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Marinha do Brasil  -  MB

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   OS NAVIOS-AERÓDROMOS



A-12 São Paulo da MB - Caminho do Rio

      O NAe A-12 São Paulo da Marinha do Brasil
a caminho do Rio de Janeiro em 2001.




INTRODUÇÃO


Os Navios-Aeródromos serão fundamentais instrumentos político-
estratégicos neste Século XXI. Pouquíssimos países no mundo têm possibilidade de contar com este meio de combate tão formidável, que revolucionou a guerra naval desde o início do passado Século XX.



VÍDEO - MODERN MARVELS -
AIRCRAFT CARRIER 1 OF 5 (10:00 MIN)







O Navios-Aeródromos do Século XXI deverão ser grandes, pois a defesa contra os modernos mísseis antinavio requer aviões embarcados de longo alcance, com grande peso e tamanho, os quais só são efetivos quando operados a partir de NAes maiores.


Uma grande Força Aeronaval com poderosos caças multimissão embarcados em NAes conferem à sua Marinha enormes flexibilidade, velocidade de ação, poder de fogo, cobertura e domínio marítimo e terrestre.  



Força Tarefa US Navy

Exemplo do poderio aeronaval dos EUA.
(Foto US Navy)



Uma Força Aeronaval representa independência, autonomia, projeção de poder e possibilidade de coerção.


Como dizem os americanos, uma Força Aérea com 60 caças embarcada em um único NAe, quando se aproxima do litoral, desestabiliza as defesas de mais de 80 % dos países de todo o mundo.


Trata-se de um novo paradigma que se abre para a Marinha do Brasil desenvolver, pois estará em companhia de poucos : Principais Marinhas.


Veja quantos e quais são os NAes americanos
: Os Grandes NAes Americanos.


Conheça ainda como serão os Navios-Aeródromos do Futuro e veja os Aspectos Principais de um NAe.




OS USUÁRIOS DE NAES


Em 2010, somente 5 países operam Navios-Aeródromos de Médio e Grande Porte. Suas capacidades são :  
               
   
PAÍS
NAES
NOME
TON
EXT (m)
TRIP
ANO
CAÇAS
TOTAL AÉREO
EUA
11
ver
Quadro abaixo
1.052.000
-
54.960 
  
495 a 900
45 / 82
por
NAE
FRANÇA
1
Charles De Gaulle
41.000
262
1.950
2001
30
40
BRASIL
1
São Paulo
32.700
265
1.338+
582?
1963/
2001*
30 **
40
RÚSSIA
1
Kuznetsov

67.000
302
1.500+
1995
28
52
ÍNDIA
1
Viraat
28.700
198
1.830+
270
1959/
1986*
21
30

Obs: o quantitativo de caças americanos disponíveis para serem embarcados é próximo a 900. Como só trabalham com 45 em cada NAe, em tempos de paz, tem-se 495 embarcados. A US Navy vem adquirindo 550 F/A18 E/F e 350 F-35, perfazendo 900 caças para 11 NAes (900/11 = 81,8).

(*) O São Paulo e o Viraat são NAes de 2ª mão, de França e Inglaterra, respectivamente.

(**) A capacidade do São Paulo é de 30 caças. Até o fim de 2009, haveria mais de 40 pilotos qualificados para o A-4, único caça da MB, por enquanto. Doze A-4 estão sendo modernizados pela Embraer. Sobrará espaço para 18 outros caças mais modernos.



(Clique na foto abaixo para imagem gigante do A-12)

A-12 com 6 A4K

O NAe A-12 São Paulo da Marinha do Brasil,
com 6 caças AF-1 A-4 Skyhawk no convôo
.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



OS USUÁRIOS DE NAES LIGEIROS (V/STOL)



PAÍS
NAES
NOME
TON
CAÇAS
TOTAL
AÉREO
REINO UNIDO
3
Invincible, Illustrious e
Ark Royal
20.600
x 3
8 x 3
= 24
20 x 3
= 60
ESPANHA
1
Príncipe de Astúrias
16.700
10
17
ITÁLIA
1

Giuseppe Garibaldi
13.850
8
16
TAILÂNDIA
1

Chakri Nareubet
11.300
6
10




OS PROBLEMAS DE CADA PAÍS  




RÚSSIA




(Clique na foto abaixo para ampliação do Kuznetsov)

Kuznetsov em Gibraltar - 2008

O NAe Kuznetsov operacional no Estreito de Gibraltar, em janeiro de 2008.



A Rússia começou a construir o KUZNETSOV em 1983 com o nome de Leonid Brezhnev, foi  lançado em 1985 rebatizado como Tbilisi, posteriormente renomeado como Admiral Flota Sovetskogo Soyuza Kuznetsov, ou simplesmente Kuznetsov, em serviço para a viagem  de lançamento em 1991 e somente operacional no fim de 1995. Passou, então, por extensa revisão até 1998.



VÍDEO - RUSSIAN CARRIER
ADMIRAL KUZNETSOV (02:10 MIN)







Nos últimos anos, não era ainda totalmente operacional e seus caças Su-33 ficaram um longo tempo em terra. Voltou a receber comissões em 2004, como em um CVBG formado para exercícios conjuntos Rússia-EUA. Seu projeto foi baseado na Classe Kiev (duplicado).


No Kuznetsov, os 21 Su-33 atualmente existentes são empregados sem catapulta, utilizando-se somente seus 2 potentes motores para decolarem com ou sem uma SKI-JUMP (rampa de ski ou, mais apropriadamente "salto para o céu")  no método STOBAR.



NAe Kuznetsov

O NAe Kuznetsov da Marinha Russa.



VÍDEOS DO KUZNETSOV


Vídeo 1 (SOMENTE DOWNLOAD - 2004 - 14,8 Mb)



VÍDEO - ADMIRAL KUZNETSOV (04:08 MIN)






VÍDEO - SU-33 & ADMIRAL KUZNETSOV (02:46 MIN)







VÍDEO - KUZNETSOV LIVE (09:13 MIN)






O Kuznetsov possui para a sua defesa e ataque containers de lançamento vertical de mísseis anti-navio Granat (SS-N-19), com alcance de 400 km, e conta ainda com o sistema ADAM Klinok SA, que são 24 lançadores verticais com 192 mísseis no paiol.


Para o lançamento de mísseis, o convôo precisa ser interditado. Sem essas defesas, o NAe poderia levar muito mais aeronaves.



Tubos

Doze dos gigantescos Lançadores Verticais do Kuznetsov,
com diversos Flankers em volta.




Em 5 de setembro de 2005, ocorreu um incidente desagradável com um Su-33 em serviço no Kuznetsov, que rompeu os cabos de parada, caiu no mar e afundou, durante os vôos de treinamento no Atlântico Norte. O piloto Yuri Korneev salvou-se usando o assento ejetor e cinco minutos depois foi recolhido são e salvo por um helicóptero de salvamento Ka-27PS. O Flanker foi explodido.


Outros Problemas de NAes Russos :


- Varyag (Classe Kuznetsov) - construído parcialmente em 1982, como Riga. Renomeado Varyag, ficou com a Ucrânia após o im da URSS a fim de ser removido para o ferro-velho. Mas foi parar na China envolto em mistérios. Veja a INCRÍVEL HISTÓRIA DO NAE VARYAG.
 


- Ulyanovsk - Navio-Aeródromo Nuclear Multipropósito (Classe com 85.000 ton e 80 aviões) iniciado em 1988, trabalhos paralisados a 40 % da construção com o fim da URSS. Formalmente cancelado em 1991, iniciando desmontagem em 1992. O Ulyanovsk teve seus primeiros desenhos em 1973 como Projeto 1153 (e depois 1143.7) e teria catapultas, fato inédito para a URSS (ainda hoje).



Ulyanovsk

NAe Ulyamovsk.



Os Soviéticos também tentaram outros 2 NAes Nucleares, o Sovietsky Soyuz (suspenso em 1983 com 50 % do casco pronto) e o Oryel (Projeto 1160, suspenso ainda nos anos 70), que teria muito mais poder ofensivo com seus mísseis.


- Baku VTOL Cruiser (Classe  com 45.000 ton e 30 + caças VTOL) - iniciado em 1978, lançado em 1982 e completado em 1987. Renomeado Admiral Gorshkov em 1990. Entre 1992 e 1994 passou por grandes incêndios e explosões. Ele voltou ao  mar em 1995, mas era improvável que um dia voltasse a serviço pela Rússia. Porém, foi vendido à Índia em janeiro de 2004 para ser reconstruído na Rússia. Problemas de custos em 2007 já atrasaram sua entrega em 2 anos.


- Kiev Class VTOL Cruisers (42.000 ton e 31 VTOL) - 3 navios construídos desde 1975, o Kiev foi desmontado na China em 2000, o Minsk virou Cassino na mesma China (Shenzhen) em 1998, e o Novorossiysk foi desmontado na Coréia do Sul em 1997.




ÍNDIA


O Viraat foi adquirido em 1986 e completamente reformado entre 1999 e 2001. Trata-se do velho HMS Herme da Royal Navy, cuja construção foi iniciada em 1944, paralisada e retomada em 1950. Foi comissionado em 1959 (*). Foi um ASW. Tornou-se VSTOL em 1980 para o Harrier. Serviu nas Ilhas Falklands (Guerra das Malvinas), indo para a reserva da RN em 1985.


Já o ex-Admiral Gorshkov foi vendido à Índia em janeiro de 2004 para ser reconstruído (refit) na Rússia por US$ 675 milhões em um contrato total de US$ 860 milhões. Outros US$ 740 milhões seriam o preço para seus novos 16 MiG-29K.


O negócio todo atingia a cifra de US$ 1,6 bilhão, mas houve expressivos aumentos de custos. A conversão acabou se tornando mais cara e complexa do que se imaginada, atrasando muito o cronograma do projeto, o que acarretou em vários atritos entre ambas as partes.


De acordo com o contrato, os russos tiveram que reconstruir a embarcação, transformando-a em um Navio-Aeródromo convencional, com a construção de convôo angulado, ski-jump, nova propulsão, armas e eletrônica. A Índia espera recebê-lo até 2012 com o nome de Vikramaditya.



(Clique na foto abaixo para ampliação do Vikramaditya)

NAe Indiano

INS Vikramaditya.
(Foto Marinha Indiana)



Com 45.000 toneladas, o Gorshkov, da Classe Kiev, foi concluído em 1987 e, em atividade na Marinha soviética, operou helicópteros Ka-27 e aeronaves V/STOL Yak-38.


A Índia iniciou em 2005 a construção própria do Air Defence Ship I (ADS I), um NAe de 37.500 ton, que terá  um irmão, o ADS II, até 2020. Veja detalhes abaixo, em Projetos Para o Futuro.


 

FRANÇA


Nos últimos anos, parece ter havido uma disputa interna muito forte entre a Marinha e a Força Aérea, pela supremacia do ar e dos investimentos. Isso vinha prejudicando os planos para a construção de um segundo Navio-Aeródromo, assunto já resolvido, entretanto.


Outro motivo para tal foram os extensos problemas técnicos que o R-91 Charles De Gaulle 2 enfrentou e continua enfrentando desde antes de seu comissionamento em 2001. Alguns maldosos até chamam isso de "Catálogo de Erros".



(Clique na arte abaixo para ampliação do CDG)


R-91 Charles De Gaulle .
(Arte DCN)




Seu principal e mais grave problema refere-se à baixa blindagem dos reatores atômicos. Com isso, enquanto ainda operavam a somente 30 % de sua capacidade, o nível de radiação a bordo já se encontrava 5 (cinco) vezes acima do limite permitido.



VÍDEO - PA CHARLES DE GAULLE (05:24 MIN)






Para resolver tal problema, o CDG recebeu depois um sobrepeso de 15 % devido às normas européias para radiação. Isso aconteceu por terem errado na adaptação da instalação feita para submarino no NAe, ao invés de terem reprojetado os reatores para uso em navio de superfície.



CDG - GAN

O Grupo AeroNaval (GAN) acima partiu em 1º de dezembro de 2001 de Toulon para
o Mar de Omã. Constituído à volta do CDG, era composto pela fragata antiaérea (AAW) Jean-Bart (com um Panther da 36.F a bordo), as fragatas anti-submarinas (ASW) Jean
de Vienne (com um Lynx da 34.F a bordo) e a La Motte-Picquet, pelo petroleiro
Meuse (com um Lynx da 34.F a bordo) e pelo submarino nuclear de ataque Rubis.

O Grupo Aéreo Embarcado (GAE) contava com 2 Rafales M F1 (12.F), 16 Super-Étendard Modernizados F3 e F4 (11.F/17.F), 2 E-2C Hawkeye (4.F),
2 Dauphin (35.F) e 2 SA 330 Puma da Alat (5ª RHC de Pau).

(Foto Marine Nationale Française)



Outro problema sério ocorreu com seus hélices produzidos nos EUA. Em 10 de dezembro de 2000, estando ancorado nas Antilhas, descobriu-se que o hélice de bombordo tinha sido danificado por possuir defeito de fabricação. O fabricante, Atlantic Industries, havia ido à falência em 1999.



Hélice do CDG

Hélice de bombordo danificado nas Antilhas.
(Foto Marine Nationale Française)



O R-91 CDG (2) voltou a Toulon para 3 meses de reparo. Foi necessário colocar um hélice do Clemenceau porque seu jogo de hélices reserva também possuía o mesmo defeito. Esse fato lhe permitia atingir 27 nós.


Até hoje é dito que ele seria mais lento que seus antecessores, como o Foch, atual São Paulo, e o Clemenceau, desativado e vendido para desmonte na Índia.



Enduring Freedom

Força de Coalizão da "Enduring Freedom Operation" no Mar de Omã em 1º de
fevereiro de 2002 com 5 Navios-Aeródromos.
Ao centro (frente), o NAe Nuclear
Francês R-91 Charles de Gaulle (2001), mais
o CVN 71 USS Theodore Roosevelt
(1986),
o CVN 74 USS John C. Stennis, ambos da Classe Nimitz  (1995), o
NAe britânico HMS Illustrious, o italiano Giuseppe Garibaldi e mais Escoltas.
(Foto Marine Nationale Française)



Além disso, a pista de vôo teve que ser aumentada (de 194,5 para 199,9 metros) para poder receber os 2 E-2C Hawkeye, que haviam sido adquiridos com boa antecedência.


Foi necessário ainda trocar a pintura da pista de vôo, que havia sido feita com substância que estaria incrivelmente corroendo os cabos de arresto usados para pouso.


Com todos esses problemas, que vêm desde uma séria disputa pela escolha do nome, o CDG sofreu muitos
atrasos (início em 1986) e sua aviação só estará pronta mesmo dentro de alguns anos.


A missão de Caça de Defesa de Frota (CDF) do NAe Charles de Gaulle é conduzida pelo Esquadrão 12F, que recebeu desde junho de 2004 10 aeronaves modelo F1 do Rafale M. Em 2008, a Aéronavale recebeu mais 16 aeronaves modelo F2 - multimissão - do Rafale M.


Em 3 encomendas, foram contratados pela Marine Nationale Française 10 F1, 16 F2 e mais 12 F3, em um total de 38 aeronaves para o CDG. Em 2009, a Aviação Naval recebeu seus dois primeiros aviões da terceira encomenda (para entregas até 2014). A quarta encomenda foi feita em 2009 e conta com mais 9 aeronaves para a Marinha (para entregas até 2019).


Até novembro de 2009, foram entregues 28 Rafales à Aviação Naval. Nove do padrão F1 foram desativados na pendência da modernização; um décimo vinha sendo utilizado para experimentos. Dezesseis outras aeronaves foram entregues no padrão F2 e depois elevadas ao padrão F3. Duas delas foram perdidos em um acidente, em 24 de setembro de 2009.


Com os dois primeiros F3 entregues em 2009, o grupo aéreo embarcado do Charles de Gaulle passou a contar com uma frota de 16 Rafale F3.


No total, a aviação naval deverá chegar a 60 aeronaves. Já foram encomendados 47, menos os 2 F2 perdidos, são 45 tidos como firmes. Faltariam 15 de uma quinta encomenda.




CDG - Rafale

Momento do primeiro pouso do Rafale Marine (protótipo M02)
no NAe Charles de Gaulle, em 6 de julho de 1999.

(Foto Marine Nationale Française)



O R-91 teve todos os prazos e orçamentos absurdamente estourados e já havia custado mais de US$ 3 bilhões aos contribuintes franceses. Por isso, vem sendo chamado de "Belo Antônio".



O NAe Nuclear Francês Charles De Gaulle

O R-91 Charles De Gaulle.
(Foto Marine Nationale Française)




Além disso, suas escoltas estão em fim de vida útil (como a Fragata Suffren) e pode vir a precisar ser escoltado pelos ingleses, humilhação máxima para o orgulho francês.


CURIOSIDADE


Em 2 de junho de 2005, nove caças e um avião radar do CDG "tiveram que" pousar no Aeroporto Internacional de Atlantic City por problema de autorização de pouso em uma base militar local.


Fugiam de uma forte tempestade na área onde o CDG patricipava de exercícios, na costa da Virginia. Estavam quase sem combustível e lá passaram a noite (certamente nos famosos cassinos da cidade).



Curiosamente, um dos pilotos ainda tentou comprar combustível com seu cartão de crédito, mas não houve saldo suficiente para a operação. Apenas dois dos pilotos permaneceram ao lado das aeronaves toda a noite, com um agente de segurança da
Federal Aviation Administration (FAA), cujo setor do aeroporto foi utilizado.


Somente na noite do dia 3 puderam voar para uma base próxima a Halifax, de onde partiram para o CDG no dia 4 para novas e destemidas operações.


MANUTENÇÃO GERAL


Em julho de 2007, o CDG foi docado para manutenção geral e modernização. Ele deixou sua doca seca em Toulon em 22 de agosto de 2008, mas somente voltaria a operar no segundo trimestre de 2009. Em 10 de novembro de 2008, deu início a testes de mar e os serviços da DCNS foram concluídos em 1º de dezembro de 2008.



(Clique na foto abaixo para imagem gigante do CDG)

CDG Modernizado

R-91 Charles De Gaulle no final da modernização.
(Foto S. Giraud - gentilmente cedida pela DCNS)




Os trabalhos nesse estaleiro da DCNS foram submetidos a testes extensivos, especialmente em termos de propulsão. Durante essa parada, os núcleos de seus dois reatores atômicos foram recarregados e foram instaladas dois novos hélices, afinal.


Embora ligeiramente mais pesado, com 42.500 toneladas de deslocamento de carga, o navio ainda deverá conseguir atingir aquela velocidade máxima de 27 nós, à qual ficara limitado.


Além da propulsão, o CDG foi beneficiado com extensos trabalhos ao nível de suas instalações aeronáuticas e de estocagem de armamentos nucleares. Realmente, trata-se de enorme preparação para a implementação do Rafale F3 a bordo e suas novas armas associadas, como o míssil nuclear ASMP-A e a bomba de precisão AASM.
 

A eletrônica de bordo também foi completamente revisada e modernizada, como no caso do sistema de transmissão por satélite Siracusa III, que substituiu o Siracusa II.


PÓS-MANUTENÇÃO GERAL


O "Catálogo de Erros" do Belo Antônio continua crescendo. A Marinha e o DCNS fizeram mais uma parada técnica do Charles de Gaulle, que foi forçado a regressar a Toulon no início de março de 2009, onde permaneceria por muitos meses, até setembro.


Esse atraso de seu retorno à operação prejudicada seu grupo aéreo, principalmente os pilotos mais jovens, em busca de certificação.


A Marinha decidiu suspender o programa de atividades no navio após ter sido descoberto um desgaste anormal dos duas peças mecânicas que levaram a vibrações elevadas no compartimento de propulsão.


Após análise, duas peças de acoplamento entre duas das quatro turbinas às
fileiras de árvores do Charles de Gaulle já provaram estar anormalmente desgastadas. Ninguém se atreve a explicar como esse desgaste aconteceu antes de o navio voltar à plena operação e logo após a sua manutenção geral, quando foram feitos testes extensivos exatamente com a propulsão.


CDG :
Características   História


VÍDEOS DO CHARLES DE GAULLE


You Tube -  Charles De Gaulle Carrier (05:24 min)

You Tube - Porte Avions Charles De Gaulle (01:48 min)


You Tube - Rafale Carrier Operation (03:30 min)




BRASIL


O Navio-Aeródromo A-12 São Paulo (mais detalhes) foi adquirido da França em 2000, tendo sido incorporado em 15 de novembro daquele ano. Chegou à sede da Esquadra no Rio de Janeiro em 17 de fevereiro de 2001.



(Clique na foto abaixo para imagem gigante do A-12)


Veja em detalhes o NAe  São Paulo - A-12 - da Marinha do Brasil,
com. 4 aeronaves AF-1 A-4 Skyhawk em seu convôo.

(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



O A-12 teve reformadas totalmente suas caldeiras (queima 250 toneladas de óleo mazut por dia, muito denso, betuminoso) e já consegue atingir 32 nós. Somente os NAes da US Navy conseguiam atingir mais de 30 nós, sendo que os seus nucleares podem atingir 33 nós.


A aviação do São Paulo ainda está sendo montada e só estará realmente operacional a partir de 2007 ou mais. Os AF-1 A-4 Skyhawks são uma escala de aprendizado doutrinário. O A-12 opera seus caças pelo método CATOBAR , como os NAes americanos e o francês CDG.



VÍDEO - SEA HAWKS 2007 - AF-1
NO NAE SÃO PAULO (03:29 MIN)







Em meados de 2005, já havia 26 pilotos qualificados para os AF-1, havendo mais 2 indo para o Curso Avançado da US Navy. Existem outros cumprindo as várias etapas de sua formação e qualificação, podendo o quadro chegar a 40 pilotos em poucos anos.


Os aviões
para Emprego Geral, AEW e REVO ainda estão sendo escolhidos. O CDF deverá ser o último passo.      



AF-1  Dupla no A-12
 
Dupla de AF-1 no convôo do A-12 São Paulo.
 (Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



Os radares do São Paulo são os mais modernos da MB. Há 9 radares diferentes, sendo 2 deles em 3D. Seus sistemas são os mesmos utilizados no processo de modernização - MODFRAG - das Fragatas de Classe Niterói.


O A-12 demandou uma extensa Modernização, a qual teve início no 2º semestre de 2005 no AMRJ e somente estará se completando no primeiro semestre de 2010, com extremo atraso.


FONTES & LINKS BRASIL

O Destino do Minas Gerais




FONTES & LINKS


World Navies Today

World Aircraft Carrier Lists

Navy Source

The US Navy - Navy Fact File

Sea Power Magazine


Global Security- Where are the Carriers ?

Northrop Grumman - Newport News

French Navy

Net Marine - Características do CDG

Russian Carrier Development

World-Wide Aircraft Carriers

Wikipedia - Nimitz Class

Wikipedia - Porta-Aviões

Wikipedia - List_of_Aircraft_Carriers

Wikipedia - List_of_Aircraft_Carriers_in_Service

Wikipedia - INS Vikramaditya




VÍDEOS


Videos do You Tube





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