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PROGRAMA

CRUZEIRO DO SUL



(Clique na arte para ampliação e detalhes)

PCS

Ilustração da Família de Veículos Lançadores
do Programa Cruzeiro do Sul (PCS).

(Arte DCTA)



INTRODUÇÃO

PROGRAMA CRUZEIRO DO SUL

A ORIONSPACE E O PCS

FONTES & LINKS


O DEFESA BR é uma SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer
para manter a soberania sobre suas riquezas
das Amazônias Verde e Azul
com um conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB
.



"A Presença e o Controle do Espaço
serão a garantia de sobrevivência na
guerra do Século XXI, pois sua
negação representará a derrota certa."






INTRODUÇÃO


Um plano chamado PROGRAMA CRUZEIRO DO SUL (PCS) chegou a ser conduzido conjuntamente pelo DCTA e AEB em parceria com os russos e contaria com o desenvolvimento de 5 novos foguetes lançadores de satélites até 2022.



Antes desses 5 foguetes do PCS, haveria ainda o 4º, o 5º e o 6º teste do VLS-1 (V04 / V05 / V06), entre os anos de 2013 e 2015 (previsão inicial era entre 2007 e 2009, depois 2010 e 2012, e assim segue o descaso do governo).



VÍDEO - REPORTAGEM SOBRE
VLS-1 V04 - 2008 (03:21 MIN)





Reportagem da TV Brasil antes do
teste de motor em 20/10/2008.



Somente em 20 de outubro de 2008, já com grande atraso, era feito o teste do motor do primeiro estágio do VLS-1, em São José dos Campos (SP). O teste foi assistido pelo então ministro da Defesa, Nelson Jobim e pelo comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juni Saito.



Jobim no CTA

O então ministro Jobim no DCTA, em 20 de outubro de 2008.
(Foto DCTA)



VÍDEO - IAE : ENSAIO DE MOTOR DO FOGUETE S43
OPERAÇÃO FLAMINGO - 20/10/2008 (01:30 MIN)



Teste do motor do primeiro estágio do VLS-1 na Usina Coronel
Abner, nas dependências do IAE, instituto do DCTA.



O VLS-1 V04 deveria ter sido lançado em 2013, sendo o primeiro depois do acidente de 2003, em Alcântara. Ele levaria apenas 2 dos 4 estágios normais, mas com 25 modificações recomendadas pela consultoria russa da State Rocket Center "Makeyev" Design Bureau (SRC).


Já os V05 e V06 deveriam receber os 4 estágios, mas somente o V06 deverá levar algum satélite por volta de 2015, na melhor das hipóteses dos intermináveis contingenciamentos vindos da Era Lula e continuados na Era Dilma. Somente aí estaria havendo o 1º lançamento do novo PCS, o ALFA.




PROGRAMA CRUZEIRO DO SUL (PCS)


Em 24 de outubro de 2005, o governo brasileiro apresentou seu ambicioso PROGRAMA CRUZEIRO DO SUL, que seria conduzido pelo DTA e AEB em parceria com os russos e contaria com o desenvolvimento de 5 novos foguetes lançadores de satélites até 2022, a um custo estimado de US$ 700 milhões na época.


Este Programa poderia representar a independência do Brasil em termos de tecnologia de lançadores e a possibilidade de colocar nossas indústrias em condições de concorrer no mercado internacional de lançadores, gerando tecnologia, receita de exportação e empregos de alto nível.


A parceria com os russos começara pela revisão técnica do projeto VLS-1 e serviços de consultoria na área de engenharia. Detalhes do intercâmbio científico entre os dois países foram acertados durante a visita do então vice-primeiro ministro da Rússia, Bóris Alioshin, ao Brasil, em 2004.


Encontros mantidos entre cientistas da AEB, da agência russa RFSA - Russian Federal Space Agency (ex-Rosaviakosmos), e do INPE, além de representantes do Comando da Aeronáutica e empresários do setor, serviram para discutir os trabalhos conjuntos, sob a supervisão de técnicos da agência espacial russa.


O nome CRUZEIRO DO SUL é uma referência à constelação de 5 estrelas. Cada uma delas daria o nome a cada novo foguete lançador de satélites:

     g   ALFA;

     g   BETA;

     g   GAMA;

     g   DELTA; e

     g   EPSILON.


Enquanto o ALFA chegaria a até 750 km da Terra, o DELTA e o GAMA atingiriam 1.000 km. Enquanto o primeiro satélite levado pelo ALFA, o Equars, pesaria 135 quilos, deveria seguir no DELTA o CBERS-4, chegando a 2 ton.



O lançador ALFA seria uma evolução direta do VLS-1. Originalmente, o foguete seria composto por quatro estágios, todos movidos a combustível sólido. O ALFA trocaria os últimos dois estágios sólidos do VLS-1 por um de combustível líquido.


Já o EPSILON, objetivo final do programa, seria idêntico ao lançador ÓRION, proposto pelo consórcio internacional OrionSpace para a realização de vôos a partir do CTA. Os 3 demais lançadores também seriam de configuração russa da OrionSpace.



(Clique na arte para ampliação e detalhes)

PCS

Ilustração da Família de Veículos Lançadores
do Programa Cruzeiro do Sul (PCS).

(Arte DCTA)



A combustão líquida desses prováveis novos foguetes brasileiros, assim como a do ÓRION, seria baseada em querosene e oxigênio líquidos, opção adotada pelos tradicionais e confiáveis lançadores russos SOYUZ.


Com o (já improvável) sucesso do PROGRAMA CRUZEIRO DO SUL, o Brasil estaria capacitado a fazer praticamente qualquer tipo de lançamento, como os de satélites geoestacionários do SGDC, Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (ex-SGB).


Com o PCS, o Brasil teria condições favoráveis de competição no mercado mundial de lançamento de satélites civis e militares, estimado em mais de US$ 30 bilhões em um período de 10 anos. Porém, a visão dos políticos brasileiros é sempre curta demais, alcançando somente as urnas de 4 em 4 anos.



A ORIONSPACE E O PCS


Antes mesmo da decisão pelo cancelamento do primeiro Projeto FX da FAB, um consórcio de empresas russas abriu em 2003 uma companhia no Brasil para oferecer serviços de lançamento de satélites a partir do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão.


Faziam parte desse consórcio a OrionSpace Ventures (OSV), as empresas State Rocket Center "Makeyev" Design Bureau (SRC), a Design Bureau of Transport Machinery (KBTM / sócia da Sea Launch), e empresas brasileiras. A SRC vinha participando da retomada do VLS-1.


A OSV teria a responsabilidade estratégica geral de gerenciar o desenvolvimento das atividades mundiais do projeto e adquiriu os direitos exclusivos dos sistemas de lançamento Orion projetado, fabricado e operado pelos russos.


O Projeto de Sistemas de Lançamento Espacial ÓRION, iniciado em 2003, seria gerenciado por uma empresa brasileira - a ORIONSPACE INTERNACIONAL S.A. (OSI), que teria sido aberta em Fortaleza, Ceará, em razão dos benefícios fiscais oferecidos.


Também teria sido criado um escritório central em Brasília.
A OSI estabeleceria empresas subsidiárias em outros países para prestar assistência no pleno desenvolvimento do projeto.


Pela proposta do grupo, seria desenvolvido um veículo lançador de grande porte, chamado ÓRION, que seria o mesmo EPSILON do PROGRAMA CRUZEIRO DO SUL, com base em tecnologia das empresas russas para os lançamentos comerciais a partir do CLA, em Alcântara, Maranhão.



(Clique na arte para ampliação)

ÓRION

Ilustração do foguete lançador ÓRION, com as bandeiras brasileira e russa.

(Arte OrionSpace)



Além do ÓRION, seria desenvolvida toda uma família de lançadores de satélites de diversos portes, que combinaria as tecnologias envolvidas no projeto russo com as já criadas pelo Brasil para o seu pequeno VLS-1. Assim, já ficava claro que o ÓRION prtendia vir a servir como um destino evolutivo para o programa do VLS brasileiro.


Vários passos tecnológicos que poderiam ser introduzidos no VLS - propulsão líquida, aperfeiçoamento dos propulsores sólidos - poderiam depois ser usados em várias configurações do veículo ÓRION para oferecer novas capacidade para lançamentos brasileiros e comerciais.


As mesmas empresas russas envolvidas no ÓRION prestariam assistência na preparação do lançamento do VLS-1 V04, agora ALFA, prometido para até o fim de 2006 pelo então presidente Lula. Um VLS-2, agora BETA, com propulsão líquida poderia ter sido lançado em 2008. Poderia.


A ÓRION poderia levar satélites pesando até 6 toneladas em Órbita de Transferência Geoestacionária (Geostacionary Transfer Orbit - GTO) e poderia levar satélites pesando mais de 14 toneladas em Órbita Terrestre Baixa (Low Earth Orbit – LEO).


Esta condição do veículo de lançamento ÓRION teria aumentado consideravelmente o seu mercado alvo em relação à maioria dos sistemas concorrentes.





FONTES & LINKS


Agência Espacial Brasileira (AEB)

Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/CTA)

Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA)

NASA

ATECH




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