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Marinha do Brasil  -  MB

Meios Disponíveis e Futuros



NOVAS FROTAS PARA 

A MARINHA DO BRASIL



(Clique na foto abaixo para ampliação)


Frota da US Navy

Desfile de um Grupo de Batalaha da US Navy nucleado por um Navio-Aeródromo.
(Foto US Navy)


 
INTRODUÇÃO

POSICIONANDO AS DUAS FROTAS

1ª FROTA - FROTA DO SUDESTE

2ª FROTA - FROTA DO NORTE / AMAZÔNIA

3ª FROTA - FROTA DO NORDESTE

FONTES & LINKS




O DEFESA BR é uma SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer
para manter a soberania sobre suas riquezas
das Amazônias Verde e Azul
com um conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB
.



 


INTRODUÇÃO


Em 22 de setembro de 2008, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, defendeu a descentralização do poderio naval. Além da esquadra do Rio, ele anunciou a intenção do governo de possuir uma frota na foz do Rio Amazonas e outra
no Nordeste. A Marinha do Brasil deveria passar a contar com 3 FROTAS, e todas teriam Navios-Aeródromos próprios.


Ele argumentou que haveria necessidade de ser ter uma força naval na Foz do Amazonas, que é entrada fundamental do território brasileiro, e também necessidade de uma no Nordeste. Este seria um ponto importante para o
Plano Estratégico de Defesa.


Em 4 de setembro de 2008, foi noticiado que o Brasil poderia vir a construir um total de 6 Fragatas Multimissão de nova geração FREMM, um projeto conjunto franco-italiano de elevada furtividade. O Brasil passaria a contar com 12 fragatas, somando-se as 6 fragatas Niterói Modernizadas, mas chegaria a 16 em breve, com alguma compra de ocasião.


Foi mesmo em novembro de 2008 que passamos a ver o projeto de construção de fragatas virando um verdadeiro FX Naval, com “F” de Fragata em vez de “F” de Fighter, aquele FX de Caça da FAB.


O Brasil tinha ainda promido em 12 de abril de 2010 um acordo estratégico com a Itália, o qual incluía a área de Defesa, mais especificamente, projetos e construção naval.


Com isso, a
s FREMMs italianas estavam confirmadas e deveriam ser construídas 18 unidades no Brasil, sendo 3 na primeira encomenda. Era dito então que a Marinha sonhava que a encomenda pudesse atingir 30 unidades com o tempo.


O contrato sobre as FREMM italianas e demais navios que seriam construídos para a Marinha do Brasil chegou a ser assinado pelo presidente Lula e o primeiro-ministro Silvio Berluscone durante sua visita ao Brasil, em julho de 2010. Para 2011, aguardava-se a efetivação do contrato após aprovação de ambos os congressos.


Contudo, as relações entre os dois países azedaram de vez quando o STF decidiu, em junho de 2011, que o terrorista italiano Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua em seu país de origem por assassinatos nos anos 70, fosse libertado no Brasil.


Com as reações destemperadas dos governantes italianos, e considerando o agravamento da crise econômica na Itália, o governo brasileiro cancelou o contrato e partiu para outras opções.


Depois disso, houve ainda outros avnaços no Brasil. Com o advento do Plano de Articulação e de Equipamento da Marinha do Brasil - PEAMB, que prevê investimentos de até 80 bilhões de euros, passou-se a discutir a necessidade de 2 navios-aeródromo de 40 mil a 50 mil ton, 4 LHD de cerca de 20 mil ton, 30 navios de escolta, 15 submarinos convencionais (SBR), 6 submarinos nucleares (SNBR), além de 62 navios de patrulha.



(Clique na arte abaixo para ampliação)

FREMM Brasileira
Esquema de como deveria ser equipada a futura FREMM
com equipamentos e componentes brasileiros.
(Arte Marinha do Brasil)



Outro mudança interessante a respeito das futuras FROTAS é quanto à evolução no quantitativo da construção dos Submarinos Scorpène (SBR) e dos futuros SNBR.


O primeiro SNBR só deverá estar operacional em 2020, na melhor das hipóteses. E dos atuais IKL, em 2020 só deverá ser mantido em atividade o Tikuna, mais moderno e recente.



Em novembro de 2009, o ministro Jobim anunciou que os planos brasileiros eram de construir 3 SNBRs em vez do único original. Em 2010, passou a ser dito que seriam 15 SBRs e 6 SNBRs a serem construídos no país.


Toda essa introdução com
2 NAes, 4 LHDs, 30 escoltas, 15 SBRs, 6 SNBRs e 62 navios de patrulha serviu para a redução de 3 para apenas 2 FROTAS, quantidade planejada em 2010/2011.


Com a decisão de ser construída somente a segunda frota no Norte, uma terceira no Nordeste terá que aguardar uma possível revisão futura de planejamento, pois o advento do Pré-Sal levará o Brasil a precisar de pelo menos mais uma frota, sem dúvida.


A 2ª FROTA, do Norte ou da Amazônia, deverá estar estrategicamente situada nas águas da Ponta da Espera, na Baía de São Marcos, em São Luís, estado do Maranhão. Essa informação foi anunciada em 7 de novembro de 2009.



POSSÍVEL COMPOSIÇÃO DAS
DUAS FROTAS DA MB
SEGUNDO O GOVERNO

  
FROTA
BASE
NAE
LHD
FREMM
SBR
SNBR
TOTAL
1ª FROTA SUDESTE
RJ
1
2
15


29
2ª FROTA
NORTE
MA
1
2
15
7

28
TOTAL
2
2
4
30 
15
6
57



(Clique na foto abaixo para imagem gigante do A-12)

A-12 com 6 A4K

O NAe A-12 São Paulo da Marinha do Brasil,
com 6 caças AF-1 A-4 Skyhawk no convôo.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



NAe Francês

Projeto do futuro NAe francês, que também poderá ser o do brasileiro.
(Arte Maretmarine)




POSICIONANDO AS DUAS FROTAS


O DEFESA BR sempre pregou que a Marinha do Brasil deveria obter a capacidade de operar 3 (TRÊS) FROTAS, sendo voz isolada em todo o país a esse respeito. Desde 2001, nosso texto começava assim :


Nesta simulação do DEFESA BR, haverá uma Marinha do Brasil Oceânica, forte e equilibrada, dotada de TRÊS FROTAS com fortes possibilidades estratégicas, fundamentadas inteiramente em conceitos de disponibilidade e eficácia.


Sobre a necessidade de 3 Navios-Aeródromos, já diz uma máxima naval que também poderia valer para as Frotas necessárias a um Brasil continental :

     b   Quem tem um, não tem nenhum,

     b   Quem tem dois, só tem um, e

     b     QUEM TEM TRÊS, TEM DOIS SEMPRE ! ! !


Atualmente, a simulação do DEFESA BR prevê que haverá uma Marinha do Brasil Oceânica, forte e equilibrada, dotada não mais de TRÊS FROTAS, mas sim de QUATRO FROTAS, com fortes possibilidades estratégicas, fundamentadas inteiramente em conceitos de disponibilidade e eficácia.


A localização dessas
QUATRO FROTAS ainda será um dia extremamente inovadora e configurada de forma estratégica, no Sudeste, no Norte, no Nordeste, e na Costa da África Ocidental (Oeste).


Uma nova Base Naval do Norte na Baía de São Marcos, no Maranhão, leva à consideração de uma outra equidistante do novo Porto de Sepetiba (2) (fotos), no Estado do Rio de Janeiro. Essa terceira Base Naval, do Nordeste, seria melhor localizada em Salvador, Bahia.


Como o governo federal decidiu que somente haverá 2 FROTAS, uma possível 3ª FROTA no Nordeste terá que aguardar pelo avanço do Pré-Sal e seus enormes riscos de aventureiros dispostos a tomá-lo do Brasil para sempre.


Uma possível
Base Naval na África ficaria para análises posteriores. Porém,  a partir do ano 2012, o governo braileiro começou a considerar a possibilidade de construção e montagem dessa 4ª FROTA na África, a partir do pedido dos EUA para que o Brasil passasse a cuidar do Atlântico Sul.




1ª FROTA - FROTA DO SUDESTE


Em nossa simulação, no Sudeste, a 1ª FROTA estará em expansão, deixando a Baía de Guanabara por maior segurança e pela capacidade muito superior oferecida por uma nova Base Naval no moderno Porto de Sepetiba, com área de 10 milhões de m2, localizado em Itaguaí, Rio de Janeiro.


Em 23 de dezebro de 2008, foi contratado junto à França a construção no Brasil pela DCNS e AMRJ de 4 submarinos
SCORPÈNE/MARLIN e do SNB. O futuros submarinos brasileiros passaram a ser chamados de SBR (Submarino Brasileiro) e SNBR (Submarino Nuclear Brasileiro).


Todos os
SBR serão nuclearizáveis, ou seja, bastará mais à frente retirar o motor diesel e as baterias, e alongar o submarino através da adição de uma nova seção com o futuro reator.


Para construir os 5 submarinos, sendo 4 convencionais SBR, serão gastos € 4,1 bilhões ou US$ 5,720 bilhões. Isso representará € 820 milhões, ou US$  1,144 bilhão em média por cada submarino francês. Uma conta rápida de US$ 1,8 bilhão para o SNBR levaria cada SBR a custar US$ 980 milhões.


De acordo com a Nota à Imprensa divulgada pela MB, "e
stão previstos o projeto e construção de um estaleiro especialmente dedicado à construção de submarinos nucleares, o que constitui prática universal, em face dos requisitos tecnológicos, ambientais e de controle de qualidade de tais instalações. Naturalmente, submarinos convencionais também serão ali produzidos. Junto ao estaleiro será construída, ainda, uma base naval para apoio a esses submarinos."


O futuro estaleiro DCNS/ARMJ dedicado aos submarinos está sendo construído na área de Itaguaí, Região Metropolitana do Rio. Ele fica na área da Baía de Sepetiba, perto dos pólos industriais de Rio e São Paulo, da Nuclep, das usinas de Angra 1 e 2 e do porto de Itaguaí.


Um aspecto a ressaltar é que a França está financiando a instalação desse estaleiro da DCNS em associação com a Odebrecht, em Itaguaí. Após 20 anos, ele pertencerá ao Brasil, ao AMRJ.



(Clique no mapa abaixo para ampliação)

Porto de Itaguaí - Expansão

Plano de expansão do Porto de Itaguaí.
(Foto  Ministério dos Transportes)



Está sendo construído ainda ao lado desse estaleiro uma nova Base de Submarinos da MB. Portanto, as atuais áreas disponíveis no Porto do Rio de Janeiro (fotos) serão totalmente convertidas para instrução e para construção e manutenção dos novos meios navais.


Na Ilha de Mocanguê, deverá ser ampliado
o CIAMA (Centro de Instrução e Adestramento Almirante Áttila Monteiro Aché), que oferece ensino de submarinos, mergulho, operações especiais e medicina submarina.


A Base Almirante Castro e Silva passaria a ser basicamente dedicada à Força de Submarinos, com novas instalações, onde permaneceria apenas parte da Força da 1ª Frota, dividida com Sepetiba. Os futuros SNBR ficariam, forçosamente, em Sepetiba, pelo aspecto nuclear.



MEC

MEC em treinamento.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)
 




2ª FROTA - FROTA DO NORTE / AMAZÔNIA


A 2ª FROTA, do Norte ou da Amazônia, deverá estar estrategicamente situada nas águas da Ponta da Espera (Ilha do Medo), na Baía de São Marcos, em São Luís, estado do Maranhão. Essa informação foi anunciada em 7 de novembro de 2009.


Será um megaempreendimento que implicará a transferência para a região da capital maranhense de pelo menos 6 mil militares. No total, considerando os familiares, será algo em torno de 12 mil pessoas diretamente ligadas à base da nova Frota.


Para a Marinha, a escolha é técnica e levou em conta a estrutura portuária, as condições de navegabilidade na Baía de São Marcos, a grande variação de marés e as características do litoral - reentrâncias e profundidade do canal marítimo. Todos esses parâmetros foram considerados favoráveis para operar embarcações 24 horas por dia.


A localização da Segunda Frota deixa a estrutura da Marinha mais próxima do apoio ao Projeto Amazônia Segura, que prevê a instalação de 26 postos navais na região para aumentar a presença do Estado e a segurança territorial.


Outro ponto que o DEFESA BR simulava e tinha preferência era a Ilha de Marajó, que
teria como obrigação controlar o acesso à Foz do Rio Amazonas e daí ao próprio rio e toda a Região Amazônica.




Foz do Amzonas

Macapá fica a 200 km da parte externa do delta (tracejado)
do Rio Amazonas, que fica à esquerda no desenho.
O Rio Tocantins fica à direita e passa por Belém.



A Ilha de Marajó localiza-se na confluência dos Rios Amazonas e Tocantins com o Oceano Atlântico e pertence ao estado do Pará. Faz parte do maior arquipélago fluvio-marítimo do planeta. Sua área é de quase 50 mil km2, o equivalente ao Estado do Espírito Santo.


Entre os meses de fevereiro e maio, os campos e matas de planície da ilha se transformam num imenso alagado, entremeado por pradarias de um verde claro onde está o maior rebanho de búfalos do país.  


A opção pela Ilha de Marajó para uma Base Naval vinha ao lado de outras 2 opções, que seriam Macapá (AP), a 200 km do delta do Rio Amazonas, e Belém (PA), a 120 km.


Uma Base Naval em Macapá só protegeria a entrada do Rio Amazonas. Belém só protegeria a Baía de Marajó e a entrada do Rio Tocantins. Além disso, em ambas as capitais existiria o problema da operação em dois tipos de água, doce e salgada, cuja combinação deteriora fortemente os cascos dos navios. A MB reprovou de pronto essas opções.


Uma base na Ilha de Marajó seria bem mais estratégica, pois protegeria toda a região, sem atrasos, com pronta resposta, por estar no centro e por estar muito mais próxima do Atlântico, de onde viria a ameaça.



A vantagem de Belém seria contar com a já existente Base Naval de Val-de-Cães. Essa base já teve em outra época um ambicioso plano de obras em que ocuparia uma área de 4.506.000m2 e nela existiriam 28.000 pessoas.



(Clique na foto abaixo para ampliação)

Família Scoorpene

Família Scorpène, que tem AIP com 50 dias de autonomia.
(Arte DCNS)



No projeto até hoje não executado, Val-de-Cães estaria em condições de oferecer apoio logístico a uma Força Naval composta de 4 navios de 12 mil ton, 6 navios de 3 mil ton e 10 navios fluviais de 1.000 ton, o que totalizaria 76 mil ton. Tal base permitiria a atracação de todos os meios em um cais de 700 metros e em píeres com 645 metros totais.


Já no norte da Ilha de Marajó, uma nova Base Naval em posição protegida, porém à pouca distância da linha do delta do Rio Amazonas e totalmente voltada para o Oceano Atlântico, facilitaria ainda mais o controle estratégico da região e teria maior valor defensivo para toda a Amazônia que Belém.



Foz do Amazonas

Ao norte da Ilha de Marajó, vê-se o município de Chaves, que
poderia ser uma interessante referência de estudos para a localização
da nova base naval, protegida e com acesso imediato ao Atlântico.



O município de Chaves já foi um centro militar no final do século XVIII, quando dispôs de grande guarnição, devido à sua posição estratégica, às proximidades da foz do Amazonas, para garantir o domínio luso na Ilha de Marajó.


Chaves pertence à mesorregião Marajó e à microrregião Arari. A sede municipal, tem as seguintes coordenadas geográficas: 00º 10' 00" de latitude Sul e 49º 59'18" de longitude a Oeste de Greenwich.


Por sua situação, limitando-se em parte com o Amazonas e com o Atlântico, o clima é amenizado, tornando-se arejado com a ventilação existente.




(Clique na imagem abaixo para ampliação)

Ilha de Marajó

Vista da gigantesca Ilha de Marajó ao centro, com
o Amapá e a Guiana Francesa ao norte.

(Imagem de satélite Google Earth)



Em setembro de 2010, foi divulgado um estudo coordenado pelo professor Hito Braga de Moraes, coordenador do curso de graduação de Engenharia Naval da UFPA indicando que a escolha no Pará poderia ser tanto o município de Chaves, no extremo norte do Marajó, quanto a ilha da Tijoca, no município de Curuçá, no sítio onde ficaria o porto do Espadarte.


Ao enumerar razões que disse considerar significativas, o professor Hito Braga de Moraes citou, como fatores capazes de interferir no poder decisório sobre a escolha locacional, a distância da área prioritária de defesa (a Amazônia), a distância de centros urbanos densamente povoados e as possíveis restrições de acesso marítimo.


No tocante à distância, ele observou que as duas alternativas locacionais do Pará atenderiam integralmente a essa premissa, pesando a favor de Chaves o fato de estar equidistante de ambas as barras estuarinas. Tendo-se como referência a calha norte, Chaves dista apenas 87 quilômetros, contra 340 quilômetros do Espadarte e 853 quilômetros da Ilha do Medo, em São Luís.


Em relação à calha sul, a Ponta do Espadarte guarda a menor distância (37 quilômetros), contra 216 quilômetros de Chaves e 536 quilômetros da Ilha do Medo.


O pesquisador da UFPA rechaçava como fator impeditivo a questão das restrições de acesso marítimo. Em Chaves, verificam-se profundidades acima de 10 metros (no Espadarte, 25 metros), que são capazes de atender ao maior calado da frota da Marinha do Brasil, que é hoje de 8,60 metros.


n


Surpreendentemente, a Revista Isto é publicou em junho de 2012 uma nota chamada "Disputa Estratégica", afirmando que os governos do Pará e do Maranhão estariam em pé de guerra para receber a segunda esquadra da Marinha.


Segundo a nota, o projeto de R$ 30 bilhões prevê a remoção de seis mil militares, um porta-aviões e um navio de múltiplas missões, além de outras embarcações.


O ministro da Defesa teria dois estudos nas mãos. O primeiro, da Universidade Federal do Pará, pede a instalação da base na ilha de Marajó pela proximidade com a foz do Amazonas. O segundo, dos militares, quer a instalação na baía de São Marcos, em São Luís, pela estrutura portuária.


A posição do DEFESA BR é de que a Marinha do Brasil deveria ter liberdade total para escolher a localização de sua base, sem qualquer influência política negativa. Se a operação será da MB, tanto as vantagens quanto as responsabilidades pela decisão deverão ser exclusivamente dela.


n


Em julho de 2012, um site do Rio Grande do Norte noticiou que a Marinha criaria uma base aérea naval de operações na cidade de Parnaíba, no estado do Piauí.


Tal informação foi dada pelo
comandante da 4ª Direção Naval em Belém/PA, vice-almirante Ademir Sobrinho, ao governador Wilson Martins.


Ele explicou que o município já conta com pista de pouso e área para instalação da base e que os estudos e levantamento de orçamento já estavam sendo feitos pela Marinha. A MB já está instalada ali desde 1855.


No mapa abaixo, o "A" refere-se à Cidade de Parnaíba
, que fica praticamente equidistante de Belém e Natal, mas fica bem próxima a São Luís.



Parnaíba

Baseado em mapa do Google. O "A" refere-se à Cidade de Parnaíba.




3ª FROTA - FROTA DO NORDESTE


Esta é uma medida que ficará para um futuro próximo. Posicionar uma futura
3ª FROTA do Nordeste nos remeteria a um retorno a Recife.


Na 2º Guerra Mundial, existiu ali o Comando da
Força Naval do Nordeste (FNNE), que esteve subordinada à IV Frota da US Navy.


Coincidentemente, ambas estão voltando à atividade. A IV Frota já voltou. Falta agora a volta da rota brasileira.


A criação da FNNE deu-se pelo Aviso nº 1.661 de 5 de outubro de 1942. Três anos depois, em 7 de novembro de 1945, concluída a sua missão, a FNNE regressou ao Rio de Janeiro em seu último cruzeiro.


A curta, árdua e intensa vida operativa da FNNE contribuiu para a livre circulação nas linhas de navegação do Atlântico Sul e em muito somou para a vitória final aliada sobre o Eixo.



AMAZÔNIA AZUL


A gigantesca área de 4,5 milhões km2 da AMAZÔNIA AZUL advirá em parte do acréscimo de todo um mar de 200 milhas em torno de Fernando de Noronha e dos rochedos de São Pedro e São Paulo, em frente a Natal, capital do Rio Grande do Norte.


Neste Século XXI, a atuação da MB terá de crescer em duas frentes, ao mesmo tempo, na defesa da AMAZÔNIA VERDE e na da também gigantesca ÁREA MARÍTIMA JURISDICIONAL de 4.451.766 km2, a chamada AMAZÔNIA AZUL. Serão 2 AMAZÔNIAS a serem defendidas, simultaneamente.



Area Marítima da Amazônia Azul

O Brasil tem 7.491 km de fronteira marítima. Em toda essa extensão, existe
a gigantesca Área Marítima Jurisdicional que é a soma da Zona Econômica
Exclusiva (ZEE) com a Plataforma Continental. Juntas representam uma área
econômica brasileira de 4.451.766 km2, que vem a ser maior que a metade
(52 %) do território continental, de 8.511.965 km2. Essa fabulosa Área é
conhecida hoje como a AMAZÔNIA AZUL, estando destacada em
azul claro e escuro no mapa acima.
Os rios da AMAZÔNIA VERDE
(região continental amazônica) também são indicados.

(Arte da MB)



MB - AMAZÔNIA AZUL (00:32 MIN)






Além disso, um país que almeja ter um papel econômico e político importante no mundo precisa possuir um Poder Naval à altura, como aconteceu na história com gregos, fenícios, romanos e, mais recentemente, Portugal, Espanha, Inglaterra e, hoje, ainda com os EUA.


O Brasil precisará estender seus braços no Oceano Atlântico, no caminho da África. Natal representaria o início dessa longa viagem, que poderá assistir à construção de Bases Navais em Fernando de Noronha e alhures.


NATAL


Em Natal, capital do Rio Grande do Norte (RN), fica desde 1957 a sede do Comando do 3º Distrito Naval, responsável por patrulhar a costa do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, além dos arquipélagos de Fernando de Noronha e de São Pedro e São Paulo.


Na Base Naval de Natal, trabalham hoje 2 mil pessoas e existe uma excelente estrutura, com a
Base Naval, o Grupamento de Fuzileiros Navais, a Capitania dos Portos e o Hospital Naval, além de um parque industrial de manutenção de navios.



(Clique na foto abaixo para ampliação)

Natal à Noite

Linda vista da pacata e turística Natal à noite.
(Foto Wikimedia Commons)



Na Base Naval atual, no Rio Potengi, não há calado (extensão do navio abaixo da linha d’água), nem áreas de manobras suficientes para uma esquadra com fragatas acima de 5 mil toneladas.


Enquanto um navio-patrulha cala 3 m, uma fragata dessas cala acima de 7 m. Até a Base Naval, o calado do rio é de apenas 5 m a 6 m, além de ser estreito, sem muita área para um navio de grande porte manobrar. Junto ao Porto de Natal, o calado é de 10 m.


É por esses entraves que o Comando
do 3º Distrito Naval será transferido para uma extensa área chamada Rampa, localizada nas margens do Rio Potengi e ao lado do Iate Clube, no bairro de Santos Reis. Ela já foi repassada para a Marinha em troca das instalações da sede atual, na Avenida Hermes da Fonseca.


O governo do Rio Grande do Norte deverá erguer ao lado da nova Base Naval um centro histórico da 2ª Guerra Mundial, quando a
Rampa foi uma ativa Base de Hidroaviões, cujos famosos Catalinas cumpriam missões de patrulha anti-submarina e os incríveis C-98 (Boeing 314) supriam as forças inglesas na África do Norte e mesmo os russos, via Libéria e Teerã.


Esta obra teve um início modesto em 2009, após uma antiga empresa de balsas desocupar a área.


A recuperação do sítio histórico da Rampa a partir de 2011, também palco de feitos da aviação nas primeiras décadas do século XX, fará com que suas dependências sejam reconstruídas e reformadas para a implantação do Museu e do Memorial do Aviador.


A restauração do sítio histórico será viabilizada pelo Programa de Ação para o Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) do Nordeste. O projeto custou R$ 380 mil e é composto de 25 plantas, que contemplam toda parte de arquitetura, urbanização e engenharia, bem como estudos de avaliação de impactos ambientais e avaliação socioeconomica.


Para a execução da obra, o governo também deverá contar com empréstimo do Prodetur, só que na versão nacional do programa, a qual já elencou a reforma e reconstrução da Rampa como uma de suas prioridades.


O projeto vai contemplar a restauração de uma área de aproximadamente 1 hectare, reservada para abrigar o complexo cultural. Atualmente, o sítio da Rampa foi dividido: uma parte ficou para o Ministério da Marinha construir o 3º Distrito Naval e outra foi destinada para o acervo cultural, onde estão localizados os três prédios que serão reconstruídos e reformados.



(Clique na foto abaixo para ampliação)

Rampa

Histórico prédio da Rampa - Base de hidroaviões na Segunda Guerra Mundial.
(Foto Wikimedia Commons)



Pouca gente sabe que a Rampa de Natal foi o local onde os presidentes Franklin Roosevelt e Getúlio Vargas oficializaram a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial e onde a FEB foi idealizada.


O presidente americano chegou a Natal na madrugada de 28 de janeiro de 43, vindo da famosa conferência com o presidente soviético Josef Stalin e o primeiro-ministro inglês Winston Churchill, em Casablanca, no Marrocos, entre 14 e 24 de janeiro.



Casablanca

Da esquerda para a direita, general francês Henri Giraud,
presidente Roosevelt, general Charles de Gaulle, e Churchill.
(National Archives)



Quando Roosevelt embarcou em seu hidroavião NC18605, um Boeing 314 Clipper Ship, para Casablanca e Natal, em 11 de janeiro de 1943, tornou-se o primeiro presidente americano a voar no exercício do cargo.



Boeing 314 Clipper Ship

Boeing 314 Clipper Ship.
(Fonte : ZPUB  B-314)

Os incríveis C-98 (Boeing 314) eram usados em Natal
para suprir as forças inglesas na África do Norte
e mesmo os russos, via Libéria e Teerã.




O uso de um avião ocorreu, exclusivamente, pelo receio de ataques de submarinos alemães, os famosos "U-Boats". Entretanto, o sucesso dessa missão provocou uma completa mudança de mentalidade no governo americano, que passou a estabelecer a viagem aérea como o modo padrão de transporte presidencial.


O histórico pouso de Roosevelt em Natal era segredo até para o comandante do Exército em Natal, general Cordeiro de Farias. Roosevelt chegou de madrugada em seu hidroavião
Clipper Ship e ficou hospedado junto com Getúlio no navio americano Humbolt, no Rio Potengi.


O Jornal do Brasil assim noticiou: "O presidente Getúlio Vargas chegou a Natal, no Rio Grande do Norte, para uma conferência com o presidente norte-americano, Franklin Roosevelt, com o propósito de firmar uma aliança militar e política entre o Brasil e os Países Aliados, no contexto da Segunda Guerra Mundial".


O presidente brasileiro chegara mais cedo do Rio de Janeiro, orientado pelo ministro de relações exteriores, Oswaldo Aranha, a oferecer o envio de tropas para o conflito armado, como prova de maior envolvimento do país, além de já ter autorizado as bases americanas em território nacional desde 1941.


A visita do presidente Roosevelt em Natal é considerada um marco decisivo para a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, já que àquela altura Getúlio Vargas ainda estava reticente em mandar soldados brasileiros ao conflito.


Nasceu ainda dessa reunião a idéia da criação da Força Expedicionária Brasileira (FEB), uma divisão de 25.334 militares brasileiros que lutaram ao lado dos Aliados na Itália.


Natal era então uma pacata cidadezinha às margens do Rio Potengi. Naquele dia 28 de janeiro houve o célebre encontro entre Roosevelt e Vargas, quando um comboio militar fez o trajeto de 17 km entre a Rampa e a base aérea americana de Parnamirim.



Trajeto

Trajeto de jipe dos presidentes entre a Rampa e a base de Parnamirim.



A base aérea recebeu a visita dos dois presidentes num início de tarde de domingo. Após uma inspeção e o almoço, eles seguiram de barco pelo rio até as instalações da Rampa.


A base americana Parnamirim Field foi a maior base dos americanos fora dos Estados Unidos e a Rampa era um importante centro de chegadas e partidas dos hidroaviões Catalina da Segunda Guerra.


Mais que isso, para a história, a Rampa de Natal foi o primeiro ponto continental para pouso dos destemidos aviadores que cruzaram o Atlântico e chegaram aqui no início do Século XX, em uma época em que as aeronaves não tinham qualquer segurança e voar era uma grande aventura.


O Museu da Rampa será uma importante atração para o turismo da capital, tendo em vista o papel da cidade na Segunda Guerra Mundial. O Memorial vai homenagear tanto os primeiros aviadores quanto aqueles que voaram hidroaviões na Segunda Guerra Mundial.



VÍDEO - CATALINA (04:53 MIN)



Um Catalina reformado fazendo roteiro da Europa
até a América do Sul e passando por Natal.



Em toda a área do 3º Comando, há hoje cerca de 3 mil servidores da Marinha, e Natal reúne 2 mil deles. A cidade tem ainda um contingente razoável de militares das outras duas Forças Armadas. Com a nova Frota e todas suas necessidades, tais efetivos se multiplicariam, beneficiando toda a economia local.


RECIFE


Uma opção inicialmente levantada pelo DEFESA BR havia sido o
Porto de Recife (2) (fotos), devido ao novo perfil do local, que foi transformado em uma ilha de tecnologia com mais de 100 empresas criando e produzindo software.


Trata-se do Porto Digital, iniciativa que representa
soluções criativas em áreas que vão de multimídia à inteligência artificial. A MB teria muito a crescer entrando neste circuito local que respira PD&I. Recife já conta com os comandos regionais do Exército (7ª Região Militar) e da Aeronáutica (2º Comar).



(Clique no desenho abaixo para ampliação)


Porto de Recife.
 (Esquema Ministério dos Transportes)



(Clique na imagem abaixo para ampliação)

Porto de Recife

Vista do Porto de Recife.
(Imagem de satélite Google Earth)



O Brasil ainda escolherá o local para instalar sua Frota do Nordeste, tendo Natal, Recife e Salvador como as cidades mais cotadas.


A localização de uma futura 3ª FROTA da MB em Natal seria bastante privilegiada em termos de Oceano Atlântico. Entretanto, com a escolha de São Luís para ser a sede da 2ª FROTA, cairia a opção por Natal e até por Recife, vindo a favorecer bastante uma terceira opção, a de Salvador, pelo fator distância entre as bases.



POSSÍVEIS QUATRO FROTAS DA MB NO FUTURO:


FROTA
BASE
ESTADO
1ª Frota  -  Sudeste
Sepetiba, Itaguaí
RJ
2ª Frota  -  Norte/Amazônia
São Luís
MA
3ª Frota  -  Nordeste
Salvador
BA
4ª Frota - Costa da África -
-



Brasil - Portos (Mapa Pequeno)