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Marinha do Brasil  -  MB

Meios Disponíveis e Futuros


MEIOS FUTUROS PARA 

A MARINHA DO BRASIL


Trimaran - Logo

PARTE 6

SUBMARINOS



(Clique na foto abaixo para ampliação)

Família Scoorpene

Família Scorpène, que tem AIP com 50 dias de autonomia.
(Arte DCNS)



INTRODUÇÃO

PRIMEIRA FASE

SEGUNDA FASE

TERCEIRA FASE

QUARTA FASE

CONCORRÊNCIA

SUBMARINOS FUTUROS

NUCLEARES X CONVENCIONAIS

CÉLULA A COMBUSTÍVEL

FONTES E LINKS

VÍDEOS



O DEFESA BR é uma SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer
para manter a soberania sobre suas riquezas
das Amazônias Verde e Azul
com um conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB
.



Sub


INTRODUÇÃO


A Força de Submarinos (ForS) tem uma longa tradição na Marinha do Brasil, tendo sido criada em 17 de julho de 1914 como Flotilha de Submersíveis, há 90 anos.


Seus primeiros meios foram três submersíveis da Classe Foca, da Itália, introduzidos em 1914, porém encomendados pelo Programa Naval em 1906.
Antes disso, porém, o Peru iniciou sua Força em 1911 com 2 submersíveis adquiridos na França.



VÍDEO - SUBMARINOS DA MARINHA
DO BRASIL (04:07 MIN)






VÍDEO - FORÇA DE SUBMARINOS (06:05 MIN)





Entretanto, o Brasil manteve-se somente como operador de projetos de terceiros até os anos 1980, quando decidiu estabelecer uma estratégia para, a longo prazo, tornar-se projetista e construtor de seus próprios submarinos.



Classe Tupi - Baía de Guanabara

Quatro Submarinos da Classe Tupi da ForS da MB, saindo da Baía de Guanabara.
(Foto do Serviço de Relações Públicas da Marinha)



A tecnologia de construção de submarinos militares sempre foi restrita a poucos países que os projetavam e construíam. Com o tempo, outras nações conseguiram evoluir e construir submarinos a partir de projetos fornecidos pelos primeiros, como foi o caso do Brasil.


Mas esse não é um mundo fácil de sobreviver. Até mesmo países tradicionais construtores de submarinos terminaram seus programas, devido aos crescentes custos de desenvolvimento e aquisição desses novos sistemas de armas a cada geração e também às mudanças das ameaças.


Enquanto que outros aprenderam com o tempo e hoje passam a despontar para o futuro. Este já é o caso de um teimoso Brasil.



(Clique na foto abaixo para ampliação)

S33 e S34 no AMRJ

Submarinos S-33 Tapajó e S-34 Tikuna no AMRJ.
(Foto Luiz Padilha - sob licença)



O Brasil já teve 2 fases como construtor de submarinos. Na primeira delas, produziu 3 IKL-209-1400 de 1.450 ton no AMRJ (o primeiro dos 4 da classe na MB, o Tupi, foi produzido na Alemanha), e a segunda fase foi concluída em dezembro de 2005 com o Tikuna, um IKL-209 melhorado (209-1500).


Parte agora para a terceira fase, com a construção do ESTALEIRO ITAGUAÍ (DCNS/Odebrecht), dedicado a submarinos na área de Itaguaí, Região Metropolitana do Rio. Veja detalhes no PROSUB (9 Mb em pdf).


Lá está sendo produzido o primeiro de
4 submarinos de propulsão convencional e 1 submarino de propulsão atômica.



Prosub



Esses futuros submarinos brasileiros passaram a ser chamados de SBR (Submarino Brasileiro) e SNBR (Submarino Nuclear Brasileiro).


O SBR não será nem o Scorpène (modelo desenvolvido em conjunto com a espanhola Navantia) e nem o Marlin (basicamente, um Scorpène 100% francês), e sim um novo modelo com especificações da Marinha Brasileira.


Para construir os 5 submarinos, sendo 4 convencionais SBR, serão gastos € 4,1 bilhões ou US$ 5,720 bilhões. Isso representará € 820 milhões, ou US$  1,144 bilhão em média por cada submarino francês. Uma conta rápida de US$ 1,8 bilhão para o SNBR levaria cada SBR a custar US$ 980 milhões.




(Clique na foto abaixo para ver imagem gigante do Lançamento do Tikuna)

Lançamento do Tikuna

Lançamento do S-34 SB Tikuna.
(Foto  Ricardo Stuckert / PR - ABr 87.280)



Essa terceira fase de construção faz parte de uma reviravolta. Serão agora 4 submarinos SBR, da DCNS francesa com especificações brasileiras. Antes, estava planejada  a construção de IKL-214 de 1.700 ton. Entretanto, em 2008, o governo brasileiro mudado radicalmente em direção aos franceses, de olho na quarta fase.


A quarta fase deverá ser a de um SSN conhecido como Submarino Nuclear Brasileiro, o tão falado  SNB, agora chamado de SNBR, de projeto francês, mas
com especificações exclusivas da Marinha Brasileira.



PNM



Em 10 de julho de 2007, o então presidente Lula já anunciara em Iperó (SP) a destinação de R$ 1,040 bilhão para a conclusão do projeto nuclear da Marinha, dirigido à propulsão do submarino e também à geração de energia comercial.


O então ministro da Defesa Nelson Jobim anunciou em 22 de setembro de 2008 que um acordo prevendo a construção de submarinos seria assinado em dezembro daquele ano com a França. Disse ainda que o contrato seria de 5 submarinos de ataque, incluindo um destinado a ser dotado de propulsão nuclear.


De fato, o contrato
de € 4,1 bilhões ou US$ 5,720 bilhões foi mesmo assinado em 23 de dezembro de 2008, como prometido.


A DCNS não intervirá, contudo, além das partes não nucleares desse navio, que será o primeiro submarino nuclear de ataque brasileiro (desprovido de armas estratégicas).


As primeiras construções, dos submarinos convencionais, serão do tipo
SBR e uma parcela do trabalho poderá ser feita na França. Uma transferência de tecnologia ocorrerá, em seguida, junto aos estaleiros locais.


O que é pouco divulgado é que todos os SBR serão nuclearizáveis, ou seja, bastará mais à frente retirar o motor diesel e as baterias, e alongar o submarino através da adição de uma nova seção com o futuro reator.



VÍDEO -  BRASIL VAI CONSTRUIR
SUBMARINO NUCLEAR (02:26 MIN)




Reportagem do Bom Dia Brasil, em 29 de setembro de
2008, sobre a futura construção do SNA brasileiro.
(Vídeo Globo Vídeo)



VÍDEO -  ALEXANDRE GARCIA FALA
SOBRE CONSTRUÇÃO DE
SUBMARINO NUCLEAR (01:59 MIN)




Alexandre Garcia, no Bom Dia Brasil de 29 de setembro de
2008, falando sobre Ciro, Rei da Pérsia, e o SNA brasileiro.
(Vídeo Globo Vídeo)



Um grande obstáculo para a transferência de tecnologia ao Brasil é a falta de mão-de-obra especializda. Os franceses estão colaborando na formação de técnicos brasileiros, dada a obrigação contratual de transferir parte da tecnologia. A FIESP também estará investindo junto com o SENAI para formar esta mão-de-obra.


Os projetos dos
SBR e do SNBR vêm sendo totalmente acompanhado pelos técnicos brasileiros desde o inicio, passando pelas etapas de projeto, construção, teste e aprovação. As especificções são fornecidas pela MB.


Com tal processo, a MB não está adquirindo 4+1 submarinos, está pagando para aprender a especificar, projetar e construir os submarinos brasileiros com seus mais de 36.000 itens, espalhando benefícios econômicos e sociais por toda nossa indústria a longo prazo.




VÍDEO - GUERREIROS DO BRASIL -
JORNAL DA RECORD
- 11/08/2009 (07:16 MIN)



Matéria apresentada pela Rede Record em 11 de agosto de 2009.




PRIMEIRA FASE


Esse pode vir a ser o caso também do Brasil, que teve, em uma primeira fase como construtor, uma bem sucedida estratégia de aquisição de tecnologia junto à Alemanha com a construção dos seus 4 submarinos convencionais IKL-209-1400, da Classe
TUPI (2), com características para emprego no litoral.



S-31 e S-32

Submarinos da Classe Tupi S-31 Tamoio e S-32 Timbira.
Até hoje a OTAN tenta compreender o que aconteceu para seus navios
e NAe terem sido "afundados" em exercícios com esses dois acima
(Foto Luiz Padilha)



O primeiro deles foi produzido na Alemanha pelo Estaleiro Alemão Howaldtswerke-Deutsche Werft (HDW - pdf) e comissionado em 1989. Os outros 3 foram totalmente construídos no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ), o qual obteve absoluto sucesso na empreitada, formando ainda excelente mão-de-obra especializada para a produção e gerenciamento de seu programa de construção.




SEGUNDA FASE



Tikuna



Na segunda fase do processo como construtor, tendo desenvolvido capacidades próprias, o Brasil iniciou em 1991 no AMRJ a construção de um outro submarino ainda de uso no litoral, o S-34 SB TIKUNA (2 3), um Tupi aperfeiçoado no País (IKL-209-1500), que foi comissionado em 16 de dezembro de 2005.



(Clique na foto abaixo para ver imagem gigante do Lançamento do Tikuna)


Lançamento do S-34 SB Tikuna no AMRJ do Rio de Janeiro, em 9 de março de 2005.
(Foto Ricardo Stuckert / PR - ABr 87.279)



O Tikuna trouxe diversas novas tecnologias desenvolvidas pela própria MB, como na redução dos níveis de ruído e de exposição durante a recarga de baterias.



Lançamento do Tikuna

Presidente Lula e D. Marisa conhecendo o Tikuna.
(Foto Ricardo Stuckert / PR - ABr 87.177)



Conta ainda com evolução na geração de energia, sistema de direção de tiro e sensores. Além disso, deverá utilizar mísseis antinavio e anti-helicóptero no estado da arte.



(Clique nas fotos abaixo para ver imagens gigantes do Tikuna)

Tikuna - Tona

Submarino S-34 Tikuna em Santos em 6 de maio de 2006.
(Foto José da Silva para o DEFESA BR)



Tikuna - Tona

Submarino S-34 Tikuna em Santos em 6 de maio de 2006.
(Foto José da Silva para o DEFESA BR)



Tikuna - Tona

Submarino S-34 Tikuna em Santos, em 6 de maio de 2006. Atenção à Fortaleza
da Barra Grande
, que teve importante papel no conjunto de defesa instalado no
canal de acesso à Baía de Santos, na época das invasões piratas.
Ela está situada na Ilha de Santo Amaro (Guarujá).
(Foto José da Silva para o DEFESA BR)



Nesta segunda fase do processo como construtor, podemos incluir a modernização da frota da ForS que, em 2008, era composta de 5 submarinos, sendo 4 IKL-209-1400, da Classe Tupi. O ModSub foi iniciado em 2007. O Timbira e o Tamoio já realizaram seu primeiro PMG no AMRJ.



Timbira - Casco


Casco resistente do Timbira após
operação de corte para PMG.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



No ModSub, todos os 5 submarinos receberão novos mísseis antinavio e anti-helicóptero. O custo unitário desse ModSub deverá ser superior a US$ 100 milhões.


Em setembro de 2005, o Departamento de Defesa dos EUA anunciou que aprovara a venda de 30 modernos torpedos pesados Mark 48 (Mk 48) Mod 6 ADCAP (2 3 4 5), fabricados pela Raytheon Co. (2) ao Brasil no valor de US$ 60 milhões (Vídeo).



MK 48 ADCAP



O Brasil pedira 30 torpedos de tecnologia avançada Mk 48 Mod 6 ADCAP, ou MODS ADCAP, contêineres, sistemas, equipamento de apoio e de testes, peças de reparo e reposição, material de reserva, equipamentos de treinamento, treinamento de pessoal, documentação técnica e publicações, engenharia, assistência técnica e suporte logístico inclusive da US Navy, tudo para atualizar a capacidade de torpedos pesados da MB e estar pronta para atuar em forças de coalizão.


Os Mod 6 são Torpedos de Tecnologia Avançada (Advanced Technology Torpedoes) e estão sendo introduzido na US Navy desde 2005. Seu contêiner é chamado de ACOT-GCB (
Advanced Common Torpedo Guidance and Control Box).


O Mod 7 foi desenvolvido em conjunto pelas Marinhas dos EUA e Austrália para tornar-se padrão em ambas. Em 7 de dezembro de 2006, o
SSN 752 - SS Pasadena, foi o primeiro submarino a recebê-lo em Pearl Harbor, Havaí.



MK 48 ADCAP

Torpedo Mk 48 ADCAP (Advanced Capability) usado pela US Navy
nos submarinos Los Angeles, Ohio, Seawolf e Virginia.
(Foto US Navy)



Tal venda não foi confirmada, mas em 2007 a MB solicitou à agência norte-americana DSCA a autorização para adquirir 6 sistemas integrados de combate para torpedos Mk 48 ADCAP por US$ 58 milhões.


Eles irão para os 5 submarinos atuais e mais um centro de treinamento. Segundo a 
Jane's, o alcance do Mod 6 seria de 38 km a 55 nós até 50 km a 40 nós, o que ainda é contestado por muitos. Outra fonte avalia tal alcance em 20,4 km a 65 nós e 33,4 km a 40 nós.



(Clique na foto abaixo para ampliação)

Mk 48

Torpedo Mk 48 ADCAP sendo testado no australiano HMAS Torrens.
(Foto US Navy)



VÍDEO - SINKING OF HMAS TORRENS (00:30 MIN)




O Torpedo Mk 48 foi disparado de um submarino
australiano posicionado a 20 mn do alvo, o
descomissionado HMAS Torrens.



Uma alternativa interessante teria sido o TRITON, um míssil guiado por fibra ótica lançado de submarino, que funciona em qualquer estado de mar com uma câmera infra-vermelha (IR) acoplada, sendo que a orientação terminal é automática.



Infrared Camera - Polyphem

Câmera infra-vermelha do Polyphem.



É uma versão submarina do míssil subsônico Polyphem da EADS-LFK  a ser lançada de submarino submerso para funções antinavio, anti-helicóptero e bombardeamento costeiro para os submarinos Type 212. Poderá ser utilizado a Mach 0.6 contra pequenos alvos de superfície e terrestres, como baterias costeiras e instalações portuárias, a 15 km de distância, inicialmente.


O TRITON vem sendo desenvolvido em conjunto com os Grupos HDW da Alemanha e Kongsberg KDA da Noruega, sendo que o primeiro tratará da produção do container de lançamento e da integração aos submarinos IKL-212.


Este míssil promete revolucionar o modo como os submarinos encaram os meios aéreos que hoje costumam caçá-los (anti-submarinos)
, pois poderá ser facilmente usado contra helicópteros e aviões de patrulha marítima voando a baixa altitude, atingindo-os em menos de 90 segundos.


Com relação aos helicópteros, provavelmente, outros meios aéreos passarão a ser empregados para as missões anti-submarinas, no futuro.



Míssil Triton

Míssil TRITON sendo disparado por submarino contra meios aéreos anti-submarino
que, com seu advento, passam a ser alvos fáceis a baixas altitudes.
(Arte divulgação HDW)



Outra opção interessante e até mais evoluída de míssil guiado por fibra ótica seria o IDAS da empresa alemã DIEHL BGT Defence, o qual é proclamado como totalmente autônomo. Ele foi testado com sucesso em novembro de 2006 pelo órgão oficial de compras militares da Alemanha.


Trata-se de uma espécie de
IRIS-T (2) com fibra ótica. E em um tubo de torpedo, caberiam 4 IDAS onde cabem 2 TRITONS.



IDAS

Mísseis IDAS sendo disparados por submarino
contra meios aéreos, navais e terrestres.
(Arte divulgação DIEHL)



Em fevereiro de 2009, a imprensa noticiou que o Brasil teria acertado a compra do torpedo franco-italiano Black Shark para seus futuros submarinos, e ele já teria passado da fase de homologação. Trata-se de torpedo pesado franco-italiano de nova geração produzido pelo consórcio DCNS / Whitehead Alenia Sistemi Subacquei-Wass.


Outra compra anunciada foi a do míssil antinavio SMM-39, espécie de versão submarina dos mísseis Exocet.



Black Shark

Torpedo pesado Black Shark.
(Foto Finmeccanica)



Black Shark na LAAD

Torpedo pesado Black Shark exposto na LAAD 2005.
(Foto Guilherme Poggio)



Uma excelente opção oferecida para os submarinos da MB pela Rosoboronexport em 2005 foi a do míssil hipersônico antinavio KLUB-S (OTAN SS-N-27), que atinge uma fantástica velocidade de Mach 2.9.



SH-3 e Submarino Classe Tupi da MB

Helicóptero SH-3 Sea King e Submarino Classe Tupi da Marinha do Brasil
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



O Programa de Modernização dos Submarinos Classe Tupi - ModSub - deveria ser implementado ao longo de 10 anos, no rastro da compra dos IKL-214 à HDW da Alemanha. Mesmo tendo o Brasil cancelado o acordo com os alemães, as tarefas vêm sendo empreendidas pelo AMRJ do Rio de Janeiro.


Em média, são gastos 2 anos para cada submarino, aproveitando-se, para tanto, seus respectivos períodos de manutenção geral (PMG), previstos para ocorrerem a cada 6 anos.


Caso siga o processo planejado no já desfeito acordo com os alemães, o ModSub ficará limitado aos sistemas de combate (sensores, sistema de direção de tiro e unidade de controle do torpedo) e às estações rádio, além de alguns componentes dos sistemas auxiliares da propulsão :

     g   Sistema SONAR, com aproveitamento da parte molhada (hidrofones e cabeação), que se encontra em
           bom estado, e substituição do processamento e apresentação dos sinais;


     g   Sistema MAGE (equipamento de medidas de apoio à guerra eletrônica), com substituição do DR-4000
           (Thales) pelo DEFENSOR, em desenvolvimento pelo Instituto de Pesquisas da Marinha (lPqM);


     g   Substituição dos equipamentos de HF, UHF,VHF e do Quadro de Amarração de Antenas;

     g   Equipamentos periféricos auxiliares aos sistemas de combate e de navegação, como Mesa de Plotagem,
           Sistema Inercial de Navegação, Velosom, e  outros;


     g   Mudança do gás refrigerante do sistema de ar-condicionado para o ISCEON-49, visando ao atendimento
           de novos requisitos ambientais e à otimização do desempenho do sistema;


     g   Substituição do grupo destilatório, com a instalação de grupos de osmose reversa; e

     g   Cg - Substituição de alguns componentes de sistemas auxiliares, como : bomba de circulação de água
           salgada, condensadores da frigorífica, medidores de gases (H2, O2, CO2 e fluídos diversos) e itens
           menores.



As estrelas do ModSub são o sistema de tiro Lockheed Martin e os torpedos MK 48 Mod 6 ADCAP, da Raytheon (descrito na Terceira Fase).


O atual Programa Nacional de Construção de Submarinos prevê a continuação dessa epopéia com um salto qualitativo para novos projetos de submarinos, tendo sido escolhidas uma classe convencional e outra nuclear
.



(Clique na foto para ver imagem gigante)


Submarino S 34 Tikuna da MB chegando à Base Naval de Mayport (Flórida),
em 20 de julho de 2007 para um período de treinamento com a US Navy
até outubro. Ao fundo, está o CV 67 USS John F. Kennedy,
retirado do serviço ativo em 23 de março de 2007.
(Foto US Navy 070720-N-5677B-005)




TERCEIRA FASE



Sub



Inaugurando a terceira fase do processo como construtor, estão sendo construídos no ESTALEIRO ITAGUAÍ (DCNS-Odebrecht), localizado em Itaguaí, Rio de Janeiro, submarinos chamados de SBR (Submarino Brasileiro).


Isso cabe em uma Aliança montada com a França, na qual a área de Defesa terá importante papel, com destaque à transferência de tecnologias.


Todos os SBR serão nuclearizáveis, ou seja, bastará mais à frente retirar o motor diesel e as baterias, e alongar o submarino através da adição de uma nova seção com o futuro reator.


Em seus melhores sonhos, a MB planejava construir mais 6 submarinos após o SB Tikuna, sendo cinco S-MB-10 até 2020, e o então futuro SBR (embora já tivesse um dia havido previsão de 3 submarinos nucleares de ataque), que foi cancelado em 2006.


Na esteira disso, tudo levava a crer na época que o Brasil iria construir submarinos IKL-214 alemães. Em 6 de setembro de 2006, foi noticiada a contratação de empréstimo internacional visando a construção de um primeiro submarino IKL-214 de 1.700 ton sem AIP e características de navegação oceânica, e a modernização - ModSub - dos 5 atuais, sempre sem AIP.


No início de 2008, surgiram boatos de que o contrato com os alemães teria sido cancelado (devido à rejeição do IKL-214 pelos gregos) e que os franceses teriam oferecido o seu
MARLIN, com uma encomenda de 4 unidades. Na sequência, seria construído um submarino nuclear.


Daí veio o anúncio oficial, com o contrato tendo sido assinado em
23 de dezembro de 2008.


O MARLIN é um Scorpène mais avançado e somente francês (a espanhola Navantia retirou-se) com 76 m de comprimento e um deslocamento de 2.500 ton submerso. Ele contar com o sistema de propulsão MESMA-2.



(Clique na arte para ampliação do IKL-214)

IKL-214  

Modelo do IKL-214, que atinge 400 metros de profundidade.
(Arte HDW - Howaldtswerke-Deutsche Werft)



A francesa DCNS vem dando todo apoio para a construção de um novo estaleiro em Itaguaí (RJ), e de uma base para submarinos. Ela atuará como a prime contractor (contratante principal) dos 4 submarinos SBR, que serão construídos por uma joint-venture a ser constituída entre o estaleiro francês e a construtora pesada brasileira Odebrecht.


Esses submarinos combinarão avançadas tecnologias, preço competitivo e excelente custo de operação, incorporando ainda uma série de inovações desenvolvidas para outros programas, particularmente com relação à hidrodinâmica, discrição acústica, automação e sistemas de combate.


A DCNS e a Marinha do Brasil identificaram diversas indústrias nacionais capazes de participar dos trabalhos. Mais de 30 empresas nacionais participam diretamente do projeto, nacionalizando mais de 36 mil itens. A primeira unidade deverá estar concluída até 2015.





QUARTA FASE



PNM


n


Prosub



O SNBR representará a quarta fase da construção de submarinos pelo Brasil, embora ainda não a primeira fase como projetista absoluto de submarinos. Será a primeira fase como construtor de submarinos nucleares, passando o país a pertencer a um pequeno círculo exclusivo.


Um submarino Nuclear pareceu ficar distante em novembro de 2006, quando  o projeto SNB foi adiado por prazo indeterminado; na prática, tal medida significara seu cancelamento definitivo.


Mas
em 10 de julho de 2007 as coisas começaram a mudar, pois o então presidente Lula anunciou em Iperó (SP) a meta de conclusão do projeto nuclear da Marinha, dirigido à propulsão de um futuro SNBR e também à geração de energia comercial.


Para o Brasil chegar ao sonhado SNBR, criou-se o PLANO CHALANA. Este é subdivido em quatro projetos, ou fases sequenciais :

     g   Projeto Zarcão, destinado ao estudo e planejamento do plano;

     g   Projeto Ciclone, do enriquecimento do urânio;

     g   Projeto Remo, da construção do reator nuclear; e

     g   Projeto Costado, que é o da construção do SNBR.


O Plano Chalana entrou na quarta fase em 2009. Visitas foram feitas no início de 2008 a estaleiros de submarinos nucleares na França e na Rússia. A primeira foi escolhida e a DCNS conquistou o contrato.



O Brasil conta com o auxílio da
França na construção do SNBR graças a um acordo de cooperação na área de Tecnologias Avançadas. Tudo acontece no ESTALEIRO ITAGUAÍ.


Com um gabarito similar ao dos Rubis franceses, os menores submarinos nucleares em serviço, o RIACHUELO deslocará 2.700 toneladas, quando submerso (200 a mais que a Classe MARLIN).


Dispondo de um reator de 50 MW, ele poderá atingir uma velocidade de 25 nós submerso e atingir uma profundidade de cerca de 300 metros. Se o Brasil conseguir executar o programa corretamente, poderá ver a entrada em serviço do primeiro SNA no horizonte de 2018/2020.


O país já enriquece urânio, mas precisava desenvolver pesquisas para a construção de um casco apto a suportar elevadas profundidades. Com o acordo, a
gora será possível uma aquisição gradual de diversas tecnologias para a construção do submarino nuclear.



Maquete do SNB

Maquete do SNB exposta em Aramar, em julho de 2007.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



Para o SNBR, será utilizado um sistema de propulsão compacto que permitirá a construção de submarinos nucleares com menos de 3 mil toneladas. Ele será a base de operações ideal para os Comandos MECs.



MEC

MECs em exercício.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



Desde a década de 70 até 2008, a MB havia investido acima de R$ 2,1 bilhões (mais de US$ 1 bilhão) para desenvolver combustível nuclear e um reator nuclear pequeno para seu tão sonhado submarino nuclear.


Para o Programa do Submarino Nuclear Brasileiro de Ataque - SNBR, Projeto SNAC-2, já foi completado e testado no Centro de Pesquisas de ARAMAR em 2005 o protótipo de reator nuclear, identificado como RENAP-11. Trata-se de um reator de pequeno porte, do tipo PWR.



Subs MB

Arte sem a maior largura do casco do SNAC-2.



O Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP) concluiu com sucesso em 2005 a montagem final do conjunto Vaso de Pressão e Internos do Reator do Laboratório de Geração de Energia Núcleo-Elétrica (LABGENE).



Labgene

Atividade no Labgene, do
Centro Experimental de Aramar



Este conjunto, juntamente com os elementos combustíveis e os mecanismos de acionamento de barras de controle, compõem um Reator Nuclear tipo PWR completo.


A nova tecnologia de ultracentrifugação empregada pelo Brasil,
em que o metal aumenta sua radioatividade, é superior à americana e à francesa. A ultracentrífuga de enriquecimento isotópico de urânio no Brasil dispensa eixos de rotação, ou seja, não gira em torno de um eixo mecânico, mas de um eixo imantado. Ela gira em uma velocidade tão alta que "flutua" em um campo magnético, não havendo contatos entre as superfícies.


Além disso, o urânio é enriquecido em um percentual de 4 %, quando o mundo atual move submarinos nucleares enriquecendo o urânio em 20 % (para uma bomba o enriquecimento é de mais de 90 %).


O sistema de controle desenvolvido para o RENAP-11 corresponde, em termos internacionais, ao estado da arte da tecnologia de controles. Trata-se de um sistema digital, hierarquizado e distribuído, com alto grau de modularização e padronização, com possibilidade de aplicação em outras instalações nucleares, industriais e navais, constituindo grande avanço sobre os sistemas de controle atualmente utilizados em centrais núcleo-elétricas.


O sistema propulsivo do SNBR teria uma planta simples, produzindo vapor diretamente por meio de um gerador, a partir do circuito do reator PWR; o circuito secundário seria o de vapor e sua refrigeração atuando por gravidade/diferença de pressão.



Esquema de Submarino Nuclear

Diagrama esquemático de Sistema de Propulsão para Submarino Nuclear.



O vapor gerado pelo sistema moveria diretamente uma turbina ligada ao eixo do hélice. O submarino contaria com um motor elétrico movido por bateria e alimentada por um gerador a fim de movimentar o submarino em caso de falha do sistema principal.


Há ainda outros equipamentos e sistemas que vinham sendo desenvolvidos para o SNBR e que eram considerados estratégicos, como o sistema de navegação inercial, consoles de governo e profundidade, sonares acústicos e eletromagnéticos, sistemas de comunicação em baixa freqüência, e os sistemas de armas.
Estes desenvolvimentos estavam a cargo do Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM).


Sobre o sistema de navegação inercial, a MB desenvolveu sistemas de giroscópio que possuem 14 aletas de controle, para serem utilizados em mísseis e no SNB.


O SNBR original, Projeto SNAC-2, deveria deslocar entre 2.900 e 3.500 ton submerso, ter cerca de 70 m de comprimento, diâmetro de pelo menos 8 m, possuir um reator
nuclear PWR RENAP-50 e poderia navegar a 28 nós de velocidade.


RENAP-50 significa "Reator Naval de Potência de 50/48 Megawatts". Isso é potência nominal, ou seja, a potência térmica máxima do reator com o primeiro núcleo (elementos combustíveis tipo vareta). A potência real chegará perto de 11 MW elétricos, possuindo 2 turbinas de propulsão com 3.600 KW e 2 turbinas de serviço com 1.800 KW.



AMRJ

Vista aérea do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro - AMRJ, na Baía de Guanabara.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



Em 11 de junho de 2007, em solenidade dos 143 anos da Batalha do Riachuelo, o então presidente Lula já parecia reconhecer que o programa nuclear da Marinha apresentava "considerável progresso" e merecia "especial atenção", ressaltando a importância do desenvolvimento e da finalização de uma planta nuclear de geração de energia elétrica com tecnologia brasileira, incluindo o reator nuclear, o qual estaria bastante avançado :


"A conclusão desse reator permitirá
que ingressemos no seleto grupo dos
países com capacidade de desenvolver
submarinos com propulsão nuclear".


Com alguns anos de atraso, Lula enfatizou também a dualidade do programa, pois, inserido no âmbito da Defesa, contribui para o progresso nacional pela capacidade de gerar energia elétrica e de desenvolver novos materiais.


Um mês depois, em 10 de julho de 2007, Lula anunciou a destinação de R$ 1,040 bilhão para a conclusão do projeto do reator nuclear, dirigido à propulsão do SNBR e também à geração de energia comercial. O projeto deve absorver R$ 130 milhões por ano por um período de oito anos.



(Clique na arte abaixo para ampliação)

SNB - Esquema

Este esquema com o corte do Submarino Nuclear Brasileiro de Ataque - SNB,

que a MB estaria se preparando para construir
, segundo a Isto É de 28 de
agosto de 2007,
com capacidade de mísseis de cruzeiro, é feito sobre
um trabalho referente à Classe Los Angeles disponível na Internet.

(Arte Revista Isto É )



(Clique na arte abaixo para ampliação)

Classe Los Angeles

Esquema com o corte de Submarino Nuclear da
Classe Los Angeles disponível na Internet.



Com essa notícia, a MB mostrou-se confiante em conseguir retomar todo o atraso com a falta de continuidade sobre o projeto do reator nuclear. A nova verba corresponde à metade de tudo o que já foi gasto desde o início do programa, em 1979 - segundo a Marinha, foram R$ 2,1 bilhões.


O dinheiro será aplicado prioritariamente na instalação e testes do reator nuclear brasileiro. Não abrange a construção do primeiro submarino SNBR em si.



Lula no  Labgene

Lula na visita ao Projeto do Laboratório de Geração de Energia Núcleo-Elétrica - Labgene,
onde são fabricados geradores de vapor, no Centro Experimental de Aramar
(Foto Ricardo Stuckert/PR - 10072007g00001)



Com a tecnologia desenvolvida para fabricar o reator, o país se habilita tanto para a construção de pequenas centrais nucleares como para fazer o seu sonhado submarino atômico.


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Em 9 de agosto de 2012, o Diário Oficial da União trazia a sanção presidencial da Lei 12.706, criando a Amazul - Amazônia Azul Tecnologias de Defesa, nova empresa estatal responsável pelo Programa Nuclear da Marinha Brasileira, que inclui a construção do primeiro submarino a propulsão atômica do país.


A Amazul tem o nome derivado do entendimento de que a costa brasileira possui biodiversidade similar à da Amazônia e foi criada a partir de uma cisão da estatal Emgepron, também ligada à Marinha.


Segundo a Lei 12.706, a Amazul tem como objeto "promover, desenvolver, absorver, transferir e manter tecnologias necessárias às atividades nucleares da Marinha do Brasil e do Programa Nuclear Brasileiro - PNB", além de lidar diretamente com os submarinos.


O submarino nuclear brasileiro está atualmente em construção em Itaguaí (RJ). No entanto, a Amazul terá sede em São Paulo (SP).




Am. Azul

Amazônia Azul




CONCORRÊNCIA


Em 2005, passou a acontecer um tanto longe da mídia nacional uma concorrência internacional da MB para a aquisição de algumas tecnologias que seriam fundamentais para os ainda então futuros submarinos da Classe S-MB-10 de 2.500 ton, Projeto SNAC-1.


Entretanto, o maior interesse estaria em absorver desde já a tecnologia da construção de casco para os Submarinos Nucleares Brasileiros de Ataque - SNB, Projeto SNAC-2. Esta é a peça fundamental que falta nessa longa história iniciada nos anos 70, além de ser uma tecnologia que avança rapidamente.


Participaram da concorrência o então novo grupo industrial alemão TKMS e a
ARMARIS / DCNS francesa.


O Estaleiro HDW (Howaldswerke-Deutsche Werft GmbH), famoso por seus IKLs, foi adquirido em janeiro de 2005 pelo tradicional grupo industrial alemão ThyssenKrupp Werften AG, vindo a formar então o novo TKMS (ThyssenKrupp Marine Systems Group), que também engloba a sueca Kockumus.


Como a Alemanha até hoje encontra-se impedida de produzir submarinos nucleares, não detém tecnologia para cascos com tal finalidade. O modelo atual alemão é o IKL-214, mas foi oferecido ao Brasil a tecnologia de um IKL-209 aperfeiçoado com AIP, a um custo menor, de US$ 240 milhões. 



Entretanto, em 6 de setembro de 2006, foi noticiada a contratação de empréstimo internacional visando a construção de um submarino
IKL-214 SEM AIP (mais por motivos financeiros da MB à época) e características de navegação oceânica, e a modernização dos 5 atuais para receberem AIP, tarefas que seriam empreendidas pelo AMRJ (ver terceira fase).


Já os franceses haviam oferecido a tecnologia do famoso Scorpène, projeto franco-espanhol, que é convencional com AIP mas com casco derivado do nuclear, a um custo de US$ 360 milhões. Montado no Brasil, ele permitiria a absorção de tecnologia para o submarino nuclear e traria outras vantagens.


O Scorpène possui AIP com autonomia de 50 dias e emprega mísseis anti-navio Exocet SM-39, que podem destruir grandes alvos navais ou em terra a até 50 km de distância. Possui ainda torpedos pesados de nova geração Black Shark, da italiana Finmeccanica. Pesa somente 1.500 ton.


Entretanto, operar o Scorpène ainda representaria certo risco, como o próprio IKL-214. O chileno teve um sério acidente nos primeiros testes, quando ele praticamente girou sob o eixo longitudinal, que é tido como um dos acidentes mais graves que podem ocorrer em um submarino. E ainda existe no mar o perigoso fator CDG !



(Clique na foto abaixo para ampliação)

Família Scoorpene

Família Scorpène, que tem AIP com 50 dias de autonomia.
(Arte DCNS)



Um projeto convencional diesel-elétrico russo muito mais interessante e que foi considerado é o Projeto 1650 de 4ª Geração de nome AMUR, variante para exportação do Projeto 677, conhecido como Lada.



Classe Amur

Classe Amur



Em 2005, foi comissionado pela Marinha da Rússia o S-100 Sankt Petersburg, dando nome à nova classe do Lada. Ele tem comprimento de 72 metros e peso máximo de 2.700 ton.


Seu maior modelo de exportação, o Amur Type 1.850 (especificações) tem 68 metros e seu peso cheio e submerso é de 2.600 ton, praticamente igual
ao pretendido para o S-MB-10, com 67 metros e 2.500 ton.



Classe Amur

Classe Amur



O AMUR possui sistema AIP e será muito mais sofisticado e silencioso que os submarinos da classe Kilo, já considerados dos mais silenciosos hoje. Outra vantagem é o maior diâmetro do casco, o que facilitará adaptações futuras.


Diz-se que sua principal habilidade é atingir diferentes alvos com uma salva de mísseis. Possui os mísseis antinavio e anti-submarino KLUB-S de cruzeiro com lançamento vertical e os STALLION com alcance entre 50 e 120 km. Mas nada se compara ao impressionante torpedo supercavitante SHKVAL, que é temido mundo à fora.



Shkval

Shkval



Os mísseis de cruzeiro hipersônicos KLUB-S atuais são os SS-NX-27 e trazem muitas novidades sobre os antigos SS-N-21. Existem 3 versões, uma para ataque a navios, outra para alvos em terra, e outra para ir atrás de submarinos.


Todos pesam 1 ton. Os de versões antinavio e para ataque terrestre possuem alcances de 220 e 300 km, respectivamente. O anti-submarino alcança 50 km.




(Clique na foto para ver imagem maior do esquema)

Classe Amur

Visão seccional do largo casco do Projeto 1650 da Classe Amur.



Existe um Amur nos Admiralty Shipyards com final de construção suspenso, aguardando verbas de uma Marinha estrangeira que se interesse pelo projeto.


Porém, falta de verba, atraso, preconceito e absoluta ausência de criatividade são alguns dos elementos de enorme tradição no Brasil.



Vendo-se todos os problemas que a Marinha da Grécia encontrou no primeiro IKL-214, que deveria receber em 2006 e tratou de recusá-lo oficialmente, pergunta-se por que não o Brasil continuar então com novas construções da Classe Tikuna e daí partir para a Classe SMB-10 nacional, valorizando a estratégica PD&I nacional.


Ela receberia modernizações e seria adicionado tudo de interessante utilizado nos IKL-212 e 214 alemães. A MB poderia fabricá-la como a nova liga de aço da nova planta sidrúrgica da Thyssen Krupp no estado do Rio de Janeiro, que é a mesma utilizada pelo IKL-214, para que possa mergulhar a maiores profundidades que os atuais IKL-209.



Com as contínuas confusões do atual Governo Federal, novos boatos em 2008 já diziam que o contrato com os alemães teria sido cancelado (devido à rejeição do IKL-214 pelos gregos) e que os franceses teriam oferecido o seu MARLIN (Scorpène sem os espanhóis), com uma encomenda de 4 unidades. Na sequência, seria construído um submarino nuclear. Os boatos tornaram-se fato comprovados.




SUBMARINOS FUTUROS


Em tempos de guerra, nenhuma arma é melhor que o SUBMARINO. E somente o Submarino Nuclear é capaz de levar adiante um confronto com forças tidas como superiores. Hoje, somente ele pode acompanhar comboios e forças-tarefas a toda velocidade.


Como exemplo, um SNA oculto sob um navio de superfície maior terá seu alto ruído abafado. Será imperceptível e ainda mais letal na surpreendente e completa destruição do inimigo.


É uma arma hoje tida como
superior ao Submarino convencional, mesmo com sistema AIP, em alta velocidade constante e com discrição quase total. Um SSN futuro ainda poderá contar com os avanços da supercavitação, recurso pesquisado hoje em todo o mundo, o que revolucionará a Guerra Submarina.


Na simulação do DEFESA BR, serão encomendados e construídos 5 submarinos nucleares (SSN) e 20 submarinos convencionais (SSK) com AIP.


Todos terão
ativas características FURTIVAS / STEALTH. O Submarino Nuclear Brasileiro de Ataque - SNB será muito mais que um submarino de ataque; será um puro multifunção pois, entre outras vantagens, disporá de mísseis de cruzeiro, que o tornará capaz de atingir alvos estratégicos e táticos em qualquer oceano.



Classe Vanguard  

Modelo de SSGN inglês da Classe Vanguard com
adaptação para o uso de Mísseis Tomahawks.



O trabalho desenvolvido com o Instituto Nuclear de Água Pressurizada (INAP), instalação protótipo do futuro propulsor nuclear do SNB, passo até então fundamental para a sua produção, deixará de ser necessário após o Acordo de Cooperação com a França.


O SNB será de 5.000 ton (plano original de até 3.000 ton), sua construção utilizará nano-materiais baseados na AGLOMERAÇÃO DE NANOTUBOS DE CARBONO, sendo ultra-leves, ultra-resistentes, e de maiores dimensões que os submarinos da atualidade.


Terá sua primeira unidade concluída, obrigatoriamente, até 2010.
Haverá produção múltipla até 2022 e este será a maior prioridade e desafio da indústria naval brasileira em toda a sua história.  


Serão designados diferentes estaleiros de capital basicamente nacional e haverá fornecedores mesmo na França para o atendimento do novo programa de construção da Força de Submarinos, incluindo uma família de convencionais com sistema AIP, bastante modernos, eficazes e ideais para o mercado de exportação.




NUCLEARES X CONVENCIONAIS


As grandes potências resolveram na segunda metade do Século XX rejeitar em grupo totalmente a opção do submarino convencional, pois já dominavam a propulsão nuclear e estavam todas voltadas para as peculiaridades da guerra fria. Os submarinos nucleares seriam imbatíveis no que se refere à projeção de força, defesa de frota, e superioridade naval.


Teoricamente, os submarinos nucleares possuiriam vantagem estratégica sobre os convencionais. Já no âmbito da utilização defensiva ou costeira, a vantagem seria dos submarinos convencionais diesel-elétricos.


Entretanto, hoje, estes já estariam obsoletos como arma de defesa costeira frente a outras opções mais avançadas, como a de um sistema de sensoriamento, em que sensores submarinos são espalhados pela costa e conectados a sistemas de defesa baseados em terra com mísseis de ataque naval.



NNeno Sub

Futuro NNeno Sub



A situação geopolítica do Século XXI é outra e a opção convencional evoluiu e ainda evoluirá bastante. Além disso, importantes evoluções tecnológicas fazem-na muito mais econômica e permitem que haja maior número de naves, dado os cada vez maiores custos atuais de construção e operação dos submarinos nucleares.


A verdade é que os
SSKs são mais baratos, muito mais econômicos de manter e operar, mais silenciosos e versáteis que os SSNs.


A opção convencional deverá impor-se à nuclear no Século XXI, passando à frente no tocante à propulsão, à furtividade e à operacionalidade, principalmente no tocante ao cada vez mais reduzido número de tripulantes e à integração de sistemas. Por tudo isso, vem se popularizando em muitas marinhas e seu futuro é considerado brilhante.



“One enemy diesel submarine lucky enough to get one torpedo
hit on a CVN or an AEGIS cruiser could easily turn US
resolve and have a huge impact on a conflict… the challenge
of  finding and destroying a diesel submarine in littoral waters
can be nearly impossible… In general…a diesel submarine
operating on battery power is quieter, slower, and
operating more shallow than a nuclear submarine.”


- Lieutenant Commander Christopher J. Kelly, US Navy



Submarinos da MB - Baía de Guanabara - Rio de Janeiro

Submarinos da Marinha do Brasil em Deslocamento
pela Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.
Ao fundo, a Ponte Rio-Niterói, com o maior vão livre do mundo.

(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



Se estiver mesmo obsoleto para a defesa costeira, o futuro do submarino deverá estar intimamente ligado à sua capacidade estratégica, e é exatamente nesse ponto que os convencionais estão aos poucos se igualando aos nucleares, especialmente após o advento do sistema AIP com hidrogênio-oxigênio utilizado nos IKL-212/214 alemães.


Por causa do sistema AIP gerado por meio de células a combustível, esses submarinos silenciosos são considerados de difícil detecção. 
Enquanto isso, os nucleares têm dificuldade de se livrar do ruído do sistema de refrigeração de seus reatores.


Há marinhas hoje investindo e adaptando seus submarinos convencionais para o uso de sistema AIP (como a Suécia -
Stirling engine), o que fará aumentar substancialmente sua eficiência operacional e ainda eliminar sua atual fonte poluidora, o diesel, além de evitar-se o considerável risco e efeitos extremamente poluidores de algum desastre nuclear.


O sistema AIP sueco consiste em
um MOTOR STIRLING - invenção de Robert Stirling no Século XIX - à base de uma mistura de nitrogênio, hélio e oxigênio. Esse motor, por sua vez, alimenta um gerador que alimenta as baterias e o propulsor. Quando essa fonte acaba, o submarino volta a ser um convencional normal.



Stirling Engine

Sistema sueco de AIP com Stirling engine da Cockums, afiliada sueca
do novo Grupo alemão TKMS, junto com a HDW.
(Foto Cockums AB)



Gotland

Classe Gotland, que é AIP de berço.
(Arte Cockums AB, afiliada do Grupo alemão HDW)



Os submarinos convencionais movidos à propulsão diesel-elétrica são forçados a emergirem em  intervalos de tempo relativamente curtos (a até cada 5 dias) para recarregarem suas baterias elétricas com tradicionais geradores movidos a óleo diesel, sendo assim facilmente localizáveis por inimigos durante esse delicado processo, fator de altíssima vulnerabilidade.


Eles até podem percorrer grandes distâncias submersos, mas precisam chegar à profundidade de periscópio, próxima à superfície, para lançarem seus tubos de snorkel, dispositivos respiradores que expelem gás carbônico e recolhem oxigênio, sem o qual seus motores a diesel não podem funcionar.


Apenas esses tubos ficam acima da linha d'água durante a operação. Enquanto isso, os motores a diesel alimentam as baterias que permitem que o submarino continue navegando e seguindo viagem debaixo d'água.


O grande perigo está exatamente nesses pequenos tubos sobre a água, que podem ser detectados por radares mais sofisticados a bordo de navios e aeronaves de guerra anti-submarina - ASW, tornando a operação muito arriscada e a detecção do submarino mais fácil por parte de eventuais inimigos.



Já do ponto de vista acústico, esnorquear por esses tubos é pior do que navegar na superfície, pois um submarino mergulhado esnorqueando envia todo o ruído dos motores a diesel direto para a água. Ao passo que em um submarino na superfície, parte do ruído dispersa no ar. Esnorquear é assim o "Calcanhar de Aquiles" do submarino convencional.


Um sistema AIP liberta o SSK desse grave inconveniente, permitindo que permaneça submerso por semanas e minimizando o risco de detecção, deixando este de ser seu ponto mais fraco. O AIP confere-lhe furtividade.


Ao não precisar de oxigénio, o AIP não tem que chegar à profundidade de periscópio para lançar seu respirador / snorkel, tornando-se assim virtualmente invisível, pois é extremamente difícil de detectar por meios convencionais (radares).


Em vez do motor a diesel, é utilizado um sistema químico, que produz energia eléctrica, sem que existam peças móveis e componentes mecânicos de qualquer tipo, o que torna o submarino ainda mais silencioso e difícil de detectar. O inconveniente do AIP é que, ao contrário do diesel, ele não consegue uma potência suficiente para atingir uma velocidade elevada.



Enquanto um submarino diesel-elétrico produzindo mais ruído pode atingir acima de 20 nós, um submarino com AIP e sem recurso aos motores diesel, ainda atinge uma velocidade de 4 a 5 nós.


Por outro lado, um submarino com sistema AIP terá expandida tremendamente sua capacidade tática ao incrementar as
características FURTIVAS / STEALTH ao nível do obtido pelo submarino nuclear.


Tornou-se folclórico afirmar que um submarino nuclear poderia dar diversas voltas ao globo enquanto submerso, simplesmente porque sua autonomia estaria limitada pelos seus mantimentos, como qualquer outro, e estaria vulnerável. Seu limite usual e razoável de submersão hoje é de 60 dias, por questão meramente alimentícia, e que raramente é ultrapassado.


Com tudo isso, resta uma vantagem no cenário tático, pois o submarino nuclear assume posição de ataque e se evade da reação inimiga com maior rapidez e eficácia do que o convencional, que sempre estará sujeito às limitações das baterias e mesmo de seu AIP.




CÉLULA A COMBUSTÍVEL


No Século XXI, será comum utilizar-se submarinos convencionais movidos com novas tecnologias de sistemas AIP - propulsão fornecida independentemente do ar da superfície - como a da energia elétrica gerada por CÉLULA A COMBUSTÍVEL (fuel cell), que também servirá para navios e automóveis.


Ela é pequena, silenciosa e produz baixíssimo calor (80ºC). Não gera gases de exaustão como o diesel e é altamente eficiente.



Célula a Combustível

Módulo de Células a Combustível de 160 kilowatts da Siemens.
(Foto divulgação da Siemens)




Além disso, não possui quaisquer peças em movimento, tendo baixa necessidade de manutenção. Podendo ser construída no interior de um container básico, sua instalação e mesmo troca torna-se rápida e requer baixa infra-estrutura na embarcação.


Células a combustível geram eletricidade por meio de uma reação eletroquímica entre o hidrogênio e o oxigênio do ar, reação esta que não produz poluentes, pois seu único sub-produto é a água.


Além disso, são absolutamente silenciosas na conversão de energia para as baterias elétricas. Por esse motivo, deverão substituir a utilização dos motores a diesel, que tradicionalmente equipam os submarinos convencionais para esse processo de conversão.



O fato de não gerar poluentes é sobremaneira interessante para submarinos, uma vez que tal embarcação pode operar muito mais silenciosamente e sem a necessidade de troca de gases na superfície, tornando-se altamente FURTIVO / STEALTHY.


Um submarino equipado com células a combustível poderá permanecer submerso CINCO VEZES mais tempo do que um submarino convencional atual.


Um moderno Scorpene tem AIP de 3ª Geração com 50 dias de autonomia, enquanto prevê-se até 2010 o surgimento comercial de AIP de 4ª Geração com fantásticos 100 dias da mais completa autonomia sob os mares.


Uma autonomia alimentícia um pouco superior a 60 dias poderia ser alcançada, e este seria o limite prático a ser pesquisado. Talvez a autonomia ideal estivesse na faixa de 80 dias


As dimensões dos tanques de estocagem de hidrogênio e oxigênio em um sistema de células a combustível, aliado à potência requerida pelo submarino, determinam seu período máximo de submersão.


Esses períodos e suas baixas velocidades ainda obtidas deverão ter muito espaço de crescimento nos anos vindouros. Sem dúvida, uma nova ameaça submarina está nascendo e promete dominar os mares no futuro.





FONTES & LINKS

Comando da Força de Submarinos da MB

Submarinos do Brasil - por Ruy Capetti

FAS - Federation of American Scientists

Submarine Warfare

Global Security


Tikuna - Últimas Notícias

Poder Naval - Sistemas AIP ou Nucleares

Poder Naval - Mostra de Armamento do Tikuna


Base Militar NOV 2005 : Tikuna - Rumo à Incorporação

LABGENE

G2Mil - Is the US Navy Overrated ?

Revista Naval - Reflexões Sobre Autonomia

U.S. Navy Office of the Information - AIP

Defesa Net / Valor - 1 Bilhão de Euros para a Marinha

Defesa Net - Novos Torpedos para a MB

Alide - EQFCOS - Forjando Comandantes de Submarinos

Defesa Net - Lula Garante Prioridade ao Programa Nuclear

Jane's Naval Forces - Mk 48 ADCAP

Terra Magazine - Acordo Brasil-França Visa ao Submarino Nuclear

Estadão - Brasil Planeja Frota Nuclear

MB - Programa Nuclear da Marinha


PROSUB (9 Mb em pdf)

Blog Defesa BR :

       Submarinos na Bagagem de Nicolas Sarkozy

       Brasil e França Fecham Contratos de US$ 12 bilhões




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