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(Clique na foto para ampliação)

  CLA - Vista antiga

Vista Parcial do antigo Centro de Lançamento
de Alcântara - CLA, Maranhão.




INTRODUÇÃO


PAÍSES COM ACORDOS

ALEMANHA


CHINA


FRANÇA

EUA

ÍNDIA

UCRÂNIA

RÚSSIA

FONTES & LINKS

O DEFESA BR é uma SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer
para manter a soberania sobre suas riquezas
das Amazônias Verde e Azul
com um conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB
.



"A Presença e o Controle do Espaço
serão a garantia de sobrevivência na
guerra do Século XXI, pois sua
negação representará a derrota certa."






INTRODUÇÃO


Nos anos 70, o Brasil situava-se no mesmo patamar da China e da Índia em matéria de programa espacial. A China já mandou astronauta ao espaço em nave e foguete próprios, além de vários satélites de comunicação.


Empresas indianas há muito faturam somas consideráveis na venda de serviços oriundos de transmissão orbital com o uso de foguetes e equipamentos que produzem.


Já o Brasil considera grande triunfo colocar um brasileiro, embora merecedor, na lista de Astronautas com o uso de nave russa em missão à EEI. Isso ainda é pensar muito pequeno.


Mesmo assim, o Brasil vem tentando caminhar a passos lentos em seu ultrapassado e trôpego programa espacial.


Entre outras iniciativas, vem tentando formalizar Acordos de
Cooperação Espacial com diferentes países interessados em lançamentos de foguetes a partir do Centro de Lançamentos de Alcântara (CLA), no Maranhão.


O CLA é hoje o melhor lugar do mundo para lançamento de foguetes ao espaço. Tem o privilégio de estar posicionado junto à Linha do Equador, o que permite lançamentos com grande economia de combustível.


Um único lançamento pode custar US$ 120 milhões mais a carga (satélites). Com o aluguel do Centro para vários projetos de diferentes Países, o Brasil poderá conseguir um faturamento anual superior a US$ 500 milhões e ainda obter muita tecnologia para o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro pela Agência Espacial Brasileira (AEB),


Por outro lado, o País vem dando seqüência a seus projetos com Alemanha, China, França, Índia, Rússia e Ucrânia, entre outros. São desenvolvidos satélites, há troca de tecnologia e busca-se expandir a utilização do CLA. Em 2005, o Brasil chegou a um acordo de uso do CLA com os EUA.


Em 21 de outubro de 2003, a AEB lançou o CBERS-2, parte do programa de cooperação espacial com a China. Na mesma data, assinou com a Ucrânia o tratado de cooperação tecnológica para o lançamento de satélites ucranianos a partir do CLA.


O 3º teste do
Veículo Lançador de Satélite (VLS-1) era o fato mais importante e aguardado em 2003. O sucesso do lançamento significaria a sua qualificação. Entretanto, o VLS-1 V03 e o Posto de Lançamento abaixo explodiram no dia 22 de Agosto, 3 dias antes do teste, causando a morte de 21 técnicos do Centro Técnico Aeroespacial (CTA).



VLS no CLA

Vista do extinto ponto de lançamento do VLS
no Centro de Lançamento de Alcântara.




Explosão no CLA - VLS-3

Explosão vista de São Luís. Reproduções de imagem de TV.
Testemunhas relataram grande estrondo e formação de um cogumelo no ar.



Explosão no CLA - VLS 3

Restos da explosão fotografados pela FAB. Reprodução de imagem de TV.



O CLA será novamente viabilizado porque o CBERS-4 será lançado do Maranhão e por novos interesses recentemente divulgados.


Será dada continuidade ao programa de satélites brasileiros, sendo ainda ampliada a cooperação com as universidades e incentivada a indústria nacional.


Em 2005, foi retomado o Programa Espacial Brasileiro com verbas de US$ 200 milhões (em 2006) para obras no CLA.



O Brasil tem necessidades civis e militares para colocar satélites em órbita. Destacam-se o monitoramento da Amazônia, o estudo e a previsão de safras, nível de água nas hidrelétricas, e poluição de rios e mares. Foi iniciado em setembro de 2005, o processo que levará ao SISCOMIS / SGB.


Em 24 de outubro de 2005, O Governo brasileiro apresentou seu ambicioso plano para dotar o País de completa auto-suficiência no acesso ao espaço para colocar seus satélites.


Além disso, competirá em pé de igualdade tecnológica e com grande vantagem comercial - dada a localização privilegiada do CLA - pelo bilionário mercado mundial de lançamento de satélites.


Trata-se do PROGRAMA CRUZEIRO DO SUL (PCS), que será conduzido conjuntamente pelo CTA e AEB em parceria com os russos e contará com o desenvolvimento de 5 novos foguetes lançadores de satélites até 2022.





PAÍSES COM ACORDOS


ALEMANHA


O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/CTA) vem desenvolvendo desde 2001, em parceria com o Centro Espacial da Alemanha (DLR), três plataformas suborbitais, sendo que o primeiro vôo ocorreu no segundo semestre de 2003.




CHINA


O Acordo de Cooperação Espacial entre China e Brasil - parceria desde 1988 - lançou em 21 de outubro de 2003 o segundo Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS-2), a fim de coletar dados sobre ambientes rurais e urbanos. O primeiro satélite (CBERS-1), foi lançado em outubro de 1999 e funcionou até agosto de 2003.


O sucesso do lançamento do segundo satélite consolidou a presença do Brasil no seleto grupo de Países fornecedores de imagens de satélites de sensoriamento remoto, além de representar a manutenção da autonomia em relação ao uso de satélites estrangeiros.


Desde 2004, as imagens do CBERS-2 são distribuídas gratuitamente para usuários brasileiros, o que fez do Brasil o maior fornecedor de imagens de satélite do mundo; são mais de 300 mil. Cerca de 1.500 instituições públicas e privadas de todo mundo utilizam o serviço.


Os CBERS's ampliam o trabalho de
monitoramento de desmatamentos e queimadas na Amazônia e suas imagens melhoram as previsões meteorológicas, fiscalização e previsão de safras, planejamento urbano, cartografia, hidrologia e geologia do País. Todos os serviços comercializados pelos 2 Países são disponibilizados pela Internet.



Clique na arte abaixo para ver e baixar
imagens gratuitas do CBERS-2

CBERS - Logo

Logo CBERS.
(Arte INPE)




O CBERS-2 foi construído no Brasil pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e transportado para a China, de onde foi lançado através do Foguete de Longa Marcha.



Família Longa Marcha - China

Família do Foguete Longa Marcha, da China.



Os 2 Países prevêem construir e lançar mais dois satélites de sensoriamento remoto semelhantes, os CBERS-3 e 4, que serão integrados no Brasil.


Os CBERS-3 e 4 serão lançados do Brasil em 2009 e 2011. A primeira dupla de satélites custou US$ 300 milhões e a
segunda deverá custar US$ 200 milhões, segundo a AEB.


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Entretanto, antes que o CBERS-3 chegue, o CBERS-2B, originalmente construído como uma cópia de teste do CBERS-2, terá de ser lançado entre os dias 19 e 21 de setembro de 2007. É que o prazo de validade de 4 anos do CBERS-2 está chegando ao fim em 2007.


Em um projeto de satélite, são sempre construídos dois : um para ser testado e outro para ser lançado. Diante da urgência de colocar um novo equipamento no espaço, entretanto, optou-se por lançar também a réplica, que irá funcionar como uma ponte para a continuidade do monitoramento da Amazônia, já que os dois principais satélites utilizados no programa em setembro de 2007 (Landsat-5 e CBERS-2) poderiam parar de funcionar a qualquer momento.


Além dos CBERS's, está sendo desenvolvido um satélite radar - o
Amazônia-1, mais avançado e que funciona em tempo real, em qualquer condição meteorológica, e dia ou noite, a fim de monitorar o País com as mesmas finalidades dos CBERS. Deverá ser lançado em 2010.


Outros convênios passaram a ser estudados desde a visita do Presidente Lula à China, em maio de 2004.



FAMÍLIA DE SATÉLITES


CBERS-1: primeiro da colaboração Brasil-China, lançado em 14 de outubro de 1999, funcionou até agosto de 2003 (dois anos a mais que o previsto), com 3 câmeras.

CBERS-2: idêntico ao CBERS-1; lançado em 21 de outubro de 2003, continua a funcionar com apenas uma das 3 câmeras.

CBERS-2B: construído como versão de teste do CBERS-2, será lançado entre 19 e 21 de setembro de 2007, com vida útil prevista de 2 anos.

CBERS-3: primeiro da “nova geração”, com lançamento previsto para 2009; terá 4 câmeras e tecnologia superior.

CBERS-4: deverá ser idêntico ao CBERS-3, com lançamento previsto para 2011.

SSR-1: Satélite de Sensoriamento Remoto, rebatizado de Amazônia-1, em construção, com previsão de lançamento em 2010; será o primeiro satélite desse tipo 100 % brasileiro.





FRANÇA


Um microssatélite científico franco-brasileiro vinha sendo construído desde 2001 ao custo de US$ 10,5 milhões. O INPE é o participante pelo lado brasileiro, e contratou a LEG Tecnologia, empresa do setor aeroespacial sediada em São José dos Campos, para construir a parte estrutural do satélite. O lançamento do microssatélite deveria ocorrer em janeiro de 2004.


Entretanto, com o abandono do projeto pelos franceses parte dos experimentos serão integrados no EQUARS, satélite científico desenvolvido pelo Brasil em parceria com EUA, França, Canadá, Austrália e Japão. Seu lançamento deverá ser no CLA através do foguete ucraniano Cyclone 4.




Família Ariane - França

Família do Foguete Ariane, da França.
O atual é o Ariane 5 Evolution, à direita.




A França lança os foguetes da família ARIANE de sua Base de Kourou, na Guiana Francesa, um pouco menos próxima da Linha do Equador que o CLA. Anualmente, há mais de 50 lançamentos, o que faz do consórcio privado Arianespace, um dos líderes do mercado mundial.




EUA


LANÇAMENTO DE SATÉLITES


A utilização do CLA pelos EUA havia sido adiada, por ter sido o contrato de acordo, inicialmente, recusado pelo Congresso Nacional. Aguardava-se novo contrato sem as indesejáveis restrições de soberania nacional. Entretanto, o Congresso terminou aprovando-o em 2005, de forma semelhante a um outro contrato feito com a Ucrânia (ver abaixo).


Os EUA são o grande mercado para lançamento de satélites do mundo, de científicos a militares. Seus 4 Centros de Lançamento não dão conta da demanda e são mais caros, devido à localização inadequada para órbitas equatoriais, problemas que o CLA resolveria com sobras, em termos de espaço e economia.



COLD WAR AND SPACE RACE (09:58 MIN)






ESTAÇÃO ESPACIAL INTERNACIONAL


A AEB promoveu renegociação com a NASA a a continuidade da participação brasileira na EEI após cancelamento de projetos nacionais.




ÍNDIA


O Brasil assinou protocolo de intenções com o governo da Índia para iniciar cooperação em pesquisa espacial. Os dois pretendem criar programas de intercâmbio nas áreas de produção e lançamento de satélites de comunicação e sensoriamento de solo, uso de bases de lançamento e orientação de satélites.


A Índia já colocou em órbita dois satélites com tecnologia própria.




UCRÂNIA


Brasil e Ucrânia assinaram em
21 de Outubro de 2003 o tratado de cooperação tecnológica para o lançamento de satélites a partir do novo foguete ucraniano, o Ciclone 4, do CLA. Ambas as Agências Espaciais desenvolverão um importante consórcio com investimentos de US$ 160 milhões em obras de infra-estrutura no Centro de Lançamento de Alcântara.


O aporte brasileiro virá da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (INFRAERO), que investirá US$ 80 milhões no projeto. Outros US$ 80 milhões ficarão por conta da agência ucraniana.


O tratado também prevê cooperação tecnológica em outras áreas, por meio da atuação do Comitê-Gestor brasileiro-ucraniano de cooperação científico-tecnológica, que orientará a formulação e seleção de projetos conjuntos de pesquisa, desenvolvimento e transferência tecnológica.


O evento tornou-se assim um capítulo importante na afirmação de Alcântara como um centro internacional de lançamentos de fins comerciais e criou novas oportunidade de intercâmbio.


Os acordos assinados pelo presidente Lula e pelo chefe de Estado ucraniano, Leonid Kutchma, incluíram ainda um memorando de entendimento sobre futuros projetos bilaterais na área espacial, e um protocolo de intenções sobre cooperação no campo de Defesa, que criará condições para um intercâmbio de troca de equipamentos militares e de conhecimento científico e tecnológico.


Mais de 200 lançamentos já foram feitos pela Ucrânia em diversos Centros e seu potencial no mercado mundial é muito grande. Também faz lançamentos no Projeto Sea Launch, na Linha do Equador, em plataforma colocada em pleno Oceano Pacífico.



Sea Launch

O Centro de Lançamento Sea Launch
é uma plataforma em pleno Oceano Pacífico.




RÚSSIA


A Comissão Mista Governamental Brasileiro-Russa para a Cooperação Econômico-Comercial e Técnico-Científica fez extenso trabalho para desenvolver projetos espaciais conjuntos e trazer para o Brasil a muito experiente tecnologia russa. Afinal, a Rússia disputou o Espaço com os EUA palmo a palmo por décadas e hoje trabalham juntos.


A Rússia tem grande interesse pelo CLA, pois sua antiga principal base de Baikonur está localizada no Cazaquistão, que fazia parte da URSS.


Além disso, o VLS sempre contou com o apoio tecnológico russo e os EUA ameaçaram-lhe SANÇÕES por proliferação de mísseis em 1995, por temerem que o Brasil construísse um míssil inter-continental a partir dele. Só que a cooperação em tela é mais antiga que o Tratado EUA-Rússia.


Em 2003, na ocasião da visita ao Brasil do Ministro da Defesa russo, Sergei Ivanov, foi dado início à cooperação para a construção de motores foguete de combustível líquido em um primeiro momento e da construção conjunta de veículos espaciais em futuro próximo.


O Brasil agradeceu a forte cooperação na investigação das causas do acidente com o VLS-1 V03, uma "faísca elétrica" de causas e origem ainda desconhecidas.


ALIANÇA


Em 18 de outubro de 2005, os Presidentes Lula e Putin fecharam em Moscou um amplo acordo para a área espacial 
e abriram caminho para outras áreas. A Declaração Conjunta destaca a formação de uma "ALIANÇA ESTRATÉGICA" bilateral. Foram tratados 3 protocolos iniciais.



Moscou

Os Presidentes Putin e Lula em encontro reservado no Kremlin, em Moscou.
(Foto Ricardo Stuckert - PR - 130.152)



O primeiro referia-se à Missão Centenário do primeiro astronauta brasileiro, Tenente-Coronel da FAB Marcos César Pontes, na EEI. Essa Missão custou US$ 10 milhões.


Durante a cerimônia, o Presidente Putin celebrou a “aliança tecnológica” que seu País está construindo com o Brasil na indústria espacial. "Pretendemos caminhar na direção de uma aliança tecnológica com o Brasil", disse Putin ao receber Lula. "A assinatura do contrato (acima) constitui um passo importante nessa direção".


O segundo protocolo foi para o desenvolvimento de um novo estágio movido a combustível líquido para o VLS. Este
contava com uma configuração que usava apenas combustível sólido - mais fácil de manusear, mas menos preciso para colocar satélites em órbita. O uso do líquido é uma solução mais útil para lançadores de satélites, porém mais difícil de administrar (sendo uma tecnologia que o Brasil ainda não domina).


O terceiro protocolo permitirá criar uma comissão para gerir as futuras parcerias espaciais entre Brasil e Rússia. Há enorme interesse russo pelo Programa SGB brasileiro. Tanto assim que foi anunciado que os Países negociavam em fase tida como avançada um "programa conjunto para a construção de equipamento espacial de telecomunicações".


Apenas uma semana depois, o Brasil anunciava
seu ambicioso PROGRAMA CRUZEIRO DO SUL (PCS), em parceria com os russos.




FONTES & LINKS :


ISTO É Dinheiro - Principais Foguetes e Bases de Lançamento

Gazeta Mercantil

Texto em PDF do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE)

PNAE

Agência Espacial Brasileira (AEB)

Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/CTA)

Centro Tecnológico da Aeronáutica (CTA)

ATECH

Defesa Net : Mudança no CTA

INPE - Imagens gratuitas do CBERS-2










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