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Marinha do Brasil  -  MB

Meios Disponíveis e Futuros


FX NAVAL PARA A

MARINHA DO BRASIL



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Type 26 GCS

 Type 26 GCS - Global Combat Ship (Arte BAE Systems)



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Fremm D 650 Aquitaine saindo de Lorient

FREMM francesa D 650 Aquitaine saindo do Porto de Lorient.
(Foto DCNS)



INTRODUÇÃO


A Marinha do Brasil pretendia começar a construir ainda em 2011 três escoltas de até 6.000 toneladas para começar a substituir as seis fragatas da Classe Niterói, construídas no Brasil com o apoio dos estaleiros britânicos Vosper, entre o fim da década de 1970 e o iníco dos anos 1980.


No iníco, em 2008, era bastante comentado o projeto de uma revolucionária fragata furtiva baseada na Classe La Fayette (de 125 m e 3.600 ton), que poderia ser construída no Brasil em associação pela
EMGEPRON brasileira e a DCNS francesa, mas não houve qualquer confirmação posterior.


Depois, com a exigência da MB de operar escoltas multimissão de aproximadamente 6.000 ton, aptas a uma marinha realmente de águas azuis, surgiu a FREMM francesa, também da DCNS, como nova opção a ser oferecida pelos franceses ao Brasil, para acompanhar o contrato de construção local de submarinos.


Em novembro de 2008, passamos a ver o projeto de construção de fragatas virando um verdadeiro FX Naval, com “F” de Fragata em vez de “F” de Fighter, aquele FX de Caça da FAB. Inclusive, as regras iriam ser semelhantes, com duas fases e até com uma short list final.


Foi nessa época que ocorreu o oferecimento da Classe KDX-II de destróieres pela coreana Hyundai, famosa pela velocidade e qualidade com que constroi navios.


A Classe KDX-II foi oficialmente oferecida pelos coreanos a US$ 420 milhões a unidade, frente aos US$ 600 milhões das fragatas FREMM francesas. Aí, entraram os espanhois e ofereceram a fragata F-100.



MY TOP 10 MODERN SURFACE WARSHIPS (04:23 MIN)


Muitos consideram o coreano KDX-III (King Sejong the Great) e
o japonês Atago como os melhores navios de guerra da atualidade.



Preliminarmente, a F-100 é maior, mais bem armada, e pode receber mísseis de cruzeiro Tomahawk, mas o KDX-II tinha a vantagem de ser construído pela Hyundai, estaleiro mestre em velocidade e qualidade. No final, o preço coreano poderia mostrar-se imbatível.


Com a oferta coreana, ficou claro pleo menos àquela altura que a MB colocou que o vencedor da disputa financiaria toda a reforma do AMRJ, onde seriam construídos esses navios de escolta, além de capacitar a mão-de-obra local.


Faltava a esse FX Naval uma palavra dos americanos. Em abril de 2009, ela surgiu, em uma poderosa proposta da Gibbs & Cox, projetista da famosa Classe Arleigh Burke. Com certeza, viriam com ela navios excelentes e preços astronômicos, se lá produzidos.


Além de construção local, os americanos teriam que oferecer ao Brasil 1 NAe (o Kitty Hawk era então comentado), 2 LHDs, várias fragatas e destróieres, todos usados e em final de carreira. Seria um pacotão daqueles, mas uma faca de dois gumes para o futuro de nosso incipiente desenvolvimento tecnológico (PD&I).


A questão básica é que os outros concorrentes estavam jogando o mesmo jogo e outras propostas estavam por vir. Até os sistemas AEGIS chegaram na mesa.


Um navio com sistema de combate
AEGIS é capaz de executar diversas operações simultâneas contra aeronaves, mísseis balísticos e de cruzeiro, navios e submarinos.


Com essas novidades, os franceses fizeram uma imensa proposta envolvendo vários tipos de navios (de corvetas a NAes), mísseis e torpedos, além de envolverem a disputa do FX-2 da FAB no negócio todo.


Porém, as ambições brasileiras de médio e longo prazo mostraram ser bem superiores às atualmente conhecidas. E aí tudo mudou e o jogo embolou a tal ponto que o FX-Naval parece ter virado irmão do FX-2 da FAB, o que nunca sai.




O ADVENTO DO PEAMB


Com o advento do Plano de Articulação e de Equipamento da Marinha do Brasil - PEAMB, que previa investimentos de até 80 bilhões de euros, passou-se a discutir a necessidade de 2 Navios-Aeródromos de 40 mil a 50 mil ton, 4 LHD de cerca de 20 mil ton, 30 navios de escolta, 15 submarinos convencionais, 6 submarinos nucleares, além de 62 navios de patrulha.


Parecia que o Brasil realmente acordava e o Gigante preparava-se para se levantar, enfim. O jogo estava sendo feito e a mesa fervia. Novos participantes do
FX Naval preparavam-se para chegar, como Alemanha, Rússia e Reino Unido. A Itália sequer era mencionada à época.


Só não dava ainda para sonhar com um DDG KDX-III ou Atago. Essas seriam as escolhas técnicas mais lógicas. Já a escolha estratégica poderia depender de uma Gripe da Pulga que atacasse os brasileiros.


Em uma entrevista em maio de 2009, o então ministro Nelson Jobim declarou que existia uma aproximação com a China e que ela estava então mais voltada para a Marinha. Segundo ele, os chineses queriam que a Marinha do Brasil fosse o elemento de ligação para a criação da Marinha Chinesa.


A China não tinha uma marinha, oficialmente organizada, o
que ela tinha então era a PLA-N, que ainda era parte do exército, o PLA, Exército de Libertação do Povo, também conhecido como o Exército Vermelho, criado pelo ditador comunista Mao Tse Tung. O "N" é de Navy, Marinha em inglês.


Jobim disse que o Brasil 
traria oficiais chineses para estágio na MB, inclusive no NAe São Paulo, pois a China já estaria adquirindo ou construindo NAes para projeção de poder. Este acordo poderia render frutos futuros. E não se falou mais nisso em público.


Quando anunciou uma viagem em outubro de 2009 à China, Índia e Coréia do Sul, onde o Brasil teria grande interesses de partidas estratégicas, Jobim afirmou: "isto é fundamental para mostrar nossa autonomia. Não dá para ficarmos dependentes de uma linha que tínhamos somente".


Isso parecia como uma pista fundamental do que iríamos ter no
FX Naval. Deixando de ter somente uma linha, as FREMM já pareciam estar descartadas mesmo, visto que já tínhamos o programa de submarinos contratado com os franceses.


Haveria então algum programa sendo montado entre alguns desses países, Brasil, China, Índia e Coréia do Sul? Seria muito difícil incluir
China e Coréia do Sul em um mesmo programa, por causa da Coreia do Norte.


O certo é que o ministro e o presidente mudaram e tudo ficou diferente a partir daí.



FREMM Italiana

Uma FREMM ASW italiana.
(Arte Orizzonte Sistemi Navali)




A FREMM ITALIANA


Os italianos apareceram no FX em abril de 2009, quando iniciaram negociações sobre seus navios na LAAD, no Rio de Janeiro.


Ainda no final daquele ano, a
Finmeccanica e a Fincantieri apresentaram uma proposta ao então ministro da Defesa, Nelson Jobim, em um pacote que tornava a proposta francesa extremamente mais cara.


Em fevereiro de 2010, saiu na imprensa que Lula e Berlusconi iriam formalizar a compra de dez navios para a Marinha operar na costa brasileira.
Seriam fragatas FREMM (ben mais baratas que as frnacesas), navios patrulha e um navio multiuso de logística.


Um ano depois daquela LAAD, o Brasil promoveu em 12 de abril de 2010 um acordo estratégico com a Itália, o qual incluía a área de Defesa, mais especificamente, projetos e construção naval.



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FREMM

A futura FREMM italiana.
(Arte Marina Militare Italiana)



A MB já considerava França, Reino Unido, Itália e Alemanha como países que disputariam a encomenda das fragatas. Entretanto, a escolha foi tomada de forma bastante discreta, longe da imprensa, reservada mesmo.


Quando o Brasil promoveu em 12 de abril de 2010 um acordo estratégico com a Itália, incluindo projetos e construção naval na área da Defesa, ficou claro que a
s FREMM italianas já tinham sido as escolhidas, as grandes vencedoras do FX Naval da Marinha do Brasil.


Os dois governos discutiam formas para compensar a excessiva aliança do Brasil com a França na área de defesa, em detrimento da Itália, apesar dos laços históricos e da forte colônia italiana no Brasil, principalmente ao sul do país.



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FREMM

Duas Fragatas Multimissão FREMM italianas.
(Divulgação DCNS)



Já em maio de 2010, foi noticiado que a MB irá construir no Brasil 18 escoltas FREMM e mostrou-se possível que a sua construtora naval viesse a ser a Odebrecht, mesma construtora dos futuros submarinos, em Itaguaí, pois o governo não abriria mão da parceria entre uma empresa detentora de tecnologia, um estaleiro projetista internacional, e um estaleiro brasileiro.


Depois de arrendar o atual estaleiro Ishibrás, localizado na Baía de Guanabara, Rio de Janeiro, a Petrobras passou para outra empresa administrar o futuro estaleiro Inhaúma, o qual seria destinado também a construir e converter plataformas da estatal para atuação no Pré-Sal.



VÍDEO - FREGATE FREMM (5:28 MIN)





O contrato sobre as FREMM italianas e demais navios que seriam construídos para a Marinha do Brasil foi assinado pelo presidente Lula e o primeiro-ministro Silvio Berluscone durante sua visita ao Brasil, em julho de 2010.


Tratava-se de um pacote inicial de US$ 12,7 bilhões para a aquisição com construção local de 18 fragatas multimissão ítalo-francesas FREMM, 10 Navios de Patrulha Oceânica da Classe Comandante e 1 LSV (Logistics Support Vessel - Navio de Suporte Logístico) da Classe Etna.


A primeira entrega estava prevista com 3 fragatas FREMM e 3 NaPaOc,
com opção de entrega futura para mais 5 embarcações. O navio de apoio da Classe Etna seria usado para reabastecimento e carregamento de munição. Deveria substituir o NT Marajó.



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Classe Comandante

Os NaPaOc de 1.800 ton da Classe Comandante possuem
capacidade de transportar nossos helicópteros EC 725.
(Arte Marina Militare Italiana)



Etna

Navio de apoio da Classe Etna
(Arte Marina Militare Italiana)



O CASO CESARE BATTISTI


No início de 2011, em um extenso julgamento, o STF rejeitou o pedido de extradição de Cesare Battisti e, por seis votos a três, decidiu por sua libertação, que indubitavelmente gerou imediata reação das autoridades e sociedade italianas.


O então presidente da Itália, Giorgio Napolitano, o primeiro-ministro do país, Silvio Berlusconi, e os Ministérios da Justiça e das Relações Exteriores repudiaram a decisão da Suprema Corte do Brasil. Segundo as então autoridades italianas, houve desrespeito ao tratado de extradição existente entre os dois países e às premissas do direito internacional.


Diante de toda essa situação apresentada, os Ministérios das Relações Exteriores e da Justiça da Itália informaram que pretendiam recorrer à Corte de Haia para efetiva revisão da referida decisão do Supremo. Para o governo italiano, a decisão do STF contraria os acordos bilaterais existentes.


A própria sociedade italiana passou então a cobrar de seu governo uma retaliação ao Brasil. Nesse cenário diplomático, passaram a aventar a não participação de sua seleção na Copa do Mundo de 2014 no Brasil.


Com tudo esse ambiente negativo, em julho de 2011, já era dado como certo o cancelamento do negócio
de US$ 12,7 bilhões.


O governo do Brasil parecia recomeçar o
FX Naval do zero e desistia de uma vez por todas de fazer negócios com os italianos.



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FREMM Brasileira

Esquema de como poderia ser equipada uma futura FREMM
italiana com equipamentos e componentes brasileiros.
(Arte Marinha do Brasil)



LANÇADOR VLS SYLVER


As fragatas FREMM italianas na versão brasileira deveriam contar com lançadores VLS SYLVER, que suportam uma interessante gama de mísseis, indo desde os
mísseis anti-aéreos ASTER 15 até os mísseis de cruzeiro SCALP Naval.



VÍDEO - ASTER 15 (00:49 MIN)





Esses lançadores multi-células verticais da francesa DCNS foram selecionados para o programa das Fragatas Multi-Missão (FREMM) franco-italianas em 2005.


O lançador VLS (Vertical Launch System) de navio Sylver foi concebido para armazenar e lançar a última geração de mísseis anti-aéreos, como os ASTER 15 e ASTER 30.


Apesar do principal cliente do Sylver ser a família de mísseis ASTER, foi anunciado que o Sylver poderia eventualmente acolher mísseis anti-navios supersônicos de cruzeiro ANF, mísseis anti-aéreos Standard e ESSM, foguetes anti-submarinos ASROC, e mísseis de cruzeiro Tomahawk e SCALP Naval.


O módulo VLS Sylver possui 8 células que podem ser adaptadas a diferentes tipos de mísseis. Cada módulo Sylver ocupa uma área de 6 metros quadrados e é adequado para diversos tipos de navios, que vão desde corvetas até navios-aeródromos.



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VLS Sylver

Módulo VLS Sylver no NAe francês Charles De Gaulle.



O rendimento de um único módulo Sylver (pdf) é de até 6 tiros por segundo. Para mísseis de pequeno porte (de até 3,5 m), como o MICA de lançamento vertical, existe o módulo A-35.


Já o
VLS Sylver A-43 foi desenvolvido para apoio ao sistema de defesa aérea SAAM, que é baseado nos mísseis de curto alcance Aster 15. O módulo Sylver A-50 foi desenvolvido para apoio ao sistema de defesa aérea PAAMS, disparando tanto mísseis Aster 15 como Aster 30 maiores.


O
módulo Sylver A-70 foi desenvolvido para ser integrado às fragatas FREMM. Ele mede 7 m de altura e pode disparar os grandes mísseis de cruzeiro (longo curso) superfície-superfície, como o Tomahawk e o SCALP Naval.



VÍDEO - SYLVER VERTICAL LAUNCH
SYSTEM - VLS (01:31 MIN)





Além das FREMM, o VLS Sylver foi selecionado para a integração nos navios-aeródromo Charles de Gaulle e Cavour, nas fragatas franco-italianas Horizon, nos destróieres Type 45 do Reino Unido, além das fragatas da Classe Al Riyadh da Arábia Saudita e da Classe Formidable de Singapura (ambas sobre o projeto da La Fayette).


Segundo a DCNS, as principais vantagens de lançadores verticais como o Sylver são a alta cadência de disparo, adaptabilidade a um variado leque de missões e economia de espaço no convés. Os lançadores são produzidos na unidade da DCNS em Ruelle, próximo a Angoulême, no sudoeste da França.



VÍDEO - SCALP NAVAL - SUBMARINE
& SURFACE LAUNCHED (02:31 MIN)



Impressionante vídeo institucional com o
SCALP NAVAL buscando e destruindo
distante alvo estratégico em terra.




A CHEGADA DOS INGLESES


Com a desistência do Brasil pela opção italiana devido aos problemas políticos, em que ficou claro que se tratava de um país que não podia ser levado a sério nem era um parceiro confiavel em Defesa, renascia uma agora remodelada proposta inglesa que, até julho de 2011 ainda não estava bem esclarecida, publicamente, mas parecia andar a passos largos.


Em linhas gerais, a MB passaria a operar navios da Royal Navy sendo descomissionados com algo como 20 anos ou menos de serviço, o que ainda seria muito cedo para esse tipo de embarcação.


Acontece que o Reino Unido já enfrentava graves problemas econômicos e o orçamento público precisava ser reduzido. A RN passou a perder assim vários de seus navios, inclusive 2 de seus 3 Navios-Aeródromos Ligeiros. Sobrou apenas o HMS Illustrious.


Estaria em jogo um pacote de oportunidade de usados envolvendo até 4 fragatas Type 22 B3, até 4 fragatas Type 23 e até 4 destróieres Type 42. Esses últimos seriam modernizados e receberiam os mesmos
lançadores VLS SYLVER das FREMM (ver acima), aptos a operarem os mísseis ASTER 15 e ASTER 30.



Type 23


Cada um desses até 12 navios adquiridos teriam, pelo menos, 25 anos de serviços pela frente. As Type 22 e 23 aguardariam apenas a desmobilização, a atualização das comunicações e instrumentos estratégicos, estando logo prontas para serem incorporadas a MB. A ideia é que a frotilha adquirida do Reino Unido garanta as nossas necessidades mínimas para agora.


Por outro lado, o Brasil passaria a
participar com os ingleses do processo de planejamento e desenvolvimento da Type 26, também conhecidas pelo nome de Future Surface Combatant e agora Global Combat Ship.


O Brasil já teria até firmado uma parceria com o Reino Unido para adquirir 6 unidades da Type 26.



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Type 26

Conceito original da Type 26.
(Arte BAE Systems)


Faria ainda parte dos planos e do cronograma da MB a volta das FREMM francesas, cuja produção seria imediata.


Enquanto as Type 26 seriam um projeto para produção a partir de 2020, as FREMM seriam produzidas assim que fosse possível em
nossos estaleiros, pois o atraso do caso italiano era evidente.


As 3 fragatas da Classe Greenhalgh (Type 22 B1) da MB deveriam, em confirmando-se a aquisição das Type 22 B3, ser desativadas logo após o recebimento dessas para garantir peças de reposição para os lançadores de seus Sea Wolfs.


Quanto às 6 fragatas da Classe Niteroi, poderiam ter suas vidas úteis estendidas até o recebimento das futuras Type 26, algo a partir de 2020.


Existiria interesse ainda em
NaPaOcs, ou navios de patrulha oceânica, e em navios de suporte logístico, para reabastecimento e carregamento de munição.


Além de tudo isso, o Brasil ainda parecia inclinado a adquirir um dos 2 NAes ingleses de 65 mil ton sendo construídos, da futurra Classe Queen Elizabeth, que deverão carregar entre 34 e 45 aviões e helicópteros.


Type 42

Destróier Type 42 Batch III da Royal Navy, o D96 Glouceter, da Classe Sheffield.
(Retirado de serviço em 2011).


n


T26 GCS - O TYPE 26 GLOBAL COMBAT SHIP


No Reino Unido, em torno do
projeto Type 26, eram planejadas antes duas classes de navios com deslocamento em torno de 6.850 ton:

- C1 (Type 26) - Uma plataforma voltada à Guerra Anti Submarina.
- C2 (Type xx) - Uma plataforma de propósito mais geral.


Em meados de 2012, o projeto Type 26 foi definido e apreentado pelo Ministério da Defesa da Inglaterra como Type 26 Global Combat Ship, ou Navio de Combate Global do Tipo 26.



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Type 26

 Type 26 GCS - Global Combat Ship (Arte BAE Systems)



O novo navio T26 GCS terá múltiplos empregos, deslocando um pouco menos, cerca de 5.400 toneladas e tendo 148 m de comprimento. Deverá incluir:

•    Silos verticais de mísseis, capazes de alojar vários tipos diferentes de armas;
•    Um canhão de calibre médio;
•    Um hangar para acomodar um helicóptero Merlin ou Wildcat, além de um espaço flexível para veículos aéreos, de superfície e submarinos não-tripulados, ou para outras embarcações;
•    Os mais avançados sensores disponíveis na frota.


Segundo ou projeto, ele apresentará capacidade de adaptação e fácil modernização, para reagir a ameaças à medida que estas evoluem. Será capaz de complexas operações de combate, operações de segurança marítima, como combate à pirataria, bem como operações de ajuda humanitária.


A fase de avaliação do T26 GCS deverá estar concluída aproximadamente em meados desta década, quando a principal decisão de investimento será tomada.  Neste momento, será confirmado o orçamento e serão feitas as encomendas. Atualmente, o ministério trabalha com a hipótese de encomendar a construção de 13 embarcações. 




FRAGATA LA FAYETTE DA DCNS


A partir da assinatura de ACORDO COM A FRANÇA em 15 de julho de 2005 em Paris, chamado de "Acordo de Cooperação em Tecnologias Avançadas", voltou a ser comentado à época o projeto de uma revolucionária fragata furtiva baseada na Classe La Fayette (2 3 4) (de 125 m e 3.600 ton).


Ela poderia ser construída no Brasil em associação pela
EMGEPRON brasileira e a DCNS francesa, mas não houve qualquer confirmação posterior.



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Fragata La Fayette

Fragata Furtiva F 710 Classe La Fayette.
(Divulgação DCNS)



Tal fragata seria a maior embarcação de combate construída no País, tendo cerca de 150 metros de comprimento e deslocamento de 5.000 toneladas, o mínimo para atuação em Estados de Mar de maior intensidade em Teatros de Operações (TO) distantes, básico para uma Marinha de Águas Azuis.



Muralha

Uma Muralha em Alto Mar.



Seus sistemas de armas incluiriam mísseis antiaéreos de defesa de área, capazes de atingir aviões e mísseis de cruzeiro a mais de 50 km de distância, mísseis anti-navio Exocet MM-40 Block 2 (a nova geração), helicópteros e mísseis anti-submarinos e canhões de 40mm e 115mm.


A classe La Fayette é um dos maiores sucessos comerciais da indústria naval francesa, tendo tido 14 encomendas para a França, Taiwan e Arábia Saudita. São navios basicamente modulares e possuem versões anti-aérea, anti-submarina e multimissão.


A principal característica é sua furtividade, ou seja, ser de difícil detecção pelo inimigo, possuindo baixas assinaturas de radar, acústica, eletromagnética e IR.


As linhas do projeto procuram evitar as chamadas armadilhas para radar, saliências e reentrâncias que emitem ecos eletrônicos. Como exemplo, os botes salva-vidas ficam abrigados por trás de cortinas plásticas especiais, que absorvem impulsos elétricos.


Seu projeto avança em constantes inovações, como para mastros recolhidos, resultando em ainda maior furtividade.



Fragata La Fayette - Características

Características da Fragata Classe La Fayette.
(Divulgação DCNS)



Os motores diesel, colocados sobre suspensões especiais antivibração, funcionam como geradores para o sistema principal de propulsão, formado por motores elétricos. Com isso, as furtivas La Fayette conseguem operar em completo silêncio, uma característica extremamente bem-vinda em situação de combate em águas infestadas de submarinos.




FRAGATA FREMM DA DCNS



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Fremm D 650 Aquitaine saindo de Lorient

FREMM francesa D 650 Aquitaine saindo do Porto de Lorient.
(Foto DCNS)



Em 4 de setembro de 2008, foi noticiado que o Brasil deveria construir um total de 6 Fragatas Multimissão de nova geração FREMM, um projeto conjunto franco-italiano de elevada furtividade, e um total de 4 Submarinos Scorpène (rebatizado pelos franceses de Marlin, já sem os espanhóis no projeto).


Esse contrato faria parte de um grande pacote da Estratégia Nacional de Defesa, o qual seria anunciado em 7 de setembro de 2008, mas foi adiado ou cancelado, só para variar. E outras propostas foram chegando à mesa.



FREMM

A futura FREMM francesa é mais furtiva, tendo só um mastro.
(Divulgação DCNS)



Em dezembro de 2008, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, veio ao Brasil assinar os contratos para a construção das 4 submarinos da Classe Scorpène e nada aconteceu sobre as FREMM.


Os trabalhos de construção se dariam no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro - AMRJ, que seria totalmente modernizado para suportar essa empreitada de grande envergadura.


Produzidas aqui, somente as 6 FREMMs custariam ao Brasil à época mais de US$ 3 bilhões. Na França, iriam a mais de US$ 4 bilhões.



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FREMM - Vistas

Diferentes vistas de uma FREMM francesa.
(Arte Wikipedia Commons)



A Marine Nationale francesa e a Marina Militare italiana desenvolveram conjuntamente o programa FREMM e devem receber um total de 27 dessas fragatas de nova geração, sendo 17 para a França e 10 para a Itália. Na verdade, foram encomendadas pela França apenas 8 unidades.



FREMM da DCNS

Maquete da FREMM do DCNS exposta
no Salão de Le Bourget 2007, em Paris.

(Foto Pierre Bayle)



A FREMM é um navio multimissão inovador e bastante automatizada. Foi projetado pela DCNS francesa e a Fincantieri italiana, para operarem Guerras Anti-Aérea, Anti-Submarina e Anti-Navio.


Ainda é capaz de conduzir ataques a alvos profundos em terra com os mísseis de cruzeiro
Scalp Naval, disparados de sistemas verticais (VLS) Sylver A-70 e com o alcance de 1 mil km do Tomahawk americano.



Scalp Naval

Míssil de Cruzeiro Scalp Naval da MBDA.
(Foto Divulgação MBDA)



Ainda em 4 de setembro de 2008, a americana GE Marine Systems anunciou que a primeira turbina a gás GE-Avio LM 2500 +G4 (32.000 kW) para a parte francesa foi entregue por seu fornecedor Avio, de Turim, ao estaleiro DCNS.



CODLAG

Esquema do sistema CODLAG com a turbina a gás ao centro.
(Arte livre em Wikipedia)



Ela é a base do sistema de propulsão à turbina CODLAG que equipa a primeiro Fragata FREMM da Marinha Francesa, a Aquitaine. Outras turbinas também foram entregues pela  Avio em Brindisi, Itália.


A Aquitaine foi comissionada em novembro de 2012. Em seguida, o estaleiro da DCNS em Lorient promete entregar uma fragata a cada 10 ou 12 meses.


n


(Clique nas fotos abaixo para ampliação)

D 650 Aquitaine


D 650 Aquitaine


D 650 Aquitaine

Imagens da FREMM D 650 Aquitaine em 2013.



VÍDEO - DCNS SWORDSHIP - TRIMARAN (02:03 MIN)



Aderindo ao conceito furtivo da FREMM francesa, será
que o Brasil ainda irá tornar-se um parceiro em um
futurístico Swordship Trimaran para a MB ?




DESTRÓIER KDX-II DA HYUNDAI


O destróier da Classe Korean Destroyer Experimental - KDX-II, da Coréia do Sul, é multimissão e teve o design do casco licenciado pela alemã IABG.


Tem deslocamento máximo de 5.520 ton, 150 m de comprimento e boca de 17 m. Tem propulsão CODOG com 30 nós de velocidade máxima.



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KDX-II Coreano

Maquete do KDX-II coreano.
(Foto Global Security)



Tem como armamentos um lançador vertical (VLS) Mk 41 na proa de 32 células para mísseis Standard SM-2 Block III de defesa antiaérea de área, um lançador RAM de defesa de ponto e antimíssil, um CIWS Goalkeeper de 30mm, um canhão de 127mm Mk 45 Mod 4, mais 8 mísseis Harpoon antinavio e dois lançadores triplos de torpedos anti-submarino de 324mm.


Existe ainda um lançador vertical (VLS) para o VL-ASROC, um foguete anti-submarino coreano.


Este programa Destróier Experimental Coreano contou com imenso suporte tecnológico americano e tem uma previsão de 3 fases: o KDX-I (3.800 ton), que teve capacidade operacional inicial em 1998; o KDX-II (5.000 ton), com início em 2002; e o KDX-III (7.650 ton), com início agora em 2009.



VÍDEO - KOREAN NAVY - KDX-II E KDX-III (03:52 MIN)




Vídeo mostrando destróieres KDX-II e KDX-III em atividade.



A Marinha sul-coreana já planeja lançar uma nova versão do destróier KDX-II a partir de 2019. Será o KDX-IIA, um navio furtivo de 5.600 ton. Serão destróieres Mini-Aegis que passarão a ser uma espécie de ponte entre os KDX-II e os poderosos KDX-III.


Os destróieres KDX-IIA, de tamanho médio, equipados com radar SPY e eficientes sistemas de armas se transformarão no núcleo estratégico da frota da Marinha.


A frota estratégica da Marinha sul-coreana será composta de dois esquadrões liderados por destróieres KDX-III, envolvendo navios KDX-II ou KDX-IIA, navios de apoio, novas fragatas e submarinos de ataque.


Uma nova base naval também será construída na ilha de Jeju até 2014 para servir como lar para a frota.


O KDX-III


O destróier DDG multifunção KDX-III é semelhante aos destróieres Arleigh Burke americano e Atago japonês. Seu radar multi-função 3D AN/SPY-1D (V5) é capaz de rastrear mais de 1.000 alvos simultâneos ao redor do navio e permitir o engajamento simultâneo de até 20 alvos preferenciais.


Seu deslocamento máximo é de 7.650 ton, leva mais de 300 tripulantes, mede 165,9 m de comprimento, boca de 21 m e calado de 14 m.
Tem propulsão COGAG (4 turbinas a gás GE LM 2500 de 75 MW) com 30 nós de velocidade máxima e autonomia de 5.500 milhas náuticas. Possui convôo e espaçoso hangar para 2 helicópteros Westland Mk 99 Lynx ou equivalente.


Seus sistemas eletrônicos incluem radar AN/SPY-1D (V5), AEGIS multifuncional estimado em 450 km de alcance, radar de controle de fogo AN/SPG-62, sonar Atlas Elektronik DSQS-21 BZ-M, sonar rebocado MTeQ, e suite de guerra eletrônica LIG Nex1 SLQ-200 (V) 1K Sonata.



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KDX-III

Linda imagem do destróier coreano DDG 991, primeiro da  Classe King Sejong the Great, mais conhecida como KDX-III, talvez o melhor navio de guerra do mundo.
(Foto Wikipedia Commons)



Seus sistemas de armas começam por 1 canhão de 127mm / L62 Mk 45 Mod 4, 1 bateria de Goal Keeper CIWS 30mm, 1 lançador de mísseis RIM-116 Rolling Airframe, células Missile Block 1 21, 1 sistema de defesa anti-aéreo Mk 41 com 80 células VLS para 128 mísseis standart SM-2 Block IIIB, 32 mísseis-torpedo tipo ASROC, K-ASROC, 32 torpedos K745 LW, e 16 mísseis de longo alcance de ataque naval SSM-700K.


Termina com 32 mísseis de cruzeiro Hyunmoo IIIC, que atingem alvos a 1.500 km. Sua ogiva pode levar 500 kg de explosivo convencional ou ogiva termonuclear de 500 kilotons.


A Marinha sul-coreana lançou dois dos três previstas navios KDX-III e prepara-se para receber mais um antes de 2012. O primeiro deles, Sejong, o Grande, entrou em serviço em dezembro de 2008. O segundo navio, Yi I, está agendado para estar operacional no final de 2009, após testes de mar.





FRAGATA F-100 DA NAVANTIA


A fragata espanhola tipo F-100
resulta do desenvolvimento do projeto europeu da Nato Frigate Replacement - NFR-90, cujo programa objetivava desenvolver uma nova classe de navios multifunção otimizados para a Guerra Anti-Aérea.


Ela conta com armamento totalmente americano. D
esloca 6.250 ton, tem 147 m de comprimento, boca de 18,6 m e calado de 4,75 m. Tem propulsão CODAG com 29 nós de velocidade máxima e autonomia de 5.000 milhas náuticas.



(Clique na foto abaixo para ampliação)

F-100 Espanhola

Fragata espanhola F-101 Alvaro de Bazan.
(Foto Armada da Espanha)



O navio da Navantia precisa de 180 tripulantes, tem sistema de combate AEGIS,  phased array radar SPY-1D e towed array. Possui um convôo com hangar capaz de operar com 1 helicóptero SH-60B Sea Hawk.


O armamento é composto por um canhão de 5″/54 (127mm) Mk 45 Mod 2, um único lançador vetical (VLS) Mk 41 de 48 células para mísseis Standard SM-2MR Block IIIA e RIM-162 Evolved Sea Sparrow.


Tem 8 mísseis antinavio McDonnell Douglas RGM-84 Harpoon e 2 lançadores de 324mm Mk 32 Mod 9 para torpedos leves anti-submarinos Alliant Mk 46 Mod 5.


Os espanhóis contrataram ainda 24 mísseis de cruzeiro Tomahawk para suas F-100, que
não poderão ser utilizados sem a autorização dos EUA nos primeiros 5 anos.



VÍDEO - F-100 AEGIS FRIGATES (0:38 MIN)


Rápida demonstração do poderio de uma Fragata F-100 Aegis.



Tendo vencido a disputa para a Marinha da Austrália (Royal Australian Navy - RAN), os futuros navios de guerra submarina com defesa anti-aérea da Classe Hobart serão fragatas F-100.


Os navios de nome Hobart, Brisbane e Sydney estão sendo construídos pela Australian Submarine Corporation (ASC) Shipbuilding, em Osborne, South Australia, e o primeiro navio está previsto de receber seu comissionamento em outubro de 2013. Posteriormente, foi acrescido à lista acima o Melbourne.




DESTRÓIER DA GIBBS & COX


A americana Northrop Grumman Ship Systems (NGSS) estaria oferecendo à MB, com total apoio do governo dos EUA, os poderosos destróieres DDG AEGIS do projeto da empresa Gibbs & Cox, que é uma derivação evoluída do consagrado projeto DDG-51 da Classe Arleigh Burke.



VÍDEO - USS O'KANE - ARLEIGH BURKE CLASS (1:16 MIN)



Fantástica visão do DDG 77 USS O'Kane entrando
em Pearl Harbor, Havaí, em maio de 2004



O modelo proposto ao Brasil seria baseado no programa australiano de destróier anti-aéreo (Air Warfare Destroyer - AWD) originalmente oferecido à RAN, mas que perdeu aquela concorrência para a proposta da espanhola Navantia, exatamente a F-100.


Os australianos consideraram a proposta da F-100 superior à americana em todos os critérios-chave, sendo ainda significativamente mais barata e de menor risco. O correto seria o oposto, devido à eletrônica mais poderosa, mas o que pesa é o custo.


O custo unitário do
projeto de destróier da Gibbs & Cox seria de US$ 1 bilhão, mas acontece que ele desloca cerca de 8.100 ton (muito acima dos requisitos estabelecidos para as futuros escoltas da MB – de 6.000 ton) e seria mais capaz que a F-100.


Tem 148 m de comprimento, boca de 18,2 m e calado de 5,90 m. Sua propulsão é a gás, com 28 nós de velocidade máxima e autonomia de 5.500 milhas náuticas.


Tal destróier tem 220 tripulantes e conta com 2 hangares e instalações capazes de abrigarem e permitirem a operação de 2 helicópteros MH-60B Sea Hawk ou Strike Hawk, semelhantes aos modelos recentemente adquiridos pela Marinha do Brasil, que são aptos à guerra anti-submarino e ataque à superfície.


Ele é dotado do sistema de combate
AEGIS 7.1, phased array radar SPY-1D(V), e towed array. É armado com com 2 lançadores verticais (VLS) Mk 41 de 32 células cada, somando 64 células, para uma configuração padrão de 40 SM-2 / SM-3 Standard, 32 ESSM e 16 ASROC (VL).


Além disso, pode levar 8 mísseis
antinavio McDonnell Douglas RGM-84 Harpoon ou similares, dispondo de 2 lançadores, além de um canhão principal de 127mm, 2 canhões de 20mm e 2 lançadores triplos para torpedo leve Honeywell Mk 50, somando 6 tubos lançadores.



(Clique na arte abaixo para imagem gigante do destróier)

Gibbs & Cox

Características do Air Warfare Destroyer (AWD) da Gibbs & Cox
oferecido na disputa autraliana para a futura Classe Hobart
da Royal Australian Navy (RAN).

(Arte Gibbs & Cox)




A PROPOSTA FRANCESA


Em maio de 2009, a DCNS francesa estaria preparando uma imensa proposta para a indústria naval brasileira. Para começar, a produção local de fragatas FREMM de 6.500 ton envolveria algo entre 6 e 16  unidades (dependendo da verba), com custo unitário de US$ 600 milhões na configuração anti-aérea.


A MB já estaria de olho no FX-2 e havia boatos de que o Rafale poderia vencer justamente pelo pacote monstro que os franceses estavam apresentando para as 3 Forças Armadas. Os rumores eram de que haveria uma bagatela de mísseis e torpedos na mesa de negociações, todos podendo ser produzidos aqui.


No mundo dos off-sets do FX-2, um vencedor Rafale iria também para a Marinha. De início, seria possível a entrada do Brasil no programa do Meteor, sendo este míssil produzido no Brasil. Haveria ainda a assessoria no desenvolvimento do míssil de médio alcance de cruzeiro nacional.


Para alegria da Marinha, a MDBA instalaria uma fábrica de mísseis no Rio de Janeiro, onde seriam produzidos os mísseis Exocet MM-40, assim como os novíssimos torpedos Black Shark.


O novo míssil anti-navio da MB seria baseado no Exocet MM-40 Block 3 que, entre outras funcionalidades, pode atacar alvos em superfície, sendo conhecido como Tomahawk dos pobres, por ser mais econômico.


O Exército e a Marinha utilizariam os mísseis Aster para defesa anti-aérea e o portátil Mistral (Simbad para a Marinha), todos produzidos no Brasil.


Especulava-se sobre o apoio no desenvolvimento de um LPD nacional, ou ainda a transferência de 2 navios LPD da Classe Foudre. Seguiria ainda a proposta de desenvolvimento e assessoria no projeto de um futuro NAe brasileiro de 40.000 ou 65.000 ton, juntamente com a DCNS.



Os flancos dos navios brasileiros, despedaçados pelos canhonaços
das chatas a lume d'agua, tornam iminente a submersão total da
esquadra. Bombas metralhas esfuziam do alto dos barrancos:
não é possível descrever o que se passa a bordo dos navios
ao alcance das balas, que sibilam em chuveiros.


Entretanto, alguma coisa de providencial se passava, que
cumpre não esquecer: quando o oficial-escrivão da Parnaíba,
depois de haver tragado, para atiçá-lo, algumas fumaças do
fatídico morrão que deveria comunicar o fogo ao paiol, pensa
cumprir a sinistra ordem ouvem-se alvissareiros vivas que,
irrompendo dos navios brasileiros em delírio, o detém
estupefato. E  de pé, sobre a caixa das rodas, destaca-se
afina, por entre densas nuvens de fumo, o vulto imponente
de Barroso, que é o primeiro a bradar - Vitória!


E este triunfo naval, que tão diretamente influíra nos
destinos de toda a campanha, mudou também, e
inteiramente, a sorte dos adversários.

(Batalha Naval do Riachuelo)




FONTES & LINKS


Brasil - Marinha do Brasil - MB 

Net Marine - Une Histoire Des FREMM

Wikipedia - FREMM

Naval Technology - Projects - F-100

Global Security - F-100


Global Security - KDX-II

Wikipedia - Hobart_Class Destroyer

FAS - US Navy Shipboard Combat Systems

Wikipedia - KDX-III King Sejong the Great Class Destroyer

Wikipedia - Atago Class Destroyer

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