O PROGRAMA
MAR DE TITÃ visa
a recuperação e consolidação da
indústria naval brasileira, parte inicial do Componente Naval do
PLANO
BRASIL.
A
quarta parte de seu NÍVEL I - MAR PROFUNDO, é denominada PROJETO THOR, e apresenta o desenvolvimento nacional de um CRUZADOR OCEÂNICO, capacitado à guerra futura.
Em fins de 2006, foi noticiado pelos
meios nacionais de comunicação um importante
memorando envolvendo o governo brasileiro e o governo francês.
Muitos detalhes e intenções tratados por ambas as partes
envolveram assuntos que ainda permanecem em segredo.
Entre os protocolos de intenções estariam
dispostas as intenções por parte da Marinha de Guerra
do Brasil de colaborar juntamente coma França via DCN, para
o desenvolvimento de um navio de guerra com características
furtivas (stealth).
Até a finalização deste artigo, pouco foi
divulgado a respeito desse possível contrato, no entanto algumas
suposições apontam para o desenvolvimento de uma belonave
cujas dimensões poderiam chegar a 150 m e que deslocariam algo
perto de 6.000 ton. Aparentemente, tal programa seria baseado no Projeto
La Fayette, só que em uma
escala maior.
Se tal projeto for concretizado, estaremos dando um passo muito
importante para o desenvolvimento de nossa indústria
e para o aumento da capacidade militar de nossa Força Naval.
PROJETO THOR
Neste artigo, apresentamos o PROJETO THOR,
que é a possibilidade de desenvolvimento
de um navio de conceito totalmente novo e que se destinaria a ser a
futura escolta polivalente a serviço da Futura Força
Naval
Brasileira.
Este navio caracterizado aqui como CRUZADOR
OCEÂNICO, possuiria
características furtivas, sendo ainda dotado de sistemas de
guerra eletrônica, opto-eletrônicos e de armas de
última
geração.
Seria desenvolvido para ser uma peça integrante de um complexo
sistema de defesa, o qual tratamos em todo o PLANO
BRASIL, e que se destinaria a substituir todas as atuais
escoltas disponíveis em nossa atual Força Naval.
O navio desenvolvido seria capacitado a operar na guerra moderna em
águas profundas (guerra oceânica). Seria concebido para
operar em qualquer parte do globo terrestre, atuando independentemente
de ajuda externa e sob quaisquer condições
climáticas ou de guerra eletrônica.
Este programa seria direcionado para o desenvolvimento de uma nova
família de navios de guerra, capacitados ao que,
costumeiramente, nos demais artigos chamamos de “Guerra Naval”, a
qual engloba as capacidades de Guerra Anti-Submarina,
Anti-Superfície,
Bombardeio, Eletrônica, Anti-Aérea e
Operações
Anfíbias (infiltração de Forças Especiais - GRUMEC).
O navio em questão teria 150 m de comprimento 40
de largura, e 26 de altura, deslocaria até 7.200 ton e atingiria
uma velocidade máxima de 75 km/h.
(Clique na arte abaixo para ampliação)
Concepção
artística do Cruzador Oceânico
proposto no PROJETO THOR.
(Arte Edilson Moura Pinto)
Seria baseado no conceito de casco TRIMARÃ, composto por uma
seção central principal, a qual alocaria as partes vitais
da nave, tais como motores, tanques de combustível,
células a combustível, baterias, dormitórios,
torre
de comando e silos de mísseis.
Os cascos laterais seriam dispostos pelos sistemas secundários,
de forma que as partes vitais estariam protegidas no centro da nave
caso esta sofresse algum ataque proveniente de mísseis e/ou
torpedos inimigos.
Seria construído em sistema modular, aplicando ao máximo
os materiais compostos; sua estrutura e desenho seriam concebidos de
forma a propiciar maiores confortos a tripulação,
facilitar manutenções ou mesmo troca de módulos e
ainda possuir as fundamentais características furtivas.
Para tanto, materiais como resinas poliuretanas, fibras
de carbono, cerâmicas especiais e policarbonato, substituiriam as
tradicionais peças de aço naval, reduzindo o peso da
belonave, aumentando suas resistências mecânica e à
corrosão, aumentando os intervalos necessários para as
manutenções periódicas e diminuindo sua assinatura
ao RADAR e a Infra-Vermelho IV.
(Clique na arte abaixo para ampliação)
O casco TRIMARÃ teria a
seção central do navio como a
mais larga, possuindo cerca de 40 % da largura total do navio.
(Arte Edilson Moura Pinto)
Nos cascos laterais, estariam dispostos
os refeitórios, salas de lazer, bem como dormitórios e
reservas de combustível, entre outros. Também serviriam
de acomodação para as unidades da infantaria dos
Fuzileiros Navais (FN) quando em operação a bordo.
Devido ao uso do conceito de Trimarã, que distribui a massa
total da belonave por uma área maior, torna-se possível
baixar a altura das belonaves, o que melhora sua
descrição por piorar sua assinatura ao radar e
infravermelho e aumentar de sobra a segurança contra ataques de
mísseis.
Outro fator importante é a minimização do
ruído produzido pela belonave, visto que por ter maiores volumes
disponíveis, a praça de máquinas pode
ser posicionada na linha acima d'água, o que, por si só,
já ajuda na baixa emissão de ruído da nave,
tornando-a
mais sigilosa.
A ponte de comando da nave ficaria situada justamente abaixo da vela ao
centro, seria responsável pela navegação do navio
juntamente com a torre de comando posicionada à meia nau, de
onde se coordenariam as operações aéreas e de
lançamento de armas. A vela posicionada no centro da belonave
abrigaria os sistemas de radares e telecomunicações do
navio.
O comando da nau estaria conectado via satélite aos Centros
Integrados de Comando das Forças Armadas (CICFA), via centro de
coordenação de operações das
Forças Navais, o que permitiria a essas naves coordenarem
operações de ataque de grupos de batalha, guerra e
bloqueios navais.
A belonave teria ainda uma central de comando para aeronaves
não-tripuladas de onde, a partir dos seus seis módulos de
comando, poderiam ser coordenados os VANT-C.
Esta central estaria ainda interligada com as demais centrais de
comando dos VANT-C e aeronaves
D-224, o que conferiria uma operacionalidade ainda
mais eficiente e multiplicada.
Aeronave VANT-C
HORUS NDH-9N
destacada para a guerra Anti-Minas,
armada com uma plêiade de mísseis M-4
MPACA-9R; essas aeronaves
seriam empregadas a bordo dos Cruzadores Navais, atuando de forma
independente na chamada Força de Superfície
Oceânica (FSO).
(Arte Edilson
Moura Pinto)
(Clique na
arte abaixo para ampliação)
Mísseis M-4 MPACA-9R
Devido à extensa
automação dos sistemas aplicadas ao projeto, os
Cruzadores Oceânicos do PROJETO THOR
operariam com tripulações extremamente reduzidas.
Em condições padrão, estes navios operariam com
uma tripulação composta por somente 72 tripulantes, e a
estes adicionaria-se os 16 integrantes da componente aérea
embarcada. Poderiam ainda receber um grupamento de até 36
fuzileiros totalmente armados ou ainda 48 resgatados.
Com a introdução desse conceito, a força naval
conseguiria reduzir em muito os custos operacionais, visto
que as despesas com treinamento, pagamento e manutenção
de tripulações seriam muito reduzidos.
A nave seria concebida para deslocar 7.200 ton, a uma velocidade de 75
km/h. Para tanto, utilizaria um sistema híbrido de
propulsão baseado em um sistema composto por turbinas navais de
96 MW.
Estas turbinas seriam desenvolvidas a partir de motores
aeronáuticos modificados especificamente para propulsão
de meios navais, cuja matriz seriam os formidáveis motores GEnx
da General Electric adotados no PROJETO ATLAS
para o C-224, modificados e produzidos nacionalmente. Este sistema
operaria em conjunto com um grupo propulsor baseado em sistemas de AIP
a célula combustível.
Propulsores
GEnX, base do sistema de propulsão
dos Cruzadores Oceânicos
do PROJETO THOR.
(Arte General Electric Company)
Este navio se deslocaria
a distâncias de 36.000 km, utilizando o motor a gás,
quando em operações sigilosas ou mesmo na exaustão
do combustível, a planta motora seria elétrica (tal
qual se propõe o projeto DDX), o que minimizaria o uso de
engrenagens e com isso os ruídos provenientes das casas de
máquina.
A turbina a gás carregaria as baterias elétricas, as
quais abasteceriam os motores do cruzador. Quando estas, por sua vez,
se exaurissem, a belonave poderia acionar o sistema AIP. Isso
reduziria sua velocidade, mas aumentaria seu alcance, por outro lado.
Dessa forma, a nave então poderia operar facilmente por
distâncias próximas aos 36.000 km, o que lhes confeririam
uma autonomia muito superior à dos seus adversários
equivalentes.
Isso seria possível devido ao desenho do projeto
e à escolha de um casco TRIMARÃ,
cujas dimensões permitiriam um volume interno
aproveitável muito maior que os volumes disponíveis em
nave de cascos individuais.
Afora isso, a redução das tripulações
possibilitariam maiores confortos e comodidades à reduzida
tripulação operante e de quebra dispensaria ainda alguns
metros cúbicos para a instalação de tanques e
sistemas
de baterias sobressalentes.
Outra novidade introduzida neste projeto seria a supressão do
tradicional leme de direção encontrado em praticamente
todas as embarcações. Em seu lugar adotaria-se
o conceito de PROPULSÃO AZIMUTAL
que, em outras palavras, nada mais é do que um sistema de
propulsão direcionada.
Para tal, seria desenvolvido um sistema composto por duas
hélices posicionadas em ambas as extremidades do eixo principal,
o qual seria conectado a um módulo sustentador e que lhe
permitiria girar a 360º, quando necessário.
Conjunto
Propulsor Direcional.
Observa-se aqui o conjunto de hélices contra-rotativas
dispostas opostamente e que aparecem montadas
sobre o eixo principal preso à coluna central.
(Schottel Electric Propulsor)
Com essa propulsão, a nave
poderia mudar de direção sempre que quisesse, bastando
para tal rotacionar o eixo principal.
Conjunto
Propulsor Direcional.
Observa-se aqui o giro de 90º
efetuado pelo grupo propulsor.
Essa tecnologia é
hoje aplicada a grandes cargueiros e quebra-gelos que circulam no
Mar do Norte, especialmente em portos extremamente congestionados,
rios ou baías congeladas. O fato é que esse sistema tem
se mostrado bastante promissor por permitir a tais navios a manobras
com menores raios de curvatura.
Em nosso projeto, a adoção dessa tecnologia permitiria
aos navios do PROJETO THOR
efetuarem curvas mais fechadas, o que melhoraria em muito o desempenho
dos navios de casco Trimarã que, por sua largura e geometria,
perdem naturalmente a capacidade de manobra.
No entanto, no PROJETO THOR o grupo propulsor seria composto por dois
conjuntos de PROPULSORES AZIMUTAIS
posicionados um em cada lado do navio. Esses conjuntos seriam
posicionados nos vãos encontrados entre os cascos principal e
secundário da belonave, presos à superestrutura do navio.
Porém, esse sistema diferiria dos demais por abrigar as
hélices dentro de uma “Casca Protetora” (tal qual se encontram
as hélices dos submarinos do PROJETO
KRAKEN).
Conjunto Propulsor Direcional.
Observa-se aqui que uma das hélices aparece montada no
eixo principal e preparada para ser presa à coluna central;
no entanto, observa-se que a hélice encontra-se
envolta em uma "Casca Protetora".
Isso lhes permitiria maior
segurança em operações em regiões rasas ou
recheadas de detritos, gelo ou destroços de navios.
(Clique na arte abaixo para ampliação)
Seção lateral
do CRUZADOR OCEÂNICO do PROJETO THOR,
apresentando a linha abaixo d'água, em cuja estrutura
destacam-se
o domo do sonar principal, o casco central, o sistema propulsor
AZIMUTAL e o casco lateral com
as estruturas quebra-ondas.
(Arte Edilson Moura Pinto)
Os sistemas de armas do navio seriam
concebidos para operarem interligados aos sistemas de controle. Os
sistemas de rearmamento e acionamento seriam totalmente automatizados,
de forma a garantirem maior segurança e diluição
de falhas.
Os Sistemas de Defesa Anti-Aérea do navio baseariam-se em defesa
em diferentes níveis. Para isso, a nave operaria
armada de uma plêiade de mísseis de longo, médio
e curto alcance.
A defesa de longo alcance, que no futebol seria o "meio de campo",
ficaria sob a responsabilidade dos mísseis MDAL-600, cujas baterias transportariam até 16
silos
lançadores verticais posicionados à frente do navio,
eventualmente, alguns desses silos seriam ocupados por mísseis
de médio
alcance MDAM-120, os quais seriam os "zagueiros".
(Clique nas
artes abaixo para ampliação)
Míssil MDAL-600
Míssil MDAM-120
A defesa de ponto seria efetuada pelo
acionamento de 2 canhões de 6 canos 40 mm, postos um à
frente e outro à ré da vela do navio que, juntamente
com 2 lançadores óctuplos de mísseis MAAC-30R posicionados nas laterais da superestrutura do
navio, operariam como um “goleiro”, fazendo a defesa à curta
distância.
(Clique na arte abaixo para ampliação)
Mísseis MAAC-30
Diferentes tipos de
munições empregadas pelos canhões de 40 mm
de defesa de ponto; essas munições seriam as mesmas
empregadas
pelos destacamentos de artilharia Anti-Aérea, o que facilitaria a
logística e minimizaria os custos operacionais.
(Arte Edilson Moura Pinto)
Como se trata de um navio polivalente,
a capacidade de lançar mísseis de cruzeiro seria adotada
no projeto. Sendo assim, esses navios transportariam até
48 lançadores individuais verticais posicionados à
ré
da nave.
Nos silos, seriam acomodados até 12 mísseis Anti-Navio de
longo alcance MANL-360, 12 mísseis bombardeiros de cruzeiro de
médio alcance MBM-360 e 24 mísseis de cruzeiro de longo
alcance MCBL-3000.
(Clique na
arte abaixo para ampliação)
Míssil de Cruzeiro
MCBL-3000
Para a Guerra Anti-Submarina, o navio
seria capacitado a lançar minas e cargas de profundidade e
transportaria ainda uma carga de até 12 torpedos leves do tipo TP-02, os quais seriam posicionados nas suas laterais.
(Clique na
arte abaixo para ampliação)
Torpedo Leve TP-02
Fora isso, a belonave contaria ainda
com um artilharia posicionada na proa (à frente) da Nau. Essa
bateria seria composta por um canhão reparo 155 mm de disparo
magnético que, em seu paiol de armas, acomodaria até 900
munições orientadas por GPS.
Diferentes tipos de munições poderiam ser disparadas a
partir desse canhão e variariam de acordo com a missão.
Entre as munições possíveis, a bateria poderia
lançar desde petardos acionados autonomamente até ogivas
de detonação programadas / por aproximação
ou mesmo munições perfurantes.
Seria concebido de forma a lançar seus projéteis a
distâncias de 90 km, o que o capacitariam à guerra naval
de superfície, mantendo ao máximo sua
discrição.
Diferente
tipos de munições assistidas, empregadas pelos
baterias de canhões magnéticos de 155 mm presentes nos
Cruzadores do PROJETO THOR; essas
munições seriam
as mesmas empregadas pelos destacamentos de artilharia
da força terrestre, o que facilitaria a logística e
minimizaria os custos operacionais.
(Arte Edilson Moura Pinto)
Os sistemas de
comunicação incluiriam sistema de
distribuição conjunto, transmissão de dados e
informação, e Enlace de Dados. Esses sistemas tornariam a
escolta uma nave compatível com a doutrina de guerra centrada em
redes.
Instalados na superestrutura estariam os dois sistemas de radares, um
deles do tipo multifuncional de 480 km de alcance, e o
segundo sendo do tipo radar de busca de 600 km de alcance. Contaria
com um RADAR 3D integrado de busca aérea Multi-Pulso (C-F/ V e
X).
O sistema de busca de superfície operaria da banda (G), seria
empregado fazendo uso da varredura eletrônica ativa e seria
projetado para preencher todas as exigências de controle de fogo
e busca para a frota (similar ao sistema norte-americano AEGIS).
Esse sistema proporcionaria um aumento da capacidade de
detecção e acompanhamento de alvos, dando-lhe maior
precisão e melhores condições de controle do
espaço aéreo.
A nave seria ainda dotada de sonar multifunção, integrado
ao sistema de defesa e concebido a operar em duas
freqüências (alta e média), o que lhe capacitaria a
detectar desde submarinos até pequenas minas.
A nave operaria ainda dois sistemas de sonares, um de mergulho e outro
rebocável, ambos dupla banda e também
multifunção.
Os sistemas de defesa e contramedidas eletrônicas
seriam compostos por Sistemas de Chaff-Flares para Defesas Anti-Aéreas e
Anti-Submarinas (ataques de torpedos), Sistemas RWR, Infra-Vermelho IV,
bem como Sistemas de Defesa Anti-Torpedo.
A integração de
todos os sensores e sistemas de armas dos Cruzadores
permitiria a eles “enxergarem”, tridimensionalmente, aumentando em
muito as capacidades de ataque e defesa de nossas Forças Navais.
(Arte Edilson Moura Pinto)
O Sistema de Guerra Eletrônica
instalado seria concebido a detectar emissões de radar hostis,
determinando o tipo de ameaça e sua direção.
Seria equipado com o sistema de combate de controle integrado de armas
para auto-defesa e ataque à superfície processado
digitalmente, gerando imagens 3D em tempo real.
A nave seria ainda dotada de sistema integrado de
detecção passiva baseado no sistema israelense SPIDER.
O hangar disponível para as aeronaves teria um volume muito
maior que os dos navios de sua categoria e neles transportar-se-iam
mistos de aeronaves tripuladas e não-tripuladas.
Estes navios seriam concebidos a operarem quando em capacidade
máxima, levando a bordo um total máximo de 4 aeronaves de
variados tipos.
No entanto, em deslocamento padrão, as naves abarcariam uma
aeronave
ISIS
MH-24N e uma aeronave HORUS
NDH-9N, o que poderia ser
estendido para o dobro quando necessário, ou ainda, quando em
operações de desembarque ou resgate de fuzileiros, outras
aeronaves tais como os pesados OSIRIS
CH-72N, poderiam utilizar o
seu vasto heliponto para efetuarem transporte de tropas ou equipamentos.
Helicóptero
de guerra naval ISIS NH-24N armado
com o míssil Anti-Navio MANM-120.