O Brasil tem uma parceria com
a África do Sul na área de
mísseis que
poderia se estender para o desenvolvimento do UAV Bateleur.
(Foto South
African Air Force)
Enquanto o Brasil inteiro
acompanha as eternas
concorrências dos Programas FX da Força
Aérea Brasileira (FAB), cuja
segunda versão pretende reequipar e
renovar sua
Aviação
com um Caça de Superioridade
Aérea de 4ª Geração, novos projetos
vão acontecendo para uma era mais à frente, ou logo ali.
Os olhares mais atentos não se dirigem mais para a 4ª
Geração, nem 4ª e meia, nem 5ª, e nem para uma 6ª
Geração de caças tripulados. As pesquisas mundiais
hoje
concentram-se nas aeronaves não-tripuladas. Quem não as
tiver em alguns anos, será melhor permanecer em terra, como
aconteceu com a Força Aérea do Iraque de Saddam Hussein
em
2003.
No mundo inteiro, emprega-se os termos
em inglês UAV (Unmanned
Aerial Vehicle) e UCAV(Unmanned Combat Aerial Vehicle). Nossa
tradução é para VANT e VANT-C
(Veículo
Aéreo Não-Tripulado de Combate).
(Clique
na foto abaixo para ampliação)
X-47-B Unmanned Combat Air
System (UCAS) da Northrop Grumman,
criado para a US Navy operar a partir do convôo de seus NAes.
O primeiro esquadrão
será operacional em 2025.
Em Defesa, os VANTs ou
UAVs podem ter aplicação em reconhecimento
tático, apoio operacional e execução de
missões; patrulhamento e monitoramento de regiões
fronteiriças
e/ou remotas, além de enormes áreas costeiras e
marítimas.
Para uso civil, há
ainda um vasto leque de empregos. Servem para
a realização de missões de monitoramento
ambiental, de inspeção de grandes estruturas
(tubulações, linhas de transmissão, estradas,
obras em locais de difícil acesso, etc.), de
prospecção arqueológica e mineral, de levantamento
urbano, de monitoramento de tráfego e vigilância.
Entre as
aplicações de monitoramento ambiental
climatológica e de biodiversidade, estão o sensoriamento
e monitoramento de florestas e de regiões de interesse
ecológico, levantamentos agrícolas e
agropecuários, medição da composição
do ar e de níveis de poluição em cidades e centros
industriais, e estudos limnológicos em rios, lagos e
regiões costeiras.
Um projeto
interessante é
o Programa
nEUROn Europeu (ver a ênfase ao Euro no nome), compartilhado
por França, Suécia, Itália, Espanha, Grécia
e Suíça.
Vale observar que o Brasil estabeleceu uma parceia estratégica
com a União Européia em dezembro de 2008, no Rio de
Janeiro, e ainda que França e Suécia são dois dos
três finalistas do Programa FX-2 da FAB.
O Brasil tem um longo
caminho nesse campo, que poderá ser
abreviado por uma aliança envolvendo a Embraer no Programa
nEUROn. Existe aqui um interessante e pequeno projeto chamado Carcará, da carioca Santos Lab,
já em
operação na MB. Mas a grande
novidade tecnológica virá do 14X
hipersônico.
OS UAVS
BRASILEIROS
No Brasil dos anos 80, houve
experimentos com um VANT a jato, denominado BQM-1BR (em pdf), que
voaria com uma
turbina do CTA, chamada de Tietê TJ-2. Ele seria empregado como
drone. Um protótipo está hoje no Muses da TAM.
No Brasil de hoje, são
conduzidos diversos projetos de
desenvolvimento de VANTs autônomos pelo CTA e pelo CenPRA -
Centro de Pesquisas
Renato Archer, pela USP, USC, UNB, UFMG, UFRN e pelas empresas AVIBRAS,
AEROMOT,
FITEC e Prince Air Models, entre outras.
Para o desenvolvimento de sensores (inerciais e GPS) para essas
aeronaves, destacam-se a empresa NAVCON e os centros de pesquisa CTA e
INPE em São José dos Campos.
O Ministério da Defesa estabeleceu suas diretrizes para o setor
através da Portaria Nº 606/MD de 11/06/2004, publicada no
DOU Nº 112 em 14/06/2004. Atualmente, os Ministérios
da Defesa e da Ciência e Tecnologia comandam uma Comissão
de Coordenação Nacional do Programa VANT.
O Centro Técnico
Aeroespacial (CTA) desenvolve um UAV para missões
civis e militares de reconhecimento aéreo, monitoramento de
recursos naturais, redes elétricas e de dutos de
petróleo. Tal projeto faz parte das diretrizes políticas
do Ministério da Defesa e conta com o suporte financeiro da
Finep.
O CTA coordena o projeto, através
do IAE, que já acumula experiência na área de vant,
com o
desenvolvimento do veículo Acauã, na década de 80.
A Avibrás
Aeroespacial foi selecionada como parceira industrial, pois ela tem
experiência com o desenvolvimento do UAV americano Scorpion, sob
o qual possui os direitos de fabricação.
Posteriormente, o CTA deverá trabalhar no projeto de um alvo
aéreo manobrável com propulsão a jato, utilizando
turbina de baixa potência. Além do CTA, outras
instituições brasileiras também investem no
desenvolvimento de veículos não tripulados.
No Brasil existem mais de 10 iniciativas públicas e privadas na
área de UAVs. Entre elas está a da Flight Solutions, que
desenvolve um aparelho de curto alcance, com aplicação em
reconhecimento para o Exército brasileiro. A empresa, que
iniciou suas atividades em uma incubadora de tecnologia aeroespacial,
hoje está instalada no Parque Tecnológico de São
José dos Campos.
A empresa AGX, em parceria com a Universidade de São Carlos e a
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
está desenvolvendo um UAV para aplicações
agrícolas, como por exemplo, observação de safras.
Além dos já
elencados acima, existem vários outros
desenvolvimentos de UAV no Brasil, como o Projeto
Acauã (IAE/CTA), Flight Solutions FS-1
Watchdog, FS-2
Avantvision, FS-3 Starcopter.
Este último interessaria à
Marinha Brasileira, por ser um UAV-VTOL compacto, com capacidade de ser
embarcado nos navios patrulha de 500 ton em construção
(Projeto Vigilante).
As tecnologias de
células de combustível e de nanobaterias irão
prover
no futuro UAVs que poderão ficar em patrulha por meses. UAVs a
grandes altitudes movidos por energia solar
poderão coordenar
frotas de UCAVs em altitude inferiores armados com mísseis
interligados em rede.
O Helios da NASA é
movido por energia solar e fica 6 meses no ar.
O ITA conduz o
desenvolvimento de um motor
turboélice de 1.000
HP para futuros UCAVs nacionais em conjunto com a empresa
nacional Polaris
Tecnologia.
Em abril de 2009, a FAB
comunicou o início de uma licitação para a
aquisição de um UAV que visa estabelecer doutrina
em missões de reconhecimento e comunicação. A
intenção é capacitar a indústria
aeronáutica nacional para desenvolver um UAV nacional.
Nove empresas foram selecionadas, sendo duas brasileiras, a
Avibras e a
Aeroeletrônica, do grupo israelense Elbit, além da
própria Elbit (Israel), IAI (Israel), Denel Dynamics
(África do Sul), Boeing (EUA), Irkut (Rússia), a
EADS-Casa (Espanha) e Galileu Aviônica (Itália).
Na origem, em 1996
o CenPRA
propôs o PROJETO
AURORA (Autonomous
Unmanned RemOte monitoring Robotic Airship),
ou seja, um dirigível robótico autônomo,
não-tripulado, para monitoramento remoto.
VÍDEO -
62º FPB - TECNOLOGIA MILITAR
(43:44 MIN)
62º FPB - Tecnologia
Militar - A
Defesa e o Novo
Plano da Política
Industrial - 17/12/2008. Relato
da infinita série de embargos americanos ao Brasil.
(Referência aos 32 minutos)
O NEURON EUROPEU
O time industrial responsável pelo nEUROn consiste da francesa
Dassault (contratado principal), a sueca Saab (do Gripen NG), a
italiana Alenia Aeronautica, a espanhola Eads Casa, a grega Hellenic
Aerospace Industry (HAI), e a suíça Ruag.
Modelo em escala do nEUROn exposto no Air Show de Paris
em 2005 (o pequeno no centro e
à frente).
(Foto Programa nEUROn)
O nEUROn
é o
demonstrador UCAV europeu de desenvolvimento, integração
e validação de tecnologias e não será usado
em missões operacionais. O verdadeiro UCAV será bem maior
que este modelo demonstrador. Provavelmente, será de 2 a 3 vezes
maior.
Um
elemento (2 uindades) de UCAVs nEUROn da sueca SAAB.
(Arte SAAB)
A Dassault é a
projetista principal do Programa nEUROn desde
2003 e também
responsável pela arquiteura dos sistemas, controle de vôo,
montagem final, e ainda pelos testes em terra e aéreos.
Isso se deve ao seu longo sequencial de desenvolvimento iniciado com o
Programa AVE LogiDuc (AVE
Logistics to Demonstrate UCAV) em 1999.
nEUROn da SAAB lançando bombas de
precisão laser-guaidas de 250kg (550lb),
que serão guardadas em 2 baias internas, parte de sua elevada
furtividade.
(Arte SAAB)
A Saab Aerosystems tem
responsabilidades em projeto estrutural, fuselagem, sistema de
combustível, controle de vôo, autonomia, capacidade de
multi-cargas,
manufatura e testes. Os desenvolvimentos tecnológicos obtidos
com o
Programa Neuron serão aplicados em futuras
modernizações de seus caças
Gripen.
A HAI e a Dassault assinaram em 2004 um acordo no programa UCAV da
farncesa que desaguou no Programa nEUROn. A HAI é
responsável pela
exaustão da turbina e a seção traseira da
fuselagem. EADS CASA é
responsável pelas asas e a integração do datalink.
A Ruag responde pelas interface de armamentos e testes em túnel
de
vento. A Alenia cuida do desenvolvimento do sistema elétrico, o
sistema
de dados aéreos, a baia de munições e testes de
vôo.
Uma versão mais
arrojada do nEUROn idealizada pela francesa DASSUALT.
(Arte Dassault)
Ressalte-se que as empresas do
consórcio nEUROn assinaram um contrato que as
impede de desenvolveram novos caças de 5ª
Geração
diferentes dos atuais, de forma a concentrarem-se no amadurecimento
de Gripen, Typhoon e Rafale, sem desviar energias e
recursos do nEUROn, e depois poderem avaliar se esta tecnologia
está já suficientemente amadurecida para substituir os
aviões de combate tripulados.
Muitos acreditam que o sucessor
do caça até hoje tripulado será
um UCAV, caça não-tripulado, o qual deverá
ser uma versão mais
evoluída dos atuais UAV utilizados em alguns conflitos recentes.
Para eles, a 5ª
Geração do F-22 Raptor será a última
tripulada por humanos. Os aviões de combate de 6ª
geração serão UCAVs superiores e dirigidos de
terra.
Uma empresa brasileira chamada de Santos
Lab desenvolve UAVs,
tendo realizado a venda de seus primeiros
aparelhos à Marinha do Brasil em 2007.
Na MB, o primeiro
pelotão de
veículos aéreos não tripulados (PelVANT) equipado
com aparelhos da Santos Lab
entrou em
atividade no Batalhão de Controlo Aerotático e Defesa
Antiaérea no Corpo de Fuzileiros Navais (CFN).
O CFN realizou testes com diversos aeromodelos até a escolha do
Carcará, que atendeu plenamente aos requisitos estabelecidos:
simplicidade, portabilidade, facilidade de operação,
facilidade de treinamento, facilidade de manutenção,
robustez, recuperabilidade e baixo custo.
Em outubro de 2007, durante a Operação Albacora, em
Itaoca-ES, foi empregada uma Equipe VANT do CFN, que realizou
reconhecimento de itinerários, possíveis locais para zona
de reunião, reconhecimento de líderes, reconhecimento da
posição de ataque, cruzamento da linha de partida na hora
do ataque e coordenação do assalto simultâneo de
dois pelotões ao objetivo, sempre com imagens em tempo real.
O CFN atestou que ele agrega à tropa apoiada alta flexibilidade,
agilidade e capacidade de reação, além de diminuir
a exposição de homens na aquisição das
informações sobre o inimigo em ambientes cada vez mais
complexos, conturbados e letais.
Tal UAV tem 1,6 m de
envergadura e os primeiros 18 aparelhos foram
vendidos a um preço de R$ 300 mil cada
kit de 3 unidades cada. A Santos Lab tem sua fábrica
nos arredores do
Rio de Janeiro. O nome é uma homenagem ao pioneiro
inventor
Santos
Dumont.
Esse UAV brasileiro tem o
nome de Carcará, um falconídeo nacional. Visto de terra,
tudo leva a crer ser uma ave. O
sistema aéreo Carcará RPV
representa uma solução de baixo custo para missões
de reconhecimento em tempo real.
VÍDEO
- CARCARÁ - MINI AVIÃO DE
MONITORAMENTO (04:08 MIN)
Reportagem com o Carcará exibida no Fantástico de
13/07/2008.
Esse baixo custo
unitário deve-se aos materiais utilizados na sua
construção:
polipropileno expandido e resina termoplástica, materiais muito
usados na indústria automobilística. Além de
baratos, eles também tornam o avião leve, praticamente
inquebrável e logo, resistente a disparos e a aterragens mais
violentas, sendo ainda bastante furtivo ao radar.
Entretanto, o aparelho ainda depende do equipamento de pilotagem
automática importado dos EUA e de Israel. Mesmo assim, isso
não afetaria tanto seu preço final, já que os Bird
Eye 500 da IAI (Israel Aircraft Industries), idênticos ao
Carcará, custam mais do
triplo do preço do UAV nacional.
O Carcará alcança 8 km e consegue voar a 3.500
m de altitude, embora tenha sido concebido para voar a 200 metros. Seu
motor elétrico garante uma operação silenciosa e
discreta com velocidade padrão de 40 km/h e consegue funcionar
durante 60 a 95 minutos. Pesando apenas 2 kg, ele tem uma câmara
móvel com
zoom de 10X ou um sensor de infra-vermelhos.
Gilberto Buffara, da Santos
Lab, e fuzieliros da MB posando
com o pequeno Carcará. Buffara e seu amigo Gabriel
Klabin eram aficionados
por aeromodelismo.
(Foto Santos Lab)
Seu pouso é
incrivelmente facilitado em qualquer
superfície. Trata-se de um veículo resistente
o bastante
para ser usado nas operações e exercícios
militares que exigiriam
lançamento e recuperação em locais restritos, e
seguro o bastante para
que possa sobrevoar áreas populosas.
Essa experiência brasileira em UAVs e a
concretização da mesma num veículo concreto e
já em uso pela MB é importante no contexto do futuro UCAV
nacional e até do presente Programa
FX-2.
Caso o FX-2 leve à aquisição do francês
Rafale F3, um
caça de 4ª Geração, é dito que
há uma
proposta francesa de parceria com a Dassault, que é a
projetista principal do Programa nEUROn, para
o Brasil adentrar seu
desenvolvimento partilhado com os europeus.
Nesse caso o Brasil
poderia partir imediatamente para o futuro campo da 6ª
Geração com este consórcio europeu. Além da
Embraer, a SantosLab teria que estar incluída no processo.
O PROJETO DE UAV DO CTA
Um projeto de UAV é desenvolvido
pelo Comando-geral de
Tecnologia Aeroespacial (CTA), Centro Tecnológico do
Exército (CTEx),
Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM) e a AVIBRAS
como
parceira
industrial. Ele começou
em 2005, mas remonta à
década de 80, quando o CTA criou o Acauã (em pdf).
O desenvolvimento de UAVs é uma prioridade clara da END e as
três Forças Armadas participam com seus institutos de
pesquisa,
pois precisam de um UAV de reconhecimento e alvo aéreo.
Entretanto, a ênfase do projeto também está
centrada em aplicações civis,
o que é bastante saudável.
(Clique
na foto abaixo para imagem gigante do UAV)
UAV do CTA em teste sobre a
Academia da Força Aérea (AFA).
(Foto CTA)
Suas aplicações
civis e militares serão nas áreas de reconhecimento,
monitoramento ambiental, inspeção de linhas de
transmissão de energia elétrica, tubulação
de gás, tráfego urbano, entre outras.
A parte eletrônica do UAV brasileiro, envolvendo o seu sistema de
navegação e controle, foi testada com sucesso em seis
voos, realizados em dezembro de 2008, em uma plataforma de pequeno
porte, de propriedade da FAB.
Para a última campanha de testes em voo foram contratadas as
empresas Flight Technologies (piloto automático), BCC - Bossan
Computação Científica (software embarcado) e
Johansen Engenharia (engenharia de sistemas). Todos os voos tiveram
ainda o acompanhamento de um helicóptero CH-55 Equilo, do Grupo
Especial de Ensaios em voo, do CTA.
O programa do UAV
custará, até o lote cabeça de série, a
quantia de R$ 27 milhões, parte do governo e parte da
própria Avibras. O resultado, esperado em 2011, é um
avião sem piloto, autonomia de 15 horas, carga útil de
150 quilos, alcance de 150 quilômetros e teto de 4,5 mil metros.
Esta será a primeira geração de uma família
que já tem até a segunda geração definida,
com capacidade de 25 horas contínuas no ar, alcance de 500
quilômetros e meia tonelada de carga.
Os dois modelos poderão ser carregados com mísseis leves
ou com outra novidade da empresa, a versão de guiagem
primária do foguete Skyfire-70 dotado de ogiva de seis quilos. A
arma é eficiente contra caminhões semiblindados.
A fase de certificação do novo UAV, segundo o CTA, tem
uma previsão de absorver mais R$ 80 milhões, mas os
recursos ainda estão sendo negociados.
O desenvolvimento de UAVs no Brasil conta com o apoio da FINEP,
através do programa de subvenção econômica,
que liberou R$ 80 milhões para 31 projetos considerados
estratégicos. Dentre esses projetos, foram selecionadas seis
propostas relacionadas a UAVs.
Para a Avibras, o novo UAV tem um grande potencial de
exportação para os clientes que utilizam seu sistema de
lançamento de foguetes Astros II. esses usuários querem
saber, com precisão, onde estão caindo os foguetes depois
de lançados. Isso normalmente é feito hoje com soldados
em terra e aeronaves tripuladas. Essa tarefa poderá ser
realizada com UAVs.
O 14X HIPERSÔNICO
BRASILEIRO
A nave brasileira hipersônica com
a tecnologia de
propulsão com ar aspirado já existe hoje além do
papel. Será inicialmente um UAV com objetivo
de colocar
satélites em órbita. Mas nada impedirá que
também venha a ter uma versão UCAV.
Modelo de 80 cm do 14X
Hipersônico
em ensaio de vento no T3.
(Foto FAB)
Tendo
sido batizado de 14X,
tal nave deveria voar até 2010, mas atrasos fizerama FAB mudar
o ano para 2012. Trata-se de óbvia referência ao 14 Bis de
Santos Dumont, o primeiro avião da história. O
projeto do 14X é de autoria do
mestrando
1º Tenente Tiago Rolim, que se formou no ITA em 2005.
No segundo semestre de
2007, o Instituto de
Estudos Avançados (IEAv) deu
início aos testes com um modelo
experimental
reduzido do 14X.
Trata-se de uma aeronave com 80 cm de comprimento, construída em
aço inoxidável, que é equipada com sensores de
pressão, fluxo de calor e força para uma série de
testes
no T3.
O 14X É uma aeronave equipada com um motor sem partes
móveis, que funciona integrado à fuselagem. Durante o
vôo, o ar é comprimido pela própria geometria e
velocidade do veículo e é direcionado para uma
câmara na parte inferior do avião, onde também
é injetado gás hidrogênio, que entra em
combustão supersônica.
Esse experimento coloca o Brasil na corrida hipersônica, ao lado
dos poucos países em condições de dominar essa
tecnologia, como EUA e Rússia.