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RECURSOS PARA DEFESA



ORÇAMENTO DE DEFESA

PLANEJAMENTO

SIMULAÇÃO

FONTES & LINKS



O DEFESA BR é uma SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer
para manter a soberania sobre suas riquezas
das Amazônias Verde e Azul
com um conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB
.




ORÇAMENTO DE DEFESA



A execução do Orçamento da União nos últimos anos mostra uma expressiva redução dos gastos com o Ministério da Defesa no atual Governo. As despesas globais, que tiveram um valor médio de R$ 42,8 bilhões nos final da gestão de FHC, caíram para uma média de R$ 33,4 bilhões no Governo Lula.



ORÇAMENTO DE DEFESA
NO BRASIL
EM BILHÕES DE REAIS



ANO
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
DESPESAS
42,53
43,17
31,43
31,33
33,65
37,25
39,6 42,0
51,3
INVESTIMENTOS
2,87
3,24
1,21
1,48
1,73
2,28
3,8
4,1
-

Fonte : Contas Abertas, a partir de dados do SIAFI.



A participação de Investimentos no Orçamento de Defesa do Brasil caiu fortemente nos últimos anos para menos de impressionantes 0,2% do PIB e manteve-se assim, estando entre os menores do mundo.


Já em 2007, considerando-se Custeio e Investimentos, atinge-se o valor de R$ 5,3 bilhões.
Isso vale parcos 0,2% do PIB de 2006.


Com isso, veio aumentando dramaticamente o profundo ostracismo e o sucateamento de sua capacidade de Defesa, tendo perdido o país nesses últimos anos qualquer representatividade militar internacional, até mesmo na América do Sul, para sua mínima Defesa, uma obrigação constitucional do Governo Federal relegada a segundo plano, não sem conseqüências e responsabilidades.


À primeira vista, o Orçamento de Defesa do Brasil poderia significar já baixos 1,6% de seu PIB de R$ 2,322.818 trilhões de 2006, com R$ 37,25 bilhões.



ORÇAMENTOS DE DEFESA SOBRE PIB
AMÉRICA DO SUL - 2007



Defesa AS 2007

(Arte Correio Braziliense - 19/03/2009)



Ainda assim, tal Orçamento de Defesa teórico somente reflete um grave e histórico problema de Recursos Humanos, o PREVIDENCIÁRIO. Sua folha de pagamentos tem hoje HUM MILHÃO de pessoas, sendo que apenas 300 mil encontram-se em atividade.


São gastos todo ano incríveis 80% do baixo Orçamento com pessoal e déficit previdenciário, que não tem nada a ver com a Defesa da Nação. Outros tantos são simplesmente contingenciados pelo Tesouro Nacional e, alegadamente, utilizados para o pagamento da dívida pública federal.


Descontando-se esse gigantesco e gravíssimo aspecto de Pessoal, que deveria estar sendo tratado totalmente à parte das prementes necessidades de Defesa, restaram em 2007 menos de 14% do valor total, ou R$ 5,3 bilhões  - ridículos US$ 2,4 bilhões, para todo o Custeio e Investimentos em todas as 3 Forças Armadas de um País Continental como o Brasil.


Considerando-se o PIB brasileiro no final de 2006 em US$ 1,067 trilhão, calcula-se que todo o Orçamento de Defesa é de somente 1,6% do PIB (US$ 17,1 bilhões a um câmbio de R$ 2,1776 por cada Dólar). Esse percentual é um dos MENORES DO MUNDO, sendo a média usual mundial de até 3% do PIB (18 vezes mais).


Dentro disso, o mínimo aceitável para Custeio e Investimentos seria de 1% do PIB - 
que já seriam US$ 13,33 bilhões ao ano em 2008 para um PIB estimado em US$ 1,333 trilhão em 2007, embora ainda pouco para a necessidade de completo reequipamento das Forças e sua inerente operação, após tantos anos seguidos de desgoverno com essa área vital.


Pode-se chegar ao mesmo resultado com um PLANEJAMENTO que conduza uma mudança mais suave ao longo dos anos, como demonstrado abaixo, em SIMULAÇÃO (após Planejamento).



O governo Lula comemorou prometer ir a R$ 9 bilhões em 2008 para Custeio e Investimentos, que são US$ 4,6 bilhões a um Dólar médio de R$ 1,95, ou somente 0,3% do PIB, o que significaria um minúsculo acréscimo de 0,1 ponto percentual (ver NOVIDADES).



ORÇAMENTO DE DEFESA
CUSTEIO E INVESTIMENTOS
EM DÓLARES



VALORES EM US$ 2006
2007
2008
2009
PIB NOMINAL (TRILHÕES) 1,066
1,333
1,578
1,619
CUSTEIO + INVEST (BILHÕES) -
2,4 4,6
4,6
% DO PIB DO ANO ANTERIOR
-
0,2 %
0,3 %
0,4 %

Quadro projetado por DEFESA BR.



2009


O Orçamento de 2009 previa gastos de R$ 38,8 bilhões para o pagamento de militares ativos, inativos e pensionistas. Cumpre reajustes programados para fevereiro e julho, dando seqüência ao processo de aumento gradual das remunerações iniciado no ano passado, e que só será concluído em 2010. A cifra representa uma alta de 6 % acima da inflação na folha de pagamentos do ministério, que já teve crescimento real de 12% em 2008.


Em comparação, os valores reservados aos investimentos são não apenas muito menores, mas crescerão em ritmo mais lento. Há R$ 4,1 bilhões reservados na lei orçamentária para as obras e compras de equipamentos militares, um aumento real que não chega aos 2% em relação aos R$ 3,8 bilhões disponíveis em 2008.


No governo Lula, a prioridade conferida à Defesa se manteve baixa e estável. Desde 2003, as verbas da pasta ficaram em torno de 7,5% da receita disponível do governo federal. E o cenário não muda no primeiro Orçamento após a nova END. São somente as despesas com pessoal que vêm apresentando grande crescimento


O contraste é visível, em um ministério que destina 3/4 de sua verba total à folha de pagamentos, e é de longe a maior proporção da Esplanada. Cada militar da ativa custa, em média, R$ 1.942, o menor valor entre os quadros da União. Entre os civis da administração direta, a média é de R$ 6.301, e no Ministério Público, onde se pagam os maiores salários, de R$ 15.717.


No entanto, há um alto custo por causa do número de militares ativos - 430 mil, quase 40% do quadro da União. Além, é claro, das condições oferecidas aos 330 mil aposentados e pensionistas, que, mesmo inferiores numericamente, consomem 62% das despesas com pessoal da pasta. A previdência dos militares vem sendo poupada das reformas feitas na previdência brasileira há anos.


n


Sobre os Royalties da Marinha, de R$ 1,8 bilhão em 2009, foi contingencido R$ 1,02 bilhão, restando somente R$ 780 milhões para investimentos e custeio (43% do valor inicial).




PLANEJAMENTO


No presente Planejamento do DEFESA BR, considera-se como Orçamento de Defesa somente o montante necessário a Custeio e Investimentos da área, em um país que tem 2 AMAZÔNIAS a defender da cobiça mundial, simultaneamente.



Area Marítima da Amazônia Azul

O Brasil tem 7.491 km de fronteira marítima. Em toda essa extensão, existe
a gigantesca
Área Marítima Jurisdicional que é a soma da Zona Econômica
Exclusiva (ZEE) com a Plataforma
Continental. Juntas representam uma área
econômica brasileira de 4.451.766
km2, que vem a ser maior que a metade
(52 %) do território continental, de
8.511.965 km2. Essa fabulosa Área é
conhecida hoje como a AMAZÔNIA AZUL, estando destacada em
azul claro e escuro no mapa acima.
Os rios da AMAZÔNIA VERDE
(região continental amazônica) também são indicados.

(Arte da MB)



MB - AMAZÔNIA AZUL (00:32 MIN)






Com as modernizações da Reforma da Previdência, esses aspectos deficitários de Defesa (75 % do Orçamento) deverão decrescer, pois haverá reduções de dispêndios de várias espécies nos próximos anos (como a pensão de filhas solteiras e até de netos de marechais), além da redução dos contingenciamentos, liberando-se verbas fundamentais para os melhores e reais objetivos constitucionais, hoje muito pouco respeitados pelo governo federal.



Portanto, para a presente simulação,
não são incluídos
no Orçamento
de Defesa os 75% de dispêndio
com a
Folha de Pessoal, a
Previdência e os Contingenciamentos.


São incluídos somente os fundamentais
gastos com Custeio e Investimentos, hoje
em apenas 0,2% do Orçamento
de Defesa.




Considerando-se o PIB no final de 2006 em US$ 1,066 trilhão (Produto Interno Bruto pelo método nominal - para comparação entre as Nações ver PPP), o Brasil poderia ter tido um Orçamento de Defesa para 2007, somente com Operação - Custeio e Investimentos, com um montante de US$ 10,66 bilhões a 1% do PIB de 2006.


Somente a título de comparação, o Orçamento do Pentágono para 2008 superior a US$ 459,6 bilhões, já seria 43 vezes maior que nosso possível montante para Custeio e Investimentos. Esse valor é gigantesco perto de todo o orçamento militar do mundo atual.


De qualquer modo, é uma séria discrepância de algo
normal, mas serviu como um dos alicerces do desenvolvimento científico, tecnológico e industrial dos EUA por todo o Século XX. É um dos segredos de seu fantástico e inigualável sucesso econômico e social, certamente.


Isso funciona como o maior programa de política industrial do mundo, em que 16%, ou mais de US$ 75 bilhões ao ano, são gastos em
PD&I com fins militares. Grande parte das invenções tenderá a ser de uso DUAL, em que enormes benefícios das novas tecnologias também alcançarão o setor privado e o cidadão comum (como internet e celular).


Ressalte-se que, hoje, os EUA têm 5% da população, 30% da economia e 50% das despesas militares do mundo. São investidos mais de US$ 210 bilhões em PD&I, ao ano. Trata-se de uma HEGEMONIA inquestionável.
          

Em maio de 2006, o próprio Pentágono acusou a China de investir em matéria militar 2 ou 3 vezes mais do que os US$ 35 bilhões anuais que anuncia. Isso daria até US$ 105 bilhões ao ano e não é exagero, visto tudo o que estão formando em equipamentos sofisticados em suas 3 Armas.


A AMÉRICA LATINA


A maioria dos países da América Latina, entre eles Argentina, Colômbia, Chile, México, e, principalmente, Venezuela, aumentou em 2006 o orçamento de defesa, segundo o International Institute for Strategic Studies - IISS, com sede em Londres.


Em seu balanço militar anual, o IISS indicou que as alianças e os pactos em matéria de segurança na América Latina estão submetidos a um processo de mudanças impulsionado, em grande parte, pela "política de esquerda e o sentimento contrário aos Estados Unidos", que se manifestam, em particular, na Venezuela e na Bolívia.



Brasil e Fronteiras

Área de fronteiras da Amazônia Brasileira com 7 Países.
(Arte 
Correio Braziliense)



Venezuela - seu orçamento de defesa em 2006 aumentou em cerca de 33%, de US$ 1,286 bilhão para US$ 2,084 bilhões. O governo pode vir a solicitar empréstimos internacionais para a compra de material que não pode financiar diretamente com seu orçamento nacional de defesa. O mesmo ocorreu em 2005, quando o país fez empréstimos de US$ 600 milhões.


Colômbia - embora em 2006 seu orçamento de defesa tenha aumentado em apenas 10% - para US$ 4 bilhões, o país é no contexto regional o que mais gasta em defesa e segurança em relação a seu PIB. Recebeu em 2005 assistência financeira dos EUA de US$ 562 milhões, incluídos US$ 100 milhões para treinamento militar e aquisição de material, e US$ 462 milhões para o Programa Andino de Droga.


No final de 2005, a Força Aérea colombiana adquiriu da Embraer 25 aviões de combate do modelo EMB-314 Super Tucano,
com um empréstimo do Brasil.


Peru -  o orçamento de defesa para 2006 foi para US$ 1,1 bilhão, mas precisa que, em números relativos, a aquisição de material destinado à defesa é mínima. Apenas 2% do Orçamento do país vem sendo empregado na compra de novos equipamentos.


Argentina - seu orçamento de defesa em 2006 foi de US$ 1,86 bilhão, quantia quase similar à do ano anterior, enquanto o México destina US$ 3,35 bilhões, um montante um pouco superior ao de 2005.


Chile - apesar da saudável situação econômica, em 2006 seu orçamento oficial aumentou em apenas 4,5%, para US$ 1,927 bilhão.





SIMULAÇÃO


Com tudo o que foi visto acima, depreende-se facilmente que o Brasil atual possui uma capacidade de DEFESA EXTREMAMENTE PRECÁRIA, sendo que o destino do país depende muito mais da não ocorrência de sérios desafios internacionais do que de sua capacidade de a eles apenas tentar ou mesmo esboçar se contrapor.


Em nossa simulação, o Planejamento a Longo Prazo será realizado somente com NOVAS ORIGENS DE RECURSOS. Elas garantirão que o Brasil passe a ter uma DEFESA DE VERDADE com o equivalente a somente 1% do PIB entre 2011 e 2025 (15 anos) para Operação - Custeio e Investimentos. O Orçamento Federal responderá somente pelo gasto previdenciário de Defesa.


P
ressupõe-se um básico e razoável crescimento anual da economia de 5% ao ano a partir de 2010, e chegando a 8% entre 2019 e 2025 em pleno desenvolvimento do Pré-Sal, como demonstrado no quadro abaixo :  



SIMULAÇÃO DO ORÇAMENTO DE DEFESA
CUSTEIO E INVESTIMENTOS
US$ BILHÕES DE DÓLARES
 


 ANO
PIB
US$
% CRESC
% DEFESA
ORÇAMENTO
US$





2010
2.000,00
5,0







2011
2.100,80
5,0
1,0
20,00
2012
2.205,00
6,0
1,0
21,00
2013
2.337,30
6,0
1,0
22,05
2014
2.477,54
6,0
1,0
23,37
2015
2.626,19
7,0
1,0
24,78





2016
2.810,02
7,0
1,0
26,26
2017
3.006,73
7,0
1,0
28,10
2018
3.217,20
7,0
1,0
30,07
2019
3.442,40
8,0
1,0
32,17
2020
3.717,79
8,0
1,0
34,42





2021 4.015,22
8,0
1,0
37,18
2022
4.336,43
8,0
1,0
40,15
2023
4.683,35
8,0
1,0 43,36
2024
5.058,01
8,0
1,0
46,83
2025
5.462,66
8,0
1,0
50,58





TOTAL



480,00

Obs : percentual de crescimento em uma
linha refere-se ao do ano seguinte.




Entre 2011 e 2025, o Brasil passará a ter a distribuição média de seu ORÇAMENTO ANUAL DE DEFESA, aqui desvinculado do Orçamento Federal, já que terá ORIGENS PRÓPRIAS, em US$ 32 bilhões anuais a 1% do PIB, com um valor inicial de US$ 20 bilhões em 2011 e final de US$ 50,58 bilhões em 2025, sempre em valores atuais.


Haverá forte mudança na relação entre as 3 Forças, dadas as necessidades e prioridades de novos tempos, privilegiando-se a organicidade. Os valores médios anuais e totais serão :


QUADRO MÉDIO ANUAL DE
INVESTIMENTOS EM DEFESA

(US$ bilhões - Período de 2011 a 2025)


FORÇA
PD&I
CONS
OP & MT
TOTAL
%
MB 2,0
9,6
3,6 15,2
47,5
FAB
1,8
7,0
1,5
10,3
32,2
EB
1,2
2,8
2,5
6,5
20,3
TOTAL
5,0
19,4
7,6 32,0
100,0
%
15,6
60,6 23,8
100,0
-



QUADRO DE INVESTIMENTOS EM DEFESA
(US$ bilhões - Período de 2011 a 2025)
<>

FORÇA
PD&I
CONS
OP & MT
TOTAL
%
MB 30,0
144,0
54,0 228,0
47,5
FAB
27,0
105,0
22,5
154,5
32,2
EB
18,0
42,0
37,5
97,5
20,2
TOTAL
75,0
291,0
114,0 480,0
480,0
%
15,6 60,6 23,8
100,0
-



Enfatize-se que os investimentos anuais com PD&I, na ordem de US$ 5 bilhões na média, serão fundamentais para o sucesso do plano. Estarão na faixa de 16% de todo o dispêndios feitos, e no mesmo patamar empregado pelos Estados Unidos hoje, fato que vem a ser a chave de seu incontestável poderio militar.


Tanto o PIB quanto os custos serão os atualizados e corrigidos, anualmente,
e os eventuais aumentos poderão ser amortecidos pela elevação da produtividade e pelo crescimento da escala de produção industrial.


O crescimento previsto para o PIB entre 2010 e 2025 também é razoável, devido ao advento do Pré-Sal (exceto forte aumento em vendas de petróleo, menor necessidade de superávit primário, eventual efeito de alavancagem da economia e exportações relativas à Defesa) e poderá ser usado como fator reserva para um fator de ajuste de custos, caso seja necessário, para mais, a fim de cumprir-se o presente Plano.


Com as NOVAS ORIGENS
de recursos do plano, entre as grandes vantagens que as 3 Forças Armadas, estarão a garantia de orçamento previsível a longo prazo e a dependência do Orçamento Federal somente para seus pagamentos previdenciários.