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Força Aérea Brasileira  -  FAB

Meios Disponíveis e Futuros



O UCAV BRASILEIRO


  UAV Bateleur

O Brasil tem uma parceria com a África do Sul na área de mísseis que
poderia se estender para o desenvolvimento do UAV Bateleur.
(Foto South African Air Force)



INTRODUÇÃO

OS UAVS BRASILEIROS

O NEURON EUROPEU

O CARCARÁ BRASILEIRO

O PROJETO DE UAV DO CTA

O 14X HIPERSÔNICO BRASILEIRO

FONTES & LINKS





INTRODUÇÃO


Enquanto o Brasil inteiro acompanha as eternas concorrências dos Programas FX da Força Aérea Brasileira (FAB), cuja segunda versão pretende reequipar e renovar sua Aviação com um Caça de Superioridade Aérea de 4ª Geração, novos projetos vão acontecendo para uma era mais à frente, ou logo ali.


Os olhares mais atentos não se dirigem mais para a 4ª Geração, nem 4ª e meia, nem , e nem para uma 6ª Geração de caças tripulados. As pesquisas mundiais hoje concentram-se nas aeronaves não-tripuladas. Quem não as tiver em alguns anos, será melhor permanecer em terra, como aconteceu com a Força Aérea do Iraque de Saddam Hussein em 2003.


No mundo inteiro, emprega-se os termos em inglês UAV (Unmanned Aerial Vehicle) e UCAV (Unmanned Combat Aerial Vehicle). Nossa tradução é para VANT e VANT-C (Veículo Aéreo Não-Tripulado de Combate).



(Clique na foto abaixo para ampliação)

UCAV Naval

X-47-B Unmanned Combat Air System (UCAS) da Northrop Grumman,
criado para a US Navy operar a partir do convôo de seus NAes.
O primeiro esquadrão será operacional em 2025.



Em Defesa, os VANTs ou UAVs podem ter aplicação em reconhecimento tático, apoio operacional e execução de missões; patrulhamento e monitoramento de regiões fronteiriças e/ou remotas, além de enormes áreas costeiras e marítimas.


Para uso civil, há ainda um vasto leque de empregos. Servem para a realização de missões de monitoramento ambiental, de inspeção de grandes estruturas (tubulações, linhas de transmissão, estradas, obras em locais de difícil acesso, etc.), de prospecção arqueológica e mineral, de levantamento urbano, de monitoramento de tráfego e vigilância.


Entre as aplicações de monitoramento ambiental climatológica e de biodiversidade, estão o sensoriamento e monitoramento de florestas e de regiões de interesse ecológico, levantamentos agrícolas e agropecuários, medição da composição do ar e de níveis de poluição em cidades e centros industriais, e estudos limnológicos em rios, lagos e regiões costeiras.



Um projeto interessante
é o Programa nEUROn Europeu (ver a ênfase ao Euro no nome), compartilhado por França, Suécia, Itália, Espanha, Grécia e Suíça.


Vale observar que o Brasil estabeleceu uma parceia estratégica com a União Européia em dezembro de 2008, no Rio de Janeiro, e ainda que França e Suécia são dois dos três finalistas do Programa FX-2 da FAB.


O Brasil tem um longo caminho nesse campo, que poderá ser abreviado por uma aliança envolvendo a Embraer no Programa nEUROn. Existe aqui um interessante e pequeno projeto chamado Carcará, da carioca Santos Lab, já em operação na MB. Mas a grande novidade tecnológica virá do 14X hipersônico.




OS UAVS BRASILEIROS



No Brasil dos anos 80, houve experimentos com um VANT a jato, denominado BQM-1BR (em pdf), que voaria com uma turbina do CTA, chamada de Tietê TJ-2. Ele seria empregado como drone. Um protótipo está hoje no Muses da TAM.


No Brasil de hoje, são conduzidos diversos projetos de desenvolvimento de VANTs autônomos pelo CTA e pelo CenPRA - Centro de Pesquisas Renato Archer, pela USP, USC, UNB, UFMG, UFRN e pelas empresas AVIBRAS, AEROMOT, FITEC e Prince Air Models, entre outras.


Para o desenvolvimento de sensores (inerciais e GPS) para essas aeronaves, destacam-se a empresa NAVCON e os centros de pesquisa CTA e INPE em São José dos Campos.



O Ministério da Defesa estabeleceu suas diretrizes para o setor através da Portaria Nº 606/MD de 11/06/2004, publicada no DOU Nº 112 em 14/06/2004. Atualmente, os Ministérios da Defesa e da Ciência e Tecnologia comandam uma Comissão de Coordenação Nacional do Programa VANT.



O Centro Técnico Aeroespacial (CTA) desenvolve um UAV para missões civis e militares de reconhecimento aéreo, monitoramento de recursos naturais, redes elétricas e de dutos de petróleo. Tal projeto faz parte das diretrizes políticas do Ministério da Defesa e conta com o suporte financeiro da Finep.


O CTA coordena o projeto, através do IAE, que já acumula experiência na área de vant, com o desenvolvimento do veículo Acauã, na década de 80.
A Avibrás Aeroespacial foi selecionada como parceira industrial, pois ela tem experiência com o desenvolvimento do UAV americano Scorpion, sob o qual possui os direitos de fabricação.


Posteriormente, o CTA deverá trabalhar no projeto de um alvo aéreo manobrável com propulsão a jato, utilizando turbina de baixa potência. Além do CTA, outras instituições brasileiras também investem no desenvolvimento de veículos não tripulados.


No Brasil existem mais de 10 iniciativas públicas e privadas na área de UAVs. Entre elas está a da Flight Solutions, que desenvolve um aparelho de curto alcance, com aplicação em reconhecimento para o Exército brasileiro. A empresa, que iniciou suas atividades em uma incubadora de tecnologia aeroespacial, hoje está instalada no Parque Tecnológico de São José dos Campos.


A empresa AGX, em parceria com a Universidade de São Carlos e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) está desenvolvendo um UAV para aplicações agrícolas, como por exemplo, observação de safras.


Além dos já elencados acima, existem vários outros desenvolvimentos de UAV no Brasil, como o Projeto Acauã (IAE/CTA), Flight Solutions FS-1 Watchdog, FS-2 Avantvision, FS-3 Starcopter.


Este último interessaria à Marinha Brasileira, por ser um UAV-VTOL compacto, com capacidade de ser embarcado nos navios patrulha de 500 ton em construção (Projeto Vigilante).


As tecnologias de células de combustível e de nanobaterias irão prover no futuro UAVs que poderão ficar em patrulha por meses. UAVs a grandes altitudes movidos por energia solar poderão coordenar frotas de UCAVs em  altitude inferiores armados com mísseis interligados em rede.



Helios in Hawaii

O Helios da NASA é movido por energia solar e fica 6 meses no ar.



O ITA conduz o desenvolvimento de um motor turboélice de 1.000 HP para futuros UCAVs nacionais em conjunto com a empresa nacional Polaris Tecnologia.


Em abril de 2009, a FAB comunicou o início de uma licitação para a aquisição de um UAV que visa estabelecer  doutrina em missões de reconhecimento e comunicação. A intenção é capacitar a indústria aeronáutica nacional para desenvolver um UAV nacional.
 

Nove empresas foram selecionadas, sendo duas brasileiras,
a Avibras e a Aeroeletrônica, do grupo israelense Elbit, além da própria Elbit (Israel), IAI (Israel), Denel Dynamics (África do Sul), Boeing (EUA), Irkut (Rússia), a EADS-Casa (Espanha) e Galileu Aviônica (Itália).


Na origem, em 1996 o CenPRA propôs o PROJETO AURORA (Autonomous Unmanned RemOte monitoring Robotic Airship), ou seja, um dirigível robótico autônomo, não-tripulado, para monitoramento remoto.



VÍDEO - 62º FPB - TECNOLOGIA MILITAR (43:44 MIN)



62º FPB - Tecnologia Militar - A Defesa e o Novo
Plano da Política Industrial - 17/12/2008. Relato
da infinita série de embargos americanos ao Brasil.
(Referência aos 32 minutos)




O NEURON EUROPEU


O time industrial responsável pelo nEUROn consiste da francesa Dassault (contratado principal), a sueca Saab (do Gripen NG), a italiana Alenia Aeronautica, a espanhola Eads Casa, a grega Hellenic Aerospace Industry (HAI), e a suíça Ruag.


Neuron em Paris

Modelo em escala do nEUROn exposto no Air Show de Paris
em 2005 (o pequeno no centro e à frente).
(Foto Programa nEUROn)



O nEUROn é o demonstrador UCAV europeu de desenvolvimento, integração e validação de tecnologias e não será usado em missões operacionais. O verdadeiro UCAV será bem maior que este modelo demonstrador. Provavelmente, será de 2 a 3 vezes maior.



Neuron da SAAB

Um elemento (2 uindades) de UCAVs nEUROn da sueca SAAB.
(Arte SAAB)



A Dassault é a projetista principal do Programa nEUROn desde 2003 e também responsável pela arquiteura dos sistemas, controle de vôo, montagem final, e ainda pelos testes em terra e aéreos.


Isso se deve ao seu longo sequencial de desenvolvimento iniciado com o Programa
AVE LogiDuc (AVE Logistics to Demonstrate UCAV) em 1999.



Neuron da SAAB

nEUROn da SAAB lançando bombas de precisão laser-guaidas de 250kg (550lb),
que serão guardadas em 2 baias internas, parte de sua elevada furtividade.
(Arte SAAB)



A Saab Aerosystems tem responsabilidades em projeto estrutural, fuselagem, sistema de combustível, controle de vôo, autonomia, capacidade de multi-cargas, manufatura e testes. Os desenvolvimentos tecnológicos obtidos com o Programa Neuron serão aplicados em futuras modernizações de seus caças Gripen.


A HAI e a Dassault assinaram em 2004 um acordo no programa UCAV da farncesa que desaguou no Programa nEUROn. A HAI é responsável pela exaustão da turbina e a seção traseira da fuselagem. EADS CASA é responsável pelas asas e a integração do datalink.


A Ruag responde pelas interface de armamentos e testes em túnel de vento. A Alenia cuida do desenvolvimento do sistema elétrico, o sistema de dados aéreos, a baia de munições e testes de vôo.



Neuron da Dassault

Uma versão mais arrojada do nEUROn idealizada pela francesa DASSUALT.
(Arte Dassault)



Ressalte-se que as empresas do consórcio nEUROn assinaram um contrato que as impede de desenvolveram novos caças de 5ª Geração diferentes dos atuais, de forma a concentrarem-se no amadurecimento de Gripen, Typhoon e Rafale, sem desviar energias e recursos do nEUROn, e depois poderem avaliar se esta tecnologia está já suficientemente amadurecida para substituir os aviões de combate tripulados.




O CARCARÁ BRASILEIRO



UAV Carcará

UAV Carcará da Santos Lab .
(Arte Santos Lab)


Muitos acreditam que o sucessor do caça até hoje tripulado será um UCAV,  caça não-tripulado, o qual deverá ser uma versão mais evoluída dos atuais UAV utilizados em alguns conflitos recentes. Para eles, a 5ª Geração do F-22 Raptor será a última tripulada por humanos. Os aviões de combate de 6ª geração serão UCAVs superiores e dirigidos de terra.


Uma empresa brasileira chamada de Santos Lab desenvolve UAVs, tendo realizado a venda de seus primeiros aparelhos à Marinha do Brasil em 2007.



Na MB, o primeiro pelotão
de veículos aéreos não tripulados (PelVANT) equipado com aparelhos da Santos Lab entrou em atividade no Batalhão de Controlo Aerotático e Defesa Antiaérea no Corpo de Fuzileiros Navais (CFN).


O CFN realizou testes com diversos aeromodelos até a escolha do Carcará, que atendeu plenamente aos requisitos estabelecidos: simplicidade, portabilidade, facilidade de operação, facilidade de treinamento, facilidade de manutenção, robustez, recuperabilidade e baixo custo.


Em outubro de 2007, durante a Operação Albacora, em Itaoca-ES, foi empregada uma Equipe VANT do CFN, que realizou reconhecimento de itinerários, possíveis locais para zona de reunião, reconhecimento de líderes, reconhecimento da posição de ataque, cruzamento da linha de partida na hora do ataque e coordenação do assalto simultâneo de dois pelotões ao objetivo, sempre com imagens em tempo real.


O CFN atestou que ele agrega à tropa apoiada alta flexibilidade, agilidade e capacidade de reação, além de diminuir a exposição de homens na aquisição das informações sobre o inimigo em ambientes cada vez mais complexos, conturbados e letais.


Tal UAV tem 1,6 m de envergadura e os primeiros 18 aparelhos foram vendidos a um preço de R$ 300 mil cada kit de 3 unidades cada. A Santos Lab tem sua fábrica nos arredores do Rio de Janeiro. O nome é uma homenagem ao pioneiro inventor Santos Dumont.


Esse UAV brasileiro tem o nome de Carcará, um falconídeo nacional. Visto de terra, tudo leva a crer ser uma ave. O sistema aéreo Carcará RPV representa uma solução de baixo custo para missões de reconhecimento em tempo real.



VÍDEO - CARCARÁ - MINI AVIÃO DE
MONITORAMENTO (04:08 MIN)




Reportagem com o Carcará exibida no Fantástico de 13/07/2008.



Esse baixo custo unitário deve-se aos materiais utilizados na sua construção: polipropileno expandido e resina termoplástica, materiais muito usados na indústria automobilística. Além de baratos, eles também tornam o avião leve, praticamente inquebrável e logo, resistente a disparos e a aterragens mais violentas, sendo ainda bastante furtivo ao radar.


Entretanto, o aparelho ainda depende do equipamento de pilotagem automática importado dos EUA e de Israel. Mesmo assim, isso não afetaria tanto seu preço final, já que os Bird Eye 500 da IAI (Israel Aircraft Industries), idênticos ao Carcará, custam mais do triplo do preço do UAV nacional.


O Carcará alcança 8 km e consegue voar a 3.500 m de altitude, embora tenha sido concebido para voar a 200 metros. Seu motor elétrico garante uma operação silenciosa e discreta com velocidade padrão de 40 km/h e consegue funcionar durante 60 a 95 minutos. Pesando apenas 2 kg, ele tem uma câmara móvel com zoom de 10X ou um sensor de infra-vermelhos.



Carcará e Buffara

Gilberto Buffara, da Santos Lab, e fuzieliros da MB posando
com  o pequeno Carcará. Buffara e seu amigo Gabriel
Klabin eram aficionados por aeromodelismo.
(Foto Santos Lab)



Seu pouso é incrivelmente facilitado em qualquer superfície. Trata-se de um veículo resistente o bastante para ser usado nas operações e exercícios militares que exigiriam lançamento e recuperação em locais restritos, e seguro o bastante para que possa sobrevoar áreas populosas.


Essa experiência brasileira em UAVs e a concretização da mesma num veículo concreto e já em uso pela MB é importante no contexto do futuro UCAV nacional e até do presente Programa FX-2.


Caso o FX-2 leve à aquisição do francês Rafale F3, um caça de 4ª Geração, é dito que há uma proposta francesa de parceria com a
Dassault, que é a projetista principal do Programa nEUROn, para o Brasil adentrar seu desenvolvimento partilhado com os europeus.


Nesse caso o Brasil poderia partir imediatamente para o futuro campo da 6ª Geração com este consórcio europeu. Além da Embraer, a SantosLab teria que estar incluída no processo.




O PROJETO DE UAV DO CTA


Um projeto de UAV é
desenvolvido pelo Comando-geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), Centro Tecnológico do Exército (CTEx), Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM) e a AVIBRAS como parceira industrial. Ele começou em 2005, mas remonta à década de 80, quando o CTA criou o Acauã (em pdf).


O desenvolvimento de UAVs é uma prioridade clara da END e as três Forças Armadas participam com seus institutos de pesquisa, pois precisam de um UAV de reconhecimento e alvo aéreo. Entretanto, a ênfase do projeto também está centrada em aplicações civis, o que é bastante saudável.



(Clique na foto abaixo para imagem gigante do UAV)

VANT do CTA

UAV do CTA em teste sobre a Academia da Força Aérea (AFA).
(Foto CTA)



Suas aplicações civis e militares serão nas áreas de reconhecimento, monitoramento ambiental, inspeção de linhas de transmissão de energia elétrica, tubulação de gás, tráfego urbano, entre outras.


A parte eletrônica do UAV brasileiro, envolvendo o seu sistema de navegação e controle, foi testada com sucesso em seis voos, realizados em dezembro de 2008, em uma plataforma de pequeno porte, de propriedade da FAB.


Para a última campanha de testes em voo foram contratadas as empresas Flight Technologies (piloto automático), BCC - Bossan Computação Científica (software embarcado) e Johansen Engenharia (engenharia de sistemas). Todos os voos tiveram ainda o acompanhamento de um helicóptero CH-55 Equilo, do Grupo Especial de Ensaios em voo, do CTA.


O programa do UAV custará, até o lote cabeça de série, a quantia de R$ 27 milhões, parte do governo e parte da própria Avibras. O resultado, esperado em 2011, é um avião sem piloto, autonomia de 15 horas, carga útil de 150 quilos, alcance de 150 quilômetros e teto de 4,5 mil metros.


Esta será a primeira geração de uma família que já tem até a segunda geração definida, com capacidade de 25 horas contínuas no ar, alcance de 500 quilômetros e meia tonelada de carga.


Os dois modelos poderão ser carregados com mísseis leves ou com outra novidade da empresa, a versão de guiagem primária do foguete Skyfire-70 dotado de ogiva de seis quilos. A arma é eficiente contra caminhões semiblindados.


A fase de certificação do novo UAV, segundo o CTA, tem uma previsão de absorver mais R$ 80 milhões, mas os recursos ainda estão sendo negociados.


O desenvolvimento de UAVs no Brasil conta com o apoio da FINEP, através do programa de subvenção econômica, que liberou R$ 80 milhões para 31 projetos considerados estratégicos. Dentre esses projetos, foram selecionadas seis propostas relacionadas a UAVs.


Para a Avibras, o novo UAV tem um grande potencial de exportação para os clientes que utilizam seu sistema de lançamento de foguetes Astros II. esses usuários querem saber, com precisão, onde estão caindo os foguetes depois de lançados. Isso normalmente é feito hoje com soldados em terra e aeronaves tripuladas. Essa tarefa poderá ser realizada com UAVs.




O 14X HIPERSÔNICO BRASILEIRO


A nave brasileira hipersônica com a tecnologia de propulsão com ar aspirado já existe hoje além do papel. Será inicialmente um UAV com objetivo de colocar satélites em órbita. Mas nada impedirá que também venha a ter uma versão UCAV.



14X

Modelo de 80 cm do 14X Hipersônico
em ensaio de vento no T3.
(Foto FAB)



Tendo sido batizado de 14X, tal nave deveria voar até 2010, mas atrasos fizerama FAB mudar o ano para 2012. Trata-se de óbvia referência ao 14 Bis de Santos Dumont, o primeiro avião da história. O projeto do 14X é de autoria do mestrando 1º Tenente Tiago Rolim, que se formou no ITA em 2005.


No segundo semestre de 2007, o Instituto de Estudos Avançados (IEAv) deu início aos testes com um modelo experimental reduzido do 14X.


Trata-se de uma aeronave com 80 cm de comprimento, construída em aço inoxidável, que é equipada com sensores de pressão, fluxo de calor e força para uma série de testes no T3.


O 14X É uma aeronave equipada com um motor sem partes móveis, que funciona integrado à fuselagem. Durante o vôo, o ar é comprimido pela própria geometria e velocidade do veículo e é direcionado para uma câmara na parte inferior do avião, onde também é injetado gás hidrogênio, que entra em combustão supersônica.


Esse experimento coloca o Brasil na corrida hipersônica, ao lado dos poucos países em condições de dominar essa tecnologia, como EUA e Rússia.




FONTES & LINKS


Dassault Aviation - Programa nEUROn

Defesa BR - 14X

Santos Lab

UAV Bateleur

UFJF - VANT a Jato dos Anos 80 - BQM-1BR (em pdf)

Blog Defesa BR :

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