O Brasil reatou laços
diplomáticos com a
República Popular da China em 1971 graças à
visão do Presidente Ernesto Geisel. Tem uma Aliança iniciada em agosto de 1974.
Já
naquela
época, em visita ao Brasil, o Vice-Ministro
do
Comércio
Exterior da China, Chen Chieh, declarou:
"A China e o
Brasil, como países em vias de desenvolvimento,
defrontam-se com a mesma tarefa de salvaguardar
a independência e a
soberania nacionais, desenvolver a economia
nacional e lutar contra o hegemonismo e a
política de força das superpotências."
"Nós,
os países em desenvolvimento, temos mil e uma razões para nos
unirmos ainda mais estreitamente e nenhuma
razão para nos
afastarmos uns dos outros."
Passados 30 anos,
no dia 24 de maio de
2004, em Pequim, os presidentes de Brasil (Lula) e China (Hu Jintao)
firmaram uma Aliança
Estratégica entre os dois países, a qual ainda
não se concretizou.
O comunicado conjunto assinado pelos dois presidentes selou
a aproximação - política e comercial - entre os
dois países: o compromisso do Brasil de avaliar a
reivindicação chinesa junto à
Organização Mundial do Comércio (OMC) para que o
país fosse considerado uma economia de mercado; a
reafirmação pelo Brasil do princípio de "uma
só China", incluindo expressamente Taiwan e Tibete, como unidade
política e territorial inseparável; e o apoio
chinês à tese do Brasil de uma reforma no Conselho de
Segurança da ONU.
Em 2005, a
China retirou esse apoio por causa do Japão que, juntamente com
Brasil, Alemanha e Índia formaram o G-4 para entrarem juntos no
Conselho. A rivalidade e as feridas entre China e Japão (2ª
Guerra Mundial) falaram mais alto.
A
China de 2005 já sentia muito a falta de energia para continuar
crescendo sem provocar inflação, pois era exportadora
líquida de 3 milhões de
barris/dia de
petróleo por volta de 2001 e em 2005 passou a importar
liquidamente 4 milhões de barris/dia, já
consumindo
7,5 mb/dia à
época.
Tratava-se do 5º maior produtor mundial com 3,5 mb/dia,
basicamente extraídos em terra. E
continuava a crescer acima de 9 % ao
ano até 2008.
Portanto, seus laços com o Brasil serão
inevitáveis, mesmo sem qualquer aliança, pois somente ele
poderá fornecer a ENERGIA,
os ALIMENTOS e
toda a COMPLEMENTARIDADE
que
a China precisa para continuar crescendo no Século XXI.
(Clique na foto abaixo para ver
imagem gigante da
Cerimônia)
Em 24 de maio de 2004, os Presidentes da China, Hu
Jintao, e do Brasil, Luiz Inácio
Lula da Silva, passam em revista as tropas formadas (PLA / PLA-N)
diante do Grande
Palácio do Povo, em Pequim, onde firmaram a Aliança
Estratégica Brasil-China.
(Foto
Antônio Milena - ABr)
O documento
sobre as relações bilaterais Brasil-China referia-se
a 4 princípios:
confiança
mútua,
intercâmbio
comercial,
cooperação
internacional, e
contato entre as
sociedades civis.
O Acordo de
Cooperação Espacial entre China e Brasil colocou em
órbita no final de 2003 o segundo Satélite
Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS-2).
Ainda em 2003, a China tornou-se o 2º maior parceiro comercial do Brasil, perdendo somente para os
EUA.
Mapa da
China com seus vizinhos (atenção
à Índia e Rússia).
Em 24 de março
de 2006, foi inaugurada com uma primeira reunião em Xangai a Comissão
Sino-Brasileira de Alto Nível de Coordenação e
Cooperação (COSBAN),
também criada em 2004.
Recepção
ao então Vice-Presidente José Alencar em Xangai, China,
em 21
de março de 2006, para a instalação da
Comissão Sino-Brasileira de
Alto Nível de Coordenação e
Cooperação (COSBAN).
(Foto Aluizio Gomes de Assis - VPR -146.898)
Os meios de
comunicação chineses qualificaram de parceria
estratégica as relações entre a China e o Brasil,
com a chegada de Alencar. Um dos protocolos da parceria teria se
referido à forma como a China ajudaria o Brasil a desenvolver
seu programa nuclear.
As duas partes
concordaram em intensificar a cooperação nos
domínios político, econômico, comercial,
científico, tecnológico,
energético e mineral, continuar consolidando e aprofundando
a parceria estratégica China-Brasil e impulsionar a
cooperação
com benefícios recíprocos.
Na ocasião, ambas
as partes decidiram incluir nesta Comissão o mecanismo de
consulta política entre os dois Países e de
cooperação nos domínios econômico,
comercial, científico, tecnológico, cultural e
agrícola, bem como em tecnologia espacial.
Esta histórica
reunião foi presidida pela Vice-Primeira-Ministra chinesa Wu
Yi e o Vice-Presidente do Brasil, José Alencar Gomes da Silva.
Wu Yi disse que consolidar e aprofundar a parceria estratégica
sino-brasileira, com base no respeito mútuo e benefício
recíproco em pé da igualdade, corresponde aos interesses
fundamentais dos dois povos e favorece o fortalecimento da
cooperação sul-sul.
Alencar considerou que os dois países intensificam a
cooperação, sob a nova situação, o que
contribuirá para a prosperidade e estabilidade do mundo. Ele
desejou desenvolver ainda mais as forças latentes na
cooperação
bilateral.
COMITÊ CONJUNTO DE
DEFESA BRASIL-CHINA - CCD
O então
ministro da
Defesa do Brasil, José Viegas Filho, e o ministro da Defesa da
China, Cao Gangchuan, assinaram em 22 de outubro de 2004 um Acordo de
Cooperação em assuntos relativos à Defesa, como
também, à ciência e tecnologia, particularmente nas
áreas de pesquisa e desenvolvimento, aquisição e
apoio
logístico, e troca de experiências no campo de equipamento
militar.
O acordo previa visitas mútuas por delegações dos
dois países, treinamento e instrução,
reuniões de pessoal e de técnicos, intercâmbio de
instrutores, estudantes e instituições militares, visitas
a unidades das Forças Armadas, a navios de guerra e o
desenvolvimento de programas de tecnologia aplicados à
indústria de Defesa.
Seria ainda
estabelecido um Comitê Conjunto de Defesa Brasil-China
(CCD), cuja função é de promover a
implementação do acordo firmado entre os dois
países. O CCD deve realizar reuniões anualmente e
alternadamente no Brasil e na China em
datas estabelecidas por ambas as partes.
Presidente
Lula recebendo o ministro da Defesa da
China, general Cao
Gangchuan, no Palácio do Planalto,
em Brasília, no dia 22 de outubro de 2004.
(Foto Marcello Casal
Jr. - ABr)
Em torno do Acordo
de Cooperação de Defesa e do Comitê Conjunto de
Defesa Brasil-China (CCD), o presidente Lula recebeu o ministro da
Defesa e conselheiro de Estado da República Popular da China,
general
Gangchuan, e ambos acordaram sobre a necessidade de trabalharem em
conjunto
em prol da estabilidade e da paz mundiais.
Lula ressaltou sua satisfação pelas
relações bilaterais e a nova aliança
estratégica entre as duas
grandes nações amigas. O general Gangchuan afirmou que
Brasil e China vêm desenvolvendo uma firme relação
militar, com trocas e cooperações militares sendo
expandidas
e fortalecidas, continuamente.
(Clique na foto abaixo
para ver imagem gigante)
Em 12
de outubro de 2004, os então presidentes da China, Hu Jintao, e
do Brasil,
Luiz Inácio Lula da Silva, assistem ao desfile de tropas da
Guarda Presidencial -
Dragões da Independência - do palanque do Palácio
do Planalto, em Brasília.
(Foto U. Dettmar - ABr)
Atendendo a convite do então presidente Hu Jintao,
Dilma Rousseff realizou visita de Estado à China, entre os dias
12 e 13 de abril de 2011. Os dois mandatários registraram o
interesse mútuo em elevar a relação nas
áreas militar e de defesa a novo patamar, por meio de atividades
de cooperação no âmbito do Comitê Conjunto de
Defesa Brasil-China (CCD), estabelecido em 2010, e saudaram a
assinatura, durante a visita de Estado, do Acordo
Sobre Cooperação em Matéria de Defesa (Comunicado
Conjunto).
ALIANÇA
BRASIL-ÍNDIA
O Brasil assinou protocolo de
intenções com o governo da Índia
para
iniciar cooperação em pesquisa espacial. Os dois
pretendem criar programas de intercâmbio nas áreas de
produção e lançamento de satélites de
comunicação e sensoriamento de
solo, uso de bases de lançamento e orientação
de satélites.
Há ainda um acordo para o desenvolvimento de tecnologia em comum para o sistema de defesa e vigilância
aérea do tipo do SIVAM para o
subcontinente indiano, negócio de US$ 1 bilhão. A
Índia já coloca em órbita satélites
com
tecnologia própria.
Há até hoje negociações
para um acordo de
liberalização comercial bilateral
entre Mercosul e Índia,
cujas negociações vêm sendo feitas desde 1999 e
encontram-se bastante avançadas, mas nunca saem de fato.
Em fevereiro
de 2005, a Embraer assinou um memorando de entendimento com o governo
da Índia para o desenvolvimento conjunto de um sistema AEW &
C,
baseado
na plataforma do jato ERJ 145, com a venda de 3
aeronaves e mais
suporte técnico durante toda a fase de desenvolvimento do
projeto.
ALIANÇA
ESTRATÉGICA BRASIL - RÚSSIA
Já existe
hoje uma profícua Aliança com a Federação Russa
em diversas áreas, entre elas as da indústria aeronáutica e
aeroespacial, passando pela área cultural (leia-se
Teatro Manaus
e Escola do Bolshoi em Joinville) e outras de
elevada densidade
tecnológica, como telecomunicações.
Uma
Comissão de Alto Nível comandada pelo então vice-presidente
brasileiro Marco Maciel e pelo primeiro-ministro
russo Mikhail
Kassianov desenvolveu os acordos por um longo
período e
propiciou o início
de uma parceria estratégica entre os
dois
países,
criando a Comissão Mista Governamental
Brasileiro-Russa
para
a Cooperação
Econômico-Comercial e Técnico-Científica.
O
vice-presidente brasileiro José Alencar
deu continuidade
ao processo, com encontro em setembro de 2003,
em Moscou. O Brasil
tem interesse, entre outros, em tecnologia de
foguetes (VLS)
e
mísseis e em projetos espaciais, como o
do PCS e do SGB.
Além disso, o VLS sempre
contou com o apoio tecnológico russo e os EUA
ameaçaram-lhe sanções por proliferação de
mísseis em 1995, por temerem que o Brasil construísse um
míssil inter-continental, a partir dele. Só que essa
cooperação é mais antiga que o Tratado
EUA-Rússia.
Na
área de Defesa, a assinatura do Acordo
de
Cooperação no Domínio de Tecnologias Militares de
Interesse Mútuo Brasil - Rússia (Gazeta Mercantil de 07 de
março de 2002), em Moscou, no dia 09 de
abril de 2002, poderá
vir a representar um dia o início de uma
grande parceria
na pesquisa e na produção de armamentos,
já
que começava a haver um forte nível de confiança entre
ambos.
O Acordo acima
somente teve aprovado o texto do Memorando de Entendimento pela
Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE)
do
Senado Federal em 1º de setembro 2005.
O Senado Federal promulgou o Decreto Legislativo (DL) nº 922 de
2005, com a aprovação desse texto, em 15 de setembro,
publicado na página 4 do Diário Oficial da União
(DOU) de 16 de setembro de 2005.
Áreas e
Objetivos da Cooperação :
1- As Partes promoverão
a cooperação entre a República Federativa do
Brasil e a Federação da Rússia nas seguintes
áreas:
Trabalhos de pesquisa
científica e de estudos experimentais, visando
a produção de material de emprego militar;
Cooperação
conjunta com vistas a produção, aquisição,
suprimento de
material e apoio técnico em assuntos
relativos a
armamento e material de emprego militar em geral, em
conformidade com o prescrito nas
disposições do presente
Memorando e na respectiva legislação nacional de cada
Parte.
Veja os
discursos relativos a este Acordo proferidos pelo então
presidente
Fernando Henrique Cardoso em Moscou em 14 e 15
de janeiro de 2002 e pelo
então ministro
das Relações
Exteriores Luiz Felipe Lampreia em 21 de novembro
de 1997,
quando da assinatura dos primeiros atos:
DISCURSOS.
O
presidente Lula convidou o presidente Vladimir
Putin para visitar
o Brasil, o que ocorreu em 22 de novembro de 2004.
(Clique na foto abaixo
para ver imagem gigante)
Em 22
de novembro de 2004, os presidentes da Rússia, Vladimir Putin,
e do Brasil,
Luiz Inácio Lula da Silva, assistem ao desfile de tropas da
Guarda Presidencial -
Dragões da Independência - do palanque do Palácio
do Planalto, em Brasília.
(Foto
Ricardo Stuckert - PR)
Em 22
de novembro de 2004, os presidentes
Putin e Lula no Palácio do Planalto, em Brasília.
(Foto U. Dettmar - ABr)
Em 22
de novembro de 2004, os presidentes Putin e Lula
recebem cumprimentos no Palácio do Planalto, em Brasília.
(Foto Ana Nascimento - ABr)
O
atual governo continua enfatizando que a
Rússia faz parte de
suas prioridades em política externa.
Tanto que, após
reunião com o presidente Putin no Encontro
do G-8 ampliado de Evian, em junho
de 2003, o presidente Lula
afirmou
:
Desde 2003, o DEFESA BR
anunciava haver uma grande possibilidade de formação de
Aliança Tecnológica e Militar com a França. Um
dos benefícios poderia ser com relação à
tecnologia de construção de navios e submarinos para a
Marinha do
Brasil.
Em 15 de julho de 2005, o Brasil
assinou em Paris um Acordo de Cooperação em Tecnologias
Avançadas com a França, que
poderá ser o ponto de
partida do Brasil em
uma verdadeira “ESTRATÉGIA
DA CONECTIVIDADE” com
o interesse na aliança tecnológica entre as 2
Nações.
Estão sendo cridos Grupos de Trabalho para
cooperação nas seguintes áreas, entre outras :
B -
Energia nuclear;
C - Tecnologias espaciais e suas aplicações industriais,
e cooperação científica no setor espacial;
D
- Tecnologias de defesa, especialmente nos setores aeronáutico,
naval e terrestre.
Em 5 de janeiro de 2007, o presidente
Lula promulgou, através do Decreto Nº 6.011, o Acordo para Cooperação na
Área da Aeronáutica Militar,
também celebrado em Paris, em 15 de julho de
2005, como parte do Item "D" do Acordo de Cooperação
acima, onde versa sobre
cooperação na área de defesa e no setor
aeronáutico, especialmente o aeronáutico militar.
Discursos dos presidentes Lula
e Chirac no Palácio
dos
Eliseus, em Paris, no dia 15 de julho de 2005.
(Foto Antônio Cruz - ABr)
Há ainda hoje uma certa
tendência de a França procurar novos
caminhos de independência
após a grave crise com
os EUA no Conselho de
Segurança da ONU no caso do Iraque.
Poderemos ainda vir a concretizar um acordo tecnológico e militar em situação que
também envolveria a Alemanha.
Isso seria apenas um ato na difícil tentativa de muitos países importantes
contraporem-se à HEGEMONIA DOS EUA.
O então presidente Jacques
Chirac visitou
o Brasil, em 25 de maio de 2006. O
presidente Lula e a primeira-dama Marisa Letícia recepcionaram
Chirac enquanto 7 aeronaves da Esquadrilha da Fumaça, do EDA,
faziam uma apresentação aérea.
Os pilotos escreveram, com manobras, as palavras "France-Brasil".
Em 25 de maio
de 2006, os presidentes da França, Jacques Chirac,
e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, assistem a uma
demonstração da Esquadrilha da Fumaça, em
Brasília.
(Foto Ricardo Stuckert - PR -
153.673)
Ficou
acordado
que Brasil e França
deverão anunciar na reunião de cúpula do G-8 na
Rússia, em junho, em São Petersburgo, a
criação de um Fundo Internacional para a
Divulgação da Tecnologia do Etanol em países em
desenvolvimento.
Integrada à finalidade do governo brasileiro de transformar o
produto numa commodity e de promover parcerias para a
cooperação nas economias mais pobres, a iniciativa
terá o objetivo imediato de agregar valor à
produção de cana-de-açúcar de Países
da África e do Caribe e de reduzir a dependência dessas
Nações do petróleo.
A base para a criação desse fundo foi definida na
Declaração sobre Biocombustível, documento mais
amplo na área energética assinado pelos presidentes Lula
e Chirac.
(Clique
na foto abaixo para ver imagem gigante)
Em 25 de maio
de 2006, os presidentes da França, Jacques Chirac, e do
Brasil,
Luiz Inácio Lula da Silva, assistem ao desfile de tropas da
Guarda
Presidencial - Dragões da Independência - em
Brasília.
(Foto Ricardo Stuckert - PR -
153.736)
Vista
da cerimônia em frente à entrada do Palácio
Alvorada - residência
presidencial oficial recém-reformada por um grupo de empresas
privadas.
(Foto Ricardo Stuckert - PR -
153.738)
Apesar das controvérsias
entre os dois países na OMC - tanto na Rodada de Doha como no
contencioso sobre açúcar, vencido pelo Brasil - o acerto
sobre a criação do fundo somou-se a uma série de
iniciativas internacionais.
A França foi um dos primeiros a apoiar a ambição
do governo brasileiro de elevar o país à
condição de membro permanente do Conselho de
Segurança, no âmbito da reforma da ONU.
O então presidente francês defendeu o aprofundamento das
relações entre o seu País e o Brasil para as
áreas de biotecnologia e industrial, especialmente no que diz
respeito a pesquisas espaciais e investimentos em fontes de energia
não poluentes.
Houve a assinatura de acordos de
cooperação entre Brasil e França em diversas
áreas, como as de Ciência e Tecnologia, e a de Defesa.
Foi acertado pelos 2 presidentes que 2009 seria o Ano da
França no Brasil, em retribuição ao Ano do Brasil
ne França, ocorrido em 2005. O
evento no Brasil será particularmente consagrado aos setores
científico, tecnológico e cultural franceses. Isso pode ser visto
como mais uma forte prova das excelentes relações entre
os dois países.
O Ano do Brasil na França foi considerado um grande sucesso,
tendo tido a participação de 15 milhões de pessoas
- ou seja, 25 % da população francesa. Mais de 430
manifestações culturais (dança, fotografia,
pintura, edição,
música, teatro e cinema) ilustrando a diversidade cultural do
Brasil foram apresentadas em 161 cidades francesas.
UNASUL - AMÉRICA LATINA
No âmbito da
América do Sul, costura-se uma
Aliança entre todos os
países, além do MERCOSUL, especialmente
os Amazônicos, visando a um futuro mercado
comum, que deverá englobar
toda a América Latina, e
até o
Caribe em um segundo momento. Trata-se da UNASUL.
Busca-se ainda montar uma
Aliança de Defesa em comum
para preservação de soberania. O Brasil passou a comandar
uma Força de Paz no Haiti com quase 2 mil soldados seus desde
julho de
2004.
Foi criada uma junta de
defesa, uma espécie de Conselho de Defesa da América do
Sul, chamada UNASUL, o primeiro passo para uma eventual
integração
militar no futuro.
Uma
Aliança na América do Sul pode ser vista como algo para o
futuro, sendo necessário
muito investimento comum em PD&I
e a longo prazo. O ideal
será aproveitar e estender os benefícios advindos da ALIANÇA DOS
PAÍSES BALEIAS
para toda a região, como
no caso da ÁFRICA.
Se o Acordo de
Integração Regional acontecer algum dia, mesmo com
percalços,
o Brasil precisará convidar
os parceiros para
organizarem um tipo de Força
de Defesa Conjunta da América do Sul, ou
mesmo uma OTAS (Organização do Tratado do Atlântico
Sul) com os africanos também.
ACORDO ESTRATÉGICO BRASIL
- EUA
Uma importante REUNIÃO
DE CÚPULA de junho de
2003 entre Brasil e EUA
não trouxe quaisquer resultados concretos. Poderia ter
culminando em uma grande aliança.
A Era Obama não trazia
novidades, mas só até 12 de abril
de 2010, quando Brasil e Estados Unidos
assinaram em Washington, depois de 33 anos de rompimento, um acordo estratégico
que prevê novas possibilidades para a área de Defesa no
Brasil e estará
ainda direcionando a colaboração mútua para o
combate ao terrorismo.
PARCERIA ESTRATÉGICA
BRASIL-ITÁLIA
Em 12 de abril de 2010,
Brasil e
Itália estabeleceram um Plano de Ação para
implementar a Parceria Estratégica
de colaboração em diversas áreas, como em
matéria técnico-militar
e de defesa, na área espacial e ainda na área científica
e tecnológica.
O presidente Lula e o primeiro-ministro da Itália, Silvio
Berlusconi,
se encontraram em Washington em 12 de abril de
2010 e oficializam Parceria Estratégica.
(Foto Ricardo Stuckert - PR)
O Plano de Ação foi
assinado
pelo presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o
primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, na embaixada do
Brasil
em Washington, capital dos
EUA. Ambos participavam da Cúpula de Segurança Nuclear,
encontro
internacional que reúniu 43 chefes de Estado e de Governo na
capital
americana.
OUTRAS ALIANÇAS
As Alianças
Estratégicas de Cooperação de Defesa do A
ALIANÇA DO GRUPO
BRICS,
do IBSA, e mais a da
França / Alemanha,
são as únicas em que o Brasil
poderá dispor de novas e importantes tecnologias
de Defesa em muito pouco tempo,
pois já são
maduras.
Seria o advento
de um formidável e audacioso "trampolim
tecnológico" para o
Brasil, alavancando seus
esforços de PD&I,
sem
desconfianças infundadas, restrições
e dependências tecnológicas,
especialmente as de Defesa.