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AMEAÇA VENEZUELANA




Presidente Chavez e Bolívar  


INTRODUÇÃO

EVOLUÇÃO

AMEAÇA VENEZUELANA


COMPRAS INICIAIS DE ARMAMENTOS


ALIANÇA MILITAR COM A RÚSSIA

FONTES & LINKS

VÍDEOS



O DEFESA BR é uma SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia faze
r para manter a soberania sobre suas riquezas
das Amazônias Verde e Azul
com um conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB
.




INTRODUÇÃO


Desde que Hugo Chávez foi eleito Presidente da Venezuela, vinha implantando o que chamava de "Revolução Bolivariana" em seu país, enquanto estava vivo.


Vinha procurando com afinco expandir seu poder político por toda a América Latina e aliava-se ao extremado Irã de
Mahmoud Ahmadinejad, reeleito em 2009 com evidente fraude eleitoral.


Paralelamente, alegando precisar se proteger de uma possível perseguição promovida pelo governo dos EUA, passou a fazer investimentos bilionários em armamentos capazes de garantir a Defesa da Venezuela.


Essa
corrida armamentista ainda continua e vem ameaçando a paz e a tranqüilidade reinantes em todo o hemisfério ocidental desde a guerra das Malvinas em 1982.



(Clique na arte abaixo para ampliação)


O Hemisfério Ocidental destacado em amarelo na imagem acima.
(Arte em Wikipedia)



Todos os países da América Latina, especialmente, os da América do Sul, encontram-se bastante preocupados, tanto com uma possível exportação da "Revolução Bolivariana", como com a grande compra de armamentos (ver abaixo) realizada pelo ex-presidente Chávez.



VÍDEO - VENEZUELA, UNA
AMENAZA REAL (06:10 MIN)







Além disso, ele era cada vez mais acusado de ser de fato um ditador, ameaçando e arruinando a frágil democracia de seu país. Ignorar o princípio democrático básico da liberdade de expressão - com a cassação da RCTV, foi uma prova inequívoca dessa perigosa tendência.


Além do mais, Chávez dizia acreditar que, por volta de 2020, seria o líder da mais poderosa potência militar da América do Sul. O
Brasil ainda poderá ser um dos principais alvos de todo esse esforço por causa das riquezas atualmente indefesas de sua Região Amazônica (ver Sarney). O Bolivarianismo continua vivo, mesmo sem Chávez.


O ex-presidente da Venezuela não teria a intenção de investir tanto apenas para enfrentar os EUA, algo impossível para suas Forças Armadas, visto sua posição no ultrajante caso Brasil-Bolívia envolvendo a Petrobras.


Chávez deu apoio total e irrestrito ao governo "bolivariano" do presidente Morales contra o Brasil, o que, possivelmente, preveria uma intervenção militar. E o pior de tudo foi que o governo Lula ficou a favor dessa gente (Foro de São Paulo), em prejuízo dos interesses da nação brasileira e pelo Bolivarianismo do PT.



Até mesmo o ex-presidente e senador, Fernando Collor de Mello, já alertou o Brasil na CRE do Senado Federal para fatos como a crescente influência do governo venezuelano na Bolívia, Paraguai, Equador e Argentina; sua ação por uma aliança militar no âmbito da Alba – Alternativa Boliviana para as Américas (Cuba, Nicarágua, Honduras, República Dominicana e Bolívia); e a sua dedicação à aquisição frenética de armamentos.


Todos entendemos que a real ameaça à paz vem do contínuo descaso governamental para com a Defesa do Brasil, com a presente inexistência de defesa costeira, e de meios aéreos e navais modernos e em quantidade para enfrentarem reais ameaças como essa escalada militar da Venezuela e seus aliados bolivarianos.


Em 2 de dezembro de 2007, Chávez foi derrotado em plebiscito que visava em terceiro mandato presidencial, o que acabaria refletindo na perpetuação do poder em suas mãos. Também vinha sendo investigado nos EUA o famoso caso Maleta-Gate, em que Chávez teria oferecido dinheiro à campanha presidencial de Cristina Kirchner na Argentina.


Em baixa depois da derrota no referendo, o líder populista passou a usar bravatas para tentar reconquistar o apoio popular. E
m 27 de janeiro de 2008, defendeu a formação de uma aliança militar de aliados contra os EUA, com a organização de um exército comum entre Venezuela, Nicarágua, Bolívia e Cuba.


Em fevereiro de 2008, fez de tudo para armar uma guerra na América do Sul (com a Colômbia), sem ter tido sucesso. Documentos então encontrados em um laptop que pertencia ao segundo homem mais forte das FARC morto por forças colombianas no Equador indicariam apoio da Venezuela e do Equador às FARC. Em setembro daquele ano, Chávez trouxe a Rússia à América do Sul.


Ainda em setembro de 2008, o presidente do Equador, Rafael Correa, expulsou a Odebrecht, uma das principais construtoras brasileiras, sequestrou seus bens, pôs as Forças Armadas nos seus canteiros de obras, e proibiu que quatro funcionários da empresa saíssem do país. Tratava-se de mais um rompante à la Evo Morales, provando que ambos eram seguidores e aliados incondicionais de Chávez. Mais uma vez Lula apoiou nossos inimigos.


Em novembro de 2008, os governos do Equador, Venezuela, Bolívia e Paraguai anunciaram em bloco que realizariam auditorias em suas dívidas externas, transformando o Brasil em alvo político e financeiro na América do Sul. Negociações congelaram essas auditorias e, no fim, o Brasil veio a emprestar mais US$ 10 bilhões a Venezuela, já em 2009.


O BNDES acumula mais de US$ 15 bilhões em empréstimos concedidos principalmente a esses quatro países, como parte da política de financiamento estatal às exportações de bens e serviços de engenharia. Isso sem contar as dívidas desses mesmos países que foram irresponsavelmente perdoadas desde o início do governo Lula. E tudo ficu por isso mesmo, pois o Brasil dá carta branca para governar.




EVOLUÇÃO


No final de agosto de 2007, foi finalmente anunciado o primeiro passo dos planos de Chávez em formar unidades militares binacionais entre Venezuela e Bolívia.


Para executar obras de engenharia no departamento de Beri, foi criado o Comando Binacional Amazônico, a ser comandado por um coronel de cada país, mas com predominância do venezuelano. O detalhe é que esta unidade está localizada justamente na fronteira com o Brasil.



Chávez vinha reafirmando que ficaria no cargo até 2027 desde que conseguiu finalmente aprovar o fim do limite à reeleição - uma de suas propostas de reforma constitucional, permanecendo no poder “para concluir a instalação do socialismo do século 21” no seu país.


Em maio de 2007, helicópteros e outras aeronaves do Exército da Venezuela fizeram sobrevôo ilegal dentro do espaço aéreo brasileiro e chegaram a pousar numa aldeia indígena em Roraima. E essa sequer foi a primeira vez.


Em setembro de 2007, a CRE do Senado aprovou 2 requerimentos de informações dirigidos aos Ministérios da Defesa e das Relações Exteriores, além de convidar o Comandante Militar da Amazônia, a fim de esclarecer as denúncias de sobrevôos ilegais de militares venezuelanos.


Em 14 de outubro de 2007, Chávez foi mais longe e prometeu um "Vietnã das metralhadoras" na Bolívia caso a oposição derrubasse o presidente Evo Morales.


Ele foi enfático em seu programa de televisão
"Alô, Presidente": "Se a oligarquia boliviana conseguir derrubar Evo ou assassiná-lo, saibam vocês, oligarcas da Bolívia, que o governo venezuelano, que os venezuelanos, não vamos ficar de braços cruzados. Tenham muito cuidado, porque não seria o Vietnã das idéias, seria o Vietnã das metralhadoras, o Vietnã da guerra. Saibam disso".


Ainda em outubro de 2007, Chávez arranjou um jeito de começar a se promover politicamente no Brasil, usando mais uma vez Bolívar, que pode ter sido um herói na Venezuela e em outras ex-colônias espanholas, mas não interessa em nada ao povo brasileiro, o qual ainda carece de conhecer melhor seus próprios heróis de verdade.


Ainda naquele mês, Chávez lançou no Brasil o livro "Simón Bolívar, o Libertador". Seu governo  iria doar a obra a escolas e bibliotecas brasileiras. Com certeza,
ele queria mesmo era popularizar aqui a sua própria "Libertação Bolivariana" que, em resumo, é a ditadura chavista, visivelmente abençoada por Lula.


Segundo o Professor Andres Cañizales, pesquisador do centro de pesquisa de comunicação da Universidade Católica Andres Bello, em Caracas, o objetivo de Chávez com campanhas como a desse livro era minar a independência das instituições de educação públicas e privadas.
Isso fazia parte de uma estratégia de controle do governo venezuelano para ganhar mais adeptos (lá e cá).


- Se Bolívar não foi um líder brasileiro, não vejo porque este este livro ser adotado no Brasil - avalia Cañizales. - Chávez se aproveitava da figura de Bolívar para se promover. Não era um ato com intenções educativas, era uma campanha política.


Existem mesmo fortes indícios de que este livro seria apenas uma espécie de "ponta de lança" da
ameaça do movimento bolivariano, que defenderia a luta armada pelo poder no Brasil ou, em termos chavistas, "luta revolucionária em prol do socialismo do século XXI".


Em discurso feito em 29 de outubro de 2007, o senador José Sarney previu que o congresso brasileiro não aprovaria a entrada da Venezuela no Mercosul pelo simples motivo de que o governo Chávez feria a cláusula de defesa democrática do tratado.


Em novembro de 2007, o rei Juan Carlos da Espanha mandou Hugo Chávez calar a boca durante a Cúpula Ibero-Americana, em Santiago do Chile. Chávez acusara de fascista o ex-presidente do governo espanhol José María Aznar.

- Por que você não se cala? - disparou o rei, com o dedo em riste, apontado para Chávez, que discursava no encerramento da Cúpula.


A resposta de Chávez veio sem o respeitososo tratamento de "sua majestade":

- Por que não se cala você, rei ? Já temos 500 anos de silêncio aqui.




VÍDEO - REI JUAN CARLOS
MANDA CHÁVEZ SE CALAR
(02:37 MIN)







Chávez defendeu em 27 de janeiro de 2008 a formação de uma aliança militar de países latino-americanos aliados contra os EUA, afirmando que eles precisam estar prontos para responder a uma eventual ação militar americana.


Ele acusou os americanos de tentarem desestabilizar a América Latina ao reforçar seus laços com a Colômbia.
Na véspera, ele fez outra provocação aos EUA, pedindo aos países latino-americanos que retirassem suas reservas dos bancos de Washington.


Este foi o sinal definitivo de que Chávez já vinha organizando
um exército comum entre Venezuela, Nicarágua, Bolívia e Cuba. Como resposta, os americanos anunciaram em 2009 a instalação de sete bases militares na Colômbia.


Chávez ainda tentou sem sucesso fomentar uma guerra com a Colômbia em fevereiro de 2008, quando esta invadiu o território equatorinao atrás de uma base fixa das FARCs lá e matou seu segundo líder.


Em maio de 2008, Chávez nacionalizou 60 empresas que forneciam serviços para a deficitária PDVSA, tomando todos seus bens.


A origem da crise não estava nas prestadoras de serviços. Sua origem era a política chavista e o mal uso que ela fazia da PDVSA. Beneficiada pela alta do petróleo, a PDVSA foi amplamente utilizada por Chávez como a grande financiadora de suas políticas sociais destinadas a lhe assegurar prestígio popular.


Por meio de empresas controladas, a PDVSA vendia alimentos subsidiados à população, comercializava eletrodomésticos também a preços inferiores aos praticados pelos estabelecimentos privados, construía casas populares, mantinha programas de alfabetização de adultos, subsidiava o consumo interno de gasolina e até mantinha consultórios médicos. Enquanto isso, reduzia os investimentos na prospecção e produção de petróleo.



Como 2008 ainda era pouco, em setembro, Chávez formalizou uma Aliança Militar com a Rússia e trouxe dois bombardeiros nucleares e um cruzador nuclear russo até a então quase pacífica América do Sul, em uma mútua provocação aos EUA e aos vizinhos, como o Brasil.


Em 28 de junho de 2009, Manuel Zelaya, presidente de Honduras, país membro da Alba, foi destituído do poder pelo congresso por contrariar a rígida constituição do país. Foi preso e imediatamente expulso para a vizinha Costa Rica. Por esse último ato, tudo foi tomado como golpe de estado, e a comunidade internacional não reconhecia o novo governo, liderado por Roberto Micheletti.



Manuel Zelaya

Presidente deposto de Honduras, Manoel Zelaya.



Ainda em setembro, em provável conluio com o ameaçador ditador Chávez, o presidente Lula teria autorizado que o deposto Zelaya fosse introduzido na embaixada brasileira, em Tegucigalpa. Pelo mundo, muitos acreditam que os brasileiros montaram a operação inteira a mando de Chávez.




AMEAÇA VENEZUELANA


A Venezuela começou em 2006 a investir US$ 60 bilhões no incrível fortalecimento de suas Forças Armadas. Trata-se de um projeto de longo prazo até 2020 que prevê a compra de 150 caças modernos - começando com 24 Su-30, 35 helicópteros dos mais modernos, 9 a 15 submarinos lançadores de mísseis, 138 navios de guerra de variados portes, exército de 1 milhão de homens com fuzis Ak-103 fabricados localmente, e até capacidade nuclear obtida através do atual apoio explícito ao Irã e à Coréia do Norte.



Su-30 Flanker

Um grande Flanker Su-30.



A maior parte dos equipamentos vinha da Rússia, passo que boa parte do Brasil parecia pretender acompanhar de perto.


A situação era muito preocupante, pois em maio de 2006 foi firmado um Acordo de Cooperação Militar entre a Venezuela e a Bolívia, que inclui a instalação de até 24 bases nas fronteiras bolivianas com Peru, Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.


Na fronteira com o Brasil foi instalado pelos venezuelanos o Forte boliviano El Prado ao custo de US$ 22 milhões, que inclui um aeroporto, alcançando uma maior presença militar em um enclave de 1.025 hectares, abrigando 2.500 militares e 350 civis
.


O Acordo previa a intervenção das forças armadas venezuelanas na “gestão de crises” na Bolívia, a padronização de armamentos e das doutrinas de emprego de força. Isso significava que qualquer problema que o Brasil viesse a ter com a Bolívia, teria também com a Venezuela. E o governo Lula sempre apoiou todas essas medidas contrárias aos nossos interesses de nação.


Significa que o presidente Chávez detinha quando vivo o poder real na conturbada Bolívia e podia, devia e ia querer mais. Ele já criara o tal  
Comando Binacional Amazônico, localizada justamente na fronteira com o Brasil, e comandado de fato por um coronel venezuelano.


Tanto isso é verdade que a posse do presidente do Equador, Rafael Correa, em janeiro de 2007, mais um "bolivariano" aliado de Chávez, acabou sendo marcada pela presença de um convidado especial: o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.


Sentindo-se sempre à vontade, o presidente iraniano vinha proclamando aos quatro ventos estar prestes a dispor de armamentos atômicos desenvolvidos em instalações subterrâneas, tendo Israel como seu primeiro alvo de aniquilamento. Em setembro de 2009, o mundo conheceu o segundo complexo nuclear iraniano.


Qual país estaria livre de vir a ser seu próximo alvo ao tornar-se amigo do imprevisível Chávez ?



Chávez e Atum

Provocativa lata de atum distribuída pela Venezuela às vítimas
de terremoto que assolou o Peru em agosto de 2007, com
as fotos de Chávez e do opositor do governo do Peru.



O Irã ainda vem repassando um projeto FARJ-3 à Venezuela sob a capa de um simpático aviãozinho de treinamento. Porém, no centro disso, pode estar o míssil iraniano FAJR (Sol Nascente em Farsi), que ganhou notoriedade em 2006 ao ser usado pelo Hezbolah contra Israel. O míssil de modelo FARJ-3 alcança 43 km, enquanto que o modelo FARJ-5 tem alcance de 75 km.


Além deles, há uma ameaça infinitamente maior que tudo já comentado. Trata-se do míssil balístico também chamado de FAJR-3
, que é mesmo o míssil iraniano SHAHAB-3 (Meteoro em Farsi). Ele vem sendo testado e aprimorado desde 1998, e também é usado pelo Paquistão. Pode carregar 3 ogivas (-3), inclusive NUCLEARES.



(Clique na foto abaixo para ampliação)

SHAHAB-3

Imagem de lançamento do míssil balístico iraniano
SHAHAB-3 na televisão local.



Ele baseia-se no míssil balístico norte-coreano NODONG-1, financiado pelo Irã. Mas a origem do NoDong é o míssil SCUD-B projetado pela Makeyev OKB da antiga URSS, que produzia os SLBM (Submarine-Launched Ballistic Missile - Míssil Balístico Lançado Por Submarino) soviéticos. Na prática, os Shahabs e os NoDongs são verdadeiros herdeiros modernos dos Scuds soviéticos do anos 50.


O Irã argumenta que o SHAHAB-3 não poderia ser detectado pelos radares do sistema de defesa Arrow de Israel. O alcance desse míssil balístico era considerado intermediário, quando era de apenas 1.300 km. Sua variante 3A é mais leve e pode atingir alvos a 1.800 km.


Já o SHAHAB-3B é movido por combustível líquido e tem um alcance de 2.500 km.  Em 2009, Israel, Turquia, Sul da Europa e as forças norte-americanas baseadas no Oriente Médio passaram a estar ao alcance de ataque do Irã. A ele, somava-se ainda o novíssimo Sajjil-2, um dos sistemas balísticos mais desenvolvidos da atualidade.



VÍDEO - DESENVOLVIMENTO DO MÍSSIL
IRANIANO SHAHAB-3 (02:30 MIN)







Todo esse quadro acima fica ainda mais complicado sabendo-se que Chávez vinha, ativamente, costurando um pacto militar da Venezuela com Cuba, Nicarágua, Honduras, República Dominicana e Bolívia, chamado de AlbaALTERNATIVA BOLIVARIANA PARA AS AMÉRICAS, em que os US$ bilhões em armamentos adquiridos pela Venezuela estariam também disponíveis aos integrantes desse seleto e interessante grupo.




COMPRAS INICIAIS DE ARMAMENTOS


O presidente Chávez comprometeu em 2006 / 2007 cerca de US$ 4,5 bilhões em armamentos, mais do que a China, e isso era apenas o início de um processo que não terá mais fim:


     g  10 helicópteros de ataque Mil Mi-35M2 Hind Piranha, chamados lá de Caribe - tendo sido 6 na primeira etapa e mais 2 na segunda. Recebeu 4 unidades em julho (matrículas EV-0675, EV-0676, EV-0677 e EV-0678) e mais 4 em dezembro de 2006. O Mi-35 é uma espécie de tanque voador, blindado, equipado com avançados recursos eletrônicos e capaz de levar 2.455 quilos de armas. Trata-se da versão russa do Apache americano.

     g  22 helicópteros Mil Mi-17V5 russos, tendo sido 8 na primeira etapa e mais 14 na segunda. Em 2006, recebeu 3 unidades (matrículas EV-0679, EV-0680 e EV-0681).

     g  3 helicópteros Mil Mi-26T2 russos, tendo sido 1 na primeira etapa e mais 2 na segunda. O primeiro, de matrícula EV-0681, foi entregue em dezembro de 2006.

     g  138 navios de guerra de variados portes, muitos russos.

     g  100 mil fuzis Kalashnikov Ak-103 russos por US$ 54 milhões. Será construída na Venezuela uma fábrica para atender a um exército de 1 milhão de homens. São as armas utilizadas pelas FARC colombianas.

     g  
1 sistema Tor-M1 russo com 16 mísseis antiaéreos.

     g  
10 aviões espanhóis de transporte militar.

     g  
2 aviões de patrulha marítima.

     g  24 caças Sukhoi Su-30 russos. Parece haver planos da FAV para a aquisição de mais 24 a 36 Su-35 até 2009. As encomendas totais poderão chegar a 150 Flankers de diferentes modelos.


Dos 138 navios acima, havia uma encomenda na Espanha de 4 corvetas de patrulha oceânica e outras 4 embarcações para operações costeiras. Já os helicópteros russos de ataque e de transporte acima discriminados somavam 35 unidades iniciais.



Mi-35P

O Mi-35 P é a versão de exportação do Mi-24 P.
(Foto Sukhoi)


Todos os Su-30MK2V são operados pelo 13º Grupo de Caça da AMV, sediada na Base Aérea venezuelana de Barcelona, estado de Anzoátegui, formada por 2 esquadrões de combate, o Escuadrón 131 "Ases" e o Escuadrón 132 "Pumas".


<> Além das compras iniciais, a Venezuela de Chávez sonhava ir muito mais longe, com seus NOVOS PLANOS, em que todo mês surgia uma novidade.




ALIANÇA MILITAR COM A RÚSSIA


Chávez formalizou uma Aliança Militar com a Rússia (que ressurgia) em 2008, com o discurso de que a América Latina precisava de uma parceria intensa com ela, de forma que ajudasse a reduzir a influência dos EUA e a manter um clima de paz na região.


Ele dizia isso em 21 de setembro de 2008, no exato momento em que a Marinha da Rússia preparava o envio de uma esquadra para a Venezuela, com a justificativa de exercícios conjuntos, mas que era pura provocação dos dois países contra os EUA. Dias antes, a Venezuela tinha recebido dois bombardeiros estratégicos russos Tu-160.



Tu-160

O Tu-160 é um avião supersônico que voa a 2.200 km/h, pode carregar
12 mísseis de cruzeiro com ogivas nucleares ou convencionais,
e ainda impressionantes 40 toneladas de bombas.
(Foto Tupolev)



O Kremlin buscava estreitar os contatos com a Venezuela, com Cuba e com outros países latino-americanos da linha de Chávez, como Bolívia e Equador, em meio a um perigoso período de estremecimento das relações Moscou-Washington depois da guerra entre Rússia e Geórgia.


O cruzador movido à energia nuclear Pedro, o Grande e outros três navios da Frota do Norte iniciariam a viagem até o Atlântico naquela manhã do dia 21,
bem mais cedo do que o noticiado.



(Clique na foto para ampliação)

Pedro O Grande - Cruzador Nuclear


O Cruzador Nuclear Pedro, O Grande em São Peterburgo.
(Foto Naval Technology)



Por outro lado, as cinco maiores empresas russas de petróleo estariam negociando a criação de um consórcio para atuarem na região, construindo uma refinaria de US$ 6,5 bilhões para processar petróleo pesado na Venezuela. Essa expansão dos interesses russos englobaria a Bolívia também, onde havia diversos projetos russos.


O presidente Chávez continuava trazendo os russos e americanos para um renovado confronto pela América Latina. Mas tudo isso ainda era muito pouca confusão. Moscou planejava para breve estacionar, temporariamente, aviões anti-submarinos da marinha russa em um aeroporto na Venezuela. E isso tinha tudo para tornar-se permanente e gerar uma nova
Crise dos Mísseis, versão Chávez Século XXI.


Em 27 de setembro de 2009, foi divulgado que o parlamento da Venezuela decidira que uma nova Aliança Militar com a Rússia concluída em agosto seria mantida em absoluto segredo.


Esse peso de segredo por cinco anos sobre os acordos de
cooperação técnico-militar foi decidido pela maioria parlamentar na unicameral Assembleia Nacional (AN), aliada a Hugo Chávez.


A nova Aliança Militar foi assinada em 15 de agosto na Rússia pelo subdiretor do Serviço Federal de Segurança russo, Vyacheslav Ushakov, e pelo vice-presidente e ministro da Defesa da Venezuela, Ramón Carrizález, em uma visita anterior à realizada por Chávez em setembro de 2009.


Em seu retorno da Rússia, Chávez anunciou que o governo russo tinha liberado um crédito de US$ 2,2 bilhões para a compra de armamento de empresas russas.
Nos últimos anos, Chávez já efetuou grandes compras de equipamento militar russo, por mais de US$ 3 bilhões.


O novo arsenal incluía 92 tanques T-72M e “um poderoso sistema antiaéreo” com um número não revelado de foguetes “reativos”, segundo Chávez.