A ARTE DA GUERRA
- SUN TZU
DIVIDIDO
EM 4 PARTES:
PARTE 3
VIII -
SOBRE
AS NOVE MUDANÇAS
No geral, as operações militares estão sob ordens
do governante civil para dirigir ao exército.
O General não deve erguer seu acampamento em terreno
difícil. Deixa que se estabeleçam relações
diplomáticas nas fronteiras. Não permaneças em um
território árido nem isolado.
Quando te achas em terreno fechado, prepara alguma estratégia e
mova-te. Quando te achares em terreno mortal, luta.
Terreno fechado significa que existem lugares escarpados que te rodeiam
por todas partes, de maneira que o inimigo tem mobilidade, que pode
chegar e ir-se com liberdade, porém a ti é difícil
sair e
voltar.
Cada rota deve ser estudada para que seja a melhor. Há rotas
que não deves usar, exércitos que não devem de ser
atacados, cidades que não devem ser sitiadas, terrenos sobre os
que não se deve combater, e ordens de governantes civis que
não
devem ser obedecidas.
Em conseqüência, os generais que conhecem as
variáveis possíveis para aproveitar-se do terreno sabem
como manejar as forças armadas. Se os generais não sabem
como adaptar-se de maneira vantajosa, mesmo que conheçam a
condição do terreno, não podem aproveitar-se dele.
Se estão ao mando de exércitos, porém ignoram as
artes da total adaptabilidade, mesmo que conheçam o objetivo a
lograr, não podem fazer que os soldados lutem por ele.
Se és capaz de ajustar a campanha de modo que mude conforme ao
ímpeto das forças, então a vantagem não
muda, e os únicos que são prejudicados são os
inimigos.
Por esta razão, não existe uma estrutura permanente. Se
podes
compreender totalmente este principio, podes fazer que os soldados
atuem
na melhor forma possível.
Portanto, as considerações da pessoa inteligente sempre
incluem o analisar objetivamente o beneficio e o prejuízo.
Quando considera o beneficio, sua ação se expande; quando
considera o dano, seus problemas podem resolver-se.
O beneficio e o dano são interdependentes, e os sábios os
tem em conta.
Por isso, o que retira os adversários é o dano, o que
os mantêm ocupados é a ação, e o que lhes
motiva é o beneficio.
Cansa os inimigos mantendo-os ocupados e não deixando-lhes
respirar. Porém antes lográ-lo, tens que realizar
previamente tu própria labor. Esse trabalho consiste em
desenvolver um exército forte,
um povo próspero, uma sociedade harmoniosa e uma maneira
ordenada
de viver.
Assim, pois, a norma geral das operações militares
consiste em não contar com que o inimigo não acuda,
senão confiar em ter os meios de enfrentá-lo; não
contar com que o adversário não ataque, senão
confiar em possuir o que não pode ser atacado.
Se podes recordar sempre o perigo quando estás a salvo e o caos
em tempos de ordem, permanece atento ao perigo e ao caos enquanto
não tenham todavia forma, e evita-os antes de que se apresentem;
esta é a melhor estratégia de todas.
Por isto, existem cinco riscos que são perigosos nos generais.
Os que estão dispostos a morrer, podem perder a vida; os que
querem preservar a vida, podem ser feitos prisioneiros; os que
são dados a apaixonamentos irracionais, podem ser ridiculizados;
os que são muito puritanos, podem ser desonrados; os que
são compassivos, podem ser perturbados.
Se te apresentas em um lugar que com toda segurança os inimigos
se precipitarão a defender, as pessoas compassivas se
apressarão invariavelmente a resgatar seus habitantes, causando
a si mesmas problemas e cansaço.
Estes são cinco riscos que constituem defeitos nos generais e
que são desastrosos para as operações militares.
Os bons generais são diferentes: comprometem-se até a
morte, porém não se aferram à esperança de
sobreviver; atuam de acordo com os acontecimentos, em forma racional e
realista, sem deixar-se levar por as emoções nem estar
sujeitos
a ficar confusos. Quando vêm uma boa oportunidade, são
como
tigres, em caso contrário cerram suas portas. Sua
ação
e sua não ação são questões de
estratégia, e não podem ser agradados nem aborrecidos.
IX - SOBRE A
DISTRIBUIÇÃO
DOS MEIOS
As manobras militares são o resultado dos planos e
estratégias na maneira mais vantajosa para ganhar. Determinam a
mobilidade e eficiência das tropas.
Se vais colocar teu exército em posição de
observar ao inimigo, atravessa rápido as montanhas e vigia-os de
um vale.
Considera o efeito da luz e mantenha-te na posição mais
elevada do vale. Quando combatares numa montanha, ataca de cima para
baixo, e não o contrário.
Combate estando costa abaixo e nunca costa acima. Evita que a
água divida tuas forças, afastate das
condições desfavoráveis o quanto antes.
Não enfrentes os inimigos dentro da água; é
conveniente deixar que passem a metade de suas tropas e nesse momento
dividí-las e atacá-las. Não te situes rio abaixo.
Não caminhes contra da corrente, nem em contra o vento.
Se acampas na ribeira de um rio, teus exércitos podem ser
surpreendidos de noite, empurrados para se afogar ou se lhes pode
colocar veneno na corrente. Tuas barcas não devem ser amarradas
corrente abaixo, para impedir que o inimigo aproveite a corrente
lançando seus barcos contra ti. Se atravessa pântanos,
faça-o rapidamente. se te encontras frente a um exército
em meio de um pântano, permanece próximo de suas plantas
aquáticas ou respaldado pelas árvores.
Em uma planície, toma posições que sejam
fáceis de manobrar, mantendo as elevações do
terreno atrás e a tua direita, estando as partes mais baixas
diante e as mais altos atrás.
Geralmente, um exército prefere um terreno elevado e evita um
terreno baixo, aprecia a luz e detesta a escuridão.
Os terrenos elevados são estimulantes, e portanto, a gente se
acha a gosto em eles; ademais são convenientes para adquirir a
força do ímpeto. Os terrenos baixos são
úmidos, o qual provoca enfermidades e dificulta o combate.
Cuida da saúde física de teus soldados com os melhores
recursos disponíveis.
Quando não existe a enfermidade em um exército, se disse
que este é invencível.
Onde haja montículos e terraplanos, situa-te em seu lado
ensolarado, mantendo-os sempre a tua direita e atrás.
Colocar-se na melhor parte do terreno é vantajoso para uma
força militar.
A vantagem em uma operação militar consiste na
aproveitar-se de todos os fatores benéficos do terreno.
Quando chove, rio acima a corrente traz consigo a espuma, se queres
cruzá-lo, espera a que acalme.
Sempre que um terreno apresente barrancos infranqueáveis,
lugares fechados, armadilhas, riscos, grutas e prisões naturais,
deves abandoná-lo rapidamente e não te aproximes dele. No
que me concerne, sempre
me mantenho distante destes acidentes do terreno, de maneira que os
adversários estejam mais perto que eu deles; dou a face a estes
acidentes, de maneira que fiquem às costas do inimigo.
Então estás em situação vantajosa, e ele
tem condições desfavoráveis.
Quando um exército se está deslocando, se atravessa
territórios montanhosos com muitas correntes de água e
poços, ou pântanos cobertos de juncos, ou bosques virgens
cheios de árvores e vegetação, é
imprescindível esquadrinhá-los totalmente e com cuidado,
já que estes lugares ajudam nas emboscadas e a os espiões.
É essencial descer do cavalo e esquadrinhar o terreno, pois
podem existir tropas escondidas para tentar uma emboscada.
Também pode ser que haja espiões à espreita
observando-te e escutando tuas
instruções e movimentos.
Quando o inimigo está perto, permanece calmo, queres dizer que
se achas em posição forte. Quando está longe
porém tenta provocar hostilidades, queres que avances. Se,
ademais, sua posição é acessível, isso
queres dizer que lhe é favorável.
Se um adversário não conserva a posição
que lhe é favorável pelas condições do
terreno
e se situa em outro lugar conveniente, deve ser porque existe alguma
vantagem tática para agir desta maneira.
Se as árvores se movem, é que o inimigo se está
aproximando. Se há obstáculos entre os brejos, é
que tomaste um mal caminho.
A idéia de pôr muitos obstáculos entre os matos
é fazer-te pensar que existem tropas emboscadas escondidas em
meio
de ela.
Se os pássaros alçam o vôo, há tropas
emboscadas no lugar. se os animais estão assustados, existem
tropas atacantes. Caso se elevem colunas de pó altas e espessas,
há carros que se estão aproximando; se são baixas
e largas, aproximam-se soldados a pé. Nuvens de fumaça
esparsas significam que se está cortando lenha. Pequenas nuvens
de pó que vão e vem indicam que se está levantando
acampamento.
Se os emissários do inimigo pronunciam palavras humildes
enquanto este incrementa seus preparativos de guerra, isto quer dizer
que vai avançar. Quando se pronunciam palavras altissonantes e
se avança ostensivamente, é sinal de que o inimigo se vai
retirar.
Se seus emissários vêm com palavras humildes, envia
espiões para observar o inimigo e comprovarás que
está aumentando seus preparativos de guerra.
Quando os carros ligeiros saem em primeiro lugar e se situam nos
flancos, estão estabelecendo um frente de batalha.
Se os emissários chegam pedindo a paz sem firmar um tratado,
significa que estão tramando algum complô.
Se o inimigo dispõe rapidamente seus carros em filas de combate,
é que está esperando reforços.
Não se precipitarão para um encontro ordinário
se não entendem que lhes será enviada ajuda, ou deve
haver
uma força que se ache à distância e que é
esperada em um determinado momento para unir suas tropas e atacar-te.
Convém antecipar, preparar-se imediatamente para esta
eventualidade.
Se a metade de suas tropas avança e a outra metade retrocede,
é que o inimigo pensa atrair-te a uma armadilha.
O inimigo está fingindo neste caso confusão e desordem
para incitar-te a que avances.
Se os soldados inimigos se apóiam uns nos outros, é que
estão famintos.
Se os aguadores bebem em primeiro lugar, é que as tropas
estão sedentas.
Se o inimigo vê uma vantagem porém não a aproveita,
é que está cansado.
Se os pássaros se reúnem no campo inimigo, é que o
lugar está vazio.
Se há pássaros sobrevoando uma cidade, o exército
fugiu.
Se são produzidas chamadas noturnas, é que os soldados
inimigos estão atemorizados. Tem medo e estão inquietos,
e
por isso chamam uns a outros.
Se o exército não tem disciplina, isto quer dizer que
o general não é levado a sério.
Se os estandartes se movem, é que está sumido na
confusão.
Há sinais que são usados para unificar o grupo; Assim,
pois, caso se desloquem de lá para cá sem ordem nem
conserto, significa que suas fileiras estão confusas.
Se seus emissários mostram irritação, significa
que estão cansados.
Se matam seus cavalos para obter carne, é que os soldados
carecem de alimentos; quando não têm marmitas e não
voltam a seu acampamento, são inimigos completamente
desesperados.
Se produzem murmurações, faltas de disciplina e os
soldados falam muito entre si, queres dizer que foi perdida a lealdade
da tropa.
As murmurações descrevem a expressão dos
verdadeiros sentimentos; as faltas de disciplina indicam problemas com
os superiores. Quando o mando perdeu a lealdade das tropas, os soldados
se falam com franqueza sobre os problemas com seus superiores.
Se outorgam numerosas recompensas, é que o inimigo se acha em um
beco sem saída; quando se ordenam demasiados castigos, é
que o inimigo está desesperado.
Quando a força de seu ímpeto está esgotada,
outorgam constantes recompensas para ter contentes os soldados, para
evitar que se rebelem em massa. Quando os soldados estão
tão esgotados que não podem cumprir as ordens, são
castigados uma e outra vez para restabelecer a autoridade.
Ser violento no principio e terminar depois temendo os próprios
soldados é o cúmulo da inépcia.
Os emissários que acodem com atitude conciliatória
indicam que o inimigo quer uma trégua.
Se as tropas inimigas enfrentam a ti com ardor, porém demoram o
momento de entrar em combate sem abandonar não obstante o
terreno, deves observá-los cuidadosamente.
Estão preparando um ataque por surpresa.
Em assuntos militares, não é necessariamente mais
benéfico ser superior em forças, só evitar atuar
com violência desnecessária; é suficiente com
consolidar teu poder, fazer estimações sobre o inimigo e
conseguir reunir tropas; isso é tudo.
O inimigo que atua isoladamente, que carece de estratégia e que
toma à dianteira a seus adversários, inevitavelmente
acabará sendo derrotado.
Se teu plano não contém uma estratégia de retirada
ou posterior ao ataque, senão que confias exclusivamente na
força de teus soldados, e tomas à dianteira a teus
adversários sem valorar sua condição, com toda
segurança cairás prisioneiro.
Se castigas os soldados antes de ter conseguido que sejam leais ao
mando, não obedecerão, e se não obedecem,
serão difíceis de empregar.
Tampouco poderão ser empregados se não se leva a cabo
nenhum castigo, inclusive depois de haver obtido sua lealdade.
Quando existe um sentimento profundo de apreço e
confiança, e os corações dos soldados estão
vinculados ao mando, se relaxares a disciplina, os soldados se
tornarão arrogantes e será impossível
usá-los.
Portanto, dirige-os mediante a arte civilizada e unifica-os mediante as
artes marciais; isto significa uma vitória continua.
Arte civilizada significa humanidade, e artes marciais significam
regulamentos. Mandar-lhes com humanidade e benevolência,
unificá-los de maneira estrita e firme. Quando a
benevolência e a firmeza são evidentes, é
possível estar seguro da vitória.
Quando as ordens se dão de maneira clara, sensata e
conseqüente, as tropas as aceitam. Quando as ordens são
confusas, contraditórias e mudam a toda hora as tropas
não as aceitam ou não as entendem.
Quando as ordens são razoáveis, justas, sensatas, claras
e conseqüentes, existe uma satisfação reciproca
entre o líder e o grupo.
X - SOBRE
A TOPOLOGIA
Alguns terrenos são fáceis, outros difíceis,
alguns neutros, outros estreitos, acidentados ou abertos. Quando o
terreno seja acessível, seja o primeiro a estabelecer tua
posição, escolhendo as alturas ensolaradas; uma
posição que seja adequada para transportar os
mantimentos; assim terás vantagem quando fores a batalha.
Quando estiveres em terreno difícil de sair, estás
limitado. Neste terreno, se teu inimigo não está
preparado, podes vencer se segues adiante, porém se o inimigo
está preparado e segues adiante, terás muitas
dificuldades para retornar de novo a ele,
o que contará contra ti.
Quando é um terreno desfavorável para ambos, diz-se que
é um terreno neutro. Em um terreno neutro, inclusive se o
adversário te oferece uma vantagem, não te aproveites de
ela: retira-te, induzindo a sair à metade das tropas inimigas, e
então cai sobre ele aproveitando-te desta condição
favorável.
Em um terreno estreito, se és o primeiro a chegar, deves
ocupá-lo totalmente e esperar o adversário. Se ele chega
antes, não o persigas se bloqueia os desfiladeiros. Persiga-o
só se não os bloqueia.
Em terreno acidentado, se és o primeiro a chegar, deves ocupar
seus pontos altos e ensolarados e esperar o adversário. Se este
já os ocupou antes, retira-te e não o persigas.
Em um terreno aberto, a força do ímpeto se encontra
igualada, e é difícil provocar-lhe a combater de maneira
desvantajosa para ele.
Entender estas seis classes de terreno é a responsabilidade
principal do general, e é imprescindível
considerá-los.
Estas são as configurações do terreno; os generais
que as ignoram saem derrotados.
Assim, pois, entre as tropas estão as que fogem, que se retraem,
as que se derrubam, as que se rebelam e as que são derrotadas.
Nenhuma destas circunstâncias constituem desastres naturais,
senão que são devidas aos erros dos generais.
As tropas que tem o mesmo ímpeto, porém que atacam em
proporção de um contra dez, saem derrotadas. Os que tem
tropas fortes porém cujos oficiais são débeis,
ficam retraídos.
Os que tem soldados débeis ao mando de oficiais fortes,
ver-se-ão em apuros. Quando os oficiais superiores estão
encolerizados e são violentos, e enfrentam ao inimigo por sua
conta e por despeito, e quando os generais ignoram suas capacidades, o
exército desmoronará.
Como norma geral, para poder vencer ao inimigo, todo o mando militar
deve ter uma só intenção e todas as forças
militares devem cooperar.
Quando os generais são débeis e carecem de autoridade,
quando as ordens não são claras, quando oficiais e
soldados
não tem solidez e as formações são
anárquicas,
produz-se revolta.
Os generais derrotados são aqueles que são incapazes de
analisar a os adversários, entram em combate com forças
superiores em número ou melhor equipadas, e não
selecionam a suas tropas segundo os seus níveis de
preparação.
Se empregas soldados sem selecionar os preparados dos não
preparados, os arrojados e os timoratos, estás buscando tua
própria derrota.
Estas são as seis maneiras de ser derrotado. a
compreensão de estas situações é a
responsabilidade suprema dos generais e devem ser consideradas.
A primeira é não equilibrar o número de
forças; a segunda, a ausência de um sistema claro de
recompensas e castigos; a terceira, a insuficiência de
treinamento; a quarta é a paixão irracional; a quinta
é a ineficácia da lei de ordem; e a sexta é a
falha em não selecionar os soldados fortes e resolutos.
A configuração do terreno pode ser um apoio para o
exército; para os chefes militares, o curso da
ação adequada é avaliar o adversário para
assegurar a vitória e calcular os riscos e as distâncias.
Saem vencedores os que lideram batalhas conhecendo estes elementos;
saem derrotados os que lutam ignorando-os.
Portanto, quando as leis da guerra assinalam uma vitória segura
é claramente apropriado começar batalha, inclusive se o
governo tenha dado ordens de não atacar. Se as leis da guerra
não
indicam uma vitória segura, é adequado não entrar
em
batalha, mesmo que o governo tenha dado a ordem de atacar. Deste modo
se
avança sem pretender a glória, se ordena a retirada sem
evitar
a responsabilidade, com o único propósito de proteger a
população e em benefício também do governo;
assim se presta um serviço valioso a a nação.
Avançar e retirar-se contra das ordens do governo não
se faz em interesse pessoal, senão para salvaguardar as vidas da
população e no autêntico beneficio do governo.
Servidores
de este talhe são muito úteis para um povo.
Olha por teus soldados como olhas a um recém-nascido; assim
estarão dispostos a seguir-te até os vales mais
profundos; cuida de teus soldados como cuidas de teus queridos filhos,
e morrerão gostosamente contigo.
Porém se és tão amável com eles que
não os podes utilizar, se és tão indulgente que
não lhes podes dar ordens, tão informal que não
podes discipliná-los, teus soldados serão como
crianças mimadas e, portanto, imprestáveis.
As recompensas não devem ser usadas sós, nem deve
confiar-se somente nos castigos. Caso contrario, as tropas, como
crianças mimadas, se acostumam a desfrutar ou a ficar
ressentidas por tudo. Isto é danoso e os torna
imprestáveis.
Se sabes que teus soldados são capazes de atacar, porém
ignoras se o inimigo é invulnerável a um ataque, tens
só a metade de possibilidades de ganhar. Se sabes que teu
inimigo é
vulnerável a um ataque, porém ignoras se teus soldados
são
capazes de atacar, só tens a metade de possibilidades de ganhar.
Se sabes que o inimigo é vulnerável a um ataque, e teus
soldados
podem levá-lo a cabo, porém ignoras se a
condição do terreno é favorável para a
batalha, tens a metade de probabilidades de vencer.
Portanto, os que conhecem as artes marciais não perdem tempo
quando efetuam seus movimentos, nem se esgotam quando atacam. Devido a
isto se diz que quando conheces a ti mesmo e conheces os demais, a
vitória não é um perigo; quando conheces o
céu e a terra, a vitória é inesgotável.