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Tecnologia


SATÉLITES

GEOSTACIONÁRIOS

BRASILEIROS



SGB

Satélite Geostácionário Brasileiro (SGB).
(Arte ATECH)



INTRODUÇÃO

SISCOMIS E SGB

INTERESSES RUSSO E FRANCÊS

EVOLUÇÃO DO SGB

FONTES & LINKS


O DEFESA BR é uma SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer
para manter a soberania sobre suas riquezas
das Amazônias Verde e Azul
com um conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB
.



"A Presença e o Controle do Espaço
serão a garantia de sobrevivência na
guerra do Século XXI, pois sua
negação representará a derrota certa."






INTRODUÇÃO


Há alguns anos, encontra-se em desenvolvimento o SISCOMIS - Sistema Brasileiro de Comunicação Militar por Satélite, que será responsável pelas comunicações governamentais, militares e estratégicas, tornando o país estrategicamente independente da empresa de controle estrangeiro Star One. Ele será também uma plataforma para um GPS nacional de emprego dual.


O famoso sistema GPS pertence aos EUA, e é largamente utilizado nos meios civil e militar em todo o mundo. Já encontra-se em desenvolvimento a próxima geração, o GPS III.


O propósito militar do
GPS é permitir comando e controle aperfeiçoado de Forças através de realçada habilidade de especificar acuradamente as localizações de alvos para mísseis de cruzeiro ou tropas.


Em julho de 2004, a União Européia propôs ao Brasil o ingresso como sócio do programa GALILEO (Galileo Stellite Navigation Project), um sistema de navegação mundial por satélite (serão 30) que seria lançado até 2010, equivalente e alegadamente complementar ao americano GPS, o único existente, atualmente.


A proposta européia foi recusada por um motivo simples : no mundo atual, há uma grande vantagem estratégica em dispor de satélites próprios de última geração.


É pelos satélites Brasilsat da Star One que passam os dados e informações estratégicas das Forças Armadas. Apesar de o governo ter conseguido negociar com a empresa mexicana Telmex, atual controladora da Embratel, uma golden share, ação especial que lhe dá direito de voto e veto na Star One, esta subsidiária da Embratel, é óbvia a necessidade de o país ser completamente independente nesse campo estratégico.


A Agência Espacial Brasileira e a Agência Federal Espacial da Federação da Rússia firmaram em 2008 um programa de cooperação para usar e desenvolver o Sistema Global de Navegação por Satélite russo, o GLONASS - que será uma alternativa ao GPS americano.


Pelo combinado no acordo, as partes não podem vender ou transferir a terceiros produtos de destinação militar ou informações obtidas nesse intercâmbio, sem autorização prévia, por escrito, da outra parte.


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VÍDEO - 62º FPB - TECNOLOGIA MILITAR -
THYRSO VILELA NETO (43:44 MIN)




62º FPB - Tecnologia Militar - A Defesa e o Novo
Plano da Política Industrial - 17/12/2008.
Relato do Programa Espacial Brasileiro.
(Referência ao SGB aos 23 minutos)


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Um dos fatos que mais preocupam os brasileiros e todo o mundo é o sinal do GPS. O GPS contém dois sinais o SPS (Standard Positioning Service) e o PPS (Precise Positioning Service), sobre o qual somente os militares americanos têm acesso.


O receptor GPS funciona de forma passiva, ou seja ele apenas recebe sinais efetua os cálculos de triangulação e determina a sua posição e altura. O grande problema é um dia os EUA alterarem o código do sinal do SPS ou até mesmo do PPS e somente os seus equipamentos tiverem a atualização para a correção do algoritmo para manterem a precisão.


Hipoteticamente falando, caso um dia eles alterem o código somente durante algumas horas, durante um ataque, e depois retornem para o normal, e depois alterem de novo durante nova ofensiva de MBTs, o caos entre os MBTs adversários seria enorme, com eles alterando a precisão de metros para centenas de metros ou mesmo quilômetros. O caos que seria ainda em um ambiente civil seria ainda maior.




SISCOMIS E SGB


Ao governo é fundamental que o Brasil tenha os seus próprios satélites para evitar que o controle do tráfego aéreo e de comunicações governamentais, entre elas as das Forças Armadas, fique com empresas estrangeiras.



O SISCOMIS deverá expandir a capacidade operacional das Forças Armadas sem contar aumentos de contingentes e equipamentos. Essa nova capacidade virá da sinergia alcançada com a integração das redes de comunicação dos 3 Comandos Militares (Marinha, Exército e Força Aérea), permitindo o emprego conjunto e ideal dos recursos disponíveis, especialmente na
AMAZÔNIA.



Brasil e Fronteiras

Área de fronteiras da Amazônia Brasileira com 7 Países.
(Arte 
Correio Braziliense)



Relatório inicial da AEB apresentado em dezembro de 2004 recomendava a aquisição de 2 satélites geostácionários, com custo orçado na faixa de US$ 600 milhões. Um memorando de entendimentos assinado em novembro de 2004 entre o presidentes Lula e o então presidente russo Putin previa potencial cooperação nessa área,


O Brasil ainda não possuía tecnologia de satélites geostácionários. Com massa na casa das 4 toneladas, eles são úteis para funções de telecomunicações e defesa.


Girando a 36 mil quilômetros de altitude, eles estão sempre sobrevoando o mesmo ponto da Terra.
Isso permite sua utilização a qualquer momento, ao contrário dos satélites que circundam o planeta, como os atuais satélites CBERS.



Clique na arte abaixo para ver e baixar
imagens gratuitas do CBERS-2

CBERS - Órbita

Satélite CBERS e sua Órbita.
(Arte AEB)



CBERS - Logo

Logo CBERS.
(Arte INPE)




Em setembro de 2005, foi lançado pelo governo brasileiro um ambicioso programa próprio, com um processo de consultas de preços a diversos fornecedores internacionais para o Sistema de Satélites de Múltiplas Missões (SSMM), que também tem o nome de Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB).


Deverão ser construídos e lançados 3 satélites geoestacionários a um custo total estimado de US$ 1,5 bilhão, envolvendo também os foguetes lançadores, centros de controle e estações terrestres.


Esses satélites darão apoio a vários setores governamentais em áreas e aplicações como gerenciamento de tráfego aéreo, meteorologia, aplicações estratégicas nacionais, defesa, segurança nacional, vigilância da Amazônia, transferência de dados, transmissão de TV e rádio, etc.


O programa SGB faz parte do Programa Nacional de Atividades Espaciais, aprovado pela Agência Espacial Brasileira (AEB). Além desses objetivos, o projeto prevê a construção de centros e redes com outros objetivos, como: centro de controle de tráfego aéreo, rede de sistema de navegação via satélite (GPS), rede terrestre de circuitos de comunicações, redes terrestres e terminais móveis para cada aplicação.


Os 2 primeiros satélites deverão dispor de bandas de freqüência C (largamente utilizadas para TV e telefonia), banda L (comunicação móvel) e banda X (comunicações militares).


O 3º satélite deverá contar com transponderes em banda Ku (para altas freqüências, de 14 e 12 GHz), competindo diretamente com os satélites comerciais privados, além de sistemas produtores de imagens meteorológicas de redundância do satélite americano GOES.


Benefícios dos Satélites Geoestacionários Brasileiros (SGB) :

     g   Controle soberano do sistema de comunicações e navegação
           do programa CNS/ATM e das comunicações de segurança
           do estado;


     g  
Economia de divisas e redução da dependência aos provedores
           internacionais de serviços;


     g  
Fomento e capacitação da indústria nacional;

     g  
Oportunidade de compartilhamento de serviços com países
           vizinhos na América Latina;


     g  
Utilização dual para programas de interesse estratégico;

     g  
Incremento na vigilância da Amazônia;

     g  
Incremento na vigilância marítima e aérea na região oceânica
           sob responsabilidade do Brasil;


     g  
Melhorias nas previsões Meteorológicas, melhorando as
           atividades dos setores de transporte, agricultura, abastecimento,
           lazer, turismo, geração de energia elétrica, construção civil e
           obras públicas; e


    g  
Melhoria da atuação da Defesa Civil, minimizando efeitos
          adversos e desastres naturais.


 
Características dos Satélites Geoestacionários Brasileiros :

     g   3 Satélites Geoestacionários em posições orbitais a serem
           definidas em ligação com a ANATEL sendo:


     g  
2 satélites redundantes com "transponder" em Banda L, C e X;

     g  
1 satélite com "transponder" em Banda Ku e carga útil de
           imageador (sensor meteorológico);


     g  
Previsão inicial de lançamento do 1º Satélite: 2009 (não cumprida);

     g  
Vida útil dos 2 satélites redundantes: 15 anos; e

     g  
Vida útil do 3º satélite: 10 anos.




INTERESSES RUSSO E FRANCÊS


Em 18 de outubro de 2005, os presidentes Lula e Putin fecharam em Moscou um amplo acordo para a área espacial e abriram caminho para um acordo sobre o SGB. A Declaração Conjunta destaca a formação de uma "ALIANÇA ESTRATÉGICA" bilateral.


Os satélites geoestacionários são estruturas de grande porte (duas ou mais toneladas), e poucos países possuem tecnologia para sua produção, lançamento e operação.


O Brasil contatou confidencialmente empresas e agências espaciais dos EUA, da União Européia, da Rússia e de Israel sobre Pedido de Informações (Request for Information) a respeito de interesse e capacitação técnica para participar do programa SGB.


Quando o governo autorizar a execução do SGB, será então expedido um Pedido de Proposta (Request for Proposal) às empresas e agências espaciais selecionadas.



Para efeito da consulta, o programa é dividido em 3 partes que devem consumir US$ 900 milhões (60 % do total de US$ 1,5 bilhão) :

     g  
Construção dos Satélites;

     g   Lançamento dos Satélite
s; e

     g  
Construção da Base de Operações.


Um dos argumentos de Moscou é que a agência espacial russa, RFSA - Russian Federal Space Agency (ex-Rosaviakosmos), é a única em condições de assumir todas as 3 áreas do projeto.



A Rússia promete ainda transferência de tecnologia e capacitação de pessoal brasileiro, após a assinatura de um termo de salvaguarda tecnológica.


Além da questão comercial, há um interesse geopolítico da Rússia no negócio. Assim como o Brasil, o governo russo defende uma arquitetura multilateral da política internacional, em oposição a uma hegemonia americana.


Por isso, Moscou não reluta em transferir tecnologia a parceiros estratégicos, como o Brasil. Sabia-se que a tecnologia de veículos lançadores de satélites pode ser usada para o desenvolvimento de mísseis balísticos.


Uma semana depois, em 24 de outubro de 2005, o governo brasileiro anunciava seu ambicioso PROGRAMA CRUZEIRO DO SUL (PCS), que viria sendo conduzido conjuntamente pelo CTA e AEB em parceria com os russos e contará com o desenvolvimento de 5 novos foguetes lançadores de satélites até 2022.



RFSA

RFSA



Na parceria estratégica assinada entre o Brasil e a França em 23 de dezembro de 2008, um dos itens objeto de cooperação é o projeto do SGB, iniciativa que envolve vários ministérios e órgãos governamentais.


Segundo o texto do instrumento diplomático, as duas partes decidiram aprofundar a cooperação em matéria de sistemas satelitais geoestacionários de telecomunicações, de navegação e de meteorologia no quadro do projeto de desenvolvimento do satélite geoestacionário brasileiro.


Os grupos europeus Thales Alenia Space e EADS Astrium desejam construir e/ou desenvolver em conjunto com o Brasil o sistema satelital, negócio que, se viabilizado, deve envolver mais de US$ 600 milhões. O governo brasileiro já discute a possibilidade de modelagem do SGB a partir de Parcerias Público Privadas, isto é, prestação de serviços por entes privados por meio de concessão remunerada pelo Estado.


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A EVOLUÇÃO DO SGB


Em outubro de 2009 foi noticiado que os estudos sobre o SGB deveriam estar finalizados em 9 meses, ou seja, no final de junho de 2010. O projeto do SGB ficou parado de 2005 até 2008, e foi retomado pela AEB no final de 2008.


A agência fez um chamamento público para contratar estudos que atestem a viabilidade técnica, econômica e jurídica do projeto. Ela escolherá, entre três consórcios, o vencedor do chamamento que em noves meses deverá apresentar os estudos.


Como o custo do projeto é elevado, uma das soluções poderá ser a participação do setor privado através de uma PPP. Em 2009, o projeto ainda está em uma fase bastante incipiente. Esse estudo vai justamente mostrar a viabilidade, do ponto de vista jurídico, de utilização de uma PPP para a construção e operação de um sistema satelital.


Além disso, o estudo pretende investigar a viabilidade econômica do projeto e a forma de participação do parceiro privado. Uma outra possibilidade de financiamento do projeto, com menos chances de dar certo, é a co-participação orçamentária entre vários ministérios.


Como o SGB não é um sistema para uso exclusivamente do governo, o consórcio vencedor poderá vender no mercado a capacidade excedente.


Caso o Brasil venha a ocupar um assento no Conselho de Segurança da ONU, deverá aumentar muito a participação do país como mediador em conflitos internacionais, o que gerará muito mais demanda por comunicação.


Em 2009, o Brasil tinha 40 terminais em banda X, o que já não era suficiente para equipar todos os navios e aviões. A necessidade brasileira seria poder ter cerca de 200 terminais em 10 anos, por baixo.


Comparativamente, a Espanha tinha dois satélites de uso exclusivo militar e mais de 350 terminais. Seu sistema é operado por uma empresa com capital do governo, a Hisdesat. França e Inglaterra também têm satélites próprios, mas a operação do sistema fica a carga dos próprios ministérios de defesa de cada país.




FONTES & LINKS


Agência Espacial Brasileira (AEB)

RKK Energiya

INPE - Imagens gratuitas do CBERS-2

Defesanet - Brasil Espaço


n

Blog Defesa BR:

       Brasil Enfrenta Dificuldades na Retomada do Siscomis e do SGB











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