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Marinha do Brasil  -  MB

Meios Disponíveis e Futuros



AVIAÇÃO NAVAL


PARTE 2

ASA ROTATIVA





Sea King no A-12

SH-3 A Sea King no A-12 com alguns AF-1 ao fundo..
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



Asas



  AVIAÇÃO NAVAL
ESTÁ DIVIDIDO EM 2 PARTES:




PARTE
NOME
1
ASA FIXA
2
ASA ROTATIVA


PARTE 2


O DEFESA BR é uma SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer
para manter a soberania sobre suas riquezas
das Amazônias Verde e Azul
com um conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB
.


ASA ROTATIVA

DIRIGÍVEL HÍBRIDO

FONTES E LINKS

VÍDEOS





AVIAÇÃO NAVAL - ASA ROTATIVA


Osprey



A Aviação de Asa Rotativa tem longa tradição na MB, principalmente, com o histórico do NAe A-11 Minas Gerais.


Há hoje 75 helicópteros de variados portes e características de emprego distribuídos em 8 Esquadrões de ASA ROTATIVA :



Esquadrões Asa Rotativa

Os 8 Esquadrões de Asa Rotativa da Marinha do Brasil.
(Arte Serviço de Relações Públicas da Marinha)



DESIGNAÇÃO
TAREFA
ESQUADRÕES
NOME
QUANT
AH-11
DEFESA DE FROTA
HA-1
SUPER LYNX
12
SH-3 A e B
ASW
HS-1
SEA KING
13
UH-12 (MONO)
EMPREGO GERAL
HU-1  HU-3
HU-4   HU-5
ESQUILO
18
UH-13 (BITURBINA)
EMPREGO GERAL
HU-1
ESQUILO
8
UH-14
TRANSPORTE
HU-2
SUPER PUMA
(COUGAR)
7
1 H-6B
INSTRUÇÃO
HI-1
BELL JET
RANGER III
17
TOTAL



75



SUPER LYNX



HA-1
HA-1



Os Agusta Westland SUPER LYNX AH-11 (5.330 kg) do 1º Esquadrão de Helicópteros de Esclarecimento e Ataque (HA-1) (2foram feitos para serem embarcados e significam hoje mais que a extensão dos armamentos dos navios, conferindo-lhes um poder maior no cenário moderno, por possuírem sistemas de guerra eletrônica.



Super Lynx da MB

3 Helicópteros Super Lynx  da MB.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



Dificilmente, um navio sairá para operar sem que um SUPER LYNX, ou Lince do HA-1, esteja a bordo, o que demonstra a grande sinergia entre esses meios.


Operando a partir das Fragatas da Classe Niterói e Greenhalgh, desempenham tarefas
de Defesa de Frota como Esclarecimento, Ataque a Alvos de Superfície, Acompanhamento de Alvos, Designação de Alvos Além do Horizonte (OHTH), e Ataques Vetorados a Alvos Submarinos.


Recentemente, foi implantado um TRANSPONDER sob a cauda dos Super Lynx, o que vem a ser parte de um sistema de controle tático com enlace automático de dados (EAD) aeronave-navio. Ele possui interfaceamento com o Sistema de Controle Tático - SICONTA - das fragatas da Classe Niterói Modernizada, permitindo que os navios possam ver tudo que os Lynx vêem, sem necessidade de comunicação verbal.


Desde 1980, a MB faz pouso noturno de helicópteros nas suas fragatas, o que lhe confere um certo pioneirismo. Hoje, os SUPER LYNX da MB são dotados de detecção MAGE, o que os qualifica como um importante vetor contra alvos de superfície. Eles também complementam os SH-3 em guerra ASW.



AH-11A Super Lynx

AH-11A Super Lynx.

(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



SEA KING



HS-1
HS-1



Os Sikorsky SEA KING SH-3 (9.750 kg) do 1º Esquadrão de Helicópteros Anti-Submarinos - HS-1 - permanecem embarcados no Navio-Aeródromo A-12 São Paulo e em outros navios de grande envergadura, como os anfíbios das Classes Ceará e Mattoso Maia.


Servem, basicamente, para guerra ASW e, para tal, possuem enorme importância, com seus sofisticados sonares e armamentos.


Existem 2 versões de SH-3 Sea King em uso, sendo a SH-3A capaz de executar ações ASuW com mísseis anti-superfície AM-39 Exocet e a SH-3B dotada de equipamentos ASW.
 


Míssil Anti-Navio AM-39 Exocet

Míssil Anti-Navio AM-39 Exocet sendo disparado
por aeronave da Marine Nationale Française.
(Foto MBDA)



Podem ampliar em muito o alcance operacional de um navio, prestando-lhes o serviço de OTHT, e conseqüente disparo do navio de mísseis anti-navio Exocet MM-40 Block 2, OTHT, que podem destruir grandes alvos navais a até 70 km de distância e vêm sendo padronizados na frota.



SH-3 Sea King

SH-3 A Sea King.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



Muito se discute sobre a vantagem de uma aeronave de asa fixa em missões ASW, dada sua maior autonomia. Já o helicóptero não precisa de grande velocidade e autonomias de 6 a 12 horas, por ter por objetivo primário garantir a proteção somente em torno do grupo tarefa.


Pode-se ter os helicópteros atuando a partir das escoltas, as quais se preocuparão com as ameaças ASW e ASuW, ficando por conta do NAe a proteção aérea do grupo tarefa e o ataque em profundidade ao GT e à costa do inimigo, deixando maior espaço no NAe para mais aeronaves de asa fixa de combate aéreo e ataque a superfície em terra o no mar, não tendo que se preocupar com ameaças ASW, assim como as escoltas se dedicarão melhor às ameaças ASW.


A eficiência do helicóptero pode aumentar de forma exponencial se sua missão for realizada aos pares e interligados por datalink a uma central de processamento dentro de um navio capitânia, que poderá cruzar os dados de ambos e determinar mais facilmente possíveis contatos mesmo de submersíveis totalmente parados e sem qualquer tipo de som sendo emitido.
 

SUCESSORES DO SEA KING




1) SEAHAWK


A MB escolheu para suceder o SEA KING no HS-1 o S-70B SEAHAWK, tendo  adquirido 4 unidades deste vetor em junho de 2008. A MB pretende ainda adquirir mais 2 lotes de 4 SH-70B cada, totalizando 12 aeronaves.


No final de 2008, a MB assinou contrato de US$ 15,7 milhões com a empresa Kongsberg Defence & Aerospace, da Noruega, para a aquisição de um lote inicial de 8 mísseis ar-superfície AGM-119B Penguin MK-2 MOD 7.


O valor do contrato dos mísseis inclui ainda seus contêineres, equipamento de carregamento e manuseio, manuais e cursos, e pacote inicial de sobressalentes. Os mísseis serão destinados aos novos S-70B Seahawk.


2) SUPERHAWK


Em um futuro próximo a MB poderá optar pelo Sikorsky H-92 SUPERHAWK (12.840 kg). Ele e o civil S-92 HELIBUS, vêm sendo desenvolvidos em conjunto por um grupo de empresas internacionais, sendo uma proposta multimissão para programas de helicópteros militares para muitos países, com características de peso e alcance superiores às do UH-60 Black Hawk. Carrega 22 soldados e possui rampa traseira.



H-92 Superhawk

O H-92 SUPERHAWK.
(Foto Sikorsky).




A EMBRAER é uma das indústrias participantes no programa dos S-92/H-92 (sponsons, fuel cells and gauging systems).


3) MERLIN


Outro candidato a sucessor do SH-3 seria o helicóptero médio-pesado Agusta Westland EH-101 (2) (3) (14.600 kg), versão naval do MERLIN Mk 1 que, com uma mesma fuselagem e com configurações diferentes, pode encarregar-se de Transporte (até 30 soldados), EG, SAR, C-SAR, AEW, ASW e ASuW. É um verdadeiro multimissão.



EH-101 Merlin

Um EH-101 Merlin Mk 1 da Royal Navy mostrando o Radar.
(Foto Royal Navy)



O EH-101 Merlin atinge 280 km/hora e é movido por 3 motores Rolls-Royce Turbomeca RTM 322 02/8, cada qual com seu tanque individual de combustível, tudo gerenciado por um sistema computadorizado. Pode operar de embarcações mesmo em Mar Estado 6, com ventos de 50 nós de qualquer direção.



SUPER PUMA



HU-2
HU-2



Os Eurocopter AS 332 Cougar SUPER PUMA UH-14 (4.500 kg) são encarregados do transporte pesado, transporte de tropas e operações especiais e pertencem ao Esquadrão HU-2.


O modelo atual de mercado seria o EC 532A2 Cougar MkII  (5.000 kg), complementado por sua versão maior, o Eurocopter EC 725 Cougar MkII+  (11.000 kg).




Super Puma da MB

Super Puma da MB.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



Super Puma

Super Puma do Esquadrão HU-2 da MB.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



ESQUILO



HU-1
HU-1


HU-3
HU-3


HU-4
HU-4


HU-5
HU-5



Os Eurocopter AS 350B2 ESQUILOs (2.500 kg) Mono (UH-12) e Biturbina (UH-13) servem para Emprego Geral (EG). Estão espalhados (RJ, MS e AM) e operam nos Esquadrões HU-1, HU-3, HU-4 e HU-5.



JETRANGER



HI-1
HI-1



Finalmente, os Bell 206B-3 JETRANGER III H-6B (1.530 kg) dedicam-se à instrução de pilotos da MB e de Marinhas amigas nas mãos do Esquadrão HI-1.



HELICÓPTEROS PESADOS


Os helicópteros de carga pesada atuais, como o Boeing Vertol CH-47E CHINOOK (24.500 kg), ou o CH/MH-53E SUPER STALLION (33.340 kg) tendem a desaparecer brevemente, dando lugar a novas tecnologias que começam a despontar na Europa e nos EUA.



CH-47  -  Chinook

O gigantesco CH-47E Chinook.
(Foto NASA)




1) HTH


A Eurocopter Deutschland prepara um novo conceito que promete ampliar muito a capacidade desse tipo de aparelho usado em operações de longo alcance.


O HTH pode entrar em serviço em 2015. Seu peso máximo de decolagem será de 40.000 kg, carregando 10.000 kg na cabine. Com isso, pode transportar facilmente 2 pilotos e 70 soldados. É movido por 3 turboshafts de 5000 kW cada. Possui velocidade máxima de 300 km/h e tem alcance de 1.200 a 5.000 km (com REVO)



HTH Eurocopter - Arte

O HTH.
(Arte Eurocopter Deutschland)



2) HLH


Um novo Sikorsky HLH (Heavy Lift Helicopter) estava para ser confirmado, possivelmente de acordo com uma não evolução do Boeing V-22 OSPREY (abaixo).



3) OSPREY E TILTROTOR


O Bell Boeing V-22 OSPREY (2) (3) (25.900 kg) continua como uma excelente promessa do futuro, embora com eternos problemas de continuidade de seu desenvolvimento e o altíssimo custo. Em mais de 2 décadas, os EUA já investiram mais de US$ 48 bilhões no Osprey.


Houve 3 grandes acidentes fatais. Em 2 deles, em 2000, 23 Marines morreram. As desconfianças na Força continuam, por causa de compreensíveis fatores humanos.


Deverão se construídas um total de 458 aeronaves, sendo 360 variantes MV-22 para o Marine Corps, 50 CV-22 para para o Comando de Operações Especiais da USAF e mais 48 HV-22 para a U.S. Navy. A aeronave é montada pela Bell em seu novo Tiltrotor Assembly Center, Amarillo, Texas. 


 
Osprey



(Clique na foto para ver imagem gigante dos MV-22 no Iwo Jima)

V-22 Osprey LHD 7 USS Iwo Jima

Duas aeronaves MV-22 Osprey dos Marines em testes no convôo do
LHD 7 USS Iwo Jima no Oceano Atlântico, em julho de 2004.
(Foto U.S. Navy 040701-N-9999J-001)



O V-22 é uma aeronave multimissão TILTROTOR capaz de operar em V/STOL. Está sendo desenvolvido para preencher múltiplas necessidades de uso operacional em combate. Ele pode voar a mais de 50 nós, com seus rotores em ângulos de até 95º, dependendo da velocidade requerida.


Existe outro TILTROTOR, ainda mais futurístico e com o dobro do peso, o V-44 Future Transport Rotorcraft (FTR), que vem sendo desenvolvido pela Bell Helicopter Textron para o Pentágono. Este quad-rotor de 4 asas poderia transportar um container carregado, pois sua capacidade deverá ser de 22 ton de carga.



h

Arte de um V-44 Future Transport Rotorcraft (FTR)
sendo carregado em uma também futurítica Sea Base.

(Ilustração John Batchelor em Popular Mechanics)



TILTROTOR significa rotor inclinável, e será, sem dúvida, o futuro próximo da Aviação Naval. Esse misto de helicóptero com avião é capaz de decolagem e pouso verticais com vôo horizontal.


Existem
ainda aeronaves TILTROTOR não-tripuladas VUAVs, que serão utlizadas no Programa IDS da US Coast Guard.



(Clique no desenho abaixo para ver ampliação)


Bell Eagle Eye HV-911.
VUAV - Vertical Take-Off and Landing Unmanned Air Vehicle -
Veículo Aéreo Não-Tripulado de Decolagem e Pouso Vertcais.
(Arte US Coast Guard)



Além da Boeing, a NASA também vem estudando diversos tipos de propulsão e modelos para o TILTROTOR.



Arte TiltRotor - NASA

Arte da NASA demonstrando o futuro do TILTROTOR na Aviação Naval.



Arte de TiltRotor - NASA

Outra Arte da NASA do TILTROTOR.




AVIAÇÃO NAVAL - DIRIGÍVEL HÍBRIDO


Os futuros DIRIGÍVEIS HÍBRIDOS MULTIMISSÃO da atual simulação do DEFESA BR, servirão tanto à MB quanto ao EB, com versões pesadas com capacidade de 300 ton de cargas e versões médias de 100 ton, as quais terão a capacidade de realizar pousos e decolagens verticais, em VTOL (Vertical Take-Off and Landing).


Serão ainda excepcionais CONECTORES logísticos entre as futuras SEA BASES (vide arte do V-44 acima) e/ou navios de transporte de tropas e eventuais áreas terrestres de desembarque, levando tais operações dos Fuzileiros Navais a patamares nunca antes ousados.


Veja as características dessas revolucionárias aeronaves e suas missões na página do EB DIRIGÍVEIS HÍBRIDOS MULTIMISSÃO NA AMAZÔNIA.



Híbrido do EB



Híbrido do EB

Dirigível Híbrido -
DIRIGÍVEIS NA AMAZÔNIA - EB
  (Artes EB)



QUADRO DE DIRIGÍVEIS HÍBRIDOS

FORÇA
PESADOS
MÉDIOS
EB
20
30
MB
20
30
TOTAL
30
50




FOG-MPM


Todos os helicópteros e os dirigíveis híbridos adicionarão muito mais capacidade de combate com a variação naval do inovador míssil de precisão FOG-MPM, da AVIBRAS, que pesa menos de 50 kg e atinge alvos até 60 km de distância.


Vários deles podem ser carregados em cada surtida para a execução das  mais variadas missões. Sua grande vantagem inovadora reside na capacidade de transmissão de dados para o operador que, protegido, pode guiá-lo para o alvo pelas imagens recebidas através de um cabo de fibra ótica nos mais adversos ambientes e missões de combate.



Míssel FOG-MPM 

FOG-MPM - Míssil Multipropósito Guiado por Fibra Ótica.

(Foto AVIBRAS)






FONTES & LINKS


SPOTTER - Esquadrões

Why the V-22 Osprey is Unsafe




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ASA FIXA
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ASA ROTATIVA






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