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ALIANÇAS ESTRATÉGICAS

DE COOPERAÇÃO DE DEFESA




VP Alencar na China em 2006

Recepção ao Vice-Presidente José Alencar em Xangai, China, em 21
de março de 2006, para a instalação da Comissão Sino-Brasileira de
Alto Nível de Coordenação e Cooperação (COSBAN).
(Foto Aluizio Gomes de Assis - VPR -146.898)


INTRODUÇÃO

PAÍSES BALEIAS - GRUPO BRIC

CHINA

ÍNDIA

RÚSSIA

 ÁFRICA DO SUL

O IBSA

ALEMANHA

FRANÇA

AMÉRICA LATINA 

OUTRAS ALIANÇAS

O DEFESA BR é uma SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer
para manter a soberania sobre suas riquezas
das Amazônias Verde e Azul
com um conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB
.




INTRODUÇÃO


O Brasil vem procurando fazer Alianças Estratégicas de Cooperação de Defesa nas áreas militar e aeroespacial com diferentes Países, o que é normal, política e economicamente saudável nos dias atuais, propícios à nova ESTRATÉGIA DA CONECTIVIDADE.


Em 2002, ultimou acordos militares com a Alemanha e a Rússia, e aeroespaciais com a Ucrânia e a Índia. Já tinha uma aliança aeroespacial antiga com a China, que ainda poderia crescer (CBERS) após a visita do Presidente Lula em maio de 2004, mas parece ter encontrado seu limite.


Existe ainda uma aliança informal de âmbito tecnológico e militar com a França com possível construção de navios e submarinos para a Marinha, que também tende a ser formalizado no futuro.


Em 2003, comentou-se a formação de uma aliança defendida pelo DEFESA BR desde o seu início, quando o assunto ainda era desconhecido até da imprensa, que é a ALIANÇA DOS PAÍSES BALEIAS ou GRUPO BRIC, aqueles Países de gigantescas extensões territoriais e enormes mercados internos ascendentes, como o próprio Brasil.


A Rússia e a China já formalizaram sua Aliança Estratégica no dia 27 de maio de 2003, através dos Presidentes Vladimir Putin e Hu Jintao, que declararam apoio a um mundo multipolar para poder ser estável e previsível.


O mesmo ocorreu em 24 de maio de 2004 entre China e Brasil (AE). E um novo passo foi dado em 22 de outubro de 2004, com a assinatura do Acordo de Cooperação mútua em assuntos relativos à Defesa, implementado com o Comitê Conjunto de Defesa Brasil-China (CCD).


Existia ainda um "diálogo trilateral" entre Rússia, China e Índia, que deveria ser formalizado em uma Aliança Estratégica Trilateral para fortalecer a estabilidade e segurança regional e internacional, além de enfrentar os novos desafios e ameaças globais.


Em paralelo, em 6 de junho de 2003, surgiu o Tratado de Cooperação Trilateral do G-3, "Sul-Sul-Sul", entre Brasil, África do Sul e Índia. Os 3 Países têm interesses comuns em diversos temas, como cooperação científica e tecnológica de Defesa.

 

Um encontro em outubro de 2007, que foi a segunda reunião de cúpula do fórum IBSA, em Pretória, capital administrativa sul-africana, serviu para sacramentar o G-3.


Durante o Encontro do G-8 de 2003 em Evian, ficou claro que o Brasil trabalhava para reforçar as relações com Rússia, China e Índia, para negociarem juntos com os EUA e a UE, o que poderia evoluir para uma Aliança entre os 4 Países.


Uma Aliança Estratégica de Cooperação de Defesa dos PAÍSES BALEIAS poderá até representar uma nova Aliança para os 4 Países conhecidos como GRUPO BRIC, a :


ALIANÇA ESTRATÉGICA
DE DEFESA CONJUNTA
DO GRUPO BRIC




(Clique na foto abaixo para ver imagem gigante)

Solenidade do Acordo Brasil - China

As comitivas brasileira e chinesa na solenidade da Aliança Estratégica Brasil-China
 na Sala Hebei do Grande Palácio do Povo, em Pequim - 24 de maio de 2004.

(Foto Antônio Milena - ABr)



Há o objetivo comum de redução de custos e de aprendizado conjunto, para o bem comum econômico, e bem-estar social e defesa da soberania de todas essas nações contra os novos desafios e ameaças globais.


Em 14 e 15 de dezembro de 2006, houve uma importante visita oficial a Brasília de Serguei V. Lavrov, Ministro dos Negócios Estrangeiros da Federação da Rússia.


Os Chanceleres Celso Amorim e Serguei V. Lavrov fizeram avaliação positiva da primeira reunião do Grupo, realizada por iniciativa da Federação da Rússia, em setembro de 2006, em Nova York, à margem da 61ª Assembléia-Geral da ONU.


Em torno da análise das complementaridades econômicas dos Países do GRUPO BRIC, ambos expressaram a expectativa de dar continuidade ao processo de coordenação, mediante a realização de reunião ministerial em 2007. Tal reunião acabou ocorrendo em maio de 2008, com grande sucesso.


CRIAÇÃO DO GRUPO BRIC


Em 16 de maio de 2008, na cidade russa de Yekaterinburg, as 4 maiores economias emergentes do mundo finalmente acertaram a formalização do GRUPO BRIC, a fim de ratificar seu peso na economia global.


"Trata-se de uma iniciativa do Brasil que todos apoiamos", disse o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, que afirmou que Moscou concede uma grande importância ao diálogo no marco do GRUPO BRIC.




PAÍSES BALEIAS - GRUPO BRIC
 

Os 4 grandes Países são chamados de BALEIAS por disporem de gigantescas extensões territoriais e enormes mercados populacionais com crescente poder aquisitivo e necessidade de qualidade de vida.


A Aliança Estratégica de Cooperação de Defesa dos PAÍSES BALEIAS ou GRUPO BRIC poderá  representar, em seu centro, uma Aliança de DEFESA CONJUNTA, mas baseada em ênfase tecnológica e econômica.


Especula-se em todo o mundo atual que, em 2002, foi formada uma ALIANÇA ESTRATÉGICA entre estes Países BRIC, a qual nunca foi anunciada abertamente, nem teriam sido formalizados documentos a respeito.



(Clique na foto abaixo para ampliação)
  Lula e o BRIC

Primeiro encontro dos 4 governantes do GRUPO BRIC para conversações em torno
da formalização do grupo, e
m 9 de julho de 2008, durante o G-8 realizado em
Sapporo, Hokaido, Japão. Da esquerda para a direita, o Premiê da Índia,
Manmohan Singh; o Presidente da Rússia, Dmitri Medvedev; o Presidente
da China, Hu Jintao; e o Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.
(Foto Ricardo Stuckert/PR -
1000RS013)



Em 2003, o Banco de Investimentos Goldman Sachs divulgou, coincidentemente,  um trabalho conhecido como "Sonhando com os BRICs". Também foi a partir de 2003 que estes Países passaram a ser convidados para as reuniões do G-8 (com a Rússia), anualmente, o que passou a ser denominado de G-8 Ampliado.


Haveria então uma discreta mas estreita colaboração entre os BRICs até chegar-se à formação de um bloco econômico poderoso, de modo que Brasil e Rússia tornem-se os supridores de commodities para Índia e China.


O Brasil seria dominante em soja e minério de ferro e a Rússia em petróleo e gás. Enquanto isso, do outro lado, China e Índia tornam-se dominantes em bens manufaturados e serviços.



Em 2006, um estudo elaborado pela consultoria PricewaterhouseCoopers, chamado "O Mundo em 2050", previu que a economia brasileira será a 4ª maior do mundo em 2050, sendo superada apenas por China, EUA e Índia.


O levantamento fortalece uma crescente aposta da comunidade financeira internacional de que o mapa econômico mundial será profundamente alterado nas próximas décadas, com os grandes Países emergentes se tornando potências econômicas.


Com isso, os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) já vêm se consolidando como uma aposta de longo prazo entre os grandes investidores mundiais.



O estudo prevê que a economia chinesa deverá se desacelerar no longo prazo por causa de um substancial declínio na sua população ativa no período. As tendências demográficas de longo prazo sugerem que Países como o México, Indonésia, Brasil e Turquia terão em 2050 populações jovens e em crescimento se comparadas às dos Países da Europa Ocidental.


Este caminho seria interessante para todos os Países PAÍSES BALEIAS ou GRUPO BRIC, pois são complementares em sua grandeza. Ademais, trata-se de um fabuloso exemplo de multipolaridade para uma nova e estável ordem mundial.


Cada País poderia ser assim descrito :
  
                             
     g  BRASIL   -  Área de 8,5 milhões de km2 e
          população de 190 milhões de habitantes. Baixa
          densidade populacional de 22,3 habitantes por
          km2. Possui 55 milhões de hectares de área plantada
          (com potencial superior a 250). Necessita de
          tecnologia industrial militar e aeroespacial, e de
          maior escala. Dispõe de boa capacidade industrial.
          Será grande fornecedor de alimentos e energia para China
          e Índia, com uma população conjunta atual de quase
          2,3 bilhões de habitantes, ou 86 % dos 5 Países.
         
Dados da CIA sobre o BRASIL.


    
g   RÚSSIA (FEDERAÇÃO)   -  Maior País do
          mundo em extensão, superior a 17 milhões de
          km2. Tal área representa 42 % da área total
          dos 5 Países. População de 140 milhões de
          habitantes, em declínio. Baixíssima densidade
          populacional de 8,3 habitantes por km2.
          Fortíssimo em tecnologia industrial militar e
          aeroespacial. Economia em franca expansão,
          com a exportação de petróleo à frente. Necessita
          de parceiros para projetos em várias áreas.
Dados
          da CIA sobre a
RÚSSIA.


    
g   ÍNDIA  -  Área de quase 3,3 milhões de km2 e
          população superior a 1,15 bilhão de habitantes. Enorme
          e problemática densidade populacional de 343,7
          habitantes por km2. É o segundo maior mercado
          mundial. Forte em Tecnologia, principalmente, de
          Informática e Aeroespacial. 
Dados da CIA sobre
          a
ÍNDIA.    


    
g   CHINA  -  Área de 9,5 milhões de km2 e população
          superior a 1,3 bilhão de habitantes. Grande densidade
          populacional de 137,7 habitantes por km2. Possui
          130 milhões de hectares de área plantada, decaindo
          a passos largos. Dispõe de boa capacidade industrial.
          Já é o maior mercado do mundo. Foi aceito para a
          OMC no final de 2001.
Dados da CIA sobre a CHINA.



MAPA-MUNDI



(Clique na imagem abaixo para ampliação)

Mapa-Mundi (1999)

Mapa-Mundi de 1999.



Como antes mencionado, os EUA estão bastante interessados nos mercados representados por Rússia e China, procurando considerá-los como parceiros preferenciais.


A Rússia vem mostrando ser um País com altíssima tecnologia militar, especialmente em aviação, capaz de lhes rivalizar comercialmente, o que já não pode mais no Século XXI ser obtido pelos europeus.


Essa é a herança deixada aos Russos por décadas de Guerra Fria, em que quase tudo era investido em gigantescos programas para disputarem a hegemonia mundial, que já foi perdida e esquecida.


Hoje, sem o Comunismo, a Federação Russa é uma democracia iniciante e até mesmo exitante, possui uma economia em recuperação e, por isso, necessita atrair parceiros de peso para a manutenção de todo o caminho tecnológico desenvolvido com muito esforço por mais de 50 anos, com risco de perda total para o hoje hegemônico e grande competidor americano, caso não tenha sucesso.


Uma Aliança Estratégica entre estes 4 Países, e suas regiões, de enormes extensões territoriais e populacionais neste início de Século XXI mostra-se como excelente oportunidade para todos os envolvidos: Brasil, Rússia, Índia, e China, o futuro GRUPO BRIC.


Os quatro motivos simples :

     B   Necessidades e Economias Semelhantes,

    
B   Gigantesco Mercado Único,

  
  B   Possibilidades de Forte Crescimento Conjunto, e
    
     B   Interesses Comuns com Confiança e Compreensão
          Mútuas.

    

As principais vantagens para Aliança são :

     B   Soma competências,

     B   Compartilha investimentos,

     B   Reduz riscos e ameaças,

     B   Diminui o tempo de projetos, e

     B   Garante mais mercados para todos.



QUADRO GERAL DOS 4 PAÍSES DO GRUPO BRIC


PAÍS
POP
%
ÁREA
     %
DENS.
BRASIL
190,0
6,8
8.511.965
22,1
22,3
CHINA
1.321,9
47,5
9.596.960
25,0
137,7
ÍNDIA
1.129,9
40,6
3.287.590
8,5
343,7
RÚSSIA  (FED.)
141,4
5,1
17.075.200
44,4
8,3
TOTAL
2.783,2
100,0
38.471.715
100,0
72,3

Obs: dados referentes a julho de 2007. População (aproximada) em milhões de habitantes.
Área em Km2. Densidade Populacional é o número de habitantes po km2.
A Rússia chama-se Federação Russa, pois engloba outras nações.



MAPAS

Clique em cada bandeira abaixo para abrir o mapa referente ao País :


Brasil
         Brasil

Fed. Russa
      Rússia


Índia
           Índia


China
          China





ALIANÇA BRASIL-CHINA
   

O Brasil reatou laços diplomáticos com a República Popular da China em 1971 graças à visão do Presidente Ernesto Geisel. Tem uma Aliança iniciada em agosto de 1974. Já naquela época, em visita ao Brasil, o Vice-Ministro do Comércio Exterior da China, Chen Chieh, declarou:


"A China e o Brasil, como países em vias de desenvolvimento, defrontam-se com a mesma tarefa de salvaguardar a independência e a soberania nacionais, desenvolver a economia nacional e lutar contra o hegemonismo e a política de força das superpotências."


"Nós, os países em desenvolvimento, temos mil e uma razões para nos unirmos ainda mais estreitamente e nenhuma razão para nos afastarmos uns dos outros."


Passados 30 anos, no dia 24 de maio de 2004, em Pequim, os Presidentes de Brasil (Lula) e China (Hu Jintao) firmaram uma Aliança Estratégica entre os dois Países, a qual ainda não se concretizou.


O comunicado conjunto assinado pelos dois Presidentes selou a aproximação - política e comercial - entre os dois Países: o compromisso do Brasil de avaliar a reivindicação chinesa junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) para que o País seja considerado uma economia de mercado; a reafirmação pelo Brasil do princípio de "uma só China", incluindo expressamente Taiwan e Tibete, como unidade política e territorial inseparável; e o apoio chinês à tese do Brasil de uma reforma no Conselho de Segurança da ONU.


Em 2005, a China retirou esse apoio por causa do Japão que, juntamente com Brasil, Alemanha e Índia formaram o G-4 para entrarem juntos no Conselho. A rivalidade e as feridas entre China e Japão (2ª Guerra Mundial) falaram mais alto.


A China de 2005 já sentia muito a falta de energia para continuar crescendo sem provocar inflação, pois era exportadora líquida de 3 milhões de barris/dia de petróleo por volta de 2001 e em 2005 passou a importar liquidamente 4 milhões de barris/dia, já consumindo 7,5 mb/dia à época.


Tratava-se do 5º maior produtor mundial com 3,5 mb/dia, basicamente extraídos em terra.
E continua a crescer acima de 9 % ao ano.


Portanto, seus laços com o Brasil serão inevitáveis, mesmo sem qualquer aliança, pois somente ele poderá fornecer a ENERGIA, os ALIMENTOS e toda a
COMPLEMENTARIDADE que a China precisa para continuar crescendo no Século XXI.



(Clique na foto abaixo para ver imagem gigante da Cerimônia)


Em 24 de maio de 2004, os Presidentes da China, Hu Jintao,
e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, passam em revista as
tropas formadas (PLA / PLA-N) diante do Grande Palácio do Povo,
em Pequim,
onde firmaram a Aliança Estratégica Brasil-China
.
(Foto Antônio Milena - ABr)



O documento sobre as relações bilaterais Brasil-China referia-se a 4 princípios:

     g   confiança mútua,

     g  
intercâmbio comercial,

     g  
cooperação internacional, e

     g  
contato entre as sociedades civis.


O Acordo de Cooperação Espacial entre China e Brasil colocou em órbita no final de 2003 o segundo Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS-2).


Ainda em 2003, a China tornou-se o 2º maior parceiro comercial
do Brasil, perdendo somente para os EUA.



Mapa da China      
Mapa da China com seus vizinhos (atenção à Índia e Rússia).



Em 24 de março de 2006, foi inaugurada com uma primeira reunião em Xangai a COSBAN, também criada em 2004.



VP Alencar na China em 2006

Recepção ao Vice-Presidente José Alencar em Xangai, China, em 21
de março de 2006, para a instalação da Comissão Sino-Brasileira de
Alto Nível de Coordenação e Cooperação (COSBAN).
(Foto Aluizio Gomes de Assis - VPR -146.898)



Os meios de comunicação chineses qualificaram de parceria estratégica as relações entre a China e o Brasil, com a chegada de Alencar. Um dos protocolos da parceria teria se referido à forma como a China ajudaria o Brasil a desenvolver seu programa nuclear.


As duas partes concordaram em intensificar a cooperação nos domínios político, econômico, comercial, científico, tecnológico, energético e mineral, continuar consolidando e aprofundando a parceria estratégica China-Brasil e impulsionar a cooperação com benefícios recíprocos.
 

Na ocasião, ambas as partes decidiram incluir nesta Comissão o mecanismo de consulta política entre os dois Países e de cooperação nos domínios econômico, comercial, científico, tecnológico, cultural e agrícola, bem como em tecnologia espacial.


Esta histórica reunião foi presidida pela Vice-Primeira-Ministra chinesa Wu Yi e o Vice-Presidente do Brasil, José Alencar Gomes da Silva.


Wu Yi disse que consolidar e aprofundar a parceria estratégica sino-brasileira, com base no respeito mútuo e benefício recíproco em pé da igualdade, corresponde aos interesses fundamentais dos dois povos e favorece o fortalecimento da cooperação sul-sul.


Alencar considerou que os dois Países intensificam a cooperação, sob a nova situação, o que contribuirá para a prosperidade e estabilidade do mundo. Ele desejou desenvolver ainda mais as forças latentes na cooperação bilateral.




COMITÊ CONJUNTO DE DEFESA BRASIL-CHINA  -  CCD     


O ex-ministro da Defesa do Brasil, José Viegas Filho, e o ministro da Defesa da China, Cao Gangchuan, assinaram em 22 de outubro de 2004 um Acordo de Cooperação em assuntos relativos à Defesa, como também, à ciência e tecnologia, particularmente nas áreas de pesquisa e desenvolvimento, aquisição e apoio logístico, e troca de experiências no campo de equipamento militar.


O acordo previa visitas mútuas por delegações dos dois países, treinamento e instrução, reuniões de pessoal e de técnicos, intercâmbio de instrutores, estudantes e instituições militares, visitas a unidades das Forças Armadas, a navios de guerra e o desenvolvimento de programas de tecnologia aplicados à indústria de Defesa.


Deverá ainda ser estabelecido um Comitê Conjunto de Defesa Brasil-China (CCD), cuja função será promover a implementação do acordo firmado entre os dois Países. O CCD realizará reuniões anualmente e alternadamente no Brasil e na China em datas estabelecidas por ambas as partes.



Lula e Ministro Gangchuan (China)

Presidente Lula recebendo o Ministro da Defesa da
China,
General Cao Gangchuan, no Palácio do Planalto,
em Brasília, no dia 22 de outubro de 2004.

(Foto Marcello Casal Jr. - ABr)



Em torno do Acordo de Cooperação de Defesa e do Comitê Conjunto de Defesa Brasil-China (CCD), o Presidente Lula recebeu o Ministro da Defesa e Conselheiro de Estado da República Popular da China, General Gangchuan, e ambos acordaram sobre a necessidade de trabalharem em conjunto em prol da estabilidade e da paz mundiais.


Lula ressaltou sua satisfação pelas relações bilaterais e a nova aliança estratégica entre as duas grandes Nações amigas. O General Gangchuan afirmou que Brasil e China vêm desenvolvendo uma firme relação militar, com trocas e cooperações militares sendo expandidas e fortalecidas, continuamente.



(Clique na foto abaixo para ver imagem gigante)

Cerimônia Dragões da Independência

Em 12 de outubro de 2004, os Presidentes da China, Hu Jintao, e do Brasil,
Luiz Inácio Lula da Silva, assistem ao desfile de tropas da Guarda Presidencial -
Dragões da Independência - do palanque do Palácio do Planalto, em Brasília.

Veja DECLARAÇÃO do Presidente Lula.
(Foto U. Dettmar - ABr)



 
ALIANÇA BRASIL-ÍNDIA


O Brasil assinou protocolo de intenções com o governo da Índia para iniciar cooperação em pesquisa espacial. Os dois pretendem criar programas de intercâmbio nas áreas de produção e lançamento de satélites de comunicação e sensoriamento de solo, uso de bases de lançamento e orientação de satélites.


Há ainda um acordo para o desenvolvimento de tecnologia em comum para o sistema de defesa e vigilância aérea do tipo do SIVAM para o subcontinente indiano, negócio de US$ 1 bilhão. A Índia já colocou em órbita dois satélites com tecnologia própria.


Há negociações para um acordo de liberalização comercial bilateral entre Mercosul e Índia, cujas negociações vêm sendo feitas desde 1999 e encontram-se bastante avançadas.


Em fevereiro de 2005, a Embraer assinou um memorando de entendimento com o governo da Índia para o desenvolvimento conjunto de um sistema AEW & C, baseado na plataforma do jato ERJ 145, com a venda de 3 aeronaves e mais suporte técnico durante toda a fase de desenvolvimento do projeto.




ALIANÇA BRASIL - RÚSSIA


Já existe hoje uma profícua Aliança com a Federação Russa em diversas áreas, entre elas as da indústria aeronáutica e aeroespacial, passando pela área cultural (leia-se Teatro Manaus e Escola do Bolshoi em Joinville) e outras de elevada densidade tecnológica, como telecomunicações.


Uma Comissão de Alto Nível comandada pelo então Vice-Presidente brasileiro Marco Maciel e pelo Primeiro-Ministro russo Mikhail Kassianov desenvolveu os acordos por um longo período e propiciou o início de uma parceria estratégica entre os dois Países, criando a Comissão Mista Governamental Brasileiro-Russa para a Cooperação Econômico-Comercial e Técnico-Científica.


O ex-Ministro da Defesa e Vice-Presidente brasileiro José Alencar deu continuidade ao processo, com encontro em setembro de 2003, em Moscou. O Brasil tem interesse, entre outros, em tecnologia de foguetes (VLS) e mísseis e em projetos espaciais, como o do PCS e do SGB.


Além disso, o VLS sempre contou com o apoio tecnológico russo e os EUA ameaçaram-lhe sanções por proliferação de mísseis em 1995, por temerem que o Brasil construísse um míssil inter-continental, a partir dele. Só que essa cooperação é mais antiga que o Tratado EUA-Rússia.


Na área de Defesa, a assinatura do Acordo de Cooperação no Domínio de Tecnologias Militares de Interesse Mútuo Brasil - Rússia (Gazeta Mercantil de 07 de março de 2002), em Moscou, no dia 09 de abril de 2002, poderá vir a representar um dia o início de uma grande parceria na pesquisa e na produção de armamentos, já que começava a haver um forte nível de confiança entre ambos.


O Acordo acima somente teve aprovado o texto do Memorando de Entendimento pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado Federal em 1º de setembro 2005.


O Senado Federal promulgou o Decreto Legislativo (DL) nº 922 de 2005, com a aprovação desse texto, em 15 de setembro, publicado na página 4 do Diário Oficial da União (DOU) de 16 de setembro de 2005.


Áreas e Objetivos da Cooperação :

1- As Partes promoverão a cooperação entre a República Federativa do Brasil e a Federação da Rússia nas seguintes áreas:


     B   Trabalhos de pesquisa científica e de estudos experimentais,
          visando a produção de material de emprego militar;


     B  
Cooperação conjunta com vistas a produção, aquisição,
          suprimento de material e apoio técnico em assuntos
          relativos a armamento e material de emprego militar em
          geral, em conformidade com o prescrito nas disposições
          do presente Memorando e na respectiva legislação
          nacional de cada Parte.



Veja os discursos relativos a este Acordo proferidos pelo então Presidente Fernando Henrique Cardoso em Moscou em 14 e 15 de janeiro de 2002 e pelo ex-Ministro das Relações Exteriores Luiz Felipe Lampreia em 21 de novembro de 1997, quando da assinatura dos primeiros atos: DISCURSOS.


O Presidente Lula convidou o Presidente Vladimir Putin para visitar o Brasil, o que ocorreu em 22 de novembro de 2004.



(Clique na foto abaixo para ver imagem gigante)


Em 22 de novembro de 2004, os Presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e do Brasil,
Luiz Inácio Lula da Silva, assistem ao desfile de tropas da Guarda Presidencial -
Dragões da Independência - do palanque do Palácio do Planalto, em Brasília.

(Foto Ricardo Stuckert - PR)



Lula e Putin - Palácio do Planalto

Em 22 de novembro de 2004, os Presidentes
Putin e Lula no Palácio do Planalto, em Brasília.

(Foto U. Dettmar - ABr)


Putin e Lula - Palácio do Planalto

Em 22 de novembro de 2004, os Presidentes Putin e Lula
recebem cumprimentos no Palácio do Planalto, em Brasília.

(Foto Ana Nascimento - ABr)



O atual Governo continua enfatizando que a Rússia faz parte de suas prioridades em política externa. Tanto que, após reunião com o Presidente Putin no Encontro do G-8 ampliado de Evian, em junho de 2003, o Presidente Lula afirmou :


"Nem o Brasil nem a Rússia podem pensar
pequeno, a relação deve ser estratégica
."


Em maio de 2003, uma comitiva brasileira, liderada pelo Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, esteve na Rússia. Além da eliminação de barreiras, integração econômica e aumento do comércio (para US$ 5 bilhões ao ano em 2005), foi discutido um acordo de Cooperação Aeroespacial.


Em 18 de outubro de 2005, os Presidentes Lula e Putin fecharam em Moscou um amplo acordo para a área espacial e abriram caminho para outras áreas. A Declaração Conjunta destaca a formação de uma "ALIANÇA ESTRATÉGICA" bilateral.


O Presidente
Putin celebrou a “aliança tecnológica” que seu País está construindo com o Brasil na indústria espacial. "Pretendemos caminhar na direção de uma aliança tecnológica com o Brasil", disse Putin ao receber Lula. "A assinatura do contrato constitui um passo importante nessa direção".


Por sua vez, o Presidente Lula justificou a aproximação estratégica com Moscou dizendo que "nesse mundo globalizado não há Papai Noel". Para Lula, "ninguém dará presentes ao Brasil e ninguém dará presentes à Rússia. Essa é uma disputa de conhecimento, de capacidade produtiva, de competitividade. Nessa disputa, temos que procurar os parceiros mais próximos".


"Nunca houve tantas ligações entre nós", disse Lula, mencionando, além da cooperação espacial, a cooperação no setor energético, sobretudo sobre o gás e sobre "atividades nucleares com fins pacíficos".




Moscou

O Presidente Lula e o ex-Presidente Putin em encontro reservado no Kremlin, em Moscou.
(Foto Ricardo Stuckert - PR - 130.152)



Os 2 Presidentes destacaram a possibilidade de aumento da participação russa na construção de usinas hidroelétricas no Brasil e aproximação entre empresas de petróleo e gás, e na área química. Também desejam explorar o potencial de cooperação técnico-militar.


A parceria entre os 2 Países na área de aviação incluiria a compra pelo Brasil de helicópteros e hidroaviões russos, especialmente do helicóptero MI-171A e do avião BE-103, já certificados no País.


A empresa Mil estaria avaliando a instalação de uma fábrica de helicópteros no Brasil, enquanto a Embraer abriria outra na Rússia para a produção do ERJ-145, em associação local.


Uma semana depois, em 24 de outubro, o Governo brasileiro anunciava seu ambicioso PROGRAMA CRUZEIRO DO SUL (PCS), que será conduzido conjuntamente pelo CTA e AEB em parceria com os russos e contará com o desenvolvimento de 5 novos foguetes lançadores de satélites até 2022.


Em 14 e 15 de dezembro de 2006, houve uma importante visita oficial a Brasília de Serguei V. Lavrov, Ministro dos Negócios Estrangeiros da Federação da Rússia. Alguns acordos foram firmados na ocasião.




ALIANÇA BRASIL-ÁFRICA DO SUL


Em junho de 2003, Brasil e África do Sul assinaram um Acordo de Cooperação Militar, na Cidade do Cabo. Foram representados pelos Ministros da Defesa José Viegas Filho e Mosiuoa Lekota. Concordaram em estabelecer um comitê de DEFESA CONJUNTA a fim de promover o acordo.


As áreas de cooperação incluem PD&I, suporte logístico, licitações de equipamentos militares, e troca de experiências em operações de manutenção da paz.



ALIANÇA DO IBSA


Em 6 de junho de 2003, nasceu em Brasília o G-3, uma Aliança Estratégica entre Brasil, Índia e África do Sul, também chamado de IBSA, cuja sigla vem das iniciais de India, Brazil e South Africa.


Esses Países possuem afinidades e características que os
aproximam muito, como sistemas econômicos e comerciais bastante compatíveis.


O Tratado de Cooperação denominado de G-3 teve grande avanço após a reunião entre os Presidentes do Brasil e África do Sul e o Primeiro-Ministro da Índia, no Encontro do G-8 ampliado, em Evian (França), ocorrido no dia 1º de junho de 2003. Esta reunião já adquiriu relevante dimensão histórica.


Logo em seguida, em 6 de junho, houve outro encontro em Brasília, entre os Ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, Nkosazana Zuma (África do Sul) e Jaswanth Sinha (Índia).


Nesse dia,
criaram o G-3 para ampliar o comércio e estimular a cooperação nas áreas de ciência e tecnologia, defesa e transportes. Tal reunião teve o mérito de concretizar o que antes era apenas a retórica de "Sul-Sul-Sul".


Os 3 Países possuem posições e interesses semelhantes em diversos pontos da agenda internacional e são potenciais Membros Permanentes do Conselho de Segurança da ONU, a ser um dia ampliado, por serem atores importantes em suas respectivas regiões. Por esse motivo, o G-3 também deve envolver o Mercosul, a União Aduaneira do Sul da África e os Países do Sudeste da Ásia.


Serão fechados acordos de cooperação científica e tecnológica (inclusive de Defesa), saúde, transporte e de facilitação de comunicações com os demais países das 3 regiões (América do Sul, África e Ásia), o que pode vir a multiplicar os interesses e ganhos de todos.


2007


Um encontro em outubro de 2007, que foi a segunda reunião de cúpula do fórum IBSA, em Pretória, capital administrativa sul-africana, serviu para sacramentar o G-3. Participaram do fórum, os 3 líderes dos Países: Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Thabo Mbeki (África do Sul) e Manmohan Singh (Índia).


Na ocasião, foram assinados diversos tratados, e os 3 Países
anunciaram um acordo de cooperação nuclear com fins pacíficos e sob o monitoramento da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).


Os 3 líderes prometem trabalhar pelo desarmamento nuclear e pelo uso da tecnologia apenas para fins civis, enfatizando o comprometimento com o objetivo da completa eliminação das armas nucleares e expressaram preocupação com a falta de progresso na realização desta meta.


2008


O 3 Países realizaram na África do Sul exercícios navais conjuntos pela primeira vez.




ALIANÇA BRASIL - ALEMANHA

Em 16 de abril de 2002, o Brasil assinou em Berlim um promissor Acordo de Cooperação Militar Brasil-Alemanha.


Já existia uma tradição informal entre os dois países, iniciada à época do Tratado de Energia Nuclear e, posteriormente, com o advento dos submarinos IKL, os quais viriam a ser construídos no Brasil.


O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/CTA) vem desenvolvendo desde 2001, em parceria com o Centro Espacial da Alemanha (DLR), três plataformas suborbitais, sendo que o primeiro vôo ocorreu no segundo semestre de 2003. Dados da CIA sobre a ALEMANHA.



ALIANÇA BRASIL-FRANÇA



Lula e Chirac

Presidentes Lula e Chirac durante
Encontro do G-8 em
Evian - Junho de 2003.
(Foto Antônio Milena - ABr)




Desde 2003, o DEFESA BR anunciava haver uma grande possibilidade de formação de Aliança Tecnológica e Militar com a França. Um dos benefícios poderia ser com relação à tecnologia de construção de navios e submarinos para a Marinha do Brasil.


Em 15 de julho de 2005, o Brasil assinou em Paris um Acordo de Cooperação em Tecnologias Avançadas com a França, que poderá ser o ponto de partida do Brasil em uma verdadeira “ESTRATÉGIA DA CONECTIVIDADEcom o interesse na aliança tecnológica entre as 2 Nações.


Estão sendo cridos Grupos de Trabalho para cooperação nas seguintes áreas, entre outras :

B - Energia nuclear;

C - Tecnologias espaciais e suas aplicações industriais, e cooperação científica no setor espacial;


D - Tecnologias de defesa, especialmente nos setores aeronáutico, naval e terrestre.


Em 5 de janeiro de 2007, o Presidente Lula promulgou, através do Decreto Nº 6.011, o Acordo para Cooperação na Área da Aeronáutica Militar, também celebrado em Paris, em 15 de julho de 2005, como parte do Item "D" do Acordo de Cooperação acima, onde versa sobre cooperação na área de defesa e no setor aeronáutico, especialmente o aeronáutico militar.



Lula e Chirac Discursando

Discursos dos Presidentes Lula e Chirac no Palácio dos Eliseus,
em Paris, no dia 15 de julho de 2005.
(Foto Antônio Cruz - ABr)



Há ainda hoje uma certa tendência de a França procurar novos caminhos após a grave crise com os EUA no Conselho de Segurança da ONU no caso do Iraque.


Poderemos ainda vir a concretizar um acordo tecnológico e
militar em situação que também envolveria a Alemanha. Isso seria apenas um ato na difícil tentativa de muitos Países importantes contraporem-se à HEGEMONIA DOS EUA. Dados da CIA sobre a FRANÇA.


O Presidente Jacques Chirac visitou o Brasil, em 25 de maio de 2006. O presidente Lula e a primeira-dama Marisa Letícia recepcionaram Chirac enquanto 7 aeronaves da Esquadrilha da Fumaça, do EDA, faziam uma apresentação aérea. Os pilotos escreveram, com manobras, as palavras "France-Brasil".



Lula e Chirac em Brasília - 2006

Em 25 de maio de 2006, os Presidentes da França, Jacques Chirac,
e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, assistem a uma
demonstração da Esquadrilha da Fumaça, em Brasília.

(Foto Ricardo Stuckert - PR - 153.673)



Ficou acordado que Brasil e França deverão anunciar na reunião de cúpula do G-8 na Rússia, em junho, em São Petersburgo, a criação de um Fundo Internacional para a Divulgação da Tecnologia do Etanol em Países em desenvolvimento.


Integrada à finalidade do governo brasileiro de transformar o produto numa commodity e de promover parcerias para a cooperação nas economias mais pobres, a iniciativa terá o objetivo imediato de agregar valor à produção de cana-de-açúcar de Países da África e do Caribe e de reduzir a dependência dessas Nações do petróleo.


A base para a criação desse fundo foi definida na Declaração sobre Biocombustível, documento mais amplo na área energética assinado pelos presidentes Lula e Chirac.




(Clique na foto abaixo para ver imagem gigante)


Em 25 de maio de 2006, os Presidentes da França, Jacques Chirac, e do Brasil,
Luiz Inácio Lula da Silva, assistem ao desfile de tropas da Guarda
Presidencial - Dragões da Independência - em Brasília.

(Foto Ricardo Stuckert - PR - 153.736)



Lula recebe Chirac em Brasília - 2006

Vista da cerimônia em frente à entrada do Palácio Alvorada - residência
presidencial oficial recém-reformada por um grupo de empresas privadas.

(Foto Ricardo Stuckert - PR - 153.738)



Apesar das controvérsias entre os dois Países na OMC - tanto na Rodada Doha como no contencioso sobre açúcar, vencido pelo Brasil - o acerto sobre a criação do fundo somou-se a uma série de iniciativas internacionais.


A França foi um dos primeiros a apoiar a ambição do Governo brasileiro de elevar o País à condição de membro permanente do Conselho de Segurança, no âmbito da reforma da ONU.


O Presidente francês defendeu o aprofundamento das relações entre o seu País e o Brasil para as áreas de biotecnologia e industrial, especialmente no que diz respeito a pesquisas espaciais e investimentos em fontes de energia não poluentes.


Houve a assinatura de acordos de cooperação entre Brasil e França em diversas áreas, como as de Ciência e Tecnologia, e a de Defesa.


Foi acertado pelos 2 Presidentes que 2009 será o Ano da França no Brasil, em retribuição ao Ano do Brasil ne França, ocorrido em 2005.
O evento no Brasil será particularmente consagrado aos setores científico, tecnológico e cultural franceses. Isso pode ser visto como mais uma forte prova das excelentes relações entre os dois Países.


O Ano do Brasil na França foi considerado um grande sucesso, tendo tido a participação de 15 milhões de pessoas - ou seja, 25 % da população francesa. Mais de 430 manifestações culturais (dança, fotografia, pintura, edição, música, teatro e cinema) ilustrando a diversidade cultural do Brasil foram apresentadas em 161 cidades francesas.





AMÉRICA LATINA E CARIBE


No âmbito da América do Sul, costura-se uma Aliança entre todos os Países, além do MERCOSUL, especialmente os Amazônicos, visando a um futuro mercado comum, que deverá englobar toda a América Latina e o Caribe em um segundo momento.


Busca-se ainda montar uma Aliança de Defesa em comum para preservação de soberania. O Brasil passou a comandar uma Força de Paz no Haiti com 1.500 soldados seus desde julho de 2004.


Em janeiro de 2006, foi anunciada a formação de uma Aliança entre os "Três do Sul", como se auto-intitulam Brasil, Argentina e Venezuela (Comunicado Conjunto).


Ela vinha sendo articulado nos bastidores há bastante tempo
, tendo base em uma série de estudos desenvolvidos na Escola Superior de Guerra (ESG), onde um grupo reuniu-se no Centro de Estudos Estratégicos para discutir um projeto de País que passava por uma espécie de união da América do Sul.


Faziam parte desse grupo o atual secretário-adjunto do Itamaraty, Samuel Pinheiro Guimarães, e Darc Costa, ex-vice-presidente do BNDES na gestão de Carlos Lessa, que defendeu uma tese de doutorado sobre a cooperação sul-americana como caminho para a inserção internacional do Brasil. Ainda no Governo Lula, colocaram essas idéias no centro das decisões.


Nesse sentido, Brasil, Argentina e Venezuela decidiram intensificar esforços na integração de suas cadeias produtivas em três áreas prioritárias: indústria bélica, aeroespacial e naval. Serão criados grupos de peritos para trabalhar esses temas.


T
ambém foi levantada a possibilidade de criação de uma junta de defesa, uma espécie de Conselho de Defesa da América do Sul – o primeiro passo para uma eventual integração militar no futuro.


Certamente, com a atitude ofensiva da Bolívia contra o Brasil e a Petrobras no caso do gás, em maio de 2006, com o franco apoio do Governo da Venezuela, haverá mudanças nesse panorama a partir de um novo Governo do Brasil em 2007.




OUTRAS ALIANÇAS


As Alianças Estratégicas de Cooperação de Defesa dos PAÍSES BALEIAS ou GRUPO BRIC, do IBSA, e mais a da França / Alemanha, são as únicas em que o Brasil poderá dispor de novas e importantes tecnologias de Defesa em muito pouco tempo, pois já são maduras.


Seria o advento de um formidável e audacioso "trampolim tecnológico" para o Brasil, alavancando seus esforços de P&D, sem desconfianças infundadas, restrições e dependências tecnológicas, especialmente as de Defesa.


Infelizmente, a
REUNIÃO DE CÚPULA de junho de 2003 entre Brasil e EUA não trouxe quaisquer resultados concretos. Poderia ter culminando em uma grande aliança.


O PROBLEMA DOS EUA COM O BRASIL


Qualquer aliança com os EUA é impossível porque o Brasil sempre encontrou total desconfiança e sempre foi tratado como Nação de 3ª classe por esse País que, assim agindo, somente solidificou e até mesmo está sempre ampliando uma enorme divisão entre ambos. Existe lá um antigo e inabalável dogma político de que o Brasil é um estranho jamais confiável aos seus interesses.


São inúmeras e toda ordem as barreiras encontradas pelo Brasil nas últimas décadas, mesmo tendo sido um aliado na 2ª Guerra Mundial. Por ter ido lutar na Itália contra o Nazismo em nome da democracia, o Brasil foi relegado ao mais completo e indesculpável esquecimento, enquanto os EUA investiram enormes fortunas na Alemanha e na Itália através de seu Plano Marshall, conduzindo-os à riqueza que hoje desfrutam.


Como barreiras, servem de exemplo gritante aquelas erguidas contra tecnologias sensíveis, como as usadas em foguetes de colocação orbital, satélites e até mesmo na área de meteorologia, como durante muitos anos na compra de supercomputadores.


Uma série imensa de equipamentos e componentes científicos que necessitavam de aquisição externa sempre foi barrada pelo Governo dos EUA sob alegação de uso para fins bélicos.


E quando havia necessidade de importação de material bélico, a desculpa recorrente há décadas era a preocupação de evitar-se um possível desequilíbrio regional, como se a América do Sul não passasse de um simples "quintal" da Casa Branca e o Brasil tivesse péssimas intenções que pudessem atingir os próprios EUA.


Os EUA não confiam em ninguém, nem mesmo em seus mais entusiamados aliados, como a Inglaterra, que está a um passo de desistir do Projeto do JSF, até trocando-o pelo Rafale. Ocorre que os americanos recusaram-se na última hora a compartilharem sua tecnologia (share technology). Isso significa que se um JSF necessitar de reparos, esses deveriam ser realizados exclusivamente nos EUA.


A Inglaterra já tornou claro que sem ter sua própria soberania sobre o JSF, consideraria o cancelamento do programa.
Suas forças não teriam acesso aos códigos para armar suas aeronaves se eles participassem de missões não aprovadas pelo Pentágono.


Perda de soberania é só parte do preço de aliar-se aos EUA, pois o mais grave é a desconfiança mútua de qualquer mudança ou avanço. E se isso acontece com a Inglaterra, berço anglo-saxão, como seria com o Brasil ?


No campo aeroespacial, o nível de intervenção dos EUA foi ao extremo no final dos anos 80 e começo dos anos 90, quando chegaram a impor ao Brasil embargos comerciais e retaliações pela insistência em manter ativa a Missão Espacial Completa Brasileira (MECB) - atualmente incorporada ao Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) - que previa a construção da Base de Lançamento de Alcântara, de satélites ambientais e lançadores.


O problema só foi parcialmente contornado após a inclusão brasileira no Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis (MTCR) em 1995, e a criação da Agência Espacial Brasileira (AEB), em 1994, reforçando o caráter civil das atividades.


Mesmo assim, os EUA exigiam a apresentação de detalhes dos projetos espaciais, principalmente referentes ao VLS. Algo semelhante ao que aconteceu recentemente com a unidade de enriquecimento de urânio em Resende (RJ), ou à gritante ingerência que culminou na proibição de vendas de aviões da Embraer à Venezuela, pois possuem alguma tecnologia americana a bordo.


Com os atrasos constantes no cronograma do VLS, o Comando da Aeronáutica chegou a adquirir sucatas de mísseis do parque bélico da extinta União Soviética para estudar sistemas de guiagem e malha pirotécnica entre outros elementos do foguete, aos quais os técnicos do CTA não tinham acesso pelas vias convencionais de aquisição. A pressão era impossível de ser superada.


A saída do Brasil foi se afastar dos EUA e aproximar-se de Países como a Rússia, que também é signatária do MTCR. Dessa maneira, o Governo Brasileiro tem conseguido estabelecer parcerias técnico-científicas de grande eficácia, com menor volume de investimen