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Marinha do Brasil  -  MB

Meios Disponíveis e Futuros


AMRJ


PARTE 1

HISTÓRIA



(Clique na arte abaixo para ampliação)

  AMRJ

Arte de vista aérea do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro - AMRJ, na Ilha das Cobras,
com o Aeroporto Santos Dumont, a Escola Naval e a entrada da Baía ao fundo.
(Arte AMRJ)




AMRJ ESTÁ DIVIDIDO EM 2 PARTES:




PARTE
NOME
1
HISTÓRIA
2
SÉCULO XXI


PARTE 1



INTRODUÇÃO


OS SÉCULOS XVIII E XIX

O SÉCULO XX


FONTES & LINKS




INTRODUÇÃO


O Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ) foi fundado em 1763 no sopé do mosteiro de São Bento e transferido para a Ilha das Cobras em 1948. O AMRJ alternou períodos de desenvolvimento, construindo e mantendo navios no estado-da-arte existente e períodos de grandes dificuldades, quando foi perdida grande parte da tecnologia adquirida.


Em 1764, o Arsenal construiu a Nau São Sebastião para Portugal, mas pouco tempo depois entrava em declínio. Em 1822, surgiu a necessidade de uma esquadra forte para manter a unidade nacional, o que implicou em realizar investimentos elevados para reparar os navios existentes e construir novos. Em 1840, verificou-se que os investimentos não foram suficientes para atualizar o AMRJ, e fazê-lo acompanhar as inovações tecnológicas que estavam ocorrendo na Europa, decorrentes da Revolução Industrial.


Em 1864 a importância em investir adequadamente no Arsenal foi imposta pela Guerra do Paraguai. Ao término desta, cessou o estímulo para a construção de navios de guerra no país. Com isto, mais uma vez, a prioridade foi levada a nível bem baixo, estendendo-se durante todo o período do final do império e início da República, trazendo a Marinha para a sua pior fase. Novamente, houve uma priorização momentânea do setor de construção militar naval, com a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais.



(Clique na foto abaixo para ampliação)

Ilha das Cobras

Vista da Ilha das Cobras com o complexo do Arsenal de Marinha
do Rio de Janeiro. Ao fundo vê-se a Ponte Rio-Niterói.
(Foto Wikimedia Commons)



Uma nova fase de atualização tecnológica ocorreu entre as décadas de 1970 e 1990 com a construção das Fragatas da Classe Niterói. Houve uma continuidade com o projeto e a construção do Navio Escola Brasil e das Corvetas da Classe Inhaúma.


Em seguida reiniciou-se um ciclo de decadência na construção de navios pelo AMRJ, devido aos grandes cortes orçamentários sofridos pela Marinha, que se manteve até hoje. Isso fez com que a construção da Corveta Barroso, cuja quilha foi batida em 1994, tivesse sua entrega postergada para 2008.


Um capítulo à parte pode ser considerada a construção de submarinos no AMRJ com uma absorção tecnológica bem sucedida. Foram construídos 4 submarinos de origem alemã, com emprego de mão-de-obra nacional nos diversos níveis de gerenciamento e áreas de produção. O último submarino, o Tikuna, teve sua incorporação ao serviço com sua mostra de armamento em 16 de dezembro de 2005.



(Clique nas fotos abaixo para ver imagens gigantes do Tikuna)

Tikuna - Tona

Submarino S-34 Tikuna em Santos em 6 de maio de 2006.
(Foto José da Silva para o DEFESA BR)



Houve destaque ainda para a capacidade de o AMRJ manter e reparar submarinos, com reconhecimento internacional, na ocasião do reparo de meia-vida do submarino "Santa Cruz" da Armada Argentina.


Essa fase de alternar-se períodos de grande desenvolvimento e de fortes dificuldades pode  ter chegado ao fim em 2008, com o advento do Plano Estratégico de Defesa Nacional.


Veja a seguir como deverá ser o Século XXI para o AMRJ, com reformas na Ilha das Cobras e novas construções de meios navais, além do advento do Estaleiro em Itaguaí, voltado para a construção de submarinos.




OS SÉCULOS XVIII E XIX


A posição estratégica do Brasil em relação à rota da Índia e a abundância de madeira de boa qualidade fez com que, logo nos primeiros tempos, se instalassem estaleiros, não só para reparos nas embarcações, mas também para a construção de novas.


A atividade passou mesmo o ser incentivada pelo governo com isenção de impostos para os estaleiros que se fundassem, além de preferência de carga para embarcações aqui construídas.


As primeiras embarcações de modelo europeu construídas no Brasil foram dois bergantins feitos no Rio de Janeiro em 1531, onde també se construiu
por volta de 1670 a Nau Padre Eterno, tida como o maior navio do seu tempo em todo mundo.


Entretanto, o mais importante estaleiro nacional até meados do Século XIX foi o Arsenal de Marinha da Bahia, em Salvador. Construiu dezenas de navios, inclusive grandes naus, que eram os maiores navios de guerra do seu tempo.


É transferida a capital da Bahia para o Rio. O estaleiro naval Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro foi fundado em 29 de dezembro de 1763, com o nome de Arsenal Real de Marinha, pelo português Conde da Cunha, então Vice-Rei do Brasil.


Sua primeira localização deu-se na praia que havia ao sopé do Mosteiro de São Bento, hoje bem no Centro do Rio de Janeiro.


O Conde viera para o Brasil com a missão de fortalecer militarmente a Colônia e, principalmente, o importante porto do Rio de Janeiro, que enriquecia por escoar para a Europa o recém-descoberto ouro de Minas Gerais.


Naquela época, a região tornava-se estratégica para Lisboa, pois
metade de seu comércio mundial já passara a depender desta Colônia. A Corte tinha vários receios, desde os conflitos com os espanhóis na América do Sul, até a cobiça dos cada dia mais poderosos aliados ingleses.


O primeiro navio construído no novo estaleiro foi a Nau São Sebastião (também apelidada de Nau Serpente, em função de sua proa possuir a figura de um dragão), de grande porte.
Ele deslocava cerca de 1.400 ton e era armado com 64 canhões. Suas dimensões competiam com as das maiores naus inglesas da época. Lançado ao mar em 1767, foi servir à Armada Portuguesa.



Nau São Sebastião

O primeiro navio produzido no AMRJ recebeu o nome do padroeiro
da Cidade do Rio de Janeiro, São Sebastião.
(Arte AMRJ)



Entretanto, a atividade principal do Arsenal era o reparo e manutenção dos navios da esquadra real e dos navios civis que o procuravam no Rio de Janeiro. Por muitos anos, sua capacidade não foi muito além de ser "onde se podia consertar um mastro".


Com a Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822, sua sorte mudou. Ele passou a chamar-se Arsenal Imperial da Marinha. O Imperador D. Pedro I via nele uma ferramenta que seria importante para manter a coesão nacional, o local onde poderia construir a esquadra brasileira.


A retomada de seu destino de construtor naval deu-se com a Corveta Campista, concluída em fevereiro de 1827.


Mas o espaço então era precário. Na parte Noroeste da Ilha das Cobras, que ficava em frente ao Arsenal, foi construído o primeiro dique entre 1824 e 1861, hoje chamado Dique Almirante Jardim. O primeiro navio docado ali foi a Corveta Imperial Marinheiro.



Corveta Imperial Marinheiro

Corveta Imperial Marinheiro, primeiro navio
docado no Dique
Almirante Jardim.
(Foto AMRJ)



Em maio de 1861, tiveram início os trabalhos de escavação na rocha para a construção do segundo dique, o Dique Santa Cruz, obra concluída em outubro de 1874. Foram ainda edificados grandes prédios, alguns com estruturas de ferro encomendadas da Inglaterra, inclusive uma cobertura para a carreira.



Diques

Diques Almirante Jardim e Santa Cruz, escavados na rocha.
O primeiro tem capacidade para docar navios de até 16.000
TDW (com 165 m) e o segundo até 2.500 TDW (com 88 m).
(Foto AMRJ)



Em 1874, o Arsenal tinha diversas oficinas no continente e na Ilha das Cobras e já havia ingressado na era da propulsão a vapor e do emprego do ferro como material estrutural.


Entre dezembro de 1864 e março de 1870 ocorreu
o maior conflito armado internacional no continente americano. O destacado esforço do Arsenal na construção e preparação da Frota Brasileira levou a Marinha do Brasil à vitória na Batalha do Riachuelo, essencial à vitória final alcançada na Guerra do Paraguai.



Batalha Naval do Riachuelo

"
Batalha Naval do Riachuelo" - Guerra do Paraguai - Em 11 de junho de 1865.
(Quadro de Victor Meirelles - 1832-1903 - acervo
do Museu de História Nacional do Rio de Janeiro)




Os flancos dos navios brasileiros, despedaçados pelos canhonaços
das chatas a lume d'agua, tornam iminente a submersão total da
esquadra. Bombas metralhas esfuziam do alto dos barrancos:
não é possível descrever o que se passa a bordo dos navios
ao alcance das balas, que sibilam em chuveiros.


Entretanto, alguma coisa de providencial se passava, que
cumpre não esquecer: quando o oficial-escrivão da Parnaíba,
depois de haver tragado, para atiçá-lo, algumas fumaças do
fatídico morrão que deveria comunicar o fogo ao paiol, pensa
cumprir a sinistra ordem ouvem-se alvissareiros vivas que,
irrompendo dos navios brasileiros em delírio, o detém
estupefato. E  de pé, sobre a caixa das rodas, destaca-se
afina, por entre densas nuvens de fumo, o vulto imponente
de Barroso, que é o primeiro a bradar - Vitória!


E este triunfo naval, que tão diretamente influíra nos
destinos de toda a campanha, mudou também, e
inteiramente, a sorte dos adversários.

(Batalha Naval do Riachuelo)



Batalha do Riachuelo

Cena dantesca da Batalha Naval do Riachuelo.



Em 1890, o AMRJ construiu o primeiro navio de combate de projeto nacional, o Cruzador Tamandaré.
O SÉCULO XX



AMRJ e Centro

Ilha das Cobras do AMRJ à direita, com parcela do Porto e do
centro empresarial da Cidade do Rio de Janeiro à esquerda.
(Foto IPP)



Finda essa era, houve nova obsolescência do Arsenal no início do Século XX. Os primeiros governos republicanos optaram por adquirir navios prontos no exterior, sem terem a mentalidade estratégica do Brasil manter a capacidade própria de construir e reparar navios. Os Encouraçados Minas Gerais e São Paulo foram construídos na Inglaterra.



Encouraçado Minas Gerais

O Encouraçado Minas Gerais tinha 21.500 ton, era tripulado
por 1.173 homens, possuía 12 poderosos canhões de
305 mm (12"), e esteve ativo entre 1910 e 1953.
Foi considerado o mais poderoso do mundo.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



VÍDEO - ENCOURAÇADO MINAS GERAIS (03:33 MIN)





Entretanto,  a chegada desses grandes navios acabou levando à necessidade da construção do terceiro dique, hoje chamado Dique Almirante Régis, o maior dos três existentes.


Ele está localizado na parte nordeste da Ilha das Cobras e é bem destacado, enquanto que os Diques Almirante Jardim e Santa Cruz ficam juntos na parte oeste e são bem discretos na Ilha.




Dique Alte. Régis

O Dique Almirante Régis tem capacidade de docar
navios de até 80.000 TDW (com 255 m).
(Foto AMRJ)



Sua construção teve início em 1910 e só foi concluída em 1928, mais uma vez com grande atraso. Trata-se do maior dique de reparo da América do Sul, com comprimento utilizável de 254,6 m, largura do fundo de 36 m, altura de 15,5 m e capacidade de 80.000 TDW para reparos navais.


Feita a docagem do A-12, com seus 266 m de comprimento, verificou-se que o Dique não só o suportou, como ainda teve uma leve folga de 6 m, sendo metade na proa e metade na popa. Isso confere ao Dique Almirante Régis um
comprimento utilizável real de 272 m, ou 7 % maior que o divulgado.


Esse dique já fazia parte do projeto de construção de um novo Arsenal de Marinha na Ilha das Cobras, o qual passou a funcionar em 1930, e representou o início do grande apogeu que o AMRJ veio a ter entre 1935 e 1945.
Foi esta mais uma era grandiosa, como já havia ocorrido nos tempos da Guerra do Paraguai.



Ilha das Cobras

Novo Arsenal de Marinha
da Ilha das Cobras.
(Foto AMRJ)


 


Nascia ali a maior e mais importante ampliação do Arsenal, a grande Oficina de Navios de Ferro (hoje Oficina de Estruturas), que era a maior área industrial coberta da América do Sul. O complexo industrial era um dos maiores do país. Tratava-se de um estaleiro que nada tinha a dever aos estaleiros estrangeiros mais avançados, e pertencia à Marinha do Brasil.


Foi grande o esforço industrial do Arsenal durante a Segunda Guerra, em apoio aos aliados. Ele apoiava inclusive a indústria nacional ainda incipiente. Foram construídos diversos navios, como os 9 Contratorpedeiros Classes "M" e "A", e as 6 Corvetas Classe "C".



(Clique na foto abaixo para ampliação)

Contratorpedeiro Marcílio Dias

Contratorpedeiro D25 Marcílio Dias da Classe "M".
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



Passada essa guerra, tudo voltou ao que antes já havia acontecido. Houve um novo período em que governos não se importaram em manter o AMRJ no estado da arte, com construções de vulto. Suas estratégias do dia seguinte resumiam-se às aquisições simbólicas e mesmo às humilhantes doações de navios americanos de segunda mão.


Com grande esforço, a Marinha procurou retomar sua construção naval nos anos 60, a exemplo do que ainda hoje, pleno século XXI, vinha ocorrendo. Foram então construídos 3 Navios-Hidrográficos e 6 Navios Patrulha Costeiros, tendo a reparação naval seguido a contento, inclusive de submarinos.


Obviamente, com mais esse descaso, a década de 70 encontrou a capacidade do Arsenal com um atraso tecnológico de 30 anos em relação ao Hemisfério Norte. O navio de guerra deixara de ser uma simples plataforma para ser um sistema único de armas integrado por computadores. Foi então que surgiu mais uma oportunidade, passando o Arsenal a se engajar na modernização do NAeL A-11 Minas Gerais entre 1974 e 1979.



(Clique na foto abaixo para ampliação)

NAeL Minas Gerais

O hoje saudoso NAeL A-11 Minas Gerais, que atuou
por muitos anos como um Porta-Helicópteros, pois
a aviação de asa fixa na Marinha fora proibida.
(Foto Wikimedia Commons)



Com isso, o Minas Gerais pôde participar ativamente de operações com plena capacidade operativa, até este navio de 1944 ser desativado em 2001. Ele cumprira 1.967 dias de mar na MB e navegara 485.972 milhas, em 40 anos na Esquadra.  Nos anos 70, houve ainda o Programa Decenal de Renovação dos Meios Flutuantes, que levou o AMRJ a construir duas Fragatas, a Independência e a União.


No início, em 1972, houve a construção de duas fragatas da Casse Niterói, a última das quais lançada ao mar em 1975. Tratavam-se de navios modernos, com complexos e sofisticados sistemas de armas, máquinas e sensores, cuja construção representou um grande desafio e um enorme avanço tecnológico.


O maior desafio foi a construção dos submarinos classe Tupi, de projeto alemão, passando o Brasil para o restrito número de países no mundo capaz de construir submarinos.




Dique Almirante Schieck

O Dique Flutuante Almirante Schieck foi construído em 1987 e tem
capacidade de docar navios de até 5.000 TDW (com 100 m).
(Foto AMRJ)



O Arsenal continuaria nos anos 80 sem grandes construções, ficando refém de projetos menores como os de Navios-Patrulha. Um destaque seria o Navio Escola Brasil, que teve um projeto nacional derivado das Fragatas da Classe Niterói.


Todas as suas instalações foram reprojetadas visando dar o mais amplo suporte à instrução. Desse modo, possui, entre outros itens, salas de aula, câmara de instrução de navegação, estações repetidoras de radar e equipamento de simulação tática.


Ele foi concluído em março de 1987 e até hoje faz a viagem de instrução anual ao redor do mundo com as turmas de Guardas-Marinha, formandos da Escola Naval, localizada em ilha vizinha da Baía de Guanabara.

 


Brasil

Navio Escola U27 Brasil, com 131 metros de comprimento.
(Foto AMRJ)



Outro destaque dos anos 80 foi o Programa de Manutenção Geral de Fragatas - PMG. A partir de setembro de 1980 teve início o primeiro PMG das Fragatas da Classe Niterói, que lentamente levaram o AMRJ a um novo patamar tecnológico ao longo dos anos.
 

Houve ainda a construção nos anos 80 das Corvetas Inhaúma e Jaceguai, incorporadas à Esquadra em 1989 e 1991, e tidos como os primeiros navios de combate de projeto nacional depois do cruzador Tamandaré, de 1890. Essas duas unidades foram construídas no Arsenal de Marinha, e outras duas na indústria privada.



AMRJ

O prédio moderno ao centro é a oficina de submarinos.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



Em 1990 e 1991, iniciou-se a construção dos Navios-Patrulha Costeiros Grajaú e Guaíba, e ainda de 2 Lanchas-Patrulha.


A Corveta Barroso, considerada uma Inhaúma aperfeiçoada, teve o início de sua construção em 1994, mas sofreu seguidos atrasos. O lançamento saltou de meados de 1999 para fins de 2002. Já o comissionamento saiu de junho de 2006 para dezembro de 2008. Tanto atraso somado remonta a incríveis 14 anos.



Barroso

Corveta Barroso - 14 anos de atraso.
(Foto AMRJ)



Veja a seguir como deverá ser o Século XXI para o AMRJ, que parece só ter começado em 2008, com o advento do Plano Estratégico de Defesa Nacional.



(Clique na foto abaixo para imagem gigante do A-12)

A-12 com 6 A4K

O NAe A-12 São Paulo da Marinha do Brasil,
com 6 caças AF-1 A-4 Skyhawk no convôo.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)




FONTES & LINKS


AMRJ


AMRJ - Docagem

Wikipedia - Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro

Wikipedia - Navio Escola Brasil

MB - Ordem do Dia Nº 1 / 2006

MB - Infra-estrutura





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HISTÓRIA
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SÉCULO XXI