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PLANO BRASIL

PROGRAMA CAVERNA DE VULCANO

INDÚSTRIA DE SISTEMAS




PARTE  I

PROJETO MARTELO DE THOR

MÍSSEIS



(Clique na arte abaixo para ampliação)

Lana

Míssil MBM-360 lançado a partir de baterias de defesa de costa sobre
um LANA do sistema ASTROS da AVIBRAS.

(Arte Edilson Moura Pinto)
1) PROJETO MARTELO DE THOR

DESENVOLVIMENTO NACIONAL DE ARMAS INTELIGENTES E A CONSOLIDAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DE DEFESA.


AUTOR : EDILSON MOURA PINTO




INTRODUÇÃO


O PROGRAMA CAVERNA DE VULCANO do PLANO BRASIL apresenta 3 (três) Projetos de armas, iniciando-se pelo desenvolvimento conjunto de mísseis, a seguir de kits e bombas, e por fim, de torpedos, sendo todos destinados ao emprego comum pelas 3 Forças Armadas do Ministério da Defesa do Brasil.


Esta primeira parte do Programa, denominada PROJETO MARTELO DE THOR, apresenta as propostas de 8 (oito) famílias de mísseis a serem desenvolvidas por nossa indústria, e que seriam executados a partir da próxima década.




FAMÍLIAS DE MÍSSEIS


M-1 Mísseis Hipersônicos MANL-360
MBM-360
MARL-360
M-2
Mísseis de Médio Alcance
MAAM-200
MDAM-120
MARM-120
MANM-120
M-3
Míssil Ar-Ar de Curto Alcance de 5ª Geração
MAAC-30
MAAC-30R
M-4
Míssil Anti-Carro

MPACA-9
M-5 Míssil Tático Bombardeiro de Cruzeiro Furtivo

MCBL-3000
M-6
Míssil de Defesa Anti-Aérea de Longo Alcance

MDAL-600
M-7
Míssil Portátil de Emprego Pessoal Terra-Ar

MDACP-6
M-8
Míssil Ar-Terra

MATM-36




PROJETO MARTELO DE THOR



FAMÍLIA M-1


Desenvolvido em conjunto sob as assessorias russa e indiana, a Família M-1 seria o vértice de uma família de Mísseis Hipersônicos destinada às três Forças Armadas.


Neste projeto, as empresas envolvidas seriam, obviamente, a AVIBRAS, MECTRON, ATECH e IMBEL, conforme proposto, anteriormente, na introdução do projeto.


Concebido a partir do conceito dos mísseis Yakhont e Brahmos, esse míssil hipersônico seria baseado em um míssil padrão modular, cujas características lhe permitiriam ser reconfigurado de acordo com a missão.


Entre outras qualidades, tal míssil deveria voar a uma velocidade de 6.000 km/h, pois no cenário da guerra futura (próximos 30 anos), a evolução dos sistemas de defesa exigirá que as armas tenham desempenhos superiores aos atuais.


Seria impulsionado por um grupo propulsor composto de dois estágios : o primeiro consistiria de um motor de propelente sólido, o qual seria responsável por acelerar o míssil a velocidades supersônicas; a partir daí, tal estágio seria descartado e o míssil então seria impulsionado por um motor scramjet, a combustível liquido. Dependendo da missão, o sistema de guiagem do míssil reduziria ou aumentaria sua velocidade, automaticamente.


A tecnologia de motores scramjet deveria ser incrementada e desenvolvida nacionalmente ou por parcerias com países que a detenham.


Os alcances dos mísseis Classe M-1 seriam de 360 km, quando lançados do ar e seus pesos máximos se situariam na faixa de 810 kg. Suas dimensões seriam de 3,6 m de comprimento, 0,36 m de diâmetro e 0,6 m com as asas abertas.


Entre os sistemas disponíveis para todas as versões, estariam os sistemas de
GPS , INS e Enlace de Dados.


Todas as variantes seriam concebidas de forma a poderem voar por pré-programação, pilotados remotamente ou ainda por vôo autônomo. Isso lhes garantiria boa navegabilidade e precisão sobre o terreno. 


Seria introduzido no seu programa básico um altímetro a laser, que permitisse ao míssil corrigir sua trajetória no transcurso do vôo. Isso lhe permitiria acompanhar o terreno durante manobras e travamento dos alvos.


Para melhoria de sua performance, seriam introduzidos no projeto tecnologias como supressores de fumaça e minimizadores de emissão de Infra-Vermelho.


Os materiais empregados na fuselagem dos mísseis poderiam ser do tipo Material Radar Absorvente (MARA), o que lhes conferiria certa invisibilidade aos radares inimigos.


Suas variantes difeririam umas das outras, principalmente, por suas cabeças de guerra e espoleta diversificadas.


As variantes do míssil M-1 derivariam todas da versão Anti-Navio de alto desempenho / hipersônico. Outras variantes seriam desenvolvidas para efetuarem as funções de míssil de cruzeiro / bombardeio Anti-Radar /
AWACS.


Todas essas variantes seriam concebidas e capacitadas a serem lançadas de plataformas na superfície, baterias montadas em caminhões para defesa costeira, como os caminhões do sistemas ASTROS II e III, navios, aeronaves e submarinos. As versões sugeridas são as seguintes:


MANL-360


O MANL-360 seria o míssil padrão de ataque naval de longo alcance, empregado a bordo dos navios de superfície da Força Naval, acomodado em casulos sêxtuplos de lançamento vertical.


Lançado a partir de belonaves submersas, tais mísseis seriam acomodados no interior de um casulo/foguete, cuja função seria a de proteger o míssil da água, levando-o até a superfície, onde então o casulo seria descartado e o foguete de estágio 1 do míssil seria acionado, permitindo assim ao míssil efetuar sua missão.


Esse casulo, o qual denominamos aqui CLMSM-01, seria padrão a todos os mísseis lançados em submersão.
 


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Lançamento de MANL-360

Concepção artística do lançamento do míssil MANL-360 disparado de um submarino.
(Arte Edilson Moura Pinto)



O sistema de guiagem do MANL-360 seria composto de um radar ativo de busca, um radar-altímetro, antenas e um computador digital.


Sua ogiva transportaria até 300 kg de explosivos, e seria acondicionada em uma estrutura de aço removível dividido em seções. Isso facilitaria a conversão de versões em caso de necessidade.


A cabeça de busca seria composta por sistemas de imagem Infra-Vermelho de alta definição e estaria associada a softwares de classificação de alvos.


Para aumentar sua letalidade e eficácia no ataque a alvos em um ambiente congestionado próximo à costa, seriam introduzidos no projeto  sistemas de guiagem por GPS e de navegação inercial, o que lhe permitiriam uma acentuada capacidade de guiagem de longo alcance. Seus sistemas deveriam incorporar sensores capazes de distinguir deformidades no relevo litorâneo de seus alvos, bem como identificação de engodos ou táticas de autodefesa.


Seria concebido para operar dificuldades em diversos tipos de ambientes, atacar desde navios patrulhas, bateria de mísseis ou canhões posicionados em terra, até embarcações ancoradas em penínsulas ou mesmo portos repletos de outros navios.


Isso faria desse míssil a arma. Indiscutivelmente, elegível consoante o combate e defesa costeira na chamada AMAZÔNIA AZUL, arma imprescindível na defesa litorânea (plataforma continental) ou em mar aberto (águas profundas).



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MANL-360

MANL-360, concepção artística da versão Anti-Navio do M-1.
(Arte Edilson Moura Pinto)



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Casulo para Submarino

CLMSM-01, casulo transportador padrão para todas as
versões de mísseis lançados por submarinos.

(Arte Edilson Moura Pinto)



MBM-360


Concebido para ser um míssil bombardeiro de cruzeiro, a variante MBM-360 seria o sucessor natural dos atuais AV-MT-300 MATADOR. Essa variante complementaria nas Forças Armadas os mísseis táticos de cruzeiro de longo alcance descritos na Família M-5 (adiante).


O MBM-360 empregaria uma variada carga bélica, transportaria cargas de sub-munições, auto-explosivo, e até bombas de fragmentação, o que propiciaria uma versatilidade e conseqüente melhora na logística.


Dotado de inteligência eletrônica, tal míssil seria guiado por um sistema digital de navegação (como o GPS), que o permitiria procurar e localizar eletronicamente seus alvos.


O sistema de guiagem do míssil carregaria um  sub-sistema composto de um software avançado capaz de analisar os contornos do relevo durante o vôo sobre a superfície na qual o alvo se encontrasse.


O míssil deveria conter um mapa tridimensional da rota, assim o sistema de guiagem poderia comparar a imagem do solo com os dados em sua memória para ajustar a sua trajetória. Isso lhe permitiria manter sua hipervelocidade à baixa atitude, evitando a detecção pelos radares inimigos.


Dentre outras novidades, esses mísseis poderiam alocar internamente câmeras
Infravermelho e Ultravioleta IV-UV e de vídeo de alta definição, as quais proporcionariam a obtenção e envio para os centros de comando de imagens da região e do alvo em tempo real.


Isso contribuiria para uma atualização dos mapas no teatro de operações, permitindo uma melhor avaliação dos danos causados pelo ataque e até mesmo a reprogramação do míssil em caso de necessidade, direcionando-o a outro alvo.



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MBM-360
 
Míssil de cruzeiro MBM-360
(Arte Edilson Moura Pinto)



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Lana

  Míssil MBM-360 lançado a partir de baterias de defesa de costa sobre
um LANA do sistema ASTROS da AVIBRAS.

(Arte Edilson Moura Pinto)



MARL-360


A variante Anti-Radiação, desenvolvida a partir do míssil M-1, seria a resposta à necessidade por parte das Forças Armadas de dotarem-se da capacidade de guerra eletrônica Anti-Radar de longo alcance.


Tal míssil destinaria-se a compor as forças de supressão de defesa e apoio aéreo aproximado das Forças Aérea e Naval.


O conceito MARL-360 seria o de um míssil tático do tipo ar-superfície  Anti-Radiação de longo alcance.


Seu guiamento seria do tipo passivo por radar com múltipla opção de banda e se destinaria ao ataque a sistemas de defesa Anti-Aéreas baseadas em terra ou em plataformas marítimas.


A cabeça de guerra seria composta por um radar destinado a essa específica missão, bem como da espoleta composta por 240 kg de explosivos de alto desempenho e uma carga de 3.000 sub-munições de tungstênio, totalizando 60 kg.


O sistema de detecção do míssil deveria ser capaz de identificar radares de baixa potência a distâncias superiores a 900 km.


Seria concebido para operar em ambiente saturado de guerra eletrônica e para tanto seu sistema de controle deveria ser composto de sub-sistemas de Inteligência Artificial capazes de detectar, avaliar, selecionar e guiar o míssil até o alvo, desviando e ignorando possíveis táticas de defesa e sistemas de engodo.


Seria empregado especialmente pelas aeronaves de guerra eletrônica EF-50-A/N das Forças Aérea e Naval.


 
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MARL-360

MARL-360, míssil Anti-Radar
 (Arte Edilson Moura Pinto)



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EF-50 - Baixo

Concepção artística da configuração básica do EF-50 armado
com quatro mísseis Anti-Radar MARL-360.

(Arte Edilson Moura Pinto)



Considerações finais:


Todas as versões até aqui apresentadas da Família M-1 teriam em comum um grande percentual de componentes. Seriam mísseis modulares, o que permitiria facilmente as conversões de uma variante para outra, otimizando ao máximo a logística, o emprego e a interoperacionalidade das Forças Armadas.


Dotariam o Ministério da Defesa de um único vetor de longo alcance hipersônico (determinadas missões), arma secreta, cujo emprego dificultaria a detecção e interceptação por parte dos sistemas de defesa inimigos.




FAMÍLIA M-2


A Família M-2 contempla o desenvolvimento de uma Família de mísseis de médio alcance baseada em um míssil modular da categoria do EADS-METEOR, o qual teria como projeto base os avanços alcançados no projeto RAFAEL-DERBY, atualmente em operação na Força Aérea Brasileira e DENEL R-DARTER.


Esse míssil seria desenvolvido em parceria entre as empresas RAFAEL, DENEL, MECTRON, AVIBRÁS, IMBEL e ATECH.


Partindo de um modelo padrão Ar-Ar Além do Alcance visual (AAV), desenvolver-se-iam outras variantes, destinadas às funções de defesa Anti-Aérea, Ataque Naval, e Anti-Radar.


Seu projeto exigiria progressos ainda maiores no campo de desenvolvimento de tecnologia de mísseis.


Todas as variantes utilizariam como grupo propulsor um motor de propelente sólido de melhor performance do que os atuais modelos empregados nos mísseis Derby.


A capacidade de super manobrabilidade deveria ser acrescida, de forma a enquadrar-se nas exigências da guerra futura. Para isso, seria considerada a adoção de tubeiras de vetoração (TVC), as quais poderiam seguir o conceito dos pequenos defletores no tubo de saída presentes nos mísseis A-DARTER.


As superfícies de controle aerodinâmicas seriam compostas de quatro pequenas aletas estabilizadoras posicionadas acima do escape do motor  e outras quatro aletas bem maiores ao longo da parte central do míssil. Tal sistema teria como função, permitir ao míssil a capacidade de realizar manobras a elevados G, possibilitando disparos à ré da aeronave .


As variantes a serem desenvolvidas seriam:
 

MAAM-200


O MAAM-200,  míssil ar-ar de médio alcance (AAV), seria um míssil guiado por radar com capacidade de engajar múltiplos alvos, tais como caças, bombardeiros, mísseis de cruzeiro e munições guiadas a qualquer tempo. Seria um míssil do tipo dispare e esqueça, de guiamento autônomo. Seria concebido para ser a “bala de prata” dos esquadrões de interceptadores das Forças Aérea e Naval.


Seria projetado para o combate futuro em ambiente saturado por emissões eletromagnéticas de Guerra Eletrônica. O projeto desse míssil teria de incorporar tecnologias de contramedidas eletrônicas capazes de distinguir o seu alvo em quaisquer condições, mesmo diante de saturação do espectro, interferência de sinais e do lançamento de
Chaffs / Flares.


O MAAM-200 seria projetado para lutar no cenário além do alcance visual da ordem de 200 km.


O sistema de controle do míssil seria concebido de tal maneira que, na fase de pré-lançamento, o alvo seria designado pelo piloto da aeronave lançadora, após o lançamento múltiplos alvos poderiam ser priorizados, e dependendo da ameaça, trancados e abatidos.


Os disparos seriam efetuados pelos métodos tradicionais: inicialmente, guiado inercialmente, e à medida que o míssil fosse se aproximando do alvo, o guiamento seria melhorado pela comunicação, correção e escolha da trajetória via datalink.


Tal míssil poderia assim operar em modo passivo, com seu radar desligado, o que lhe conferiria certa invisibilidade, processando as informações recebidas por outros mísseis, aviões, veículos de terra, aeronaves AWACS e navios, acionando o seu radar somente quando em momento crítico do engajamento.


O cenário futuro exigirá que mísseis como esses tenham capacidade de interceptar alvos voando a velocidades próximas à 4.000 km/h, entre 25 m do solo e 30.000 m de altitude.


Tais mísseis terão que ser concebidos a realizarem manobras acima de 100 G, com capacidade de engajamento à ré. Isso demandaria a adoção de um grupo propulsor composto por um motor ramjet de propelente sólido e de um sistema de
TVC para sustentar alta velocidade e alta agilidade contra alvos super-manobráveis.


O sistema de guiagem seria baseado em um radar ativo multimodo que permitisse o uso em qualquer tempo nos modos dispare e esqueça com grande capacidade de contra-contramedidas.


A ogiva do míssil levaria a bordo uma carga composta de mais de 3.000 esferas de tungstênio ou urânio inerte, equivalente a 30 kg, cujo acionamento seria feito através de espoleta de impacto ou aproximação, quando necessário.


O peso total do míssil se enquadraria na faixa de 150 kg. Suas dimensões seriam 3,6 m de comprimento, 0,3 m de diâmetro e 0,6 m com as aletas.

 

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MAAM-200

MAAM-200
(Arte Edilson Moura Pinto)



MDAM-120


Destinado as funções de defesa Anti-Aérea de médio alcance, o MDAM-120 seria um míssil padrão para todas as Forças, empregado pelas unidades dos batalhões de defesa Anti-Aérea, veículos, postos fixos de Artilharia e navios da Força Naval.


Suas dimensões seriam as mesmas que as da versão Ar-Ar. No entanto, devido às condições de operação, seu desempenho diferiria da sua variante Ar-Ar; especificamente, seu alcance seria reduzido. Isso porque tais mísseis seriam empregados em condições Zero-Zero, ou seja, zero de velocidade e zero de altitude.


Assim, o míssil precisaria gastar mais energia devido a necessidade inerente de romper a inércia e acelerá-lo para sua velocidade de cruzeiro. Seu alcance poderia enquadrar-se na faixa de 120 km.



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MDAM-120
 
MDAM-120
(Arte Edilson Moura Pinto)



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Sistema Misto Defesa Anti-Aérea
 
Sistema misto de Defesa Anti-Aérea de médio alcance baseado no míssil
MDAM-120 e no canhão de heptacano de 40 mm.

(Arte Edilson Moura Pinto)



MARM-120


Destinada à guerra Anti-Radar e Anti-AWACS, o MARM-120 seria o sucessor natural da atualmente em desenvolvimento família MAR-1 da MECTRON, cujo projeto destina-se a dotar a FAB de um míssil Anti-Radar de médio alcance.


Apesar dos sucessivos embargos ao acesso de tecnologias sensíveis impostos por nossos “aliados”, muitos avanços foram alcançados no desenvolvimento do MAR-1.


Esse míssil é fruto de um desenvolvimento puramente nacional, o que nos garantirá uma vantajosa independência no que se refere ao desenvolvimento desse tipo de armas.


No entanto, muitos desafios ainda precisão ser vencidos, principalmente no que se refere ao alcance desses mísseis, cujas especificações apontam para um alcance em torno de 25 km, o que é muito pouco comparado com o poder de interceptação de mísseis Solo-Ar como o sistema SPIDER da RAFAEL, PATRIOT ou S-300/400.


Esse limitado alcance do MAR-1 exige que a aeronave lançadora aproxime-se demasiadamente do alvo, expondo-a e aumentando a probabilidade de seu abatimento pelos mísseis de Terra-Ar inimigos.


Sendo assim, uma evolução desse míssil seria necessária e ele imperativamente deveria possuir maior alcance, classificando-se na categoria dos mísseis além do alcance visual (AAV) baseado no projeto M-2 o MARM-120, cuja principal diferença em relação às suas versões irmãs seria a cabeça de guerra adotada, a qual transportaria um radar diferenciado especificamente dedicado para as suas funções.


Essa cabeça de guerra alojaria também uma carga bélica maior com cerca de 60 kg de explosivo e uma ogiva de fragmentação de 30 kg. Tal míssil seria ligeiramente mais pesado que as outras versões, possuindo cerca de 180 kg e seu alcance se situaria na faixa de 120 km, quando lançado do ar.


Seria operado como arma Anti-Radar padrão dos VANT, ARD-12A/N, os caças leves AT-29 e AT-60, podendo também ser operado pelos AF-50 e EF-50 A/N. Sendo assim, as forças armadas poderiam dispor de dois mísseis dedicados a essa função, empregando-os de acordo com as exigências do ambiente.


O MARL-360 seria empregado em situações onde fosse necessário um míssil de longo alcance ou de maior poder de destruição e o MARM-120 destinado a missões a menor distância.



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MARM-120
 
MARM-120
(Arte Edilson Moura Pinto)



MANM-120


Versão destinada à guerra Anti-Superfície, o MANM-120 teria o mesmo alcance que a versão Anti-Radar, 120 km quando lançado do Ar e cerca de 90 km quando lançado de plataformas, navios ou veículos posicionados na costa.


Seria complementar aos pesados MANL-360, sendo empregado em embarcações de menor tonelagem, plataformas, veículos de Defesa Costeira e aeronaves como os VANT-C, cujas dimensões e limitações de peso o exigiriam.


Sua cabeça de guerra incluiria uma ogiva de 90 kg de explosivos de alto desempenho.


Suas características o tornariam ideais para a guerra fluvial e litorânea. Substituiria os atuais MM-40 EXOCET, possuindo uma cabeça de guerra de menor carga bélica, porém mais precisa e destinada ao ataque embarcações menores, como navios de defesa litorânea e de patrulha.



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MANM-120
 
MANM-120
(Arte Edilson Moura Pinto)



Considerações finais:


Todos os mísseis desta família fariam uso do mesmo motor propelente. Isso permitira uma maior intercambiabilidade de sistemas, dependendo da necessidade ou do tipo de missões estes mísseis poderiam ser reconfigurados com a colocação das cabeças de guerra específicas para o tipo de missão.


Isso lhes conferiria uma interoperacionalidade nunca antes experimentada pelas Forças Armadas nacionais. 




FAMÍLIA M-3


MAAC-30


A Família M-3 contempla o desenvolvimento em cooperação internacional envolvendo a sul-africana DENEL-KENTRON e a plêiade de empresas brasileiras anteriormente citadas neste artigo.


O projeto visaria desenvolvimento e evolução do atual DENEL/MECTRON A-DARTER recentemente escolhido pela Força Aérea Brasileira para ser o seu futuro míssil Ar-Ar de curto alcance de 5ª geração.


Denominado MAAC-30 esta nova variante do A-DARTER, deveria incorporar a evolução tecnológica adquirida no decorrer dos próximos 10 anos.


Para tanto, o MAAC-30 seria concebido e otimizado para combate aproximado (~300 m) sem o sacrifício da perda de desempenho em longo alcance (30 km).


Equipado com TVC, tal míssil seria concebido de forma a executar curvas superiores aos atuais 100 G, conseguidas pelo uso de um sistema
Fly-By-Wire de nova geração, que lhe conferiria precisão e superagilidade, quando em engajamentos.


Seria projetado de forma a poder mudar de sentido em 180º em menos de 1,5 s, o que conferiria ao piloto a possibilidade de literalmente disparar para trás e com menor tempo de resposta.


Sua propulsão seria confiada ao uso de um motor foguete de estágio único, que no seu projeto deveriam ser consideradas tecnologias como supressão de fumaça e redução do Infravermelho. Isso lhe garantiria certa discreção, dificultando a detecção visual.


A cabeça de guerra seria composta por um sensor de banda dupla Infravermelho e Ultravioleta IV-UV, cujo alcance de detecção deveria situar-se na faixa de 20 a 30 km.


O MAAC-30 seria dotado de enlace de dados e um sensor que permitisse engajamentos de 90º no ângulo de visada.


Sua cabeça de guerra seria de alta resolução com contramedidas eletrônicas multimodo e seria concebido de forma a identificar engodos e adotar procedimentos de auto-defesa a esses tipos de sistemas.


Isso o tornaria um míssil ainda mais preciso, letal e com grande resistência a contramedidas.


Seria empregado em conjunto com o uso de radar e / ou mira no capacete HMD, presentes nos caças, cargueiros e helicópteros das Forças Armadas. Seu peso estaria situado na faixa de 96 kg, suas dimensões se situariam na faixa de 3 m de comprimento, 0,16 m de diâmetro e 0,5 m de largura.


Uma versão guiada por radar MAAC-30R, derivada do míssil MAAC-30 seria desenvolvida e destinada à defesa de ponto, Anti-Aérea de curto alcance.


Operando conjuntamente com a versão IV, essa variante dotaria os veículos leves, embarcações de patrulha e de desembarque de menores dimensões de um Sistema de Defesa Anti-Aérea adequado ao seu emprego.


A versão IV por sua vez consistiria na arma Ar-Ar de curto alcance padrão a todas as aeronaves presentes no inventário das Forças Armadas.



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MAAC-30
 
Míssil Ar-Ar de curto alcance guiado por IV, MAAC-30 e a variante guiada por
radar semi-ativo MAAC-30R, desenvolvimento do projeto A-DARTER.

 (Arte Edilson Moura Pinto)



4x4 LMAA

Sistema de Defesa Anti-Aérea  de curto alcance baseado no
veículo 4x4, dotado de mísseis MAAC-30 e MAAC-30R.

(Arte Edilson Moura Pinto)




Considerações finais:


Dentre os programas de mísseis sugeridos, o MAAC-30 seria o de mais fácil realização, visto que na verdade esse programa baseia-se no já em andamento projeto A-Darter, o qual dotará a Força Aérea e possivelmente a Força Naval de um míssil de 5ª Geração extremamente moderno, mas que, na evolução tecnológica natural, exigirá novas incorporações e atualizações no projeto base.




FAMÍLIA M-4


MPACA-9


A Família M-4 apresenta a proposta para o desenvolvimento de um míssil Anti-Carro padrão para as Forças Armadas destinado às funções Anti-Carro e de infantaria, projetado para abater veículos blindados, fortificações e helicópteros.


Seus pesos e dimensões seriam reduzidos de forma a permitir o transporte por um único integrante de forças de infantaria.


Tal sistema seria projetado para ser lançado a partir do ombro de um soldado, em postos de tiro estático, veículos leves, helicópteros de ataque e do tubo dos canos dos canhões dos futuros Carros de Combate.


Seria um míssil polivalente, projetado para engajar e atingir alvos em movimento no ar, no mar ou em terra. Seu alcance, quando disparado do ar, seria de no máximo 9.000 m. Sua velocidade seria de 1.800 km/h e o peso de 15 kg. 


Ambos os mísseis seriam compatíveis com sistema de mira por HMD.


Suas dimensões seriam: comprimento de 1,2 m, diâmetro de 0,2 m,  envergadura (após o disparo) de 0,75 m.


Sua cabeça de guerra poderia transportar até 5 kg e alojaria diferentes tipos de carga de ataque, variando desde sistemas do tipo carga oca até munições de auto-fragmentação.


Seriam desenvolvidas duas versões deste míssil. A primeira seria guiada a laser - o MPACA-9L, destinado principalmente para as forças de infantaria, as quais também seriam lançadas via HMD.


Teria a cabeça de guerra composta por um designador eletro-ótico combinado com o detector de emissões laser. Esse sistema seria baseado no sistema desenvolvido para o guiamento do míssil 1.2 da MECTRON, porém, seriam adicionados melhoramentos, aumentando sua capacidade de visão e de precisão.


Além do telêmetro a laser, seria introduzido um sistema de memória cuja função seria carregar as informações referentes ao trajeto, desvio e distância, entre outras, para o sistema de guiagem do míssil. A partir daí, o sistema de detonação da espoleta poderia ser programado para explodir cronometricamente no ar.


Essa variante de fragmentação seria empregada pelas forças de infantaria em operações de guerra urbana contra forças inimigas escondidas pelo relevo ou construções.


O sistema de disparo manual empregado por integrantes das forças de infantaria seria composto por um telêmetro e uma mira óptica com capacidade de visão noturna.


A variante guiada por radar-semiativo - o MPACA-9R, teria seu emprego dependente do radar diretor. Esse sistema seria similar ao sistema AH-64 Long Bow-APACHE/HELLFIRE. Os principais usuários dessa arma seriam as aeronaves AH-20T/N. Os demais helicópteros e Caças das forças Armadas empregariam tal arma em conjunto com seus sistemas de radar ou mesmo via enlace de dados por guiagem comandada por outras aeronaves.


A variante MPACA-9R seria do tipo dispare e esqueça e, para isso, utilizaria um radar semi-ativo combinado com um sistema de guiamento inercial.


 
MPACA-9

MPACA-9L/R
 (Arte Edilson Moura Pinto)



MPACA-9 em Heli AH-20T

Helicóptero AH-20T armado internamente com uma carga mista
de mísseis Anti-Carro MPACA-9R/L.

(Arte Edilson Moura Pinto)



Considerações finais:


A versatilidade das cargas e do tipo de guiagem do míssil tornariam-no a arma ideal para operações militares em ambiente urbano ou mesmo combate em bosques e florestas de pouca vegetação.




FAMÍLIA M-5


MCBL-3000


Concebido para ser um míssil tático bombardeiro de cruzeiro furtivo (stealth), MCBL-3000 seria o míssil de maior alcance em operação nas Forças Armadas Brasileiras.


Construído em material MARA e dotado de tecnologia de supressão de fumaça e de minimização de
Infravermelho IV, este míssil seria invisível aos radares e sistemas de defesa inimigos.


Tal arma seria empregada nas missões de bombardeio de longo alcance a partir de navios, submarinos, caças-bombardeiros e veículos terrestres.


Dotados de câmeras
Infravermelho e Ultravioleta IV-UV e de vídeo de alta definição, eles fariam o reconhecimento do terreno durante o vôo, enviando, simultaneamente, informações sobre sua trajetória e imagens atualizadas do campo de batalha, colaborando para a atualização dos mapas do teatro de operações, bem como permitindo a melhor avaliação dos danos causados, o que possibilitaria mudanças nas táticas e decisões a serem tomadas.


A velocidade de cruzeiro a baixa altitude (30 m do solo) seria de 1.200 km/h, porém, quando necessário, este míssil poderia voar a velocidades próximas a 2.400 km/h.


Seria impulsionado por um grupo propulsor composto de um motor a combustível líquido.


Seu alcance, quando lançado a partir de submarinos, navios ou plataformas terrestres, seria de 3.000 km. Quando lançado do ar, atingiria a casa dos 3.200 km.


Seu peso total seria de 3.000 kg e suas dimensões : 4,8 m de comprimento, 0,6 m de diâmetro, 0,8 m com as asas fechadas e 3,5 m quando abertas.


Tal míssil seria guiado por pré-programação ou mesmo por orientação via GPS, INS e Enlace de Dados, auxiliados por um altímetro a laser.


Seria ainda dotado de Inteligência Artificial baseada em softwares de última geração capazes de analisar e corrigir a rota do míssil, autonomamente, desviando de contornos e de irregularidades do relevo ou de construções sobre a superfície, como postes de luz ou edifícios.


Sua espoleta transportaria até 900 kg de explosivos ou ainda uma variada gama de cargas bélicas.


E seria compatível aos sistemas de lançamento ASTROS, casulos de lançamento submarinos CLMSM-01, e contêineres de lançamento a partir de navios de superfície, plataformas terrestres e caças bombardeiros AF-50A/N presentes nas Forças Armadas .

 

MCBL-3000

MCBL-3000 - Míssil supersônico de cruzeiro furtivo com as asas abertas e recolhidas.
(Arte Edilson Moura Pinto)



Considerações finais:


A adoção de uma arma com essas capacidades tornaria mais eficaz ainda a defesa do nosso País, seria uma arma de dissuasão imprescindível no inventário das Forças Armadas. Fazendo uso de suas características mais marcantes, como carga bélica, longo alcance, velocidade e invisibilidade, essa arma desmotivaria todas e quaisquer forças agressoras.


Lançadas a partir do ar via aeronaves AF-50 ou futuros Bombardeiros Estratégicos, o alcance desses mísseis seria aumentado ainda muito mais, o que garantiria certa segurança aos veículos lançadores.


Suas capacidades seriam também ampliadas quando lançadas a partir de silenciosas belonaves submersas, atingindo o inimigo, inesperadamente, e sem chance de defesa. 




FAMÍLIA M-6


MDAL-600


No cenário atual em que se encontra o Brasil, um hipotético e possível ataque aéreo de uma força invasora demandaria aos nossos sistemas de Defesa uma resposta rápida e eficaz.


No entanto, devido às dimensões continentais do País, à distância entre as poucas Bases Aéreas existentes e à concentração dos meios de defesa, formou-se no conjunto uma perigosa armadilha no que se refere à Segurança Nacional.


As unidades de defesa Anti-Aérea, por sua vez, não dispõem dos meios necessários para realizar essa estratégica missão. Piorando ainda mais a já assustadora situação, os Sistemas de Defesa Anti-Aérea de que dispomos são inadequados e ainda baseados em canhões e mísseis de curto alcance comparáveis aos sistemas utilizados na antiga Guerra da Coréia.


Essa dura realidade, resultado da falta de visão de nossas autoridades, exige mais do que nunca uma solução imediata e contundente.


As unidades de defesa Anti-Aérea precisam ser emergencialmente aparelhadas e dotadas de armas de longo alcance, capazes de detectar, engajar e destruir alvos em curto espaço de tempo, respondendo à ameaça invasora antes que consiga infringir danos á nossa infra-estrutura.


Nessa realidade dura e tenebrosa, não bastasse o alto custo de aquisição e manutenção de baterias completas desse tipo de armas, o embargo e a tal proibição de aquisição de armas de alta tecnologia fatalmente nos atingiria em cheio, ainda que o cenário econômico colaborasse.


A necessidade latente da aquisição de um Sistema de Defesa Anti-Aérea de longo alcance, fatalmente, forçará em um futuro próximo a consideração desse tipo de armas por parte do Ministério da Defesa do Brasil.


A busca da independência tecnológica e a capacitação industrial passaria, obrigatoriamente, pelo desenvolvimento nacional desse tipo de sistema.


O Sub-Projeto M-6 contempla o desenvolvimento nacional de um míssil de longo alcance baseado nos Sistemas de Defesa Anti-Aérea Russos S-400, considerados por especialistas e até mesmo por setores da OTAN como o melhor sistema de mísseis de defesa Anti-Aérea atualmente em operação.


O Sistema de Mísseis de Defesa Anti-Aérea MDAL-600 seria desenvolvido conjuntamente pelo conglomerado AVIBRAS / ATECH / IMBEL / MECTRON,  sob a supervisão da empresa russa ALMAZ SCIENTIFIC PRODUCTION ASSOCIATION, projetista do programa S-400.


Seria a evolução dos atuais sistemas de mísseis S-400 e incorporaria novas tecnologias capazes de torná-los os sucessores dessa bem sucedida família de sistemas antiaéreos, desenvolvido para ser um sistema Anti-Mísseis balísticos, contra aeronaves “invisíveis”, mísseis de cruzeiro de pequeno porte e veículos sistemas de armas lançados do espaço.


Seu alcance se situaria na faixa dos 600 km e seria possibilitado a operar em altitudes de 45.000 m. Sua velocidade máxima seria de 18.000 km/h.


Devido às suas enormes dimensões, comprimento de 7,2 m, diâmetro de 0,6 m, envergadura de 1,2 m e peso de 1 800 kg, esses mísseis seriam operados a partir de plataformas de maiores dimensões.


Seriam as armas de defesa dos futuros Navios-Aeródromos e de Assalto Anfíbio da Força Naval, dos navios de escolta e de baterias dos sistemas de defesa Anti-Aérea transportados por veículos 12X12, empregados para a defesa de Bases Militares e construções de alto valor estratégico.


O radar tridimensional do sistema teria o alcance de 600 km para aquisição do alvo e de 600 km para rastreio, e o sistema de guiagem dos mísseis seria do tipo semi-ativo com alcance de 450 km.


As baterias de defesa Anti-Aérea seriam concebidas a operarem interconectadas com os Sistemas de Controle e de Defesa Aérea, bem como das Centrais de Comando Integrado de Defesa Anti-Aérea (CCIDAA) do Ministério da Defesa, de onde obteria passivamente informações sobre o espaço aéreo.


O sistema de disparo seria concebido para ser efetuado no modo vertical. Isso conferiria aos mísseis a capacidade de engajamento de alvos em qualquer quadrante com muito mais precisão.


Os contêineres utilizados para acomodar os mísseis seriam padrão para os sistemas transportados por belonaves e por veículos terrestres. Isso conferiria uma maior interoperacionalidade e racionalização de recursos.


As baterias de MDAL-600 seriam concebidas a operar em conjunto com todos os Sistemas de Defesa Anti-Aérea presentes no inventário do Ministério da Defesa.


Seriam concebidos a operarem além do seu alcance de visão, por exemplo: uma aeronave AWACS em seu vôo de rotina detectaria uma aeronave invasora voando baixo para evitar a detecção.


Depois disso, o AWACS acionaria um navio de guerra posicionado a 1.000 km da costa,  que por sua vez passaria a vetorar um MDAL-600 disparado por um veículo posicionado no litoral desprovido de radar diretor. O míssil seria então guiado até interceptar a aeronave intrusa, que se posicionaria entre o navio e o litoral.


Mesmo que o navio perdesse o sinal com o míssil, este poderia ser guiado pela aeronave AWACS. Dessa forma, seria quase impossível a fuga do agressor, e o Sistema de Defesa Anti-Aérea funcionaria como uma teia de aranha.
 


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MDAL-600

MDAL-600
 (Arte Edilson Moura Pinto)



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Bateria de Lançamento MDAL-600

Bateria de lançamento MDAL-600, composta de radar, central elétrica, sistema
diretor, e sistema lançador sêxtuplo de mísseis de defesa.

(Arte Edilson Moura Pinto)




FAMÍLIA M-7


MDACP-6


A Família M-7 contempla o desenvolvimento de um míssil portátil de emprego pessoal Terra-Ar, destinado a substituir os mísseis atualmente empregados pelas Forças Armadas Brasileiras, que são o IGLA de fabricação russa empregado pela FAB e Exército Brasileiro, e o francês MISTRAL empregado pela Marinha do Brasil, mas especificamente, o Corpo de Fuzileiros Navais.


O desenvolvimento de tal míssil poderia ser efetuado por indústrias nacionais e viria completar a defesa Anti-Aérea das Forças Armadas, suprindo a necessidade de adoção de um míssil Ar-Ar de emprego em nível de Pelotão.


A cabeça de busca, cuja tecnologia é determinante e imprescindível para o andamento de um projeto como este, poderia ser desenvolvida a partir dos sistemas empregados pelo MAA-1 PIRANHA, da MECTRON. Esta tecnologia já dominada por esta empresa nos garantiria a auto-suficiência no projeto.


O míssil em questão seria do tipo Superfície-Ar portátil guiado por 
Infra-Vermelho IV, usado para a defesa Anti-Aérea de curto alcance, capacitado a ser disparado de pequenos barcos, helicópteros e aeronaves não-tripuladas.


No entanto, sua função principal seria a de equipar os pelotões de infantaria de uma arma Anti-Aérea manualmente transportada por até dois homens.


O míssil teria 15 kg, e suas dimensões seriam 1,6 m de comprimento por 0,12 m de diâmetro; com as aletas abertas, sua envergadura seria da ordem de 0,2 m. Seria impulsionado por um motor de propelente sólido de dois estágios. O míssil atingiria 3.600 km/h em 7 s e seu alcance se situaria na faixa dos 6 km com um teto operacional 6.000 m.


A ogiva contendo 3 kg de explosivo de auto-fragmentação transportaria 1 kg de pequenas esferas de tungstênio e seria acionada por uma espoleta de proximidade designada a laser e um sistema de autodestruição cronometrada.

O controle do míssil seria feito através de aletas que se abririam após o disparo.


Seria empregado de duas maneiras diferentes :


No sistema de disparo simples, o operador utilizaria um
HMD conjugado com o lançador manual de 3 kg, o qual ele próprio transportaria junto com o míssil; essa carga se situaria na faixa de 20 kg.


No sistema de disparo composto, dois homens seriam necessários para transportar o míssil e posto de tiro.


O sistema completo pronto para o disparo deveria pesar no máximo 35 kg, excluindo-se o peso do míssil de recarga de 15 kg, e seria também efetuado via engajamento por HMD.


O primeiro operador transportaria o posto de tiro de material composto de cerca de 10 kg, que seria formado por um assento, um suporte tripé e uma unidade de controle de tiro ligado a uma unidade de bateria e refrigerador, mira e sistema de disparo.


O segundo operador transportaria o sistema de mira HMD e duas unidades do míssil. Os refrigeradores seriam necessários para calibrarem a sensibilidade ao Iinfra-Vermelho IV da cabeça de busca do míssil.


Esse sistema seria concebido de tal forma a se adequar e equipar veículos leves, bem como lanchas e embarcações de dimensões reduzidas. Sistemas de Identificação Amigo-Inimigo poderiam ser acrescidos ao posto de tiro, adotando-se para isso o uso de antenas especiais.


O visor HMD do artilheiro seria dotado de visão noturna, o que garantiria uma operacionalidade ainda maior.


O posto de tiro seria concebido de forma a poder ser montado e desmontado em menos de 60 s, o que aumentaria a segurança dos atiradores.
 


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MDACP-6

MDACP-6
(Arte Edilson Moura Pinto)


 
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Posto de Tiro MDACP-6

Míssil MDACP-6 e o posto individual de tiro.
(Arte Edilson Moura Pinto)



Considerações finais:


Esse míssil estaria em operação já a partir dos próximos 10 anos, dotando as forças de infantaria de uma arma letal e ideal para as funções Anti-Aéreas de curto alcance de emprego pessoal.


Seu desenvolvimento basearia-se em projeto e tecnologias já dominados por nossa indústria, o que ainda contribuiria em muito para nossa soberania e independência tecnológica.




FAMÍLIA M-8


MATM-36


Ultimo sistema considerado neste artigo, o míssil da Família M-8 contempla o desenvolvimento de um míssil Ar-Terra destinado aos ataques contra alvos terrestres, como bunkers, fortificações e veículos blindados, da categoria do míssil norte-americano MAVERICK.


O sistema de guiagem de tal míssil dependeria da versão; no entanto, se basearia em guiamento por TV, IV e Laser.


Seu alcance máximo seria da ordem de 36 km. O MATM-36 seria um míssil Ar-Terra tático concebido para suporte aéreo de curta distância.


As variantes desses mísseis se caracterizariam pelos diferentes tipos de guiamento e de espoletas.


O MATM-36I por exemplo seria concebido para ser guiado por Infra-Vermelho, pesaria 360 kg e seu sistema seria otimizado para rastreio de navios. Transportaria uma ogiva penetrante de 148 kg de duplo estágio acionada por contato, cuja finalidade é a de penetrar no alvo utilizando para isso a sua energia cinética acumulada.


A variante MATM-36L seria guiada por laser e teria a cabeça de guerra composta por um designador eletro-ótico combinado com o detector de laser. O míssil pesaria os mesmos 360 kg, porém, sua carga bélica seria composta por uma espoleta de 120 kg.


A variante guiada por radar - MATM-36R, utilizaria a mesma cabeça de busca presente nos mísseis do projeto M-4, teria um peso total de 360 kg e sua carga bélica seria de 90 kg.


O sistema de propulsão de todos os mísseis seria baseado em um motor foguete de propelente sólido de mono estágio. Suas dimensões seriam de 2,4 m de comprimento, 0,4 m de diâmetro e 0,75 m de envergadura.


Seriam empregados pelos aviões e VANT-C de ataque das Forças Aérea e Naval.



MATM-36
 
MATM-36
 (Arte Edilson Moura Pinto)



MATM-36 EM ARD-12N

ARD-12N Armado com mísseis Ar-Terra MATM-36
de
guiamento por IV e por Radar variantes I e R.
(Arte Edilson Moura Pinto)




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