Os
Soviéticos também tentaram outros 2 NAes Nucleares, o Sovietsky Soyuz (suspenso em
1983 com 50 % do casco pronto)
e o Oryel (Projeto 1160, suspenso
ainda nos anos 70), que teria muito mais poder ofensivo com seus mísseis.
-
Baku VTOL Cruiser (Classe com 45.000 ton e 30 + caças VTOL) - iniciado em 1978,
lançado em 1982 e
completado em 1987. Renomeado Admiral Gorshkov em 1990. Entre 1992 e 1994 passou por
grandes incêndios e
explosões. Ele voltou ao mar em 1995, mas era improvável que um dia voltasse a serviço pela
Rússia. Porém, foi vendido à Índia em
janeiro de 2004 para ser reconstruído na Rússia. Problemas de custos em 2007 já atrasaram
sua entrega em 2 anos.
- Kiev Class VTOL
Cruisers (42.000 ton e 31 VTOL)
-
3 navios construídos
desde
1975, o Kiev foi desmontado na
China
em 2000, o Minsk virou Cassino na mesma China (Shenzhen) em 1998, e o Novorossiysk foi desmontado na Coréia do Sul em 1997.
ÍNDIA
O Viraat foi adquirido
em 1986 e completamente reformado
entre 1999 e 2001. Trata-se do
velho HMS Herme da Royal Navy,
cuja construção
foi iniciada em 1944,
paralisada e retomada em 1950. Foi
comissionado em 1959 (*). Foi
um ASW. Tornou-se VSTOL em 1980
para o Harrier. Serviu nas Ilhas Falklands (Guerra das Malvinas),
indo para a reserva da RN em
1985.
Já o ex-Admiral Gorshkov foi vendido à Índia em
janeiro de 2004 para ser reconstruído (refit) na Rússia por US$
675 milhões em um contrato total de US$ 860 milhões.
Outros US$ 740 milhões seriam o preço para seus
novos 16 MiG-29K.
O negócio todo atingia a
cifra de
US$ 1,6 bilhão, mas houve expressivos aumentos de custos. A conversão acabou se tornando mais
cara e complexa do que
se imaginada, atrasando muito o cronograma do projeto, o que acarretou
em vários atritos entre ambas as partes.
De acordo com o contrato, os
russos tiveram que reconstruir a embarcação,
transformando-a em um Navio-Aeródromo convencional, com a
construção de
convôo angulado, ski-jump, nova propulsão, armas e
eletrônica. A Índia espera recebê-lo até 2012
com o nome de Vikramaditya.
(Clique na
foto abaixo para ampliação do Vikramaditya)
INS Vikramaditya.
(Foto
Marinha Indiana)
Com 45.000 toneladas, o
Gorshkov, da Classe Kiev,
foi concluído em 1987 e, em atividade na Marinha
soviética, operou
helicópteros Ka-27 e aeronaves V/STOL Yak-38.
A Índia iniciou em 2005 a
construção própria do Air Defence Ship I (ADS I), um NAe de 37.500 ton, que
terá um irmão, o ADS II, até 2020. Veja
detalhes abaixo, em Projetos Para o Futuro.
FRANÇA
Nos
últimos anos, parece ter havido uma disputa interna muito forte
entre a Marinha e a
Força Aérea,
pela supremacia do ar e dos
investimentos. Isso vinha prejudicando os planos para a
construção de um segundo Navio-Aeródromo, assunto já
resolvido, entretanto.
Outro motivo
para tal foram os extensos problemas
técnicos
que o R-91
Charles De Gaulle 2
enfrentou e
continua enfrentando desde antes de seu comissionamento em
2001. Alguns maldosos até chamam isso de "Catálogo de
Erros".
(Clique na
arte abaixo para ampliação do CDG)
R-91 Charles De Gaulle .
(Arte DCN)
Seu principal e mais grave
problema refere-se
à baixa blindagem dos
reatores atômicos. Com isso, enquanto ainda operavam a somente 30
% de sua capacidade, o
nível de radiação a bordo já se encontrava 5 (cinco) vezes acima do
limite permitido.
Para
resolver tal problema, o CDG recebeu
depois um sobrepeso de 15 % devido às normas européias
para radiação. Isso aconteceu por terem errado na adaptação da
instalação feita para submarino no NAe, ao
invés de terem reprojetado os reatores para uso em navio de
superfície.
O
Grupo AeroNaval (GAN) acima partiu em 1º
de dezembro de 2001 de Toulon para
o Mar de Omã. Constituído à volta do CDG, era
composto pela fragata antiaérea (AAW) Jean-Bart (com um Panther
da 36.F a bordo), as fragatas anti-submarinas (ASW) Jean
de Vienne (com um Lynx da 34.F a bordo) e a La Motte-Picquet, pelo
petroleiro
Meuse (com um Lynx da 34.F a bordo) e pelo submarino nuclear de ataque
Rubis.
O Grupo Aéreo Embarcado (GAE) contava com 2 Rafales M F1 (12.F),
16 Super-Étendard Modernizados F3 e F4 (11.F/17.F), 2 E-2C
Hawkeye (4.F),
2 Dauphin (35.F) e 2 SA 330 Puma da Alat (5ª RHC de Pau).
(Foto
Marine Nationale Française)
Outro problema sério ocorreu
com seus hélices
produzidos nos EUA. Em 10 de dezembro de 2000, estando ancorado
nas Antilhas, descobriu-se que o hélice de bombordo tinha sido
danificado por possuir defeito de fabricação. O
fabricante, Atlantic Industries, havia ido à falência em
1999.
Hélice
de bombordo danificado nas Antilhas.
(Foto
Marine Nationale Française)
O R-91
CDG (2)
voltou a Toulon para 3 meses de reparo. Foi necessário colocar
um hélice do Clemenceau porque seu jogo de
hélices reserva também possuía o mesmo
defeito. Esse fato só lhe permitia atingir 27 nós.
Até hoje é dito que ele seria mais lento que seus
antecessores, como o Foch, atual São Paulo, e o Clemenceau,
desativado e vendido para desmonte na Índia.
Força de Coalizão da "Enduring Freedom
Operation" no Mar de Omã em 1º de
fevereiro de 2002 com 5 Navios-Aeródromos. Ao centro (frente), o NAe Nuclear
Francês R-91 Charles de Gaulle (2001), mais o CVN 71 USS Theodore Roosevelt
(1986), o
CVN 74 USS John C. Stennis, ambos da Classe Nimitz (1995), o
NAe britânico HMS Illustrious, o italiano Giuseppe Garibaldi e
mais Escoltas.
(Foto
Marine Nationale Française)
Além disso, a pista de
vôo teve
que ser aumentada (de 194,5 para 199,9 metros) para poder receber
os 2 E-2C Hawkeye, que haviam sido adquiridos com boa
antecedência.
Foi necessário
ainda trocar a
pintura da pista de vôo, que havia sido feita com
substância que estaria incrivelmente corroendo os cabos de
arresto
usados para pouso.
Com todos esses problemas, que vêm desde uma séria disputa
pela escolha do nome, o
CDG sofreu muitos atrasos
(início em 1986)
e sua aviação só estará pronta mesmo dentro de alguns anos.
A
missão de Caça
de Defesa de Frota (CDF) do NAe Charles de Gaulle é
conduzida pelo Esquadrão 12F, que recebeu desde junho de 2004
10 aeronaves modelo F1 do Rafale M.
Em 2008, a Aéronavale
recebeu
mais 16 aeronaves modelo F2 -
multimissão - do Rafale M.
Em 3
encomendas, foram
contratados pela Marine Nationale Française 10 F1, 16 F2 e mais 12
F3, em um total de 38 aeronaves para o CDG. Em 2009, a Aviação Naval
recebeu seus dois primeiros aviões da terceira encomenda (para
entregas até 2014). A quarta
encomenda foi feita em 2009 e conta com mais 9 aeronaves para a Marinha
(para entregas até
2019).
Até novembro de 2009, foram entregues 28 Rafales à
Aviação Naval. Nove do padrão F1 foram desativados
na pendência da modernização; um décimo
vinha sendo utilizado para experimentos. Dezesseis outras aeronaves
foram entregues no padrão F2 e depois elevadas ao padrão
F3. Duas delas foram perdidos em um acidente, em 24 de setembro de
2009.
Com os dois primeiros F3 entregues em 2009, o grupo aéreo
embarcado do Charles de Gaulle passou a contar com uma frota de 16
Rafale F3.
No total, a aviação naval deverá chegar
a 60 aeronaves. Já foram encomendados 47, menos os 2 F2
perdidos, são 45 tidos como firmes. Faltariam 15 de uma quinta
encomenda.
Além
disso, suas escoltas estão em fim de vida
útil (como a Fragata Suffren) e pode vir a precisar ser escoltado pelos ingleses, humilhação máxima para o orgulho
francês.
CURIOSIDADE
Em 2 de junho de 2005, nove caças e um avião radar do CDG
"tiveram que" pousar no Aeroporto Internacional de Atlantic City por
problema de autorização de pouso em uma base militar
local.
Fugiam de uma forte tempestade na área onde o CDG patricipava de
exercícios, na costa da Virginia. Estavam quase sem
combustível e lá passaram a noite (certamente nos famosos
cassinos da cidade).
Curiosamente, um dos pilotos ainda
tentou comprar combustível com seu cartão
de crédito, mas não houve saldo suficiente para
a operação. Apenas dois dos pilotos permaneceram ao lado
das aeronaves toda a noite, com um agente de segurança da Federal Aviation
Administration (FAA), cujo setor do aeroporto foi utilizado.
Somente na noite do dia 3 puderam voar para uma base próxima a
Halifax, de onde partiram
para o CDG no dia 4 para novas e destemidas operações.
MANUTENÇÃO
GERAL
Em julho de 2007, o CDG foi
docado
para manutenção geral e modernização. Ele deixou sua doca seca em Toulon em 22 de
agosto de 2008, mas somente voltaria a operar no segundo trimestre de
2009. Em 10 de novembro de 2008, deu início a
testes de mar e os serviços da DCNS foram concluídos em
1º de dezembro de 2008.
(Clique na
foto abaixo para imagem gigante do CDG)
R-91 Charles De Gaulle no
final da modernização.
(Foto S. Giraud - gentilmente cedida pela DCNS)
Os trabalhos nesse estaleiro da
DCNS
foram submetidos a testes extensivos, especialmente em termos de
propulsão. Durante essa parada, os núcleos de seus dois
reatores atômicos foram recarregados e foram instaladas dois
novos hélices, afinal.
Embora ligeiramente mais pesado, com 42.500 toneladas de deslocamento
de carga, o navio ainda deverá conseguir atingir aquela
velocidade máxima de 27 nós, à qual ficara
limitado.
Além da propulsão, o CDG foi beneficiado com extensos
trabalhos ao nível de suas instalações
aeronáuticas e de estocagem de armamentos nucleares. Realmente,
trata-se de enorme preparação para a
implementação do Rafale F3 a bordo e suas novas armas
associadas, como o míssil nuclear ASMP-A e a bomba de
precisão AASM.
A eletrônica de bordo também foi completamente revisada e
modernizada, como no caso do sistema de transmissão por
satélite Siracusa III, que substituiu o Siracusa II.
PÓS-MANUTENÇÃO
GERAL
O "Catálogo de
Erros" do Belo Antônio continua crescendo. A Marinha
e o DCNS fizeram mais uma parada técnica do Charles de Gaulle,
que foi forçado a regressar a Toulon no início de
março de 2009, onde permaneceria por muitos meses, até
setembro.
Esse
atraso de seu retorno à operação prejudicada seu
grupo aéreo, principalmente os pilotos mais jovens, em busca de
certificação.
A Marinha decidiu suspender o programa de atividades no navio
após ter sido descoberto um desgaste anormal dos duas
peças mecânicas que levaram a vibrações
elevadas no compartimento de propulsão.
Após análise, duas peças de acoplamento entre duas
das quatro turbinas às fileiras de árvores
do Charles de Gaulle já provaram estar anormalmente desgastadas.
Ninguém se atreve a explicar como esse desgaste aconteceu antes
de o navio voltar à plena operação e logo
após a sua manutenção geral, quando foram feitos
testes extensivos exatamente com a propulsão.
CDG : Características
História
O
Navio-Aeródromo A-12 São Paulo (mais detalhes) foi adquirido da
França em 2000, tendo sido incorporado em 15 de
novembro daquele ano. Chegou
à sede da Esquadra no Rio de Janeiro em 17 de fevereiro de 2001.
(Clique na
foto abaixo para imagem gigante do A-12)
Veja em detalhes o
NAe São Paulo - A-12 - da Marinha do Brasil,
com. 4 aeronaves AF-1 A-4 Skyhawk em seu convôo.
(Foto
Serviço de Relações Públicas da Marinha)
O A-12 teve reformadas totalmente
suas caldeiras (queima 250
toneladas de óleo mazut por dia, muito denso, betuminoso) e
já
consegue atingir 32
nós. Somente os NAes da US Navy conseguiam atingir mais de 30 nós, sendo que os seus nucleares podem atingir 33 nós.
A
aviação do São Paulo ainda está sendo
montada e só
estará realmente operacional
a partir de 2007 ou mais. Os AF-1 A-4
Skyhawks são uma escala
de aprendizado doutrinário. O A-12 opera seus caças pelo
método CATOBAR , como os NAes americanos e o francês
CDG.
Em meados de 2005, já havia
26 pilotos qualificados para os AF-1, havendo mais 2 indo para o Curso
Avançado da US Navy. Existem outros cumprindo as várias
etapas de sua formação e qualificação,
podendo o quadro chegar a 40 pilotos em poucos anos.
Os aviões para Emprego
Geral, AEW e REVO ainda estão sendo escolhidos. O CDF
deverá ser o último passo.
Dupla de AF-1 no convôo do A-12 São Paulo.
(Foto
Serviço de Relações Públicas da Marinha)
Os radares do São Paulo
são os
mais modernos da MB. Há
9 radares diferentes, sendo 2 deles em 3D. Seus sistemas são os mesmos utilizados no processo de modernização -
MODFRAG - das Fragatas de Classe Niterói.
O A-12 demandou uma extensa Modernização,
a qual teve início no 2º semestre de 2005 no AMRJ e somente
estará se completando no primeiro semestre de
2010, com extremo atraso.