O PROGRAMA
MAR DE TITÃ visa
a recuperação e consolidação da
indústria naval brasileira, parte inicial do Componente Naval do
PLANO
BRASIL.
A primeira parte de seu NÍVEL II -
PLATAFORMA CONTINENTAL,
é denominada PROJETO CILA, e apresenta o desenvolvimento nacional de um NAVIO CRUZADOR COSTEIRO, capacitado à guerra costeira futura.
PROJETO
CILA
Os NAVIOS
CRUZADORES COSTEIROS - NCC,
difeririam completamente de qualquer embarcação presente
no atual inventário da Força Naval Brasileira.
Seriam projetados segundo os conceitos e exigências dos combates
futuros e se destinariam a manutenção da soberania em
conflitos de baixa intensidade.
Seu desenho modular permitiria que o mesmo fosse reconfigurado conforme
a missão, através de "pacotes" de armas e sensores. Os
navios assim poderiam ser rapidamente convertidos para missões
de Guerra de Superfície, Submarina e Anti-Minas.
(Clique na
arte abaixo para ampliação)
Concepção
artística da ponte de comando dos NCC.
Estas centrais
de comando seriam modulares e padrão para toda as
embarcações
consideradas no Nível II, o que facilitaria o treinamento
e a operação
das tripulações, racionando pessoal e minimizando custos.
(Arte Edilson
Moura
Pinto)
O casco seria do tipo CATAMARÃ e os navios seriam
projetados para operarem em alcance máximo de 12.000 km, teriam
autonomia de
30 dias e seriam capazes de operar em ambientes de redes conectadas aos
satélites de vigilância e comunicações, bem
como aos Centros de Comando Integrados.
As dimensões desses navios seriam 96 m de comprimento, 36
de largura e 21 de altura.
Seu hangar seria desenhado para abrigar uma aeronave tripulada NH-24
da CLASSE
ISIS de Helicópteros Médios. No entanto, em missões específicas
como a de Contra-Minagem, eles transportariam até 3
helicópteros desse modelo.
NH-24N
Acrescido a isso, os NCC transportariam
uma força composta por 2 aeronaves
não-tripuladas - Drones - NDH-9N, da CLASSE
HORUS de Helicópteros Leves.
NDH-9N
Sua tripulação de 36 integrantes seria estendida para
até 60 quando em situações especiais dada a
necessidade do emprego de helicópteros extras e veículos
destinados
a Guerra Anti-Minas.
Os NCC possuiriam radares, sonares e núcleos de
comunicações processadas digitalmente e integradas via
Enlace de Dados.
Os sistemas
integrados dos navios seriam concebidos para gerar mapas 3D
do ambiente sub-aquático e aéreo circundante. Associados
aos sistemas
de armas, esses sistemas propiciariam uma resposta mais rápida e
eficaz
às ameaças, garantindo vigilância e defesa com alto
fator de prontidão.
Seu armamento em condição
padrão seria composto por um reparo de canhão
magnético 105 mm, dois reparos de 40 mm, 4 provisões
laterais de canhões 20 mm e 2 lançadores sêxtuplos
de mísseis MDACP-6 para defesa de ponto, dois lançadores
sêxtuplos de mísseis de defesa Anti-Aérea MDAM-120 e até 12 silos de lançamento
vertical para mísseis Anti-Navio e ou de Cruzeiro.
(Clique nas artes abaixo para ampliação)
Míssil MDACP-6
Míssil
MDAM-120
As embarcações contariam
ainda com dois lançadores laterais sêxtuplos para torpedos
navais leves TP-02.
(Clique na
arte abaixo para ampliação)
Torpedo T-2 TP-02
Os NCC deslocariam 1.800.000 kg e
seriam desenhados para atuarem em águas costeiras, possuindo
ligeira
capacidade de Guerra Anti-Submarina. Sua estrutura e o revestimento
externo
seriam feitos de materiais compostos, tais como sanduíches de
resinas
vegetais, fibras de vidro, carbono e vegetais.
O uso extenso de materiais compostos, reduziriam drasticamente a
assinatura dos navios, permitindo-lhes não só serem mais
furtivos, mas também menos expostos às minas inimigas e
outras formas de detecção, garantindo-lhes maior rigidez,
menor peso e maior resistência a choque e fogo.
(Clique na
arte abaixo para ampliação)
Vista lateral
dos NCC do PROJETO
CILA. Essas embarcações seriam
projetadas de forma a operarem helicópteros e veículos
submarinos
não-tripulados, teriam conceito estrutural furtiva e seriam
destinados
à Defesa Costeira e à Guerra Anti-Minas.
(Arte Edilson
Moura
Pinto)
É sabido que
embarcações feitas de fibra de carbono são famosas
por seus baixos custos
de administração e manutenção. No entanto,
os custos de construção são, em geral, uma vez e
meia
maiores do que os de um navio convencional.
Porém, embarcações construídas com
materiais compostos são muito mais viáveis a longo prazo,
dado que ao longo de 30 anos de operação o navio
apresentará custos de manutenção muito inferiores
aos praticados.
Embora capacitado às Guerras de Superfície e Submarina, a
missão principal dos NCC seria de apoio à Contra-Minagem.
Para isso, eles contariam com uma moderna suíte eletrônica
composta por sistemas de sonares rebocáveis e de mergulho,
destinados especificamente para tais missões.
Comandos SEAL
em treinamento de desativação de uma mina naval. Em
missões
reais, esses homens e mulheres, cujas formações e
especialidades demandam
elevados custos e anos de treino, são sujeitos ao risco
constante de morte.
Num futuro próximo, os robôs substituirão os
seres humanos nessas missões.
Os NCC aumentariam os seus campos
de atuação ao comandarem e vetorarem componentes
aéreos. Em missões extremas, os NCC transportariam uma
plêiade de até 6 Drones
- NDH-9N e até 3 NH-24
deslocados para a Guerra Anti-Minas.
As embarcações seriam ainda equipadas com 2 submarinos
não-tripulados, controlados por cabo de fibra ótica,
intitulados aqui como SNT-AM-01.
(Clique na
arte abaixo para ampliação)
Concepção
artística do veículo remotamente pilotado SNT-AM-01.
(Arte Edilson
Moura
Pinto)
Os SNT-AM-01 contariam com sistemas
modernos de detecção e de navegação e
seriam armados com um canhão sub-aquático de 20 mm
destinado a
destruir minas e cargas não ativadas.
Uma variante especial baseada no DT-60 seria desenvolvida e convertida em
caçadores de minas. Seria conhecido como Veículo de Apoio
à Minagem (AM-12)e também seria capacitado a operar um
SNT-AM-01.
Os AM-12 apoiariam os NCC quando em missões de Contra-Minagem,
atuando em alto-mar ou mesmo em regiões de difícil acesso
aos NCC.
(Clique na
arte abaixo para ampliação)
Hovercraft
de
apoio e caça a minas AM-12 baseado no DT-60.
Essas embarcações operariam coordenadas pelos NCC e
seriam capacitadas a transportarem e comandarem um
submarino SNT-AM-01 destinado à contraminagem.
(Arte
Edilson Moura Pinto)
Os SNT-AM-01, seriam também
empregados pelos Submarinos de Ataque do PROJETO
KRAKEN, compondo assim uma importante força capaz de atuar
em quaisquer ambientes e condições de mar a
distâncias de 1 km de suas embarcações-mães,
e ainda conferindo maiores índices de segurança à
Força de Contra-Minas.
Esses navios seriam capazes de desenvolverem velocidades
próximas a 75 km/h e navegarem em águas rasas, cujas
profundidades chegassem a 3 m.
Seu grupo propulsor seria composto por um módulo de
propulsão azimutal impulsionado por uma turbina a gás
GEnx-75 BR, versão melhorada e nacionalizada da turbina
aeronáutica utilizada no
avião presidencial VC-350 do PROJETO OLIMPO, a
qual
seria associado a um sistema de propulsão AIP de 1.800 kW.
(Clique na
arte abaixo para ampliação)
Vista superior dos NCC do PROJETO CILA, essas embarcações seriam
concebidas
em casco catamarã, seu hangar abrigaria helicópteros
tripulados e não-tripulados,
e seriam capacitados ao ataque de superfície, bem como guerra
submarina.
(Arte Edilson Moura Pinto)
Dadas as suas capacidades, os NCC
substituiriam na Força Naval do futuro os atuais varredores da
Classe ARATU e as Fragatas da Classe NITERÓI.