
INTRODUÇÃO
AMEAÇA BOLIVARIANA
REINANDO A INCOMPETÊNCIA
FONTES & LINKS
O DEFESA BR é uma SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer para manter a soberania sobre suas riquezas
das Amazônias Verde e Azul com um conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB.
INTRODUÇÃO
Em novembro de 2008, os governos do Equador, Venezuela, Bolívia e Paraguai anunciaram em bloco que realizaram auditorias em suas dívidas externas, transformando o Brasil em alvo político e financeiro na América do Sul. Com isso, a máscara de Hugo Chávez caía de vez, despontando como real inimigo do Brasil, uma verdade já aqui conhecida por muitos e escondida por alguns.
O BNDES acumulava então mais de US$ 5 bilhões em empréstimos concedidos principalmente a esses quatro países, como parte da política de financiamento estatal às exportações de bens e serviços de engenharia. Isso sem contar as dívidas desses mesmos países que foram perdoadas desde o início do governo Lula.
Possíveis passos dos "Revolucionários Bolivarianos" apontariam para um agravamento dessa crise, para a qual o governo petista estava extremamente despreparado por natureza também revolucionária, além da reconhecida incompetência então demonstrada.
Em novembro de 2008, a revista americana Newsweek afirmou que o desenvolvimento do Brasil como potência econômica mundial despertou animosidades em países vizinhos. “Na medida em que o Brasil se torna um país mais poderoso, seus vizinhos se tornam mais agressivos”, disse a revista.
Mencionando que a posição americana de gringo fora então ocupada pela brasileira, a revista ressaltou que : “Estes dias, os imperialistas falam português”.
Nessa época, a reação do Brasil era mesmo “quase de penitência ante seus vizinhos pequenos, que cada vez mais representavam os habitantes de Lilliput para o Gulliver do Brasil”, dizia o artigo, em uma referência aos seres minúsculos que o personagem Gulliver encontra na ilha de Lilliput no romance As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift.
Coma a saída de Marco Aureélio Garcia da posição de responsável da política sul-americana de Lula, seus aliados "revolucionários bolivianos" perderam a garantia de que o Brasil continuaria apanhando calado. O Gigante não estaria mais querendo enfrentar as coisas deitado.
O gigante Gulliver deitado e amarrado pelos pequeninos de
Lilliput, no livro As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift.
Ao fundo, o Monte Fuji, Japão.
(Foto Parque Temático no Japão)
Tudo começou com a Bolívia jogando o Exército nas refinarias da brasileira Petrobras e o Brasil foi humilhado frente ao mundo. O Brasil divulgou nota para dizer que a Bolívia tinha direito de defender sua soberania. Como se os investimentos da Petrobras na Bolívia colocassem em risco a soberania deles. Eram os desígnios de Marco Aurélio Garcia.
Correa achou aquilo o máximo e foi atrás do que era fácil. O Equador enxotou a Odebrecht, ameaçou a Petrobras e Furnas, realizou auditorias sob medida em suas dívidas externas, e pediu arbitragem internacional para dar um enorme calote no BNDES.
Uma reação ainda dúbia de Lula limitou-se a cancelar uma missão técnica que levaria um saco de bondades para o Equador e retirar o embaixador Antonino Marques Porto. Muito pouco para quem já acordara tarde demais.
Como essa reação fraca ou mesmo perdida no tempo, os governos do Equador, Venezuela, Bolívia e Paraguai anunciaram em bloco que realizariam auditorias em suas dívidas externas, e o calote contra o Brasil seria em grupo.
É óbvio que esse jogo perigoso tratava-se de uma grande armação sendo coordenada por Chávez, aquele que vinha fazendo a sociedade brasileira inteira acordar de seu sonho rosa de belo mundo em paz e céu sempre azul.
Hugo Chávez estava por trás de tudo que vinha acontecendo contra o Brasil, mas nunca tomava a frente, pois justamente na frente se dizia “amigo” de Lula, e o pior de tudo é que este acreditava ou fazia que sim (vide o Fórum de São Paulo, grupo de 15 anos, que reúne os partidos de esquerda latino-americanos, apoiado por Lula).
O risível projeto de liderança de Lula no subcontinente implodiu e ele encontrava-se naquele momento de joelhos à frente do verdadeiro líder, Hugo Chávez, pois este também comandava os desígnios da Argentina, tendo os Kirchner claramente sob seu poder. Chávez acreditava que os brasileiros não sabiam que ele pretende usar a Argentina.
O Brasil estava cercado e sendo tratado como “o gringo” da vez por esses países. Mas era a classe média brasileira que pagava do bolso a “Revolução Bolivariana”, sem ao menos querer saber o que seja isso.
Revolução Bolivariana é a união dos países de língua espanhola na América do Sul contra o Brasil, país de língua portuguesa. O próximo passo revolucionário seria exigir a revisão desde o Tratado de Tordesilhas até todos os atuais limites fronteiriços que todos os nossos vizinhos mantêm com o Brasil. Isso ainda pode ser mera questão de tempo, mesmo sem Chávez.
Por que? Porque querem e acham que vão nos expulsar de nossas terras e porque não foram eles que assinaram esses tratados, agora ’ilegais’ para eles.
REINANDO A INCOMPETÊNCIA
Chegou a ser espantosa a sucessão de erros da diplomacia brasileira desde a invasão militar de uma refinaria da Petrobras na Bolívia em 2006.
A política externa sulamericana do governo Lula foi comandada por bom tempo pelo assessor para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, o responsável junto com o presidente pela sucessão de trapalhadas, incompetências e descaminhos que o país poucas vezes sofreu na história.
Junto a eles, ressalte-se a participação de seu ministro da Relações Exteriores, Celso Amorim, na concepção da mais grotesca política terceiro-mundista que o Itamaraty já viu, a qual resultou em tantos erros.
Para começar, estes senhores fizeram Lula acreditar na fantasia de que poderia tornar-se o líder natural da América do Sul, apenas perdoando dívidas históricas de vizinhos, enquanto o BNDES era escalado para investir fortunas neles. Desconheciam o quanto tais países de origem hispânica são diferentes do Brasil, que acabou sendo escalado como "Imperialista".
A desculpa era de que os US$ 5 bilhões emprestados a esses países com governos ditos "Revolucionários Bolivarianos" serviriam como uma política de financiamento estatal às exportações de bens e serviços de engenharia do Brasil. Não, serviram para o Brasil dar um verdadeiro tiro no pé e outro no bolso. Que falta fazem US$ 5 bilhões para um povo que nem um ensino decente tem?
Nenhum desses países aliados estratégicos de Lula dedicou ao Brasil a mínima reciprocidade em termos de atenções diplomáticas e comerciais. Muito pelo contrário, todos sabem o que aconteceu e que Chávez espertamente orquestrava contra o Brasil, revelando-se o real líder sulamericano, já que comandava também a Argentina de Nestor e depois de Cristina Kirchner.
A defesa dos legítimos interesses nacionais foi relegada a segundo plano pelo governo petista em troca do apoio irrestrito a esses governos "Revolucionários Bolivarianos".
O governo Lula lutou firme para consolidar esse movimento bolivariano, talvez acreditando que isso beneficiaria o Brasil ou seu projeto de poder interno. Não conseguia ou não lhe convinha enxergar a aliança sendo costurada contra o Brasil. Foi tudo muito suspeito, danoso e perigoso.
FONTES & LINKS
Volta ao Ministério da Defesa
El Pais : Todos Contra el Poder de Brasil
Blog Defesa BR :
Lula Cancela Missão Brasileira ao Equador
Morales Ameaça Expulsar Queiroz Galvão da Bolívia
Brasil Potência Desperta 'Agressividade' em Vizinhos
Brasil, o Imperialista do Sul
Brasil sendo Encurralado na Era Lula com Perdões e Desvios
Brasil Virou o Gringo da Vez para Países Vizinhos
Lula e Morales = O Amor É Lindo