O DEFESA BR é uma SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer para manter a soberania sobre suas riquezas
das Amazônias Verde e Azul com um conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB.
INTRODUÇÃO
O Brasil entrou no projeto da Estação Espacial Internacional - EEI (ISS - International Space Station) em outubro de 1997 e a crise entre as duas agências espaciais, a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a National Aeronautics and Space Administration (NASA), surgiu logo depois.
A constante falta de repasse orçamentário para o projeto, sucessivos atrasos de cronograma, corte de verbas pelo Congresso Nacional e o descaso do Governo com o compromisso assumido irritaram profundamente a direção da NASA.
O total de investimentos necessários para construir a estação espacial é estimado em US$ 100 bilhões. A parte brasileira seria de apenas US$ 120 milhões, ou seja, 0,12% desse montante. E isso foi conseguido em muito pela eficiência da gestão do primeiro Presidente da AEB, Luiz Gylvan Meira Filho.
O País só não foi expulso do consórcio da EEI para se evitar uma crise generalizada. Com isso, a AEB conseguiu promover uma renegociação com a NASA para dar continuidade à participação brasileira na ISS mesmo após o cancelamento dos 6 projetos nacionais contratados em 1997, que serviriam na montagem da estação.
A AEB continuou participando de forma bastante modesta. A única novidade foi que em março de 2006 o Tenente-Coronel da FAB Marcos César Pontes participou da Missão Centenário na EEI, mas apenas porque o Brasil pagou aos russos como qualquer turista faria.
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Encontro das Expedições 12 e 13 na ISS em março de 2006.
Brasileiro Marcos Pontes no alto à esquerda.
(Imagem TV NASA)
Pelo acordo inicial firmado com a NASA, o Brasil fabricaria peças para a estação, orçadas em US$ 120 milhões, e figuraria como uma das 16 Nações construtoras da EEI, além de conquistar o direito de fazer duas viagens espaciais e alguns experimentos científicos.
O Brasil, porém, nunca entregou as peças prometidas alegando custos explosivos e vinha sendo pressionado pela NASA. Mas, depois da explosão do ônibus espacial Columbia, em 2003, o cronograma se desintegrou. O atraso deixou de ser importante e a participação brasileira mostrou-se como fracasso evidente do País.
Em 24 de abril de 2006, foi revelado no Brasil o protótipo de uma espécie de prateleira de alta tecnologia da EEI. Uma vez colocada na Estação, ela permitirá, por exemplo, manter preso um equipamento externo do complexo que esteja passando por manutenção, assegurando a transmissão de dados entre ele e a EEI e impedindo que ele se desgarre no espaço.
Após mais 6 meses de licitação, a peça será produzida pela indústria brasileira por um custo próximo a US$ 6 milhões. No total, a participação do Brasil na ISS deverá ficar em torno de apenas US$ 12 milhões, ou seja, 10 % do fracassado acordo feito inicialmente pela AEB, dentro de um universo de US$ 100 bilhões de investimentos.
ESTAÇÃO ESPACIAL INTERNACIONAL
A ISS é o maior e mais complexo projeto científico internacional de toda a história da humanidade. Liderado pelos EUA, a ISS representa o esforço conjugado de 16 Nações : EUA, Rússia, Europa (Agência Espacial Européia com 11 Nações), Japão, Brasil e Canadá.
O Tenente-Coronel Marcos César Pontes vinha se preparando durante 7 anos para um futuro lançamento americano para permanência na ISS. Com o cancelamento das missões tripuladas dos ônibus espaciais dos EUA, cujos vôos foram suspensos por problemas de segurança evidenciados no acidente com a Columbia, foi feito um novo contrato com o Governo russo.
Assim, ele conseguiu participar da Missão Espacial Russa ocorrida em 30 de março de 2006 com destino a ISS, a Expedição 13. Com isso, todo seu treinamento não foi perdido.
FONTES & LINKS :
ASTRONAUTA BRASILEIRO
Em 18 de outubro de 2005, os Presidentes Lula e Putin fecharam em Moscou um amplo acordo para a área espacial e abriram caminho para outras áreas. A Declaração Conjunta destaca a formação de uma "ALIANÇA ESTRATÉGICA" bilateral. Foram tratados 3 protocolos iniciais.![]()
A tripulação da Expedição 13 : o brasileiro Marcos César Pontes, o russo
Pavel Vladimirovich Vinogradov e o americano Jeffry Nels Williams.
(Foto Gagarin Cosmonaut Training Center)
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Os Presidentes Putin e Lula em encontro reservado no Kremlin, em Moscou.
(Foto Ricardo Stuckert - PR - 130.152)
O primeiro deles referia-se à Missão Centenário do primeiro astronauta brasileiro, Tenente-Coronel da FAB Marcos César Pontes, na ISS. Essa Missão custou US$ 10 milhões e assim foi costurada.
A Missão Centenário foi um lance misto de marketing político e de homenagem aos 100 anos do vôo do 14 BIS, primeiro avião do mundo, inventado pelo brasileiro Alberto Santos Dumont.
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Esta Missão Espacial do primeiro astronauta brasileiro, Tenente-Coronel da FAB Marcos César Pontes, teve início à 8h30min18s (horário local) de 30 de março de 2006, em direção à ISS, com o lançamento do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão.
Reprodução de imagem de TV no momento da
decolagem, em que Pontes indica a bandeira no
braço como a Nação acompanhando-o ao espaço.
O astronauta Pontes dividiu o confiável foguete Soyuz TMA-8 da Starsem com o comandante cosmonauta russo Pavel Vladimirovich Vinogradov e o engenheiro de vôo e astronauta americano Coronel da USAF Jeffry Nels Williams.
A missão do brasileiro teve a duração de 10 dias, sendo 8 no setor russo da Estação Espacial Internacional, que fica permanentemente na órbita da Terra.
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Pontes na frente dos 5 gigantescos
e potentes motores da Soyuz.
(Foto Bill Ingalls - NASA)
(Clique na arte para detalhes da Soyuz)
Na bagagem, o astronauta levou 13,5 kg de experimentos, a maioria deles sem qualquer importância científica (a um custo de US$ 10 milhões), e 1,5 kg de itens pessoais, incluindo uma significativa camisa da seleção brasileira e uma réplica do glorioso chapéu panamá de Alberto Santos Dumont.
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Bolacha com logomarca
da Missão Centenário.
(Arte AEB)
AS EXPERIÊNCIAS BRASILEIRAS
Efeito da gravidade em enzimas, da Faculdade de Engenharia
Industrial;
Análise de luz obtida por bioluminescência, do Centro
de Pesquisas Renato Archer/MCT (luz dos vagalumes);
Efeitos causados pela radiação sobre o DNA humano,
da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ);
Teste de evaporadores capilares em ambiente de microgravidade,
da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC);
Teste de minitubos de calor em ambiente de microgravidade,
da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC);
Germinação de sementes em microgravidade - Embrapa;
Cultivo de sementes de feijão em microgravidade -
Secretaria de Educação de São José dos Campos (SP); e
Análise da clorofila em ambiente de microgravidade - Secretaria
de Educação de São José dos Campos (SP).
Após 2 dias de viagem a 28 mil km por hora e 32 voltas ao redor do planeta Terra, a nave Soyuz uniu-se à ISS de forma automática e perfeita. A estação está situada a cerca de 350 km de altitude.
Pontes levou ainda em sua bagagem 6 selos e 3 medalhas. Na sua volta, os selos foram doados à Presidência da República, à AEB, ao Museu Aeroespacial Santos Dumont, Memorial Aeroespacial Brasileiro e Museu Nacional dos Correios.
O conjunto de 3 selos retrata o vôo da Missão Centenário, a nave russa Soyuz, a ISS e o 14 Bis, em referência ao centenário do primeiro vôo de Santos Dumont. Cada um dos selos teve tiragem de 1 milhão de exemplares e custa R$ 0,85.
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Conjunto de 3 selos comemorativos dos Correios (ECT).
(Arte ECT)
O astronauta brasileiro voltou à Terra no dia 9 de abril, Domingo de madrugada - 05h48min, tendo que passar 10 dias em observação no Centro de Treinamento de Astronautas Yuri Gagarin, nome oficial da Cidade das Estrelas, em Moscou, para onde foi levado pouco depois do pouso no Cazaquistão.
A operação de resgate dos três astronautas - junto com Pontes voltaram à Terra o americano William McArthur e o russo Valery Tolkarev, que passaram seis meses (189 dias) na EEI - foi realizada a uma temperatura de aproximadamente - 10º C e vento forte.
A cápsula atravessou o céu a 28 mil km/h, lembrando um cometa, devido à cauda incandescente que deixou para trás, e caiu perto da cidade de Arkalyk.
Dias depois, já em palestra no ITA, Pontes falou sobre o único momento de tensão durante a viagem espacial. Disse que sentiu medo nos 2 minutos que seguiram a reentrada da nave na atmosfera. "Pela janela dava para ver o alumínio derretido passando a poucos metros, a temperatura no interior da nave subiu e quando o pára-quedas se abriu a sensação era de que não havia desaceleração, que iríamos bater. Era a primeira vez que os outros dois tripulantes desciam na Soyuz, eu olhava para eles, que estavam igualmente tensos, e pensava: isso não pode acabar aqui..."
Pontes, McArthur e Tolkarev seguiram para o aeroporto de Kustanay, a duas horas de vôo dali, onde deram entrevista. Os três receberam de presente flores e roupas tradicionais cazaques.
De Kustanay, os três foram de avião a Moscou, onde eram esperados por parentes e amigos, além dos responsáveis pelas agências espaciais de Brasil, Rússia e EUA. Logo depois, seguiram para a Cidade das Estrelas, onde teve início o programa de reabilitação à gravidade.
A quarentena na Cidade das Estrelas serviu para readaptar o corpo dos astronautas à gravidade. A sensação de ausência de peso acarreta uma série de problemas de saúde, como enfraquecimento dos músculos e perda de calcificação nos ossos
A recuperação do brasileiro consistiu principalmente na readaptação dos sistemas do corpo à condição de gravidade normal. O processo envolve a redistribuição de líquidos no organismo e o restabelecimento do senso de equilíbrio baseado nos vestíbulos, que não servem para muita coisa no espaço - dependem da gravidade para funcionar.
VOLTA AO BRASIL
Marcos Pontes voltou ao Brasil em 20 de abril, sendo recebido em Brasília de forma honrosa e merecida, como herói nacional.
Primeiro, o avião que o trazia foi escoltado por 2 caças F-5M da FAB. Todos realizaram um sobrevôo no Plano Piloto, no sentido da Asa Sul para a Asa Norte para, em seguida, percorrerem a Esplanada dos Ministérios, no eixo monumental de Brasília.
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Cerimônia para Pontes no Palácio do Planalto.
(Foto Roosewelt Pinheiro - Abr - 150.331)
Em seguida, ele foi recebido pelo Comandante da Base Aérea de Brasília e seguiu para o Palácio do Planalto, onde foi recebido pelo Presidente Lula, que o condecorou com a Ordem Nacional do Mérito, no grau de Oficial. Na ocasião, o astronauta vestia o macacão cinza usado na EEI.![]()
Escolta da FAB em Brasília
à aeronave trazendo Pontes.
(Reprodução imagem TV)
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Já no Comando da Aeronáutica, ele recebeu a Ordem do Mérito Aeronáutico. Na seqüência, participou ainda de eventos na AEB e seguiu para São Paulo e Bauru, sua cidade natal. No dia seguinte, houve uma grande festa com exibição da Esquadrilha da Fumaça.
O astronauta Pontes recebendo a Ordem Nacional do Mérito, em Brasília.
(Foto Ricardo Stuckert - PR - 150.367)
No dia 22, Marcos Pontes participou da Reunião de Aviação de Caça, na Base Aérea de Santa Cruz. No dia 24, proferiu palestra para cadetes da AFA, em Pirassununga. No dia 25, visitou o CTA e organizações de ciência e tecnologia, em São José dos Campos. O dia termina com um jantar com representantes da AIAB - Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil.
No dia 26, regressou à Rússia a fim de participar da cerimônia de encerramento da 12ª expedição à EEI (sua ida foi na 13ª, que continua na EEI), na qual estavam o russo Valery Tokarev e o americano Bill McArthur, companheiros do retorno de Pontes à Terra. Na volta ao Brasil, Pontes pediu reforma e passou à vida civil.
NEGOCIAÇÕES COM HOUSTON
Em 2006, a cooperação entre a Nasa e a AEB encontra-se parada. A permanência do Brasil no consórcio vai depender do volume de recursos que o País estiver disposto a desembolsar para a frente.
O problema é que, ao não cumprir o acordo de 1997 que previa a entrega de 6 equipamentos para a ISS, o Brasil perdeu o direito de enviar um astronauta ao espaço no convênio com a Nasa. Pontes pretende participar dos vôos da Nasa que serão retomados a partir de 2009.
O País só não foi expulso do consórcio da EEI para se evitar uma crise generalizada. São nulas as chances de participar de uma missão espacial, de voltar a integrar o quadro de astronautas disponíveis para missões ou mesmo de outros brasileiros serem treinados na agência americana.
"É fundamental que nós cumpramos a palavra", alertou Pontes sobre as mazelas governamentais.
Um Brasil diferente poderia ter interesse em participar do Programa KLIPER, a futura nave espacial russa, da empresa RKK Energiya.
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Maquete da KLIPER (2 3), a nova cápsula reutilizável
que substituirá a antiga e confiável nave Soyuz.
(Foto ESA)
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Ilustração interna da KLIPER, que levará 6 tripulantes
e pesará 14,5 ton em missões para a Lua e a ISS.
(Arte RKK Energiya)
Agência Espacial Brasileira (AEB)
FAB - Missão Centenário
NASA
NASA - Galeria de Fotos da Expedição 13 a ISS
ISS
Russian Space Web
STARSEM : Lançadores Soyuz