INTRODUÇÃO
O Brasil vem
procurando fazer Alianças Estratégicas de Cooperação de Defesa nas
áreas militar e aeroespacial com diferentes Países, o que é normal,
política e economicamente saudável
nos dias atuais, propícios à nova ESTRATÉGIA DA CONECTIVIDADE.
Em 2002, ultimou acordos militares
com a Alemanha e a
Rússia, e aeroespaciais com a Ucrânia e a Índia.
Já tinha uma
aliança
aeroespacial antiga com a China, que ainda poderia crescer (CBERS) após a visita do
Presidente
Lula em maio de 2004, mas parece ter encontrado seu limite.
Existe ainda uma aliança
informal de âmbito tecnológico e militar com a França com
possível construção de navios e submarinos para a Marinha, que também tende a ser
formalizado no futuro.
Em 2003, comentou-se a
formação de uma
aliança defendida pelo DEFESA BR
desde o seu início,
quando o assunto ainda era desconhecido até da imprensa, que
é a ALIANÇA DOS PAÍSES
BALEIAS ou GRUPO BRIC, aqueles
Países de gigantescas extensões territoriais e enormes mercados internos
ascendentes, como o
próprio Brasil.
A Rússia e a China
já formalizaram sua Aliança Estratégica no dia 27 de maio de 2003, através
dos Presidentes Vladimir Putin
e Hu Jintao, que declararam apoio
a um mundo multipolar para poder ser estável e previsível.
O mesmo ocorreu em 24 de maio de
2004 entre China e Brasil (AE). E um novo passo foi
dado em 22 de outubro de 2004, com a assinatura do Acordo de Cooperação
mútua em assuntos relativos à Defesa, implementado com o Comitê Conjunto de Defesa
Brasil-China (CCD).
Existia ainda um "diálogo
trilateral" entre Rússia, China e Índia, que deveria ser formalizado em
uma Aliança Estratégica
Trilateral para fortalecer a estabilidade e segurança regional e internacional,
além de enfrentar os
novos desafios e ameaças globais.
Em paralelo, em 6 de junho de 2003, surgiu o Tratado de Cooperação Trilateral do G-3, "Sul-Sul-Sul", entre Brasil, África do Sul e Índia. Os 3 Países têm interesses
comuns em diversos temas, como
cooperação científica e tecnológica de Defesa.
Um encontro em outubro de 2007, que foi a segunda reunião de cúpula do
fórum IBSA, em
Pretória, capital administrativa sul-africana, serviu para sacramentar o G-3.
Durante o Encontro do G-8 de 2003 em Evian,
ficou claro que o Brasil
trabalhava para reforçar as relações com Rússia, China e Índia, para negociarem juntos com os EUA e a UE, o que poderia evoluir para uma Aliança entre os 4 Países.
Uma
Aliança Estratégica de Cooperação de Defesa
dos PAÍSES
BALEIAS poderá
até representar uma nova Aliança
para os 4 Países
conhecidos como GRUPO BRIC, a :
ALIANÇA
ESTRATÉGICA
DE DEFESA CONJUNTA
DO GRUPO BRIC
(Clique na foto
abaixo para ver imagem gigante)
As comitivas brasileira e chinesa na solenidade da Aliança
Estratégica Brasil-China
na Sala Hebei do Grande Palácio do Povo, em Pequim - 24 de
maio de 2004.
(Foto
Antônio Milena - ABr)
Há o objetivo comum de
redução de custos e de aprendizado conjunto, para o bem comum econômico, e bem-estar social e defesa da
soberania de todas essas nações
contra os novos desafios e
ameaças globais.
Em 14 e 15 de dezembro de 2006,
houve uma importante visita oficial a Brasília de Serguei V.
Lavrov, Ministro dos Negócios Estrangeiros da
Federação
da Rússia.
Os Chanceleres Celso Amorim e Serguei V. Lavrov fizeram avaliação positiva da primeira
reunião do Grupo, realizada por iniciativa da
Federação da Rússia, em setembro de 2006, em Nova
York, à margem da 61ª Assembléia-Geral da ONU.
Em torno da análise
das complementaridades econômicas dos Países do GRUPO BRIC, ambos expressaram a expectativa de dar continuidade ao
processo de coordenação, mediante a
realização de reunião
ministerial em 2007. Tal reunião acabou ocorrendo em maio de
2008,
com grande sucesso.
CRIAÇÃO DO GRUPO BRIC
Em 16 de maio de 2008, na cidade russa
de Yekaterinburg, as 4 maiores
economias emergentes do mundo finalmente acertaram a formalização do GRUPO BRIC, a fim de ratificar seu peso na economia global.
"Trata-se de uma iniciativa do Brasil
que todos apoiamos", disse o
chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, que afirmou que Moscou concede uma grande
importância ao diálogo no marco do GRUPO BRIC.
PAÍSES BALEIAS - GRUPO BRIC
Os 4 grandes
Países são
chamados de BALEIAS por
disporem de gigantescas extensões territoriais e enormes mercados populacionais com crescente poder aquisitivo e necessidade de
qualidade de vida.
A Aliança
Estratégica de Cooperação de Defesa dos PAÍSES
BALEIAS ou GRUPO BRIC poderá representar, em seu
centro, uma Aliança de DEFESA CONJUNTA, mas baseada em ênfase tecnológica e econômica.
Especula-se em todo o mundo atual
que, em 2002, foi formada uma ALIANÇA
ESTRATÉGICA entre estes Países BRIC, a qual nunca foi anunciada abertamente,
nem
teriam sido formalizados documentos a respeito.
(Clique na foto abaixo para
ampliação)
Primeiro
encontro dos 4 governantes do GRUPO BRIC para
conversações em torno
da formalização do grupo, em 9 de julho de 2008,
durante o G-8 realizado em
Sapporo, Hokaido, Japão. Da esquerda para a direita, o
Premiê da Índia,
Manmohan Singh; o Presidente da Rússia, Dmitri Medvedev; o
Presidente
da China, Hu Jintao; e o Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula
da Silva.
(Foto Ricardo Stuckert/PR - 1000RS013)
Em 2003, o Banco de Investimentos
Goldman
Sachs divulgou, coincidentemente, um trabalho conhecido como "Sonhando com os BRICs". Também foi a
partir de 2003 que estes Países passaram a ser convidados
para as reuniões do G-8 (com a Rússia), anualmente, o que
passou a ser denominado de G-8 Ampliado.
Haveria
então uma discreta mas estreita colaboração entre os BRICs até chegar-se à
formação de um bloco econômico poderoso, de modo
que Brasil e Rússia tornem-se os supridores de commodities para Índia e
China.
O Brasil seria dominante em soja e minério de ferro e a
Rússia em petróleo e gás. Enquanto isso, do outro
lado, China e Índia tornam-se dominantes em bens manufaturados e
serviços.
Em
2006,
um estudo elaborado pela consultoria PricewaterhouseCoopers,
chamado "O Mundo em 2050", previu que a
economia brasileira será a 4ª maior do mundo em 2050, sendo
superada apenas por China, EUA e Índia.
O levantamento fortalece uma
crescente aposta da comunidade financeira internacional de que o mapa
econômico mundial será profundamente alterado nas
próximas décadas, com os grandes Países emergentes
se tornando potências econômicas.
Com isso, os BRICs
(Brasil, Rússia, Índia e China) já vêm se
consolidando como uma aposta de longo prazo entre os grandes
investidores mundiais.
O estudo prevê que a economia
chinesa deverá se desacelerar no longo prazo por causa de um
substancial declínio na sua população ativa no
período. As tendências demográficas de longo prazo
sugerem que Países como o México, Indonésia,
Brasil e Turquia terão em 2050 populações jovens e
em crescimento se comparadas às dos Países da Europa
Ocidental.
Este
caminho seria interessante para
todos os Países PAÍSES
BALEIAS ou GRUPO BRIC, pois são complementares em sua
grandeza. Ademais, trata-se de
um
fabuloso exemplo de multipolaridade
para uma nova e estável ordem mundial.
Cada País poderia ser assim
descrito :
BRASIL
- Área de 8,5 milhões de km2 e
população de 190
milhões de habitantes. Baixa
densidade populacional de 22,3
habitantes por
km2. Possui 55 milhões de
hectares de área plantada
(com potencial superior a 250).
Necessita de
tecnologia
industrial militar e aeroespacial, e de
maior escala. Dispõe de boa
capacidade industrial.
Será grande fornecedor de
alimentos e energia para China
e Índia, com uma
população conjunta atual de quase
2,3 bilhões de habitantes, ou
86 % dos 5 Países.
Dados da CIA sobre o BRASIL.
RÚSSIA
(FEDERAÇÃO) - Maior País do
mundo em extensão,
superior a 17 milhões de
km2. Tal área representa
42 % da área total
dos 5 Países.
População de 140 milhões de
habitantes, em declínio.
Baixíssima densidade
populacional de 8,3 habitantes por
km2.
Fortíssimo em tecnologia
industrial militar e
aeroespacial. Economia em franca
expansão,
com a exportação de
petróleo à frente. Necessita
de parceiros para projetos em
várias áreas. Dados
da CIA sobre a RÚSSIA.
ÍNDIA -
Área de quase 3,3 milhões de km2 e
população
superior a 1,15 bilhão de habitantes. Enorme
e problemática densidade
populacional de 343,7
habitantes por km2. É o
segundo maior mercado
mundial. Forte em Tecnologia,
principalmente, de
Informática e
Aeroespacial. Dados da CIA
sobre
a ÍNDIA.
CHINA
- Área de 9,5 milhões de km2 e
população
superior a 1,3 bilhão de
habitantes. Grande densidade
populacional de 137,7 habitantes por
km2. Possui
130
milhões de hectares de área plantada, decaindo
a passos largos. Dispõe de
boa capacidade industrial.
Já é o maior mercado
do mundo. Foi aceito para a
OMC no final de 2001. Dados da CIA sobre a CHINA.
MAPA-MUNDI
(Clique na imagem
abaixo para ampliação)
Mapa-Mundi
de 1999.
Como antes mencionado, os EUA
estão bastante interessados
nos mercados representados por Rússia e China, procurando considerá-los
como parceiros preferenciais.
A Rússia vem mostrando ser
um País com
altíssima tecnologia militar, especialmente em aviação, capaz de lhes
rivalizar comercialmente, o que
já não pode mais no Século XXI ser obtido pelos
europeus.
Essa é a herança
deixada aos Russos por décadas de Guerra Fria, em que quase tudo era investido em gigantescos programas para disputarem a hegemonia mundial, que já foi perdida
e esquecida.
Hoje, sem o Comunismo,
a Federação Russa é uma democracia iniciante e
até mesmo exitante, possui uma economia em recuperação e, por isso,
necessita atrair parceiros de
peso para
a manutenção de todo o caminho tecnológico desenvolvido com muito esforço por mais de 50 anos, com
risco
de perda total para o hoje
hegemônico
e grande competidor americano,
caso
não tenha sucesso.
Uma Aliança Estratégica entre estes 4
Países, e suas regiões,
de enormes extensões territoriais e populacionais
neste
início de Século XXI mostra-se como
excelente oportunidade para todos os envolvidos:
Brasil, Rússia, Índia, e China, o futuro GRUPO BRIC.
Os quatro motivos simples :
Necessidades
e Economias Semelhantes,
Gigantesco
Mercado Único,
Possibilidades de Forte Crescimento Conjunto, e
Interesses Comuns com Confiança e Compreensão
Mútuas.
As principais vantagens para Aliança
são
:
Soma
competências,
Compartilha
investimentos,
Reduz riscos e
ameaças,
Diminui
o tempo de projetos, e
Garante
mais mercados para todos.
QUADRO
GERAL DOS 4 PAÍSES DO GRUPO BRIC
|
PAÍS
|
POP
|
%
|
ÁREA
|
%
|
DENS.
|
BRASIL
|
190,0
|
6,8
|
8.511.965
|
22,1
|
22,3
|
CHINA
|
1.321,9
|
47,5
|
9.596.960
|
25,0
|
137,7
|
ÍNDIA
|
1.129,9
|
40,6
|
3.287.590
|
8,5
|
343,7
|
RÚSSIA
(FED.)
|
141,4
|
5,1
|
17.075.200
|
44,4
|
8,3
|
|
TOTAL
|
2.783,2
|
100,0
|
38.471.715
|
100,0
|
72,3
|
Obs: dados referentes a julho
de
2007. População (aproximada) em milhões de
habitantes.
Área em Km2. Densidade Populacional é o
número
de habitantes po km2.
A Rússia chama-se Federação
Russa, pois engloba outras nações.
MAPAS
Clique em
cada
bandeira abaixo para abrir o mapa referente ao País :
Brasil
Rússia
Índia
China
ALIANÇA BRASIL-CHINA
O Brasil reatou laços diplomáticos com a
República Popular da China em 1971 graças à
visão do Presidente Ernesto Geisel. Tem uma Aliança iniciada em agosto de 1974. Já
naquela
época, em visita ao Brasil, o Vice-Ministro do
Comércio
Exterior da China, Chen Chieh, declarou:
"A China e o
Brasil, como países em vias de desenvolvimento,
defrontam-se com a mesma tarefa de salvaguardar a independência e a
soberania nacionais, desenvolver a economia nacional e lutar contra o hegemonismo e a
política de força das superpotências."
"Nós,
os países em desenvolvimento, temos mil e uma razões para nos
unirmos ainda mais estreitamente e nenhuma razão para nos
afastarmos uns dos outros."
Passados 30 anos, no dia 24 de maio de
2004, em Pequim, os Presidentes de Brasil (Lula) e China (Hu Jintao)
firmaram uma Aliança
Estratégica entre os dois Países, a qual ainda
não se concretizou.
O comunicado conjunto assinado pelos dois Presidentes selou
a aproximação - política e comercial - entre os
dois Países: o compromisso do Brasil de avaliar a
reivindicação chinesa junto à
Organização Mundial do Comércio (OMC) para que o
País seja considerado uma economia de mercado; a
reafirmação pelo Brasil do princípio de "uma
só China", incluindo expressamente Taiwan e Tibete, como unidade
política e territorial inseparável; e o apoio
chinês à tese do Brasil de uma reforma no Conselho de
Segurança da ONU.
Em 2005, a
China retirou esse apoio por causa do Japão que, juntamente com
Brasil, Alemanha e Índia formaram o G-4 para entrarem juntos no
Conselho. A rivalidade e as feridas entre China e Japão (2ª
Guerra Mundial) falaram mais alto.
A
China de 2005 já sentia muito a falta de energia para continuar
crescendo sem provocar inflação, pois era exportadora
líquida de 3 milhões de barris/dia de
petróleo por volta de 2001 e em 2005 passou a importar
liquidamente 4 milhões de barris/dia, já consumindo
7,5 mb/dia à
época.
Tratava-se do 5º maior produtor mundial com 3,5 mb/dia,
basicamente extraídos em terra. E continua a crescer acima de 9 % ao
ano.
Portanto, seus laços com o Brasil serão
inevitáveis, mesmo sem qualquer aliança, pois somente ele
poderá fornecer a ENERGIA, os ALIMENTOS e
toda a COMPLEMENTARIDADE
que
a China precisa para continuar crescendo no Século XXI.
(Clique na foto abaixo para ver imagem gigante da
Cerimônia)
Em 24 de
maio de 2004, os Presidentes da China, Hu Jintao,
e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, passam em revista as
tropas formadas (PLA / PLA-N) diante do Grande Palácio do Povo,
em Pequim, onde
firmaram a Aliança
Estratégica Brasil-China.
(Foto
Antônio Milena - ABr)
O documento
sobre as relações bilaterais Brasil-China referia-se
a 4 princípios:
confiança
mútua,
intercâmbio
comercial,
cooperação
internacional, e
contato entre as
sociedades civis.
O Acordo de
Cooperação Espacial entre China e Brasil colocou em
órbita no final de 2003 o segundo Satélite
Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS-2).
Ainda em 2003, a China tornou-se o 2º maior parceiro comercial do Brasil, perdendo somente para os
EUA.
Mapa da China com seus vizinhos (atenção
à Índia e Rússia).
Em 24 de março
de 2006, foi inaugurada com uma primeira reunião em Xangai a COSBAN, também criada em 2004.
Recepção
ao Vice-Presidente José Alencar em Xangai, China, em 21
de março de 2006, para a instalação da
Comissão Sino-Brasileira de
Alto Nível de Coordenação e
Cooperação (COSBAN).
(Foto Aluizio Gomes de Assis - VPR -146.898)
Os meios de
comunicação chineses qualificaram de parceria
estratégica as relações entre a China e o Brasil,
com a chegada de Alencar. Um dos protocolos da parceria teria se
referido à forma como a China ajudaria o Brasil a desenvolver
seu programa nuclear.
As duas partes
concordaram em intensificar a cooperação nos
domínios político, econômico, comercial,
científico, tecnológico,
energético e mineral, continuar consolidando e aprofundando
a parceria estratégica China-Brasil e impulsionar a
cooperação
com benefícios recíprocos.
Na ocasião, ambas
as partes decidiram incluir nesta Comissão o mecanismo de
consulta política entre os dois Países e de
cooperação nos domínios econômico,
comercial, científico, tecnológico, cultural e
agrícola, bem como em tecnologia espacial.
Esta histórica
reunião foi presidida pela Vice-Primeira-Ministra chinesa Wu
Yi e o Vice-Presidente do Brasil, José Alencar Gomes da Silva.
Wu Yi disse que consolidar e aprofundar a parceria estratégica
sino-brasileira, com base no respeito mútuo e benefício
recíproco em pé da igualdade, corresponde aos interesses
fundamentais dos dois povos e favorece o fortalecimento da
cooperação sul-sul.
Alencar considerou que os dois Países intensificam a
cooperação, sob a nova situação, o que
contribuirá para a prosperidade e estabilidade do mundo. Ele
desejou desenvolver ainda mais as forças latentes na
cooperação
bilateral.
COMITÊ CONJUNTO DE
DEFESA BRASIL-CHINA - CCD
O ex-ministro da
Defesa do Brasil, José Viegas Filho, e o ministro da Defesa da
China, Cao Gangchuan, assinaram em 22 de outubro de 2004 um Acordo de
Cooperação em assuntos relativos à Defesa, como
também, à ciência e tecnologia, particularmente nas
áreas de pesquisa e desenvolvimento, aquisição e
apoio
logístico, e troca de experiências no campo de equipamento
militar.
O acordo previa visitas mútuas por delegações dos
dois países, treinamento e instrução,
reuniões de pessoal e de técnicos, intercâmbio de
instrutores, estudantes e instituições militares, visitas
a unidades das Forças Armadas, a navios de guerra e o
desenvolvimento de programas de tecnologia aplicados à
indústria de Defesa.
Deverá
ainda ser estabelecido um Comitê Conjunto de Defesa Brasil-China
(CCD), cuja função será promover a
implementação do acordo firmado entre os dois
Países. O CCD realizará reuniões anualmente e
alternadamente no Brasil e na China em
datas estabelecidas por ambas as partes.
Presidente
Lula recebendo o Ministro da Defesa da
China, General Cao
Gangchuan, no Palácio do Planalto,
em Brasília, no dia 22 de outubro de 2004.
(Foto Marcello Casal
Jr. - ABr)
Em torno do Acordo
de Cooperação de Defesa e do Comitê Conjunto de
Defesa Brasil-China (CCD), o Presidente Lula recebeu o Ministro da
Defesa e Conselheiro de Estado da República Popular da China,
General
Gangchuan, e ambos acordaram sobre a necessidade de trabalharem em
conjunto
em prol da estabilidade e da paz mundiais.
Lula ressaltou sua satisfação pelas
relações bilaterais e a nova aliança
estratégica entre as duas
grandes Nações amigas. O General Gangchuan afirmou que
Brasil e China vêm desenvolvendo uma firme relação
militar, com trocas e cooperações militares sendo
expandidas
e fortalecidas, continuamente.
(Clique na foto abaixo
para ver imagem gigante)
Em 12
de outubro de 2004, os Presidentes da China, Hu Jintao, e do Brasil,
Luiz Inácio Lula da Silva, assistem ao desfile de tropas da
Guarda Presidencial -
Dragões da Independência - do palanque do Palácio
do Planalto, em Brasília.
Veja DECLARAÇÃO
do Presidente Lula.
(Foto U. Dettmar - ABr)
ALIANÇA BRASIL-ÍNDIA
O Brasil assinou protocolo de
intenções com o governo da Índia
para
iniciar cooperação em pesquisa espacial. Os dois
pretendem criar programas de intercâmbio nas áreas de
produção e lançamento de satélites de
comunicação e sensoriamento de
solo, uso de bases de lançamento e orientação
de satélites.
Há ainda um acordo para o desenvolvimento de tecnologia em comum para o sistema de defesa e vigilância
aérea do tipo do SIVAM para o
subcontinente indiano, negócio de US$ 1 bilhão. A
Índia já colocou em órbita dois satélites
com
tecnologia própria.
Há negociações para um acordo de
liberalização comercial bilateral
entre Mercosul e Índia,
cujas negociações vêm sendo feitas desde 1999 e
encontram-se bastante avançadas.
Em fevereiro
de 2005, a Embraer assinou um memorando de entendimento com o governo
da Índia para o desenvolvimento conjunto de um sistema AEW & C,
baseado
na plataforma do jato ERJ 145, com a venda de 3 aeronaves e mais
suporte técnico durante toda a fase de desenvolvimento do
projeto.
ALIANÇA BRASIL - RÚSSIA
Já existe
hoje uma profícua Aliança com a Federação Russa
em diversas áreas, entre elas as da indústria aeronáutica e
aeroespacial, passando pela área cultural (leia-se Teatro Manaus
e Escola do Bolshoi em Joinville) e outras de elevada densidade
tecnológica, como telecomunicações.
Uma
Comissão de Alto Nível comandada pelo então Vice-Presidente
brasileiro Marco Maciel e pelo Primeiro-Ministro russo Mikhail
Kassianov desenvolveu os acordos por um longo período e
propiciou o início
de uma parceria estratégica entre os dois
Países,
criando a Comissão Mista Governamental Brasileiro-Russa
para
a Cooperação
Econômico-Comercial e Técnico-Científica.
O
ex-Ministro da Defesa e Vice-Presidente brasileiro José Alencar
deu continuidade
ao processo, com encontro em setembro de 2003, em Moscou. O Brasil
tem interesse, entre outros, em tecnologia de foguetes (VLS) e
mísseis e em projetos espaciais, como o do PCS e do SGB.
Além disso, o VLS sempre
contou com o apoio tecnológico russo e os EUA
ameaçaram-lhe sanções por proliferação de
mísseis em 1995, por temerem que o Brasil construísse um
míssil inter-continental, a partir dele. Só que essa
cooperação é mais antiga que o Tratado
EUA-Rússia.
Na
área de Defesa, a assinatura do Acordo de
Cooperação no Domínio de Tecnologias Militares de
Interesse Mútuo Brasil - Rússia (Gazeta Mercantil de 07 de
março de 2002), em Moscou, no dia 09 de abril de 2002, poderá
vir a representar um dia o início de uma grande parceria
na pesquisa e na produção de armamentos, já
que começava a haver um forte nível de confiança entre
ambos.
O Acordo acima
somente teve aprovado o texto do Memorando de Entendimento pela
Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE)
do
Senado Federal em 1º de setembro 2005.
O Senado Federal promulgou o Decreto Legislativo (DL) nº 922 de
2005, com a aprovação desse texto, em 15 de setembro,
publicado na página 4 do Diário Oficial da União (DOU) de 16 de setembro de 2005.
Áreas e
Objetivos da Cooperação :
1- As Partes promoverão
a cooperação entre a República Federativa do
Brasil e a Federação da Rússia nas seguintes
áreas:
Trabalhos de pesquisa
científica e de estudos experimentais,
visando a produção de material de emprego militar;
Cooperação
conjunta com vistas a produção, aquisição,
suprimento de
material e apoio técnico em assuntos
relativos a
armamento e material de emprego militar em
geral, em
conformidade com o prescrito nas disposições
do presente
Memorando e na respectiva legislação
nacional de cada
Parte.
Veja os
discursos relativos a este Acordo proferidos pelo então
Presidente
Fernando Henrique Cardoso em Moscou em 14 e 15 de janeiro de 2002 e pelo
ex-Ministro
das Relações
Exteriores Luiz Felipe Lampreia em 21 de novembro de 1997,
quando da assinatura dos primeiros atos:
DISCURSOS.
O
Presidente Lula convidou o Presidente Vladimir Putin para visitar
o Brasil, o que ocorreu em 22 de novembro de 2004.
(Clique na foto abaixo
para ver imagem gigante)
Em 22
de novembro de 2004, os Presidentes da Rússia, Vladimir Putin,
e do Brasil,
Luiz Inácio Lula da Silva, assistem ao desfile de tropas da
Guarda Presidencial -
Dragões da Independência - do palanque do Palácio
do Planalto, em Brasília.
(Foto Ricardo Stuckert - PR)
Em 22
de novembro de 2004, os Presidentes
Putin e Lula no Palácio do Planalto, em Brasília.
(Foto U. Dettmar - ABr)
Em 22
de novembro de 2004, os Presidentes Putin e Lula
recebem cumprimentos no Palácio do Planalto, em Brasília.
(Foto Ana Nascimento - ABr)
O
atual Governo continua enfatizando que a Rússia faz parte de
suas prioridades em política externa. Tanto que, após
reunião com o Presidente Putin no Encontro do G-8 ampliado de Evian, em junho
de 2003, o Presidente Lula
afirmou
:
"Nem o
Brasil nem
a Rússia podem pensar
pequeno, a relação deve ser estratégica."
Em maio de 2003, uma comitiva brasileira, liderada
pelo Ministro do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, esteve na
Rússia. Além da eliminação de barreiras,
integração econômica e aumento do comércio
(para US$ 5 bilhões
ao ano em 2005), foi discutido um acordo de Cooperação
Aeroespacial.
Em 18 de
outubro de 2005, os Presidentes Lula e Putin fecharam em Moscou um
amplo acordo para a área espacial e abriram caminho para
outras áreas. A Declaração Conjunta destaca a formação de uma
"ALIANÇA
ESTRATÉGICA" bilateral.
O Presidente Putin
celebrou a “aliança tecnológica” que seu País
está construindo com o Brasil na indústria espacial.
"Pretendemos caminhar
na direção de uma aliança tecnológica com o
Brasil", disse Putin ao receber Lula. "A assinatura do contrato
constitui um passo importante nessa direção".
Por sua
vez, o Presidente Lula justificou a aproximação
estratégica com Moscou dizendo que "nesse mundo globalizado
não há Papai Noel". Para Lula, "ninguém
dará presentes ao Brasil e ninguém dará presentes
à Rússia. Essa é uma disputa de conhecimento, de
capacidade produtiva, de competitividade. Nessa disputa, temos que
procurar os parceiros mais próximos".
"Nunca houve tantas
ligações entre nós", disse Lula, mencionando,
além da cooperação espacial, a
cooperação no setor energético, sobretudo sobre o
gás e sobre "atividades nucleares com fins pacíficos".
O Presidente
Lula e o ex-Presidente Putin em encontro reservado no Kremlin, em
Moscou.
(Foto Ricardo Stuckert - PR - 130.152)
Os 2 Presidentes destacaram a
possibilidade de aumento da participação russa na
construção de usinas hidroelétricas no Brasil e
aproximação entre empresas de petróleo e
gás, e na área química. Também desejam
explorar o potencial de cooperação técnico-militar.
A parceria
entre os 2 Países na área de aviação
incluiria a compra pelo Brasil de helicópteros e
hidroaviões russos, especialmente do helicóptero MI-171A
e do avião BE-103, já certificados no País.
A empresa Mil
estaria avaliando a instalação de uma fábrica de
helicópteros no Brasil, enquanto a Embraer abriria outra
na Rússia para a produção do ERJ-145,
em associação local.
Uma
semana depois, em 24 de outubro, o Governo brasileiro anunciava seu
ambicioso PROGRAMA
CRUZEIRO DO SUL (PCS), que será
conduzido conjuntamente pelo CTA e AEB
em parceria com os russos e contará com o desenvolvimento de 5
novos foguetes lançadores de satélites até 2022.
Em 14 e 15 de dezembro de 2006, houve uma
importante visita oficial a Brasília de Serguei V. Lavrov,
Ministro dos Negócios Estrangeiros da Federação da
Rússia. Alguns acordos foram firmados na ocasião.
ALIANÇA
BRASIL-ÁFRICA DO SUL
Em
junho de 2003, Brasil e África do Sul assinaram um Acordo de Cooperação
Militar,
na Cidade do Cabo. Foram
representados
pelos Ministros da Defesa José Viegas Filho e Mosiuoa Lekota. Concordaram em estabelecer um comitê de DEFESA CONJUNTA a fim de promover o acordo.
As áreas de
cooperação incluem PD&I, suporte
logístico, licitações
de equipamentos militares, e troca de experiências em operações de
manutenção da paz.
ALIANÇA
DO IBSA
Em 6 de junho de 2003, nasceu em Brasília
o G-3, uma Aliança
Estratégica
entre Brasil, Índia e África do Sul, também chamado de IBSA, cuja
sigla
vem das iniciais de India, Brazil e South Africa.
Esses Países possuem afinidades e características que os aproximam muito, como sistemas
econômicos e comerciais
bastante compatíveis.
O Tratado de Cooperação denominado de G-3 teve
grande avanço
após a reunião
entre os Presidentes do Brasil
e África do Sul e o Primeiro-Ministro da Índia, no Encontro do G-8 ampliado, em Evian (França), ocorrido no dia 1º de junho de 2003.
Esta reunião já adquiriu relevante dimensão
histórica.
Logo em seguida, em 6 de junho,
houve outro encontro em
Brasília, entre os Ministros das Relações
Exteriores, Celso Amorim,
Nkosazana Zuma
(África do Sul) e Jaswanth
Sinha (Índia).
Nesse dia, criaram o
G-3 para ampliar o
comércio e estimular a cooperação nas áreas
de ciência e
tecnologia, defesa e transportes. Tal reunião teve o mérito de concretizar o que antes era apenas a retórica de "Sul-Sul-Sul".
Os 3 Países possuem
posições e interesses semelhantes em diversos pontos da agenda internacional e
são potenciais Membros Permanentes do Conselho
de Segurança da ONU, a
ser um dia ampliado, por serem atores importantes em suas respectivas regiões. Por esse motivo, o G-3 também deve envolver o Mercosul, a União Aduaneira do Sul da
África e os Países do Sudeste da Ásia.
Serão fechados acordos de
cooperação científica e tecnológica (inclusive de Defesa),
saúde, transporte e de
facilitação de comunicações com os demais
países das 3
regiões (América do Sul, África
e Ásia), o que pode vir
a multiplicar os interesses e ganhos de todos.
2007
Um encontro em outubro de 2007, que
foi a segunda reunião de
cúpula do fórum IBSA, em Pretória, capital
administrativa sul-africana,
serviu para sacramentar o G-3. Participaram
do fórum, os 3 líderes dos Países: Luiz
Inácio Lula da Silva (Brasil), Thabo Mbeki (África do
Sul) e Manmohan Singh (Índia).
Na ocasião, foram assinados diversos tratados, e os 3
Países anunciaram um acordo
de cooperação nuclear com fins pacíficos e sob o
monitoramento da AIEA (Agência Internacional de Energia
Atômica).
Os 3 líderes prometem trabalhar pelo desarmamento nuclear e pelo
uso da tecnologia apenas para fins civis, enfatizando o comprometimento
com o objetivo da completa eliminação das armas nucleares
e expressaram preocupação com a falta de progresso na
realização desta meta.
2008
O 3 Países realizaram na
África do Sul exercícios navais conjuntos pela primeira
vez.
ALIANÇA BRASIL - ALEMANHA
Em 16 de abril de 2002, o Brasil assinou em Berlim um promissor Acordo
de Cooperação Militar Brasil-Alemanha.
Já existia uma
tradição informal entre os dois países, iniciada
à época do Tratado de Energia Nuclear e, posteriormente, com o advento dos submarinos
IKL, os quais viriam a ser
construídos no Brasil.
O Instituto de Aeronáutica
e Espaço (IAE/CTA) vem
desenvolvendo desde 2001, em parceria com o Centro Espacial da Alemanha (DLR), três plataformas suborbitais, sendo
que o primeiro vôo
ocorreu no segundo semestre de
2003. Dados da CIA sobre a ALEMANHA.
ALIANÇA BRASIL-FRANÇA
Presidentes Lula e Chirac
durante
Encontro do G-8 em Evian - Junho de 2003.
(Foto Antônio Milena - ABr)
Desde 2003, o
DEFESA BR
anunciava haver uma grande possibilidade de formação de
Aliança Tecnológica e Militar com a França. Um
dos benefícios poderia ser com relação à
tecnologia de construção de navios e submarinos para a
Marinha do
Brasil.
Em 15 de julho de 2005, o Brasil
assinou em Paris um Acordo de Cooperação em Tecnologias
Avançadas com a França, que poderá ser o ponto de
partida do Brasil em
uma verdadeira “ESTRATÉGIA
DA CONECTIVIDADE” com
o interesse na aliança tecnológica entre as 2
Nações.
Estão sendo cridos Grupos de Trabalho para
cooperação nas seguintes áreas, entre outras :
B -
Energia nuclear;
C - Tecnologias espaciais e suas aplicações industriais,
e cooperação científica no setor espacial;
D
- Tecnologias de defesa, especialmente nos setores aeronáutico,
naval e terrestre.
Em 5 de janeiro de 2007, o Presidente
Lula promulgou, através do Decreto Nº 6.011, o Acordo para Cooperação na
Área da Aeronáutica Militar,
também celebrado em Paris, em 15 de julho de
2005, como parte do Item "D" do Acordo de Cooperação
acima, onde versa sobre
cooperação na área de defesa e no setor
aeronáutico, especialmente o aeronáutico militar.
Discursos dos Presidentes Lula
e Chirac no Palácio
dos Eliseus,
em Paris, no dia 15 de julho de 2005.
(Foto Antônio Cruz - ABr)
Há ainda hoje uma certa
tendência de a França procurar novos caminhos após a grave crise com
os EUA no Conselho de
Segurança da ONU no caso do Iraque.
Poderemos ainda vir a concretizar um acordo tecnológico e militar em situação que
também envolveria a Alemanha.
Isso seria apenas um ato na difícil tentativa de muitos Países importantes
contraporem-se à HEGEMONIA DOS EUA. Dados da CIA sobre a FRANÇA.
O Presidente Jacques Chirac visitou
o Brasil, em 25 de maio de 2006. O
presidente Lula e a primeira-dama Marisa Letícia recepcionaram
Chirac enquanto 7 aeronaves da Esquadrilha da Fumaça, do EDA, faziam uma apresentação aérea.
Os pilotos escreveram, com manobras, as palavras "France-Brasil".
Em 25 de maio
de 2006, os Presidentes da França, Jacques Chirac,
e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, assistem a uma
demonstração da Esquadrilha da Fumaça, em
Brasília.
(Foto Ricardo Stuckert - PR - 153.673)
Ficou
acordado
que Brasil e França
deverão anunciar na reunião de cúpula do G-8 na
Rússia, em junho, em São Petersburgo, a
criação de um Fundo Internacional para a
Divulgação da Tecnologia do Etanol em Países em
desenvolvimento.
Integrada à finalidade do governo brasileiro de transformar o
produto numa commodity e de promover parcerias para a
cooperação nas economias mais pobres, a iniciativa
terá o objetivo imediato de agregar valor à
produção de cana-de-açúcar de Países
da África e do Caribe e de reduzir a dependência dessas
Nações do petróleo.
A base para a criação desse fundo foi definida na
Declaração sobre Biocombustível, documento mais
amplo na área energética assinado pelos presidentes Lula
e Chirac.
(Clique
na foto abaixo para ver imagem gigante)
Em 25 de maio
de 2006, os Presidentes da França, Jacques Chirac, e do
Brasil,
Luiz Inácio Lula da Silva, assistem ao desfile de tropas da
Guarda
Presidencial - Dragões da Independência - em
Brasília.
(Foto Ricardo Stuckert - PR - 153.736)
Vista
da cerimônia em frente à entrada do Palácio
Alvorada - residência
presidencial oficial recém-reformada por um grupo de empresas
privadas.
(Foto Ricardo Stuckert - PR - 153.738)
Apesar das controvérsias
entre os dois Países na OMC - tanto na Rodada Doha como no
contencioso sobre açúcar, vencido pelo Brasil - o acerto
sobre a criação do fundo somou-se a uma série de
iniciativas internacionais.
A França foi um dos primeiros a apoiar a ambição
do Governo brasileiro de elevar o País à
condição de membro permanente do Conselho de
Segurança, no âmbito da reforma da ONU.
O Presidente francês defendeu o aprofundamento das
relações entre o seu País e o Brasil para as
áreas de biotecnologia e industrial, especialmente no que diz
respeito a pesquisas espaciais e investimentos em fontes de energia
não poluentes.
Houve a assinatura de acordos de
cooperação entre Brasil e França em diversas
áreas, como as de Ciência e Tecnologia, e a de Defesa.
Foi acertado pelos 2 Presidentes que 2009 será o Ano da
França no Brasil, em retribuição ao Ano do Brasil
ne França, ocorrido em 2005. O
evento no Brasil será particularmente consagrado aos setores
científico, tecnológico e cultural franceses. Isso pode ser visto
como mais uma forte prova das excelentes relações entre
os dois Países.
O Ano do Brasil na França foi considerado um grande sucesso,
tendo tido a participação de 15 milhões de pessoas
- ou seja, 25 % da população francesa. Mais de 430
manifestações culturais (dança, fotografia,
pintura, edição,
música, teatro e cinema) ilustrando a diversidade cultural do
Brasil foram apresentadas em 161 cidades francesas.
AMÉRICA LATINA E CARIBE
No âmbito da América do Sul, costura-se uma
Aliança entre todos os
Países, além do MERCOSUL, especialmente os Amazônicos, visando a um futuro mercado comum, que deverá englobar
toda a América Latina e o
Caribe em um segundo momento.
Busca-se ainda montar uma
Aliança de Defesa em comum
para preservação de soberania. O Brasil passou a comandar
uma Força de Paz no Haiti com 1.500 soldados seus desde julho de
2004.
Em
janeiro
de 2006, foi anunciada a formação de uma Aliança
entre
os "Três
do Sul",
como se auto-intitulam Brasil, Argentina e Venezuela (Comunicado
Conjunto).
Ela vinha sendo articulado nos bastidores há bastante tempo, tendo base em uma
série de estudos desenvolvidos na Escola Superior de Guerra
(ESG), onde um grupo reuniu-se no Centro de Estudos Estratégicos
para discutir um projeto de País que passava por uma
espécie de união da América do Sul.
Faziam
parte desse grupo o atual secretário-adjunto do Itamaraty,
Samuel Pinheiro Guimarães, e Darc Costa, ex-vice-presidente do
BNDES na gestão de Carlos Lessa, que defendeu uma tese de
doutorado sobre a cooperação sul-americana como caminho
para a inserção internacional do Brasil. Ainda no Governo
Lula, colocaram essas idéias no centro das decisões.
Nesse sentido, Brasil, Argentina e Venezuela decidiram intensificar
esforços na integração de suas cadeias produtivas
em três áreas prioritárias: indústria
bélica, aeroespacial e naval. Serão criados grupos de
peritos para trabalhar esses temas.
Também
foi levantada a possibilidade de criação de uma junta de
defesa, uma espécie de Conselho de Defesa da América do
Sul – o primeiro passo para uma eventual integração
militar no futuro.
Certamente, com a atitude ofensiva da Bolívia contra
o Brasil e a Petrobras no caso do gás, em maio de 2006, com o
franco apoio do Governo da Venezuela, haverá mudanças
nesse panorama a partir de um novo Governo do Brasil em 2007.
OUTRAS ALIANÇAS
As Alianças
Estratégicas de Cooperação de Defesa dos PAÍSES
BALEIAS ou GRUPO BRIC, do IBSA, e mais a da França / Alemanha,
são as únicas em que o Brasil poderá dispor de novas e importantes tecnologias de Defesa em muito pouco tempo,
pois já são
maduras.
Seria o advento
de um formidável e audacioso "trampolim tecnológico" para o
Brasil, alavancando
seus esforços de P&D, sem
desconfianças infundadas, restrições
e dependências tecnológicas,
especialmente as de Defesa.
Infelizmente, a REUNIÃO DE CÚPULA de junho de 2003 entre Brasil e EUA
não trouxe quaisquer resultados concretos. Poderia ter
culminando em uma grande aliança.
O PROBLEMA DOS EUA COM O
BRASIL
Qualquer aliança com os EUA é impossível porque o
Brasil sempre encontrou total desconfiança e sempre
foi tratado como Nação de 3ª classe por esse
País que, assim agindo, somente solidificou e até mesmo
está sempre ampliando uma enorme divisão entre ambos.
Existe lá um antigo e inabalável dogma político de
que o Brasil
é um estranho jamais confiável aos seus interesses.
São inúmeras
e toda ordem as barreiras encontradas pelo Brasil nas últimas
décadas, mesmo tendo sido um aliado na 2ª Guerra Mundial.
Por ter ido lutar na Itália contra o Nazismo em nome da
democracia, o Brasil foi relegado ao mais completo e
indesculpável esquecimento, enquanto os EUA investiram enormes
fortunas na Alemanha e na Itália através de seu Plano
Marshall, conduzindo-os à riqueza que hoje desfrutam.
Como barreiras, servem de
exemplo gritante aquelas erguidas contra tecnologias sensíveis,
como as usadas em foguetes de colocação orbital,
satélites e até mesmo na área de meteorologia,
como durante muitos anos na compra de supercomputadores.
Uma série imensa de equipamentos e componentes
científicos que necessitavam de aquisição externa
sempre foi barrada pelo Governo dos EUA sob alegação de
uso para fins bélicos.
E quando havia necessidade de importação de material
bélico, a desculpa recorrente há décadas era a
preocupação de evitar-se um possível
desequilíbrio regional, como
se a América do Sul não passasse de um simples "quintal"
da Casa Branca e o Brasil tivesse péssimas
intenções que pudessem atingir os próprios EUA.
Os EUA não confiam em ninguém, nem mesmo em seus mais
entusiamados aliados, como a Inglaterra, que está a um passo de
desistir do Projeto do JSF, até trocando-o pelo Rafale. Ocorre
que os americanos recusaram-se na última hora a compartilharem
sua tecnologia (share technology).
Isso significa que se um JSF necessitar de reparos, esses deveriam ser
realizados exclusivamente nos EUA.
A Inglaterra já tornou claro que sem ter sua própria
soberania sobre o JSF, consideraria o cancelamento do programa. Suas forças não teriam acesso
aos códigos para armar suas aeronaves se eles participassem de
missões não aprovadas pelo Pentágono.
Perda de soberania é só parte do preço
de aliar-se aos EUA, pois o mais grave é a desconfiança
mútua de qualquer mudança ou avanço. E se isso
acontece
com a Inglaterra, berço anglo-saxão, como seria com o
Brasil ?
No campo aeroespacial, o nível de intervenção dos
EUA foi ao extremo no final dos anos 80 e começo dos anos 90,
quando chegaram a impor ao Brasil embargos comerciais e
retaliações pela insistência em manter ativa a
Missão Espacial Completa Brasileira (MECB) - atualmente
incorporada ao Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) - que
previa a construção da Base de Lançamento de
Alcântara, de satélites ambientais e lançadores.
O problema só foi parcialmente contornado após a
inclusão brasileira no Regime de Controle de Tecnologia de
Mísseis (MTCR) em 1995, e a criação da
Agência Espacial Brasileira (AEB), em 1994, reforçando o
caráter civil das atividades.
Mesmo assim, os EUA exigiam a apresentação de
detalhes dos projetos espaciais, principalmente referentes ao VLS. Algo
semelhante ao que aconteceu recentemente com a unidade de
enriquecimento
de urânio em Resende (RJ), ou à gritante ingerência
que culminou na proibição de vendas de aviões da
Embraer à Venezuela, pois possuem alguma tecnologia americana
a bordo.
Com os atrasos constantes no cronograma do VLS, o Comando da
Aeronáutica chegou a adquirir sucatas de mísseis do
parque bélico da extinta União Soviética para
estudar sistemas de guiagem e malha pirotécnica entre outros
elementos do foguete, aos quais os técnicos do CTA não
tinham acesso pelas vias convencionais de aquisição. A
pressão era impossível de ser superada.
A saída do Brasil foi se afastar dos EUA e aproximar-se de
Países como a Rússia, que também é
signatária do MTCR. Dessa maneira, o Governo Brasileiro tem
conseguido estabelecer parcerias técnico-científicas de
grande eficácia, com menor volume de investimen