História
Marinha do
Brasil - MB
INTRODUÇÃO
O DEFESA BR
conta aqui com a colaboração de José
Carlos Viana Cinquini,
graduado em História
pela Universidade
Católica de Santos. Ele é professor de
História da Secretaria
de Estado da Educação de São Paulo.
Também é pesquisador nos
temas
Marinha do Brasil, Segunda Guerra Mundial e Defesa Nacional.
Ele nos relata os fatos que levaram o Brasil a participar da Segunda Guerra
Mundial junto aos aliados, e
mostra ponto a ponto como a Marinha do Brasil se preparou para
contribuir para a
vitória contra o nazismo.
(Clique
na
foto
abaixo
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Navio de Batalha em Salvador,
em 1943.
(Foto revista Life, arquivo J.
Cinquini)
A SEGUNDA GUERRA E A QUEDA DA
EUROPA
Com o fim da Primeira Guerra Mundial, a Alemanha, se viu forçada
a aceitar os termos da rendição do Tratado de Versalhes
para as forças vencedoras, e com isso, recebeu várias
restrições para a reformulação de suas
forças armadas.
O país passava por sérias dificuldades, o que, em parte,
facilitou o surgimento de ideologias de extrema direita onde o valor da
pátria e do coletivo se sobrepunham às liberdades do
indivíduo; era o caso do Nazi-fascismo alemão. O Nazismo,
criado pela modernidade, vivia a contradição de negar a
modernidade em nome da própria modernidade.
Em 1929, com a crise da Bolsa de Nova York, o mundo capitalista
começou a passar sérias dificuldades, o capitalismo
não conseguia mais atender às necessidades da
população, as nações, antes ricas,
começaram a ter escassez de trabalho e os produtos não
eram mais vendidos.
Na Alemanha, isso não era diferente, apenas agravou ainda mais a
situação política e econômica em que se
encontravam. O Partido Nacional-Socialista, ou Nazista, recebeu apoio
de empresas capitalistas, pois prometeu que lutaria para o fim do
Tratado de Versalhes e contra o Bolchevismo, além de prometer
trabalho aos desempregados e levar a Alemanha à potência
que ela fora antes da Primeira Guerra Mundial.
O Partido Nazista buscava o apoio de todos os descontentes, que era a
maioria da população da Alemanha naquele momento,
conseguindo assim chegar ao poder e instaurar uma ditadura, onde o
poder estava concentrado na figura de Hitler – o Fuhrer, e dava
início a um novo período na história alemã,
era o início do Terceiro Reich.
Bandeira do nazismo, com a
famosa suástica em destaque ao centro.
Na Europa, em 1º de
setembro de 1939, forças da Alemanha
invadem a Polônia, dando início à Segunda Guerra
Mundial na Europa. Depois da Polônia, outros Estados europeus
caíram diante a da “Blitzkrieg”.
Blitzkrieg sobre a
França em 1940.
Em 10 de maio de 1940, o
exército alemão invadiu a França,
cercando as forças
expedicionárias britânicas. Os alemães
evitaram a linha Maginot, e
entraram rapidamente pela Bélgica,
através das insuspeitas
e densas florestas das Ardenas.
A França e a Inglaterra
ficaram isoladas na defesa da democracia
na Europa, mas logo após três meses de guerra, a
França sucumbiu à máquina de guerra alemã,
e com isso todo o continente europeu estava sob domínio da
Alemanha Nazista, ou eram Estados que estavam isolados, se
reconstruindo da Guerra Civil, Espanha; ou em uma ditadura, Portugal.
Somente a Suíça conseguiria manter a sua
posição de neutralidade. A Inglaterra agora era o
único Estado livre, era uma ilha de democracia na Europa,
literalmente falando.
Hitler
sabia que a Inglaterra
não possuía em suas terras
insulares muitas reservas de matérias-primas necessárias
para manter a indústria e o bem-estar da
população. Como uma potência imperialista, as
matérias-primas provinham de suas colônias e sem o acesso
a elas a Inglaterra sucumbiria rapidamente ao poderio militar
alemão.
Para a Alemanha, colocar em
pratica a sua estratégia de guerra
contra a Inglaterra seria necessário isolar a Inglaterra pelo
único meio em que ela recebia as matérias-primas. A
Alemanha teria que levar a guerra ao mar e assim destruir os navios
mercantes que supriam a Inglaterra.
O
BRASIL ALIA-SE E É ATACADO
Em
dezembro de 1938, foi realizada no
Peru, a 8ª Conferência
Interamericana, que aprovou a “Declaração de Lima”, onde
ficou acertado entre os países americanos que haveria
reuniões periódicas entre seus Ministros de
Relações Exteriores.
A primeira Reunião de
Consultas ocorreu em 1939, no
Panamá e aprovou a Resolução IV, que estabeleceu
normas visando à neutralidade dos países. Ainda, nessa
reunião, foi aprovada a Resolução XV, que
estabelecia uma zona de segurança, para a proteção
do território das repúblicas americanas.
O Brasil, que cada vez mais se
aproximava de uma aliança com o
governo dos Estados Unidos, já havia acordado a
construção da Companhia Siderúrgica Nacional na
cidade de Volta Redonda, no interior do Estado do Rio de Janeiro.
O
governo dos Estados Unidos, temendo cada vez mais a
aproximação da guerra, aprovou, em 16 de janeiro de 1941,
a Lei Pitman, que autorizava o empréstimo de armamentos para as
nações americanas.
Foi criado, em 24 de julho de
1941, a Comissão Militar
Brasil-Estados
Unidos para atender às necessidades de equipamentos militares,
ficou acertado que os Estados Unidos cederiam ao Brasil US$ 200
milhões em materiais.
O acordo também consistia em
medidas de defesa mútua: o Brasil cederia os portos brasileiros
para armazenar óleo combustível para suprir as
embarcações dos Estados Unidos.
O Itamaraty não se
opôs porque os Estados Unidos eram uma
nação neutra e não beligerante. Ainda em 11 de
março de 1941, havia sido assinado pelos Estados Unidos a Lei de
Arrendamentos, que proveria de armamentos as democracias.
Em 7 de dezembro de 1941, as
forças navais japonesas, com o uso
da sua aviação embarcada, atacaram a base norte-americana
em Pearl
Harbor, no Havaí. O governo dos Estados Unidos declara,
imediatamente, guerra contra o Japão e após alguns dias
aos países do Eixo: Alemanha e Itália.
Bandeira Imperial Japonesa.
O Brasil solidariza-se aos
Estado Unidos, estabelecendo
cooperação militar da nossa armada com as forças
norte-americanas, tornando efetivo o plano de defesa do Continente.
Em 15 de janeiro de 1942, foi
realizado a Terceira Reunião de
Consultas dos Ministros das relações Exteriores do
Continente, na cidade do Rio de Janeiro, então Capital Federal,
no qual o Brasil recomenda o rompimento das relações
diplomáticas com os países do Eixo.
Em 1º de julho de
1941, um submarino alemão parou a tiros
de canhão o navio mercante Siqueira Campos, que estava
próximo do arquipélago de Cabo Verde, para que fosse
revistado por tropas alemãs.
Até
agora, só havia ocorrido incidentes, com a
única gravidade de termos perdido um tripulante quando do ataque
do avião alemão, mas agora, nossos navios eram alvos das
forças navais do Eixo.
Em 16 de fevereiro de 1942, foi
torpedeado o navio mercante brasileiro
Buarque, seguido pelo Olinda, Cabedelo, Arabutã, Cairu,
Comandante Lira, esse encontrava-se próximo à costa
brasileira, Gonçalves Dias, Alegrete, Pedrinhas,
Tamandaré, Barbacena, e Piave, todos por ação de
submarinos.
Mas os pior ainda estava por
vir, entre os dias 15 e 19 de agosto
de
1942, cinco navios de cabotagem e um iate, que se encontravam nas
proximidades da foz do Rio Real, em Sergipe, foram afundados.
Os navios eram o Baependi,
Araraquara, Aníbal Benévolo,
Itagiba e Arará, e o iate Jacira. Essa ação do
submarino alemão totalizou na morte de 607 passageiros, entre
eles soldados que estavam sendo deslocados para o Nordeste.
Navio mercante de cabotagem
Baependi, afundado por um
submarino alemão em
agosto de 1942, na costa de Sergipe.
Isso
acarretou grande
manifestação popular de
repúdio às ações do Eixo no nosso litoral,
levando o governo brasileiro a declarar Estado de Beligerância em
22 agosto e de declarar Estado de Guerra com a Alemanha, Itália
e Japão a 31 de agosto de 1942.
A
MB PREPARA-SE PARA A GUERRA
Os
meios navais brasileiros não
estavam preparadas para reagir
à ameaça que o submarino moderno era capaz de fazer
frente aos meios navais de superfície.
Na Primeira Guerra
Mundial, o submarino foi exaustivamente usado no início da
guerra, mas, as suas ações eram limitadas por causa do
seu curto deslocamento, agora os engenheiros tinham desenvolvido novas
técnicas que faziam do submarino uma arma das mais capazes,
tornando possível agora, atravessar o Oceano Atlântico
para atacar os seus alvos.
A Marinha do Brasil sabia
disso, nós tínhamos adquirido,
em 1937, submarinos italianos, que muito ajudavam na defesa dos nossos
portos e no adestramento das tripulações dos navios
anti-submarinos que iríamos adquirir.
A nossa esquadra era composta
por navios que datavam da Primeira Guerra
Mundial. Apesar de alguns estarem próximos das qualidades
técnicas exigidas para um combate entre encouraçados,
contra submarinos nada podiam fazer.
Para isso, seria
necessário reequipar as nossas forças
com materiais mais modernos no combate a submarinos. Os Estados Unidos,
por causa dos ataques sofridos na Costa Leste, estavam empregando
exaustivamente meios de combate a submarino e poderiam fornecer algumas
pequenas unidades para a nossa defesa.
Em 23 de junho de 1942, o
presidente Vargas e o almirante Ingram
tiveram uma
reunião, onde se discutiu o fornecimento de navios para a defesa
do litoral brasileiro; nessa reunião foi acordado o fornecimento
de navios Caça-Submarinos e o envio de tripulações
a Miami, a fim de receberem treinamento.
Os primeiros navios
recebidos
foram os Caça-Submarino
da Classe
G, chamados de Patrol
Crafts (PC),
sendo eles: G1-Guaporé
(PC-544) e G2-Gurupi (PC-547), sendo entregues em Natal, em 24 de
setembro de 1942.
Caça-Submarino
G1-Guaporé da Classe G.
(Foto arquivo J. Cinquini)
Entre 7 de dezembro de 1942 a
26 de abril de 1943, em Miami, a Marinha
do Brasil recebeu os Caça-Submarino
da Classe J, chamados de Sub-Chasers
(SC),
sendo eles:
J1-Javari (SC-763), J2-Jutaí (SC-764),
J3-Juruá (SC-764), J4-Juruena (SC-766), J5-Jaraguão
(SC-765), J6-Jaguaribe, (SC-767), J7-Jacuí (SC-1288) e o
J8-Jundiaí, (SC-1289).
(Clique na
foto
abaixo
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Caça-Submarino
J8-Jundiaí da Classe J, um Caça-Pau.
(Foto arquivo J. Cinquini)
Os Classe J
vieram escoltando comboios e em estado de guerra. O
primeiro grupo era formado pelo Javari, Jutaí e Juruá e
eram comandados pelo Capitão-Tenente José Luís de
Araújo Goiano.
O segundo grupo era formado pelo Jaraguão
e Jaguaribe, comandados pelo Capitão-Tenente João Faria
de Lima. Por último, veio o grupo formado pelo Juruena,
Jacuí e Jundiaí, comandados pelo Capitão-Tenente
Arthur Oscar Saldanha da Gama.
Apesar do recebimento dos dois Classe G e
dos oito Classe
J, o Brasil
solicitou junto ao governo dos Estados Unidos, e com o parecer
favorável do almirante Ingram, a necessidade de mais meios
navais o que a princípio foi negado e posteriormente aprovado
pelo almirante Spears, chefe da Pan-American Division.
A
princípio foi aprovado o envio de mais seis Classe G, mas
acabamos recebendo mais oito, chegando a um total de dez Classe G com
os dois que já tínhamos recebido no início.
Os oito Classe
G recebidos foram, o G3-Guaíba (PC-604),
G4-Gurupá (PC-605), G5-Guajará (PC-607), G6-Goiana
(PC-554), G7-Grajaú (PC-1236) e o G8-Graúna (PC-561).
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Caça-Submarino G8-Graúna da Classe G.
(Foto arquivo J. Cinquini)
Era intenção do
almirante Ingram, passar à Marinha
do Brasil várias atribuições na escolta e
caça-submarino no Atlântico Sul e para isso foram
transferidos à Marinha do Brasil, entre 1º de Agosto de
1944 e 20 de Maio de 1945, no porto de Natal, oito Contratorpedeiros-de-Escolta
(CTE), chamados nos Estados Unidos de Destroy
Scolt (DS), sendo somente substituídas as sua bandeiras e
tripulações.
Foram eles: B1-Bertioga (DE-175
Pennville),
B2-Beberibe (DE-178 Herzog), B3-Bracuí (DE-177 Reybolt),
B4-Bauru (DE-179 Mac Ann), B5-Baependi (DE-99 Cannon), B6-Benevente
(DE-100 Christofer), B7-Babitonga (DE-101 Algier) e B8-Bocaina (DE-174
Marte). Este último foi recebido já quando já
havia terminado a Guerra na Europa.
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O Contratorpedeiro-de-Escolta
CTE
B1-Bertioga.
(Foto arquivo J. Cinquini)
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O Contratorpedeiro-de-Escolta
CTE B2-Beberibe após a 2GM.
(Foto MB em NGB)
Entretanto,
a Marinha do
Brasil, dentro das suas possibilidades, no
Arsenal de Marinha no Rio de Janeiro, construiu três Contratorpedeiros
da Classe
M.
Eram eles o
Contratorpedeiro Marcílio Dias, recebido em 29 de novembro de
1943, Contratorpedeiro Mariz e Barros, recebido em 29 de novembro de
1943, e o Contratorpedeiro Greenhalgh, recebido em 29 de novembro de
1943.
O Contratorpedeiro Greenhalgh.
(Foto arquivo J. Cinquini)
Em 1941, uma empresa inglesa
tinha contratado a
construção de seis traineiras de pesca,
nos estaleiros da
Construção Laje, no Rio de Janeiro, mas vista a
necessidade de empregos navais na guerra, acabaram sendo cedidas pelo
governo inglês ao Brasil.
Elas foram chamadas de Corvetas pela
Marinha do Brasil, sendo: Vidal de Negreiros, Matias de
Albuquerque, Felipe Camarão, Henrique Dias, Fernandes Vieira e
Barreto de Menezes.
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foto
abaixo
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A Corveta Vidal de Negreiros.
(Foto arquivo J. Cinquini)
Os navios da Classe
J foram construídos durante a guerra e
visavam o baixo custo e equipamentos específicos para o combate
a submarino, deixando eles com uma pequena capacidade de combate contra
meios de superfície, como navios, sendo muito difícil de
combater nessas condições.
Uma característica
marcante dessa Classe
J era o fato deles possuírem casco de
madeira, o que acabou corroborando para o apelido carinhoso dados pelos
marinheiros brasileiros, os Caça-Paus.
Sua capacidade de emprego
em combates contra submarinos era muito boa, eles eram equipados com
sonar, um canhão de 76 mm / 23 mm, duas metralhadoras 20 mm
Oerlikon,
duas calhas para lançamento de cargas de profundidade de 300
libras e dois lançadores de morteiros do tipo K.
Propaganda de guerra contra os
submarinos alemães.
(Foto arquivo J. Cinquini)
A tripulação da Classe J
consistia em 28 homens. Devido ao seu pequeno
tamanho, a tripulação não tinha muito conforto e
muitas vezes as vestes eram reduzidas a calções e
sandálias - um fator interessante é que devido ao tempo
em alto mar ser grande e a tripulação ser pequena, a
integração entre oficiais e praças era constante,
apesar da hierarquia.
Os navios Classe
G foram desenvolvidos para substituir em
operação os Classe J. Eram maiores que seu antecessor e
tinham casco de ferro, recebendo o apelido de Caça-Ferro.
(Clique na
foto
abaixo
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Caça-Submarino
G3-Guaíba
da Classe G, um Caça-Ferro.
(Foto arquivo J. Cinquini)
Os Classe G,
estavam mais bem preparados para combate, apesar de serem
projetados e construídos durante a guerra para suprir a
necessidade de meios navais.
Eram equipados com sonar,
radar,
canhão 76 mm / 50, um lança foguetes (mousetrap), duas
metralhadoras de 20 mm Oerlikon, um canhão automático
singelo 40 mm Bofors, dois morteiros do tipo K e duas calhas para
lançamento de bombas de profundidade de 300 libras. A sua
tripulação era de 60 homens e as
acomodações eram melhores, o que não deixava de
exigir muito dos homens em viagens de alto mar.
Além das novas
aquisições, a Marinha do Brasil
atualizou os meios existentes para a guerra moderna, tendo os Cruzadores
Bahia e Rio Grande do Sul instalados sonar e duas calhas
para lançamento de bombas de profundidade da 300 libras.
O Cruzador Bahia fotografado
por dirigível em 1º de julho
de 1945, 3 dias antes de
explodir, acidentalmente, tendo
morrido seu comandante, o capitão de fragata
Garcia D'ávila, e mais 339 tripulantes.
(Foto US Navy em NGB)
Os Navios-Mineiros
Varredores da Classe Carioca receberam a
denominação de Corvetas,
foram retirados as calhas
lançadoras de minas e instalados calhas lançadoras de
bombas de profundidade de 300 libras e dois morteiros do tipo K.
Os Navios-Hidrográficos
Rio Branco e Jaceguai receberam calhas
para lançamento de bombas de profundidade, dois
lançadores de morteiros do tipo K e duas metralhadoras 20 mm
Oerlikon, transformados assim em Corvetas. No Navio Tanque
Marajó, foi instalado um canhão de 120 mm na popa e uma
metralhadora de 20 mm Oerlikon. No Tênder
Belmonte foram
reinstalados dois canhões de 120 mm.
Nos Contratorpedeiros
da Classe Pará foram instalados duas calhas para
lançamento de bomba de profundidade de 300 libras. Os
rebocadores
e demais navios auxiliares foram armados com uma ou duas
metralhadoras de 20 mm Oerlikon.
Em Santos, o Rebocador
São Paulo e o Iate
São Paulo,
ambos com o mesmo nome, foram artilhados com metralhadoras de 20 mm
Oerlikon.
Grande foto do Rebocador
São
Paulo.
(Foto arquivo J. Cinquini)
Quando do término da
Segunda Guerra Mundial, em 1945, a Marinha
do Brasil já não era mais aquela de 1942. Apesar da pouca
mudança, os anos de guerra e o seu engajamento na batalha junto
aos Aliados foram decisivos para o aprendizado e
aperfeiçoamento. Isso transformou a nossa Marinha em uma
verdadeira
especialista no combate e principalmente na luta anti-submarino.