O DEFESA BR é uma
SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer
para manter a soberania sobre suas riquezas
das Amazônias Verde e Azul com um conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB.
INTRODUÇÃO
Existe nos
dias atuais uma certa involução nas quantidades
de submarinos encomendados, mundialmente, a primeira
vez desde a sua invenção,
devido aos novos cenários Pós-Guerra-Fria. Com isso, houve uma
profunda mudança representada pela
ameaça de submarinos, pois simplesmente mudaram-se todos os
paradigmas nos últimos 15 anos (1989-2004).
Em muitos
países, diminuíram a quantidade de submarinos
- e outros sistemas de armas, e até levaram muitos programas ao fim.Isso se
manifesta em praticamente todosprogramas de defesa de maior
envergadura, pois os custos de desenvolvimento e
aquisição desses novos sistemas de armas aumentam
fortemente a cada geração, e as
ameaças já não são as mesmas.
Até mesmo nos EUA, os principais programas de
aquisição andaram mais devagar do que o planejado
ou tiveram cortes dos números originais. Nos demais
países, a situação é
ainda mais critica.
A GUERRA FRIA
A URSS tinha
em serviço no final da Guerra Fria 66 unidades de três
classes de submarinos lançadores de
mísseis balísticos (Delta III, Delta
IVe TYPHOON)
(2)
(3),
três classes de submarinos nucleares de ataque, duas classes de
submarinos lançadores de mísseis de cruzeiro, e três classes de
submarinos diesel elétricos. Tudo somava 203 submarinos em
serviço.
Projeto 941 da Classe Typhoon,
SSBN de 26.500 ton.
VÍDEO - RUSSIAN TYPHOON
SUBMARINE (04:47 MIN)
Comparativamente,
os EUA tinham uma classe de submarinoslançadores de
mísseis balísticos (OHIO) (2) (3)
(4) - os SSBNTRIDENTs (foto
USAF), e uma classe de submarinos nucleares de ataque
(Los
Angeles). Somando as duas classes, havia mais de 70 submarinos na US Navy.
Submarino SSBN 726 Ohio, que
esteve em conversão entre 2002 e 2006
paraSSGN
(apelidado para steel shark, giant
shadow, ou tubarão de
aço, sombra de gigante). Reincorporado no início de
2006, pode
agora
disparar 154 mísseis Tomahawk e levar 66 SEALS e
seus equipamentos. (Foto U.S. Navy)
Esquema de um SSGN Ohio, que poderá carregar
154 mísseis Tomahawk e Forças Especiais.
Considere-se
que os EUA já operavamsomente submarinos nucleares. Em uma
comparação nuclear x convencional, a diferença
não era muito grande. Assim como a eficiência dos submarinos
americanos era tida como superior.
(Clique na
foto para ver imagem gigante da Classe Ohio)
Submarino Balístico
Nuclear da Classe Ohio SSBN 727 USS Michigan entrando
no Estaleiro Naval de Puget Sound em 2 de fevereiro de 2004 para
reforma de
meia vida e conversão para Submarino de Mísseis de
Cruzeiro (SSGN).
(Foto da U.S. Navy 040202-N-1003P-001)
Porém,
o fato é que em 1989, existia um fator quantitativoamplamente
desfavorável aos EUA. O uso de submarinos para negar o controle de
navegação do Atlântico Norte e regiões do
Oceano Pacífico era pedra angular da estratégia de
guerra soviética.
PÓS-GUERRA FRIA
Saltando
no tempo e olhando-se a Rússia Pós-Guerra Fria em um futuro por volta de
2015, a sua força
desubmarinos2
deveria ser, incomparavelmente, menor que no Século XX.
Nos últimos anos, a Rússia desmontara mais de 118
submarinos desde 2004. De acordo com sua Agência Federal de
Energia
Atômica, o País descomissionou 193 submarinos
atômicos
até 2003.
Além
disso, a Rússia ainda vinha perdendo, por razões
orçamentárias, os caríssimos submarinos de
lançamento de mísseis balísticos. Desde a era
Putin, os planejamentos
começaram a rezar o contrário.
Os Typhoon
e Delta IV atualmente em serviço serão
substituídos por um novo SSBN Projeto 955 da Classe BOREY.
Este projeto
é relativamente austero em comparação
às atuais classes, mas ainda é significativamente
maior (170 metros) do que os novos projetos de submarinos nucleares
estratégicos da marinha inglesa e francesa
colocados em serviços desde os anos 90.
Estas
classes de submarinos SSBN franceses (Classe LeTriomphant)
e ingleses (Classe Vanguard2)
podem
ser descritas como o maior programa naval de natureza estratégica que
se conseguiu fazer no mundo durante os anos 90, fora dos EUA.
Impressionante imagem noturna
de um Vanguard da Royal Navy.
(Foto da Royal Navy)
Sobre a Classe
Borey, sabe-se que estava com o cronograma de
execução
extremamente atrasado, e sabe-se também que as atuais classes
não
estão conseguindo manter-se operacionais em função de
problemas
orçamentários.
Um primeiro submarino SSBN Projeto 955 da Classe BOREY, o Yury Dolgoruky, vem
sendo construído no Estaleiro Sevmash, em Severodvinsk, norte da
Rússia, foi retirado das oficinas e lançado ao mar em 15
de abril de 2007 (Ver vídeo), para a continuação dos
trabalhos e futura colocação de armamentos. Ele
será comissionado até 2009.
Trata-se da 4ª Geração de SSBN, que deverá
carregar 16 mísseis balísticos de nova
geração, conhecidos como Bulava, baseado no Topol-M,
só que
mais leve, bem mais sofisticado.
Os Bulava são capazes de carregarem até 10 cargas
nucleares individuais com um alcance de 8 mil km.
O Borey pesa impressionantes 24.000 ton, tem 170 m de comprimento, diâmetro de 13,5 m
(na parte mais larga) e uma velocidade submersa de 29 nós.
Poderá navegar a até 450 m
de profundidade e sua tripulação será integrada
por 107 marinheiros.
Cerimônia de
lançamento do primeiro submarino SSBN Projeto 955
da Classe BOREY, o Yury Dolgoruky, em 15 de abril de 2007.
(Foto NOVOSTI63706284-4)
Desde 2003,
tem havido poucas verbas para a sua conclusão. Mesmo assim, ele
deverá entrar em serviço em 2008 e
custar algo próximo a US$ 1 bilhão. Dois outros da Classe
Borey estão em construção no Sevmash, o Alexander Nevsky e o Vladimir Monomakh.
Modelo do Projeto 955 da
Classe Borey,
SSBN de 24.000 ton. e 170 metros.
É
até possível a Rússia aposentar os Typhoon e
ficarem apenas com os Delta IV, dado o magnífico custo operacional
dos Typhoon, maiores submarinos já construídos, que simplesmente
têm o dobro do tamanho do segundo maior (Classe Ohio da US
Navy).
Com o advento
da Classe Borey, o impacto orçamentário
também vai reduzir em muito as classes de submarinos nucleares de
ataque.
A Rússia ainda é um Pais com economia menor que a
França e a Inglaterra, e hoje esses dois
Países operam de 5 a 8 submarinos nucleares de ataque em suas marinhas.
Mas ela voltou aos tempos da Guerra Fria ao atacar a Geórgia.
Os russos palnejam construir 8 submarinos nucleares
da Classe Borey e tê-los todos comissionados
até
2015. Mas o resumo
negativo é que, entre o final da guerra fria e a completa
obsolescência dos submarinos da época da URSS,
a frota de submarinos russos terá caído em
quase 10 vezes.
Um projeto convencional russo muito interessante é o Projeto
1650 de 4ª Geração da Classe Amur,
variante para exportação do Projeto 677, da Classe Lada.
O Amur possuirá sistema AIP e será muito
mais sofisticado e silencioso que os submarinos da Nova Classe Kilo, Projeto 636,
considerados dos mais silenciosos hoje.
Diz-se que sua principal habilidade é atingir diferentes alvos
com uma salva de mísseis. Possui os mísseis antinavio e
anti-submarino KLUB-S
de lançamento vertical e os STALLION
com alcance entre 50 e 120 km. Outra vantagem é o maior
diâmetro do casco, o que facilitará
adaptações futuras.
Projeto 1650, Classe Amur
Classe Amur
(Clique na
foto para ver imagem maior do esquema)
Visão seccional do
largo casco do Projeto 1650 da Classe Amur.
Já o
Projeto 636 é maior que o Amur, com 2.300 ton, e é o real
sucessor da venerável Classe
Kilo (2), contando com muitos
aperfeiçoamentos. Ele vem sendo bastante trabalhado no mercado
internacional e foi oferecido ao Brasil em 2007.
Os chineses já possuíam 2 submarinos dessa Classe
Improved Kilo e, em 2002, fecharam um contrato de US$ 1,6
bilhão com a Rússia para ofornecimento de mais 8 para
a PLA Navy, sendo que 6 unidades já foram
entregues
e não parece haver reclamações.
(Clique na foto para ver imagem maior do esquema)
Visão seccional do
largo casco do Projeto 636, a nova Classe Kilo.
Um submarino do Projeto 636, a
nova Classe Kilo.
(Foto Rubin)
Fora da
Rússia as coisas mudaram muito nos últimos 15 anos em se tratando de submarinos.A
questão é o custo elevado de novos programas.Mesmo assim,
os EUA pretendem manter sua atual hegemonia
submarinaconstruindo
seus novos SSN multimissãoVirginia
(primeiras 4 naves de 30), reais substitutos dos 50 Submarinos
Nucleares de Ataque
Los Angeles.
Arte da nova Classe Virginia da U.S.
Navy.
(Clique na
foto para ver imagem gigante do novo PCU Virginia)
Foto histórica da
1ª viagem (teste alfa) em mar aberto do 1º submarino
da Classe Virginia, o PCU Virginia, SSN 774. Ele retornava para o Estaleiro
da General Dynamics Electric
Boat (GDEB), em Groton, Connecticut,
no
dia 30 de julho de 2004. O Virginia foi comissionado em
12 de outubro de 2004.
A Newport News lançou o USS Texas - SSN 775 - em
9 de abril de 2005.
(Foto da U.S. Navy pela GD Electric Boat
040730-N-1234E-002)
Ao fim da Guerra Fria, a Classe Seawolf
deveria substituir os Los Angeles e ser capaz de enfrentar os grandes
submarinos soviéticos. Mas, com as mudanças
políticas, seu alto custo foi suficiente para que o programa
fosse cortado em favor da Classe Virginia, menor e mais barata, embora
custe US$ 2 bilhões a unidade.
Assim, a Classe Seawolf só teve
3 exemplares e seu 3º submarino (modificado) - o SSN 23,
foi
batizado em 5 de junho de 2004. São empregados em missões
especiais
(SEALS).
(Clique na
foto para ver imagem gigante da Classe Seawolf)
Foto histórica da
1ª aparição a público do 3º e
último submarino da Classe Seawolf - SSN 23 Jimmy Carter, no
Estaleiro da General Dynamics Electric Boat,
em Groton, Connecticut, no dia 4 de junho de 2004. O Jimmy Carter é
diferente
e maior que os dois Seawolf anteriores (de 107,6 m e 8.060 ton). Mede
115,83 m,
pesa 12.139 ton submerso, e possui um inédita Plataforma
Multimissão (MMP). (Foto da U.S. Navy
040604-O-0000C-003)
(Clique na
foto para ver imagem gigante da Cerimônia de Batismo)
Foto do batismo do SSN 23 Jimmy Carter, em 5 de junho de 2004.
O SSN 23 é o primeiro submarino americano a não possuir tubos de
torpedos. Ver tripulação postada sobre o submarino
durante a cerimônia. (Foto da U.S. Navy
040605-O-0000C-002)
Fora os EUA e
seus suaves problemas, dado o orçamento militar gigantesco,
todos os demais países sofrem muito com o aumento dos custos na
atualidade.