O Japão veio
desenvolvendo uma grande
marinha nas décadas de 80 e 90, apoiado
pelos EUA, que
temem o crescimento da influência chinesa
em toda a
Ásia
e precisam
de um contrapeso de grande envergadura, somente
possível
para uma economia do porte da japonesa.
Destróier D 110 Takanami, 1º da Classe Takanami de uma
encomenda de 5 navios de 6.300 ton,
carregados.
(Foto Runneko)
Segundo o Wikipedia,
em 2013, o Japão possuía 17 destróieres e 29
fragatas,
totalizando uma Força de Superfície com 46 navios de
combate.
Seus mais avançados navios são os destróieres da
Classe Atago,
uma modernização da Classe Kongo,
porém, com capacidade antimíssil balístico (BMD).
Esses navios com sistema AEGIS foram baseados na classe Arleigh Burke
da US Navy.

(Clique na
foto abaixo para ampliação)
DDG-178 JS Ashigara, segundo membro da Classe Atago.
(Foto US Navy)
Fragata Japonesa 158
Umigiri da Classe Asagiri, com 4.300 ton, comissionada em 1991.
Entrando na Baía de Guanabara junto ao
Pão-de-Açúcar,
Rio de Janeiro, em 18 de julho de
2004.
(Foto de Luiz
Padilha)
Durante a
Guerra do Afeganistão, o Japão enviou diversas unidades
à região em conflito, o que significou
a primeira
operação militar no exterior desde
o término
da 2ª Guerra Mundial. Assim, ela deixou de
ser uma
marinha costeira, como nas últimas 6
décadas.
A Royal Navy vem passando por
mudanças nada suaves. Em julho de
2004, o governo inglês anunciou que retiraria de serviço
antes de 2006, 3 destróieres Type 42 e 3 fragatas Type 22.
Já em
janeiro de
2007, foi anunciado que boa parte da frota da Royal Navy seria
retirada
de serviço. Todos os Tipos 22 e 42 seriam aposentados, dando
lugar a bem menos navios de Tipos 23 e 45.
A Inglaterra estava ainda determinada a construir 2 NAes CVF
grandes, com 50.000 ton, que
deveriam ser comissionados em 2014 e 2017. Eles
seguem em construção. Para
tal, necessitarão de escoltas à altura.
O desenvolvimento das escoltas da Royal Navy
baseava-se na progressão das famosas
Type 42 e 22
para os destróieres Type 45
-
Daring Class
e as fragatas Type 23.
Inicialmente, haviam sido
encomendados ao VT Group 12 navios Type 45 mas, em julho de 2004,
tinham
sido confirmados apenas 8 unidades (D32 a D39), mas depois de atrasos 2 delas foram canceladas. O 1ª
navio foi comissionado em 2009 e o 6º e
último deverá ser em 2013.
A 1ª Type 45 - HMS Daring -
saindo
do estaleiro pela 1ª vez.
(Foto Royal Navy)

(Clique na
arte abaixo para ampliação)
Vídeo do HMS Daring saindo
do estaleiro em
1º de fevereiro de 2006, como na foto acima.
(Vídeo BAe Systems)
VÍDEO
- ROYAL NAVY NEW TYPE
45 DESTROYER (04:39 MIN)
Havia ainda um novo projeto
denominado "Future
Surface Combatant", do
qual o TRIMARAN
RV TRITON era
um demonstrador de tecnologia.
Arte de
destróier Type 45,
de 7.350 ton.
(Arte Royal Navy)
As defasadas fragatas brasileiras Greenhalgh
são antigas Type 22
batch 1.
A PLA-N
(People's Liberation Army Navy) vem rapidamente deixando de ser uma marinha de águas costeiras.
Almeja tornar-se uma marinha
oceânica desde o fim da Guerra
Fria e
vem trabalhando arduamente para tal, com novos destróieres
multitarefa
sendo comissionados a todo instante.
Boatos ocidentais rezam haver mais de 37 navios de guerra sendo
contruídos na China em 25 diferentes locais.
Seu Projeto 051B de destroyer multitatrefa (ASW/AAW) da
Classe Shen Zhen (Luhai), de 6.600 ton, com a unidade 167
comissionada em 1999, foi um banco de testes para a tecnologia sendo
desenvolvida
para a próxima geração na PLA-N.
Para atingir seus intentos, a China
vem fazendo o possível para trazer muitas tecnologias
externas, inclusive visando montar o Projeto de
um grande NAe, além de adquirir
destróieres
no estado da arte, em ambos os
casos
usando a Rússia, de quem tem sido um cliente interessante nos últimos tempos.
Como exemplo, encomendou
4 destróieres do Projeto
956 SOVREMENNYY
(fotos), tendo recebido inicialmente 2
unidades da Classe Haizhou que estavam em
construção para a marinha russa,
renomeadas Haizhou (136) e Fuzhou (137).
Os 2
destróieres seguintes têm maior capacidade e foram encomendados em
janeiro de 2002, em um contrato de US$ 1,4 bilhão, tendo o último sido entregue em
setembro de 2006. Cada um dos 4 Sovremennyy (significa moderno)
dispõe
de 8 mísseis de cruzeiro
antinavio supersônicos
MOSKIT,
ao que se deve sua elevada
tonelagem
de 8.480 ton.
Sovremennyy na PLA-N People
Liberation Army - Navy.
Sua missão primária
será destruir os CVBG's (Carrier
Vessel Battle Groups) - Grupos de Batalha com NAes da US Navy,
que fossem socorrer Taiwan quando iniciasse a tão comentada
invasão chinesa à Ilha.
Destróier Classe
Sovremennyy.
Depois do Projeto 052,
de
destróier da Classe Harbin (Luhu)
de 5.700 ton, e do Projeto
051B, da Classe Shen Zhen (Luhai) de 6.600 ton, a
China projetou e construiu o Projeto 052B
Classe Guangzhou de 6.500 ton, de destróier multitarefa (ASW/AAW), cujas 2 unidades 168
e 169 já receberam seus armamentos.
Destróier Multitarefa
169
Wuhan do Projeto 052B.
Também
está sendo completado o Projeto 052C,
da Classe Lanzhou, de destróier multitatrefa
muito mais sofisticado que os anteriores, com
mísseis de longo alcance, cujas 2 unidades 170 e 171
também
já receberam seus armamentos.
Destróier Multitarefa
170
Lanzhou sendo comissionado
em 2005.
Destróier Multitarefa
171 da
Classe Lanzhou foi construído
pelo Estaleiro Jiangnan e comissionado
em 2005.
Sua construção teve
início logo após as duas unidades 052B, dos quais guardam
apenas semelhança física.
Por último, mas não
menos importante, um interessante desenvolvimento da PLA-N tem sido o
Fast Attack Craft - FAC, um
catamarã com propriedades furtivas para provável defesa
de seu litoral.
A Marinha Chinesa, como as outras Forças da RPC, demonstra assim
vir completando grandes planos de expansão,
em boa parte, por causa de seu problema em
Taiwan com os EUA.
Veja a evolução para
um NAe desejada pela China e um
interessante link sobre NAes Chineses a partir da
página de
Navios-Aeródromos.
(Clique
na
foto abaixo para ampliação)
Comandante da Marinha do Brasil, a
lmirante-de-esquadra Julio
Soares de Moura Neto
(na primeira fila, segundo à direita do almirante de branco),
nas
comemorações do
60º aniversário da PLA Navy,
em 23 de abril de 2009, em
Qingdao, China.
Em uma entrevista em maio de
2009,
o ministro Nelson Jobim declarou que existe uma
aproximação com a China
e que ela está mais voltada para a Marinha. Segundo ele, os
chineses
querem que a Marinha do Brasil seja o elemento de ligação
para a criação
da Marinha Chinesa.