
INTRODUÇÃO
Para compreender melhor quais tipos de funções poderão vir a desempenhar os futuros Navio de Assalto Anfíbio da MB, com grande capacidade para assalto anfíbio e desembarque, é importante conhecer os presentes projetos inovadores sendo lançados por outros países.
Vídeos do You Tube
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MECs em exercício.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)
O Brasil planeja construir até 4 Navios de Assalto Anfíbio nos próximos anos e a possibilidade de que seja escolhido o projeto da Classe Mistral francesa é grande.
A decisão deveria ter sido anunciada entre 2010 e 2011, mas em 2013 ainda não havia sido tomada qualquer decisão pelo governo.
Estaria concorrendo pela grande encomenda ainda a Classe Cavour italiana. Este navio italiano poderá ser oferecido para a MB por um preço mais em conta que o US$ 1,1 bilhão da oferta original, por se tratar de uma encomenda maior.BPC da Classe Mistral.
O Cavour possui um deslocamento de 27.100 ton com carga máxima, enquanto que o Mistral é menor, com apenas 21.000 ton, e com custo de projeto e construção de apenas US$ 350 milhões, devido aos padrões civis utilizados, mais econômicos.
FRANÇA - CLASSE MISTRAL
A Marine Nationale Française já construiu 2 grandes Navios de Projeção e Comando de Forças Anfíbias, com características de Assalto Multipropósito, de 21.000 ton de carga máxima, chamados de BPC (Bâtiment de Projection et de Commandement - Navio de Projeção e Comando).
BPC Tonnerre na costa do Rio de Janeiro em junho de 2007.
(Foto Edson Lima Lucas)
Trata-se da Classe MISTRAL (2 3), também conhecida como Projeto NTCD (Nouveaux Transports de Chalands de Debarquement - Novos Transportes de Lanchas de Desembarque) da DCNS.
Sua classificação na OTAN é de LHD como a Classe WASP da US Navy, só que tem a metade do peso.
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Arte do NTCD escolhido, o BIP 1 da DCNS - Navio de Assalto
Multipropósito que visa enviar lanchas de desembarque e veículos
de assalto anfíbio e protegê-los com o controle do espaço aéreo
com helicópteros e aeronaves VSTOL.
(Arte DCNS)
A construção do Mistral (L9013) e do Tonnerre (L9014) pelo Estaleiro Alstom Marine Chantiers de l'Atlantique teve início em 2000. O Tonnerre somente entrou em serviço em 2007 na Força de Ação Naval baseada em Toulon, devido a problemas na construção dos alojamentos e esteve no Rio em junho daquele ano em rota para a África do Sul. O Mistral entrou em serviço um ano antes.
O sistema de telecomunicações foi entregue à Thomson/CSF. A DCNS é responsável por todo o programa e integra o sistema de combate.
(Clique na foto abaixo para ampliação)
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BPC Tonnerre no Rio de Janeiro em junho de 2007, com vista
da Ponte Rio-Niterói (na Baía de Guanabara) ao fundo.
(Foto Edson Lima Lucas)
Eles podem executar operações aeromóveis, acomodando aviões VSTOL e helicópteros tais como o Av-8B Harrier II, o JSF e o NH-90 TTH, que controlarão o espaço aéreo, além de protegerem e darem suporte aos fuzileiros navais sendo desembarcados e avançando da cabeça de praia para o interior.
(Clique na foto abaixo para ampliação)
Tais navios são capazes ainda do transporte de unidades operacionais. equipamentos, materiais e suprimentos diversos, apoio logístico às forças em terra, operações humanitárias, etc. Para executar a gestão de crises e o comando geral das operações, dispõem de uma área exclusiva de 50 operadores, com 800 m2.
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BPC Tonnerre no Rio de Janeiro em junho de 2007,
com vista do Corcovado ao fundo.
(Foto Edson Lima Lucas)
Como no caso do Haiti, as missões costumam ser executadas em meio a crises que podem durar meses e a Classe Mistral é bastante flexível no posicionamento prévio de tropas.
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Cada NTCD é avaliado em um custo de projeto e construção de apenas US$ 350 milhões, devido aos padrões civis utilizados, mais econômicos.
BPC Mistral ainda em fase de testes.
(Foto DCNS)
VÍDEO - JOURNÉE PRÉSENTATION
MARINE BPC MISTRAL (01:56 MIN)
Cada Mistral mede 210 x 28 metros e sua tripulação é de 160 marinheiros, com capacidade para 450 tropas. Seu deque de vôo tem 5.200 m2 com 6 helipontos. Leva até 22 aeronaves VSTOL e helicópteros, sendo 16 no hangar de 1.800 m2. Possui ainda um hospital com área de 850 m2. Sua propulsão é totalmente elétrica.
Em dezembro de 2008, o ministro da defesa francês, Hervé Morin, indicou que permitiria a encomenda antecipada de uma terceira unidade da Classe Mistral.
A um custo estimado em 300 milhões de euros, o estaleiro de Saint-Nazaire (agora STX França, com 33% de participação do governo) terá a totalidade da construção.
(Clique na arte abaixo para ampliação)
Esquema da Classe Mistral.
(Arte DCNS)
FONTES & LINKS DO MISTRAL
Noticiário Naval - Entrada do L-CAT no Mistral
ITÁLIA - CLASSE CAVOUR
Em 20 de julho de 2004, houve uma cerimônia no tradicional Estaleiro estatal italiano Fincantieri SpA , localizado em Riva Trigoso (Gênova), para o lançamento do Navio-Aeródromo (Portaerei) - com características de Navio de Assalto Multipropósito - CONDE DE CAVOUR, que foi requisitado pela Marina Militare Italiana em novembro de 2000.
Sua construção teve início em 2001, foi entregue em 2006, fez a primeira prova de navegação em março de 2008 e comissionado em 2009.
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(Arte Marinha Militare Italiana)
O CAVOUR é um elemento chave no programa de renovação da frota italiana. Possui um deslocamento de 27.100 ton com carga máxima, comprimento de 244 metros, largura de 39 metros, e calado de 8,7 metros, podendo alcançar uma velocidade sustentada de 28 nós.
Com uma autonomia de 7.000 milhas náuticas navegando a 16 nós, equivalente a 18 dias de cruzeiro, poderá realizar operações de alcance estratégico. Suas quatro turbinas General Electric-Avio geram 88.000 kW e, segundo os italianos, conferem-lhe o título do NAe não-nuclear mais poderoso construído no mundo em décadas recentes.
O CAVOUR pode acomodar até 1.210 pessoas - sendo 451 da tripulação, 203 do grupamento aéreo, 140 do comando da força-tarefa anfíbia, e 325 do Regimento San Marco, e com espaço para mais 91 tropas, se necessário.
Terá alojamentos para cada 4 pessoas e cabines individuais para os oficiais, conseguido graças á larga experiência em construção de navios de cruzeiro da Fincantieri. Com todo esse luxo, o CAVOUR terá um preço muito alto, de aproximadamente, US$ 1,100 bilhão (€ 900 milhões).
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Deverá realizar, principalmente, operações aéreas. Porém, além de aeronaves, seu hangar poderá acomodar até 100 veículos terrestres e anfíbios - desde 100 veículos comuns e blindados leves a 24 tanques Ariete de 60 toneladas. Será equipado com rampas de acesso para emprego dos veículos em missões militares e civis.
Lançamento do Portaerei CAVOUR em 21 de julho
de 2004, no Estaleiro Fincantieri de Riva Trigoso.
(Foto Fincantieri)
O CAVOUR poderá embarcar todo o leque de aeronaves usadas pela marinha, desde helicópteros (EH 101, NH 90 e 3D SH) a aviões de asa fixa (Av-8B e o futuro JSF).
O nome CONDE DE CAVOUR foi uma escolha pessoal do presidente para homenagear um dos pais da Pátria, um estadista piemontês. O nome Andrea Doria, anteriormente escolhido, será dado a uma das fragatas que também estão sendo construídas no Estaleiro Fincantieri.
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Processo de montagem da proa ao resto do CAVOUR em 2004,
sobre dique flutuante do Estaleiro Fincantieri de Riva Trigoso.
(Foto da Fincantieri)
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Processo de montagem do casco do CAVOUR concluído.
(Foto da Fincantieri)
(Clique na foto abaixo para ampliação)
O CAVOUR já comissionado à Marinha italiana.
(Foto Marina Militare Italiana)
EUA - CLASSE LPD 17 SAN ANTONIO
A fim de substituir todos os antigos LPDs Austin e LSDs Anchorage da frota da US Navy, foi criada a Classe de LPDs San Antonio (2 3 4), que teria 12 navios (LPDs 17 a 28) mas talvez consiga chegar só a 10 unidades.
A Classe LPD San Antonio foi projetada para embarcar, transportar e levar à terra elementos de uma força de desembarque de Marines em um assalto por helicópteros, hovercrafts, veículos anfíbios e uma combinação desses métodos, próprios às missões de guerra anfíbia.
Podendo se projetar e se retirar rapidamente, é tida como uma ferramenta multimissão para reação a crises do Século XXI.
O primeiro da classe, o LPD 17 USS San Antonio, começou a ser construído em junho de 2000 pela Northrop Grumman Ship Systems (NGSS), já teve seus testes completados e foi comissionado no 2º semestre de 2005 com muitos problemas, sendo muitos ainda não resolvidos em 2007.
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Conceito da Classe LPD 17 com VLS.
(Arte Divulgação Northrop Grumman)
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Os próximos 3 navios da nova classe, New Orleans, Mesa Verde e Green Bay deveriam ser comissionados entre 2006 e 2007. O último seria incorporado a partir de 2012.
Teste em 29 de abril de 2005 no Golfo do México.
(Foto Divulgação Northrop Grumman)
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Trata-se de um LPD de grandes dimensões (25.296 ton) e com capacidade de operar com independência ou com extrema interoperabilidade dentro de um grupo anfíbio devido a seu robusto sistema de Comando e Controle (C4ISR).
Deverá operar em conjunto com alguns dos 24 navios entre os 7 LHD da Classe WASP, os 5 LHA da Classe Tarawa, os 4 LSDs da Classe Harpers Ferry e os 8 LSDs da Classe Whidbey Island.
A Classe LPD 17 permitirá aos US Marine Corps (USMC) acomodarem 2 Hovercrafts LCAC (Landing Craft Air Cushioned), 700 tropas e 14 modernos AAAVs. Ressalte-se que cada LCAC é capaz de levar 60 ton de carga e veículos à velocidade de 40 nós e existem mais de 70 em atividade e outras na reserva.
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Seu deque de pouso na popa poderá acomodar 2 helicópteros Sikorsky CH-53E Sea Stallion, 6 Bell AH-1W Super Cobra, 4 Boeing CH-46 Sea Knight ou 2 aeronaves VTOL tiltrotors Boeing Bell MV-22 Osprey.
Desenho em corte com detalhe do hangar.
(Arte Divulgação Northrop Grumman)
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Operação dos V-22 Osprey a partir da Classe LPD 17.
(Arte Divulgação Northrop Grumman)
É furtivo e possui tecnologia siginificativa, como a dos largos mastros feitos de material composto, tendo os radares por dentro.
Seus extensos problemas de projeto e construção são comentados no Blog CDR Salamander, que o considera um fiasco sem desculpas.
De fato, o Departamento de Inspeção da US Navy declarou que o navio estava incompleto depois de feitos os testes finais, tendo encontrado 15.000 deficiências.
O orçamento de construção estourou, saindo de US$ 1,4 bilhão para US$ 1,8 bilhão e, mesmo assim, o navio possui muitos problemas, como de corrosão, ventilação inadequada, locais sem ventilação estocando produtos químicos tóxicos, mal cabeamento, peças e equipamentos mal construídos ou simplesmente faltando, etc.
Todos esses problemas vêm se arrastando desde 2005 e, agora em 2007, o navio ainda está comissonado mas incompleto. Mesmo assim, a US Navy conseguiu mais US$ 13 bilhões para construir outras 9 unidades.
Apenas para dar uma idéia do problema, inspetores foram fazer testes de mar em março de 2007, mas o navio nem sequer pôde deixar o porto por problemas eletrônicos.
Isso ocorre tendo sido gasto US$ 1,8 bilhão. Trata-se da mais perfeita aplicação da mais comhecida Lei de Murphy.
Arte do futuro Navio de Assalto Anfíbio Multifuncional - LHA - da US Navy.
Será a futura base para os F35B JSF (Joint Strike Fighter)
e os MV-22 Osprey tilt-rotor do USMC.
(Arte Northrop Grumman Corporation /
U.S. Navy 050718-O-0000X-001)
ESPANHA - BPE
Em 20 de maio de 2005, teve início com o primeiro corte de aço a construção nos Estaleiros Ferrol-Fene do Navio de Projeção Estratégica (BPE - Buque de Proyección Estratégica), que será o maior da Marinha da Espanha.Encomendado pela Marinha da Espanha em 2003 a um custo de US$ 434 milhões, o BPE é um LHD de porte médio. A fim de reduzir custos, modelos construtivos comerciais serão usados sempre que possível, exceto em áreas críticas e de segurança.
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Arte do BPE / Navio de Projeção Estratégica da Espanha.
(Arte NAVANTIA)
Importará em uma carga de trabalho de 3,1 milhão de horas de produção e de 775.000 horas de engenharia. Ele deverá estar pronto em novembro de 2007 e ser entregue à Marinha em dezembro de 2008.
O Navio de Projeção Estratégica foi projetado com o objetivo de possibilitar a projeção de Forças de Infantaria da Marinha e do Exército de acordo com seus elementos e formas próprias de ação e servir como plataforma eventual para a aviação embarcada, assim como a participação em tarefas de Ajuda Humanitária.
Esta missão requer um navio de caráter polivalente que será capaz de operar de diferentes maneiras mas não necessariamente de forma simultânea.
O navio é monocasco, construído em aço, com a ilha a estibordo. Em um primeiro nível, dispõe de um deque na popa. Na proa se situa a garagem de veículos e/ou material pesado.
Acima desses espaços, se encontra o deque principal de habiltação, que contém alojamentos, complexo hospitaleiro, cozinhas, refeitórios e estoques.
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Visões superior e lateral do BPE / Navio
de Projeção Estratégica da Espanha.
(Arte NAVANTIA)
Acima, se situa o hangar de aeronaves que se prolonga até a proa con a garagem de veículos e/ou material leve.
Resumidamente, ele tem uma seção inferior com 3.000 m2 sendo metade alagada para 4 lanchões de desembarque de tropas e 4 lanchas de assalto. A outra metade é seca, onde cabe uns 40 tanques pesados. Acima dessa seção, tem os alojamentos para até 1.200 tropas, enfermarias, salas cirurgicas, etc.
Acima disso tem outra seção de 3.000 m2, com outra garagem para 80 veículos menores entre blindados leves, caminhões, jipes, obuseiros, etc. À frente disso, fica o hangar para 6 a 8 helicopteros medio-pesados.
O BPE tem acomodações para uma dotação de 243 pessoas, um Estado Maior de 103 pessoas, uma Unidade Aérea Embarcada de 172 pessoas, um Grupo naval de praça de 23 pessoas e 902 pessoas de Força Embarcada (20 % pessoal feminino).
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Esquema completo do BPE / Navio de Projeção Estratégica da Espanha.
(Arte NAVANTIA)
O navio dispõe de uma planta propulsora / geradora do tipo elétrica situada em duas casas de máquinas independentes, separadas entre si por dois compartimentos e 2 unidades propulsoras tipo POD. Os elementos principais de propulsão são:
1 Grupo Turbogerador de 19.750 BkW.
2 Grupos Diesel-Geradores de 7.680 BkW c/u.
2 unidades POD de 11 MW c/u.
2 Propulsores Transversais na proa de 1500 kW c/u.
1 Grupo Diesel-Gerador de Emergência de 1200 kW.
Está disposto um convôo corrido de popa a proa com um comprimento aproximado de 202,3 metros e uma largura de 32,0 m, tendo uma pista de vôo e um Ski Jump com um ângulo de subida de 12º, que permitem as operações de decolagem e aterrissagem de aviões VSTOL do tipo AV-8B e JSF. Seu peso com carga máxima será de 27,5 mil toneladas.
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O convôo dispõe de 6 pontos de pouso permitindo que 6 helicópteros possam realizar operações simultâneas de aterrissagem e decolagem. Dois elevadores para os aviões ligam o hangar com o convôo.
Outra arte do BPE / Navio de Projeção Estratégica da Espanha.
(Arte NAVANTIA)
O navio dispõe também de um deque com capacidade para 4 embarcações de desembarque tipo LCM 1E e 4 Supercat, simultaneamente.
O Sistema de Navegação do BPE é composto por :
Radar de navegação de tipo LPI (baixa Probabilidade
de Interceptação).
Sistema de navegação de precisão GPS/GALILEO.
Sistema de Navegação Inercial, Corredeiras e sonar.
Sensores Meteorológicos (vento, temperatura,
pressão e humidade).
Sistema de Distribuição de Dados de Navegação.
Sistema AIS (Automatic Identification System).
Sistema ECDIS.
Os sensores do Sistema de Combate são :
Radar Aéreo Tridimensional para vigilância, controle de
aeronaves e autodefesa.
Radar de Controle de Helicópteros de tipo LPI (Baixa
Probabilidade de Interceptação).
Radar de Aproximação de Aeronaves (PAR).
Sistema de Vigilância Eletro-Ótico.
Sistemas ESM/ECM radar para defesa antimíssil (reserva de
espaço e peso).
Sistema ESM de comunicações para interceptação e
monitorização de emissões.
Sistema IFF.
Enlaces Táticos de Dados (Links 11, 16 e 22).
O BPE dispõe do seguinte Sistema de Armas :
Sistema de defesa antimíssil de ponto (reserva de espaço e peso)
4 canhões de 20 mm e duas metralhadoras.
Sistema de torpedo (Nixie).
Sistema de defesa contra minas (reserva de espaço e peso).
Sistema lançachaff (6 lançadores).
AUSTRÁLIA - NOVA CLASSE
A Austrália aprovou em agosto de 2005 um projeto de US$ 2 bilhões para a construção de 2 Navios Anfíbios para serem utilizados em uma larga gama de situações, como operações de combate, alívio de desastres regionais, ajuda humanitária, missões de paz, e assistência a operações policiais ou militares.
Construtores navais australianos serão convidados para uma concorrência que envolverá dois tipos de projetos, com a escolha final de um ou de ambos :
- O navio de projeção estratégica espanhol BPE (LHD/LHA) da
NAVANTIA (ex-IZAR) de aproximadamente 27.000 ton.; e
- O navio LHD francês MISTRAL da DCNS com capacidade adicional
de transporte de tropas, com 21.000 ton.
O Governo já deu a aprovação inicial ao projeto e destinou US$ 30 milhões para a Fase de Desenvolvimento de Projeto. Com isso, tanto a Navantia como a Armaris já estão desenvolvendo suas listas de requerimentos, incluindo aspectos técnicos, de meio-ambiente e de segurança australianos.
O navio espanhol teria maior capacidade de carga, mas a construção do primeiro navio começou agora. Já o navio francês tem capacidade um pouco menor, mas já está construído e encontra-se em fase avançada dos testes finais conduzidos pela Marinha Francesa.
A concorrência será aberta para a indústria naval australiana no 2º trimestre de 2006. Caso não seja alcançado um preço competitivo localmente, será então considerada a opção de construção no exterior. Para um construtor australiano, o contrato sairia no início de 2007, com o comissionamento ocorrendo em 2012.
Cada navio deverá ter, preferencilamente, a habilidade até 1.000 pessoas, ter seis locais de pouso de helicópteros, e provisão para um misto de helicópteros de transporte de tropas e de reconhecimento armado. Também deverá transportar até 150 veículos, incluindo os tanques M1A1 Abrams e veículos blindados.
Cada navio será equipado com instalações médicas, como duas salas de cirurgia.
FONTES & LINKS
Tenix / Navantia - LHD
Fav-Club News - 3 Navios de Assalto Anfíbio para a Venezuela
Poder Naval Online - BPC Tonnerre Visita o Rio
DCNS - Mistral LHD
Área Militar -Navios Logísticos
VÍDEOS