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PLANO BRASIL

PROGRAMA LUA DE SATURNO

INDÚSTRIA AERONÁUTICA



PARTE III

PROJETO MINERVA

AVIÕES DE GUERRA ELETRÔNICA



(Clique na arte abaixo para ampliação)

E-195

Aeronave AWACS de nova geração E-195.
(Arte Edilson Moura Pinto)
3) PROJETO MINERVA


NOVA FAMÍLIA DE AVIÕES DE GUERRA ELETRÔNICA

AUTOR : EDILSON MOURA PINTO




INTRODUÇÃO


Na segunda metade do ano de 2005, a FAB encomendou à EMBRAER um estudo que destinava-se a analisar a viabilidade de desenvolvimento de um patrulheiro naval baseado na já consagrada família EMB-170.


De olho neste projeto e atento às necessidades futuras de nossas Forças Armadas por volta do ano 2020, elaboramos uma proposta que denominamos PROJETO MINERVA, a qual apresenta uma possibilidade de desenvolvimento de uma futura aeronave de guerra eletrônica para a FAB, bem como outras versões desenvolvidas a partir de um modelo básico.


Fatores como cenário futuro e racionalização de meios foram considerados neste artigo, bem como outras considerações, as quais descreveremos a seguir.


Por volta do ano 2020, o teatro de operações militares será dominado pela guerra eletrônica a níveis muito superiores aos dos dias atuais. Essa tendência pode ser comprovada pelos inúmeros projetos em andamento nos dias atuais e, ao que parece, será a base de sustentação das forças futuras.


Comunicação, escuta, comando, controle e interferência, serão as palavras de ordem dos exércitos futuros. Diversas nações mais do que nunca têm implementado e posto em prática programas que  no futuro darão às suas forças a capacidade e os meios necessários para a garantia de sua supremacia neste campo.


O controverso programa ACS norte-americano é um exemplo claro disso, visto que esse programa destina-se não somente em dotar a US ARMY e a US NAVY com uma única aeronave capaz de cumprir diferentes missões, mas também de permitir que estas forças detenham cada vez mais a capacidade de obtenção, centralização e coordenação de informações sobre o campo de batalha.


O domínio do espectro eletromagnético, indubitavelmente, dará às Forças Armadas do futuro a capacidade de dificultar o avanço das forças agressoras, paralizando-as antes que estas possam deflagrar seu golpe. Seria como se em um jogo de xadrez  um jogador pudesse ler os pensamentos do seu oponente, antevendo suas jogadas e eliminado todas e quaisquer possibilidades deste, derrotando-o a cada movimento sem que este o perceba até o derradeiro momento.


É preciso lembrar ainda que a evolução da eletrônica arrasta consigo também o desenvolvimento da contra-eletrônica. Segundo alguns críticos, até mesmo sistemas, como as aeronaves
VANTs e VANTs-C, e mísseis de cruzeiro teleguiados, poderão ter suas aplicações dificultadas.


Em conflitos recentes pudemos observar essas capacidades; a interferência na comunicação entre mísseis de cruzeiro e seus comandos causaram sérios problemas, como desvio de rota e até mesmo sua auto-destruição antes mesmo que pudessem atingir seus objetivos.


Uma Nação que queira projetar-se internacionalmente, ou mesmo manter sua integridade e soberania, deverá então centrar esforços não somente no campo militar, como desenvolvendo táticas de guerra eletrônica ou possuindo tais meios, mas sim além, trabalhar constantemente para manter-se no topo e não deixar de acompanhar a evolução natural da eletrônica, e da tecnologia em geral.


Em decorrência da nanotecnologia, observamos nos dias atuais uma evolução frenética da eletrônica. Fator este que tende a se acelerar em um futuro muito próximo e que, como conseqüência, forçará  ainda mais os governos por meio de suas Forças Armadas a investirem e adequarem-se constantemente aos novos cenários.


Um elemento necessário para a supremacia sobre o campo de batalha é, indiscutivelmente, o controle do espaço aéreo; portanto, para obter vantagem nesse cenário, uma nação deverá desenvolver  e possuir aeronaves com capacidades operacionais muito mais amplas que as atuais.


É aqui que se enquadra o projeto que apresentamos. Neste artigo, sugerimos a adoção do EMB-195 como aeronave padrão para o programa da futura aeronave de Guerra Eletrônica, pelo fato dessa aeronave ser mais capaz e de possuir maiores dimensões que a suas irmãs EMB-170 ou EMB-190.


Esses dois fatores possibilitam, por exemplo, maior conforto à tripulação, maior volume disponível para a instalação de sistemas e ainda maiores reservas internas de combustível,  o que aumenta em muito seu raio de ação e suas capacidades.


Como objetivo, este projeto destina-se não somente a substituir, mas também a suplementar as capacidades dos modelos atualmente utilizados. E para tanto, este programa deveria também acompanhar o desenvolvimento tecnológico ocorrido neste intervalo de tempo.


Considerando assim que tal aeronave deveria incorporar novas evoluções em relação ao seu projeto inicial, tais como : maior percentual de aplicação de materiais compostos, o que daria à célula não somente menor peso, mas também maiores resistências mecânica e à corrosão.


Sua eletrônica poderia ser atualizada, bem como seus sistemas defensivos (
Chaff-Flares, etc.). Haveria também a necessidade do desenvolvimento de uma nova versão do seu motor, incorporando novas tecnologias que permitissem menor consumo de combustível e aumentando seu raio de ação (CF34-10M).


Deveria ser considerada também a incorporação de novos tanques de combustível internos para incrementar seu raio de ação, diminuindo sua dependência durante as operações.


Outro fator que colaboraria para um aumento significativo da capacidades dessa aeronave seria a introdução de sistemas eletrônicos e de armamentos modulares, fatores estes que permitiriam conversões rápidas de aeronaves, o que permitiria propiciar a realização de uma gama ainda maior de missões.


Tais fatores colaborariam para uma otimização das capacidades de
AWACS / ELINT / SIGINT, Comando,  ASW,  entre outras. Uma versão destinada ao transporte VIP poderia também ser desenvolvida de modo a substituir os atuais 737 em vôos internos, e ainda poderem realizar as missões de transporte para o CAN - Correio Aéreo Nacional.


Este projeto abrangeria também a adoção por parte da FAB de uma aeronave ainda inexistente em suas unidades, que seria uma aeronave dotada de capacidade de estudos meteorológicos e controle climáticos, o que permitiria, em caso de guerra, obter informações valiosas sobre as condições climáticas do teatro de operação, prevendo e analisando as melhores estratégias para a ocasião, ou ainda estudando as rotas dos ventos tão importantes para a aviação civil.


Organismos como IBAMA, Ministérios da Agricultura, Ciência e Tecnologia, entre outros, também poderiam beneficiar-se das informações obtidas por estas aeronaves, o que validaria ainda mais a sua plena adoção.


Por último, completando a gama de versões deste avião, apresentamos a proposta de desenvolvimento de uma versão para um laboratório aéreo, que poderia ser utilizado em missões de calibragem e pesquisa científica.




AVIÕES DE GUERRA ELETRÔNICA


EMB-195


DESENVOLVIMENTO



Neste projeto, propomos a redução do número de aeronaves utilizadas para as missões de Guerra Eletrônica. As missões hoje feitas na FAB pelos aviões EC-95, R-95, R-35, R 99 A e B seriam realizadas apenas por duas versões distintas do EMB-195.



EMBRAER EMB-195
     
O novo EMBRAER EMB-195, membro da família do 190.
(Arte Divulgação Embraer)



Com o desenvolvimento de software e de sistemas eletrônicos mais compactos e  confiáveis, seria possível  introduzir no EMB-195 uma eletrônica embarcada que o capacitaria a executar missões tal como se propõe o programa ACS.


Deveria ser considerada também a incorporação de sistemas que o possibilitariam executar missões tais como foto, reconhecimento,
ELINT / SIGINT, e comando aéreo avançado, o que faria com que somente uma aeronave substituísse de uma só vez três aviões atualmente em uso pela FAB. Ao mesmo tempo, esta aeronave responderia pela sigla R-195.


R-195

R-195


Este é um desejo hoje existente na própria EMBRAER, que deseja incorporar em seu projeto de aviões AGS estas capacidades. Portanto, para pô-lo em prática, falta só vontade do governo em se comprometer com o desenvolvimento e a aquisição deste modelo.


Não há dúvida de que a FAB respira novos ares desde a incorporação dos R-99; a tecnologia introduzida com a aquisição destes modelos é considerada inclusive fora do Brasil como um marco divisor para a FAB e para o Brasil, referentemente a forças militares.


No entanto, o EMB-195 possui algumas características superiores aos seu primo antecessor EMB-145 e que o tornam uma aeronave ideal para substituí-lo, tais como alcance, capacidade de carga e volume interno, entre outras.


Seria a aeronave ideal principalmente por se tratar de um avião comercial já muito difundido, considerando custos de operação e treinamento, entre outros.


A outra versão a ser desenvolvida seria uma aeronave
AWACS de nova geração, o E-195, que poderia ser desenvolvido de tal forma a poder vetorar VANTs, por exemplo, ampliando ainda mais suas capacidades.


E-195

E-195


A versão de patrulha marítima  que, de certa forma, já está em andamento nos escritórios da EMBRAER, conforme citado anteriormente, seria denominada N-195, que assim como o N-106 (vide PROJETO ATLAS), deveria possuir capacidade de Guerras Anti-Submarina, Anti-Superfície e Anti-Minas, e ainda Guerra Eletrônica, possuindo paiol interno para armamentos e sendo capaz de utilizar toda a gama de sistemas eletrônicos passivos e ativos empregados para a guerra naval.


N-195

N-195


A quarta versão dotada de equipamentos eletrônicos avançados seria a versão W-195, que possuindo radares meteorológicos, entre outros sistemas, seria capaz de executar missões de previsão meteorológica e estudos científicos da atmosfera, entre outros, servindo de estação meteorológica móvel, mas também teriam sua aplicação militar, servindo assim como suas versões irmãs como peça chave no teatro de operações do futuro.


W-195

W-195


Outra versão seria a denominada L-195, que se destinaria às funções de calibragem, suplantando a frota de aeronaves do GEIV, mas também de laboratório aéreo, servindo como plataforma para estudo e desenvolvimento aeronáutico


L-195

L-195


Seria lançada ainda uma versão de transporte VIP VC-195 para uso da Presidência através do Grupo de Transporte Especial (GTE).


VC-195

VC-195


Todas as versões, a exemplo de todas as propostas até agora feitas, utilizariam a aviônica básica padrão, que juntamente com a logística e o treinamento das tripulações e pessoal técnico, minimizariam os custos, e de outra mão, dotariam a FAB de uma aeronave com capacidades ainda maiores do que as já adquiridas nos atuais projetos.



CARACTERÍSTICAS COMUNS ENTRE AS VERSÕES MILITARES


     g Capacidade de vôo a qualquer tempo;

     g Sistemas de comando FBW;

     g Capacidade de pouso em pistas curtas e não preparadas, e baixa dependência de infra estrutura de solo;

     g Sistemas defensivos para proteção tipo Chaff-Flares, entre outros;

     g Capacidade de reabastecimento aéreo;

     g Eletrônica embarcada de última geração; e

     g Aumento da capacidade interna de combustível.



 VERSÕES


E-195
Aeronave AWACS
de nova geração
R-195
Aeronave ELINT / SIGINT /
AGS / FOTO e reconhecimento
N-195 Aeronave de Guerra Anti-Submarina,
patrulha, resgate, Guerras Anti-Superfície
e Anti-Minas, e Guerra Eletrônica
VC-195
Aeronave de
transporte VIP
W-195
Posto meteorológico
aerotransportado
L-195
Aeronave de calibragem
e laboratório aéreo



ARTES


(Clique na arte abaixo para ampliação)

E-195

E-195 - Aeronave AWACS de nova geração - FAB.
(Arte Edilson Moura Pinto)



(Clique na arte abaixo para ampliação)

R-195

R-195 - Aeronave ELINT / SIGINT /
AGS / FOTO e reconhecimento
- FAB.
(Arte Edilson Moura Pinto)



(Clique na arte abaixo para ampliação)

N-195

N-195 - Aeronave de Guerra Anti-Submarina, patrulha, resgate,
Guerras Anti-Superfície e Anti-Minas, e Guerra Eletrônica
- FAB.
(Arte Edilson Moura Pinto)



(Clique na arte abaixo para ampliação)

VC-195

VC-195 - Aeronave de transporte VIP - FAB.
(Arte Edilson Moura Pinto)



(Clique na arte abaixo para ampliação)

W-195

W-195 -  Posto meteorológico aerotransportado - FAB.
(Arte Edilson Moura Pinto)



(Clique na arte abaixo para ampliação)

L-195

L-195 - Aeronave de calibragem e laboratório aéreo - FAB.
(Arte Edilson Moura Pinto)



ESPECIFICAÇÕES DOS EMB-195



VERSÕES


E-195


R-195


N-195


VC-195


W-195


L-195





Motorização




Modelo

GE CF34-10M

GE CF34-10M

GE CF34-10M

GE CF34-10M

GE CF34-10M

GE CF34-10M

Nº de propulsores

2

2

2

2

2

2

Empuxo unitário-seco

9.500 kgf

9.500 kgf

9.500 kgf

9.500 kgf

9.500 kgf

9.500 kgf

Capacidade de Combustível interno

15 ton

15 ton

15 ton

15 ton

15 ton

15 ton

Provisão para reabastecendo do vôo

Sim

Sim

Sim

Sim

Sim

sim

Tripulação

2/6/+2/6

2/6/+2/6

2/6/+2/6

2/108

2/6

2/3


 

 


Dimensões

 

 

 

Extensão da Asa

28.72 m

28.72 m

28.72 m

28.72 m

28.72 m

28.72 m

Comprimento

38.65 m

38.65 m

40 m

38.65 m

42 m

38.65 m

Altura

12.8 m

12.8 m

12.8 m

12.8 m

12.8 m

12.8 m


 

 


Pesos
 

 

 

 

Vazio

29 ton

29 ton

29 ton

29 ton

29 ton

29 ton

Decolagem normal

40 ton

40 ton

40 ton

40 ton

40 ton

40 ton

Máximo de decolagem

54 ton

54 ton

54 ton

54 ton

54 ton

54 ton

Carga militar

15 ton

15 ton

15 ton

15 ton

15 ton

15 ton


 

 


Desempenho

 

 

 

Velocidade máxima

980 km/h

980 km/h

980 km/h

980 km/h

980 km/h

980 km/h

Velocidade de cruzeiro

870 km/h

870 km/h

870 km/h

870 km/h

870 km/h

870 km/h

Teto operacional

10 km

10 km

10 km

10 km

10 km

10 km

Alcance

6.000 km

6.000 km

6.000 km

6.000 km

6.000 km

6. 000 km

Pista de decolagem

1.500 m

1.500 m

1.500 m

1.500 m

1.500 m

1.500 m


 

 


Armamento

 

 

 

Pontos duros externos

2

2

6

0

0

0

Carga bélica

4 mísseis ar-ar

4 mísseis ar-ar

15 ton

0

0

0





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