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PLANO ESTRATÉGICO

DE DEFESA NACIONAL



Plano Estratégico de Defesa

Flagrante da Cerimônia de Lançamento do Plano Estratégico de
Defesa Nacional,
em 6 de setembro de 2007, no Palácio do
Planalto, em Brasília. A partir da esquerda, 
Jorge Armando Félix,
Presidente Lula, Nelson Jobim, e Roberto Mangabeira Unger.
(Foto Roosewelt Pinheiro -
ABr - 2007/09/06/1600RP015)



INTRODUÇÃO

GRUPO DE TRABALHO

METAS PARA O PLANO

PLANO ESTRATÉGICO

REPORTAGENS SOBRE ESTRATÉGIA

FONTES & LINKS




O DEFESA BR é uma SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer
para manter a soberania sobre suas riquezas
das Amazônias Verde e Azul
com um conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB
.




INTRODUÇÃO


O ministro da Defesa, Nelson Jobim, conseguiu em 2007 um aumento de 50 % no de Orçamento para 2008 e subordinou os orçamentos das 3 Forças a uma só diretriz.


Ele prometeu que o País investiria não só no rearmamento, mas na indústria de material de Defesa e em exportações, e que acabaria com indefinições tradicionais sobre o papel e estratégia do Exército, Marinha e Aeronáutica. 


O ministro Jobim visitou em outubro de 2007 diversos postos de fronteira com Venezuela, Colômbia, Peru e Bolívia, com o objetivo de alcançar uma visão mais concreta da realidade da região, facilitando a tomada de decisões envolvendo questões que tenham relação com a Amazônia.



Jobim e a Onça

O Ministro Jobim posa com a onça do 8º Batalhão de
Infantaria de Selva, localizado em Tabatinga, AM.
(Foto Antônio Cruz - ABr - 2145ac438)



Na linha proposta por Jobim, em 6 de setembro de 2007, o Presidente Lula resolveu instituir um grupo de trabalho de alto nível para reformular a área de Defesa do Brasil, através de decreto presidencial e com lançamento em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília.


Esse grupo ficou encarregado de elaborar o Plano Estratégico de Defesa Nacional,  tendo sido marcada a data de 7 de setembro de 2008 para sua entrega ao Presidente e anúncio à Nação.


Lula pediu que fosse formulada uma estratégia nacional de Defesa que ao mesmo tempo reafirmasse a soberania nacional e promovesse o desenvolvimento econômico e tecnológico do País.


n


PLANO APROVADO


O presidente Lula aprovou em 9 de setembro de 2008, o Plano Estratégico de Defesa Nacional, mas decidiu que ele seria submetido ao Conselho de Defesa Nacional, órgão de consulta da Presidência da República em assuntos relacionados à soberania nacional e à defesa, para discutir suas diretrizes, antes de ser posto em prática.


Criado em 1991, no então governo Fernando Collor de Mello, o Conselho de Defesa Nacional é presidido pelo presidente da República e composto por:

- vice-presidente: José Alencar;
- ministro da Justiça: Tarso Genro;
- ministro das Relações Exteriores: Celso Amorim;
- ministro da Fazenda: Guido Mantega;
- ministro do Planejamento: Paulo Bernardo;
- ministro da Defesa: Nelson Jobim;
- comandante da Marinha: Julio Soares de Mora Neto;
- comandante do Exército: Enzo Martins Peri;
- comandante da Aeronáutica: Juniti Saito;
- presidente da Câmara dos Deputados: Arlindo Chinaglia; e
- presidente do Senado: Garibaldi Alves.


O presidente Lula passou três horas daquela manhã reunido com os dois ministros que elaboraram o Plano, Nelson Jobim e Roberto Mangabeira Unger, dos Assuntos Estratégicos, além da ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, e de José Alencar, para discutir o assunto.


Em um provável intuito de adensar e legitimar politicamente a aprovação do Plano, Lula decidiu levá-lo à discussão no âmbito do CDN. Uma reunião foi agendada para o início de outubro e o anúncio ficou prometido para o final do mesmo mês.


A secretaria-executiva do órgão está a cargo do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Félix.




GRUPO DE TRABALHO


Faz parte desse grupo de trabalho o Ministro da Secretaria de Planejamento de Longo Prazo da Presidência da República, Roberto Mangabeira Unger, que, no ensaio Projeto Amazônia - Esboço de Uma Proposta, propõe fazer da Amazônia a prioridade brasileira na primeira metade do século 21.


Mangabeira Unger é um brilhante estrategista muito à frente de seu tempo. Segundo ele, transformando a Amazônia, o Brasil se transformará. Propõe transportar água da Amazônia para o Semi-Árido.


Transformando a Amazônia,
o Brasil se transformará.

(Mangabeira Unger)



Essa gigantesca transposição é justamente e apenas uma parte do que o ECONOMIA BR vem propondo há tempos com o LNN, que poderá realizar do modo mais inteligente a melhor defesa de todas pela nossa Amazônia.


O grupo de trabalho foi
composto pelos :


     g  Ministro da Defesa (Nelson Jobim);

     g  Comandantes das 3 Forças Armadas; e

     g  Ministro da Secretaria de Planejamento de Longo Prazo da  
          Presidência da República (
Roberto Mangabeira Unger
).


Em primeiro lugar, o reequipamento das Forças Armadas terá de estar ligado a uma doutrina de defesa e estratégia militar, hoje inexistente devido à conhecida desarticulação entre Exército, Marinha e Força Aérea.


Para ter capacidade dissuasória, o Brasil precisa
ter capacidade de mobilização e, para isso,
precisa ter insumos de defesa próprios.
(Nelson Jobim)



Um dos principais pontos do futuro Plano Estratégico será orientar os gastos e as ações das Forças Armadas para substituírem fornecedores estrangeiros por uma estimulada indústria nacional de Defesa. O Governo promete focar em sua nova concepção de defesa total prioridade para os fornecedores nacionais.


O Ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, informou que o estímulo à indústria nacional de defesa fará parte da nova política industrial do Governo, citando o exemplo da atuação da Embraer no desenvolvimento do AMX. Ele anunciou a intenção de dar incentivo a fabricantes brasileiros de armamento, helicópteros, aviões, embarcações e radares.


Além da Embraer, única remanescente da indústria bélica brasileira em situação favorável, sobrevivem no País a Avibrás, sem condições de fabricar mísseis de precisão projetados na empresa, a Mectron, fabricante dos mísseis Piranha, a Imbel, fabricante de armas, e a Orbisat, fabricante de fechaduras e capacetes para empresas de segurança, além de ter fantásticos projetos para fabricação de radares de baixa altura.


Além da indústria de Defesa, serão incentivados os setores automotivo, naval, eletroeletrônico, ferroviário e de equipamentos hospitalares. Entre as medidas estarão a redução de impostos e de tarifas de importação de máquinas e equipamentos.


Insistir no soerguimento, no refinanciamento
e na reorganização das Forças Armadas,
propondo debate a que todos se furtam, será
sinal de seriedade na demarcação de nosso
rumo nacional e de reverência pelo papel que o
Brasil tem a desempenhar dentro da humanidade.
(Roberto Mangabeira Unger)



A nova estratégia de Defesa deverá prever uma força de dissuasão robusta e apostará na criação de forças táticas especializadas e equipadas, de grande mobilidade, espalhadas pelo País.


O Brasil deve organizar e equipar as Forças
Armadas, em torno de uma vanguarda
tecnológica e operacional, pautada por
mobilidade, flexibilidade e audácia, por
capacidade de surpreender, de desbordar e
de resistir. Não seremos os mais poderosos,
sejamos os mais inteligentes e ousados.
(Roberto Mangabeira Unger)



Defesa da Amazônia

FORÇAS INTEGRADAS



No início dos estudos, foram feitas reuniões com cada Força, tendo sido formulada uma série de hipóteses de necessidade de Defesa em tempo de paz.


Por exemplo, monitoramento de fronteiras; enfrentamento de forças paramilitares que invadam o território brasileiro; defesa da costa e das plataformas petrolíferas, etc. Indagou-se como cada Força pretendia executar essa tarefa de monitoramento.


Em seguida, passou-se a uma fase de indagações específicas, a partir das respostas iniciais. Qual seria o perfil da tropa e os equipamentos necessários para cumprir a tarefa da melhor forma? Quais seriam as mudanças necessárias em termos de operações? Por exemplo, para a Defesa da Amazônia ficariam descartadas operações baseadas em blindados.


Uma questão fundamental diz respeito a como cada Força poderia colaborar com as outras para o cumprimento das tarefas. Nesses estudos, algumas questões são transversais a todas as Forças. A idéia central é a necessidade de criação de uma tecnologia independente vinda do setor privado. Qualquer política de Defesa que dependa de importados será ineficaz.


O Brasil precisa ter um escudo de defesa forte
para poder traçar um caminho rebelde e
defender a possibilidade de dizer não ao mundo.
Eu prego a rebeldia, a afirmação vigorosa da
nossa originalidade coletiva. Em vez de fazer
o que os americanos dizem, façamos o que eles
fizeram, que foi rebelar-se contra as potências
da época em que emergiram. Para que tudo
isso aconteça, precisamos de escudo.

(Roberto Mangabeira Unger)




METAS PARA O PLANO


Segundo Mangabeira, existiam 5 metas do Governo para serem atingidas nos 12 meses dados pelo Presidente, antes do anúncio da nova configuração das Forças Armadas. Entre elas, estaria a mudança cultural no relacionamento dos militares com a sociedade civil.


“Disposição para mudar é o que a nação exige de seus soldados. E, dos civis, o que se espera é que se saldem a maior dívida da nação para com as Forças Armadas: a dívida da desatenção”, discursou.


Mangabeira Unger argumentou que o Brasil não pode “tolerar o hiato de desproteção militar”. E, ressaltou, o investimento em equipamentos serão subordinados à preocupação maior de incentivar o desenvolvimento do potencial tecnológico autônomo do País.


A intenção do Governo é conseguir concluir a implantação do novo perfil das Forças Armadas em 2022, ano do duocentésimo (200º) aniversário da Independência.


Estas foram as metas :

     g  Organizar e equipar as Forças Armadas em torno de
          uma vanguarda tecnológica e operacional, pautada por
          mobilidade, flexibilidade e audácia.


     g  Incentivar a indústria nacional de Defesa. Os investimentos
          em equipamento serão subordinados à preocupação maior
          de incentivar o desenvolvimento de potencial tecnológico
          autônomo.


     g  Assegurar a identificação das Forças Armadas com a Nação.
          Um dos pilares para isso é a manutenção do serviço militar
          obrigatório.


     g  Especificar na Constituição as bases jurídicas para
          participação dos militares em questões de lei e ordem
          interna. O princípio é o da subordinação das Forças ao
          poder civil.


     g  Estabelecer orientação estratégica em circunstância de paz
          e de guerra. Na paz, para monitorar o território, o litoral e
          as fronteiras e a soberania sobre a Amazônia. Na guerra,
          mobilizar rapidamente os recursos físicos e humanos para
          impedir ameaças ao território brasileiro.




PLANO ESTRATÉGICO


O Plano Estratégico de Defesa Nacional é a mais ambiciosa proposta de reconstrução das Forças Armadas da história do Brasil, segundo o ministro Mangabeira Unger. O objetivo é o de uma grande transformação delas, com uma mudança radical da cultura militar, inclusive com aposta em forte integração das 3 Forças, sob o comando do Ministério da Defesa.


O trabalho foi formalmente
apresentado ao Presidente Lula na semana anterior ao Feriado de 7 de Setembro de 2008, dentro da programação por ele estabelecida ao grupo de trabalho.


Já o anúncio oficial foi adiado por determinação de Lula,
porque ainda faltou uma reunião justamente com ele, que estava com a agenda cheia. Ele solicitou a exposição do projeto para o dia 9 de setembro.


O ministro Jobim chegou a declarar que trata-se de uma plataforma destinada a levar o tema para a primeira página da agenda de prioridades nacionais.


O Plano prevê a definição das grandes opções estratégicas, a reorientação da doutrina das Forças Armadas, a reconstrução da indústria nacional de defesa (privada e estatal) e a discussão do serviço militar obrigatório, que passaria a ser efetivamente obrigatório, atingindo todas as classes sociais


O Plano visa o reaparelhamento da indústria bélica nacional e o reforço do patrulhamento da fronteira, prevendo o fomento à indústria local, além de absorção de plataformas tecnológicas importadas.


É previsto que Investimentos e Custeio do governo em Defesa saia de valores hoje insignificantes e cheguem a 1% do PIB em 5 anos. Nesse período, o orçamento atual da área saltará de 1,5% para 2,5% do PIB.


Segundo Mangabeira Unger, o Brasil terá que gastar mais para ter um escudo sério de Defesa, pois está muito abaixo da média dos Países, grandes, ricos ou pobres, e das chamadas potências médias ou regionais.


Nenhuma estratégia nacional de defesa
vai perdurar apenas por decisão de
um presidente, só perdura se
abraçada pela nação.

(Roberto Mangabeira Unger)


A proposta do Governo é fortalecer a presença militar na Amazônia, desenvolver ações sócio-econômicas na área e ampliar a cooperação com os Países vizinhos. O objetivo é defender as riquezas naturais e o meio ambiente da região, que sofre ameaças de internacionalização.


No Atlântico Sul, que abriga extensa reserva de petróleo, descoberta recentemente, o Governo admite que precisa dispor de meios com capacidade de exercer a vigilância e a defesa das águas brasileiras.


Se o Brasil quiser ascender ao primeiro
plano na ordem mundial, precisa de
escudo para se defender não só contra
as agressões, mas também contra as
intimidações. Esse é o objetivo do
Plano Estratégido de Defesa.
(Roberto Mangabeira Unger)


O Plano prevê a fabricação de caças e outros meios militares no Brasil, a concessão de incentivos fiscais para a indústria bélica nacional, e a dispensa de licitação na compra de armamentos.


Para este tema, existe uma importante proposta de adoção de regime jurídico e tributário especial para as empresas da área, em que elas ficariam livres da necessidade de participar de licitações nas grandes vendas de equipamentos de Defesa. Por outro lado, o governo passaria a exercer um poder estratégico sobre essas empresas por meio de ações especiais tipo "golden share", que dá ao acionista o poder de veto em uma companhia.


Além da produção local de grandes meios, como fragatas e caças, o Brasil deverá exigir a transferência de tecnologias, com a criação de joint-ventures de empresas estrangeiras com nacionais.


O Plano traz alguns imperativos para as três Forças Armadas. Um deles seria o de monitoramento. Dentre as tecnologias utilizadas para monitorar o país, os militares não dependeriam mais de tecnologias estrangeiras, como a do GPS. A vigilância do território nacional e do mar territorial seria feita por um sistema integrado de monitoramento a partir da terra, do ar e do espaço.


Outro imperativo seria a mobilidade. O Brasil tem dimensões continentais e faz fronteira com dez nações, além de ter uma fronteira marítima de 8 mil km. As Forças Armadas não têm como estar presentes em todos os pontos ao mesmo tempo. Nesse caso, a mobilidade é um fator mais que estratégico, é vital.


Quem não é o Maior, tem
que ser o Mais Ousado
.
(Roberto Mangabeira Unger)


Segundo o ministro Roberto Mangabeira Unger, "o horizonte do projeto é uma cultura militar pautada pela flexibilidade, a audácia, a imaginação e a capacidade de surpreender e de desbordar. Não somos os mais poderosos. Sejamos, então, os mais audaciosos e imaginativos".




FONTES & LINKS


Defesanet :

       
As Forças Armadas e a Nação

       
PAC Defesa

       
Jobim na Amazônia

       Jobim Explica a Nova Política Industrial de Defesa
Volta ao Ministério da Defesa




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