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OS EXPORTADORES

BRASILEIROS

DE DEFESA



EMB 145 AEW&C

Arte do EMB 145 AEW&C da EMBRAER.
(Arte Divulgação da Embraer)




INTRODUÇÃO


Como dito na Abertura do DEFESA BR, O Brasil começa a percorrer um caminho longamente empregado por todos os Países desenvolvidos do mundo atual - Estados Unidos à frente - ou seja, reconhecer que a política de geração de tecnologia nas áreas de ponta realiza-se, prioritariamente, através de seus ORÇAMENTOS DE DEFESA.


Por esse motivo,
DEFESA BR preparou um novo plano chamado  NOVAS ORIGENS DE RECURSOS PARA DEFESA. Eles darão origem a encomendas para milhares de empresas locais, fortalecendo e alavancando o emprego civil dessas novas tecnologias e os sistemas econômicos próprios.


Hoje, o Brasil conta com apenas 500 empresas voltadas
para produção na área de Defesa, de alto valor agregado. Essa indústria exportou somente US$ 166 milhões em 2002, sendo 51% do total para os Estados Unidos.


Por incrível que pareça, tais exportações caíram para US$ 49 milhões em 2003.
Em 2004, foram exportados US$ 284 milhões. Isso ainda é uma fração ínfima para o País que já foi o quinto maior exportador mundial, com vendas de US$ 2 bilhões em 1985.


Como exemplo, um lança-chamas nacional foi testado e adquirido pelo US Army para a Guerra do Afeganistão. A fábrica já havia fechado há alguns anos por falta de encomendas, mas encontraram alguns restantes.


Já os EUA contam com mais de 100.000 empresas, alimentando-se de um orçamento militar de US$ 390 bilhões só em 2003, não considerando-se os mais de US$ 20 bilhões que foram gastos diretamente com a Guerra contra o Iraque, nem os US$ 4 bilhões mensais da manutenção da força de 160.000 homens no país por todo esse tempo.


Esses fornecedores americanos conseguem concentrar as compras de Defesa de outros países, de forma a absorverem mais de 40 % de todo o mercado mundial.


O mercado internacional
movimenta hoje mais de US$ 80 bilhões a cada ano, mais de 1.600 vezes o que o País conseguiu exportar em 2003, um dos melhores anos para as suas exportações em todas as áreas.


Sobre o problema, segue apresentação da
"Visão da Indústria", (Power Point / em DefesaNet), exibida no II Seminário de "Ciência, Tecnologia e Inovação para a Defesa Nacional", em dezembro 2003.


O Brasil perdeu mercado e capacidade tecnológica nos últimos anos por não ter um mínimo de mercado comprador interno em funcionamento, com governos em contínuas e permanentes crises de demanda e sem planejamento e interesse por essa indústria, como ocorre hoje e tende a ampliar-se.


Mesmo assim, com
planejamento e apoio do Governo, com ênfase em PD&I e em compras internas, o País teria todas as condições de fortalecer essa indústria de Defesa e aumentar bastante suas exportações nos próximos anos, em que crescerá a demanda mundial por causa de desconfianças e de conflitos como o da Guerra do Iraque.


A maior parte das exportações hoje é composta de equipamentos militares leves, como revólveres, metralhadoras pequenas e carabinas, que são produzidas pela CBC, TAURUS e IMBEL, que venceu licitação para fornecer pistolas para o FBI.


Entretanto, existe comprovada capacidade na produção de aviões, tanques, foguetes, lançadores múltiplos de foguetes  meios navais, como barcos e navios patrulha, além de corvetas e submarinos. Produz-se, inclusive, aeronaves não tripuladas para reconhecimento de terreno, recém-adquiridas pela USAF, e soluções em Guerra Eletrônica. São produtos e serviços de alta agregação de tecnologia e valor.


Com um possível assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, o Brasil passaria a ter mais responsabilidades a níveis regional (como no Haiti) e mundial. Em termos de problemas mundiais, o Brasil poderia ocupar novos espaços, obrigando-se a novos paradigmas em investimentos em Defesa, e gerando novas e grandes perspectivas em exportações de Defesa.



     
Os EMBRAER R 99 A & B da Força Aérea Brasileira - FAB.
São baseados na plataforma ERJ 145.
(Foto Divulgação da Embraer)




As estatísticas mais atuais informam que os Países desenvolvidos são hoje os maiores importadores nessa área, com 57 % das compras, enquanto aqueles em desenvolvimento compram apenas 43 %. Até 1989, com a URSS, a relação era inversa, com 35 e 65 %.


Os principais clientes dos EUA e Rússia têm sido o Oriente Médio, com Arábia Saudita, Israel, Egito e Kuwait. Outros grandes são a China, Índia, Japão, Inglaterra, Turquia, e Coréia do Sul.


Como todo o mercado mundial de armamentos de defesa estaria próximo a US$ 80 bilhões a cada ano, uma fatia de 5 % representaria US$ 4 bilhões e é factível ao Brasil. Em 2005, as exportações de Defesa ainda ficaram na faixa de US$ 300 milhões e um longo caminho terá que ser percorrido.


Em novembro de 2007, João Verdi, Presidente da Avibras, declarou que o Brasil pode faturar até 4 bilhões por ano com as exportações de equipamentos militares em prazo bem curto, operando com as nações da África, Ásia e do Golfo Arábico.


Segundo ele, bastaria o Governo apoiar as iniciativas de vendas dos empresários da área e criar uma política financeira para o setor, nos termos do Eximbank americano, pois o BNDES e o BB são "zero".


Ele ainda desmistificou as famosas aquisições condicionadas à transferência de tecnologia. Simplesmente declarou que nenhuma empresa de Defesa no mundo transfere tecnologia atualizada e de ponta, para um País emergente :

"Em todos os programas que conheço, no mundo inteiro, o conhecimento transferido é de tecnologia já velha disfarçada de nova, de pouca importância, praticamente em desuso".


Isso só nos faz lembrar a todos mais uma vez que um País que não investe em
PD&I não vai a lugar algum.




NOVOS PLANOS E MERCADOS


No início de 2003, o novo Governo orientou os adidos militares
a trabalharem as vendas no exterior e, para isso, receberam treinamento e um catálogo de material de emprego militar produzido no Brasil. Isso é um início, mas muito limitado e quixotesco mesmo.


Entretanto, o MRE está apenas começando a dar tratamento especial para a indústria de Defesa nas viagens presidenciais e missões comerciais. Como exemplo, em novembro de 2003, o Presidente Lula visitou a África do Sul e a Avibrás buscou fechar negócios envolvendo foguetes ASTROS e blindados.



Sistema Astros Hawk

Sistema Astros Hawk - Suporte de fogo a forças leves com alcance de 12 km.
(Foto AVIBRAS)


O Governo definiu então um programa de inteligência comercial para mobilizar as principais embaixadas brasileiras para prospectar oportunidades em novos mercados.


Os principais produtos e serviços sendo oferecidos à época :

     g  Aeronaves de Patrulha baseadas no EMB 145 da Embraer,

    
g   Foguetes Astros da Avibrás,

    
g   Barcos de Patrulha da Emgepron, e

    
g   Tecnologia de Gerenciamento do SIVAM, da Atech.


A Índia estaria interessada em 10 EMB 145, negócio de US$ 450 milhões. Há ainda um acordo para o desenvolvimento de tecnologia em comum para o sistema de defesa e vigilância aérea do tipo do SIVAM para o subcontinente indiano, negócio de US$ 1 bilhão.


Em junho de 2005, foi anunciada a exposição itinerante do Navio-Escola Brasil da Marinha do Brasil que, percorrendo vários Países por 5 meses, pretendia estimular a exportação de armas e produtos de defesa e segurança aqui fabricados.


Além da MB, a promoção comercial envolveu a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX-Brasil), a Associação Brasileira das Indústrias de Defesa (ABIMDE) e a Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (AIAB).


Pela primeira vez, foi feito um investimento conjunto de R$ 222 mil, e foram expostos revólveres e cartuchos, coletes à prova de bala, granadas e escudos policiais, além de peças de grande porte e difícil deslocamento, como aeronaves e veículos blindados. Neste caso, os produtos foram apresentadas por meio de material promocional, banners e vídeos.



O Navio-Escola foi visitado por adidos militares estrangeiros no roteiro que inclui os Estados Unidos, Irlanda, Inglaterra, Alemanha, França, Espanha, Itália e Portugal
. Eles foram orientados quanto ao uso e procedência dos materiais. Participaram da exposição, empresas como a Avibrás, CBC, Condor, Embraer, Emgepron e Inbrafiltro.




CADEIA PRODUTIVA AEROESPACIAL


Em abril de 2003, representantes de empresas do setor aeroespacial, como Embraer e Avibrás, das Forças Armadas e dos institutos de pesquisa ligados à defesa e à aviação, realizaram reunião de instalação da cadeia produtiva aeroespacial, setor que movimenta anualmente R$ 10 bilhões e cujas exportações já proporcionam quase US$ 4 bilhões em receitas.


A cadeia produtiva aeroespacial tem por característica ser um setor que emprega alta tecnologia e é formada pelos segmentos da indústria Aeronáutica, Espacial e de Defesa.


Assim, o MDIC pretendia estimular a pesquisa em tecnologia de produtos duais (que possa ser transferida e absorvida por outras cadeias produtivas).


Algumas metas a serem alcançadas eram produção, exportações, competição com importações e serviços internacionais, criação de mão-de-obra especializada, abertura de empregos e inclusão de micro e pequenas empresas.


INCUBAERO


Seis empresas iniciaram em novembro de 2005 as suas atividades na IINCUBAERO, a primeira incubadora no país voltada para o segmento aeroespacial, instalada no CTA, em São José dos Campos.  São esperadas mais quatro empresas.


A Embravat (Empresa Brasileira de Veículos Aéreos Não-Tripulados), que já desenvolveu e testou em vôo dois protótipos de aeronaves não-tripuladas, pretende iniciar a produção em série do primeiro avião em meados de 2006.


O primeiro protótipo do avião não-tripulado realizou o vôo inaugural em junho de 2004 e o segundo em abril de 2005. A aeronave tem 3,75 m de envergadura, 2,56 m de comprimento e capacidade para transportar até 20 kg de carga útil.


A Flight Technologies é uma prestadora de serviços na área de instrumentação, modelagem e controle de vôo de aeronaves. A empresa foi criada para dar suporte no desenvolvimento de aeronaves, de pequeno, médio e grande porte.


A OTF Sistemas é especializada em soluções de automação de processos industriais, desenvolvimento de máquinas de medição tridimensional de precisão, entre outros.


A Cavok Aeronáutica, empresa de assessoria e consultoria aeronáutica, elabora e desenvolve projetos aeronáuticos, certificação de equipamentos e sistemas em aeronaves de pequeno e médio porte.


A Ray Innovative Solutions, especializada em segurança eletrônica e desenvolvimento de soluções de processamento digital de vídeo, irá atuar no setor de sistema de monitoramento por vídeo.


A GTAC Solutions irá desenvolver para o mercado aeronáutico soluções tecnológicas de gestão. O público alvo inclui operadoras de aeronaves executivas.





POLÍTICA PARA A INDÚSTRIA DE DEFESA


Em 20 de julho de 2005, o Governo lançou a Política Nacional da Indústria de Defesa PNID, com extenso pacote de medidas para o fortalecimento da Base Industrial de Defesa - BID. Trata-se mesmo do primeiro passo para devolver a vitalidade perdida desse setor fundamental.


A PNID veio pela Portaria Normativa do Ministério da Defesa nº 899/MD, de 19 de julho de 2005, sendo publicada no Diário Oficial da União de 20 de julho de 2005.


A Política Nacional da Indústria de Defesa pretende estimular a produção de produtos militares, como armas, alimentos e roupas. Uma das metas da política, que passou por um longo processo de discussão, é reduzir a dependência da importação de equipamentos e tecnologias e, ainda, retomar a capacidade competitiva da indústria nacional.


"Se você quer fomentar a indústria de defesa, tem que melhorar a capacidade de investimento e financiamento. Essa é uma das principais estratégias da Política Nacional da Indústria de Defesa", explicou o Diretor do Departamento de Logística do MD, Major-Brigadeiro-do-Ar Luiz Carlos Paranhos Montenegro.


Ainda de acordo com o Brigadeiro Montenegro, a base industrial de defesa do Brasil reúne hoje cerca de 500 empresas. "O País ganhará em todos os sentidos com a Política. Um exemplo é na área de geração de empregos, pois a indústria de defesa precisa de muitos trabalhadores. E isso contribuirá para a evolução da economia do Brasil", enfatizou.


Na década de 80, a indústria bélica brasileira chegou a exportar US$ 1,5 bilhão anuais. Em 2004, esse valor atingiu apenas US$ 284 milhões. "Tivemos um ciclo muito bom na década de 80. Agora, mais do que nunca, a Política permitirá que a indústria de defesa volte a ser como antigamente", concluiu o Major-Brigadeiro Montenegro.



Ainda em 2004, haviam sido divulgados sete macro-objetivos para a futura política, com metas específicas:


1) Conscientização da sociedade e dos meios de comunicação da necessidade de o País dispor de material e ações de defesa - Campanhas de divulgação, em parceria com empresas do setor bélico.


2) Eliminação progressiva e estratégica da importação de material bélico - Lista com 700 itens ligada às três Forças. Estima-se que em alguns casos a porcentagem de componentes importados em equipamentos bélicos fabricados no Brasil chegue hoje a 70 %.


3) Redução da carga tributária - Isentar produtos e serviços considerados estratégicos de ICMS, de ISS e de Imposto de Importação para bens de capital utilizados para a fabricação de material bélico.


4) Ampliação da capacidade de compra das Forças Armadas - A Defesa pretende compatibilizar os programas de reaparelhamento das três Forças, padronizando itens de uso comum. Será implantado o "Compra Brasil", que significa estipular uma quantidade de recursos orçamentários das Forças Armadas para a compra de material de Defesa internamente.


5) Aumento da competitividade da indústria brasileira - Linhas de crédito especiais e a constituição de avais e garantias para empréstimos pleiteados pela indústria de Defesa, além da simplificação de exportação e investimentos em infra-estrutura para escoamento da produção.


6) Melhoria da qualidade tecnológica dos produtos brasileiros - Maior integração entre as empresas privadas e os institutos de pesquisa militares para o desenvolvimento de setores estratégicos. A elevação dos padrões tecnológicos também contribuirá para a substituição competitiva de importações. Serão
sempre adotados procedimentos de offset, que garantam a transferência de tecnologia à indústria nacional, no caso de compras internacionais de grande intensidade tecnológica, como o Projeto F-X.


7) Melhoria da capacidade de mobilização da indústria - Mecanismos que incentivem a inovação tecnológica dentro das próprias indústrias e estabelecer maior articulação entre os diversos fabricantes. A intenção é aumentar a coesão e o poder de negociação do setor.



Após a publicação da
PNID no Diário Oficial da União de 20 de julho de 2005, a Associação Brasileiras das Indústrias de Material de Defesa - ABIMDE - declarou ter certeza que a aprovação desta política é um passo decisivo para o fortalecimento da BID, pois além de definir a abrangência desta indústria e os produtos estratégicos de defesa, coloca como objetivos para o fortalecimento da BID a necessidade de:


     g   Conscientização da sociedade em geral quanto a necessidade
          da BID;

     g   Produzir e desenvolver os produtos estratégicos no Brasil;

     g   Reduzir a carga tributária;

     g   Ampliar a capacidade de aquisição das Forças Armadas em
          indústrias brasileiras;


     g   Melhorar a qualidade dos produtos;

     g   Aumento da competitividade para expandir as exportações e

     g   A melhoria da capacidade de mobilização.


Em março de 2006, o Ministério da Defesa informou à CREDN que o Governo apresentaria em breve o projeto de uma inovadora PNID, cujo anteprojeto estava em fase final de elaboração.


Entre os objetivos dessa nova política estão :

     B   Aumento do poder de aquisição das Forças Armadas;

     B   Redução da dependência externa;

     B   Mais investimento em desenvolvimento tecnológico; e

     B   Alívio da carga tributária do setor.


Será ainda estabelecido o conceito de "empresa estratégica de Defesa", a qual terá algumas prerrogativas especiais.


O parque industrial da área de defesa estaria sendo considerado estratégico para o Governo porque a dependência sujeita o Brasil a decisões de outros Países, num setor onde o acesso à tecnologia é bastante mais restrito do que todos os demais.


COMDEFESA - Cadeia Produtiva da Indústria de Defesa - criada pela FIESP, defendeu junto à Comissão a vinculação dos gastos públicos com Defesa a um percentual do PIB. Atualmente não há vinculação, e os gastos estariam em torno de 1,8 % do PIB.


A COMDEFESA propôs que esse percentual fosse progressivamente elevado, até chegar a 3,5 % do PIB, que representaria o gasto médio com Defesa dos Países da mesma grandeza relativa do Brasil.


A COMDEFESA defendeu, também, a instituição de um fundo de pesquisa, gerido pelo Ministério da Defesa baseado em que os gastos com Defesa estão diretamente relacionados com o valor das riquezas a serem preservadas, e o Brasil está entre os 5 Países do mundo com mais riquezas a preservar.





INDÚSTRIAS DE DEFESA


EMBRAER

Veja página própria da Embraer no DEFESA BR.



Logo







AVIBRAS


Logo


A Avibras Aeroespacial, de São José dos Campos, produz e exporta o Sistema Astros. Já foram vendidos mais de US$ 1 bilhão e há potencial para mais US$ 10 bilhões, de acordo com seu presidente, Sr. João Verdi.


Em 2002 fechou contrato de US$ 250 milhões com a Malásia para a exportação desse lançador múltiplo de foguetes. Começou a produzir lançador para alcançar 150 km, que é o máximo permitido pelas ONU para comércio internacional.


A empresa lançou um produto no segmento de viaturas blindadas sobre rodas. Trata-se de um blindado leve, de reconhecimento, com o nome de Guará (AV-VBL), que foi desenvolvido com o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Exército. Ele consegue mover-se em condições extremas de terreno, podendo subir em morros que tenham inclinação de até 60 graus. É um veículo blindado leve 4X4 candidato a uma concorrência do EB.



AV-VBL

O AV-VBL GUARÁ é uma família de Veículos Blindados Leves
Sobre Rodas de Alta Mobilidade, com versões de 4 a 12 ton.
Como Veículo Multipropósito pode cumprir missões de
Reconhecimento, Observação, Radar e Sistema de Armas.

(Foto da AVIBRAS)



Em março de 2003, a Avibrás vendeu à África do Sul um sistema de foguetes ASTROS por US$ 200 milhões.



Sistema Astros II no Litoral

Sistema Astros II no Litoral - Artilharia de Costa aceitando uma
variedade de 5 tipos de foguetes para alvos de 9 a 90 km.

(Foto da AVIBRAS)



Astros II  -  Foguete SS-60

O Astros II disparando um de seus foguete, o SS-60, com alcance de 60 Km.
(Foto da AVIBRAS)



FOG-MPM


O inovador FOG-MPM, que pesa menos de 50 kg, pode ser empregado com múltiplos propósitos contra alvos dos mais leves até veículos e fortificações com grande precisão, entre 12 e 60 km.


Sua grande vantagem inovadora reside na capacidade de transmissão de dados para o operador que, protegido, pode guiá-lo para o alvo pelas imagens recebidas através de um cabo de fibra ótica nos mais adversos ambientes e missões de combate.



Míssel FOG-MPM  

FOG-MPM - Míssil Multipropósito Guiado por Fibra Ótica.
(Foto da AVIBRAS)



Avibras

n

Blog Defesa BR - Avibrás Renasce com Contrato de R$ 500 Milhões




MECTRON


Logo


A Mectron Engenharia, de São José dos Campos, desenvolveu o SCP-01, primeiro radar de bordo inteligente fabricado no País, e já iniciou a campanha de homologação. Ele foi escolhido para equipar a frota de 45 caças AMX da Força Aérea Brasileira (FAB).


O radar tem função de sensor principal do sistema de mira das armas AMX. Sua missão é detectar e seguir a pista de alvos no ar e no mar, bem como fazer a medida da distância do alvo para o apontamento de armas.


O projeto é desenvolvido em conjunto com a empresa italiana Galileo, fabricante da unidade transmissora e do processador do equipamento. O radar também já despertou o interesse do governo italiano e de outras Forças Aéreas.


Mectron Engenharia




ATECH


Atech


Em 2005, a Atech foi contratada pela EADS CASA para participar do desenvolvimento dos sistemas aeroembarcados da novas aeronaves de patrulha marítima e de transporte da FAB.


Ela desenvolve esse projeto com profissionais brasileiros estabelecidos em Madri, na Espanha. Depois de entregues as aeronaves ao governo brasileiro, será encarregada da manutenção e evolução dos sistemas aeroembarcados.


Após este fornecimento, estará capacitada para oferecer soluções para o mercado externo, na forma de produtos e serviços. É um importante exemplo de como o poder de compra do governo pode alavancar desenvolvimento e autonomia tecnológica no país, em bases sustentáveis.



Em novembro de 2005, o MDIC e a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) reconheceram a Atech como uma das empresas de destaque no mercado internacional no ano de 2005.


A Atech Tecnologias Críticas, responsável pelos sistemas que controlam 90 % do tráfego aéreo brasileiro, recebeu o Prêmio Destaque de Comércio Exterior 2005, na categoria "Exportador de Serviços" (no caso, exportação de conhecimento como provedora de soluções em tecnologia), concebido pelo MDIC e a AEB. O prêmio foi criado para homenagear empresas e instituições que se destacaram no segmento de comércio exterior, nas mais diferentes categorias.


Empresa 100 % nacional que fornece sistemas voltados para o gerenciamento seguro dos vôos no Brasil, a Atech é líder em fornecimento de soluções tecnológicas e em desenvolvimento e integração de sistemas que não podem falhar.


Contando com cerca de 500 colaboradores, mantém sede em São Paulo e unidades nas cidades de Manaus, Rio e Brasília, além da subsidiária Amazon Tech, em Boston, nos EUA. Todos os trabalhos desenvolvidos por ela, como a concepção, desenvolvimento, implantação, integração e manutenção de sistemas, são atestados pela Certificação NBR ISO 9001.


Em 2003, conquistou outro importante parâmetro de qualidade, reconhecido internacionalmente no segmento de fabricação de software: o Capability Maturity Model (CMM) Nível 2.



O know-how da Atech em desenvolver sistemas e soluções de controle e defesa do espaço aéreo possibilitou, pela primeira vez na história do Brasil, um contrato de exportação de tecnologia para a Venezuela. Em menos de três meses, firmaram-se dois contratos de exportação para aquele país, rompendo o paradigma da ausência de um país em desenvolvimento no mercado mundial deste segmento.


Nos dois contratos assinados entre a empresa brasileira e o governo venezuelano, os fornecimentos abrangem as áreas de hidrometerologia e o controle de tráfego aéreo. Segundo a empresa, fornecer para seu próprio governo é condição indispensável para fornecer para governos de outros Países.



O primeiro acordo firmado entre Atech e Venezuela aconteceu em outubro de 2004. O objetivo daquele primeiro trabalho previa a prestação de consultoria, participação do processo de transferência e absorção de tecnologia, além de apoio na extensão funcional do sistema do Programa Venehmet (Modernização do Sistema de Prognóstico Hidrometeorológico) venezuelano.


Trata-se de um programa para monitorar a meteorologia e a hidrologia de todo o território, desenvolvido a partir de uma grande rede de sensores e radares meteorológicos espalhados pelo país. Todas as informações são enviadas e monitoradas por um Centro Integrado de Operações. Já com o segundo contrato, a Atech ficou responsável por modernizar o Centro de Controle de Tráfego Aéreo do aeroporto de Maiquetia, que concentra o maior movimento de aeronaves da Venezuela.



Em 2005, a empresa também entrou no mercado japonês, onde vem fornecendo serviços de manutenção para sistemas informatizados de uma das maiores empresas no ramo de desenvolvimento de pontes metálicas daquele País.


Há ainda o ASDS – sistema de defesa aérea e circulação operacional militar, que constitui a base da solução para necessidades técnicas e operacionais de centros de gerenciamento e controle tático e estratégico de operações militares da defesa aérea.


O ASDS é desenvolvido em módulos que permitem funções como visualização, tratamento de missões de defesa aérea, gravação e revisualização de cenários e informações, supervisão técnica e operacional e simulador de operações aéreas militares. O sistema permite o tratamento integrado de dados provenientes de radares fixos, transportáveis ou aeroembarcados.


Suas interfaces para conexão com aeronaves de controle e alarme aéreo antecipado permitem o processamento de alvos gerados pelos radares embarcados, bem como a fusão e visualização dessas informações nos centros fixos e móveis de defesa aérea.


Outro projeto importante é o CNS/ATM, um novo sistema de gerenciamento de tráfego aéreo a ser adotado internacionalmente, que utiliza recursos de gestão de vôo apoiados em satélites de comunicações, incorporando a tecnologia de dados GPS para navegação.


Atech

Atech - Clipping




AEROMOT (XIMANGO)


Logo


A Aeromot Indústria Mecânico-Metalúrgica Ltda. alcançou uma façanha ao vencer exigente concorrência da USAFA para o fornecimento de 12 motoplanadores Ximango, em uma venda inicial de US$ 2,5 milhões. 


O gosto dessa vitória da indústria brasileira é ainda mais especial ao considerar-se que, da concorrência internacional, também participava a Diamond, subsidiária da canadense Bombardier, que, como seria natural, apresentou contestação judicial do resultado, atrasando em quatro meses a assinatura do primeiro contrato.


Ximango



Na academia da USAFA, no Estado do Colorado, os Ximango (Falcão dos Pampas) já estão sendo empregados na fase inicial do treinamento de seus pilotos. Ele ficou famoso em todo o mundo quando, em 2001, o suíço naturalizado brasileiro Gérard Moss completou com ele uma volta ao mundo, e bateu o recorde mundial, percorrendo 55 mil quilômetros em 100 dias, atravessando 40 países, com 68 escalas.


Tais aparelhos são exportados para dezenas de Países (como EUA, França, Inglaterra, Japão e Alemanha) em diferentes modelos, sendo utilizados também para lazer e até em tarefas policiais, como buscas, perseguições e observação de crimes ambientais.


Aeromot

Ximango





CEPPE e COLUMBUS (PÓS-ENGESA)


Duas empresas formadas por ex-funcionários da extinta Engesa decidiram retomar parte da tecnologia que um dia foi a glória das exportações brasileiras de Defesa. A CEPPE Equipamentos Industriais Ltda. e a Columbus Comercial, Imp. e Exp. Ltda. uniram-se no projeto de uma nova viatura de transporte não-especializado de meia tonelada: o Marruá.


Seu desenvolvimento, com especificações militares de reconhecimento, comunicações e ataque, será uma alternativa para o Brasil recuperar parte da capacidade tecnológica que foi interrompida com a falência da Engesa em 1990.


O Marruá visa atender aos requisitos operacionais e técnicos do Exército. O veículo encontra-se em fase de homologação e testes no Centro de Avaliação do Exército. Haverá versões para instalação de lançador de mísseis anticarro, canhão 106 milímetros sem recuo, metralhadoras, equipamentos de comunicação, ambulância simplificada e caçamba.


Ressalte-se que as duas empresas foram subcontratadas pelo Arsenal de Guerra de São Paulo - AGSP, que vem fazendo para o Exército Brasileiro a modernização completa de 630 blindados EE-9 CASCAVEL e EE-11 URUTU, produzidos pela inesquecível ENGESA. Em uma revitalização completa - de 5º escalão, todos os sistemas e componentes são desmontados e remontados em seguida com peças novas.


A participação das 2 empresas está no fornecimento de peças e componentes, além da manutenção de subconjuntos das viaturas.



Urutu Modernizado

Viatura Blindada sobre Rodas para Transporte de Pessoal
EE-11 URUTU já modernizado embarcando no
Navio de Desembarque
de Carros de Combate “Mattoso Maia”, em 28 de maio de 2004, rumo ao Haiti.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



Esse consórcio torna-se, assim, a referência na manutenção de viaturas da Engesa, que poderá atender um grande mercado de vários países do mundo, que importaram 5.000 blindados da extinta empresa.


- Obs: CEPPE, Columbus e AGSP sem site na Internet ainda em junho
   de 2007.

- E-Mail do AGSP : agsp@uol.com.br




CBC, TAURUS E IMBEL


O grosso das exportações brasileiras são armas leves, como revólver, metralhadora pequena, carabinas produzidas pela CBC, Taurus e Imbel, que fornece pistolas calibre 45 para o FBI americano (após vencer licitação).


O Exército Brasileiro planeja desenvolver uma nova família de blindados de rodas. Para isso, a Indústria de Material Bélico do Brasil, a Imbel, está catalogando todo o acervo tecnológico da extinta Engesa (Cascavel e Urutu), para servir de subsídio. Esse desenvolvimento e a produção poderão vir a ser feitos pela Imbel junto com o AGSP.


Em maio de 2004, foi noticiado que a Imbel
fez uma parceria com o consórcio europeu EADS para produzir o blindado PATRIA (da Patria Vehicles), visando o mercado externo, e podendo incluir ainda a Denel, empresa sulafricana fabricante de mísseis. Provavelmente, este projeto será encaminhado ao AGSP.


Ainda em maio de 2004, a justiça decidiu (em processo de 10 anos) pela transferência definitiva de todo o acervo tecnológico da extinta Engesa para a Imbel. O acervo envolve desenhos, matrizes e o completo ferramental de todos os seus veículos.


Com essa esplêndida notícia, a Imbel fica plenamente habilitada a reativar a produção dos famosos veículos sobre rodas da Engesa - CASCAVEL e URUTU, o que também deverá vir a ser feito no AGSP, caso haja vontade do Governo Federal, proprietário da Imbel. Só falta agora o Brasil voltar a produzir o extraordinário MBT
OSÓRIO.


CBC

Taurus

Imbel




AGRALE


Logo


A Agrale S.A., tradicional montadora nacional de veículos agrícolas de Caxias do Sul - RS, conseguiu vender 8 jipes AGRALE MARRUÁ, modelo AM2, com 100 % de componentes nacionais, para o Exército Brasileiro.



(Clique na foto abaixo para ampliação)

Marruá

(Foto Divulgação Agrale)



Trata-se de viatura concebida com o objetivo de disputar a renovação da frota de 6 mil Viaturas de Transporte Não Especializado (VTNE) 4 x 4 de 1/2 ton das Forças Armadas do Brasil.


Essas primeiras unidades foram entregues em janeiro de 2006 ao 3º Batalhão de Suprimento, localizado na cidade de Nova Santa Rita, no Rio Grande do Sul.



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(Clique na foto abaixo para ampliação)

Marruá - Frontal

(Foto Divulgação Agrale)



Desde 2003, o MARRUÁ, nome que vem de um touro bravo, desgarrado e selvagem do Pantanal, vem sendo testado pelas Forças Armadas nas mais diversas aplicações. Foram rodados mais de 60 mil km, muitos deles em situações extremas, que resultaram  na sua homologação pelo EB em 27 de julho de 2005.



(Clique na foto abaixo para ampliação)

Marruá

(Foto Divulgação Agrale)



O Marruá é uma viatura versátil, robusta, de fácil manutenção e baixo custo operacional, tendo sido projetado para atender aos requisitos operacionais básicos militares e pode transportar uma guarnição de 4 ocupantes totalmente equipada. Permite levar lançadores de míssil anticarro, canhão sem recuo, metralhadora 7.62 ou 0.50, e equipamentos de comunicação.



Marruá

(Foto Depto. Marketing da Agrale)



Agrale

Agrale Marruá

Carro e Cia - Teste Marruá

Car Sale - Teste Marruá

Defesa UFJF - Marruá no EB e MB




TROLLER

Logo


A empresa cearense Troller Veículos Especiais S/A é considerada por muitos como a Embraer do chão. Em abril de 2003, Ozires Silva  assumiu a presidência do Conselho de Administração. Ele foi o fundador e primeiro presidente da Embraer, com profundos conhecimentos necessários para alavancar o desenvolvimento da Troller no mercado de Defesa.



Troller



A empresa propõe um produto dirigido às forças armadas: o jipe militar T4-M. Com ele, a expectativa da empresa é que seja aberto caminho para o lançamento de uma família de veículos especiais para as forças armadas, que atenda não apenas às demandas nacionais mas, também, ao mercado mundial.



Jipe Militar Troller T4-M



Somente no Brasil, estima-se que a Marinha, Exército e Aeronáutica precisem renovar frota de 6 mil jipes defasados, muitos com mais de 30 anos.


O T4-M é adaptação do jipe T4, que se mostrou eficiente em diversas situações, como em 132 provas no Brasil e no exterior, como no Rali Paris/Dakar, tendo chegado em todas, e até superando marcas mundialmente conceituadas.  


Ao motor de 2.8 litros turbo diesel intercooler de 114 cv são incorporadas apenas 100 pequenas modificações - como nos faróis, suporte para metralhadora, rebatimento do pára-brisa ou sistema de rádio - para deixá-lo de acordo com os requisitos técnicos do Exército. Vem com blindagem nível 5 desde 2004.


O fabricante informa que o T4-M pode subir inclinações com ângulo de 33 graus; atravessar água a uma profundidade de 80 cm e suportar inclinação lateral de até 45 graus. Outro trunfo é o índice de nacionalização - que é de 98 % - conjugado à facilidade de manutenção.


Outro lançamento importante foi o de uma picape para serviço pesado, nas versões civil e militar e, em seguida, uma versão mais alongada do T4-M, com 4 portas.


Troller




FUJIWARA (CALÇADOS)


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A Fujiwara Equipamentos de Proteção Individual, de Apucarana (PR), viu a Guerra do Iraque impulsionar as exportações de suas botas militares, com um aumento de 10% nas vendas para a Inglaterra e de 15% para o Oriente Médio.


A empresa, que exporta 25% da sua produção, de mais de 220 mil pares por mês, envia cerca de 400 mil pares de coturnos por ano para esses dois mercados. Ela é a maior fabricante de calçados de segurança para indústrias do País. No mercado nacional, a empresa é fornecedora de um potifólio de 23 mil clientes, que inclui o Exército e os Correios.


A entrada da empresa no segmento militar ocorreu há cinco anos (1999), impulsionada pelo contrato de exportação firmado com o Ministério de Defesa Britânico. A empresa desenvolveu um dos principais calçados usados pelos soldados dos Grupos de Operações Especiais das Forças Armadas Britânicas na guerra da Bósnia.


Por ser usado em combate, o calçado militar tem que obedecer a uma série de exigências, como suportar frio e umidade ou calor extremos, manter a impermeabilidade por até seis horas na água e ter solados com sistemas que reduzem a fadiga muscular. Tem que ser feita com metais anti-refletivos, a fim de que o soldado não seja facilmente avistado pelo inimigo, e ter bicos inclinados para inibir atritos com pequenos obstáculos.


Fujiwara




PEEKY (UNIFORMES)


A Peek, de Divinópolis (MG) é uma pequena fabricante de uniformes que vem exportando para o Exército dos EUA, em conformidade com as especificações exigidas pelo Pentágono.


Estando em pleno crescimento, também atende ao Chile, Guatemala e República Dominicana, além de vir trabalhando pedidos da África do Sul, Rússia e França. Em 2003, seu faturamento pode alcançar US$ 10 milhões.




AEROELETRÔNICA


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A Aeroeletrônica, empresa situada em Porto Alegre, é a responsável pela produção no Brasil da maioria dos aviônicos da ELBIT israelense (empresa à qual pertence), que são instalados nas aeronaves F-5M e AL-X.


Presta ainda apoio logístico para os sistemas aviônicos das aeronaves  F-5M e AL-X, simuladores e equipamentos de teste na modalidade  Contractor Logistic Support - CLS.


Aeroeletrônica




ARES


A ARES desenvolveu e homologou um novo foguete similar ao Mk-66 americano, designado EMA 66 BD Br.


Além disso, está em fase final de desenvolvimento de 3 projetos de alta tecnologia para a MB :

     g   Sistema Lançador de Torpedos (SLT);

     g   Alça Óptica integrada ao sistema de tiro (AO); e

     g   Indicador Estabilizado de Rampa de Aproximação (IVERA),
           primeiro equipamento com tecnologia de estabilização em
           3 eixos inteiramente projetado e fabricado no País.



Estes equipamentos serão instalados da Corveta Barroso. A ARES vem ampliando seus mercados de atuação, já tendo exportado para diversas Nações como Colômbia, Chile e Venezuela, e continua investindo na ampliação de suas instalações, tendo construído novo prédio para as áreas de projeto, pesquisa, desenvolvimento, qualidade, óptica e eletrônica.





GESPI


A indústria aeronáutica brasileira Gespi Aeronáutica, com sede em São José dos Campos (SP), negocia a venda de 60 aviões militares de treinamento básico GP-135A "Guará" para a Aviação Naval da Marinha do Brasil (MB) e de algumas dezenas para a Fuerza Aérea Venezolana (FAV) - a Força Aérea Venezuelana, para a qual realizou vôos demonstrativos em São José dos Campos em dezembro de 2006.


Gespi Aeronáutica




ORBISAT


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A Orbisat  produz o InSAR, um avançado e pioneiro Radar Interferométrico de Abertura Sintética, com tecnologia para apoiar a vigilância de fronteiras.


Por trabalhar em duas freqüências, o radar penetra em regiões de densas florestas, praticamente intransponíveis, e permite a operação de dia ou noite e também sob chuva.


Por utilizar duas freqüências de mapeamento simultâneas (Bandas X e P), o radar tem aplicação específica para áreas de densa floresta, permitindo a visão precisa do terreno. Essa tecnologia pode ser utilizada em serviços de inteligência na esfera militar - como por exemplo, na busca de bases clandestinas utilizadas para o refino da cocaína no meio das florestas, na concentração de tropas (não identificadas ) com equipamentos e carros em regiões de fronteiras, entre outros casos.


O Sistema aerotransportado SAR/InSAR desenvolvido pela OrbiSat, denominado OrbiSAR-1, é pioneiro no mundo e o mais avançado radar para uso civil e militar. A tecnologia InSAR permite que diversos produtos de informação geográfica sejam gerados de forma ágil e precisa, de modo a atender demandas financeiras e tecnológicas sob medida.


Entre os diferenciais estão: o mapeamento de regiões normalmente cobertas por nuvens e a oportunidade de imagear áreas tanto durante o dia como à noite e ainda com ocorrência de chuva. Isso é possível uma vez que a aquisição dos dados é independente das condições atmosféricas e da luz do dia, permitindo um curto prazo de entrega dos resultados, o que é fundamental no caso de serviços urgentes e de emergência. Oferece ainda a geração de imagens orto-retificadas, modelos de terreno e outros produtos derivados.


Vários produtos de valor agregado são gerados a partir dos dados coletados pelos radares da OrbiSat, entre eles: informação da distribuição da biomassa e do tipo de cobertura de solo; mapeamento sob vegetação florestal, escoamento hidrológico; produção de mapas da rede hidrológica, de rede de transporte e uso de terra e cadastramento urbano e rural, para fins de arrecadação de impostos.


A Orbisat da Amazônia SA é uma empresa de base tecnológica de capital 100 % brasileiro, com unidades em São José dos Campos, Campinas e Manaus. Na área de vigilância aérea e terrestre, lançou recentemente o Radar de Vigilância SABER X-M60, que integra o sistema de defesa antiaérea de baixa altitude.


SABER significa Sistema de Acompanhamento de Alvos Aéreos Baseado em Emissão de Radiofreqüência. Trata-se de um sistema de radar de defesa antiaérea desenvolvido pelo CTEx em parceria com universidades e a OrbiSat.


Utilizado para defesa de instalações estratégicas, como centrais de energia elétrica, acompanha e rastreia até 40 alvos aéreos simultaneamente à distância de até 60 km e altitude de 5 mil metros. Os dados são enviados em tempo real para um Centro Integrado de Operações Aéreas. A reação pode envolver o envio de aviões de caça, lançamento de mísseis ou artilharia rápida.


Leve e portátil, o radar pode ser transportado para qualquer ponto do território nacional.
Até 2008, deverá chegar o SABER M200, versão com alcance de 200 km. Ambos serão operados pelo EB e a FAB.


Orbisat da Amazônia S/A




FONTES & LINKS


CARTA ABIMDE AO JORNAL O GLOBO

Defesa UFJF - Uma Reflexão

Alide - LAAD 2007

Estadão - Brasil Pode Ganhar  4 bi com Armas

Defesa UFJF - Marruá no EB e MB

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Blog Defesa BR - Avibrás Renasce com Contrato de R$ 500 Milhões




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