Um Su-33 no Convôo do
Kuznetsov com as asas dobradas.
Sabe-se o Governo da Rússia
ofereceu ao do Brasil 16 Su-33 em 2005. Ter o Flanker Su-33, caça russo da
Sukhoi, como caça multimissão
e responsável pela Defesa de Frota (CDF) do
Brasil seria o melhor presente que a MB poderia conceder ao NAe A-12.
O São Paulo passaria a ter uma importância tática e até mesmo
estratégica (com REVO)
jamais imaginada anteriormente, graças a toda a superioridade então
alcançada.
Dois Su-33 decolando da
rampa ou ski jump do
NAe russo
Admiral Kuznetsov, em rápida sequência e sem qualquer ajuda.
VÍDEO - SU-33 & ADMIRAL KUZNETSOV (02:46 MIN)
Como nas demais versões da FAMÍLIA
FLANKER (Ver FX), um pequeno número de caças navais
Su-33 embarcados em um
Navio-Aeródromo poderia fazer mais que muitos caças menores,
graças ao seu enorme alcance, potentes radares,
altíssima velocidade proporcionada por duas
turbinas e, principalmente, a
mortal possibilidade de carregar uma
grande carga de mísseis e bombas.
Esta versão naval embarcada do FLANKER é
muito mais que um CDF (Caça
de Defesa de Frota). É um extraordinário caça
multimissão, poderoso tanto em interceptação, como
em ataque ao solo e no
mar.
Mais Su-33 no
Convôo do Kuznetsov.
Pode até mesmo
servir como aeronave de reconhecimento e alerta antecipado
nos
ambientes de maior intensidade. É capaz ainda de
executar função
de REVO, devido à sua grande capacidade de
combustível.
Para um Navio-Aeródromo
Leve como o São Paulo,
seria o Caça de Defesa
de Frota - CDF e caça
multimissão perfeito, pois somente 20 aparelhos
a bordo trariam a confiança de enfrentar
qualquer situação em qualquer mar e a qualquer
tempo.
A dificuldade de seu emprego no A-12 poderia residir
em seu peso máximo de 30.000 kg, continuamente, porém sua
decolagem habitual poderia ser feita com apenas 25.000 kg.
Provavelmente,
algumas modificações no A-12 fossem necessárias, como uma
possível recalibragem de
suas catapultas para suportar grande parte de sses 25.000 kg. As atuais catapultas funcionam com o limite de 20.000 kg e poderiam ser
recalibradas em 20 % para até
24.000
kg. O resto seria fácil com os 2 motores.
Comenta-se que a atual modernização
do A-12 incluiria a troca das catapultas por outras com capacidade de
fazer decolar aeronaves com até 30.000 kg.
No NAe Kuznetsov da Marinha Russa,
os atuais 21 Su-33 são empregados
sem catapulta, somente para missões de defesa de frota,
utilizando-se somente seus potentes
motores com ou sem uma SKI-JUMP (rampa de ski ou, mais apropriadamente, "salto para o céu") no método STOBAR (Short
Take-Off but Arrested Recovery - Decolagem Curta e Pouso com Barrreira).
Fácil
e potente decolagem do FLANKER Su-33 com o
auxílio da rampa Ski-Jump do NAe russo Kuznetsov.
Os 2
elevadores do A-12 carregam até 15 ton e um deles, o de boreste
por ser aberto e
mais espaçoso, com 17 m x 13 m, seria modificado para suportar
mais 20 %, alcançando 18 ton. O elevador de vante é menor, medindo 16 m x 11 m.
O Su-33 vazio pesa 17 ton, aproximadamente. Ele seria facilmente transportado vazio para o convôo pelo
elevador de boreste, e então poderia receber os 6.500 kg de combustível e
6.500 kg de armamentos, em
média, totalizando 30.000 kg.
É dito usualmente por leigos que o Su-33 é demasiadamente
pesado para o A-12. Entretanto, em 2004, engenheiros russos da ROSOBORONEXPORT
mediram o NAe São Paulo todo e examinaram seus elevadores e
trabalharam com
os dados das catapultas e sistemas de frenagem, concluindo que ele
poderia operar até 24 Flankers Su- 33 sem qualquer
restrição.
Necessitaria somente efetuar a troca dos cabos de
retenção e a colocação de um Ski-Jump ou
reforçar as catapultas. Devido à extraordinária
potência dos motores, as
catapultas necessitariam ser apenas 20 % mais potentes que as atuais
(de 20.000 para 24.000 kg).
Assim, o Su-33 com 30.000 kg
em plena capacidade de defesa e ataque (multimissão) decolaria
do A-12, tranqüilamente, com o auxílio das atuais
catapultas recalibradas para
24.000 kg e utilizando seus potentes motores mesmo sem a SKI-JUMP.
O fato é que o
Flanker é capaz de subir imediatamente após decolar sozinho, ao invés de ficar
"pendurado" no ar, como os
aviões lançados por catapulta.
Vale mencionar que a
Sukhoi tenciona modificar as asas do Su-33 para que tenham dupla dobra
(no início e no meio), e a cauda também passará
a ser dobrável. Tudo isso objetiva permitir que um NAe possa
manter
no convôo e no hangar mais Su-33 do que é possível
hoje.
Doze dos gigantescos
Lançadores Verticais do Kuznetsov,
com diversos Flankers em volta.
Comparado com o histórico e
poderoso F 14 Tomcat, o Su-33 tem mais potência na decolagem. Embora não seja amparado por uma catapulta, ele tem uma
razão aceleração-peso
superior, graças a melhores aerodinâmicas, gerando mais ascensão. Isso também concede melhor controle a
baixas velocidades, importante
para o momento do pouso a bordo
(STOBAR).
Já os próximos NAes
brasileiros deverão ser construídos
para suportarem caças pesados de até
35 ou 40 ton, ainda mais para
operar-se
o fantástico Su-33 e seu
sucessor, possivelmente, um SU-47 BERKUT NAVAL.
O Flanker Naval Su-33 no Convôo do Kuznetsov com
flexionamento das asas.
Desde 1995, 20 aparelhos operam na Marinha Russa.
Os 3 novos NAes já
receberão um caça
moderno, multimissão, com enorme alcance, potente radar, altíssima
velocidade proporcionada por duas
turbinas e, principalmente, a mortal possibilidade de carregar uma grande carga de bombas e
mísseis, inclusive
mísseis hipersônicos antinavio de longo alcance.
VÍDEO - SU-33 IN ACTION
(03:10 MIN)
VÍDEO - SU-33 SUKHOI
FOREVER (03:44 MIN)
VÍDEO - THE RUSSIAN NAVY
WITH SU-33 (02:52 MIN)
VÍDEO
- KUZNETSOV
LIVE (09:13 MIN)
Em diferentes configurações, o Su-33 poderia
carregar um míssil
hipersônico
MOSKIT
anti-navio de longo alcance, de
4.500
kg, o
YAKHONT e alguns
mísseis AA, AS e ASu, como os R-27, R-73A, R-60 e ZVEZDA
Kh-31 (ou AS-17 KRYPTON para a OTAN).
Em primeiro plano, o temível míssil antinavio
hipersônico MOSKIT
de longo alcance (codinome SS-N-22 SUNBURN para a OTAN).
Su-33 em segundo plano com alguns mísseis ar-ar.
Possui um
grande número de cabides, que permitem levar 8 mísseis ar-ar de longa
distância (BVR) R-77M, atingindo alvos a
160 km e seus radares detectam alvos navais / terrestres e caças inimigos a 200 km,
permitindo disparar contra
vários, inclusive para trás.
Como aspecto fundamental para a
sua escolha, há o uso integrado
com a FAB (Su-35 e Su-32FN) de peças, ferramentas e armamentos, passando por
treinamento conjunto de
mecânicos
e pilotos, por apoio, simuladores, doutrina e filosofia
operacional,
e por motivos estratégicos.
Su-33 com as asas dobradas e alguns de seus mísseis
Brochura de
Fábrica do Su-33 em russo.
O Flanker
é a solução mais do que ideal para as gigantescas dimensões da área a cobrir,
considerando-se os mares jurisdicionais,
o Atlântico Sul, as dimensões continentais do Brasil, as extensões da
Amazônia e do Litoral
e, no recém conturbado
mundo
atual, as áreas remotas de qualquer tamanho e distância em missões
conjuntas com aliados.
É, reconhecidamente,
o único caça capaz de cobrir todas as vastidões.
Engenheiros
russos visitaram o NAe A-12, avaliaram os elevadores e concluiram que
seria possível operar o Flanker do convôo do São
Paulo. E em 2005, a MB recebeu
uma proposta de venda de 16 aeronaves Su-33 novas por apenas US$ 300
milhões.
(Para ver mais sobre o Flanker,
vá
direto à sua página na
área da FAB, clicando na foto acima).