Nos artigos apresentados no PLANO BRASIL foram
considerados os
desenvolvimentos de novas aeronaves e modernizações de
aeronaves já existentes. Nestes trabalhos, apresentamos algumas
propostas pessoais para a solução de problemas
enfrentados por nossas Forças Armadas.
Em sua totalidade, o projeto que chamamos PLANO BRASIL tem como cerne o
desenvolvimento conjunto de programas militares que visem dotar as
três principais forças existentes de sistemas militares
comuns e atualizados à realidade dos próximos 25 anos,
sistemas estes que
deveriam possuir um alto conteúdo tecnológico, seriam
desenvolvidos localmente ou no âmbito de parcerias
internacionais.
No entanto, tão importante quanto o desenvolvimento de vetores
atualizados e modernos é o desenvolvimento dos sistemas
eletrônicos e de amas, os quais tais aeronaves e sistemas
deverão operar.
A tendência mundial mostra-nos que os sistemas de defesa futuros
operarão integrados a redes interligadas de defesa. Essa nova
realidade já pôde ser sentida em conflitos recentes como
no Afeganistão, Iraque, e mais latente ainda,
o conflito Israel / Hesbolah, quando redes de satélites,
veículos blindados e aviões de caça trocavam
informações, simultaneamente, sobre o deslocamento,
posição e condições dos inimigos.
No Brasil, mais recentemente no decorrer da chamada
operação CRUZEX 2006, um episódio
marcou, definitivamente, a visão de nossas autoridades diante da
necessidade de um sistema de defesa interligado e capaz de defender o
país.
A operação conjunta dos vetores F-5M / Derby e R-99A
obtiveram sucessos contra aeronaves de ataque Mirrage 2000N da
Força Aérea Francesa. Esse episódio fez revigorar
o ânimo dos nossos pilotos, revertendo o negro quadro da
operação anterior, cujas conseqüências foram
catastróficas para a FAB.
As palavras do então Comandante, Brigadeiro Bueno, traduziram
muito bem todo o acontecido: “estão abatendo meus aviões
a 50 milhas de distância”. Esta operação mostrou a
necessidade de se possuir, efetivamente, sistemas de defesa de “gente
grande”.
A bem acertada adoção do míssil RAFAEL DERBY em
conjunto com os sistemas presentes no F-5M e no R-99A são a
prova de que é possível sim sairmos desse vicioso
jogo de “tapa-buracos”.
No entanto, muito ainda falta para que o Brasil possa
tornar-se independente no que se refere ao planejamento,
desenvolvimento
e produção de Sistemas de Defesa no estado da arte.
Nosso Ministério da Defesa deverá considerar mais
atentamente o desenvolvimento de armas inteligentes, tais como
mísseis e bombas guiadas de alta precisão.
A tão falada independência tecnológica, considerada
nos demais programas, só existirá quando formos capazes
também de projetar, desenvolver e produzir tais armas.
A indústria nacional, através de iniciativas isoladas,
tem apresentado inúmeros projetos de armas desenvolvidas
nacionalmente. Podem ser citados aqui, como exemplos, o desenvolvimento
dos mísseis MAA-1 PIRANHA, MAR-1 e AV-MT-300, entre muitos
outros sistemas desenvolvidos por empresas como AVIBRAS, MECTRON ou
mesmo por iniciativas dos centros tecnológicos das Forças
Armadas.
No entanto, é preciso concentrar esforços e congregar
energias para o desenvolvimento de armamentos capazes de dotar os
futuros sistemas de defesa nacionais de armas tecnológica e
conceitualmente adequadas aos cenários futuros.
Nossa indústria já possui essa capacidade. O que falta
é apenas determinar objetivos, somar esforços,
estabelecer prazos e garantir a produção e
aquisição desses sistemas.
Nesse âmbito, todos os projetos militares em curso nos centros
tecnológicos sob a égide do Ministério da Defesa e
das indústrias nacionais de defesa seriam conduzidos por um
único departamento, o Departamento Nacional de Projetos
Militares do Ministério da Defesa (DENAPROM-MDB).
O DENAPROM teria a função de avaliar as
necessidades das Forças, analisar as propostas existentes
na indústria local, propor projetos e acompanhar seus
desenvolvimentos
desde a fase embrionária.
Seria composto por representantes das 3 Forças, por
representantes das indústrias de defesa e da sociedade civil
(universidades e institutos de pesquisa). Teria sob a sua tutela os
atuais centros de pesquisa (CTA, CTEX e IME, dentre outros) e as
empresas estatais do setor de defesa, tais como IMBEL, EMGEPRON, etc.
Seu papel principal seria o de congregar esforços para
desenvolvimento de sistemas para aplicação comum
às Forças Armadas; seria responsável pelo
desenvolvimento de todos os programas existentes no PLANO BRASIL.
O DENAPROM encaminharia às indústrias os pedidos de
desenvolvimento de sistemas de armas e colocaria à
disposição da indústria todo o aparato intelectual
existente nos centros de pesquisa, conectando as indústrias aos
centros de pesquisa e universidades.
Nesse âmbito, os sistemas de defesa seriam desenvolvidos mais
rapidamente e com menores custos.
O Departamento seria responsável por congregar
as atuais indústrias AVIBRAS, ATECH, IMBEL, CBC, CELMA e
MECTRON, com o intuito de criar um conglomerado de indústrias
destinado ao desenvolvimento de mísseis e bombas inteligentes.
Tal conglomerado aproveitaria os conhecimentos e as
capacitações individuais dessas empresas e os
concentraria no desenvolvimento de armas de variados tipos e aplicadas
a inúmeros fins.
Devido à experiência em desenvolvimento de projetos, a
AVIBRAS poderia fornecer ao conglomerado a capacidade de
desenvolvimento estrutural, aplicações de materiais e
integração dos armamentos aos sistemas de armas, bem como
o desenvolvimento dos propelentes sólidos para os
foguetes dos mísseis.
A ATECH, através da criação de uma
sub-divisão voltada à inteligência artificial de
mísseis, colaboraria com o desenvolvimento de softwares
de alto desempenho, necessários para esses sistemas.
A MECTRON, juntamente com a AVIBRAS, seria responsável pelo
desenvolvimento das cabeças de guerra dos mísseis e das
bombas guiadas, bem como pela produção dos
mísseis.
A IMBEL e CBC seriam responsáveis pelo desenvolvimento das
espoletas e explosivos empregados nestas armas, ficando a primeira com
a função de produzir e montar as bombas.
A CELMA, seria responsável pelo desenvolvimento dos grupos
propulsores a combustível líquido, os quais
impulsionariam os mísseis hipersônicos (descritos neste
artigo) e demais armas que utilizassem tais combustíveis.
Muitas outras empresas nacionais poderiam agregar-se a este aglomerado.
Indústrias de eletrônica, materiais, softwares e outros
sistemas participariam dos projetos diretamente ou via DENAPROM.
Uma vez que os esforços fossem centrados, seria então
iniciado o aqui denominado PROGRAMA CAVERNA
DE VULCANO, que em seu corpo apresenta 3 (três)
Projetos de armas, iniciando-se pelo desenvolvimento conjunto de
mísseis, a seguir de kits e bombas, e por fim, de torpedos,
sendo todos destinados ao emprego comum pelas três
Forças Armadas do
Ministério da Defesa do Brasil.
A primeira parte deste programa, denominado PROJETO
MARTELO DE THOR, apresenta as propostas de 8 (oito)
famílias de mísseis a serem desenvolvidas por nossa
indústria, e que seriam executados a partir da próxima
década.
A segunda parte do programa é intitulado PROJETO PUNHO DE
HERCULES. Dividido
também em diferentes partes, este Projeto apresenta
sugestões de
desenvolvimento de 4 (quatro) kits compostos por sistemas de guiagem
e superfícies aerodinâmicos, destinados às bombas
que equipariam nossas futuras plataformas de armas.
A terceira parte do Programa, PROJETO TIDENTE
DE NETUNO, apresenta as propostas nacionais de 3
(três) tipos de torpedos navais,
a fim de equiparem nossas forças de submarinos, navios de
superfície e plataformas aéreas.
PROJETOS
|
ARMAMENTOS
|
MARTELO
DE THOR
|
MÍSSEIS
|
PUNHO
DE
HÉRCULES
|
KITS
E
BOMBAS
|
TRIDENTE
DE
NETUNO
|
TORPEDOS
|
PROJETOS DE SISTEMAS
Os três Projetos acima
podem ser aqui acessados:
1) PROJETO MARTELO DE THOR
2)
PROJETO PUNHO DE HÉRCULES
3) PROJETO
TRIDENTE DE NETUNO
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