O PROGRAMA
MAR DE TITÃ visa
a recuperação e consolidação da
indústria naval brasileira, parte inicial do Componente Naval do
PLANO
BRASIL.
A terceira parte de seu NÍVEL II -
PLATAFORMA CONTINENTAL,
é denominada PROJETO SEREIA, e apresenta o desenvolvimento nacional de uma EMBARCAÇÃO
RÁPIDA DE PATRULHA, capacitada à guerra costeira futura.
PROJETO
SEREIA
As embarcações consideradas no PROJETO SEREIA seriam concebidas para apoiarem as
missões de
patrulha ao longo do extenso litoral brasileiro. Auxiliariam os NPC na
defesa
das infra-estruturas existentes na plataforma continental e ainda
possuiriam
capacidade de combate no litoral.
O PROJETO SEREIA visa desenvolver EMBARCAÇÕES RÁPIDAS DE
PATRULHA
- ERP, posicionada na classe das embarcações
norueguesas conhecidas como SKJOLD; no entanto, suas dimensões e
pesos seriam inferiores.
(Clique na
arte abaixo para ampliação)
Vista
lateral da ERP do PROJETO
SEREIA.
Suas
principais características
seriam a sua capacidade de deslocar-se em alta velocidade e
a de poder executar manobras com extrema agilidade.
(Arte
Edilson Moura Pinto)
As ERP seriam também concebidas
para possuírem reduzidas assinaturas de radar e infravermelho e
seu projeto incorporaria estruturas e revestimentos de fibra de vidro
e materiais compostos, tais como resinas vegetais e fibra de
carbono. Estas tecnologias já estão bem difundidas e
foram pioneiramente desenvolvidas por empresas nacionais (POLIQUIL).
(Clique na
arte abaixo para ampliação)
Vista
superior da ERP do PROJETO
SEREIA.
Atuando como
embarcações de vigilância, as ERP permaneceriam
imperceptíveis
quando escondidas nas imperfeições do relevo
litorâneo; quando
necessário, romperiam o silêncio e deflagrariam o seu
golpe,
fugindo rapidamente para regiões seguras.
(Arte Edilson Moura Pinto)
Seu desenho e tamanho reduzidos as
capacitariam ao combate em regiões de golfos, fozes de rios, e
ambientes congestionados como portos e campos petrolíferos.
O sistema de propulsão seria proporcionado por uma
combinação de turbina a gás e propulsão a
hidrojato. Para tal, as ERP empregariam uma dupla de propulsores
variantes da turbina a gás D-136 BR de 7.460 kW e 10.000 sHP
empregadas pelos CH-72 da CLASSE
OSIRIS de Helicópteros Pesados.
As embarcações não
teriam hélices, e suas manobras seriam executadas pela
vetoração de tubeiras hidrojatos, controlados por
computador, tal como as demais
embarcações do NÍVEL
II.
As ERP seriam concebidas de forma a apresentarem baixo calado, o que
lhes garantiria vantagens à navegação em
águas rasas, dado que estes barcos seriam empregados em
litorais, recifes, rios, e até mesmo em campos minados.
A combinação do sistema propulsor e de sua estrutura,
seria muito benéfica à execução de suas
missões, conferindo-lhes baixa vulnerabilidade ao impacto direto
com minas navais próximas à superfície.
As ERP seriam concebidas aéreo / hidrodinamicamente para
deslocarem-se a velocidades de 120 km/h.
No entanto, em ocasiões específicas, essas
embarcações acionariam um motor elétrico, o qual
lhes conferiria alcance extra, porém pagariam com isso o custo
da redução de sua velocidade para 24 km/h.
O sistema de comando e controle, comunicação e
navegabilidade propostos estariam de acordo com os sistemas empregados
nos demais Navios do PROGRAMA MAR DE
TITÃ.
Para tanto, as ERP contariam com modernos sistemas de
orientação por GPS, RADAR 3D, SONAR de baixa profundidade
e sistemas optrônicos de Infra-Vermelho IV.
Os sistemas de armas seriam integrados e comandados autonomamente
e o sistema de controle de fogo para os mísseis e para o
canhão operaria integrado a um radar operante na Banda G, o qual
por sua vez
estaria interligado aos dispositivos Infra-Vermelho - Ultra-Violeta
IV-UV
e IFF.
As embarcações empregariam uma plêiade de armas,
compostas por 2 lançadores duplos de mísseis
Anti-Aéreos de curto alcance MDACP-6, e quatro lançadores verticais de
mísseis MATM-36 (versão especificamente desenvolvida para
ataque naval à curta distância).
(Clique nas
artes abaixo para ampliação)
Míssil MDACP-6
Mísseis
MATM-36
Contariam ainda com um canhão
automático de 40 mm e provisões para
instalações opcionais de 2 reparos laterais 20 mm
comandados eletronicamente.
Sistemas de Enlace de Dados proporcionariam às ERP permanecerem
imperceptíveis aos olhos dos inimigos, dada a capacidade de
receber passivamente informações e transmissões de
postos de RADAR e de defesa posicionados ao longo do litoral ou mesmo
de outras embarcações.
Teriam um comprimento total de 30 m, 9 m largura e 12 m de altura,
deslocando 180.000 kg.
Seu alcance seria de 1.500 km e sua tripulação
básica seria composta por 9 membros. No entanto, em
missões específicas, as ERP transportariam internamente
uma componente de forças especiais de até 12 integrantes.
Em situações de resgate, as SEREIAS
poderiam transportar até 18 náufragos.
Uma variante especificamente desenhada para a guerra fluvial (PROJETO
YARA) seria desenvolvida para defender os rios da Região
Amazônica, bem como as bacias hidrográficas do Pantanal e
demais regiões do território brasileiro.
O PROJETO YARA será tratado posteriormente no projeto MAR DE
TITÃ NÍVEL III, MANANCIAL.