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O PROJETO SARA E

OS HIPERSÔNICOS



SARA

Um dos objetivos do Projeto Sara é o desenvolvimento
de tecnologias para a criação de aeronaves e veículos
hipersônicos, capazes de viajar com velocidade
várias vezes superior à velocidade do som.
(Arte IAE)


INTRODUÇÃO

PROJETO SARA

FONTES & LINKS



O DEFESA BR é uma SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer
para manter a soberania sobre suas riquezas
das Amazônias Verde e Azul
com um conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB
.




INTRODUÇÃO


O PROJETO SARA objetiva termos uma plataforma orbital para a realização de experimentos em ambiente de microgravidade. Mas ainda visa desenvolver estruturas que possam suportar o severo ambiente de reentrada na atmosfera terrestre sem serem destruídos pelo calor.


No futuro, o SARA pretende ser uma plataforma industrial orbital para a qualificação de componentes, materiais especiais e equipamentos espaciais.


O objetivo a longo prazo é avançar para a nova geração de veículos de reentrada e  para as AERONAVES HIPERSÔNICAS.


É por isso que ele trabalha em sinergia com o projeto do veículo hipersônico 14-X. Realmente, pode parecer mesmo um projeto pequeno, mas é muito complexo.


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Em abril de 2013, o projeto SARA encontrava-se em uma fase em que os seus subsistemas seriam verificados em um vôo suborbital. Esta fase de desenvolvimento de subsistemas, denominada Sara Suborbital, deverá testar em vôo o subsistema de recuperação, o subsistema de redes elétricas e o módulo de experimentação.


O Sara Suborbital consiste em um veículo suborbital de 350 kg, a ser lançado através de um veículo de sondagem VS-40 modificado, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (MA), com a finalidade de realizar experimentos de microgravidade de curta duração (cerca de 8 min).




PROJETO SARA


Imagine um laboratório espacial reutilizável para realizar experiências em um ambiente de gravidade reduzida (microgravidade), que sirva para desenvolver tecnologias de aviões hipersônicos e que seja inteiramente feito no Brasil, por técnicos brasileiros.



Este é o projeto SARA – Satélite de Reentrada Atmosférica – um satélite de pesquisas que está em desenvolvimento no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em São José dos Campos (SP).


O SARA tem como objetivo o desenvolvimento de uma plataforma orbital para a realização de experimentos em ambiente de microgravidade, destinada a operar em órbita baixa, a cerca de 300 km de altitude, por um período máximo de dez dias.


No futuro, o equipamento abrirá novas possibilidades na realização de projetos de pesquisa e desenvolvimento nas mais diversas áreas e especialidades, tais como biologia, biotecnologia, medicina, materiais, combustão e fármacos, entre outros.


VEÍCULOS HIPERSÔNICOS


Outro objetivo do projeto SARA é o desenvolvimento de estruturas que possam suportar o severo ambiente de reentrada na atmosfera terrestre sem serem destruídos pelo calor.


Para isto, os quatro veículos que compõem o programa – dois suborbitais e dois orbitais – deverão fazer avanços progressivos para que o país adquira o conhecimento necessário para o desenvolvimento da tecnologia.



A sequência adotada é semelhante à do programa alemão Shefex (Sharp Edge Experiment), destinado à pesquisa de formas aerodinâmicas para a reentrada de veículos espaciais em regime hipersônico.


Tanto o Sara como o Shefex visam o desenvolvimento de tecnologias para a criação de aeronaves e veículos hipersônicos através da análise da reentrada de veículos espaciais na atmosfera terrestre.



RECUPERAÇÃO DAS NAVES


No primeiro veículo do programa, o SARA Suborbital, serão desenvolvidas as tecnologias de eletrônica embarcada, do módulo para a realização de experimentos e do sistema de recuperação através de paraquedas. As maiores dificuldades envolviam exatamente o desenvolvimento do sistema de recuperação.


Dados revelados pelos europeus davam conta de que as taxas de falha neste sistema podem chegar a 20%. A maneira que o projeto encontrou de reverter esta expectativa foi a de investir em ensaios funcionais.


Todos os eventos, componentes e equipamentos deste sistema estariam sendo sistematicamente investigados e seus desempenhos avaliados. A equipe não tem receio em repetir ensaios caso ache que valha a pena, segundo afirmou um pesquisador.



O cronograma do SARA Suborbital previa o término do projeto detalhado para o final de 2009 e a qualificação em 2010, quando a plataforma deveria estar pronta para o lançamento.


MUITAS SARAS


Os demais veículos do programa são o SARA Suborbital 2, destinado a implementar o controle de atitude em voo e o motor de indução de reentrada, o SARA Orbital, para verificar a capacidade de controle e o ambiente tanto em órbita como na reentrada e, por fim, o SARA Orbital 2, que qualificará o sistema de proteção térmica reutilizável. Essas etapas são necessárias para desenvolver e aprimorar cada tecnologia do projeto.


Parte da tecnologia a ser empregada nos próximos veículos SARA já estava em desenvolvimento em 2009: a plataforma para controle de atitude seria a desenvolvida pelo projeto SIA (Sensores Inerciais Aeroespaciais), os materiais para alta temperatura estavam sendo testados pela Divisão de Materiais do IAE.


Deverão voar como experimentos na plataforma Shefex 2, enquanto a capacidade de modelar o ambiente aerotermodinâmico e sua averiguação em túnel (Mach 7 a 25) correriam em conjunto com o projeto do veículo hipersônico 14-X do Instituto de Estudos Avançados (IEAv), outro núcleo de pesquisa do DCTA.



14X

Modelo de 80 cm do 14X Hipersônico
em ensaio de vento no T3.
(Foto FAB)



Criar as sinergias necessárias para o desenvolvimento é uma estratégia clara do projeto, afinal, pois os recursos financeiros e humanos do Brasil ainda são considerados limitados e os políticos são sempre um grave problema.


PLATAFORMA INDUSTRIAL ORBITAL


No futuro, o SARA pretende ser uma plataforma industrial orbital para a qualificação de componentes e equipamentos espaciais a um baixo custo, o que abre interessantes chances de negócios no Brasil e no exterior, além de realizar pesquisas científicas em microgravidade.


Ao mesmo tempo, os desenvolvimentos em curso de materiais especiais, como o carbono/carbeto de silício, e da capacidade de modelar os fenômenos físicos, permitirão que o país se mantenha conectado com uma nova geração de veículos de reentrada.


Outras aplicações estão relacionadas com as pesquisas para a 2ª geração de veículos lançadores reutilizáveis (a 1ª foram os ônibus espaciais da NASA, e o ônibus russo Buran) e com a tecnologia a ser empregada em aeronaves hipersônicas.


Na prática, o SARA vem aperfeiçoando a forma do IAE conduzir projetos, com novas técnicas de gestão e uma nova aproximação da industrial nacional. É um projeto pequeno, porém muito complexo.


A equipe do projeto não tem todas as respostas, mas não tem receio de procurá-las, pois conta com fatores que superam obstáculos: o entusiasmo e a determinação.