O
VLS-1 V04 deverá ser lançado em 2010, sendo o primeiro depois do
acidente de 2003, em
Alcântara. Ele levará apenas 2 dos 4
estágios normais, mas com 25 modificações
recomendadas pela consultoria
russa da
State
Rocket Center "Makeyev" Design Bureau (SRC).
Já os V05 e V06
deverão receber os 4 estágios, mas
somente o V06 deverá levar algum satélite por volta de
2012, na melhor das hipóteses dos intermináveis
contingenciamentos vindos da Era Lula. Somente aí estará
havendo o 1º lançamento do novo
PCS, o
ALFA.
PROGRAMA CRUZEIRO DO SUL (PCS)
Em
24 de outubro de 2005, O Governo brasileiro apresentou seu
ambicioso PROGRAMA
CRUZEIRO DO SUL, que será conduzido conjuntamente pelo
CTA e AEB em parceria com os russos e contará com o
desenvolvimento de 5 novos foguetes lançadores de
satélites até 2022, a um custo estimado de US$ 700
milhões.
Este Programa poderá representar
a independência do Brasil em termos de tecnologia de
lançadores e a possibilidade de colocar nossas indústrias
em condições de concorrer no mercado internacional de
lançadores, gerando tecnologia, receita de
exportação e empregos de alto nível.
A parceria
com os russos começa pela revisão técnica do
projeto VLS-1 e serviços de consultoria na área de
engenharia. Detalhes do intercâmbio científico entre os 2
Países foram acertados durante a visita do vice-primeiro
ministro da Rússia, Bóris Alioshin, ao Brasil, em 2004.
Encontros
mantidos entre cientistas da AEB, da agência
russa RFSA -
Russian Federal Space Agency (ex-Rosaviakosmos), e do INPE,
além de representantes do Comando da Aeronáutica e
empresários do setor, serviram
para discutir os trabalhos conjuntos, sob a supervisão de
técnicos da agência espacial russa.
O
nome CRUZEIRO DO SUL
é uma referência à constelação de 5
estrelas. Cada
uma delas dará o nome
a cada novo foguete lançador de satélites :
ALFA;
BETA;
GAMA;
DELTA; e
EPSILON.
Enquanto o
ALFA chegará a até 750 km
da Terra, o DELTA e o GAMA atingirão 1.000 km. Enquanto o
primeiro satélite levado pelo ALFA, o Equars, pesará 135
quilos, deverá seguir no DELTA o CBERS-4, chegará a 2 ton.
O lançador
ALFA seria uma
evolução direta do VLS-1. Originalmente, o foguete
é composto por quatro estágios, todos movidos a
combustível sólido. O ALFA trocará
os últimos dois estágios sólidos do VLS-1 por um
de
combustível líquido.
Já o EPSILON,
objetivo final do programa,
é idêntico ao lançador ÓRION, proposto pelo
consórcio internacional OrionSpace
para a realização de vôos a partir do CTA. Os 3
demais
lançadores também serão de
configuração
russa da OrionSpace.
(Clique na
arte
para ampliação e detalhes)
Ilustração
da
Família de Veículos Lançadores
do Programa Cruzeiro do Sul (PCS).
(Arte CTA)
A combustão
líquida dos novos
foguetes brasileiros, assim como a do ÓRION, é baseada em
querosene e oxigênio líquidos, opção adotada
pelos tradicionais e confiáveis lançadores russos SOYUZ.
Com o sucesso do PROGRAMA CRUZEIRO DO
SUL, o
Brasil estará capacitado a
fazer praticamente qualquer tipo de lançamento, como os de
satélites geoestacionários do novo SGB.
Com o PCS, o Brasil
terá condições favoráveis de
competição no mercado mundial de lançamento de satélites
civis e militares, estimado em mais de US$ 30 bilhões em um
período de 10 anos.
A
ORIONSPACE E O PCS
Antes mesmo da
decisão pelo cancelamento do primeiro Projeto FX da FAB, um
consórcio de empresas russas abriu em 2003 uma companhia no
Brasil para oferecer serviços de lançamento de
satélites a partir do Centro de Lançamento de
Alcântara, no Maranhão.
Fazem parte desse
consórcio a OrionSpace Ventures (OSV), as empresas State Rocket
Center "Makeyev" Design Bureau (SRC), a Design
Bureau
of Transport Machinery (KBTM
/ sócia da Sea Launch), e empresas brasileiras. A SRC
vem
participando da retomada do VLS-1.
A OSV tem
responsabilidade estratégica geral de gerenciar o
desenvolvimento das atividades mundiais do projeto e adquiriu os
direitos exclusivos dos sistemas de lançamento Orion projetado,
fabricado e operado pelos russos.
O Projeto de
Sistemas de Lançamento Espacial ÓRION (ver PDF), iniciado em 2003,
será
gerenciado por uma empresa brasileira - a ORIONSPACE
INTERNACIONAL S.A. (OSI), aberta em Fortaleza, Ceará, em
razão dos benefícios fiscais oferecidos.
Também foi criado um escritório central em
Brasília. A OSI estabelecerá empresas
subsidiárias em outros Países para prestar
assistência no pleno desenvolvimento do projeto.
Pela proposta do
grupo, será desenvolvido um
veículo lançador de grande porte, chamado ÓRION,
que será o mesmo EPSILON do PROGRAMA CRUZEIRO DO
SUL,
com base em tecnologia das empresas russas para os lançamentos
comerciais a partir do CLA, em Alcântara, Maranhão.
(Clique na
arte para ampliação)
Ilustração do foguete lançador ÓRION,
com as bandeiras brasileira e russa.
(Arte OrionSpace)
Além do
ÓRION, será desenvolvida toda uma família de
lançadores de satélites de diversos portes, que
combinaria as tecnologias envolvidas no projeto russo com as já
criadas pelo Brasil para o seu pequeno VLS-1. Assim, já ficava
claro que o ÓRION viria a servir como um destino evolutivo para
o programa do VLS brasileiro.
Vários passos
tecnológicos que poderiam ser introduzidos no VLS -
propulsão líquida, aperfeiçoamento dos propulsores
sólidos - poderiam depois ser usados em várias
configurações do
veículo ÓRION para oferecer novas capacidade para
lançamentos brasileiros e comerciais.
As
mesmas empresas russas envolvidas no ÓRION prestariam
assistência na preparação do lançamento do
VLS-1 V04, agora ALFA,
prometido para até o fim de 2006 pelo Presidente Lula. Um VLS-2, agora BETA, com
propulsão líquida poderia ser lançado em 2008.
A
ÓRION poderá levar satélites pesando
até 6 toneladas em Órbita de Transferência
Geoestacionária (Geostacionary Transfer Orbit - GTO) e
poderá levar satélites pesando mais de 14 toneladas em
Órbita Terrestre Baixa (Low Earth Orbit – LEO).
Esta condição do veículo de lançamento
ÓRION aumenta consideravelmente o seu mercado alvo em
relação
à maioria dos sistemas concorrentes.
FONTES & LINKS
Agência
Espacial Brasileira (AEB)
Instituto de
Aeronáutica e Espaço (IAE/CTA)
Centro
Tecnológico da Aeronáutica (CTA)
ORIONSPACE
NASA
ATECH
Defesanet -
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Ministério da Defesa