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REAÇÃO DO BRASIL




EB  

SELVA !
O Exército Brasileiro na Amazônia.


INTRODUÇÃO

REAÇÃO DO BRASIL

NOVIDADES

SINAMOB

FONTES & LINKS




O DEFESA BR é uma SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer
para manter a soberania sobre suas riquezas
das Amazônias Verde e Azul
com um conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB
.




INTRODUÇÃO


O Brasil vinha sentindo-se ameaçado com as recentes e pesadas aquisições de armamentos realizadas pela Venezuela, em grande parte de origem russa e com desempenho geral muito superior ao que ambos dispunham, seja esse sentimento geral exagerado ou não.
 
 
Há ainda a preocupação com a evidente exportação da "Revolução Bolivariana", pois sabe-se que o ex-presidente Chávez vinha, ativamente, costurando um pacto militar da Venezuela com Cuba, Nicarágua, Equador e Bolívia (o Paraguai rebelou-se).
 
 
Tal pacto é chamado de ALTERNATIVA BOLIVARIANA, em que os US$ bilhões em armamentos adquiridos pela Venezuela estão também disponíveis aos integrantes desse seleto grupo.



"Não há melhor maneira de aprender
a nadar rápido do que quando o
instrutor solta um tubarão na piscina."
Prof. Paulo Lindgren sobre o dilema
do Brasil frente ao "Fator Chávez".



E acima disso, existe a ameaça maior, que é a de INTERNACIONALIZAÇÃO E INVASÃO DAS 2 AMAZÔNIAS.


Essa possibilidade pode ser vista em declarações feitas por dignatários de diversos países, e qualquer uma das atuais potências militares mundiais apresenta condições materiais de sucesso, principalmente aquelas com arsenais nucleares.

 

Pode ser que isso jamais venha a ocorrer, mas as "portas" não podem continuar abertas como estão hoje. E não é só a Defesa da AMAZÔNIA VERDE que interessa ao Brasil mas, crescentemente, também a da gigantesca ÁREA MARÍTIMA JURISDICIONAL de 4.451.766 km2, a chamada AMAZÔNIA AZUL



Area Marítima da Amazônia Azul

O Brasil tem 7.491 km de fronteira marítima. Em toda essa extensão, existe
a gigantesca Área Marítima Jurisdicional que é a soma da Zona Econômica
Exclusiva (ZEE) com a Plataforma Continental. Juntas representam uma área
econômica brasileira de 4.451.766 km2, que vem a ser maior que a metade
(52 %) do território continental, de 8.511.965 km2. Essa fabulosa Área é
conhecida hoje como a AMAZÔNIA AZUL, estando destacada em
azul claro e escuro no mapa acima.
Os rios da AMAZÔNIA VERDE
(região continental amazônica) também são indicados.

(Arte da MB)



VÍDEO - MB - AMAZÔNIA AZUL (00:32 MIN)






Deve-se ter a consciência de que tal assunto merece receber a mais absoluta importância da sociedade brasileira, seja civil ou militar, pois a manutenção e preservação dessas DUAS AMAZÔNIAS é um problema da soberania de todos como Nação e até como CIVILIZAÇÃO.




REAÇÃO DO BRASIL



Em razão da percepção desses fatos, parece que algum movimento pelo reaparelhamento das Forças Armadas pode ter começado a ganhar relativa importância no governo brasileiro, a partir de uma reunião em junho de 2007 do Conselho Militar de Defesa, que há muito não ocorria.


O Conselho engloba o Ministro da Defesa, os Comandantes das 3 Forças, e o Chefe do Estado-Maior de Defesa. Esse órgão assessora a Presidência da República nas decisões ligadas à defesa do território nacional.


Naquele momento, o então Ministro da Defesa, Waldir Pires, defendeu diante do Conselho apenas o fortalecimento da indústria para suprir as necessidades do País e exportar.


"O Brasil não pode ser um mero comprador
de materiais de defesa, precisamos
fortalecer nossa indústria"




Para viabilizar os recursos financeiros necessários para o cumprimento das NOVAS DIRETRIZES então estabelecidas, o Conselho Militar de Defesa anunciou à época que estudaria a criação de um Fundo de Reaparelhamento das Forças Armadas.


Além disso, o então Ministro Waldir Pires prometeu lutar pela suspensão do contingenciamento ao orçamento das Forças Armadas.


As Novas Diretrizes seriam :

     g  Aquisição de caças supersônicos de superioridade aérea (Programa FX-2);

     g  Desenvolvimento de famílias de mísseis de última geração (Anti-Aéreos, Terra-Ar, Mar-Ar);

     g  Aquisição de radares de defesa aéreos tridimensionais;

     g  Aumento da frota de helicópteros de transporte de tropas e de ataque;

     g  Desenvolvimento da nova família de veículos blindados;

     g  Desenvolvimento de submarino de propulsão nuclear, submarinos e novos navios-patrulha oceânicos e fluviais;

     g  Implantação de um sistema de compras de materiais unificado nas 3 Forças Armadas; e

     g  Criação do Fundo de Reaparelhamento das Forças Armadas.


Entretanto, durante os anos de 2007 e 2008 via-se uma TÍMIDA REAÇÃO do governo brasileiro às diversas ameaças que cercavam o país e essas Novas Diretrizes acima escolhidas não faziam sequer SOMBRA às COMPRAS INICIAIS e muito menos aos NOVOS PLANOS de grandes aquisições da Venezuela, apenas como exemplo. E frente a uma potência de nível mundial, como EUA, UE, Rússia e China, elas seriam risíveis.



Lula e Amigos Bolivarianos

Divertida charge mostrando Lula vestido de freira levando
bofetadas e pontapés dos "muy amigos" bolivarianos
Correa (Equador), Morales (Bolívia) e Chávez
(Venezuela), da esquerda para a direita. Só
faltou o ex-Bispo Lugo (Paraguai).
(Charge de Iotti no Zero Hora
de 10 de outubro de 2008)



No já ido mês de junho de 2005, o governo apresentou o que seria seu Plano de Defesa Nacional, o PDN. Desde então, nada saíra de concreto daqueles papéis. E o mesmo poderia ocorrer com as Novas Diretrizes que o Conselho Militar de Defesa estabeleceu em 2007.
 

“A primeira condição da paz é a respeitabilidade, e a
da respeitabilidade a força. A fragilidade dos meios
de resistência de um povo acorda nos vizinhos mais
benévolos veleidades inopinadas, converte, contra
ele, os desinteressados em ambiciosos, os fracos
em fortes, os mansos em agressivos”.
Rui Barbosa (1946)



Enquanto a Venezuela e demais Nações do mundo inteiro iam ao mercado ou desenvolviam a todo custo seus meios de Defesa, o Brasil parecia preocupar-se somente em tecer papelada com planos inúteis, sem a mínima vontade política de torná-los realidade, por absoluta falta de consciência e até por leniência.


O governo decidia manter suas Forças Armadas em absoluto estado de degradação física e motivacional, e vinha sempre aprimorando os contingenciamentos de orçamentos de Defesa e de Royalties da Marinha pelo Tesouro Nacional. Desse modo, não podiam existir dúvidas sobre o futuro que aguardava a Nação cada dia mais indefesa e entregue à própria sorte.



Vizinhos Irrequietos

Diagrama da situação do Brasil frente
a seus vizinhos irrequietos.
(Arte Revista Época)



No Exército, havia 190 mil homens distribuídos por 900 quartéis em 2008. Ao menos 78% dos tanques eram usados desde 1973, 58% das viaturas eram anteriores a 1988 - 20 anos, e a tecnologia de quase toda a artilharia era da Segunda Guerra Mundial.


Na Marinha, os 49 mil militares viram serem aposentados, por falta de recursos, 21 navios de 1996 a 2005. As tripulações passavam a maior parte do tempo em terra. No começo deste milênio, o total dos dias de mar somou 2.161; em 2004, foram somente 1.250 ou 42%. Na atualidade (2013), é melhor nem pensar.


A FAB expandiu o efetivo para 73 mil oficiais e praças, mas encolheu os vôos, pelo menos os de Defesa. Em 2008, 80% de suas aeronaves tinham mais de 17 anos de uso. Somente 37% delas estavam disponíveis para ações de defesa, sendo que o transporte de autoridades em Brasília havia se tornado prioridade com aviões brilhando de novos.


A defesa aérea do Brasil seria um gigante com pés de barro, cuja única vantagem se restringia a aviões de alarme aéreo antecipado e à capacidade de reabastecimento em vôo.


No caso de aeronaves de caça, de helicópteros de ataque e de transporte, de mísseis de médio alcance e da disponibilidade de bombas inteligentes, Peru e Venezuela disputavam tranquilamante a liderança na América do Sul. Em interceptadores, o Chile e a Venezuela lideravam com larga folga, com F-16 e Su-30, enquanto o Brasil descascava uma dúzia de defasados Mirage 2000 dos anos 70.


Em 2008, dos 171 (!) pretensos aviões de combate da FAB, em condição de voar, figuravam os 12 Mirage 2000, 56 velhos F-5 sendo reformados a conta-gotas, além de 53 velhos AMX ainda a serem reformados, e 50 Super Tucanos já em serviço àquela altura.


Essa frota rarefeita dava um aparelho para cada 50 mil km2 do território nacional, em relação a uma concentração 10 vezes maior no Peru e na Venezuela.



Futuro da FAB ?


A foto acima consta aqui como uma sátira do DEFESA BR contra o Governo
(não contra a FAB) sobre a (in)capacidade de defesa aérea do Brasil hoje
frente aos até 150 futuros caças (na maioria Su-35BM) da Venezuela
e demais caças de vizinhos também pequenos como Peru e Chile.
Porém, segue a pergunta que não quer calar : isso aí está
distante da realidade brasileira?



Em audiência no Senado Federal, o Senador Edson Lobão afirmou com toda a propriedade que "o Brasil demonstrava ao mundo ter pouco apreço pelas suas Forças Armadas."


Um país sério em assuntos de Defesa e que tivesse uma AMAZÔNIA AMEAÇADA por todos os lados não pensaria em apenas estudar a criação de um fundo de reaparelhamento, de somente lutar pelo fim de contingenciamentos absurdos, e de simplesmente continuar propagando seu interesse pela indústria nacional e suas exportações.


Um país assim resolveria tais problemas em um só dia e faria o que tinha de ser feito a partir de então, pela força da própria lei maior que rege a humanidade em qualquer lugar desse vasto mundo, a do desejo coletivo de um grupo - no caso o povo do BRASIL - pela sobrevivência como civilização.




VÍDEO - ENTREGA DAS TERRAS
YANOMANIS AOS EUA
(01:18 MIN)



Entrevista do legendário indigenita Orlando Villas Boas, que
preconizou há anos a tomada das terras Yanomanis com
chancela da ONU, por causa de suas inúmeras riquezas.




NOVIDADES


O então ministro da Defesa, Nelson Jobim, prometeu em 18 de agosto de 2007 aumentar o teto do orçamento militar e ratificou o compromisso do então presidente Lula de liberar recursos para fabricar um submarino a propulsão nuclear.


Segundo ele, Lula teria determinado que fosse elevado o teto do Orçamento de Defesa - para
Custeio e Investimentos - para R$ 9 bilhões (apenas US$ 4,6 bilhões a um Dólar médio de R$ 1,95) em 2008, e que houvesse avanço no reequipamento das Forças Armadas, para que estas pudessem cumprir com suas funções constitucionais (afirmação feita na Academia Militar de Agulhas Negras, em Resende).


Os R$ 9 bilhões correspondiam a gastos de custeio da tropa (exclui salários) e de aquisição de equipamentos. Para o Ministro, tal cifra teria sido de R$ 6 bilhões em 2007 (foi de RS 5,3 bilhões antes dos contingenciamentos), e a intenção de Lula seria dar um aumento de 50 % em 2008.


Entretanto, o mínimo aceitável somente para Custeio e Investimentos seria de 1 % do PIB - que já seriam US$ 13,33 bilhões ao ano em 2008 para um PIB estimado em US$ 1,314 trilhão de 2007, embora ainda pouco para a necessidade de completo reequipamento das Forças e sua inerente operação, após tantos anos seguidos de desgoverno com essa área vital (Ver ORÇAMENTO).


O Brasil ter ido para US$ 4,6 bilhões em 2008 - somente 0,3 % do PIB - ainda foi um milagre, vistos todos os contingenciamentos possíveis que vêm ocorrendo no atual governo, porque o orçamento federal tem sido uma mera peça de ficção dele. Daí para 2013, o orçamento vem apresentando pequenos aumentos, sem nada de novo.



Em setembro de 2007, o governo anunciou que faria uma reformulação na área de Defesa, a qual deveria obedecer ao novo Plano Estratégico de Defesa Nacional. Este plano foi de fato elaborado por um grupo de trabalho de alto nível instituído por decreto presidencial. Tal Plano foi finalmente aprovado pelo CDN em 11 de dezembro e anunciado em 18 de dezembro de 2008. O Gigante estaria acordando?


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Uma novidade bastante interessante foi a introdução do incentivo à Base Industrial de Defesa (BID) no dia 1º de abril de 2013, com a regulamentação da Lei 12.598/2012, marco legal para as compras, as contratações e o desenvolvimento de produtos e sistemas de defesa no país. Essa lei assinalou um ponto de inflexão no modo como o Brasil cuida da indústria de Defesa.




SINAMOB


O governo federal publicou no Diário Oficial de 03 de outubro de 2008, o Decreto nº 6.592, regulamentando a Lei nº 11.631, de 27 de dezembro de 2007, que dispõe sobre a Mobilização Nacional e cria o Sistema Nacional de Mobilização - SINAMOB. A nova Lei e o Sistema já entraram em vigor na data da publicação do Decreto acima.


Esse Decreto nº 6.592 mostra uma nova postura da política externa brasileira, especialmente quanto ao jeito como vinha tratando da Defesa da Nação e seus interesses pelo mundo. O capítulo I, Artigo 3, ao qualificar os parâmetros de agressão estrangeira para acionar o SINAMOB, explicita:

“São parâmetros para a qualificação da expressão agressão estrangeira, dentre outros, ameaças ou atos lesivos à soberania nacional, à integridade territorial, ao povo brasileiro ou às instituições nacionais, ainda que não signifiquem invasão ao território nacional.”


Estabelece novos limites em que o Brasil poderá avançar na defesa dos seus interesses, passando a incluir não só o termo “povo brasileiro”, mas ampliando as possibilidades de intervenção sobre "agressões", inclusive aquelas
que não signifiquem invasão ao território nacional.


O SINAMOB significa uma mensagem firme, explícita e decisiva aos interessados na INTERNACIONALIZAÇÃO DAS 2 AMAZÔNIAS e aos hermanos latinos, os vizinhos que nos cercam e alguns dos quais vêm nos testando há tempos.


Com estes, todo o problema advém
exatamente das intermináveis e nefastas atitudes dos membros do Regime Bolivariano de Chávez. Essas atitudes caracterizarão a partir de agora agressões externas, e uma resposta militar brasileira passa a ter amparo legal desde 03 de outubro de 2008.


A sociedade brasileira tem acompanhado há tempos múltiplas cutucadas, ameaças, grosserias descabidas, apropriações de bens com tropas na TV, inimagináveis chantagens comerciais e até o cúmulo recente de um seqüestro de nossos cidadãos, todas originadas de países antes ditos hermanos.


Nesse quadro, espera-se a qualquer momento uma grande perseguição aos 300 mil cidadãos brasileiros que residem no Paraguai – os brasiguaios. O mesmo pode ocorrer com nossos agricultores na Bolívia. Já houve um caso sério de corte no fornecimento de gás da Bolívia para o Brasil, seguido da tomada de instalações da Petrobras por tropas em 2007, que ultrajou todos os brasileiros e passou impune. O Paraguai ainda força o Brasil a renegociar um contrato de Itaipu com vencimento longínquo a qualquer custo.


Algo deve estar muito errado, pois, em outros
tempos, o Brasil quase foi a uma guerra naval
por causa de lagostas, e hoje não se move
uma canoa por gás e petróleo.



No Equador, em setembro de 2008, a construtora Odebrecht foi expulsa sumariamente pelo presidente Correa, que confiscou seus bens no território e proibiu quatro de seus funcionários de voltarem ao Brasil. Ele só liberou os executivos depois que a construtora aceitou todas as exigências, o que foi tomado no Brasil como um resgate por seqüestro. Ele ainda avisou que vai pensar se paga ou não o empréstimo de US$ 200 milhões que seu país fez junto ao BNDES, para as obras da hidrelétrica construída pela Odebrecht.


Ainda no Equador,
a Petrobras mais uma vez vem sendo ameaçada, como anteriormente na Bolívia. Obviamente, tudo vem seguindo uma coordenação central externa. O presidente Correa mandou o recado curto e grosso: “Senhores das transnacionais de petróleo, não brinquem com fogo porque sabem que não estou brincando. Eu me reuni com a Petrobras e chegamos a um acordo muito claro, mas eles estão demorando demais para cumpri-lo. Ou cumprem as exigências ou vão embora do Equador.”


Correa declarou depois que, além de expulsar a Petrobras, vai cobrar indenização. Certamente, ele só disse isso porque viu um governo brasileiro frágil, depois de tantos testes anteriores dele e de seus colegas sem reação alguma de nosso governo.


Dentro desse quadro de Guerra Fria na América do Sul, é preciso que o SINAMOB mostre-se como uma clara e firme providência de uma vez por todas, para que os latinos de ascendência espanhola de alguns países vizinhos específicos saibam que povo estão provocando.


Em 9 de outubro, com a expulsão da Odebrecht sendo confirmada, Lula finalmente tomou uma providência e cancelou a ida ao Equador de uma missão que discutiria possíveis obras de infra-estrutura viária daquele país.



Se demonstras força, todos
querem ser teus aliados.

Ao contrário, se mostras fraqueza,
ninguém te dará importância.

E, se tendo riquezas, não demonstras
força, atrairás sobre tua cabeça
todas as ambições do mundo.
(Ciro, Rei da Pérsia)





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