Home


Marinha do Brasil  -  MB

Meios Disponíveis e Futuros


AVIAÇÃO NAVAL


PARTE 1

ASA FIXA






BASC - FAB e MB

Aviões dos Esquadrões Adelfi da FAB (A-1), Falcões da MB (A-4) e Pif-Paf
da FAB (F-5M) com o pessoal formado em frente ao lendário e único
hangar de dirigíveis existente no mundo, na Base Aérea de Santa
Cruz (BASC), Rio de Janeiro, em 2009. O hangar tem
240 m de comprimento e 70 m de altura.
(Foto ComForAerNav)



Asas



Foraer

ComForAerNav


AVIAÇÃO NAVAL
ESTÁ DIVIDIDO EM 2 PARTES:




PARTE
NOME
1
ASA FIXA
2
ASA ROTATIVA


PARTE 1


O DEFESA BR é uma SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer
para manter a soberania sobre suas riquezas
das Amazônias Verde e Azul
com um conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB
.



INTRODUÇÃO

AVIAÇÃO NAVAL - ASA FIXA

O FUTURO CAÇA AF-2

AEW COD E REVO PARA O A-12 DA MB

AVIÕES ANFÍBIOS MULTITAREFA

FONTES & LINKS






INTRODUÇÃO


A história da Aviação Naval Brasileira se inicia em 1911, apenas 5 anos após a invenção do avião por Santos Dumont, tida em 1906. Naquele ano, a Marinha do Brasil patrocinou o curso de seu primeiro piloto na França.


Em 23 de agosto de 1916, o presidente Wenceslau Braz assinou o decreto de criação da Escola de Aviação Naval (EAvN), sendo ela a primeira escola de aviação militar do Brasil e, portanto, o berço de nossa aviação militar.


Nesses mais de 90 anos de existência, a Aviação Naval vem traçando um trajetória marcada pelo pioneirismo e bravura. Em 1916, a MB já fazia história com a aeronave Curtiss F 1916, iniciando a conquista da operação aérea em proveito dos meios da Esquadra.


Fatos que vão desde a realização do primeiro deslocamento aéreo no Brasil, passando pela participação na 1ª Grande Guerra, integrando o 10° Grupo de Operações de Guerra da RAF, até os dias atuais, nas operações com asa fixa embarcada no NAe São Paulo, o que começava a colocar a MB em um seleto grupo dentre as marinha do mundo.


A Aviação Naval se faz hoje presente em todo o território nacional, desde a Amazônia Azul até a Verde, através de seus Esquadrões Distritais (HU-3 em Manaus-AM, HU-4 em Ladário-MS e o HU-5 em Rio Grande-RS) e dos demais Esquadrões (HI-1, HU-1, HU-2, HA-1, HS-1 e VF-1) que formam o complexo aeronaval de São Pedro da Aldeia.


Este complexo
compreende ainda o Comando da Força Aeronaval, Base Aéra Naval de São Pedro da Aldeia (BAeNSPA), Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval (CIAAN), e o Depósito Naval de São Pedro da Aldeia (DepNavSPA).


Na Amazônia Verde, ela presta apoio na área da saúde às populações ribeirinhas e patrulha nossa vias fluviais, no Pantanal, protegendo as nossa fronteiras e se estendendo até o Continente Antártico, apoiando a Estação Antártica Comte. Ferraz (EACF) e compondo o Destacamento Aéreo Embarcado (DAE) no Napoc Ary Rongel, apoiando também o desenvolvimento científico do Brasil.




AVIAÇÃO NAVAL - ASA FIXA  


A Aviação de Asa Fixa da Marinha do Brasil está em pleno renascimento desde 1998, depois de décadas perdidas. Isso também se deve à chegada do Navio-Aeródromo A-12 São Paulo em 2001.



AF-1  Dupla no A-12

Dupla de AF-1 no convôo do A-12 São Paulo.
 (Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



Para uma missão de introdução doutrinária da aviação orgânica, foram adquiridos do Kuwait, em 27 de abril de 1998, 23 aparelhos A-4 Skyhawk usados, em perfeito estado, sendo 20 aeronaves tipo A-4KU monoplace e 3 TA-4KU biplace para treinamento.


Na MB, elas foram denominadas AF-1 e AF-1A, passando a mobiliar o Esquadrão VF-1.



AF-1 na BAENSPA

AF-1A (2 assentos) na Base Aérea Naval de São Pedro D´Aldeia - BAENSPA  (RJ).
São 23 aparelhos A-4 Skyhawk, sendo 3 utilizados para treinamento (AF-1A).
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha, feita pelo Ten. Cláudio Mello).



Dos A-4 adquiridos, somente 12 unidades estavam em alguma condição de uso no final de 2008 e poderiam ser modernizados.


Pautado na END e com o objetivo de capacitar estas aeronaves, foi assinado, no dia 14 de abril de 2009, o contrato de modernização de 12 aeronaves AF-1 e AF-1A com a Embraer, que exerce as funções de contratada principal, tendo a responsabilidade de administrar todas as fases do projeto e de entregar as aeronaves prontas para operação, a partir de 2013 com conclusão em 2015.


A modernização contempla uma nova arquitetura de aviônica, motorização, revisão da estrutura da aeronave, instalação de novo radar, substituição de todo o sistema de geração de energia e de geração de oxigênio.


As modificações a serem implementadas terão como
resultado final uma plataforma atualizada, garantido sua operação na MB por um período superior a quinze anos, e com sua completa capacidade de combate recuperada.



AF-1 Decolagem A-12

AF-1 A-4 Skyhawk preparando decolagem do A-12.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha).



Estão cumprindo o papel esperado designados como AF-1, formando o 1º Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque (VF-1), os "Falcões" no BAeNSPA (Base Aérea Naval de São Pedro D'Aldeia - RJ) e no A-12. O VF-1 foi criado em 2 de outubro de 1998.



Brasão do VF-1 Falcões


Revista
Macega



Para tornar-se membro dos "Falcões" do VF-1, é necessário passar por um árduo e difícil processo de qualificação por 3 anos. Os 2 primeiros anos são de curso básico e intermediário na Academia da Força Aérea - AFA, em Pirassununga, interior de São Paulo, e no CATRE de Natal.


No primeiro ano, realizam o treinamento básico de aviação nas aeronaves T-25 Universal, com 60 horas de vôo. Depois, os selecionados fazem mais um ano de curso intermediário no 2° Esquadrão de Instrução Aérea (2º/5º GAv "Joker" - CATRE de Natal) onde voam o T-27 Tucano em mais 120 horas.



AF-1 Visto de Baixo

AF-1 A-4 Skyhawk visto de baixo.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



AF-1 no Convôo do A-12

Alguns AF-1 A-4 Skyhawk, no convôo do A-12.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



O terceiro e último ano é dedicado somente a pousos em NAes - Curso Avançado (Advanced Jet Training Program), que costumava ser feito na NAS Meridien, no Mississipi NAS, com T-45 Goshawk (A & C).



(Clique na foto abaixo para ampliação)

T-45

Três T-45-A Goshawk em convôo de NAe da US Navy.
(Foto Boeing)



Antes, ficava-se 6 meses em San Antonio, no Texas, em um curso de inglês com completa imersão, dividido em básico e técnico.


Depois, o candidato
partia para o curso avançado. Porém, antes de voar fazia um mês de “Ground School” (que seria escola em terra) e duas semanas de simulador. A seguir, começava mesmo a voar o T-45A e/ou o T-45C no Esquadrão de Treinamento VT-7.


O T-45C tem cockpit digital e é uma versão mais moderna e avançada que o T-45-A, com cockpit analógico, tendo sido ambos adaptações para operações embarcadas do famoso BAe Hawk.




(Clique na foto abaixo para ver imagem gigante do T-45A)

T-45A Goshawk

Um  T-45A Goshawk do Carrier Training Wing One (CTW-1)
no convôo do CVN 72 USS Abraham Lincoln, em junho de 2004.
(Foto U.S. Navy)



Ao final do processo, para ser qualificado o candidato precisava realizar em 2 dias 12 pousos e 2 toques seguidos de arremetidas em um NAe americano designado.


Era o momento mais aguardado e nervoso. Na volta ao Brasil, havia a qualificação para o AF-1 na MB, o qual precisa ser constantemente renovado. Com a longa parada do A-12 para reforma, não se sabe como e se foi dada continuidade a esse processo.




AF-1 Pousando no A-12

AF-1 pousando no convôo do A-12.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha).




O FUTURO CAÇA AF-2



Nesta quarta fase da Aviação Naval da MB, em que passou a operar aeronaves a reação de asa fixa, é essencial decidir qual será o caça multimissão que atuará junto com os 12 AF-1 do Esquadrão VF-1, os quais estão sendo modenizados pela Embraer, disponíveis para o NAe A-12 São Paulo em um futuro próximo.


Em 2009, já devia haver algo próximo a 35 pilotos qualificados para os AF-1. Possivelmente, haveria sempre 2 indo para o
Curso Avançado da US Navy e outros cumprindo as várias etapas de sua formação e qualificação.


Com todo esse esforço, em que cada piloto qualificado custa mais de US$ 0,5 milhão (US$ 1 milhão seria por 3 anos na US Navy), entende-se que a MB prepara-se para algum dia complementar sua Aviação Naval com mais um esquadrão de interceptação e ataque, composto de 18 Caças Multimissão de 4ª Geração.



O futuro caça deverá desempenhar a contento missões de ataque no solo e no mar, apoio a tropas e, principalmente, interceptação como um Caça de Defesa de Frota (CDF). Será o AF-2, de um novo Esquadrão, o VF-2.



AVIAÇÃO NAVAL DA MB

ESQUADRÕES

INTERCEPTAÇÃO E ATAQUE



ESQUA
DRÃO
APELIDO
DESIG
NAÇÃO
CAÇA
AERO
NAVES
TREINA
MENTO
PILO
TOS
VF-1
FALCÕES
AF-1
A-4 Skyhawk
10
2
14
VF-2
(FUTURO)
AF-2
(FUTURO CDF
MULTIMISSÃO)
15
3
21




25
5
35

Serão 12 A-4, sendo 2 biplaces somente para treinamento.
Idem para o CDF, com 18 aeronaves, sendo 3 biplaces de treinamento.
O ideal será ter pelo menos 2 pilotos por aeronave monoplace embarcada (total de 50).




Essa decisão será importante mesmo para os dois futuros NAes brasileiros previstos. Uma escolha correta colocará a MB no caminho certo para estar entre as mais fortes e eficazes marinhas do mundo em um futuro próximo.


Somente uma Aviação Naval Embarcada poderosa estará apta a enfrentar e vencer os imprevisíveis desafios que estão por vir com a crescente instabilidade internacional.


Dadas as características leves do A-12 e o enorme potencial dos mísseis russos, uma escolha ideal hoje seria a do MiG-29 K, versão naval embarcável do famoso caça interceptador russo da MiG-MAPO, a serem adquiridas 18 aeronaves, sendo 3 de treinamento, perfeita opção para a transição (doutrinária) para os futuros NAes modernos da Marinha do Brasil.



MiG-29 K2 Biposto
                                      
 MiG-29 K2 Biposto.
(Foto MiG-MAPO)




A grande opção da MB (inatingível) seria a do caça multimissão SU-33 FLANKER NAVAL, com os mesmos armamentos do MiG-29 K (2). Ambos carregam MÍSSEIS ultra-poderosos como o fantástico MOSKIT, o YAKHONT (ambos antinavio), o ZVEZDA (anti-radar) e os tradicionais R-73 e R-77.


É dito que o Su-33 é demasiadamente pesado para o A-12. Entretanto, engenheiros russos visitaram o NAe, avaliaram os elevadores e concluíram que seria possível operar o Flanker do convôo do São Paulo. E em 2005, a
MB recebeu uma proposta de venda de 14 aeronaves Su-33 novas por apenas US$ 300 milhões.


Comentava-se que a recente modernização do A-12 incluiria uma reforma das catapultas para uma capacidade de fazer decolar aeronaves com até 25 mil kg. Mas nada disso foi confirmado posteriormente.



(Clique na foto abaixo para conhecer mais detalhes sobre o Flanker Naval)

Su-33 Flanker Naval

O Flanker Naval Su-33 no Convôo do Kuznetsov com flexionamento das asas.
Desde 1995, 20 aparelhos operam na Marinha Russa.



O projeto MiG-35 (ex-MiG-29 OVT) ficou pronto em 2005, depois de anos de pesquisas, e foi oferecido ao "Projeto FX" da Índia, para a compra de 126 aeronaves de combate.


Ele seria ideal para uso em NAes e em pistas curtas na Amazônia em grande número, com os conhecidos e respeitáveis mísseis russos (inatingível).



MiG-29 OVT

 MiG-35 com TVC.
(Foto MiG-MAPO)



Entretanto, as únicas opções que o Brasil estudaria mesmo são o Rafale Marine (F1) e o F/A-18 A/B Super Hornet, pelo que aconteceu no FX-2 da FAB em 2008/10.



Rafale no Foch

Rafale Marine (M) pousando no R-99 Foch, hoje A-12 São Paulo.
(Foto Marine Nationale Française)



VÍDEO - DASSAULT RAFALE (04:10 MIN)







F18



A princípio, a próxima geração mundial de caças de alto desempenho só deverá ter o problemático F-35 JSF, desenvolvido pela Lockheed Martin e inicialmente previsto para operar a partir de 2012 (que passou a 2015) e o T-50 PAK FA russo, que poderá operar em Navios-Aeródromos também a partir de 2015.


Sabe-se que os novos motores 117C permitirão ao T-50 operar em pistas curtas, de 300 a 400m de extensão. Adaptados para o meio naval, poderão vir a ter excelente performance.


Outra perspectiva interessante para uso embarcado em NAes com pistas menores - de 160 metros - seria o X-31 Vector com já comprovada capacidade
ESTOL, além de empuxo vetorado.


Chegou a ser anunciado em 2008 que o Brasil participaria no desenvolvimento do PAK FA (Perspektivnyi Aviatsionnyi Kompleks Frontovoy Aviatsii - Sistema Aéreo Futuro para Forças Aéreas Táticas - contrapartida do JSF), devido ao acordo, que também abrange o desenvolvimento aeronáutico e aeroespacial com a Rússia (veja em ALIANÇAS). Mas com a saída do Su-35BM do FX-2, isso ficou distante e inatingível.


Com verbas adequadas para Construção e PD&I da MB e da FAB, além da garantia de encomendas firmes para os parceiros privados, o Brasil poderia um dia desenvolver o CAÇA AVANÇADO (para uso embarcado tanto pela MB como pela FAB), junto com algum parceiro de peso.



Caça Avançado

Caça Avançado Hipersônico de Longo Alcance - F-1.
(Arte Edilson Moura Pinto para o DEFESA BR)




AEW COD E REVO PARA O A-12 DA MB


Foi na Operação ARAEX 2002 que o AEW S-2 Turbo Tracker e o Super Etendard, ambos da Argentina, operaram a partir do São Paulo.



S-2 Turbo Tracker da Armada Argentina no A-12

Um S-2 Turbo Tracker da Armada Argentina
pousando no A-12 durante a Operação ARAEX 2002.
Pode interessar à MB ter alguns S-2 Modernizados para AEW, REVO e EG.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



A Marinha do Brasil identificou opções de aviões AEW para atuarem embarcados no NAe A-12 São Paulo, também para Emprego Geral (COD) e REVO.


Ressalte-se que tal missão
pode ser compartilhada por aviões e helicópteros com vantagens mútuas, conforme o artigo Programa AEW-N do site Sistemas de Armas.


A escolha mais sofisticada, atualmente, seria o E-2C HAWKEYE, largamente utilizado pela US Navy em seus espaçosos NAes (CVNs). A versão mais moderna é a Hawkeye 2000 com o radar APS 145, mais avançado.



(Clique na foto abaixo para ver imagem gigante do E-2C)

E-2C Hawkeye - Decolagem do CVN 74 USS John C. Stennis

Sensacional foto de um E-2C Hawkeye decolando do NAe Nuclear
CVN 74 USS John C. Stennis, da Classe Nimitz, no Mar do Sul
da China, em 6 de setembro de 2004. Este pertence aos  "Black
Eagles" do Carrier Airborne Early Warning Squadron One One
Three - VAW-113, do Carrier Air Wing Fourteen - CVW-14.
(Foto U.S. Navy 040906-N-6213R-011)



A França possui 3 unidades de E-2C para seu NAe CDG, com seus eternos problemas. É a plataforma ideal para C4ISR. A princípio, seria interessante a MB possuir 2 E-2C para AEW no NAe A-12, mas essa aeronave tem peso elevado demais para seus elevadores e as catapultas são pequenas demais para lançá-la.



E-2C Hawkeye - Decolagem do CV Kitty Hawk

Um E-2C Hawkeye preparando-se para decolar do CV Kitty Hawk.
(Foto U.S. Navy)



E-2C - Hawkeye no CVN 76

E-2C Hawkeye 2000 no Convôo do CVN 76 USS
Ronald Reagan, Rio de Janeiro, em junho de 2004.
(Foto Luiz Padilha)



O E-2D Advanced Hawkeye foi desenvolvido pela Northrop Grumman para ser o sucessor do E-2C Hawkeye e tornar-se a última versão embarcada da aeronave de alerta antecipado da US Navy.



E-2D Advanced Hawkeye

Protótipo do E-2D.
(Foto Northrop Grumman)



Ele até parece com o E-2C, porém a antena rotativa foi substituída pela L-3 Randtron de escaneamento eletrônico e colocado um radar APY-9 com cobertura de 360º. Sua estrutura foi reforçada para suportar os sucessivos pousos e decolagens nos Navios-Aeródromos.


O E-2D possui toda uma nova estação digital de operações, processadores de dados de missão, medidas eletrônicas de suporte e comunicação por satélite. Ele é movido por
um par de turbo-hélices Rolls-Royce T56-427A.



E-2D Advanced Hawkeye

Esquema do E-2D.
(Arte Northrop Grumman)



A MB já operou há tempos o Grumman S-2T Tracker (dos anos 50), como avião anti-submarino no NAe A-11 Minas Gerais, e se preparava para ter um Turbo Tracker modernizado.


O
s Trackers foram fabricados para terem longa sobrevida e existiam células estocadas no deserto de Mojave e na Austrália com muito menos tempo de mar que as aposentadas pela MB.


A função AEW&C no A-12 será exercida por quatro S-2 Tracker, os quais estariam sendo modificados pela Embraer.



Clique na arte abaixo para ampliação.

S-2T

Projeto do Turbotracker AEW para a MB.
(Arte Embraer)


n


Já as quatro unidades do modelo C-1 Trader estariam sendo modernizadas pela Marsh, do Arizona. Contudo, o contrato de modernização dessas aeronaves foi suspenso em julho de 2012.


A Diretoria de Aeronáutica havia dispensado a realização de licitação e contratou a Marsh em outubro de 2011, ao custo de US$ 69,1 milhões – por volta de R$ 138 milhões, para modernizar e remotorizar quatro aeronaves C-1A Trader, transformando-as em KC-2 Turbo Trader, sob o padrão Carrier-on-Board Delivery / Air-to-Air Refueling (COD/AAR).


A empresa era investigada pelo FBI e, em julho de 2012, foi impedida pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos de fornecer serviços de defesa, sob acusação envolvendo espionagem.


Segundo a Marinha, a Marsh foi inocentada pelo Departamento de Justiça em outubro de 2012, o que permitiria a volta da prestação dos serviços. Está previsto um termo aditivo, com entrega da primeira aeronave em dezembro de 2014. O pagamento inicial de US$ 7,2 milhões teria sido retido pela MB.


As funções
COD (Carrier Onboard Delivery) e REVO (Reabastecimento em Voo) no A-12 serão exercidas por essas 4 das 8 células de C-1 Trader (uma variante de carga do Tracker), adquiridas por US$ 234,8 milhões em bom estado nos EUA.


Os 4 demais serão usados como fontes de peças estruturais. Como COD, os Trader irão transportar pessoal e material entre bases em terra e os Navios-Aeródromo.


Os 2 modelos, S-2 Tracker e C-1 Trader, terão um total de 8 aparelhos sendo modernizados pela Marsh e a Embraer, com entregas inicialmente previstas a partir de 2014, mas agora reagendadas para 2015. Será criado o Esquadrão VR-1 para a sua operação.


Estas funções de AEW, COD
e REVO para o A-12 não podem ser exercidas por aeronaves novas, atuais, pois este antigo NAe é pequeno e somente aceita aviões menores.


Portanto, estes também antigos aviões modernizados com motores, aviônica e radares todos novos terão ainda muitos anos pela frente, dado seu excelente estado estrutural.


Quando os 2 futuros NAes chegarem algum dia – a MB prevê construção de dois na faixa de 50 mil ton – as tripulações estarão aptas a receberem o que de mais moderno existir na sua época.


E isso não tem preço, ou melhor, tem todo um longo custo de sacrifício e um longo aprendizado de anos a fio. Nenhuma Marinha do mundo consegue isso da noite para o dia.




(Clique na foto abaixo para ampliação)

Turbo Tracker

Outra foto de S-2 Turbo Tracker da Armada Argentina
pousando no A-12 durante a Operação ARAEX 2002.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



A operação dos aviões argentinos a bordo do A-12 já demonstrou a compatibilidade entre avião e navio e uma empresa americana que ofereceu a modernização antes dava garantia de 15 anos. Essa solução econômica poderá acelerar o desenvolvimento de doutrinas desse tipo de operação no Brasil.


Deve-se mencionar uma outra possibilidade, a do Beriev A-50 Mainstay russo, atualmente baseado na plataforma Ilyushin IL-76.



Clique na arte para saber mais detalhes do Beriev A-50
no site da FAS (Federation of American Scientists)

Beriev A-50

O Beriev A-50 Mainstay da Rússia é uma aeronave SDRLO
(Long Range Detection System) baseado no avião de transporte
Ilyushin IL-76. É um concorrente menos sofisticado do E-3 Sentry
americano. Vem sendo negociado para a Índia e a China.
(Foto Beriev Aircraft Company)



Já o S-3B VIKING (21.600 kg) foi projetado para caçar submarinos nucleares soviéticos (ASW). Com o fim da Guerra Fria, passou a ter um papel estratégico e versátil a bordo dos NAes Americanos, com gradual descomissionamento na US Navy.


Como um multi-missão, pode atuar como REVO, busca e resgate, reconhecimento e análise eletrônica, AEW, comando e controle, ataque de míssil de precisão, guerra aérea, de superfície, submarina, anfíbia, OTHT, missões de suporte à frota, etc.



(Clique na foto abaixo para ver imagem gigante do Viking)

S-3B Viking em REVO

Um S-3B Viking do Esquadrão VS-30, os "Diamond Cutters", durante REVO a
um F/A-18A dos "Blue Angels", famoso grupo de demonstração da US Navy.
  (Foto U.S. Navy 050418-N-0000X-001)



O S-3B era chamado de "canivete suíço da Aviação Naval" na US Navy pelo motivo acima. Até 2009, era empregado o modelo S-3B, tendo um longo alcance de 4.260 km (2.300 mn) e altitude máxima de 12.200 m. Seu tanque de enorme capacidade permite que permaneça em vôo por horas a fio.


Com somente 3 tripulantes (antes 4), o Viking "War Hoover" possui detetor de anomalia magnética, radar de alta resolução, GPS, sistema FLIR, ESM passiva, até 60 sonobóias, chaff, 2 mísseis anti-navio AGM-84D Harpoon e 2 ar-terra AGM-65 Maverick, além de 4 torpedos Mk 46, cargas de profundidade Mk 54 e minas Mk 53.



S-3 Viking Lançando Míssil Harpoon

O S-3B Viking do Esquadrão VS-21 da US Navy
disparando míssil AGM-84 Harpoon.
(Foto US Navy)



Sabe-se que a US Navy ofereceu durante a FIDAE 2006 do Chile 100 unidades de S-3B ao Brasil, Argentina, Chile e Peru. Com 10 unidades sendo modernizadas e até remotorizadas, o A-12 estaria muito bem equipado e muito mais capacitado para a sua missão.


Mais de 100 aeronaves dos 6 Esquadrões de S-3B da Naval Air Station de Jacksonville, Florida, foram descomissionadas desde 2007, sendo um último esquadrão desativado somente em 2009.



(Clique na foto abaixo para ver imagem gigante)

S-3B e Bush

S-3B Viking "NAVY ONE" do Esquadrão 35 (VS-35) Blue
Wolves of Sea Control trazendo o Presidente Bush a bordo
do CVN 72 USS Abraham Lincolm em 1º de maio de 2003
.
(Foto US Navy 030501-N-6020P-017)




AVIÕES ANFÍBIOS MULTITAREFA


A MB poderia vir a utilizar Barcos Voadores (aviões anfíbios) leves capazes de realizarem variadas tarefas para emprego no Atlântico, na Amazônia e no Pantanal Matogrossense.


O Anfíbio Leve Beriev Be-103 poderia cumprir missões de apoio à esquadra e à marinha mercante em áreas costeiras, servindo como transporte de pessoal e suprimentos, busca & resgate, salvamento e socorro médico urgente, além de patrulhamento fluvial contra tráfico, contrabando (madeireiras), queimadas, etc.



(Clique na foto abaixo para ver página do Be-103)

Be-103

Beriev Be-103 Light Amphibious Aircraft.

(Foto Beriev Aircraft Company)



O Brasil foi o 2º país do mundo a homologar o Be-103, através do CTA, sendo os EUA o 1º. Em seguida, correram processos de homologação na China, Canadá e outros.


O Be-103 é um bimotor capaz de voar entre 500 e 3 mil metros de altitude, a uma velocidade máxima de 250 km/hora. Esse Barco Voador tem autonomia de 1,2 mil km, com capacidade para cinco passageiros ou 390  kg de carga, pesando apenas 1,9 ton. O preço de um Be-103 é estimado em US$ 750 mil.



(Clique na foto abaixo para ver página do A-40)

A-40

Já o Beriev A-40 Albatross é um Multiporpose Amphibious Aircraft.
Trata-se do maior avião anfíbio do mundo e tem alcance de 5.500 km.
(Foto Beriev Aircraft Company)




Outro sucesso é o pesado Beriev Be-200, resultado de conhecimentos acumulados com os estudos dos Ekranoplanos, que seriam quase navios com aspecto de aviões deslizando sobre as águas. Trata-se de uma versão atual e muito menor do famoso A-40.


O Be-200 teria grande capacidade de cumprir missões de apoio à MB, servindo como transporte de passageiros e cargas, busca & resgate, salvamento e socorro médico urgente, além de combate a incêndios em eventualidades, tanto no Brasil como no exterior. Ele pode carregar até 12 mil litros de água.



(Clique na foto abaixo para ver imagem gigante do Be-200)

Be-200

Beriev Be-200 em combate a incêndio.
(Foto Beriev Aircraft Company)





BASE AÉREA NAVAL - BAENSPA



Heráldica da BAeNSPA



A Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia (BAeNSPA) foi criada pelo decreto Nº 58.378, de 10 de maio de 1966. É a casa em terra do Esquadrão VF-1 Falcões, dos esquadrões de asa rotativa e dos demais futuros esquadrões de asa fixa da MB.



BAeNSPA

BAeNSPA - Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



Entre outubro de 2008 e julho de 2009, sua pista de pouso sofreu reformas, com alargamento lateral e substituição dos rejuntes das placas de concreto, aumentando a segurança das operações aéreas. Houve ainda a reforma dos pátios e das pistas de táxi.


O aeródromo deixou a homologação Categoria “3-A”, indo para
“3-C”, com sua capacidade ampliada para a operação de aeronaves de maior envergadura, até o porte do A-320 Presidencial.


Isso significa um grande incremento na capacidade operacional da BAeNSPA, permitindo um melhor apoio às operações combinadas que envolvam aeronaves de grande porte, bem como uma alternativa segura para as aeronaves civis em emergência que estejam voando sob o Controle de Aproximação do Aeródromo da BAeNSPA, que também foi expandido.





FONTES & LINKS


MB - Comando da Força Aeronaval - ComForAerNav

ALIDE : VF-1 - Os Falcões do Deserto


Aviação Naval Brasileira (em Rudnei Cunha)

Air Scene - São Pedro D'Aldeia

Beriev Aircraft Company

ALIDE - 90 Anos da Aviação Naval




VÍDEOS







PARTE
NOME
1
ASA FIXA
2
ASA ROTATIVA






Volta ao MB

Volta ao NAe A-12





Home