Duas Fragatas Multimissão FREMM.
(Divulgação DCNS)
PARTE 3
NOTÍCIASFRANÇA
TIPOS
CLASSES
Nº
TON
TON TOTAL
CRUISERS
JEANNE D´ARC
TRAINING / HELO
1
12.365
12.365
DESTROYERS
TOURVILLE
2
5.885
11.770
FRAGATAS
2
4.500
9.000
GEORGES LEYGUES
7
4.350
30.450
5
3.280
16.400
FRAGATAS
LEVES
FLOREAL
6
2.950
17.700
TOTAL
-
23
-
97.685
Os planos franceses são de construção de seu segundo Navio-Aeródromo, só que convencional. O NAe Nuclear R-91 Charles De Gaulle (CDG) já custou mais de US$ 3 bilhões aos contribuintes franceses e vinha sendo chamado de "Belo Antônio".
Para as escoltas, há somente o "Horizon Project" (2) de nova fragata com a Itália, a Classe Forbin. São apenas dois navios e serão entregues até 2009, sendo que a primeira unidade foi lançada em 10 de março de 2005. Terá 6.700 ton e servirá para defesa aérea de ponto. Seus sistemas de armas estão entre os mais avançados.
Seus destróieres da Classe Suffren estavam em final de vida útil, tendo o último sido descomissionado em 2005. O CDG poderá vir a ficar dependente da escolta de navios ingleses, humilhação máxima para o orgulho francês.
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Fragata Francesa F710 da Classe La Fayette.
(Foto Marine Nationale Française)
Em outubro de 2005, foi anunciado um pacote de reformas de meia-vida pela DCNS envolvendo o Porta-Helicópteros Jeanne D'Arc, os 2 destróieres Tourville, e 1 das 7 fragatas da Classe Georges Leygues, a D644 Primauguet.
França e Itália associaram-se no projeto das Fragatas Multipropósito FREMM (do francês Frégate Multi-Mission e do italiano Fregata Multi-Missione).
Trata-se de um navio projetado pala DCNS e pela Fincantieri com capacidade para operar em Guerra Anti-Aérea, Anti-Submarino, e Anti-Superfície, além de possuir ainda a capacidade de ataque contra alvos terrestres, com 16 mísseis de cruzeiro Scalp Naval, disparados de sistemas verticais Sylver A-70 e com o alcance de 1 mil km do Tomahawk americano.
(Clique na arte abaixo para ampliação)
Foram encomendadas pela França 8 unidades, sendo 6 para ASW e 2 para para ataque terrestre, embora houvesse um projeto anterior de encomendar um total de 17 unidades (em 8/9). Tal contrato é avaliado em € 3.5 bilhões, com entregas entre 2011 e 2015. A Itália deverá incorporar 10 fragatas, sendo 6 ASW e 4 multi-propósito.
(Clique na foto abaixo para ampliação)
Mencione-se ainda uma resposta francesa à agora declinante Classe DDG 1000 Zumwalt, que é o Swordship, o qual é TRIMARAN e também será armado com canhões de 155 mm de longo alcance e avançado desenho furtivo.
VÍDEO - DCNS SWORDSHIP - TRIMARAN (00:51 MIN)
Outra novidade da DCNS, apresentada no segundo semestre de 2008, é a família de fragatas FM 400, que deverá substituir o tipo La Fayette. Trata-se de uma fragata modular média, com 4 versões entre 3.500 e 4.500 ton, baseada no programa das FREMM. Seu comprimento será de 125 m e a largura de 17,5 m.
A FM 400 poderá levar um helicóptero pesado, como o NH 90, ou dois leves, como o Pantera. Mas a novidade estará nos seus drones, que poderão ser aéreos, de superfície e até submarinos.
FONTES & LINKS FRANÇA
TIPOS
CLASSES
Nº
TON
TON TOTAL
DESTROYERS
DELHI
3
6.700
20.100
RAJPUT (KASHUN)
5
4.950
24.750
FRAGATAS
TALWAR (MOD KRIVAK)
3
3.780
11.340
BRAHMA PUTRA
(IMPROVED GODAVARI)
1
4.300
4.300
GODAVARI
3
4.300
12.900
NILGIRI (LEANDER)
3
3.250
9.750
TOTAL
-
18
-
83.140
Em termos de NAes, a Índia possui hoje o Viraat e aguarda o ex-Admiral Gorshkov que foi comprado à Rússia em janeiro de 2004 para ser reconstruído (refit).
A Marinha Indiana 2 (IN) ou Bharatiya Nau Sena , tem um projeto de longo prazo de possuir 3 NAes, de modo que pelo menos 2 estejam operacionais sempre. De início, ela trabalha para contar com 2 NAes depois que o Viraat for desativado em 2010. Dizia-se que a Rússia poderia produzir para a IN um NAe de 25.000 ton, mas isso foi desmentido com um novo projeto na própria Índia.
Em 30 de julho de 2004, foi noticiado um contrato de construção do novo NAe da Marinha da Índia pelo Estaleiro indiano Cochin, com o suporte completo do Estaleiro estatal italiano Fincantieri SpA. Tal contrato deverá cobrir dois anos de serviços, embora continue a vigorar até o comissionamento, previsto para ocorrer entre 2012 e 2013.
Também sonham em encomendar diversas escoltas, como os destroyers Sovremennyy, acompanhando a Marinha Chinesa. Mas sempre ocorrem as previsíveis faltas de verbas.
Entretanto, três fragatas da Classe Talwar (Mod Krivak) foram entregues em 2003 e 2004 pela Rússia, tendo sido construídas nos Estaleiros Baltisky em São Petersburgo. O contrato pelas 3 fragatas de 3.780 ton custou US$ 1 bilhão à Índia.
DESIG.
NAVIO
COMISSIONADO
F 40
INS TALWAR
18 JUN 2003
F 43
INS TRISHUL
25 JUN 2003 F 44
INS TABAR
19 ABR 2004
A 3ª e última produzida foi a fragata F 44 Tabar, que foi comissionada em abril de 2004 e esteve no Rio de Janeiro entre 22 e 25 de junho.
As Talwar são armadas com o Míssil Hipersônico Klub, que pode levar ogiva nuclear, e podem ter um helicóptero Kamov KA-28 ASW e um Kamov KA-31 AEW. Baseadas no projeto russo Project 1135.6 dos anos 80, sofreram extensas modificações e reprojetos, incorporando alterações de desenho na superestrutura, com características furtivas (stealth).
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Fragata Indiana F 44 Tabar da Classe Talwar, recém comissionada.
Atracada no Porto do Rio de Janeiro entre 22 e 25 de junho de 2004.
(Foto Luiz Padilha)
Seus destroyers Classe Delhi (3) são navios multitarefa, com significativa capacidade de guerra AS e AA. Levam 2 Sea King (AS). São armados com um variante menor do MOSKIT, o KH-35 subsônico, com alcance de 130 km.
FONTES & LINKS ÍNDIA
Bharat-Rakshak - Talwar Class
Strategic Affairs (India)
Naval War College Review - India in The Indian Ocean
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Fragata F 48 Bosísio da Classe Greenhalgh.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)
Bosísio na ADEREX I 2006
TIPOS
CLASSES
Nº
TON
TON TOTAL
FRAGATAS
GREENHALGH
3
4.400
17.600
PARÁ
1
3.560
7.120
NITERÓI MODERNIZADA
6
3.700
22.200
FRAGATAS
LEVES
INHAÚMA
4
2.350
9.400
BARROSO
1
2.350
2.350
TOTAL
-
17
-
58.670
Pensando em ter um moderno Navio-Aeródromo (Leve, ao custo de US$ 600 milhões) para substituir o antigo Minas Gerais, a MB precisou contentar-se, com o Foch, então recém-desativado pela França, e que demandou extensa reforma.
Trata-se do Navio-Aeródromo A-12 São Paulo. Tendo sido incorporado em 15 de novembro de 2000, chegou à sede da Esquadra no Rio de Janeiro em 17 de fevereiro de 2001. O A-12 poderá continuar em serviço até 2015, no máximo.
(Clique na foto para ver imagem gigante do A-12)
Veja em detalhes o NAe São Paulo - A-12 - da Marinha do Brasil.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)
Esse NAe permite à MB reconstruir sua Aviação Naval Embarcada de Asa Fixa do ZERO. E isso é um processo que leva muito tempo (superior a 10 anos). Veja detalhes em ALA AÉREA.
A MB sofre também por não poder construir modernas fragatas, não poder sonhar em construir destróieres e até por ter tido dificuldades em concluir uma única corveta. E a SITUAÇÃO (2) vinha sempre piorando um pouco mais a cada dia.
Dispõe hoje de 3 fragatas da Classe Greenhalgh (Type 22 - ASW) e de 6 da Classe Niterói (AAW), além de 4 fragatas leves (Corvetas da Classe Inhaúma).
Em 2005, estavam sendo substituídos os mísseis Exocet MM-38 das Greenhalgh por Exocet MM-40 Block 2 OTH, que podem destruir grandes alvos navais a até 70 km de distância. Em uma baia de MM-38 cabem 4 mísseis MM-40, sem aumento de peso.
Com isso, ficam padronizados na MB (Classes Niterói e Greenhalgh) o modelo de míssil SSM de emprego anti-navio de longo alcance.
No final de 2003, foi feito o batismo e lançamento da Corveta Barroso, que vem sofrendo grandes contingenciamentos de verbas. Seu comissionamento só ocorreu em meados de 2008.
Os 4 contratorpedeiros - destróieres - antigos da classe Pará foram considerados como desativados, embora a D-27 Pará ainda esteja na ativa por mais alguns meses. A fragata F-47 Dodsworth, da Classe Greenhalgh, foi colocada na reserva em 2004 por falta de verbas.
Pode-se contar apenas com 9 fragatas e 4 fragatas leves para cobrir uma extensão de costa de 7.400 km e uma área marítima de 4,5 milhões de km2, a justamente chamada Amazônia Azul, totalizando uma das maiores extensões de todo o Planeta ? Isso é impossível e bastante negligente por parte do Governo Federal, com tais extremas limitações de meios para a MB.
Uma extensa modernização de meia vida foi realizada em suas fragatas da Classe Niterói, chamado de Programa MODFRAG (2) pela empresa EMGEPRON no AMRJ, tendo sido a última das 6 unidades - a Constituição (F42), modernizada e entregue em fevereiro de 2006.
PROGRAMA MODFRAG
DA CLASSE NITERÓI
Substituição dos mísseis superfície-ar "SEACAT" por "ASPIDE",
de maior alcance;
Substituição dos canhões de 40 mm controlados manualmente
por canhões de 40 mm automáticos, em versão específica para
emprego contra mísseis;
Substituição dos sistemas de controle tático e de direção de
tiro desenvolvidos na Inglaterra, pelo SIstema de CONtrole
TÁtico e de Armas versão II (SICONTA MK II 2), desenvolvido
no Brasil, dotado com recursos incomparavelmente mais eficazes;
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Tela do SICONTA MK II.
(Imagem Emgepron)
Substituição da totalidade dos sensores (radares, IFF,
equipamento MAGE (2) sonar e rastreador optrônico) por
equipamentos de desempenho superior, utilizadores de
técnicas digitais de processamento de sinais;
Substituição do antigo sistema analógico de controle da propulsão
e das máquinas auxiliares pelo novo sistema (SCMPA);
Ampliação da capacidade de guerra eletrônica pelo acréscimo de
um equipamento de CME e de um lançador de despistadores de
mísseis (SLDM), ambos desenvolvidos no IPqM (Instituto de
Pesquisas da Marinha);
Instalação de um sistema de comunicação digital, interiores e
exteriores, repetidora de radar e hodômetro; e
Tratamento magnético do casco, instalação de caldeiras auxiliares,
revisão de turbinas, implantação de sistemas digitais de
monitoramento do controle de avarias e para a obtenção de
oxigênio e água potável a partir da água do mar, e instalação de
sistema de osmose reserva.
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Outra vista aérea do AMRJ pelo ângulo oposto à anterior.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)
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Toda a Classe Niterói passou a enfatizar combate AAW com os mísseis SAM Aspide.
Console Siconta Mk III totalmente nacional utilizado
nas fragatas da Classe Niterói Modernizada.
(Foto Paulo Ricardo Siqueira na LAAD 2005)
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Teste de míssil AAW guiado semi-ativo Aspide com o
Sistema Albatros pela Fragata F-41 Defensora
(Classe Niterói Modernizada) em 2004.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)
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Mesmo com todas adversidades, a MB conseguiu a façanha de ter hoje os melhores centros de pesquisa e convênios com universidades e institutos, principalmente, para o desenvolvimento do tão sonhado Submarino Nuclear de Brasileiro (SNB) e de Guerra Eletrônica de caráter nacional.
Fragata F 44 Independência da Classe
Niterói Modernizada da Marinha do Brasil.
Construída no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro - AMRJ.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)
CLASSE NITERÓI
MODERNIZADA
6 NAVIOS
FRAGATA
NOME
ATUAL
F 40
NITERÓI
MOD
F 41
DEFENSORA
MOD
F 42
CONSTITUIÇÃO
MOD F 43
LIBERAL
MOD
F 44
INDEPENDÊNCIA
MOD
F 45
UNIÃO
MOD
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Fragata da Classe Niterói Modernizada.
(Arte Serviço de Relações Públicas da Marinha)
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Modelo do novo Míssil Anti-Navio Exocet MM-40 Block 3, que
também permitirá ataque costeiro, como o famoso HARPOON.
(Arte MBDA)
Com todas as limitações impostas pelo Governo atual, trata-se de uma Força de pronto emprego (ver ADEREX II/05) e bem administrada, cujo exemplo deve ser seguido. É a partir desse esforço que deverão surgir nossas maiores conquistas em Defesa para um futuro próximo.
(Clique na foto para ampliação)Depois de ampliar a área de atuação do Projeto Calha Norte, incluindo entre as áreas de ocupação a Ilha de Marajó e os Estados do Acre e Rondônia, até o limite com o Mato Grosso, a Marinha inaugurou em 2004 um novo comando naval da Amazônia Ocidental, na Ilha de São Vicente.
Em 28 de maio de 2004, partiu da Ilha de Mocanguê (Rio de Janeiro) o primeiro Grupo-Tarefa de Paz (2) da MB levando 146 veículos e reboques, além de efetivos do EB e do FFE / CFN para o Haiti, onde o Brasil passou a comandar com 1.200 homens a Força de Paz composta por diversos Países, como Argentina e Uruguai.
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Vista aérea da Ilha de Mocanguê, na Baía de Guanabara, Rio de Janeiro,
com o primeiro Grupo-Tarefa de Paz para o Haiti composto pelo Navio de
Desembarque de Carros de Combate Mattoso Maia, o Navio de Desembarque-
Doca Ceará, a Fragata Rademaker e o Navio-Tanque Gastão Motta.
A partida foi em 28 de maio e o retorno em 14 de julho de 2004.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)
LA FAYETTE
A partir da assinatura de ACORDO COM A FRANÇA em 15 de julho de 2005 em Paris, chamado de "Acordo de Cooperação em Tecnologias Avançadas", voltou a ser comentado o projeto de uma revolucionária fragata furtiva baseada na Classe La Fayette (2 3 4) (de 125 m e 3,6 mil ton), que poderia ser construída no Brasil em associação pela EMGEPRON brasileira e a DCNS francesa, mas não houve qualquer confirmação posterior.
Tal fragata seria a maior embarcação de combate construída no País, tendo cerca de 150 metros de comprimento e deslocamento de 5 mil toneladas, o mínimo para atuação em Estados de Mar (2) de maior intensidade em Teatros de Operações (TO) distantes, básico para uma Marinha de Águas Azuis.
Seus sistemas de armas incluiriam mísseis antiaéreos de defesa de área, capazes de atingir aviões e mísseis de cruzeiro a mais de 50 km de distância, mísseis anti-navio Exocet MM-40 Block 2 (a nova geração), helicópteros e mísseis anti-submarinos e canhões de 40 mm e 115 mm.
Uma Muralha em Alto Mar.![]()
A classe La Fayette é um dos maiores sucessos comerciais da indústria naval francesa, tendo tido 14 encomendas para a França, Taiwan e Arábia Saudita. São navios basicamente modulares e possuem versões anti-aérea, anti-submarina e multimissão.
A principal característica é sua furtividade, ou seja, ser de difícil detecção pelo inimigo, possuindo baixas assinaturas de radar, acústica, eletromagnética e IR.
As linhas do projeto procuram evitar as chamadas armadilhas para radar, saliências e reentrâncias que emitem ecos eletrônicos. Como exemplo, os botes salva-vidas ficam abrigados por trás de cortinas plásticas especiais, que absorvem impulsos elétricos.
Seu projeto avança em constantes inovações, como para mastros recolhidos, resultando em ainda maior furtividade.
Os motores diesel, colocados sobre suspensões especiais antivibração, funcionam como geradores para o sistema principal de propulsão, formado por motores elétricos. Com isso, as furtivas La Fayette conseguem operar em completo silêncio, uma característica extremamente bem-vinda em situação de combate em águas infestadas de submarinos.
SIR GALAHAD
Em abril de 2007, a Marinha anunciou a aquisição de oportunidade (meio usado) junto ao Reino Unido do navio de apoio logístico Sir Galahad, que foi comissionado na Royal Navy em 1988 e teve baixa em 2006, com apenas 18 anos de emprego, podendo servir ainda mais 17 anos.
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The Royal Fleet Auxiliary, Landing Ship Logistic RFA
Sir Galahad transportando suprimentos para o Iraque.
(Foto Royal Navy)
Trata-se de um reforço considerável para o aspecto de logística da MB, onde servirá como um NDCC, renomeado de G29 Garcia D'Ávila. Une-se ao NDCC G28 Mattoso Maia e aos NDD G30 Ceará e G31 Rio de Janeiro.
O NDCC G29 Garcia D'Ávila aumentará bastante a capacidade da MB de transporte e desembarque de tropas para suporte a operações anfíbias, além de transporte logístico de material, veículos e pessoal.
Seu deslocamento é de 8.751 ton, raio de ação de 13 mil milhas a 14 nós, uma velocidade máxima de 17 nós, carrega 3.440 ton de suprimentos e até 537 tropas, além de possuir 2 convôos para operações aéreas de asa rotativa, sendo um para Sea King e outro para Sea King, Lynx ou Chinook.
O G29 é capaz de carregar 16 MBTs ou 33 veículos de 8 ton e 62 Land Rovers em um só deque. Em outro deque, ainda podem seguir mais 33 veículos de 8 ton, 74 Land Rovers e mais 40 contêineres de 20 pés.
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Visão da capacidade de carga do então L 3005 Sir Galahad.
(Foto Royal Navy)
SIR BEDIVERE
Em meados de 2008, a Marinha anunciou mais uma aquisição de oportunidade junto ao Reino Unido do navio de apoio logístico Sir Bedivere, que foi comissionado na Royal Navy no distante ano de 1967 e teve baixa em fevereiro de 2008, com 41 anos de emprego. Ele é bem mais velho que o Sir Galahad, que é um derivado seu.
A MB pagou R$ 31,5 milhões, incluindo treinamento de operações e manutenção, fornecimento de suprimentos, sobressalentes e serviços relacionados ao gerenciamento da reativação do navio, preparação e entrega.
O L 3004 Sir Bedivere esteve na Guerra das Malvinas, em
1982, tendo sido pouco danificado por aviões argentinos.
(Foto Royal Navy)
A modificação efetuada no Sir Bedivere nos anos 90 transformou-o no mais moderno dos navios da classe e por isso a sua desativação estava prevista apenas para 2011. Ele será incorporado à MB em 2009.
Este tipo de navio, que tem uma porta de proa, que se abre para que o navio encalhe na praia e permita colocar veículos directamente em terra. Tem capacidade para transportar 16 tanques pesados, 33 veículos de vários tipos, entre veículos de transporte e blindados leves, e pode ainda transportar até 534 militares.
Baseados em especificações civis, os navios da classe foram inicialmente concebidos como navios Ro-Ro (Roll on Roll Off), apenas como apoio de forças em terra, não em situações de combate. Por isso o navio tem muitas das suas estruturas em aluminio, e divisórias internas extremamente finas, sem qualquer tipo de blindagem.
FRAGATAS FREMM
Em 4 de setembro de 2008, foi noticiado que o Brasil deverá construir um total de 6 Fragatas Multimissão de nova geração FREMM, um projeto conjunto franco-italiano de elevada furtividade, e um total de 4 Submarinos Scorpène (rebatizado pelos franceses de Marlin, já sem os espanhóis no projeto).
Esse contrato faria parte de um grande pacote do Plano Estratégico de Defesa Nacional que seria anunciado em 7 de setembro, mas foi adiado.
Em dezembro, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, deverá vir ao Brasil assinar os contratos para a construção das 6 fragatas da Classe FREMM e dos 4 submarinos da Classe Scorpène.
Os trabalhos de construção se darão no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro - AMRJ, que deverá ser totalmente modernizado para suportar essa empreitada de grande envergadura. Produzidas aqui, somente as 6 FREMMs custarão ao Brasil mais de US$ 3 bilhões. Na França, iriam a mais de US$ 4 bilhões.
A Marine Nationale francesa e a Marina Militare italiana desenvolvem conjuntamente o programa FREMM e devem receber um total de 27 dessas fragatas de nova geração, sendo 17 para a França e 10 para a Itália. Na verdade, foram encomendadas pela França apenas 8 unidades.
(Clique na arte abaixo para ampliação)
Diferentes vistas de uma FREMM francesa.
(Arte Wikipedia Commons)
A FREMM é um navio multimissão inovador projetado pela DCNS francesa e a Fincantieri italiana, para operarem Guerras Anti-Aérea, Anti-Submarina e Anti-Navio, e ainda ser capaz de conduzir ataques a alvos profundos em terra com os mísseis de cruzeiro Scalp Naval, disparados de sistemas verticais Sylver A-70 e e com o alcance de 1 mil km do Tomahawk americano.
Maquete da FREMM do DCNS exposta
no Salão de Le Bourget 2007, em Paris.
(Foto Pierre Bayle)
Míssil de Cruzeiro Scalp N