O DEFESA BR é uma
SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer para manter
a soberania sobre suas
riquezas
das Amazônias Verde e Azul com um conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB.
INTRODUÇÃO
Desde que Hugo_Chávez foi eleito Presidente da Venezuela, vem implantando o que chama de "Revolução
Bolivariana" em seu país.
Vem procurando com afinco expandir seu poder político por toda a
América Latina e alia-se ao extremado Irã de Mahmoud Ahmadinejad, reeleito em 2009 com
evidente fraude eleitoral.
Paralelamente, alegando precisar se proteger de uma possível
perseguição promovida pelo governo dos EUA, passou a
fazer investimentos bilionários em armamentos capazes de
garantir a Defesa da Venezuela.
Essa corrida_armamentista vem ameaçando a paz e a
tranqüilidade
reinantes em todo o hemisfério ocidental desde a guerra das Malvinas em 1982.
(Clique na arte abaixo para
ampliação)
O Hemisfério Ocidental
destacado em amarelo na imagem acima.
(Arte em Wikipedia)
Todos os
países da América Latina, especialmente, os da
América do Sul, encontram-se bastante preocupados, tanto com uma
possível exportação da "Revolução
Bolivariana", como com a grande compra de armamentos (ver abaixo)
realizada pelo presidente Chávez.
VÍDEO - VENEZUELA, UNA
AMENAZA REAL
(06:10 MIN)
Além disso, ele vem sendo cada
vez mais acusado de ser de fato um ditador, ameaçando e
arruinando a
frágil democracia de seu país. Ignorar o princípio
democrático básico
da liberdade de expressão - com a cassação da
RCTV, foi uma prova inequívoca dessa perigosa
tendência.
Além do mais, Chávez crê que por volta de 2020
será o líder da mais poderosa potência militar da
América do Sul. O Brasil
poderá ser um dos principais alvos de todo esse esforço
por causa das riquezas atualmente indefesas de sua Região Amazônica (ver Sarney).
O presidente da Venezuela não teria a intenção de
investir tanto apenas para enfrentar os EUA, algo impossível
para suas Forças Armadas, visto sua posição no
ultrajante caso Brasil-Bolívia envolvendo a Petrobras.
Chávez deu
apoio total e irrestrito ao governo "bolivariano" do presidente Morales
contra o Brasil, o que, possivelmente, preveria uma
intervenção militar. E o pior de tudo foi que o governo
Lula ficou a favor dessa gente (Foro de
São Paulo), em prejuízo dos interesses da
nação brasileira.
Até mesmo o ex-presidente e atual senador, Fernando Collor de Mello, já alertou o Brasil na CRE do Senado Federal para fatos como a crescente influência do governo
venezuelano na Bolívia, Paraguai, Equador e Argentina; sua
ação por uma aliança militar no âmbito da Alba
– Alternativa Boliviana para as Américas (Cuba, Nicarágua, Honduras,
República Dominicana e
Bolívia); e a sua
dedicação à aquisição
frenética de armamentos. Ver o seu DISCURSO DO ENTORNO.
Todos entendemos que a real
ameaça à paz vem do contínuo descaso governamental
para
com a Defesa do Brasil, com a presente inexistência de defesa
costeira,
e de meios aéreos e navais modernos e em quantidade para
enfrentarem
reais ameaças como essa escalada militar da Venezuela e seus
aliados bolivarianos.
Em 2 de dezembro de 2007, Chávez
foi derrotado em plebiscito que visava em terceiro mandato
presidencial, o que acabaria refletindo na perpetuação do
poder em suas mãos.
Também vem sendo investigado nos EUA, o famoso
caso Maleta-Gate, em que Chávez
teria oferecido dinheiro à campanha presidencial de Cristina
Kirchner na Argentina.
Em baixa depois da derrota no referendo, o líder populista
passou a usar bravatas para tentar reconquistar o apoio popular. Em 27 de janeiro de 2008, defendeu a
formação de uma aliança militar de aliados contra
os EUA, com a organização de um exército comum
entre Venezuela, Nicarágua, Bolívia e Cuba.
Em fevereiro de 2008, fez de tudo para
armar
uma
guerra na América do Sul (com a Colômbia), sem ter tido
sucesso.
Documentos então encontrados em um laptop que pertencia ao
segundo
homem mais forte das FARC morto por forças colombianas no
Equador
indicariam apoio da Venezuela e do Equador às FARC. Em setembro,
trouxe a Rússia à América do Sul.
Em setembro de 2008, o
presidente do Equador, Rafael Correa, expulsou a Odebrecht, uma das
principais construtoras brasileiras, sequestrou seus bens, pôs as
Forças Armadas nos seus canteiros de obras, e proibiu que 4
funcionários da empresa saíssem do país. Trata-se
de mais um rompante à la Evo Morales, provando que ambos
são seguidores e aliados incondicionais de Chávez. Mais
uma vez Lula apoiou nossos inimigos.
Em novembro de 2008, os
governos do Equador, Venezuela, Bolívia e Paraguai anunciaram em
bloco que realizaram auditorias em suas dívidas externas,
transformando o Brasil em alvo político e financeiro na
América do Sul. Negociações congelaram essas
auditorias e, no fim, o Brasil veio a emprestar mais US$ 10
bilhões a Venezuela, já em 2009.
O BNDES acumula mais de US$ 15 bilhões em empréstimos
concedidos principalmente a esses quatro países, como parte da
política de financiamento estatal às
exportações de bens e serviços de engenharia. Isso
sem contar as dívidas destes mesmos países que foram
irresponsavelmente
perdoadas desde o início do governo Lula.
EVOLUÇÃO
No final de agosto de 2007, foi
finalmente anunciado o primeiro passo dos planos de Chávez em
formar unidades militares binacionais entre Venezuela e Bolívia.
Para executar obras de engenharia no departamento de Beri, foi criado o
Comando Binacional Amazônico, a ser comandado por um coronel de
cada País, mas com predominância do venezuelano. O detalhe
é que esta unidade está localizada justamente na
fronteira com o Brasil.
Chávez vem reafirmando que
ficará no cargo até 2027 desde que conseguiu finalmente
aprovar o fim do limite à
reeleição - uma de suas propostas de reforma
constitucional, permanecendo no poder “para concluir a
instalação do socialismo do século 21” no
seu país.
Em maio de 2007,
helicópteros e outras aeronaves do Exército da
Venezuela fizeram sobrevôo ilegal dentro do espaço
aéreo brasileiro e chegaram a pousar numa aldeia indígena
em Roraima. E essa sequer foi a primeira vez.
Em setembro de 2007, a CRE
do Senado aprovou 2 requerimentos de informações
dirigidos aos Ministérios da Defesa e das Relações
Exteriores, além de
convidar o Comandante Militar da Amazônia, a fim de esclarecer as
denúncias de sobrevôos ilegais de militares venezuelanos.
Em 14 de outubro de 2007, Chávez
foi mais longe e prometeu um "Vietnã das metralhadoras" na
Bolívia caso a oposição derrubasse o presidente
Evo Morales.
Ele foi enfático em seu programa de televisão "Alô, Presidente" : "Se a oligarquia boliviana conseguir derrubar Evo
ou assassiná-lo, saibam vocês, oligarcas da
Bolívia, que o governo venezuelano, que os venezuelanos,
não vamos ficar de braços cruzados. Tenham muito cuidado,
porque não seria o Vietnã das idéias, seria o
Vietnã das metralhadoras, o Vietnã da guerra. Saibam
disso".
Ainda em outubro de 2007, Chávez
arranjou
um jeito de começar a se promover politicamente no
Brasil, usando mais uma vez Bolívar, que pode ter sido um
herói na Venezuela e em outras ex-colônias espanholas, mas
não interessa em nada ao povo brasileiro, o qual ainda carece de
conhecer melhor seus próprios heróis de verdade.
Aindanaquele mês, Chávez lançou no Brasil o
livro "Simón Bolívar, o Libertador". Seu governo
iria doar
a obra a escolas e bibliotecas brasileiras. Com certeza, ele queria mesmo era popularizar aqui a sua
própria "Libertação Bolivariana" que, em resumo,
é a ditadura chavista, visivelmente abençoada por Lula.
Segundo o Professor Andres Cañizales, pesquisador do centro de
pesquisa de comunicação da Universidade
Católica Andres Bello, em Caracas, o objetivo de Chávez
com campanhas como a desse livro é minar a independência
das instituições de educação
públicas
e privadas. Isso faz parte de
uma
estratégia de controle do governo venezuelano para ganhar mais
adeptos (lá e cá).
- Se Bolívar não foi um líder brasileiro,
não vejo porque este este livro ser adotado no Brasil - avalia
Cañizales. - Chávez se aproveita da figura de
Bolívar para se promover. Não é um ato com
intenções educativas, é uma campanha
política.
Existem mesmo fortes indícios de que este livro é apenas
uma espécie de "ponta de lança" da ameaça do movimento bolivariano, que defenderia a luta
armada pelo poder no Brasil ou, em termos chavistas, "luta
revolucionária em prol do socialismo do século XXI".
Em discurso feito em 29 de outubro de
2007, o
senador José Sarney previu que o congresso brasileiro não
aprovará a entrada da Venezuela no Mercosul pelo simples motivo
de que o governo Chávez feria a cláusula de
defesa democrática do tratado.
Em novembro de 2007, o rei Juan Carlos da Espanha mandou Hugo
Chávez
calar a boca durante a Cúpula Ibero-Americana, em Santiago do
Chile. Chávez acusara de fascista o ex-presidente do governo
espanhol
José María Aznar.
- Por que você não se cala? - disparou o
rei, com o dedo em riste, apontado para Chávez, que discursava
no encerramento da Cúpula.
A resposta de Chávez veio sem o respeitososo tratamento de "sua
majestade":
- Por que não se cala você, rei ? Já temos 500 anos
de silêncio aqui.
VÍDEO - REI JUAN
CARLOS
MANDA CHÁVEZ SE CALAR
(02:37 MIN)
Chávez defendeu em 27 de janeiro
de 2008 a formação de uma aliança militar de
países latino-americanos aliados contra os EUA, afirmando que
eles precisam estar prontos para responder a uma eventual
ação militar americana.
Ele acusou os americanos de
tentarem desestabilizar a América Latina ao reforçar seus
laços com a Colômbia. Na
véspera, ele fez
outra provocação aos EUA, pedindo aos países
latino-americanos que retirassem suas reservas dos bancos de
Washington.
Este foi o sinal definitivo de que Chávez já vinha
organizando um exército
comum entre Venezuela,
Nicarágua, Bolívia e Cuba. Como resposta, os americanos anunciaram em 2009 a
instalação de 7 bases militares na Colômbia.
Chávez ainda tentou sem sucesso
fomentar uma guerra com a Colômbia em fevereiro de 2008, quando
esta invadiu o território equatorinao atrás de uma base
fixa das FARCs lá e matou seu segundo líder.
Em maio de 2008, Chávez
nacionalizou 60 empresas que forneciam
serviços para a deficitária PDVSA, tomando todos seus
bens.
A origem da crise
não
estava nas prestadoras de serviços. Sua origem é a
política chavista e o mau uso que ela faz da PDVSA. Beneficiada
nos últimos anos pela alta do petróleo, a PDVSA foi
amplamente utilizada por Chávez como a grande financiadora de
suas políticas sociais destinadas a lhe assegurar
prestígio popular.
Por meio de empresas controladas, a PDVSA vende alimentos subsidiados
à população, comercializa eletrodomésticos
também a preços inferiores aos praticados pelos
estabelecimentos privados, constrói casas populares,
mantém programas de alfabetização de adultos,
subsidia o consumo interno de gasolina e até mantém
consultórios médicos. Enquanto isso, reduzia os
investimentos na prospecção e produção de
petróleo.
VÍDEO
- HUGO CHÁVEZ NACIONALIZA 60 EMPRESAS
DE SERVICIO PETROLEROS (01:38 MIN)
Como
2008 ainda era pouco, em setembro,
Chávez formalizou uma Aliança Militar com a
Rússia
e trouxe dois bombardeiros nucleares e um cruzador nuclear russo
até a
então quase pacífica América do Sul, em uma
mútua provocação aos EUA e aos vizinhos, como o
Brasil.
Em 28 de junho de 2009, Manuel Zelaya,
presidente de Honduras, país membro da Alba, foi
destituído do poder pelo congresso por contrariar a
rígida constituição do país. Foi preso e
imediatamente expulso para a vizinha Costa Rica. Por esse último
ato, tudo foi tomado como golpe de estado, e a comunidade internacional
não reconheceu o novo governo, liderado por Roberto Micheletti.
Presidente deposto de
Honduras, Manoel Zelaya.
Ainda em setembro, em provável
conluio com o ameaçador ditador Chávez, o presidente Lula
teria autorizado que o deposto Zelaya fosse introduzido na embaixada
brasileira, em Tegucigalpa. Pelo mundo, muitos acreditam que os
brasileiros montaram a operação
inteira.
AMEAÇA
VENEZUELANA
A Venezuela começou em 2006 a investir US$ 60 bilhões no
incrível fortalecimento de suas Forças Armadas.
Trata-se de um projeto de longo prazo até 2020 que prevê a
compra de 150 caças modernos - começando com 24 Su-30, 35 helicópteros
dos mais modernos, 9 a 15 submarinos lançadores de
mísseis, 138 navios de guerra de variados portes,
exército de 1 milhão de homens com fuzis Ak-103
fabricados localmente, e até capacidade nuclear obtida
através do atual apoio explícito ao Irã e à
Coréia do Norte.
(Clique
na foto para ver imagem gigante do Flanker)
Um grande Flanker Su-30.
A maior parte dos equipamentos vem da
Rússia, passo que o Brasil parece pretender acompanhar de perto.
A situação é muito
preocupante, pois em maio de 2006 foi
firmado um Acordo de Cooperação Militar
entre a Venezuela e a Bolívia, que inclui a
instalação de até 24 bases nas fronteiras
bolivianas com Peru, Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.
Na fronteira com o Brasil foi instalado pelos venezuelanos o
Forte boliviano El Prado ao custo de US$ 22 milhões, que inclui
um aeroporto, alcançando uma maior presença militar em um
enclave de 1.025 hectares, abrigando 2.500 militares e 350 civis (Ver Aliança
Militar).
O Acordo prevê a intervenção das forças
armadas venezuelanas na “gestão de crises” na Bolívia, a
padronização de armamentos e das doutrinas de emprego de
força. Isso significa que qualquer problema que o Brasil venha a
ter com a Bolívia, terá também com a Venezuela. E
o governo Lula sempre apoiou todas essas medidas contrárias aos
nossos interesses de nação.
Significa que o presidente Chávez detém hoje o poder real
na conturbada Bolívia e pode, deve e vai querer mais. Ele
já criou o tal Comando
Binacional Amazônico, localizada
justamente na fronteira com o Brasil,
e comandado de fato por um coronel venezuelano.
Tanto isso é verdade que a posse
do presidente do Equador, Rafael Correa, em janeiro de
2007, mais um "bolivariano" aliado de Chávez, acabou sendo
marcada pela presença de um convidado especial : o Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.
Sentindo-se sempre à vontade, o presidente iraniano vem
proclamando aos
quatro ventos estar prestes a dispor de armamentos atômicos
desenvolvidos em instalações subterrâneas, tendo
Israel como seu primeiro alvo de aniquilamento. Em setembro de 2009, o
mundo conheceu o segundo complexo nuclear iraniano.
Qual país está livre de vir a ser seu
próximo alvo ao tornar-se amigo do imprevisível
Chávez ?
Provocativa lata de atum distribuída
pela
Venezuela às vítimas
de terremoto que assolou o Peru em agosto de
2007, com
as fotos de Chávez e do opositor do Governo do Peru.
O Irã vem repassando um
projeto FARJ-3 à Venezuela sob a capa de um simpático
aviãozinho de treinamento. Porém,
no centro disso, pode estar o míssil iraniano FAJR (Sol Nascente
em Farsi), que ganhou notoriedade em 2006 ao ser usado pelo Hezbolah
contra Israel. O míssil de modelo FARJ-3 alcança 43 km,
enquanto que o modelo FARJ-5 tem alcance de 75 km.
Além deles, há uma ameaça infinitamente maior que
tudo já comentado. Trata-se do míssil balístico
também chamado
de FAJR-3, que é mesmo o míssil iraniano SHAHAB-3 (Meteoro
em Farsi). Ele vem sendo
testado e aprimorado desde 1998, e
também é
usado pelo Paquistão. Pode
carregar 3 ogivas (-3), inclusive NUCLEARES.
(Clique na foto abaixo para
ampliação)
Imagem de lançamento do míssil balístico iraniano
SHAHAB-3 na televisão local.
Ele baseia-se no míssil
balístico norte-coreano NODONG-1, financiado pelo Irã. Mas a origem do
NoDong é o míssil SCUD-B projetado pela MakeyevOKB da antiga URSS, que produzia os SLBM soviéticos. Na prática, os Shahabs
e os NoDongs são verdadeiros herdeiros modernos dos Scuds
soviéticos do anos 50.
O Irã argumenta que o SHAHAB-3
não poderia ser detectado pelos radares do sistema de defesa
Arrow de Israel. O alcance desse míssil balístico
era considerado intermediário, quando era de apenas 1.300 km.
Sua variante 3A é mais leve e pode atingir alvos a 1.800 km.
Já o SHAHAB-3B é movido por combustível
líquido e tem um alcance de 2.500 km. Em 2009, Israel,
Turquia, Sul da Europa e as forças norte-americanas baseadas no
Oriente Médio passaram a estar ao alcance de ataque do
Irã. A ele, soma-se ainda o novíssimo Sajjil-2, um dos
sistemas balísticos mais desenvolvidos da atualidade.
VÍDEO - DESENVOLVIMENTO DO
MÍSSIL
IRANIANO SHAHAB-3 (02:30 MIN)
Todo esse quadro acima fica ainda mais
complicado sabendo-se que Chávez vem, ativamente, costurando um pacto
militar da Venezuela com Cuba, Nicarágua, Honduras,
República Dominicana e
Bolívia, chamado de Alba
– ALTERNATIVA
BOLIVARIANA PARA AS AMÉRICAS, em que
os US$ bilhões em armamentos adquiridos pela
Venezuela estarão também disponíveis aos
integrantes desse seleto e interessante grupo.
COMPRAS
INICIAIS DE ARMAMENTOS
O presidente Chávez comprometeu nos últimos 2 anos
(2006/2007) cerca de US$ 4,5 bilhões em armamentos, mais do que
a China, e isso é apenas o início de um processo que
não terá mais fim :
10
helicópteros de ataque Mil
Mi-35M2 Hind Piranha, chamados
lá de Caribe - tendo sido 6 na primeira etapa e mais 2 na
segunda. Recebeu 4 unidades em julho (matrículas EV-0675,
EV-0676, EV-0677 e EV-0678) e mais 4 em
dezembro de
2006. O Mi-35 é uma espécie de tanque
voador, blindado,
equipado com avançados
recursos eletrônicos e capaz de
levar 2.455 quilos de armas.
Trata-se da versão russa do
Apache americano.
22
helicópteros Mil Mi-17V5 russos, tendo sido 8 na primeira
etapa e mais 14 na segunda. Em 2006,
recebeu 3 unidades
(matrículas
EV-0679, EV-0680 e EV-0681).
3
helicópteros Mil Mi-26T2 russos, tendo sido 1 na primeira
etapa e mais 2 na segunda. O
primeiro, de matrícula EV-0681,
foi entregue em dezembro de 2006.
138 navios de
guerra de variados portes,
muitos russos.
100 mil fuzis
Kalashnikov Ak-103 russos por
US$ 54 milhões.
Será construída na
Venezuela uma fábrica para atender a um
exército de 1 milhão
de homens. São as armas utilizadas pelas
FARC colombianas.
1 sistema Tor-M1 russo com 16 mísseis
antiaéreos.
10 aviões
espanhóis de transporte
militar.
2 aviões de
patrulha marítima.
24 caças
Sukhoi Su-30 russos. Parece haver planos da FAV
para a aquisição de
mais 24 a 36 Su-35 até 2009. As encomendas
totais poderão chegar a 150
Flankers de diferentes modelos.
Dos 138 navios
acima, há uma encomenda na Espanha de 4 corvetas de patrulha
oceânica e outras 4 embarcações para
operações costeiras. Já os helicópteros
russos de ataque e de transporte acima discriminados somam 35 unidades
iniciais.
O Mi-35 P é a
versão de exportação do Mi-24 P.
(Foto Sukhoi)
Todos os Su-30MK2V serão operados
pelo 13º Grupo de Caça da AMV, sediada na Base Aérea
venezuelana de Barcelona, estado de Anzoátegui, formada por 2
esquadrões de combate, o Escuadrón 131 "Ases" e o
Escuadrón 132 "Pumas".
Além das
compras iniciais, a Venezuela de Chávez sonha ir muito mais
longe, com seus NOVOS PLANOS,
em que todo mês surge uma novidade.
ALIANÇA
MILITAR COM A RÚSSIA
Chávez formalizou uma Aliança Militar com a Rússia
(que ressurgia)
em 2008, com o discurso de que a América Latina precisava de uma
parceria intensa com ela, de forma que ajudasse a reduzir a
influência dos EUA e a manter um clima de paz na região.
Ele dizia isso em 21 de setembro de 2008, no exato momento em que a
Marinha da
Rússia preparava o envio de uma esquadra para a Venezuela, com a
justificativa de exercícios conjuntos, mas que era pura
provocação dos dois países contra os EUA. Dias
antes, a Venezuela tinha recebido dois bombardeiros estratégicos
russos Tu-160.
O Tu-160
é um avião supersônico que voa a 2.200 km/h, pode
carregar
12 mísseis de cruzeiro com ogivas nucleares ou convencionais,
e ainda impressionantes 40 toneladas de bombas.
O Kremlin tem buscado estreitar os
contatos com a Venezuela, com Cuba e com outros países
latino-americanos da linha de Chávez, como Bolívia e
Equador, em meio a um perigoso período de estremecimento das
relações Moscou-Washington depois da guerra entre
Rússia e Geórgia.
O cruzador movido à energia nuclear Pedro, o Grande e outros
três navios da Frota do Norte iniciariam a viagem até o
Atlântico naquela manhã do dia 21, bem mais cedo do que o noticiado.
(Clique
na foto para ampliação)
O Cruzador Nuclear Pedro, O
Grande em São Peterburgo. (Foto Naval
Technology)
Por outro lado, as cinco maiores
empresas russas de petróleo estariam negociando a
criação de um consórcio para atuarem na
região, construindo uma refinaria de US$ 6,5 bilhões para
processar petróleo pesado na Venezuela. Essa expansão dos
interesses russos englobaria a Bolívia também, onde
há diversos projetos russos.
O presidente Chávez continua trazendo os russos e americanos
para um renovado confronto pela América Latina. Mas tudo isso
ainda é muito pouca confusão. Moscou planeja para breve
estacionar, temporariamente, aviões anti-submarinos da marinha
russa em um aeroporto na Venezuela. E isso tem tudo para tornar-se
permanente e gerar uma nova Crise dos
Mísseis, versão
Chávez Século XXI.
Em 27 de setembro de
2009, foi
divulgado que o parlamento da Venezuela decidira que uma nova Aliança Militar com a Rússia concluída em
agosto seria mantida em absoluto segredo.
Esse peso de segredo por cinco
anos sobre os acordos de cooperação
técnico-militar foi decidido pela maioria parlamentar
na unicameral
Assembleia Nacional (AN), aliada a Hugo Chávez.
A nova Aliança Militar foi assinada em 15 de agosto na
Rússia pelo subdiretor do Serviço Federal de
Segurança russo, Vyacheslav Ushakov, e pelo vice-presidente e
ministro da Defesa da Venezuela, Ramón Carrizález, em uma
visita anterior à realizada por Chávez em setembro de
2009.
Em seu retorno da
Rússia, Chávez anunciou que o governo russo tinha
liberado um crédito de US$ 2,2 bilhões para a compra de
armamento de empresas russas. Nos últimos anos, Chávez
já efetuou grandes compras de equipamento militar russo, por
mais de US$ 3 bilhões.
O novo arsenal inclui 92
tanques T-72M e “um poderoso sistema antiaéreo” com um
número não revelado de foguetes “reativos”, segundo
Chávez.
SIMULAÇÃO
Baseada nessa possível
"Ameaça Venezuelana" com a indefectível companhia da
Bolívia, o site RED TEAM
conduziu uma incrível simulação tática de
enfrentamento com a Venezuela a partir de mais
uma crise do gás boliviano.
: "VENEZUELA".
Tudo partiu de uma discussão sobre qual caça embarcado o
Brasil teria condições de comprar e operar, já que
nem a FAB tem conseguido comprar caças novos. Na lista de
opções, avaliou-se uma ALTERNATIVA em que o A-7
poderia ser um bom candidato à modernização.
Na simulação, o
Navio-Aeródromo A-12 operaria com o caça A-7 Corsair
II Modernizado e do S-3B Viking, além do
envolvimento da FAB e do EB.