No fim de 2008, a FAB teria
dado início à análise
de viabilidade técnico-operacional e a estudo de
mercado para
aquisição de um lote de aviões cargueiros
superpesados, mais conhecidos como supercargueiros.
Sua
capacidade de carga deverá ser superior a 40 ton, ter capacidade
de voar carregado sem revo por 4 mil km, e ainda tendo capacidade de
pousar em pistas rudimentares.
Tal
Cargueiro Militar Estratégico comporá a força de
transportadores pesados que,
juntamente com o Cargueiro
Militar Tático KC-390,
deverão ser a futura espinha dorsal dos cargueiros da
Força Aérea Brasileira.
(Clique na foto abaixo
para
ampliação)
Um cargueiro militar
estratégico
C-17
Globemaster de 265
ton de peso máximo de decolagem com carga de 75
ton.
O projeto da Embraer seria um C-17
light.
(Foto U. S. Air Force)
CARGUEIRO
MILITAR
ESTRATÉGICO
Alguns candidatos são previsíveis : C-17
Globemaster (muito caro), IL-76 (muito bom), e o
antológico ucraniano Antonov
ANT-124. O europeu Airbus A-400M, de 37
ton, parece
descartado, pois disputará com o KC-390, de 27 ton. Além
disso, ele tem tido
uma série de problemas e seu custo operacional cresceu bastante.
(Clique na
foto abaixo para ampliação)
Um C-17 Globemaster recebendo um
MBT
M-1 Abrams do
Exército Real Australiano.
(Foto Royal Australian Air Force)
Desses 3 acima, o único
que
permitiria uma
participação externa no desenvolvimento é o C-124.
A Ucrânia já sinalizou a necessidade de parceiros para
dividir o projeto e relançar duas variantes, uma maior para
até 180 toneladas e uma menor para 96 toneladas.
A EADS
também já manifestou interesse em realizar uma joint-venture com a Antonov para o
desenvolvimento de um supercargueiro militar destinado inicialmente
às nações européias baseado no Antonov 124.
A Embraer poderia ser estimulada pelo governo brasileiro a firmar um
acordo com a Antonov e a EADS, visando o desenvolvimento de até
três novas versões dessa aeronave, uma civil e duas outras
militares.
Dessa forma, a Embraer reduziria os custos do programa e ainda obteria
lucros sobre as futuras encomendas que viessem a ser feitas tanto pelo
setor civil quanto militar, adquirindo de quebra novas tecnologias
advindas do projeto.
A proposta
poderia ser muito abrangente e poderia levar, por exemplo, ao
desenvolvimento de novas asas empregando ao máximo materiais
compostos e com isso diminuindo o peso da aeronave. Uma proposta
interessante a ser analisada seria a do C-224,
de nosso Plano
Brasil, criado por Edilson
Moura Pinto.
(Clique na
arte abaixo para ampliação)
C-224 - Cargueiro Militar Pesado - FAB.
(Arte Edilson Moura Pinto)
A FAB
não dispõe hoje de uma aeronave supercargueira, o que
limita sua capacidade de ação no exterior. Para
desenvolvê-la sozinho, o Brasil teria de fazer altíssimos
e inviáveis investimentos.
Os ANT-124 são aviões extremamente confiáveis e
que possuem capacidades ímpares, o que os torna aeronaves
incomparáveis em muitos quesitos, sendo que um em particular
interessaria especificamente ao Brasil.
Estes gigantes são capazes até mesmo de pousar sem
restrições em pistas de chão batido (não
preparadas), ideais para regiões como o Pantanal e a
Amazônia.
(Clique
na foto abaixo
para ampliação)
Gigantesco Antonov ANT-124 em
processo de carregamento.
(Foto NASA)
Os boatos estão se
espalhando,
mas até agora a FAB ainda não confirmou a
intenção sobre uma aeronave
supercargueira. A Aircraft Monthly de abril de 2009
publicou uma extensa seção dando conta de que a Fab teria
a intenção de adquirir entre 6 e 12 cargueiros pesados e
que os favoritos seriam o C-17 e o Il-76.
O artigo diz que isso está previsto na END, a qual
prevê a
capacidade de mobilidade global às forças armadas
brasileiras. Não se confirma se as "pretendidas"
aquisições serão de aeronaves usadas e/ou novas,
mas, segundo alguns entendidos, poderiam ser mistas.
VÍDEO
- POUSO
CURTO DE C-17 (00:24 MIN)
O fato interessante é
que a pretensão de se operar esse
tipo de aeronave mostra um pouco do que se pretende para as
forças armadas brasileiras nos próximos anos. Uma
força com capacidade de ação global e ainda que
limitada, comparativamente à Rússia e EUA, seria nesse
quesito superior, por exemplo, à Europa inteira.
Afirma-se que o
Ministério da Defesa pretende criar um
Comando Conjunto de Transporte e Logística Aéreo (CCTLA),
nos moldes do Air Mobility Command AmC das Forças Armadas
americanas.
Isso tudo foi dito por Edilson
Moura Pinto há 3 anos no artigo ATLAS,
em que considerava o ANT-124. Este também é candidato,
segundo a revista (mas com poucas chances devido a pendenga entre
Rússia e Ucrânia).
Em junho de 2009, a
Força Aérea da Índia selecionou o avião de
transporte militar Boeing C-17 Globemaster III como o seu novo VHTAC
(Very Heavy Lift Transport Aircraft – Avião de Transporte
Super-Pesado), para substituir os antigos quadrireatores Ilyushim IL-76.
A criteriosa análise aceitou a capacidade do C-17 de decolar e
aterrissar em pistas curtas transportando elevadas cargas, em voar
longas distâncias e ser de fácil operação. A
Índia pretende adquirir dez aeronaves do modelo através
do FMS (Foreingn Military Sales) do governo dos Estados Unidos.
O Problema é que a
Boeing
já encontarva dificuldades em 2010 para manter sua planta de
produção do C-17 em operação, já que
as 180 unidades encomendadas pelos EUA já haviam sido entregues
e outras encomendas eram raras. Uma saída em estudo seria
retirar alguns dos 59 já antigos C-5A e pedir novos Globemasters
para substituí-los.
Frota de
12 supercargueiros C-17 Globemasters em voo.
(Foto USAF)