Há
alguns anos, encontra-se em desenvolvimento o SISCOMIS -
Sistema Brasileiro de Comunicação Militar por
Satélite, que será responsável
pelas comunicações governamentais, militares e
estratégicas, tornando o País estrategicamente
independente da empresa de controle
estrangeiro Star One. Ele será também uma plataforma
para um GPS nacional de emprego dual.
O famoso sistema GPS pertence aos EUA, e é largamente
utilizado
nos meios civil e militar em todo o mundo. Já encontra-se em desenvolvimento a próxima
geração,
o GPS III. O
propósito militar do GPS é
permitir comando e controle aperfeiçoado
de Forças através de realçada habilidade de especificar acuradamente as
localizações de alvos para mísseis de
cruzeiro ou tropas.
Em julho de 2004, A União Européia propôs ao Brasil
o ingresso como sócio do programa GALILEO
(Galileo Stellite Navigation Project), um sistema de
navegação mundial por satélite (serão 30)
previsto para ser lançado
entre 2008 e 2010, equivalente e alegadamente complementar ao americano
GPS, o único existente, atualmente.
A proposta
européia foi recusada por um motivo simples : no mundo atual,
há uma grande vantagem estratégica em dispor de
satélites próprios de última geração.
É pelos satélites Brasilsat
da Star One que passam os dados e informações
estratégicas das Forças Armadas. Apesar de o Governo ter
conseguido negociar com a empresa mexicana Telmex, atual controladora
da Embratel, uma golden share,
ação especial que lhe dá direito de voto e veto na
Star One, esta subsidiária da Embratel, é óbvia a
necessidade de o País ser
completamente independente nesse campo estratégico.
SISCOMIS E SGB
Ao Governo é fundamental que o Brasil tenha os seus
próprios satélites para evitar que o controle do
tráfego aéreo e de comunicações
governamentais, entre elas as das Forças Armadas, fique com
empresas estrangeiras.
O SISCOMIS deverá
expandir a capacidade operacional das Forças Armadas sem contar
aumentos
de contingentes e equipamentos. Essa nova capacidade virá da
sinergia alcançada com a integração das redes de
comunicação dos 3 Comandos Militares (Marinha,
Exército e Força Aérea), permitindo o emprego
conjunto e ideal dos recursos disponíveis, especialmente na AMAZÔNIA.
Relatório
inicial da AEB apresentado em dezembro de 2004 recomendava a
aquisição de 2 satélites
geostácionários, com custo orçado na faixa de US$
600 milhões. Um memorando de entendimentos assinado em novembro
de 2004 entre o Presidentes Lula e o Presidente russo Putin previa
potencial cooperação nessa área,
O
Brasil ainda não possui tecnologia de satélites
geostácionários. Com massa na casa
das 4 toneladas, eles são úteis para
funções
de telecomunicações e defesa.
Girando a 36 mil quilômetros de altitude, eles estão
sempre sobrevoando o mesmo ponto da Terra. Isso permite sua
utilização a qualquer momento, ao contrário dos
satélites que circundam o planeta, como os atuais
satélites CBERS.
Clique na arte abaixo para
ver e baixar
imagens gratuitas do CBERS-2
Satélite CBERS e
sua Órbita.
(Arte AEB)
Logo CBERS.
(Arte INPE)
Em setembro de
2005, foi lançado pelo Governo Brasileiro um ambicioso programa
próprio, com um processo de consultas de preços a
diversos fornecedores internaionais para o Sistema de Satélites
de Múltiplas Missões
(SSMM),
que também tem o nome de Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB).
Deverão
ser construídos e lançados 3 satélites
geoestacionários a um custo total estimado de US$ 1,5
bilhão, envolvendo também os foguetes lançadores,
centros de controle e estações terrestres.
Esses
satélites darão apoio a vários setores
governamentais em áreas e aplicações como
gerenciamento de tráfego aéreo, meteorologia,
aplicações estratégicas nacionais,
defesa, segurança nacional, vigilância da Amazônia,
transferência de dados, transmissão de TV e rádio,
etc.
O programa
SGB faz parte do Programa Nacional de Atividades Espaciais, aprovado
pela
Agência Espacial Brasileira (AEB). Além desses objetivos, o projeto
prevê a construção de centros e redes com outros
objetivos,
como : centro de controle de tráfego aéreo, rede de
sistema
de navegação via satélite (GPS), rede terrestre de
circuitos de comunicações, redes terrestres e terminais
móveis
para cada aplicação.
Os 2 primeiros
satélites deverão dispor de bandas de
freqüência C (largamente utilizadas para TV e telefonia),
banda L (comunicação móvel) e banda X
(comunicações militares).
O 3º satélite deverá contar com transponderes em
banda
Ku (para altas freqüências, de 14 e 12 GHz), competindo
diretamente
com os satélites comerciais privados, além de sistemas
produtores de imagens meteorológicas de redundância do
satélite americano GOES.