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Palestra do
general-de-exército
José Benedito de Barros
Moreira (esq.), com o senador Eduardo
Azeredo ao lado,
presidindo os trabalhos da 18ª Reunião Ordinária da
CRE.
(Foto Jane Araújo - Agência Senado)
INTRODUÇÃO
PALESTRA
DO GENERAL
SENADOR COLLOR
SUBCOMISSÃO
AS FORÇAS ARMADAS NA CRE
FONTES & LINKS
MÍDIAS
O DEFESA BR é uma
SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer para manter
a soberania sobre suas
riquezas
das Amazônias Verde e Azul com um
conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB.
INTRODUÇÃO
Os fatos abaixo já entraram na história e permanecem
registrado aqui exatamente por este motivo. Houve todo um
esforço entre o Executivo e o Legislativo por volta de 2007 para
que a situação da Defesa no Brasil pudesse mudar de forma
radical. A 18ª Reunião
Ordinária da CRE foi um exemplo.
A Comissão de
Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE)
do Senado Federal teve sua 18ª Reunião
Ordinária no dia 14 de junho de 2007 para ouvir a
palestra do general-de-gxército
José Benedito
de Barros Moreira, assessor
especial militar do Ministério da Defesa, sobre a
Nova Geopolítica Mundial e Seus Reflexos para o Brasil.
O senador Romeu
Tuma (SP), autor do requerimento
para a audiência, disse ter ficado preocupado ao ouvir a
informação de que o Exército
Brasileiro não poderia evitar, mas apenas dificultar, uma
invasão da Amazônia.
Na discussão que se seguiu à apresentação,
o senador Fernando Collor (AL) levantou o exemplo do Chile, que
destina às suas Forças Armadas um percentual sobre
a exportação de cobre. Ao
final da reunião do Comissão,
foi aprovado pedido de informações ao Governo Federal
a respeito da modernização das Forças Armadas.
PALESTRA DO GENERAL
AGÊNCIA SENADO
:
General aponta
"riscos inaceitáveis" para a segurança do País
As falhas dos sistemas de defesa anti-aérea e
de defesa naval foram definidas em 14 de junho de 2007 pelo
general-de-exército José Benedito de Barros Moreira,
assessor especial militar do Ministério da Defesa, como "riscos
inaceitáveis"
para o Brasil.
Em audiência pública da Comissão
de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), ele
defendeu a destinação de investimentos à
modernização das Forças Armadas e o fortalecimento
da indústria nacional de equipamentos bélicos.
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Vista
panorâmica da sala 7 da Ala Alexandre Costa durante a
audiência,
mostrando em primeiro plano o senador Eduardo
Azeredo (MG)
à esquerda e o general Moreira à direita.
(Foto Jane Araújo - Agência Senado)
O maior problema do setor de defesa, na
opinião do general, é que o país não tem
suficiente poder de dissuasão militar. Os atuais equipamentos de
defesa antiaérea, informou, são "velhos e obsoletos" e
não podem impedir que aviões de caça modernos
sobrevoem o território nacional. Com investimento equivalente a
US$ 40 milhões, disse ele, seria possível montar um
novo sistema de defesa do espaço aéreo brasileiro.
- Não temos defesa aérea, ela é mínima. A
pergunta que se faz é quem vai defender, por exemplo, a
hidrelétrica de Itaipu e o Palácio do Planalto -
questionou Moreira.
Durante a palestra, intitulada A Nova Geografia Mundial e Seus Reflexos
para o Brasil, o general observou que o mundo caminha para uma fase de
mais incerteza e violência, com conflitos de difícil
solução em regiões como o Oriente Médio.
Além disso, previu, haverá mais problemas com o meio
ambiente e a escassez de matérias primas e de energia.
A boa notícia para o Brasil, recordou o general, é que o
país se situa na região mais pacífica do mundo.
Mesmo assim, advertiu, pode ocorrer aumento de tensão em
regiões específicas, como a Colômbia e a
Bolívia. Ele citou ainda a recente aquisição de 24
caças Sukhoi pela Venezuela, que poderá desestabilizar o
equilíbrio aéreo na região.
Moreira informou que o Exército dispõe de aproximadamente
R$ 1 bilhão anuais para todas as despesas. Com isso, alertou,
quase não há recursos para investimentos. Por outro lado,
observou, o contingenciamento de recursos de royalties destinados
à Marinha dificultou o prosseguimento do programa de
construção de um submarino nuclear, que poderia estar
funcionando em até 15 anos.
Autor do requerimento de realização da audiência, o
senador Romeu Tuma (DEM-SP) disse ter ficado preocupado
ao ouvir recentemente a informação de que o
Exército
brasileiro não poderia evitar - mas apenas dificultar - uma
invasão da Amazônia. O senador Cristovam
Buarque
(PDT-DF) pediu que a preocupação
com a situação das Forças Armadas se torne uma
"ação concreta" do Senado em defesa de sua
modernização.
O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que presidiu a
reunião, disse que o tema deve estar mais presente nos debates
da comissão, que, a seu ver, cuida mais das
relações
exteriores do que da defesa nacional.
O senador Fernando Collor (PTB-AL) concordou com Moreira a respeito da
necessidade de estímulo à indústria bélica
nacional e citou o exemplo do Chile, que destina às suas
Forças Armadas um percentual sobre a exportação de
cobre.
Por sua vez, o senador Augusto
Botelho (PT-RR) lembrou que
investimentos em pesquisa feitos pelas Forças Armadas rendem
bons retornos ao país. Como exemplo, ele citou o desenvolvimento
da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), depois da
criação do Instituto Tecnológico da
Aeronáutica (ITA).
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Primeira fila com os senadores Romeu
Tuma (SP), Fernando
Collor (AL),
Francisco
Dornelles (RJ) e Jefferson
Perez (AM).
(Foto Jane Araújo - Agência Senado).
Aprovado pedido de
informações a respeito de modernização das
Forças Armadas.
Texto acima de Marcos Magalhães,
Repórter da Agência Senado, com reprodução
autorizada mediante citação da Agência Senado. Conheça
mais detalhes da audiência através da Ata (zipada em nosso site).