transferência de tecnologia. Mesmo um total de 120 unidades produzidas aqui sob licença não garantirão transferência de tecnologia atualizada, isso é muito improvável de acontecer.


Nos ensinava João Verdi (presidente da Avibrás, que desapareceu em viagem de helicóptero em janeiro de 2008) que é preciso evitar essas famosas aquisições condicionadas à transferência de tecnologia, pois nenhuma empresa de Defesa do mundo irá transferir tecnologia atualizada e de ponta para um país dito emergente.


Um país que não investe em seu próprio
PD&I não vai a lugar algum. Já as parcerias maduras de desenvolvimento são bem-vindas.


Os aviões de combate de 5ª Geração, além de invisíveis ao radar, também são capazes de atingir velocidade supersônica sem usar pós-combustão (usando então meia potência do motor), o que reduz o gasto de combustível, amplia o raio de ação e diminui o tempo de engajamento do inimigo.


Em abril de 2011, houve um encontro do Grupo BRICS na China que marcou o início da busca por um alinhamento estratégico e industrial-militar.


Ao mesmo tempo em que o Brasil precisava evitar construir maiores laços industriais-militares com os países da aventureira OTAN, também desejava estreitar os laços estratégicos com os outros BRICSs, contraponto da primeira.


Nesse sentido, a presidente Dilma Rousseff passou a se interessar por tomar uma decisão pelos caças russos (Su-35BM & T-50), o que representaria o fim do FX-2 sem um FX-3.



(Clique na arte abaixo para ampliação)

T-50 & Su-35

Modelos do T-50 PAK FA e do Su-35BM, respectivamente.
(Arte Flankerman)




O ADVENTO DO PAK FA


O programa PAK FA partiu da união de esforços de seu desenvolvedor, a Rússia e mais a Índia. A presença brasileira no programa levaria a uma versão voltada ao mercado internacional, com suíte ocidental, diferenciada da do modelo russo.



PAK FA T-50

Mais uma concepção artística do T-50 PAK FA.



Em 12 de dezembro de 2007, a revista ASAS publicou matéria afirmando que a Rússia teria oferecido ao Brasil a possibilidade de tornar-se parceiro do Programa PAK FA.


A oferta teria ocorrido durante a visita de uma delegação governamental russa, ligada à indústria de Defesa, ao Brasil, ocorrida 2 semanas antes.


Em 2007, a Índia assinou um protocolo com a Rússia, tornando-se a primeira parceira internacional desse programa avançado e dispendioso.


Em 15 de abril de 2008, os governos do Brasil e da Rússia anunciaram terem assinado, em Brasília, memorando de entendimento de cooperação para o lançamento de satélites, construção de foguetes e o desenvolvimento conjunto do Caça Furtivo de 5ª Geração T-50 PAK FA.


Com a derrocada do Su-35BM no FX-2,
na short list divulgada em 1º de outubro de 2008, essa cooperação havia se tornado inviável, mas o seu cancelamento nunca foi oficialmente comunicado.


O ministro Jobim participou do programa Bom Dia Ministro, no dia 5 de fevereiro de 2009, quando anunciou duas novidades: a volta do Su-35 e do Eurofighter europeu ao FX-2 e o interesse nacional pelo desenvolvimento de um caça de 5ª Geração.


Este seria criado pela Embraer junto com a empresa vencedora do FX-2. Isso comprovaria que o Brasil estava mesmo fora do PAK FA russo.


De acordo com Felipe Salles na época, em seu Base Militar: "para a indústria aeroespacial brasileira, que, por diversas razões perdeu o trem no caso dos aviões de caça europeus, esta pode ser uma oportunidade rara e muito interessante".


A tecnologia desenvolvida para o PAK FA será no estado da arte, e poderia servir como alavanca para nos capacitar nas próximas décadas para mantermos a liderança conquistada pelos eficientes EMB170/190 no mercado comercial civil, a exemplo do AMX nos anos 80.



T-50

Caça Furtivo de 5ª Geração T-50 PAK FA



A Embraer tem muitas habilidades técnicas que a distinguem e pavimentam seu caminho de sucesso até o ponto em que ela se encontra hoje. Uma destas, é justamente seu know-how de vendas e de suporte pós-vendas.


Imagine-se um caça de 5ª Geração nascendo com encomendas de várias centenas de unidades já garantidas, unindo:

    g   a alta tecnologia dos russos;

    g   o domínio de software indiano; com

    g   a atenção a clientes alinhada com os melhores padrões de serviço da indústria ocidental, amplamente dominados pelos brasileiros.


Esta seria uma combinação inédita das melhores características de parte de um grupo notável de países chamados pelos analistas econômicos internacionais como BRICS (Brasil-Russia-Índia-China-África do Sul).



Foi uma janela única se abrindo à frente do
Brasil, que pode ter deixado de participar do desenvolvimento do PAK FA no acordo firmado com os russos, que também abrangia o desenvolvimento aeronáutico e aeroespacial (veja em ALIANÇAS). Com essa parceria, nosso PD&I só teria tido a ganhar.  


O Brasil não irá a lugar algum apenas pensando
em pequenas aquisições condicionadas à uma
improvável e fantasiosa transferência de
tecnologia.
Somente alcançará seus objetivos
se abrir os olhos para reais parcerias de
desenvolvimento, caminhando aí sim
para obter tecnologia própria no futuro.




Com a adesão do Brasil em 2008, Brasil, Índia e Rússia poderiam ter se unido no desenvolvimento conjunto do futuro Caça Furtivo PAK FA BIR.


O caça de 5ª Geração seria então desenvolvido pelas empresas Sukhoi russa, Hindustan Aeronautics Limited indiana e a Combaer brasileira.


A Combaer vinha a ser um termo usado pelo governo na época para designar a união das "Companhias Brasileiras de Aeronáutica" no projeto, que seriam a Embraer e a Avibras.


O acordo com os russos previa que essas empresas se associassem como as responsáveis pela montagem dos caças no Brasil.



Essa produção ocorreria em um patamar muito superior ao do eterno paradigma de 120 aeronaves para a FAB. Não há informações sobre a escala de produção que o governo pretendia para o PAK FA no Brasil.



(Clique na arte abaixo para ampliação)

T-50 PAK FA

Divesos ângulos de um possível T-50 PAK FA.
(Arte Rustam)



Todo o processo de desenvolvimento conduzido por Rússia, Índia e Brasil  custaria algo como US$ 20 bilhões. Caso o Brasil participasse com 20 % do programa, teria de dispor de um valor próximo a US$ 4 bilhões, mais o custo da aquisição das aeronaves. Tudo isso seria recuperado depois nas vendas externas.


O preço unitário ao mercado seria de US$ 80 milhões, aproximadamente.
Uma produção local de cada 100 aeronaves custaria ao governo US$ 8 bilhões, no início. Quantidades maiores aqui e nos parceiros gerariam maior escala e grande redução de custos.


Caso um dia o contrato ainda venha a ser fechado, a discussão passará a ser se haverá dois modelos diferentes do PAK FA ou apenas um.
Especula-se que possa haver 2 modelos de PAK FA, um pesado e outro médio.


O primeiro modelo teria 2 turbinas e pesaria 30.000 kg, para uso da Rússia, devido às suas elevadas dimensões continentais, mesmo caso de Brasil e Índia.


O segundo modelo contaria com somente 1 turbina e teria somente 20.000 kg, para exportação à maioria dos países, todos de reduzidas dimensões geográficas. Esse modelo menor poderia ter uma versão naval, embarcável em NAes, o que seria bsatante útil à Marinha do Brasil.





A CAPACIDADE DO PAK FA


PAK FA deverá entrar em operação na Rússia em 2015, tendo o seu protótipo feito o primeiro vôo em 2009.


Sucessor natural da Família Flanker
, o novo caça russo poderá realizar missões tanto táticas quanto estratégicas, percorrendo grandes distâncias a velocidade supersônica, e recebendo múltiplos REVOs em qualquer ponto da Terra. Será automatizado com novos sistemas inteligentes.



T-50 PAK FA

Concepção artística do Caça Furtivo de 5ª Geração T-50 PAK FA.



O projeto PAK FA é a iniciativa russa de construir um caça de 5ª Geração que envolve as três maiores fabricantes russas: Mikoyan, Yakovlev e Sukhoi. Ele vem sendo desenvolvido desde 2002 pelo escritório de projetos "Bureau Sukhoi" com estreita participação indiana.


Sabe-se que o PAK FA (Perspektivnyi Aviatsionnyi Kompleks Frontovoi Aviatsyi - Future Air Complex for Tactical Air Forces - Complexo
Aéreo Futuro para Forças Aéreas Táticas - contrapartida do JSF)


O PAK FA será um puro caça furtivo multimissão de 5ª Geração, que 
terá um ação de 1.200 km.


Poderá ser superior ao
F-35 Lightning II americano, o JSF, e pretende ser tão invisível quanto o F-22, com baixíssima Assinatura Radar, ou RCS. Além do mais, deverá operar um potente radar AESA, de escaneamento eletrônico.


Ainda haverá decisões sobre sistemas e armamentos, podendo-se contar com a incomparável família de Mísseis russos. Uma versão brasileira poderia contar com sistemas da ELBIT e ainda com o novo míssil ar-ar de curto alcance (WVR) A-Darter, além de uma suíte ocidental, diferenciada da do modelo russo.


O futuro caça PAK FA deveria usar 2 turbinas AL-41F, mas parece já contar com outro motor em avançado desenvolvimento, que é o turbojato agora chamado de 117C (ex-AL-41F1) também da NPO-SATURN. Trata-se de uma modernização do motor AL-31F instalado nas versões anteriores das aeronaves Sukhoi Su-27 e Su-30.



Turbina 117C

Turbina 117C da NPO Saturn.
(Foto Catyph)



O novo turbojato combina a experiência com o AL-31F com novas tecnologias obtidas durante anos no desenvolvimento do motor AL-41F. Comparado com o AL-31F (de 12.410 kg de potência), o 117C tem sua potência aumentada em pouco mais de 2 ton para 14.500 kg, e incorpora uma entrada de ar maior, um sistema de vetoração de empuxo e um sistema de controle de vôo digital.


O pesado uso de compostos de carbono na estrutura do PAK FA permitirá que tenha peso reduzido. Espera-se que ele tenha melhor desempenho, com melhor aceleração, maior velocidade de cruzeiro e alcance. Os novos motores permitirão ao T-50 operar em pistas curtas, de 300 a 400 m de extensão.


Com o 117C, o PAK FA não precisará usar o pós-combustor para decolar, acelerar, subir e fazer curva e melhora a capacidade de supercruzeiro.
Uma dupla de 117C dará ao T-50 velocidade supersônica de cruzeiro, sem uso de pós-combustão.


Os fabricantes já produziram cinco protótipos do 117C, que foram testados com sucesso em caças Su-27LL e Su-30. Baseado nos resultados desses testes, os projetistas melhoraram o fluxo de ar no motor e o sistema de controle.


Acredita-se mesmo que o Su-35BM também contará agora com os novíssimos motores 117C de 14.500 kg, que foram desenvolvidos e já foram testados em 2007 para o advento do PAK FA. Essa teoria foi provada com o vídeo abaixo.



VÍDEO - O NOVO MOTOR DO SU-35BM (01:26 MIN)


O Su-35 também conta com dois novíssimos motores
117C de 14.500 kg da NPO Saturn, com novo
sistema de controle digital, e passa a ser o
caça mais manobrável da atualidade.




CARACTERÍSTICAS ESTIMADAS DO PAKA FA


GERAIS

   
g   Tripulação: 1 (piloto)
    g   Comprimento: 22.0 m (72 pés², 2 dentro)
    g   Envergadura: 14.2 m (46 pés, 7 dentro)
    g   Altura: 6.05 m (19 pés, 10 dentro)
    g   Área da asa: 78,8 m² (848 pés²)
    g   Peso vazio: 18.500 kg (40.786 lb)
    g   Peso carregado: 26.000 kg (57.320 lb)
    g   Combustível: 10.000 kg (22.046 lb)
    g   Carga útil: 7.500 kg (16.535 lb)
    g   Peso máximo de decolagem: 37.000 kg (81.571 lb)
    g   Motorização: 2 x Turbofans Saturn-Lyulka AL-41F (ou 2 x 117C)
    g  Empuxo seco: 9.800 kgf (21.605 lbf) cada
    g  Empuxo com pós-combustão: 15.500 kgf (34.172 lbf) cada


DESEMPENHO

    g   Velocidade máxima: Mach 2.5 na altura (2.527 km/h, 1.586 mph)
    g   Limites de carga G: +10 a +11 pés/s²
    g   Velocidade do cruzeiro: 1.300 km/h (807.8 mph)
    g   Alcance: 4.000 a 5.500 km (2.485 a 3.418 mi)
    g   Alcance Supersônico: 2.500 km (1.553 mi)
    g   Teto de serviço: 20.000 m (65.617 pés)
    g   Taxa da subida: 350 m/s (68.898 pés/min)
    g   Carregamento da asa: 470 kg/m² (96.3 lb/pé²)
    g   Razão  Máxima  de Aceleração/Peso: 0.84 (seco, sem afterburner)
    g   Razão Mínima de Aceleração/ Peso: 1.19 (com afterburner)
    g   Exigência de comprimento da pista de decolagem: 350 m (1.148 pés)
    g   Resistência de vôo: 3,3 horas (198 minutos)


ARMAMENTO

    g   2 canhões internos de 30 milímetros e 8 pontos duros sob as asas (sendo 4 em cada lado do avião), mais dois pontos duros em baixo da fuselagem entre as turbinas.
    g   R-77 Adder
    g   FAB500


AVIÔNICOS

    g   Radar: N050(?)BRLS AFAR/AESA
    g  Freqüência: 3 mm (0,118 dentro)
    g  Diâmetro: 0,7 m (2 pés, 4 dentro)
    g  Alvos: 32 seguidos, 8 travados
    g  Alcance: 400 km (248 mi)
         g  EPR: 3 m²  (32 pés²) a 160 km (99.4 mi)
         g  RCS: 0.01 m² a 90 km (55 mi)
         g  Azimuth: +/-70°, +90/-50°
    g  Potência: 4.000 W
    g  Peso: 65 a 80 kg (143 a 176 lb)



(Clique na arte abaixo para ampliação)

T-50 PAK-FA

Uma recente concepção artística do T-50 PAK FA BIR.
(Arte Sukhoi Design Bureau - JSC)



T-50

Uma concepção artística do T-50 PAK FA surgida em 2009.



(Clique nas artes abaixo para imagens gigantes do T-50)

T-50
T-50
T-50
T-50
T-50

Outra concepção artística do T-50 PAK FA em 5 artes
surgidas em 2009, da autoria de
Aleksander Dultsev.
(Artes duler.ru)