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Marinha do Brasil  -  MB

Meios Disponíveis e Futuros


AVIAÇÃO NAVAL


PARTE 1

ASA FIXA




BASC - FAB e MB

Aviões dos Esquadrões Adelfi da FAB (A-1), Falcões da MB (A-4) e Pif-Paf
da FAB (F-5M) com o pessoal formado em frente ao lendário
e único
hangar de dirigíveis existente no mundo, na Base Aérea de Santa
Cruz (BASC), Rio de Janeiro, em 2009. O hangar tem
240 m de comprimento e 70 m de altura.
(Foto ComForAerNav)




Asas



Foraer

ComForAerNav


AVIAÇÃO NAVAL
ESTÁ DIVIDIDO EM 2 PARTES :




PARTE
NOME
1
ASA FIXA
2
ASA ROTATIVA


PARTE 1


O DEFESA BR é uma SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer
para manter a soberania sobre suas riquezas
das Amazônias Verde e Azul
com um conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB
.



INTRODUÇÃO

AVIAÇÃO NAVAL - ASA FIXA

O FUTURO CAÇA AF-2

AEW PARA O A-12 DA MB

AVIÕES ANFÍBIOS MULTITAREFA

FONTES & LINKS






INTRODUÇÃO


A história da Aviação Naval Brasileira se inicia em 1911, apenas 5 anos após a invenção do avião por Santos Dumont, tida em 1906. Naquele ano, a Marinha do Brasil patrocinou o curso de seu primeiro piloto na França.


Em 23 de agosto de 1916, o presidente Wenceslau Braz assinou o decreto de criação da Escola de Aviação Naval (EAvN), sendo ela a primeira escola de aviação militar do Brasil e, portanto, o berço de nossa aviação militar.


Nesses mais de 90 anos de existência, a Aviação Naval vem traçando um trajetória marcada pelo pioneirismo e bravura. Em 1916, a MB já fazia história com a aeronave Curtiss F 1916, iniciando a conquista da operação aérea em proveito dos meios da Esquadra.


Fatos que vão desde a realização do primeiro deslocamento aéreo no Brasil, passando pela participação na 1ª Grande Guerra, integrando o 10° Grupo de Operações de Guerra da RAF, até os dias atuais, nas operações com asa fixa embarcada no NAe São Paulo, o que coloca a MB em um seleto grupo dentre as marinha do Mundo.


A Aviação Naval se faz hoje presente em todo o território nacional, desde a Amazônia Azul até a Verde, através de seus Esquadrões Distritais (HU-3 em Manaus-AM, HU-4 em Ladário-MS e o HU-5 em Rio Grande-RS) e dos demais Esquadrões (HI-1, HU-1, HU-2, HA-1, HS-1 e VF-1) que formam o complexo aeronaval de São Pedro da Aldeia.


Este complexo
compreende ainda o Comando da Força Aeronaval, Base Aéra Naval de São Pedro da Aldeia (BAeNSPA), Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval (CIAAN), e o Depósito Naval de São Pedro da Aldeia (DepNavSPA).


Na Amazônia Verde, ela presta apoio na área da saúde às populações ribeirinhas e patrulha nossa vias fluviais, no Pantanal, protegendo as nossa fronteiras e se estendendo até o Continente Antártico, apoiando a Estação Antártica Comte. Ferraz (EACF) e compondo o Destacamento Aéreo Embarcado (DAE) no Napoc Ary Rongel, apoiando também o desenvolvimento científico do Brasil.




AVIAÇÃO NAVAL - ASA FIXA  


A Aviação de Asa Fixa da Marinha do Brasil está em pleno renascimento desde 1998, depois de décadas perdidas. Isso também se deve à chegada do Navio-Aeródromo A-12 São Paulo em 2001.



AF-1  Dupla no A-12
 
Dupla de AF-1 no convôo do A-12 São Paulo.
 (Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



Para uma missão de introdução doutrinária da aviação orgânica, foram adquiridos do Kuwait, em 27 de abril de 1998, 23 aparelhos A-4 Skyhawk usados, em perfeito estado, sendo 20 aeronaves tipo A-4KU monoplace e 3 TA-4KU biplace para treinamento. Na MB, elas foram denominadas AF-1 e AF-1A, passando a mobiliar o Esquadrão VF-1.



AF-1 na BAENSPA

AF-1A (2 assentos) na Base Aérea Naval de São Pedro D´Aldeia - BAENSPA  (RJ).
São 23 aparelhos A-4 Skyhawk, sendo 3 utilizados para treinamento (AF-1A).
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha, feita pelo Ten. Cláudio Mello).



Dos A-4, somente 12 estavam em alguma condição de uso no final de 2008 e poderiam ser modernizados. Pautado na END e com o objetivo de capacitar estas aeronaves, foi assinado, no dia 14 de abril de 2009, o contrato de modernização de 12 aeronaves AF-1 e AF-1A com a Embraer, que exercerá as funções de contratada principal, tendo a responsabilidade de administrar todas as fases do projeto e de entregar as aeronaves prontas para operação, a partir de 2012 com conclusão em 2014.


A modernização contempla uma nova arquitetura de aviônica, motorização, revisão da estrutura da aeronave, instalação de novo radar, substituição de todo o sistema de geração de energia e de geração de oxigênio. As modificações a serem implementadas terão como resultado final uma plataforma atualizada, garantido sua operação na MB por um período superior a quinze anos, e com sua completa capacidade de combate recuperada.



AF-1 Decolagem A-12

AF-1 A-4 Skyhawk preparando decolagem do A-12.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha).



Estão cumprindo o papel esperado designados como AF-1 (Vídeos 2), formando o 1º Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque (VF-1) (2) (3), os "Falcões" (Álbum), no BAeNSPA (Base Aérea Naval de São Pedro D'Aldeia - RJ) e no A-12. O VF-1 foi criado em 2 de outubro de 1998.



Brasão do VF-1 Falcões


Revista
Macega



Para tornar-se membro dos "Falcões" do VF-1, é necessário passar por um árduo e difícil processo de qualificação por 3 anos. Os 2 primeiros anos são de curso básico e intermediário na Academia da Força Aérea - AFA, em Pirassununga, interior de São Paulo, e no CATRE de Natal.


No primeiro ano, realizam o treinamento básico de aviação nas aeronaves T-25 Universal, com 60 horas de vôo. Depois, os selecionados fazem mais um ano de curso intermediário no 2° Esquadrão de Instrução Aérea (2º/5º GAv "Joker" - CATRE de Natal) onde voam o T-27 Tucano em mais 120 horas.



AF-1 Visto de Baixo

AF-1 A-4 Skyhawk visto de baixo.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



AF-1 no Convôo do A-12

Alguns AF-1 A-4 Skyhawk, no convôo do A-12.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



O terceiro e último ano é dedicado somente a pousos em NAes - Curso Avançado (Advanced Jet Training Program), e costumava ser feito na NAS Meridien, no Mississipi NAS, com T-45 Goshawk (A & C).



(Clique na foto abaixo para ampliação)

T-45

Três T-45-A Goshawk em convôo de NAe da US Navy.
(Foto Boeing)



Antes, ficava-se 6 meses em San Antonio, no Texas, em um curso de inglês com completa imersão, dividido em básico e técnico.


Depois, o candidato
partia para o curso avançado. Porém, antes de voar fazia um mês de “Ground School” (que seria escola em terra) e duas semanas de simulador. A seguir, começava mesmo a voar o T-45A e/ou o T-45C no Esquadrão de Treinamento VT-7.


O T-45C tem cockpit digital e é uma versão mais moderna e avançada que o T-45-A, com cockpit analógico, tendo sido ambos adaptações para operações embarcadas do famoso BAe Hawk.




(Clique na foto abaixo para ver imagem gigante do T-45A)

T-45A Goshawk

Um  T-45A Goshawk do Carrier Training Wing One (CTW-1)
no convôo do CVN 72 USS Abraham Lincoln, em junho de 2004.
(Foto U.S. Navy)



Ao final do processo, para ser qualificado o candidato precisava realizar em 2 dias 12 pousos e 2 toques seguidos de arremetidas em um NAe americano designado. Era o momento mais aguardado e nervoso. Na volta ao Brasil, havia a qualificação para o AF-1 na MB, o qual precisa ser constantemente renovado.



AF-1 Pousando no A-12

AF-1 pousando no convôo do A-12.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha).




O FUTURO CAÇA AF-2



Nesta quarta fase da Aviação Naval da MB, em que passou a operar aeronaves a reação de asa fixa, é essencial decidir qual será o caça multimissão que atuará junto com os 12 AF-1 do Esquadrão VF-1, os quais serão modenizados pela Embraer, disponíveis para o NAe A-12 São Paulo em um futuro próximo.


Em meados de 2008, já deve haver algo próximo a 35 pilotos qualificados para os AF-1. Haveria sempre 2 indo para o
Curso Avançado da US Navy e outros cumprindo as várias etapas de sua formação e qualificação.


Com todo esse esforço, em que cada piloto qualificado custa mais de US$ 0,5 milhão (US$ 1 milhão seria por 3 anos na US Navy), entende-se que a MB prepara-se para algum dia complementar sua Aviação Naval com mais um esquadrão de interceptação e ataque, composto de 20 Caças Multimissão de 4ª Geração.



O futuro caça deverá desempenhar a contento missões de ataque no solo e no mar, apoio a tropas e, principalmente, interceptação como um Caça de Defesa de Frota (CDF). Será o AF-2, de um novo Esquadrão, o VF-2.



AVIAÇÃO NAVAL DA MB

ESQUADRÕES

INTERCEPTAÇÃO E ATAQUE



ESQUA
DRÃO
APELIDO
DESIG
NAÇÃO
CAÇA
AERO
NAVES
TREINA
MENTO
PILO
TOS
VF-1
FALCÕES
AF-1
A-4 Skyhawk
10
2
14
VF-2
(FUTURO)
AF-2
(FUTURO CDF
MULTIMISSÃO)
15
3
21




25
5
35

Serão 12 A-4, sendo 2 biplaces somente para treinamento.
Idem para o CDF, com 18 aeronaves, sendo 3 biplaces de treinamento.
O ideal será ter pelo menos 2 pilotos por aeronave monoplace embarcada (total de 50).




Essa decisão será importante mesmo para os futuros NAes brasileiros. Uma escolha correta colocará a MB no caminho certo para estar entre as mais fortes e eficazes marinhas do mundo em um futuro próximo.


Somente uma Aviação Naval Embarcada poderosa estará apta a enfrentar e vencer os imprevisíveis desafios que estão por vir com a crescente instabilidade internacional.


Dadas as características leves do A-12 e o enorme potencial dos mísseis russos, uma escolha ideal hoje seria a do MiG-29 K, versão naval embarcável do famoso caça interceptador russo da MiG-MAPO, a serem adquiridas 20 aeronaves, sendo 2 de treinamento, perfeita opção para a transição (doutrinária) para os futuros NAes modernos da Marinha do Brasil.



MiG-29 K2 Biposto
                                      
 MiG-29 K2 Biposto.
(Foto MiG-MAPO)




A grande opção da MB seria a do caça multimissão SU-33 FLANKER NAVAL, com os mesmos armamentos do MiG-29 K (2 3). Ambos carregam MÍSSEIS ultra-poderosos como o fantástico MOSKIT, o YAKHONT (ambos antinavio), o ZVEZDA (anti-radar) e os tradicionais R-73 e R-77.


É dito que o Su-33 é demasiadamente pesado para o A-12. Entretanto, engenheiros russos visitaram o NAe, avaliaram os elevadores e concluíram que seria possível operar o Flanker do convôo do São Paulo. E em 2005, a
MB recebeu uma proposta de venda de 14 aeronaves Su-33 novas por apenas US$ 300 milhões.


Comentava-se que a atual modernização do A-12 incluiria uma reforma das catapultas para uma capacidade de fazer decolar aeronaves com até 25 mil kg, mas isso jamais foi confirmado.



(Clique na foto abaixo para conhecer mais detalhes sobre o Flanker Naval)

Su-33 Flanker Naval

O Flanker Naval Su-33 no Convôo do Kuznetsov com flexionamento das asas.
Desde 1995, 20 aparelhos operam na Marinha Russa.



O projeto MiG-35 (ex-MiG-29 OVT) ficou pronto em 2005, depois de anos de pesquisas, e foi oferecido ao "Projeto FX" da Índia, para a compra de 126 aeronaves de combate. Ele seria ideal para uso em NAes e em pistas curtas na Amazônia em grande número, com os conhecidos e respeitáveis mísseis russos.



MiG-29 OVT

 MiG-35 com TVC.
(Foto MiG-MAPO)



Entretanto, as únicas opções que o Brasil estudaria são o Rafale Marine e o F/A-18 E/F Super Hornet, pelo que aconteceu no FX-2 da FAB em 2008/9.



Rafale no Foch

Rafale Marine (M) pousando no R-99 Foch, hoje A-12 São Paulo.
(Foto Marine Nationale Française)



VÍDEO - DASSAULT RAFALE (04:10 MIN)







F18



A princípio, a próxima geração mundial de caças de alto desempenho só deverá ter o F-35 (2) JSF, desenvolvido pela Lockheed Martin e previsto para operar a partir de 2012 (mas ainda incerto), o F-22 Raptor e o T-50 PAK FA russo, que poderá operar em Navios-Aeródromos também a partir de 2012.


Sabe-se que os novos motores 117C permitirão ao T-50 operar em pistas curtas, de 300 a 400 m de extensão. Adaptados para o meio naval, poderão vir a ter excelente performance.


Outra perspectiva interessante para uso embarcado em NAes com pistas menores - de 160 metros - será o X-31 Vector com já comprovada capacidade
ESTOL, além de empuxo vetorado.


Chegou a ser anunciado em 2008 que o Brasil participaria no desenvolvimento do PAK FA (Perspektivnyi Aviatsionnyi Kompleks Frontovoy Aviatsii - Sistema Aéreo Futuro para Forças Aéreas Táticas - contrapartida do JSF), devido ao acordo, que também abrange o desenvolvimento aeronáutico e aeroespacial com a Rússia (veja em ALIANÇAS). Mas com a saída do Su-35BM do FX-2, isso ficou mais distante.


O MiG - MFI 1.42 poderia ter sido outro magnífico avanço com características STEALTH (contrapartida do F-22), mas um tanto improvável de vir a ser realidade, pois é apenas demonstrador de tecnologia.


Com verbas adequadas para Construção e PD&I da MB e da FAB, além da garantia de encomendas firmes para os parceiros privados, o Brasil poderá desenvolver o CAÇA AVANÇADO (para uso embarcado tanto pela MB como pela FAB), junto com algum parceiro de peso.




AEW PARA O A-12 DA MB


Veja a Operação ARAEX 2002, em que o AEW S-2 Turbo Tracker (Vídeo) e o Super Etendard, ambos da Argentina, operaram a partir do São Paulo.



S-2 Turbo Tracker da Armada Argentina no A-12

Um S-2 Turbo Tracker da Armada Argentina
pousando no A-12 durante a Operação ARAEX 2002.
Pode interessar à MB ter alguns S-2 Modernizados para AEW, REVO e EG.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



A Marinha do Brasil identificou opções de aviões AEW para atuarem embarcados no NAe A-12 São Paulo, também para Emprego Geral e REVO. Ressalte-se que tal missão pode ser compartilhada por aviões e helicópteros com vantagens mútuas, conforme o artigo Programa AEW-N do site Sistemas de Armas.


A escolha mais sofisticada, atualmente, seria o E-2C HAWKEYE, largamente utilizado pela US Navy em seus espaçosos NAes (CVNs). A versão mais moderna é a Hawkeye 2000 com o radar APS 145, mais avançado.



(Clique na foto abaixo para ver imagem gigante do E-2C)

E-2C Hawkeye - Decolagem do CVN 74 USS John C. Stennis

Sensacional foto de um E-2C Hawkeye decolando do NAe Nuclear
CVN 74 USS John C. Stennis, da Classe Nimitz, no Mar do Sul
da China,
em 6 de setembro de 2004. Este pertence aos  "Black
Eagles" do Carrier Airborne Early Warning Squadron One One
Three - VAW-113, do Carrier Air Wing Fourteen - CVW-14.

(Foto U.S. Navy 040906-N-6213R-011)



A França possui 3 unidades de E-2C para seu NAe CDG, com seus eternos problemas. É a plataforma ideal para C4ISR. A princípio, seria interessante a MB possuir 2 E-2C para AEW no NAe A-12, mas essa aeronave tem peso elevado demais para seus elevadores e as catapultas são pequenas demais para lançá-la.



E-2C Hawkeye - Decolagem do CV Kitty Hawk

Um E-2C Hawkeye preparando-se para decolar do CV Kitty Hawk.
(Foto U.S. Navy)



E-2C - Hawkeye no CVN 76

E-2C Hawkeye 2000 no Convôo do CVN 76 USS
Ronald Reagan, Rio de Janeiro, em junho de 2004.
(Foto Luiz Padilha)



O E-2D Advanced Hawkeye foi desenvolvido pela Northrop Grumman para ser o sucessor do E-2C Hawkeye e tornar-se a última versão embarcada da aeronave de alerta antecipado da US Navy. Há um contrato de US$ 2 bilhões, com sua entrada em serviço prevista para 2011, e o rollout da primeira unidade ocorreu em abril de 2007.



E-2D Advanced Hawkeye

Protótipo do novo E-2D.
(Foto
Northrop Grumman)



Ele até parece com o E-2C, porém a antena rotativa foi substituída pela nova L-3 Randtron de escaneamento eletrônico e colocado um radar APY-9 com cobertura de 360º. Sua estrutura foi reforçada para suportar os sucessivos pousos e decolagens nos Navios-Aeródromos.


O E-2D possui toda uma nova estação digital de operações, processadores de dados de missão, medidas eletrônicas de suporte e comunicação por satélite. Ele é movido por
um par de turbo-hélices Rolls-Royce T56-427A.



E-2D Advanced Hawkeye

Esquema do E-2D.
(Arte
Northrop Grumman)



A MB já operou há tempos o Grumman S-2T Tracker (dos anos 50), como avião anti-submarino no NAe A-11 Minas Gerais, e se preparava para ter um Turbo Tracker modernizado. Os Trackers foram fabricados para terem longa sobrevida e existem células estocadas no deserto de Mojave com muito menos tempo de mar que as aposentadas pela MB.


No final de 2008, ressurgiu a possibilidade de adaptar-se Trackers com remotorização nos moldes dos seus pares em atividade na Argentina.
Essa modernização dos sistemas propulsivos será feita com a instalação de motores turbo-hélice Honneywell TPE 331-14GR.


Serão 2 modelos diferentes, com um total de 5 aparelhos sendo modernizados pela Embraer com entregas previstas em 2011 e 2012.
O primeiro modelo a ser entregue deverá vir em uma configuração COD, de serviço de transporte de tripulantes, cargas e correio entre terra e NAe, com 3 aparelhos.


Ocorre que um destes
CODs será configurado como aeronave-tanque para a realização da função de reabastecimento em vôo (REVO). Os outros 2 COD poderão um dia ser convertidos com certa facilidade para REVO.


O segundo modelo deverá ser dedicado a AEW&C, sendo encomendados 2 aparelhos, e sua entrega deverá levar até 3 anos.



(Clique na foto abaixo para ampliação)

Turbo Tracker

Outra foto de S-2 Turbo Tracker da Armada Argentina
pousando no A-12 durante a Operação ARAEX 2002.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



A operação dos aviões argentinos a bordo do A-12 já demonstrou a compatibilidade entre avião e navio e uma empresa americana que ofereceu a modernização antes dava garantia de 15 anos. Essa solução econômica poderia acelerar o desenvolvimento de doutrinas desse tipo de operação no Brasil.


n


Em outubro de 2009, foi noticiado que a MB já teria adquirido nos EUA cinco aeronaves S-2T Traker, existindo opções para mais 5 outras células.


As 5 aeronaves estariam em ótimo estado e seriam submetidas a uma revisão total na Embraer, recebendo nova motorização turbohélice e aviônica moderna.


Esses Trackers serão convertidos em aeronaves de alerta aéreo antecipado, cargueiros e reabastecedores embarcados.



Clique na arte abaixo para ampliação.

S-2T

Projeto do Turbotracker AEW para a MB.
(Arte Embraer)



Deve-se mencionar uma outra possibilidade, a do Beriev A-50 Mainstay russo, atualmente baseado na plataforma Ilyushin IL-76.



Clique na arte para saber mais detalhes do Beriev A-50
no site da FAS (Federation of American Scientists)

Beriev A-50

O Beriev A-50 Mainstay da Rússia é uma aeronave SDRLO

(Long Range Detection System) baseado no avião de transporte
Ilyushin IL-76. É um concorrente menos sofisticado do E-3 Sentry
americano. Vem sendo negociado para a Índia e a China.
(Foto Beriev Aircraft Company 2)



Já o S-3B VIKING (21.600 kg) foi projetado para caçar submarinos nucleares soviéticos (ASW). Com o fim da Guerra Fria, passou a ter um papel estratégico e versátil a bordo dos NAes Americanos, com gradual descomissionamento na US Navy (pdf) até 2009.


Como um multi-missão, pode atuar como REVO, busca e resgate, reconhecimento e análise eletrônica, AEW, comando e controle, ataque de míssil de precisão, guerra aérea, de superfície, submarina, anfíbia, OTHT, missões de suporte à frota, etc.



(Clique na foto abaixo para ver imagem gigante do Viking)

S-3B Viking em REVO

Um S-3B Viking do Esquadrão VS-30, os "Diamond Cutters", durante REVO a
um F/A-18A dos "Blue Angels", famoso grupo de demonstração da US Navy.
  (Foto U.S. Navy 050418-N-0000X-001)



O S-3B é chamado de "canivete suíço da Aviação Naval" na US Navy pelo motivo acima. É empregado hoje o modelo S-3B, tendo um longo alcance de 4.260 km (2.300 mn) e altitude máxima de 12.200 m. Seu tanque de enorme capacidade permite que permaneça em vôo por horas a fio.


Com somente 3 tripulantes (antes 4), o Viking "War Hoover" possui detetor de anomalia magnética, radar de alta resolução, GPS, sistema FLIR, ESM passiva, até 60 sonobóias, chaff, 2 mísseis anti-navio AGM-84D Harpoon e 2 ar-terra AGM-65 Maverick, além de 4 torpedos Mk 46, cargas de profundidade Mk 54 e minas Mk 53.



S-3 Viking Lançando Míssil Harpoon

O S-3B Viking do Esquadrão VS-21 da US Navy
disparando míssil AGM-84 Harpoon.
(Foto US Navy)



Sabe-se que a US Navy ofereceu durante a FIDAE 2006 do Chile 100 unidades de S-3B ao Brasil, Argentina, Chile e Peru. Com 10 unidades sendo modernizadas e até remotorizadas, o A-12 estaria muito bem equipado e muito mais capacitado para a sua missão. Veja ALA AÉREA ALTERNATIVA.


Mais de 100 aeronaves dos 6 Esquadrões de S-3B da Naval Air Station de Jacksonville, Florida, vêm sendo descomissionadas desde 2007, sendo um último esquadrão desativado somente em 2009.


Alguns fatos :

       g   Custo : US$ 27 milhões;

       g   Tripulação : 2 a 4, dependendo da missão;

       g   Entrada em serviço : 1975 + Upgrade;

       g   Baseados em Jacksonville : 1997;

       g   Esquadrões ativos (5) : VS-22 'Checkmates', VS-24 'Scouts',
            VS-30 'Diamondcutters', VS-31 'Topcats', e VS-32 'Maulers'; e

       g   Missão: era ASW até o fim da guerra fria. Hoje, é proteção
             à frota e REVO.




(Clique na foto abaixo para ver imagem gigante)

S-3B e Bush

S-3B Viking "NAVY ONE" do Esquadrão 35 (VS-35) Blue
Wolves of Sea Control trazendo o Presidente Bush a bordo
do CVN 72 USS Abraham Lincolm em 1º de maio de 2003
.
(Foto US Navy 030501-N-6020P-017)




AVIÕES ANFÍBIOS MULTITAREFA


A MB poderia vir a utilizar Barcos Voadores (aviões anfíbios) leves capazes de realizarem variadas tarefas para emprego no Atlântico, na Amazônia e no Pantanal Matogrossense.


O Anfíbio Leve Beriev Be-103 poderia cumprir missões de apoio à esquadra e à marinha mercante em áreas costeiras, servindo como transporte de pessoal e suprimentos, busca & resgate, salvamento e socorro médico urgente, além de patrulhamento fluvial contra tráfico, contrabando (madeireiras), queimadas, etc.



(Clique na foto abaixo para ver página do Be-103)

Be-103

Beriev Be-103 Light Amphibious Aircraft.

(Foto Beriev Aircraft Company)



Vídeo do Beriev Be-103 (1,2 Mb)



O Brasil foi o 2º País do mundo a homologar o Be-103, através do CTA, sendo os EUA o 1º. Atualmente, correm processos de homologação na China e no Canadá.


O Be-103 é um bimotor capaz de voar entre 500 e 3 mil metros de altitude, a uma velocidade máxima de 250 km/hora. Esse Barco Voador tem autonomia de 1,2 mil km, com capacidade para cinco passageiros ou 390  kg de carga, pesando apenas 1,9 ton. O preço de um Be-103 é estimado entre US$ 600 mil e US$ 750 mil.



(Clique na foto abaixo para ver página do A-40)

A-40

Já o Beriev A-40 Albatross é um Multiporpose Amphibious Aircraft.
Trata-se do maior avião anfíbio do mundo e tem alcance de 5.500 km.
(Foto Beriev Aircraft Company)




Outro sucesso é o pesado Beriev Be-200, resultado de conhecimentos acumulados com os estudos dos Ekranoplanos, que seriam quase navios com aspecto de aviões deslizando sobre as águas. Trata-se de uma versão atual e muito menor do famoso A-40.


O Be-200 teria grande capacidade de cumprir missões de apoio à MB, servindo como transporte de passageiros e cargas, busca & resgate, salvamento e socorro médico urgente, além de combate a incêndios em eventualidades, tanto no Brasil como no exterior. Ele pode carregar até 12 mil litros de água.



(Clique na foto abaixo para ver imagem gigante do Be-200)

Be-200

Beriev Be-200 em combate a incêndio.
(Foto Beriev Aircraft Company)





BASE AÉREA NAVAL - BAENSPA



Heráldica da BAeNSPA



A Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia (BAeNSPA) foi criada pelo decreto Nº 58.378, de 10 de maio de 1966. É a casa em terra do Esquadrão VF-1 Falcões, dos esquadrões de asa rotativa e dos demais futuros esquadrões de asa fixa da MB.



BAeNSPA

BAeNSPA - Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



Entre outubro de 2008 e julho de 2009, sua pista de pouso sofreu reformas, com alargamento lateral e substituição dos rejuntes das placas de concreto, aumentando a segurança das operações aéreas. Houve ainda a reforma dos pátios e das pistas de táxi.


O aeródromo deixou a homologação Categoria “3-A”, indo para
“3-C”, com sua capacidade ampliada para a operação de aeronaves de maior envergadura, até o porte do A-320 Presidencial.


Isso significa um grande incremento na capacidade operacional da BAeNSPA, permitindo um melhor apoio às operações combinadas que envolvam aeronaves de grande porte, bem como uma alternativa segura para as aeronaves civis em emergência que estejam voando sob o Controle de Aproximação do Aeródromo da BAeNSPA, que também foi expandido.





FONTES & LINKS


MB - Comando da Força Aeronaval - ComForAerNav

ALIDE : VF-1 - Os Falcões do Deserto


Aviação Naval Brasileira (em Rudnei Cunha)

Infomar - Aeronaves AEW   Caças I  Caças II

Aviação Naval Brasileira (em Poder Naval)

Air Scene - São Pedro D'Aldeia

Fuerzas Navales (AR) - MB - Força Aeronaval

RDAVP Aviation - VF-1 "Falcões" Hawks

Naval Aviation History

Naval Aviation News

Beriev Aircraft Company

ALIDE - 90 Anos da Aviação Naval




VÍDEOS


Red Team : Rafale e Foch (São Paulo)


Vídeo de S-2T decolando do A-12

US Navy NewsStand - Air Wings - Summer Pulse 04 - Alas Aéreas nos 7 CVBGs da Summer Pulse 04 (31 JUL 2004).

US Navy NewsStand - E-2C - Upgrades do E-2C Hawkeye (18 AGO 2004).

US Navy NewsStand - F-14 Tomcat Retires - Sobre a retirada de serviço dos fantásticos F-14, que foram introduzidos na frota em 1974, no USS Enterprise (14 SET 2004).

Vídeo do Beriev Be-103 (1,2 Mb)

Red Team - JSF On Royal Navy - Operação do JSF em NAe da Marinha do Reino Unido.

Videos do You Tube





PARTE
NOME
1
ASA FIXA
2
ASA ROTATIVA






Volta ao MB

Volta ao NAe A-12




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