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Marinha do Brasil  -  MB

Meios Disponíveis e Futuros



MEIOS FUTUROS PARA 

A MARINHA DO BRASIL


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PARTE 7

UUVs - SUBMARINOS AUTÔNOMOS TORPEDOS


Rede de UUVs

Este esquema representa o potencial de atuação de uma rede
de UUVs sendo comandada a partir de submarinos
integrados a meios navais e aéreos
.
(Arte Lockheed Martin)


INTRODUÇÃO

O UUV

OS EUA


FONTES & LINKS


O DEFESA BR é uma SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer
para manter a soberania sobre suas riquezas
das Amazônias Verde e Azul
com um conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB
.



 


INTRODUÇÃO


O mercado civil desenvolveu o Submarino Autônomo (Autonomous Underwater Vehicle - AUV), que é um robô autônomo que viaja e trabalha em baixo d'água. Em operações militares, ele é conhecido com Submarino Não-Tripulado (Unmanned Underwater Vehicle - UUV).


É um
SUBMARINO-TORPEDO porque pode ser disparado como um e pode ser usado para a finalidade deste, embora possa mesmo ter diversos outros empregos até mais significativos.


A origem do desenvolvimento do UUV remonta à URSS, tendo sido criado para
acompanhar os SSN soviéticos em suas caçadas. Os EUA construíram alguns nos anos 90 no Massachusetts Institute of Technology (MIT), e a US Navy já dispõe de modelos que podem ser levados ao teatro de operações por via aérea ou naval.



UUV Cooperative Battlespace

Mais UUVs operando em rede.
(Arte Milnet)



O Brasil deveria estar investindo em uma arma do futuro que promete ser uma revolução no meio submarino. Pode ser desde um coadjuvante submarino importante, junto aos submarinos nucleares, como os EUA parecem vê-lo hoje.


Mas a sua aplicação se estende a um campo muito maior, pois no futuro ele será mesmo um temido predador dos mares, descobrindo, atacando e destruindo desde submarinos até quaisquer alvos de superfície.



Para uma Marinha bastante atrasada no campo dos submarinos nucleares (SSN), isso seria um achado e tanto para o futuro, pois o UUV será uma magnífica arma de defesa contra marinhas mais poderosas e seus inúmeros submarinos, NAes e escoltas diversas.


Contra estas Marinhas, os SUBMARINOS-TORPEDOS em rede serão uma arma de negação do uso do mar.



UUV

Conceito ainda mais revolucionário para o pequeno UUV
a ser transportado pelo futurístico MUFC abaixo.
(Arte BAE Systems)


MUFC

Conceito revolucionário para o projeto do MUFC.
  BAE Systems Concept Submarine.
(Arte BAE Systems)




Serão sistemas um pouco maiores que os torpedos atuais e com preços não tão distantes destes, os quais poderão inclusive executar tarefas de grandes SSNs.
 

Nos tempos atuais, os sensores passivos de um submarino são de grande importância e os ativos ficaram em segundo plano porque revelam a posição do submarino. Como exemplo da utilidade de um UUV, componentes de um grupo destes, sendo cada um do tamanho de um torpedo moderno ou pouco maior, podem mandar o "ping" e o submarino só recebe o eco do alvo e fica à vontade para disparar contra o mesmo, com completa discreção.


Um grupo deles pode
ampliar em muito o raio de ação de um único SSN. Isso não é pouca coisa, é extrapolar o aspecto estratégico do SSN. Pode-se um dia deixar de investir em 10 SSNs, podendo-se obter um efeito razoável com apenas 2 deles na água, desde que cada um opere 5 ou mais UUVs ao mesmo tempo em uma vasta área.
 
 
O SUBMARINO-TORPEDO não é mais um mero exercício de futurologia. Essa revolução já começou há tempos na guerra de minas. Entretanto, os UUVs ainda levarão muito tempo para se tornarem totalmente viáveis no campo de batalha, por conta das limitações de alcance das plataformas, da problemática acústica submarina (detecção, classificação e comunicação sob a água) e da confiabilidade na inteligência artificial.
 

No futuro, os UUVs executarão muitas das funções dos submarinos atuais. Em alguns casos completarão estas funções. O que importa é que isso também trará um enorme risco potencial ao presente reinado do SSN nos mares.


Trata-se de uma ameaça que possui uma enorme capacidade de desenvolvimento. Será mesmo que o
UUV será algo de tanto impacto que virá para substituir o submarino como hoje conhecemos ?




O UUV


O AUV vem sendo desenvolvido em muitos lugares. Já como UUVs, de emprego militar, alguns Países trabalham em projetos certamente não bem divulgados. Eles existem nos EUA, Rússia, Reino Unido e Austrália, entre outros, e podem variar de formato, características operacionais, deslocamento, autonomia, sensores, etc.


Como AUVs, centenas foram projetados desde os anos 1980. Algumas companhias dispontam no mercado. O pequeno AUV REMUS 100 foi desenvolvido pela
Woods Hole Oceanographic Institution nos EUA e é requisitado até pelos militares.


O mercado de petróleo e gás é o principal cliente do AUV norueguês HUGIN 3000, da Kongsberg Gruppen.


A Atlas Krupp é a empresa que fornece o sonar para os submarinos IKL alemães. Ela dispõe de uma a lista de ROVs e AUVs prontos para venda ou encomenda na internet. São modelos para detecção e identificação de minas, inspeção, vigilância e reconhecimento. Nenhum dos seus modelos atinge 5 m de comprimento.



AUV Atlas Maridan

AUV Atlas Maridan.
(Foto BAE Systems)



Voltando ao emprego no campo militar, nesse caso o ambiente submarino, a autonomia pode ser quase infinita se o UUV for equipado com AIP. Ele pode mergulhar para o fundo, esconder-se na areia, e ficar ali o tempo que for necessário para recarregar suas baterias, permanecendo apenas em modo de stand by.


Já há estudos do Departamento de Defesa dos EUA que colocam estações de abastecimento de UUV no fundo do oceano. Eles descarregam os dados coletados e recarregam as baterias.

 
Podem ficar adormecidos no leito do mar e serem acionados pelo SOSUS. Quando este detecta a passagem de um outro veículo submarino, o UUV entra em ação e vai investigar. Sendo hostil ataca.



UXV

A inglesa BAE Systems tem um navio de guerra futurístico com largo convôo
chamado de UXV Combatant Warship para operar com
UCAVs
robôs inteligentes aéreos, terrestres, navais e até com

os UUVs
, por longos períodos de tempo.
(Arte BAE Systems)



Como último recurso, o próprio SUBMARINO-TORPEDO pode ser suicida, uma vez que ele vale US$ 10 milhões e um SSN vale alguns US$ bilhões. É só se projetar sobre o casco do mesmo, sem a necessidade de carga explosiva, pois a própria pressão hidrostática faz o trabalho e coloca o SSN fora de combate.


No futuro, os UUVs serão muito mais manobráveis que os SSN, menores (ou seja, mais difíceis de se encontrar) e mais rápidos (velocidades dos torpedos atuais). Estarão em maior número e poderão ficar muito mais tempo embaixo d'água que os SSN, até por não precisarem de seres humanos a bordo.


Além disso, por serem pequenos e ágeis, poderão combater em águas rasas, quase na arrebentação, no mesmo limite de atuação dos tubarões.


Some-se a isso o aspecto profundidade,
que fará o campo de batalha submarino crescer muito. Hoje um bom submarino mergulha até 300 m. Um UUV poder percorrer os oceanos a 6.000 m de profundidade ou mais.



UUV Talisman M da BAE

UUV Talisman M da BAE Systems; ele pode trabalhar desde
a beira-mar com 5 m de profundidade e até a 150 m.
(Foto BAE Systems)
 


Eles serão movidos através de baterias recarregáveis ou de células de combustível baseadas em alumínio e avanços nesse campo prometem dar a esses aparelhos uma grande autonomia tanto em questão de tempo de serviço quanto de distâncias percorridas.


Porém, os desafios ainda são enormes. Os atuais UUVs que estão no mercado possuem baixa velocidade - algo como 5 a 8 nós. Ainda será preciso juntar as altas velocidades dos torpedos com a capacidade de transporte de carga útil desses futuros veículos submarinos.


Outro problema é aumentar o alcance sem aumentar muito o tamanho deles. Fica claro nesse ponto que o desenvolvimento dos sistemas AIP estará intimamente ligado ao futuro do
UUV.



Talisman em Le Bourget 2007

Maquete do Talisman exposta no Salão
de Le Bourget 2007, em Paris.

(Foto Pierre Bayle)




OS EUA


Os EUA, que constroem SSNs e estão na ponta, querem permanecer para sempre na ponta. Portanto, eles estão sim desenvolvendo e construindo não só UUVs como UAVs e deverão lançá-los de seus SSNs.


Os novos Ohio modificados carregarão até UAVs. Uma das táticas é enviar um UAV a partir dos antigos silos para 'varrer" a praia e fornecer informações de inteligência para o desembarque de comandos (SEALs). Dependendo das informações coletadas, até mesmo a praia definida para o desembarque pode ser alterada, já com a equipe a caminho.
 

O mesmo pode ser feito com os UUVs para sondagem e destruição de áreas minadas antes do desembarque da equipe de frente.  E é exatamente nisso que a Boeing vem trabalhando. O Bureau do Programa de UUV da U.S. Navy selecionou a conhecida companhia em 1999 para desenvolver o Programa do LMRS, hoje conhecido como Sistema AN/BLQ-11.



(Clique na foto abaixo para ampliação)

UUV da Boeing

Flagrante do carregamento para o primeiro teste com UUV
em St. Louis, MO (SPX), em 27 de novembro de 2007.
(Foto U.S. Navy)



Ele é projetado para ser lançado de um tubo de torpedos do submarino hospedeiro, a fim de pesquisar, detectar, e coletar dados de ameaças submarinas, tais como minas de alto risco.


Após ter a missão completada, este UUV volta para junto do hospedeiro e é recolhido por um braço robótico, o qual é estendido de um outro tubo de torpedos, colocando-o de volta no mesmo tubo que executou o lançamento. O sistema permite aos operadores recolherem os dados e preparem-no para imediato relançamento.


Em novembro de 2007, foi divulgada pela Boeing que, pela primeira vez umUUV foi lançado de um tudo de torpedo, executou sua missão e voltou para o submarino.


Na foto acima, o
AN/BLQ-11 é colocado no tubo de torpedos do submarino hospedeiro pela tripulação. O serviço é feito da mesma forma como o pessoal está acostumado a tratar com os tradicionais torpedos a bordo, o que é um grande facilitador.


Ressalte-se que o sistema atua como submarino-sombra, em que o
UUV opera mergulhado emparelhado ao submarino hospedeiro. Este é o caminho que a US Navy decidiu percorrer, empregar UUVs nos tubos de 21 polegadas de seus submarinos, e operando na dependência destes (por enquanto).



MRUUV

Depois do LMRS, está para surgir o MRUUV (Mission Reconfigurable
UUV), com cargas modulares como este “ISR Mast”. Ele terá
capacidade de vigilância óptica de 360º na superfície, como
também de coleta de ELINT/SIGINT. Ainda em estágio
conceitual, o primeiro MRUUV poderá surgir já em 2009.
(Arte U.S. Navy)




FONTES & LINKS


Wikipedia - UUV


Global Security - UUV