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OS EXPORTADORES

BRASILEIROS

DE DEFESA



EMB 145 AEW&C

Arte do EMB 145 AEW&C da EMBRAER.
(Arte Divulgação da Embraer)




INTRODUÇÃO


Como dito na Abertura do DEFESA BR, O Brasil começa a percorrer um caminho longamente empregado por todos os países desenvolvidos do mundo atual - Estados Unidos à frente - ou seja, reconhecer que a política de geração de tecnologia nas áreas de ponta realiza-se, prioritariamente, através de seus ORÇAMENTOS DE DEFESA.


Por esse motivo,
DEFESA BR preparou um novo plano chamado  NOVAS ORIGENS DE RECURSOS PARA DEFESA. Eles darão origem a encomendas para milhares de empresas locais, fortalecendo e alavancando o emprego civil dessas novas tecnologias (de uso DUAL) e os sistemas econômicos próprios.


Nos dias atuais, o Brasil conta com algo como apenas 500 empresas voltadas
para produção na área de Defesa, de alto valor agregado. Essa indústria exportou somente US$ 300 milhões em 2005, sendo metade do total para os EUA. Isso ainda é uma fração ínfima para o País que já foi o quinto maior exportador mundial, com vendas de US$ 2 bilhões em 1985.


Já os EUA contam com mais de 100.000 empresas, alimentando-se de um orçamento militar acima de US$ 600 bilhões, não considerando-se ainda os gastos diretos com as tropas no Iraque e Afeganistão.


Esses fornecedores americanos conseguem concentrar as compras de Defesa de outros países, de forma a absorverem mais de 40% de todo o mercado mundial.


O mercado internacional
movimenta hoje mais de US$ 80 bilhões a cada ano, mais de 270 vezes o que o país conseguiu exportar em 2005, um dos melhores anos para as suas exportações em todas as áreas.


O Brasil perdeu mercado e capacidade tecnológica nas últimas décadas por não ter um mínimo de mercado comprador interno em funcionamento, com governos em contínuas e permanentes crises de demanda e sem planejamento e interesse por essa indústria.


Mesmo assim, com
planejamento e apoio do governo, com ênfase em PD&I e em compras internas, o país teria todas as condições de fortalecer essa indústria de Defesa e aumentar bastante suas exportações nos próximos anos, em que crescerá a demanda mundial por causa de desconfianças e de conflitos como o da Guerra do Iraque.



VÍDEO - ABIMDE - ALMTE. CARLOS
AFONSO PIERANTONI
(03:09 MIN)



Entrevista do vice-presidente da ABIMDE, em 5 de março de 2010.



A maior parte das exportações hoje é composta de equipamentos militares leves, como revólveres, metralhadoras pequenas e carabinas, que são produzidas pela CBC, Taurus e Imbel, que há tempos venceu difícil licitação para fornecer pistolas para o FBI.


Entretanto, existe comprovada capacidade na produção de aviões, tanques, foguetes, lançadores múltiplos de foguetes, meios navais, como navios patrulha e corvetas. Produz-se, inclusive, aeronaves não tripuladas para reconhecimento de terreno, adquiridas pela USAF, e soluções em Guerra Eletrônica. São produtos e serviços de alta agregação de tecnologia e valor.


Com um possível assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, o Brasil passará a ter mais responsabilidades a níveis regional (como no Haiti) e mundial. Em termos de problemas mundiais, o Brasil poderá ocupar novos espaços, obrigando-se a novos paradigmas em investimentos em Defesa, e gerando novas e grandes perspectivas em exportações de Defesa.



     
Os EMBRAER R 99 A & B da Força Aérea Brasileira - FAB.
São baseados na plataforma ERJ 145.
(Foto Divulgação da Embraer)



As estatísticas mais atuais informam que os países tidos como desenvolvidos são hoje os maiores importadores nessa área, com 57% das compras, enquanto aqueles em desenvolvimento compram apenas 43%. Até 1989, com a URSS, a relação era inversa, com 35 e 65%.


Os principais clientes dos EUA e Rússia têm sido o Oriente Médio, com Arábia Saudita, Israel, Egito e Kuwait. Outros grandes são a China, Índia, Japão, Inglaterra, Turquia, e Coréia do Sul.


Como todo o mercado mundial de armamentos de defesa estaria próximo a US$ 80 bilhões a cada ano, uma fatia de 5% representaria US$ 4 bilhões e é factível ao Brasil, mas um longo caminho terá que ser percorrido.


Em novembro de 2007, o falecido João Verdi, então presidente da Avibras, declarou que o Brasil poderia faturar até 4 bilhões por ano com as exportações de equipamentos militares em prazo bem curto, operando com as nações da África, Ásia e Golfo Arábico.


Segundo ele, bastaria o governo apoiar as iniciativas de vendas dos empresários da área e criar uma política financeira para o setor, nos termos do Eximbank americano, pois o BNDES e o BB eram "zero".


Ele ainda desmistificou as famosas aquisições condicionadas à transferência de tecnologia. Simplesmente declarou que nenhuma empresa de Defesa no mundo transfere tecnologia atualizada e de ponta, para um país emergente :

"Em todos os programas que conheço, no mundo inteiro, o conhecimento transferido é de tecnologia já velha disfarçada de nova, de pouca importância, praticamente em desuso".


Ele nos ensinava que um país que não investe em PD&I não vai a lugar algum. Seu helicóptero foi finalmente encontrado em 14 de julho de 2009.




NOVOS PLANOS E MERCADOS


Desde 2003, o governo Lula orientou os adidos militares
a trabalharem as vendas no exterior e, para isso, receberam treinamento e um catálogo de material de emprego militar produzido no Brasil. Isso foi um início, mas muito limitado e quixotesco mesmo.


Entretanto, o MRE estava apenas começando a dar tratamento especial para a indústria de Defesa nas viagens presidenciais e missões comerciais. Como um exemplo que deveria ser lei, em novembro de 2003, o presidente Lula visitou a África do Sul e a Avibrás buscou fechar negócios envolvendo foguetes ASTROS e blindados.



Sistema Astros Hawk

Sistema Astros Hawk - Suporte de fogo a forças leves com alcance de 12 km.
(Foto AVIBRAS)


O governo definiu então um programa de inteligência comercial para mobilizar as principais embaixadas brasileiras para prospectar oportunidades em novos mercados.


Os principais produtos e serviços sendo oferecidos à época :

     g  Aeronaves de Patrulha baseadas no EMB 145 da Embraer,

    
g   Foguetes Astros da Avibrás,

    
g   Barcos de Patrulha da Emgepron, e

    
g   Tecnologia de Gerenciamento do SIVAM, da Atech.


Pela primeira vez, em junho de 2005, foi anunciada a exposição itinerante do Navio-Escola Brasil da Marinha do Brasil que, percorrendo vários países por 5 meses, pretendia estimular a exportação de armas e produtos de defesa e segurança aqui fabricados.





POLÍTICA PARA A INDÚSTRIA DE DEFESA


Em 20 de julho de 2005, o Governo lançou a Política Nacional da Indústria de Defesa PNID, com extenso pacote de medidas para o fortalecimento da Base Industrial de Defesa - BID. Tratou-se mesmo do primeiro passo para devolver a vitalidade perdida desse setor fundamental.


A PNID veio pela Portaria Normativa do Ministério da Defesa nº 899/MD, de 19 de julho de 2005, sendo publicada no Diário Oficial da União de 20 de julho de 2005.


A Política Nacional da Indústria de Defesa pretendeu estimular a produção de produtos militares, como armas, alimentos e roupas. Uma das metas da política, que passou por um longo processo de discussão, era reduzir a dependência da importação de equipamentos e tecnologias e, ainda, retomar a capacidade competitiva da indústria nacional.


Em março de 2006, o Ministério da Defesa informou à CREDN que o Governo apresentaria em breve o projeto de uma inovadora PNID, cujo anteprojeto estava em fase final de elaboração.


Entre os objetivos dessa nova política estavam :

     B   Aumento do poder de aquisição das Forças Armadas;

     B   Redução da dependência externa;

     B   Mais investimento em desenvolvimento tecnológico; e

     B   Alívio da carga tributária do setor.


Seria ainda estabelecido o conceito de "empresa estratégica de Defesa", com algumas prerrogativas especiais.


O parque industrial da área de defesa estaria sendo considerado estratégico para o governo porque a dependência sujeita o Brasil a decisões de outros países, num setor onde o acesso à tecnologia é bastante mais restrito do que todos os demais.


COMDEFESA - Cadeia Produtiva da Indústria de Defesa - criada pela FIESP, defendeu junto à Comissão a vinculação dos gastos públicos com Defesa a um percentual do PIB. Atualmente não há vinculação, e os gastos estariam em torno de 1,8% do PIB.


A COMDEFESA propôs que esse percentual fosse progressivamente elevado, até chegar a 3,5% do PIB, que representaria o gasto médio com Defesa dos países da mesma grandeza relativa do Brasil.


A COMDEFESA defendeu, também, a instituição de um fundo de pesquisa, gerido pelo Ministério da Defesa baseado em que os gastos com Defesa estão diretamente relacionados com o valor das riquezas a serem preservadas, e o Brasil está entre os 5 países do mundo com mais riquezas a preservar.




Estratégia



Nesse sentido, notícia de extrema importância é que o presidente Lula deverá criar em 2009 uma verba vinculada para custeio e investimento na área de Defesa. Este deverá ser o fim dos terríveis contingenciamentos da área econômica do governo.


Lula fez o grande anúncio da
Estratégia Nacional de Defesa - END, à nação em 18 de dezembro de 2008, em cerimônia no Palácio do Planalto. Com verbas vinculadas, esse novo Plano passará a pertencer ao Estado Brasileiro.


A Estratégia é focada em ações estratégicas de médio e longo prazo e objetiva modernizar a estrutura nacional de Defesa, atuando em 3 eixos estruturantes:

     g  Reorganização das Forças Armadas;

     g  Reestruturação da indústria brasileira de material de defesa; e

     g  Política de composição dos efetivos das Forças Armadas.


As diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa serão implementadas por meio de 23 Atos legais e administrativos a serem apresentados até o fim de 2009. Dez deles deveriam ser apresentados até março.




INDÚSTRIAS DE DEFESA


EMBRAER

Veja página própria da Embraer no DEFESA BR.



Logo





AVIBRAS


Logo


A Avibras Indústria Aeroespacial, de São José dos Campos, produz e exporta o Sistema Astros.


Em 20 de janeiro de 2009, A 7ª Vara Cível de São José dos Campos concedeu a recuperação judicial da empresa, o que permitiu a homologação do plano de recuperação.


Com isso, o governo tornou-se acionista com 30% de participação. Passou a ter ainda participação estratégica por meio de uma "golden share", ação que lhe dá direito a vetar decisões tomadas pela direção da empresa (como já tinha na Embraer).


Com a União sendo sócia, novos projetos serão levados adiante e o país contará com um grande usuário na esteira da END e ainda vendedor externo dos produtos da empresa, o governo brasileiro.


Já foram vendidos
mais de US$ 1 bilhão e haveria potencial para mais US$ 10 bilhões, de acordo com seu ex-presidente, Sr. João Verdi, que desapareceu em 2008, no Vale do Paraíba, em viagem de helicóptero.


Em 2002, a empresa fechou contrato de US$ 250 milhões com a Malásia para a exportação desse lançador múltiplo de foguetes. Em março de 2003, vendeu à África do Sul esse sistema US$ 200 milhões.


Começou a produzir lançador para alcançar 150 km, que é o máximo permitido pelas ONU para comércio internacional.


A empresa lançou um produto no segmento de viaturas blindadas sobre rodas. Trata-se de um blindado leve, de reconhecimento, com o nome de Guará (AV-VBL), que foi desenvolvido com o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Exército.


Ele consegue mover-se em
condições extremas de terreno, podendo subir em morros que tenham inclinação de até 60 graus. É um veículo blindado leve 4X4 candidato a uma concorrência do EB.



AV-VBL

O AV-VBL GUARÁ é uma família de Veículos Blindados Leves
Sobre Rodas de Alta Mobilidade, com versões de 4 a 12 ton.
Como Veículo Multipropósito pode cumprir missões de
Reconhecimento, Observação, Radar e Sistema de Armas.
(Foto da AVIBRAS)



Sistema Astros II no Litoral

Sistema Astros II no Litoral - Artilharia de Costa aceitando uma
variedade de 5 tipos de foguetes para alvos de 9 a 90 km.
(Foto da AVIBRAS)



Astros II  -  Foguete SS-60

O Astros II disparando um de seus foguete, o SS-60, com alcance de 60 Km.
(Foto da AVIBRAS)


UAVbr>

Um projeto de UAV é desenvolvido pelo CTA, CTEx, IPqM e a AVIBRAS como parceira industrial.



(Clique na foto abaixo para imagem gigante do UAV)

VANT do CTA

UAV do CTA em teste sobre a Academia da Força Aérea (AFA).
(Foto CTA)



Para a Avibras, o novo VANT tem um grande potencial de exportação para os clientes que utilizam seu sistema de lançamento de foguetes Astros II. esses usuários querem saber, com precisão, onde estão caindo os foguetes depois de lançados. Isso normalmente é feito hoje com soldados em terra e aeronaves tripuladas. Essa tarefa poderá ser realizada com VANTs.


KIT DE BOMBAS INTELIGENTES



Um projeto iniciado em 2002 e bastante adiantado é o de
kits de bombas inteligentes. O mercado internacional estimado é de 50 mil unidades a cada três anos e a US$ 21 mil cada. O equipamento da Avibrás permite bombardeio de precisão de 12 metros depois do lançamento por um caça AMX e de um voo planado de 20 km.


Um processador de informações é montado na ponta da bomba e um conjunto de aletas móveis na seção traseira. O produto é a consequência da gestão do conhecimento avançado em áreas como os algoritmos de voo, aerodinâmica e química.



FOG-MPM


O inovador FOG-MPM, que pesa menos de 50 kg, pode ser empregado com múltiplos propósitos contra alvos dos mais leves até veículos e fortificações com grande precisão, entre 12 e 60 km.


Sua grande vantagem inovadora reside na capacidade de transmissão de dados para o operador que, protegido, pode guiá-lo para o alvo pelas imagens recebidas através de um cabo de fibra ótica nos mais adversos ambientes e missões de combate.



Míssel FOG-MPM  

FOG-MPM - Míssil Multipropósito Guiado por Fibra Ótica.
(Foto da AVIBRAS)



Avibras

       Governo Brasileiro Vira Acionista da Avibras

      
Governo Terá Até 25% do Capital da Avibras

       Brasil Terá Seu Veículo Aéreo Não Tripulado





MECTRON


Logo


A Mectron Engenharia, de São José dos Campos, desenvolveu o SCP-01, primeiro radar de bordo inteligente fabricado no País, que foi escolhido para equipar a frota de 45 caças AMX da FAB que serão modernizados.


O radar tem função de sensor principal do sistema de mira das armas AMX. Sua missão é detectar e seguir a pista de alvos no ar e no mar, bem como fazer a medida da distância do alvo para o apontamento de armas.


Com o SCP-01, a FAB consegue ampliar a capacidade operacional do AMX em missões de interceptação e ataque anti-navio, com mísseis lançados fora do alcance visual.


O projeto é desenvolvido em conjunto com a empresa italiana Galileo, fabricante da unidade transmissora e do processador do equipamento. O radar também já despertou o interesse do governo italiano e de outras Forças Aéreas.


Em abril de 2009, foi noticiado que o míssil anti-radiação MAR-1, para defesa contra baterias antiaéreas, seria adquirido pelo governo do Paquistão. Acredita-se que a encomenda seja de 100 mísseis por cerca de US$ 85 milhões.  Na época, a Mectron estava finalizando a fase de desenvolvimento do míssil.


O MAR-1 foi desenvolvido para a FAB, mas essa venda ao Paquistão ajudará a empresa a arcar com 50% dos investimentos previstos para a fase de industrialização e logística.


Este é o segundo projeto de cooperação internacional do Brasil na área de mísseis. O primeiro foi iniciado em 2007 com África do Sul e envolve o desenvolvimento conjunto do A-Darter, míssil ar-ar de quinta geração. Neste caso os custos do programa, desde a fase de projeto, produção e entregas, serão compartilhados entre o Brasil e a África do Sul. Além da Mectron, as empresas Avibrás e Atech também participam do desenvolvimento do A-Darter. Do lado africano, a empresa parceira é a Denel.


Ainda em abril de 2009,  a Mectron também anunciou que irá fornecer para o EB um lote piloto do míssil anti-carro MSS 1.2. Já existia a encomenda de um lote para a Marinha, para emprego pelos fuzileiros navais. Os dois contratos estão avaliados em R$ 50 milhões, em um prazo de quatro anos.


O MSS 1.2 é um míssil superfície-superfície anti-carro (anti-tanque), com guiagem a laser, usado em combates de curta distância. Desenvolvido para o Exército para uso em infantaria, o míssil pesa 20 kg e tem um alcance de 3 km. Esse projeto, iniciado na década de 90, terminou a fase de desenvolvimento em 2005, mas não avançou devido à falta de recursos orçamentários.


Por conta dos novos contratos assinados com as Forças Armadas e o governo do Paquistão, a Mectron irá contratar mais 60 funcionários ainda em 2009. A empresa possuía até então um efetivo de 240 funcionários, dos quais 80 engenheiros com formação no polo aeroespacial de São José dos Campos (SP).


A Mectron conseguiu outro importante contrato com a Marinha em 2009, tendo sido contratada para fazer a revitalização dos mísseis Exocet, fornecendo instrumentação para validar o desempenho do míssil com um novo motor. Este trabalho só foi possível porque a empresa já desenvolvia uma atividade similar para o programa espacial brasileiro, na parte de telemetria embarcada e estação de recepção de telemetria.


A companhia também fornece subsistemas de gerenciamento de energia, telemetria e telecomando (comunicação de dados entre o satélite e uma estação terrena) para o programa dos satélites CBERS (feito em parceria com a China) e do satélite Amazônia.


A capacitação tecnológica da Mectron na área de radares de bordo viabilizou uma parceria com a Telephonics Corporation, uma subsidiária da Griffon Corporation, fabricante americana de sistemas eletrônicos de comunicação e informação.


As duas empresas vão atuar juntas na prestação de serviços de assistência técnica a radares. O primeiro grande contrato em vista é o dos 50 helicópteros EC-725 comprados pelas Forças Armadas brasileiras da Helibras. A Telephonics foi selecionada pela Eurocopter para fornecer os radares desses helicópteros.


Mectron Engenharia




ATECH


Atech


Em 2005, a Atech foi contratada pela EADS CASA para participar do desenvolvimento dos sistemas aeroembarcados da novas aeronaves de patrulha marítima e de transporte da FAB.


Ela desenvolve esse projeto com profissionais brasileiros estabelecidos em Madri, na Espanha. Depois de entregues as aeronaves ao governo brasileiro, será encarregada da manutenção e evolução dos sistemas aeroembarcados.


Após este fornecimento, estará capacitada para oferecer soluções para o mercado externo, na forma de produtos e serviços. É um importante exemplo de como o poder de compra do governo pode alavancar desenvolvimento e autonomia tecnológica no país, em bases sustentáveis.



Em novembro de 2005, o MDIC e a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) reconheceram a Atech como uma das empresas de destaque no mercado internacional no ano de 2005.


A Atech Tecnologias Críticas, responsável pelos sistemas que controlam 90 % do tráfego aéreo brasileiro, recebeu o Prêmio Destaque de Comércio Exterior 2005, na categoria "Exportador de Serviços" (no caso, exportação de conhecimento como provedora de soluções em tecnologia), concebido pelo MDIC e a AEB. O prêmio foi criado para homenagear empresas e instituições que se destacaram no segmento de comércio exterior, nas mais diferentes categorias.


Empresa 100 % nacional que fornece sistemas voltados para o gerenciamento seguro dos vôos no Brasil, a Atech é líder em fornecimento de soluções tecnológicas e em desenvolvimento e integração de sistemas que não podem falhar.


Contando com cerca de 500 colaboradores, mantém sede em São Paulo e unidades nas cidades de Manaus, Rio e Brasília, além da subsidiária Amazon Tech, em Boston, nos EUA. Todos os trabalhos desenvolvidos por ela, como a concepção, desenvolvimento, implantação, integração e manutenção de sistemas, são atestados pela Certificação NBR ISO 9001.


Em 2003, conquistou outro importante parâmetro de qualidade, reconhecido internacionalmente no segmento de fabricação de software: o Capability Maturity Model (CMM) Nível 2.



O know-how da Atech em desenvolver sistemas e soluções de controle e defesa do espaço aéreo possibilitou, pela primeira vez na história do Brasil, um contrato de exportação de tecnologia para a Venezuela. Em menos de três meses, firmaram-se dois contratos de exportação para aquele país, rompendo o paradigma da ausência de um país em desenvolvimento no mercado mundial deste segmento.


Nos dois contratos assinados entre a empresa brasileira e o governo venezuelano, os fornecimentos abrangem as áreas de hidrometerologia e o controle de tráfego aéreo. Segundo a empresa, fornecer para seu próprio governo é condição indispensável para fornecer para governos de outros Países.



O primeiro acordo firmado entre Atech e Venezuela aconteceu em outubro de 2004. O objetivo daquele primeiro trabalho previa a prestação de consultoria, participação do processo de transferência e absorção de tecnologia, além de apoio na extensão funcional do sistema do Programa Venehmet (Modernização do Sistema de Prognóstico Hidrometeorológico) venezuelano.


Trata-se de um programa para monitorar a meteorologia e a hidrologia de todo o território, desenvolvido a partir de uma grande rede de sensores e radares meteorológicos espalhados pelo país. Todas as informações são enviadas e monitoradas por um Centro Integrado de Operações. Já com o segundo contrato, a Atech ficou responsável por modernizar o Centro de Controle de Tráfego Aéreo do aeroporto de Maiquetia, que concentra o maior movimento de aeronaves da Venezuela.



Em 2005, a empresa também entrou no mercado japonês, onde vem fornecendo serviços de manutenção para sistemas informatizados de uma das maiores empresas no ramo de desenvolvimento de pontes metálicas daquele País.


Há ainda o ASDS – sistema de defesa aérea e circulação operacional militar, que constitui a base da solução para necessidades técnicas e operacionais de centros de gerenciamento e controle tático e estratégico de operações militares da defesa aérea.


O ASDS é desenvolvido em módulos que permitem funções como visualização, tratamento de missões de defesa aérea, gravação e revisualização de cenários e informações, supervisão técnica e operacional e simulador de operações aéreas militares. O sistema permite o tratamento integrado de dados provenientes de radares fixos, transportáveis ou aeroembarcados.


Suas interfaces para conexão com aeronaves de controle e alarme aéreo antecipado permitem o processamento de alvos gerados pelos radares embarcados, bem como a fusão e visualização dessas informações nos centros fixos e móveis de defesa aérea.


Outro projeto importante é o CNS/ATM, um novo sistema de gerenciamento de tráfego aéreo a ser adotado internacionalmente, que utiliza recursos de gestão de vôo apoiados em satélites de comunicações, incorporando a tecnologia de dados GPS para navegação.


Atech

Atech - Clipping




AEROMOT


Logo


A Aeromot Indústria Mecânico-Metalúrgica Ltda. alcançou uma façanha ao vencer exigente concorrência da USAFA para o fornecimento de 12 motoplanadores Ximango, em uma venda inicial de US$ 2,5 milhões. 


O gosto dessa vitória da indústria brasileira é ainda mais especial ao considerar-se que, da concorrência internacional, também participava a Diamond, subsidiária da canadense Bombardier, que, como seria natural, apresentou contestação judicial do resultado, atrasando em quatro meses a assinatura do primeiro contrato.


Ximango



Na academia da USAFA, no Estado do Colorado, os Ximango (Falcão dos Pampas) já estão sendo empregados na fase inicial do treinamento de seus pilotos.


Ele
ficou famoso em todo o mundo quando, em 2001, o suíço naturalizado brasileiro Gérard Moss completou com ele uma volta ao mundo, e bateu o recorde mundial, percorrendo 55 mil quilômetros em 100 dias, atravessando 40 países, com 68 escalas.


Tais aparelhos são exportados para dezenas de Países (como EUA, França, Inglaterra, Japão e Alemanha) em diferentes modelos, sendo utilizados também para lazer e até em tarefas policiais, como buscas, perseguições e observação de crimes ambientais.


Aeromot





CEPPE e COLUMBUS (PÓS-ENGESA)


Duas empresas formadas por ex-funcionários da extinta Engesa decidiram retomar parte da tecnologia que um dia foi a glória das exportações brasileiras de Defesa. A CEPPE Equipamentos Industriais Ltda. e a Columbus Comercial, Imp. e Exp. Ltda. uniram-se no projeto de uma nova viatura de transporte não-especializado de meia tonelada: o Marruá.


Seu desenvolvimento, com especificações militares de reconhecimento, comunicações e ataque, será uma alternativa para o Brasil recuperar parte da capacidade tecnológica que foi interrompida com a falência da Engesa em 1990.


O Marruá visa atender aos requisitos operacionais e técnicos do Exército. O veículo encontra-se em fase de homologação e testes no Centro de Avaliação do Exército. Haverá versões para instalação de lançador de mísseis anticarro, canhão 106 milímetros sem recuo, metralhadoras, equipamentos de comunicação, ambulância simplificada e caçamba.


Ressalte-se que as duas empresas foram subcontratadas pelo Arsenal de Guerra de São Paulo - AGSP, que vem fazendo para o Exército Brasileiro a modernização completa de 630 blindados EE-9 CASCAVEL e EE-11 URUTU, produzidos pela inesquecível ENGESA. Em uma revitalização completa - de 5º escalão, todos os sistemas e componentes são desmontados e remontados em seguida com peças novas.


A participação das 2 empresas está no fornecimento de peças e componentes, além da manutenção de subconjuntos das viaturas.



Urutu Modernizado

Viatura Blindada sobre Rodas para Transporte de
Pessoal EE-11 URUTU já modernizado embarcando no Navio
de Desembarque de Carros de Combate “Mattoso Maia”,
em 28 de maio de 2004, rumo ao Haiti.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



Esse consórcio torna-se, assim, a referência na manutenção de viaturas da Engesa, que poderá atender um grande mercado de vários países do mundo, que importaram 5.000 blindados da extinta empresa.


- Obs: CEPPE, Columbus e AGSP sem site na Internet ainda em junho
   de 2007.

- E-Mail do AGSP : agsp@uol.com.br




IMBEL


O grosso das exportações brasileiras são armas leves, como revólver, metralhadora pequena, carabinas produzidas pela CBC, Taurus e Imbel, que fornece pistolas calibre 45 para o FBI americano (após vencer licitação).


O Exército Brasileiro planeja desenvolver uma nova família de blindados de rodas. Para isso, a Indústria de Material Bélico do Brasil, a Imbel, está catalogando todo o acervo tecnológico da extinta Engesa (Cascavel e Urutu), para servir de subsídio. Esse desenvolvimento e a produção poderão vir a ser feitos pela Imbel junto com o AGSP.


Em maio de 2004, foi noticiado que a Imbel
fez uma parceria com o consórcio europeu EADS para produzir o blindado PATRIA (da Patria Vehicles), visando o mercado externo, e podendo incluir ainda a Denel, empresa sulafricana fabricante de mísseis. Provavelmente, este projeto será encaminhado ao AGSP.


Ainda em maio de 2004, a justiça decidiu (em processo de 10 anos) pela transferência definitiva de todo o acervo tecnológico da extinta Engesa para a Imbel. O acervo envolve desenhos, matrizes e o completo ferramental de todos os seus veículos.


Com essa esplêndida notícia, a Imbel fica plenamente habilitada a reativar a produção 
do extraordinário MBT OSÓRIO, o que também deverá vir a ser feito no AGSP, caso haja vontade do Governo Federal, proprietário da Imbel.


Imbel




CBC


Logo


A CBC foi fundada em 1926 e possui hoje duas unidades de produção, localizadas em Ribeirão Pires / SP e em Montenegro / RS. Em Ribeirão Pires funcionam as fábricas de munições, a engenharia e a administração da empresa. Trata-se do maior complexo industrial voltado para a fabricação de munições do Hemisfério Sul.


A fábrica de Montenegro, inaugurada em novembro de 2000, fica a 62 km de Porto Alegre e produz cartuchos de caça e armas longas.


A CBC fabrica uma diversificada linha de produtos de uso civil, policial e militar, tais como munições para armas curtas e longas, componentes de munições, espingardas e rifles com qualidade e desempenho reconhecidos internacionalmente. A empresa exporta cerca de 70 % da sua produção para mais de 40 países.


Um laboratório balístico totalmente informatizado, com uma das linhas de tiro com 450 metros de comprimento, alvos eletrônicos e monitores computadorizados, é a razão da qualidade das munições e das armas, que são testadas de acordo com rígidas normas internacionais.


As munições CBC são homologadas pelo Campo de Provas da Marambaia, do Exército Brasileiro, pelo Centro Tecnológico da Aeronáutica e pelo Banco de Provas de Suhl, localizado na Alemanha.


Em 31 de março de 2009, a CBC adquiriu a empresa Sellier & Bellot, tradicional fabricante de munições para armas portáteis para uso civil, policial e militar, localizada em Vlašim na República Tcheca.


A Sellier & Bellot foi fundada em 1825, sendo uma marca respeitada mundialmente. Além de ser fornecedora das forças armadas e policias em seu país, a empresa exporta para mais de 50 países, destacando-se o mercado europeu, onde é líder em vários segmentos.


A aquisição da Sellier & Bellot em 2009 insere-se no programa de internacionalização da CBC, dois anos após a compra da Metallwerk Elisenhutte Nassau (MEN), na Alemanha.


A união das 3 empresas gera um núcleo de pesquisa e desenvolvimento mais robusto, assegurando acesso permanente às tecnologias de processos e produtos no estado da arte.


Com essas aquisições, a CBC vai se tornando mais uma multinacional brasileira e um player mundial de peso para exportações em seu nicho de mercado.


CBC

Blog Defesa BR :

       CBC Adquire Mais Uma Fabricante de Munições na Europa




TAURUS


Logo da Turus


Haverá uma joint venture para produzir o fuzil de assalto israelense Tavor no Brasil. A Forjas Taurus e a IWI (Israel Weapon Industries) formarão uma nova empresa e esta passará a fabricá-lo no Rio Grande do Sul, onde a Taurus está instalada.


O Tavor é leve, compacto, de alta precisão, robusto e recheado de equipamentos eletrônicos - uma lente de aproximação, visor noturno e designador laser. Tal fuzil é considerado a melhor arma de assalto do mundo.



Tavor na LAAD 2009

Fuzil de assalto Tavor exposto no estande da Taurus na LAAD 2009, no Rio de Janeiro.
(Foto exclusiva Defesa BR - Roberto Silva)



Trata-se de armamento de 7ª geração tecnológica para ser empregado pela elite das forças especiais, sendo amplamente provado em combate pelas forças especiais israelenses. O desenvolvimento, iniciado em 1991, só chegou ao modelo final dez anos mais tarde, em 2001.


O fuzil de assalto Tavor C.T.A.R. 21 foi um dos grandes sucessos de público na LAAD 2009, ralizada no Rio de Janeiro, em abril de 2009. De calibre 5.56, ele pesa apenas 3,6 kg. Tem alcance de até 500 metros e cadência de 750 a 900 disparos por minuto.



VÍDEO - FUZIL DE ASSALTO TAVOR (07:29 MIN)






À prova d’água, realiza tiro único e dois tipos de rajadas. Usa carregadores de 20, 25 ou 32 munições. Leva lança-granadas de 40 milímetros. Seu corpo é de polímero não metálico de alta resistência. O sistema de separação estanque do mecanismo de funcionamento autoriza algumas façanhas, uma delas é permitir ao combatente mergulhador emergir da água atirando.


A Taurus lançou na LAAD 2009 dois outros produtos de emprego militar, a pistola PT 809, calibre 9mm, leve e dotada de recursos como travas triplas com carregador de 13 a 15 projéteis.  Já a pistola PT 709, construída com o mesmo material avançado, foi desenhada para pilotos de combate - pequena e leve, facilita a acomodação no macacão de voo.




Taurus

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       Taurus Vai Produzir Fuzil de Assalto Israelense Tavor




AGRALE


Logo


A Agrale S.A., tradicional montadora nacional de veículos agrícolas de Caxias do Sul - RS, conseguiu vender 8 jipes AGRALE MARRUÁ, modelo AM2, com 100 % de componentes nacionais, para o Exército Brasileiro.



Marruá

Marruá enfrentando rios.
(Foto Divulgação Agrale)



Trata-se de viatura concebida com o objetivo de disputar a renovação da frota de 6 mil Viaturas de Transporte Não Especializado (VTNE) 4 x 4 de 1/2 ton das Forças Armadas do Brasil.


Essas primeiras unidades foram entregues em janeiro de 2006 ao 3º Batalhão de Suprimento, localizado na cidade de Nova Santa Rita, no Rio Grande do Sul.




(Clique na foto abaixo para ampliação)

Marruá - Frontal

Caminhão, versão Cargo do Marruá da Agrale.
(Foto Divulgação Agrale)



Entre 2003 e 2005, o MARRUÁ, nome que vem de um touro bravo, desgarrado e selvagem do Pantanal, foi testado pelas Forças Armadas nas mais diversas aplicações. Foram rodados mais de 60 mil km, muitos deles em situações extremas, que resultaram  na sua homologação pelo EB em 27 de julho de 2005.



Marruá

Marruá em aclive acentuado.
(Foto Divulgação Agrale)



O Marruá é uma viatura versátil, robusta, de fácil manutenção e baixo custo operacional, tendo sido projetado para atender aos requisitos operacionais básicos militares e pode transportar uma guarnição de 4 ocupantes totalmente equipada. Permite levar lançadores de míssil anticarro, canhão sem recuo, metralhadora .30 ou .50, e equipamentos de comunicação.



Marruá

Frota de jipes Marruá no pátio da Agrale.
(Foto Depto. Marketing da Agrale)



A Agrale expôs, durante a Latin America Aero & Defence (LAAD), realizada entre os dias 14 e 17 de abril de 2009, no Rio de Janeiro, sua linha de veículos Marruá.


Quatro modelos estiveram em exposição: o AM1 MB, veículo para transporte de quatro tripulantes, com capota removível; o VTL Rec, uma viatura de reconhecimento, armada; a picape VTNE ¾ ton, e o AM20-VCC, viatura especial para comando e controle de operações.


Além do fornecimento para as Forças Armadas do Brasil, as viaturas estão sendo utilizadas pelos exércitos da Argentina e do Equador.




Marruá na LAAD 2009

Visão traseira do Jipe Marruá AM1 MB (de capota removível) exposto
no estande da AGRALE na LAAD 2009, no Rio de Janeiro.
(Foto exclusiva Defesa BR - Roberto Silva)



Marruá na LAAD 2009

Visão interna do Marruá AM1 MB exposto na LAAD 2009, no Rio de Janeiro.
(Foto exclusiva Defesa BR - Roberto Silva)



Marruá na LAAD 2009

Close da área interna do Marruá AM1 MB com caixas
de munição .30 ou .50
. para a sua metralhadora.
(Foto exclusiva Defesa BR - Roberto Silva)



Alguns Dados do Marruá :

Carroceria: Formada por elementos de chapa de aço
Chassi: Composto por longarinas e travessas de perfil tubular em aço.
Peso em ordem de marcha: 1.960 kg
Peso Bruto Total: 2.460 kg
Ocupantes: 04
Capacidade do tanque de combustível: 100 L
Capacidade do tanque de combustível Reserva: 20 L
Capacidade de carga: 500 kg mais reboque de 500 kg
Pára - brisa: Rebatível e vidro basculante
Instrumentos no painel: Velocímetro com odômetro parcial, medidor de combustível e temperatura do motor, voltímetro, medidor de pressão do óleo do motor, conta-giros, indicador de freio de mão, indicador de bateria, indicador de luz alta, indicador de chave seta, indicador de pressão do óleo, indicador de engate 4x4 e chave de controle tipo NATO.




Marruá na LAAD 2009

Visão frontal do Marruá AM1 MB exposto na LAAD 2009, no Rio de Janeiro.
(Foto exclusiva Defesa BR - Roberto Silva)



Marruá na LAAD 2009

Visão lateral do Marruá AM1 MB exposto na LAAD 2009, no Rio de Janeiro.
(Foto exclusiva Defesa BR - Roberto Silva)



Marruá na LAAD 2009

Visão do capô e motor do Marruá AM1 MB
exposto na LAAD 2009, no Rio de Janeiro.
(Foto exclusiva Defesa BR - Roberto Silva)



Agrale

Agrale Marruá





TROLLER

Logo


A empresa cearense Troller Veículos Especiais S/A é considerada por muitos como a Embraer do chão. Em abril de 2003, Ozires Silva assumiu a presidência do Conselho de Administração. Ele foi o fundador e primeiro presidente da Embraer, com profundos conhecimentos necessários para alavancar o desenvolvimento da Troller no mercado de Defesa. Tempos depois, a Toller foi vendida para a Ford.



Troller



A empresa propôs um produto dirigido às forças armadas: o jipe militar T4-M. Com ele, a expectativa da empresa é que seja aberto caminho para o lançamento de uma família de veículos especiais para as forças armadas, que atenda não apenas às demandas nacionais mas, também, ao mercado mundial.



Jipe Militar Troller T4-M



Somente no Brasil, estima-se que a Marinha, Exército e Aeronáutica precisem renovar frota de 6 mil jipes defasados, muitos com mais de 30 anos.


O T4-M é adaptação do jipe T4, que se mostrou eficiente em diversas situações, como em 132 provas no Brasil e no exterior, como no Rali Paris/Dakar, tendo chegado em todas, e até superando marcas mundialmente conceituadas.  


Ao motor de 2.8 litros turbo diesel intercooler de 114 cv são incorporadas apenas 100 pequenas modificações - como nos faróis, suporte para metralhadora, rebatimento do pára-brisa ou sistema de rádio - para deixá-lo de acordo com os requisitos técnicos do Exército. Vem com blindagem nível 5 desde 2004.


O fabricante informa que o T4-M pode subir inclinações com ângulo de 33 graus; atravessar água a uma profundidade de 80 cm e suportar inclinação lateral de até 45 graus. Outro trunfo é o índice de nacionalização - que é de 98 % - conjugado à facilidade de manutenção.


Outro lançamento importante foi o de uma picape para serviço pesado, nas versões civil e militar e, em seguida, uma versão mais alongada do T4-M, com 4 portas.


Troller




FUJIWARA (CALÇADOS)


Logo


A Fujiwara Equipamentos de Proteção Individual, de Apucarana (PR), viu a Guerra do Iraque impulsionar as exportações de suas botas militares, com um aumento de 10% nas vendas para a Inglaterra e de 15% para o Oriente Médio.


A empresa, que exporta 25% da sua produção, de mais de 220 mil pares por mês, envia cerca de 400 mil pares de coturnos por ano para esses dois mercados. Ela é a maior fabricante de calçados de segurança para indústrias do País. No mercado nacional, a empresa é fornecedora de um potifólio de 23 mil clientes, que inclui o Exército e os Correios.


A entrada da empresa no segmento militar ocorreu há cinco anos (1999), impulsionada pelo contrato de exportação firmado com o Ministério de Defesa Britânico. A empresa desenvolveu um dos principais calçados usados pelos soldados dos Grupos de Operações Especiais das Forças Armadas Britânicas na guerra da Bósnia.


Por ser usado em combate, o calçado militar tem que obedecer a uma série de exigências, como suportar frio e umidade ou calor extremos, manter a impermeabilidade por até seis horas na água e ter solados com sistemas que reduzem a fadiga muscular. Tem que ser feita com metais anti-refletivos, a fim de que o soldado não seja facilmente avistado pelo inimigo, e ter bicos inclinados para inibir atritos com pequenos obstáculos.




PEEKY (UNIFORMES)


A Peek, de Divinópolis (MG) é uma pequena fabricante de uniformes que vem exportando para o Exército dos EUA, em conformidade com as especificações exigidas pelo Pentágono.


Estando em pleno crescimento, também atende ao Chile, Guatemala e República Dominicana, além de vir trabalhando pedidos da África do Sul, Rússia e França. Em 2003, seu faturamento pode alcançar US$ 10 milhões.




AEROELETRÔNICA


Logo


A Aeroeletrônica, empresa situada em Porto Alegre, é a responsável pela produção no Brasil da maioria dos aviônicos da ELBIT israelense (empresa à qual pertence), que são instalados nas aeronaves F-5M e AL-X.


Presta ainda apoio logístico para os sistemas aviônicos das aeronaves  F-5M e AL-X, simuladores e equipamentos de teste na modalidade  Contractor Logistic Support - CLS.




A ARES desenvolveu e homologou um novo foguete similar ao Mk-66 americano, designado EMA 66 BD Br.


Além disso, está em fase final de desenvolvimento de 3 projetos de alta tecnologia para a MB :

     g   Sistema Lançador de Torpedos (SLT);

     g   Alça Óptica integrada ao sistema de tiro (AO); e

     g   Indicador Estabilizado de Rampa de Aproximação (IVERA), primeiro equipamento com tecnologia de estabilização em 3 eixos inteiramente projetado e fabricado no país.


Estes equipamentos serão instalados da Corveta Barroso. A ARES vem ampliando seus mercados de atuação, já tendo exportado para diversas Nações como Colômbia, Chile e Venezuela, e continua investindo na ampliação de suas instalações, tendo construído novo prédio para as áreas de projeto, pesquisa, desenvolvimento, qualidade, óptica e eletrônica.





GESPI


A indústria aeronáutica brasileira Gespi Aeronáutica, com sede em São José dos Campos (SP), negocia a venda de 60 aviões militares de treinamento básico GP-135A "Guará" para a Aviação Naval da Marinha do Brasil (MB) e de algumas dezenas para a Fuerza Aérea Venezolana (FAV) - a Força Aérea Venezuelana, para a qual realizou vôos demonstrativos em São José dos Campos em dezembro de 2006.


Gespi Aeronáutica




ORBISAT


Logo


A Orbisat  produz o InSAR (Interferometric Synthetic Aperture Radar) um avançado e pioneiro Radar Interferométrico de Abertura Sintética, com tecnologia para apoiar a vigilância de fronteiras.


Por trabalhar em duas freqüências, o radar penetra em regiões de densas florestas, praticamente intransponíveis, e permite a operação de dia ou noite e também sob chuva.


Por utilizar duas freqüências de mapeamento simultâneas (Bandas X e P), o radar tem aplicação específica para áreas de densa floresta, permitindo a visão precisa do terreno.


Essa tecnologia pode ser utilizada em serviços de inteligência na esfera militar - como por exemplo, na busca de bases clandestinas utilizadas para o refino da cocaína no meio das florestas, na concentração de tropas (não identificadas ) com equipamentos e carros em regiões de fronteiras, entre outros casos.



O Sistema aerotransportado SAR/InSAR desenvolvido pela OrbiSat, denominado OrbiSAR-1, é pioneiro no mundo e o mais avançado radar para uso civil e militar. A tecnologia InSAR permite que diversos produtos de informação geográfica sejam gerados de forma ágil e precisa, de modo a atender demandas financeiras e tecnológicas sob medida.


Entre os diferenciais estão: o mapeamento de regiões normalmente cobertas por nuvens e a oportunidade de imagear áreas tanto durante o dia como à noite e ainda com ocorrência de chuva. Isso é possível uma vez que a aquisição dos dados é independente das condições atmosféricas e da luz do dia, permitindo um curto prazo de entrega dos resultados, o que é fundamental no caso de serviços urgentes e de emergência. Oferece ainda a geração de imagens orto-retificadas, modelos de terreno e outros produtos derivados.


Vários produtos de valor agregado são gerados a partir dos dados coletados pelos radares da OrbiSat, entre eles: informação da distribuição da biomassa e do tipo de cobertura de solo; mapeamento sob vegetação florestal, escoamento hidrológico; produção de mapas da rede hidrológica, de rede de transporte e uso de terra e cadastramento urbano e rural, para fins de arrecadação de impostos.


A Orbisat da Amazônia SA é uma empresa de base tecnológica de capital 100 % brasileiro, com unidades em São José dos Campos, Campinas e Manaus. Na área de vigilância aérea e terrestre, lançou recentemente o Radar de Vigilância SABER M-60, que integra o sistema de defesa antiaérea de baixa altitude.


SABER significa Sistema de Acompanhamento de Alvos Aéreos Baseado em Emissão de Radiofreqüência. Trata-se de um sistema de radar de defesa antiaérea desenvolvido pelo Centro Tecnológico do Exército -  CTEx, em parceria com universidades e a OrbiSat.


Utilizado para defesa de instalações estratégicas, como centrais de energia elétrica,
acompanha e rastreia até 40 alvos aéreos simultaneamente à distância de até 60 km e altitude de 5 mil metros. Os dados são enviados em tempo real para um Centro Integrado de Operações Aéreas. A reação pode envolver o envio de aviões de caça, lançamento de mísseis ou artilharia rápida.


Leve e portátil, o radar pode ser transportado para qualquer ponto do território nacional.
Até 2010, deverá chegar o SABER M-200, versão com alcance de 200 km. Ambos serão operados pelo EB e a FAB.


COMPRA DO CONTROLE EM 2011


A Embraer Defesa e Segurança, unidade de negócios autônoma criada pela Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) em dezembro de 2010 para cuidar de projetos e negócios da área militar, anunciou em 15 de março de 2011 a compra do controle da Orbisat da Amazônia S.A.


A Embraer pagou R$ 28,5 milhões por 64,7% do capital social da divisão de radares da Orbisat. O negócio tem previsão de faturamento superior a R$ 50 milhões em 2011, segundo comunicado divulgado pela Embraer.


Fundada em 1998, a Orbisat criou a divisão de radares em 2002 com o objetivo de fornecer tecnologia de sensoriamento para companhias dos setores aéreo, marítimo e terrestre.


Divisão. Com a aquisição, a Orbisat será dividida em duas empresas. João Moreira Neto, um dos fundadores da companhia, passará a ser sócio minoritário da Embraer Defesa e Segurança, carregando consigo toda a operação de radares.


Outros dois fundadores da Orbisat - o atual presidente, Rogério Ferraz, e o diretor Benedicto Nogueira - continuarão com o controle acionário do negócio de equipamentos eletrônicos, que hoje representa cerca de 60% das receitas da Orbisat, que continuará a funcionar sob o mesmo nome.


Para Ferraz, mesmo a parte não adquirida pela Embraer será beneficiada, uma vez que a companhia sai do acordo mais capitalizada. "Com a divisão (do negócio), o segmento de eletrônicos ganhará fôlego, pois daremos uma nova injeção de recursos para a área, que já representa a maior parte do faturamento."


Para o presidente da Embraer Defesa e Segurança, Luiz Carlos Aguiar, a Orbisat detém uma tecnologia que poucos países do mundo dominam. "A sinergia proveniente desta aquisição trará soluções importantes para o desenvolvimento e a fabricação de sistemas de monitoramento e de defesa antiaérea a nível internacional", afirmou.


A empresa informou que a maior parte da equipe, composta por cerca de 250 funcionários, deverá ser absorvida pela nova empresa de eletrônicos, que continuará operando com suas equipes administrativa e de vendas, na unidade de São José dos Campos, e com a linha de produção, em Manaus.






SANTOS LAB


Uma empresa brasileira chamada de Santos Lab vem desenvolvendo VANTS (UAVs), tendo realizado a venda de seus primeiros aparelhos à Marinha do Brasil em 2007.



UAV Carcará

VANT Carcará da Santos Lab .
(Arte Santos Lab)



Na MB, o primeiro pelotão de veículos aéreos não tripulados (PelVANT) equipado com aparelhos da Santos Lab entrou em atividade no Batalhão de Controlo Aerotático e Defesa Antiaérea no Corpo de Fuzileiros Navais.


Tal VANT tem 1,6 m de envergadura e os primeiros 18 aparelhos foram vendidos a um preço de R$ 300 mil cada kit de 3 unidades cada. A Santos Lab tem sua fábrica nos arredores do Rio de Janeiro. O nome é uma homenagem ao pioneiro inventor Santos Dumont.


Esse VANT brasileiro tem o nome de Carcará, um falconídeo nacional. Visto de terra, tudo leva a crer ser uma ave. O sistema aéreo Carcará RPV representa uma solução de baixo custo para missões de reconhecimento em tempo real.



VÍDEO - CARCARÁ - MINI AVIÃO DE
MONITORAMENTO (04:08 MIN)




Reportagem com o Carcará exibida no Fantástico de 13/07/2008.


n


O ORBIS


Em abril de 2013, a empresa apresentava um inusitado "disco voador" na LAAD. O Orbis é considerado o primeiro VANT no mundo a decolar na vertical e transicionar sem sofrer queda. Ele choca por parecer mesmo um disco voador e pela facilidade com que opera, mostrando que ainda poderá render muitas variantes no futuro.



Orbis



Essa aeronave pioneira tem conceito revolucionário, é feita de fibra de carbono e pesa cerca de 1,5 kg. Tem baixo custo de manutenção, além de utilizar baterias de lítio especiais como fonte de energia, produzidas pela própria empresa.


O Orbis é uma espécie de helicóptero que tem o desempenho de avião, cujo objetivo principal é ser o novo aliado das Forças Armadas em ações de vigilância e monitoramento.


Ele poderá ser uma nova ferramenta disponível, principalmente, para o setores de inteligência. Ele é apto para ajudar na segurança de grandes eventos e ser usado para monitoramento de campos de exploração de petróleo e gás.


O Orbis tem capacidade monitorar plataformas de petróleo em alto mar ou até de detectar invasores na costa brasileira.




O primeiro voo do Orbis você jamais esquecerá:

Orbis


Orbis



Não acredita ainda?









POLARIS TECNOLOGIA


O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) conduz projetos de motores aeronáuticos em conjunto pela empresa Polaris Tecnologia. Criada por engenheiros advindos do ITA, a Polaris é uma empresa de alta tecnologia que funciona como incubada da Petrobras, nas instalações da Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos.


No início de 2009, já haviam produzido o primeiro protótipo do turboreator de 1.300 HP, a TR3500. Corria ainda o desenvolvimento do motor turboélice de 1.000 HP para futuros UCAVs nacionais e a construção de 11 laboratórios avançados para homologação de motores aeronáuticos.



Polaris

Pereira Filho, Diretor da Polaris.
(Foto Valor)



A intenção da Polaris inicialmente é fornecer turbinas para aeronaves não-tripuladas, usadas para fins civis e militares específicos, como VANTs usados como alvo aéreo para testes de mísseis.


A TR3500 é primeira turbina aeronáutica produzida no país com tecnologia 100% nacional. Ela tem 1,30 m de comprimento por 54 cm de diâmetro e é movida a querosene. É capaz de fazer voar um avião de 1,2 ton, para dois passageiros. Um avião com essa turbina pode atingir uma velocidade de 900 km por hora.


A Solaris vem a ser uma empresa estratégica para o Brasil, pois a tecnologia empregada na TR3500 é dominada hoje por apenas oito países. Há penas cinco países no mundo com o domínio da tecnologia de desenvolvimento e certificação de motores aeronáuticos.



Um dos méritos desse projeto foi descobrir as competências que o Brasil possui para fabricar partes e componentes da turbina no próprio país. Atividades como a usinagem do compressor, ignitor a plasma, a fusão do disco da turbina em liga especial e o balanceamento exigido pelas normas internacionais, são alguns dos exemplos dessa competência adquirida pelas indústrias brasileiras.


As turbinas que equipam as aeronaves da Embraer são fornecidas por empresas estrangeiras, caso da canadense Pratt & Whitney (linha de jatos executivos e Supertucano), a americana GE (jatos 170 e 190) e a inglesa Rolls Royce (ERJ 145, Legacy 600). Os motores representam em torno de 20% a 30% do valor de uma aeronave.


Segundo Homero Santiago Maciel, coordenador geral do projeto no ITA, a turbina TR3500 demonstra que o Brasil pode progredir rápido nesse campo. Diferentemente do que ocorreu com relação ao desenvolvimento de turbinas em outros países, ele não precisará de décadas para atingir um produto autóctone e competitivo.


O projeto do motor aeronáutico brasileiro teve início em 2003 com o desenvolvimento de uma turbina a gás para a Petrobras. O objetivo desse projeto era dominar o processo de fabricação da câmara de combustão, a vibração do motor e o desenvolvimento do sistema de controle da turbina. A Petrobras apoiou a ideia e investiu R$ 850 mil na sua execução.


Na fase de preparação do protótipo da turbina Aeronáutica, foram investidos R$ 3 milhões, dos quais R$ 1,7 milhão através da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep); R$ 750 mil do ITA e R$ 550 mil da Polaris.


A tecnologia envolvida no projeto das turbinas do ITA também gerou frutos para a Vale Soluções em Energia (VSE), da mineradora Vale. A empresa patrocinou o desenvolvimento do protótipo de uma turbina a gás estacionária, na faixa de potência de 1 MW, para geração de energia elétrica.

Batizada de TVRD 1000, a turbina a gás da VSE foi testada em maio de 2007. O sucesso da operação motivou a empresa a apostar na construção de uma base fabril no Parque Tecnológico de São José dos Campos.


A Petrobras também é parceira da Polaris no desenvolvimento de uma turbina a gás acima de 3 MW, um projeto orçado em R$ 80 milhões. Em 2009, a Petrobras possuia cerca de 180 turbinas importadas e gastava aproximadamente US$ 300 milhões na manutenção desses equipamentos.


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NOVAER CRAFT


A Novaer Craft, um consórcio formado pelas empresas Flight Technologies, Winnstal e Geometra, é a mais nova indústria aeronáutica brasileira, criada em 2009 para atender o segmento de aviação geral. O primeiro produto dessa nova empresa será o avião T-Xc.


O modelo de demonstração de conceito da nova aeronave, que terá uma versão militar de treinamento primário e outra executiva, já foi testado em vôo. O desenvolvimento do protótipo está sendo financiado com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).



T-Xc

T-Xc da Novaer Craft.
(Arte Novaer)



A versão militar, batizada de T-Xc Pilgrin, está sendo feita com o objetivo de se tornar uma alternativa competitiva de substituição da atual frota das aeronaves T-25 Universal, utilizadas há mais de 40 anos no treinamento primário dos cadetes da Academia da Força aérea Brasileira (AFA), em Pirassununga (SP).


Desenvolvido na década de 60, o T-25 já vem mostrando problemas operacionais que limitam seus vôos, além da falta de peças de reposição. A FAB tem 87 aeronaves T-25 em sua frota. Já a versão civil do T-Xc, batizada de Stardream, foi desenvolvida para competir no mercado dos utilitários de transporte e seu maior rival é o modelo americano Cirrus SR 22, monomotor a pistão, que em 2007 vendeu 700 unidades, ao preço médio de US$ 600 mil cada.


Na primeira fase de desenvolvimento da aeronave, o investimento previsto é de R$ 12 milhões, valor que será dividido entre a Finep e as sócias da Novaer. A segunda fase do projeto, que é a certificação do produto e a terceira, envolvendo a industrialização propriamente dita, devem demandar recursos totais de R$ 38 milhões. Este valor, no entanto, ainda não foi viabilizado.


Baseado no protótipo K-51 Peregrino, desenvolvido por Kovács, o T-Xc, será totalmente concebido em fibra de carbono, material termoplástico muito mais leve e resistente que o alumínio aeronáutico, além de ser imune à corrosão. “O peso vazio do T-25, por exemplo, é de 1.150 quilos, enquanto que o treinador Pilgrin terá cerca de 870 quilos”. A aeronave voará com motor a pistão e, no caso da versão civil, com uma altitude de 32 mil pés e a vantagem de ser pressurizado.


A versão civil Stardream, também terá no mercado um competidor italiano, com o modelo SF 260, produzido pela Aermacchi e pelo alemão Grob. O avião italiano, apesar de ter sido modernizado recentemente, foi concebido na década de 60. O alemão é um pouco mais moderno, mas também já está há mais de 20 anos em operação.


Outra vantagem do modelo brasileiro é que ele tem um risco tecnológico baixo devido ao fato da sua performance já ter sido comprovada em vôo.



A Novaer ainda não definiu o preço do novo avião, mas,deve praticar uma política com valor até 10% mais barata em relação ao que se cobra no mercado. Um avião nessa categoria custa ao redor de US$ 550 mil.


A Novaer vai preencher um vácuo que existe hoje no mercado de aviação geral no Brasil. Além da Embraer - empresa de grande porte -, as únicas indústrias fabricantes de aeronaves brasileiras são a Helibrás (helicópteros) e a gaúcha Aeromot (planador e motoplanador).

A criação da Novaer viabiliza outra cadeia aeronáutica no país, com novas opções de fornecimento, o que contribui para a manutenção das indústrias do setor, hoje altamente dependentes da Embraer.



Na estrutura organizacional da Novaer, cada empresa consorciada terá uma função estratégica. No projeto do T-XcC, por exemplo, a Winnstall ficará responsável por toda a parte de fabricação, incluindo montagem e ferramental; a Geometra fará o projeto de engenharia dos novos aviões, a gestão e o processo de certificação das aeronaves. A Flight Technologies desenvolve uma nova geração de instrumentos de vôo para o T-Xc, com displays integrados a vários sistemas aviônicos. Criada há três anos, esta empresa é a única 100% brasileira na área de aviônicos integrados (sistemas eletroeletrônicos utilizados para o controle da aeronave).


Além da Flight, a Aeroeletrônica, de Porto Alegre, também atua na área de aviônicos, mas é controlada por capital israelense e atualmente fornece o programa de modernização de quase todas os jatos da FAB. A Flight, segundo Nei Brasil, tem a alemã Becker Avionics como parceira comercial no exterior e fornecedora de componentes dos sistemas de rádios de navegação e comunicação do T-Xc. A Becker fatura US$ 80 milhões e atua há 50 anos nesse mercado.


O primeiro avião dela, o T-Xc, foi projetado por Joseph Kovacs, o criador do Tucano e do T-25 Universal, da Embraer. OT-Xc será usado em treinamento militar, como avião utilitário para particulares e para uso agrícola (pulverização de lavouras).


Os modelos serão para dois e quatro passageiros (incluindo os tripulantes), com 200 HP de potência (2 passageiros) e 300 HP (4 passageiros), com autonomia de vôo para até 1.270 milhas, sem reabastecimento.


Ele será capaz de decolar em uma pista de apenas 280 metros de comprimento, e com grande desempenho no ar (bem melhor do que o T-25), além de custar US$ 250 mil (200 HP) e US$ 350 mil (300 HP).


A versão militar será o T-Xc Pilgrin e deverá substituir os atuais treinadores T-25 Universal da FAB, utilizados há mais de 40 anos no treinamento primário da AFA.


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       Novaer, a Nova Indústria Aeronáutica Brasileira




AKAER


Akaer - Logo


Fundada em 1992, a AKAER é uma empresa brasileira de São José dos Campos fornecedora de estruturas integradas de aeronaves. Até 2007, 90% do seu faturamento dependia da Embraer. Já em 2009, somente 30% da receita vinha dos contratos com aquela empresa. A mudança foi notável.


Em julho de 2009, foi noticiado que a Akaer tomaria parte do projeto do caça sueco Gripen NG. Ela participaria no projeto básico, no projeto de detalhamento, na análise estrutural, na análise de carga e tensões e no projeto ferramental.


Um memorando de entendimento não-vinculante foi assinado à época, e uma equipe de 15 a 20 engenheiros brasileiros da Akaer mudariam para a Suécia, com a finalidade de trabalhar junto com as equipes integradas de desenvolvimento do Gripen NG. Tal memorando cobriria sua participação no projeto, desenvolvimento e produção de partes do Gripen NG.


Para a Akaer, este programa oferece uma oportunidade única de participar do desenvolvimento de um caça de última geração, desde os estágios iniciais do projeto até sua fabricação. Suas competências complementarão as da Saab e o resultado desta relação criará sinergias tangíveis, que proporcionarão benefícios para as duas empresas.


Houve uma concorrência  mundial vencida pela empresa brasileira, que
passou por um processo rigoroso de seleção, do qual participaram empresas indianas, européias e sulafricanas. O contrato com a Saab deve ser assinado em outubro deste ano.


Ela
será a responsável por toda a parte de concepção, projeto, cálculos, engenharia de produção e produção da fuselagem central, da fuselagem traseira e das asas, feitas em material composto, do novo Gripen NG.


A Akaer trabalha com a Embraer desde 1993 e foi a responsável por 70% do desenvolvimento da fuselagem dos jatos da família 190. Ela também tem contrato com a Boeing, Dassault e Airbus na área de desenvolvimento estrutural e de serviços de engenharia.


Ela ainda é parceira do grupo espanhol Aernnova (antiga Gamesa) no desenvolvimento das asas e de partes da fuselagem do novo jumbo 747-800 da Boeing, tanto a versão cargueira como a de passageiros.



Esse trabalho desenvolvido para a Embraer desde 1993, foi a base para que a empresa tivesse o “know how” que possui hoje na área de estruturas e ampliasse seu mercado de atuação.


Akaer

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        Equipe Brasileira da Akaer Integra-se Ao Programa Gripen NG





HOLDING T1


Em julho de 2009, a Akaer estava concluindo a montagem da arquitetura industrial de uma nova holding – a T1 – da qual também participam as empresas Friuli (usinagem), Winnstal (montagem), Minoica (suprimentos e logística) e Imbra Aerospace (peças em material composto), com o objetivo de se tornar uma fornecedora mundial de estruturas.


O ponto de partida foi viabilizado através da parceria da Akaer com o grupo sueco Saab. Com isso, a T1 será a fornecedora global de segmentos estruturais do novo caça Gripen NG, que está em fase de desenvolvimento e já tem um protótipo demonstrador de conceito.


A idéia da holding é formar um novo pólo aeronáutico no Brasil na área de desenvolvimento da inteligência e do ciclo de produção de aeronaves e não apenas o fornecimento de peças.


A parceria com a Saab pode representar um grande salto tecnológico, com o mesmo significado que o AMX teve para a Embraer, capacitando as empresas brasileiras em novas tecnologias e criando um fornecedor de classe mundial em estruturas dentro do país.


A Akaer prevê faturamento de US$ 500 milhões para a holding em quatro anos e a possibilidade de dobrar o número de funcionários, somente da Akaer, a partir de 2010. Em 2011, espera triplicar sua mão de obra, tendo em vista que já estará trabalhando também em outros programas como o do helicóptero EC -725, que será fornecido pelo grupo europeu Eurocopter para as três Forças Armadas brasileiras.


O objetivo da holding T1 também é ampliar a capacidade de pequenas empresas do setor no Brasil para se tornarem fornecedoras internacionais, reduzindo a dependência da Embraer, que afeta os negócios do setor em períodos de crise. A Embraer trabalha com cerca de 500 fornecedoras no Brasil.


A holding T1 criará uma alternativa de mercado mais estável para as empresas, inclusive com a possibilidade de se tornarem parceiras de risco nos projetos. A Embraer também tem interesse em dividir riscos no desenvolvimento dos seus programas para se tornar ainda mais eficiente.


A Embraer gasta muita energia para gerenciar os contratos com seus fornecedores de pequeno porte, que são estratégicos, porque apresentam custos competitivos, eficiência e qualidade.





ELEB


Logo da Eleb


Em julho de 2009, a brasileira fabricante de trens de pouso Eleb crescia junto com sua controladora Embraer e despontava em exportações. Só os programas da empresa-mãe representavam 65% da sua receita.


Única fabricante brasileira nesse segmento, a Eleb figura entre as quatro mais importantes companhias do setor. À sua frente estão a francesa Messier Dowty, a americana Goodrich e a alemã Liebherr, que até julho de 2008 detinha 40% do seu capital, por meio de uma joint venture com a Embraer.


A empresa está bastante envolvida também com o programa dos jatos Phenom, cujas vendas ainda permanecem em uma patamar satisfatório.
<>A Eleb exporta atualmente 25% da sua produção e 10% da sua receita vem da prestação de serviços de manutenção e reparo de trens de pouso para as Forças Aéreas do Brasil e de países da América do Sul e para operadores de helicópteros e jatos no Brasil.


Em 2009, a Eleb prevê alcançar faturamento de US$ 120 milhões e investe US$ 13 milhões em novos equipamentos e tecnologia. O recursos destinam-se para obtenção de melhoria de produtividade e para o atendimento das necessidades da Embraer.


O modelo Phenom 100 já tinha 80 unidades entregues nos primeiros sete meses de 2009 e o Phenom 300 ainda nem tinha começado a produção em série. em 2008, a Eleb atingiru receita de US$ 116,3 milhões e entregou 300 conjuntos de trem de pouso. Em 2009, a previsão é de entregar um total de 350 conjuntos.


Com o domínio do ciclo completo de desenvolvimento, produção e pós venda de trens de pouso e componentes hidráulicos e eletromecânicos para aeronaves de asa fixa e rotativa, a Eleb Equipamentos, hoje 100% controlada pela Embraer, assumiu sozinha o fornecimento desses sistemas da sua nova família de jatos executivos: os modelos Phenom 100 e Phenom 300.


Durante mais de 10 anos, o desenvolvimento e a produção do trens de pouso dos jatos comerciais da Embraer foram compartilhados com a acionista minoritária da Eleb, a Liebherr. A joint venture representou um aprendizado importante para a Eleb, que ainda mantém a parceria, iniciada com o desenvolvimento dos trens de pouso da primeira família de jatos regionais ERJ 145 e ampliada em 1999 com o programa do jato Embraer 170.


A Liebherr é responsável fornecimento do trem de pouso principal dos jatos do programa 170/190 e a Eleb entra com o trem de pouso auxiliar ou de nariz. Na família dos jatos 145, a Eleb fornece o trem de pouso principal e componentes do sistema e a Liebherr, o trem auxiliar. A parceria com a Liebherr também ajudou a Eleb a fortalecer a sua marca no mercado internacional.



Trem de Pouso da Eleb

Trem de Pouso da Eleb.
(Foto Eleb)



Entre os negócios realizados no mercado externo, a empresa destaca o fornecimento do sistema completo do trem de pouso do helicóptero S-92, da americana Sikorsky (115 sistemas desde 2005), o trem de pouso auxiliar da aeronave chinesa ARJ 21, novo rival do jato 170 da Embraer, componentes para o Airbus Air Tanker, aeronave de reabastecimento em vôo, da Airbus, além dos contratos que já mantinha com a própria Liebherr, sua antiga parceira.


A Eleb também será contemplada nos projetos do cargueiro KC-390 que a Embraer está desenvolvendo em conjunto com a FAB e dos 50 helicópteros EC-725, que o governo brasileiro encomendou da Helibrás.


No KC-390, a Eleb está apoiando a fabricante do cargueiro na fase de definição das especificações e estudos preliminares. Esse projeto representa um grande desafio tecnológico para Embraer e para Eleb, pois trata-se de um produto totalmente novo, já que nunca fizeram uma aeronave cargueira e de asa alta. Todos os jatos Embraer possuem asa baixa.


Fundada em 1984 como uma divisão de equipamentos da Embraer, a Eleb iniciou suas atividades com a fabricação, sob licença, dos trens de pouso do caça AMX, para a FAB. O programa AMX capacitou a Eleb para atuar nesse mercado e posteriormente para sermos o fornecedor exclusivo do sistema completo de trem de pouso do Supertucano, que utiliza tecnologia 100% nacional.



Fábrica da Eleb

Fábrica da Eleb em SJC.
(Foto Eleb)



Localizada em São José dos Campos, numa área industrial de 24 mil m2, considerada de pequeno porte, a Eleb tem em 2009 quase 700 empregados. Tais instalações serão suficientes quando o Brasil vier a produzir seus caças de 4ª e, quem sabe, de 5ª Geração aqui mesmo?


Eleb

Blog Defesa BR :

       Brasileira Eleb Torna-se a 4ª Maior do Mundo em Sua Área







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