Em 22 de setembro de 2008, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, defendeu
a descentralização do poderio naval. Além da
esquadra do Rio, ele anunciou a intenção do governo de
possuir uma frota no Nordeste e outra na foz do Rio Amazonas. A Marinha
do Brasil deverá passar a contar com 3 FROTAS.
Ele argumentou que haveria necessidade de ser ter uma força
naval na foz do Amazonas, que é entrada fundamental do
território brasileiro, e também necessidade de uma no
Nordeste. Este seria um ponto importante que poderá vir com o Plano
Estratégico de Defesa.
Em 4 de setembro
de 2008, foi noticiado que o Brasil deverá
construir um total de 6 Fragatas Multimissão de nova
geração FREMM,
um projeto conjunto franco-italiano de elevada furtividade. Some-se
ainda as 6 fragatas Niterói Modernizadas. O Brasil
passará assim a contar com 12 fragatas em alguns anos.
A futura FREMM francesa é mais
furtiva, tendo só um mastro.
(Divulgação DCNS)
Outro anúncio simultâneo
foi o da construção de um total
de 4 Submarinos Scorpène e do futuro SNB. Some-se ainda os 4
submarinos da Classe Tupi e o Tikuna. O Brasil passará assim a contar
com 10 submarinos em alguns anos.
O SNB só deverá estar operacional em 2020, na melhor das
hipóteses. Portanto, contaremos mesmo com 9 submarinos
convencionais, diesel-elétricos por um bom tempo. Seu melhor posicionamento seria entre
as 3 Frotas, em Recife.
POSSÍVEL COMPOSIÇÃO DAS
TRÊS FROTAS
|
FROTA
|
BASE
|
NAE
|
NITERÓI
|
FREMM
|
IKL
|
SCORP
|
SNB
|
TOTAL
|
|
1ª FROTA
SUDESTE
|
RJ
|
1
|
2
|
2
|
2
|
2
|
-
|
9
|
|
2ª FROTA
NORDESTE
|
PE
|
-
|
2
|
2
|
1
|
2
|
1
|
8
|
|
3ª FROTA
NORTE
|
PA
|
-
|
2
|
2
|
2
|
2
|
-
|
8
|
|
TOTAL
|
3
|
1
|
6
|
6
|
5
|
6
|
1
|
25
|
(Clique na
foto
abaixo para imagem gigante do A-12)
O NAe A-12 São
Paulo
da Marinha
do Brasil,
com 6 caças AF-1 A-4 Skyhawk no convôo.
(Foto Serviço de
Relações Públicas da Marinha)
POSICIONANDO AS TRÊS FROTAS
O DEFESA BR
sempre pregou que a Marinha do Brasil deveria obter a capacidade de
operar 3
(TRÊS) FROTAS, sendo voz isolada em todo o país a
esse respeito. Desde 2001, nosso texto começava assim :
Nesta
simulação do DEFESA BR, haverá uma Marinha do Brasil
Oceânica, forte e equilibrada, dotada de TRÊS
FROTAS
com fortes possibilidades estratégicas, fundamentadas
inteiramente em conceitos de
disponibilidade e eficácia.
Sobre a
necessidade de 3 Navios-Aeródromos, já diz uma
máxima naval que também poderia valer para as Frotas
necessárias a um Brasil continental :
Quem tem um, não tem nenhum,
Quem tem
dois, só tem um, e
QUEM TEM TRÊS, TEM DOIS
SEMPRE ! ! !
A localização dessas TRÊS FROTAS será
extremamente inovadora e configurada de forma estratégica, no
Sudeste, no Nordeste e no Norte.
Uma nova base naval no Porto
de Recife (2) (fotos)
estará eqüidistante do novo Porto
de Sepetiba (2) (fotos)
e da Ilha de Marajó, cuja base deverá controlar o acesso
à Foz do Rio Amazonas.
1ª FROTA -
FROTA DO SUDESTE
Em nossa
simulação, no Sudeste, a 1ª Frota,
estará em expansão, deixando
a Baía de Guanabara por maior
segurança e pela capacidade muito superior oferecida por uma
nova Base Naval no
moderno Porto de Sepetiba, com área de 10 milhões
de m2, localizado em Itaguaí, Rio de Janeiro.
Em 2008, vem sendo noticiada a
construção no Brasil pelo AMRJ de 4 submarinos SCORPÈNE COM AIP e
do SNB.
Haverá um estaleiro do ARMJ
dedicado aos submarinos
a ser construído na área de Itaguaí, Região
Metropolitana do Rio. Ele
ficará na área da Baía de Sepetiba, que fica perto
dos pólos
industriais de Rio e São Paulo, da Nuclep, das usinas de Angra 1
e 2 e
do porto de Itaguaí.
Será construído ainda ao
lado desse estaleiro uma nova
Base de
Submarinos da MB.
As atuais áreas disponíveis no Porto
do Rio de Janeiro (fotos)
serão totalmente convertidas para instrução e para
construção e manutenção dos
novos meios navais.
Na Ilha de Mocanguê, seria ampliado o CIAMA (Centro de
Instrução e Adestramento Almirante Áttila Monteiro
Aché), que oferece ensino de submarinos, mergulho,
operações especiais e medicina submarina.
Na simulação, a
Base Almirante Castro e Silva passaria a ser basicamente dedicada
à Força de Submarinos, com novas
instalações, onde permaneceria apenas parte da
Força da 1ª Frota, dividida com Sepetiba.
Os futuros SNB ficariam, forçosamente, em Sepetiba, pelo
aspecto nuclear.
MEC em treinamento.
(Foto
Serviço de Relações Públicas da Marinha)
2ª
FROTA - FROTA DO NORDESTE
Posicionar a 2ª Frota, do Nordeste,
em uma Base Naval no Porto de
Recife. Na 2º Guerra Mundial, existiu a Força
Naval do Nordeste (FNNE), que esteve subordinada
à IV Frota da US Navy. Coincidentemente, ambas estão
voltando à atividade. A IV Frota já voltou. Falta agora a
brasileira.
A criação da FNNE deu-se pelo Aviso nº 1.661 de 5 de
outubro de 1942. Três anos depois, em 7 de novembro de 1945,
concluída a sua missão, a FNNE regressou ao Rio de
Janeiro em seu último cruzeiro.
A curta, árdua e intensa vida operativa da FNNE contribuiu para
a livre circulação nas linhas de navegação
do Atlântico Sul e em muito somou para a vitória final
aliada sobre o Eixo.
Essa será a única
dentro de uma grande cidade, deve-se ao novo perfil do local, que foi
transformado em uma ilha de tecnologia com mais de 100 empresas criando
e produzindo software.
Trata-se do Porto Digital, iniciativa que representa
soluções criativas em áreas que vão de
multimídia à inteligência artificial.
A
MB terá muito a crescer entrando neste circuito local que
respira PD&I.
(Clique
no desenho abaixo para ampliação)
3ª FROTA -
FROTA DO NORTE / AMAZÔNIA
A 3ª Frota, do Norte ou da Amazônia,
deverá estar estrategicamente situada na Ilha de
Marajó,
e terá como
obrigação controlar o
acesso
à Foz do Rio Amazonas e daí ao próprio rio e toda
a Região Amazônica.
Macapá fica a 200 km da
parte externa do delta (tracejado)
do Rio Amazonas, que fica
à esquerda no desenho.
O Rio Tocantins fica à direita e passa por Belém.
A Ilha de Marajó localiza-se na
confluência dos Rios Amazonas e Tocantins com o Oceano
Atlântico e pertence ao estado do Pará. Faz parte do maior
arquipélago fluvio-marítimo do planeta. Sua área
é de quase 50 mil km2, o equivalente ao Estado do
Espírito Santo.
Entre os meses de fevereiro e maio, os campos e matas de
planície da ilha se transformam num imenso alagado, entremeado
por pradarias de um verde claro onde está o maior rebanho de
búfalos do país.
A opção pela Ilha de Marajó para
uma Base Naval deverá ser mais bem considerada que as outras 2
opções, que seriam Macapá (AP), a 200 km do delta
do Rio Amazonas,
e Belém (PA), a 120 km.
Uma Base Naval em Macapá
só protegeria a entrada do Rio
Amazonas. Belém só protegeria a Baía de
Marajó e a entrada do Rio Tocantins. Além disso, em ambas
as capitais existiria o problema da operação em dois
tipos de água, doce e salgada, cuja combinação
deteriora fortemente os cascos dos navios.
Uma base na Ilhade
Marajó seria bem mais estratégica, pois protegeria toda a
região, sem atrasos, com pronta resposta, por estar no centro e
por estar muito mais próxima do Atlântico, de onde viria a
ameaça.
A vantagem de Belém seria
contar com a já existente Base Naval de
Val-de-Cães. Essa base já teve em outra época
um
ambicioso plano de obras em que ocuparia uma área de 4.506.000m2
e nela existiriam 28.000 pessoas.
(Clique
na foto abaixo para ampliação)
Família
Scorpène,
que
tem AIP com 50 dias de autonomia.
(Arte DCNS)
No projeto até hoje não executado,
Val-de-Cães
estaria em
condições de oferecer apoio logístico a uma
Força Naval composta de 4 navios de 12 mil ton, 6 navios de
3 mil ton e 10 navios fluviais de 1.000 ton, o que totalizaria 76 mil
ton. Tal base permitiria a atracação de todos os meios em
um cais de 700 metros e em píeres com 645 metros totais.
Já no norte da Ilha de Marajó, uma nova Base Naval em
posição protegida, porém à pouca
distância da linha do delta do Rio Amazonas e totalmente voltada
para o Oceano
Atlântico, facilitaria ainda mais o controle estratégico
da região e teria maior valor defensivo para toda a
Amazônia que Belém.
Ao norte da Ilha de
Marajó, vê-se o município de Chaves, que
poderia ser uma
interessante referência de estudos para a
localização
da nova base naval, protegida e com acesso imediato ao Atlântico.
(Clique na
imagem
abaixo
para ampliação)
Vista da gigantesca Ilha de Marajó ao centro,
com
o Amapá e a Guiana Francesa ao norte.
(Imagem de satélite Google Earth)
O município de Chaves já
foi um centro militar no
final do século XVIII, quando dispôs de grande
guarnição, devido à sua posição
estratégica, às proximidades da foz do Amazonas, para
garantir o domínio luso na Ilha de Marajó.
Chaves pertence à mesorregião Marajó e à
microrregião Arari. A sede municipal, tem as seguintes
coordenadas geográficas: 00º 10' 00" de latitude Sul e
49º 59'18" de longitude a Oeste de Greenwich. Por sua
situação, limitando-se em parte com o Amazonas e com o
Atlântico, o clima é amenizado, tornando-se arejado com a
ventilação existente.
|
FROTA
|
BASE
|
ESTADO
|
|
|
Sepetiba,
Itaguaí
|
RJ
|
|
|
Recife
|
PE
|
3ª
Frota -
Norte/Amazônia
|
Ilha de
Marajó
|
PA
|